domingo, 23 de janeiro de 2011

BENFICA C. BRANCO -0 A. VISEU - 1 - IMPORTANTE

B.C. Branco 0 - 1 Ac. Viseu


Académico de Viseu: Paulo Freitas; Casal, Canelas, Tiago Gonçalves e Marcelo; Calico (Álvaro), Luís Vouzela e Ricardo Ferreira (Jonas); Marco Almeida, Luisinho (Pedro Costa) e Zé Bastos. Treinador: Paulo Gomes.
O Académico de Viseu venceu esta tarde o Benfica albicastrense por 0-1. Amiudadamente queixámo-nos das fracas assistências no Estádio do Fontelo, mas hoje, em Castelo Branco, capital de distrito, como é Viseu, não estavam mais de cem espectadores nas bancadas do Vale do Romeiro. Seria do frio glaciar que se sentia em Castelo Branco?

Paulo Gomes escalou para este jogo o onze que iniciou o encontro com o Gândara: Paulo Freitas na baliza; na defesa, e da direita para a esquerda, Casal, Canelas, Tiago Gonçalves e Marcelo Henrique; no meio campo o trio, Calico (o mais recuado), Vouzela e Ricardo Ferreira; e três na frente, Marco Almeida na direita, Luisinho (o melhor em campo) na esquerda e na frente o homem golo – Zé Bastos.

Logo no primeiro minuto da partida o Académico mostrou como jogaria na maior parte do tempo, bola ganha por Calico e lançamento rápido à procura dos avançados, neste caso Zé Bastos que rematou fraco para defesa fácil do ex Penalva, Nuno Morais.

Sem meio campo, ou melhor sem organizador no meio campo, as bolas eram enviadas para os corredores laterais, onde Luisinho foi sempre uma dor de cabeça para os seus adversários. Num desses lances, numa altura (34) em que o Benfica de Castelo Branco tinha mais bola, o Académico quase marcou, saindo em contra ataque, pelo lado esquerdo, com Luisinho a cruzar atrasado para Zé Bastos e este a isolar Vouzela sobre a direita, com um remate falhado, que frente ao 1 albicastrense não consegui marcar.

Numa primeira parte em que o Benfica de Castelo Branco teve mais bola, apenas por duas vezes esteve perto de marcar. Foi através de cruzamentos para a área com Paulo Freitas a mostrar-se muito inseguro, valeu que os dianteiros contrários estavam com a pontaria desafinada.

Já nos descontos da primeira parte foi de novo o Académico que esteve perto de marcar. Marcelo Henrique em livre lateral, do lado direito, quase marcava directamente e o mesmo jogador no instante seguinte a cruzar da esquerda, com o pé direito, e a bola a fugir a toda a gente e quando a bola se aprestava para se anichar nas redes dos locais surgiu a luva milagrosa de Nuno Morais a safar.

O cariz do jogo na segunda parte não se alterou, o Castelo Branco com mais bola e o Académico em contra ataque. Estava assim o jogo, entretido, até que entrou em campo Álvaro. Saiu Calico. A partir daí o jogo abriu. Se é verdade que a saída de Calico expôs a defesa academista a maior perigo a entrada de Álvaro veio dar uma grande qualidade de passe ao jogo academista. Jogada brilhante de Paulo Gomes que ainda adiantou para extremo Ricardo Ferreira, recuando Marco Almeida para o meio campo.

Já depois dos 20 minutos da segunda parte o Académico esteve perto de marcar, bola na extrema-direita onde apareceu Zé Bastos a cruzar para a pequena área onde, de cabeça, Ricardo Ferreira atirou por cima.

O Académico jogava melhor e chegou ao golo. Bola metida em Zé Bastos, por Ricardo Ferreira, que segura muitíssimo bem a bola, coloca na direita onde surge Álvaro a rematar como bem sabe, Nuno Morais não segura a bola, e Luisinho ao segundo poste a encostar para o golo. Um prémio para o melhor em campo.

Daí para a frente, o Benfica albicastrense começou a meter bolas na área academista mas aí toda a defesa esteve muito bem, Paulo Freitas incluído. Só por uma vez o Castelo Branco esteve mesmo perto do golo quando Ricardo António – um ídolo da torcida de Castelo Branco – se elevou bem de cabeça com a bola a tirar tinta do poste esquerdo. Numa arrancada de Pedro Costa e num chapéu, de Zé Bastos, o Ac. Viseu esteve também perto do segundo. Mas o resultado não se alteraria.
Em resumo, o Benfica de Castelo teve muito mais bola, mas foi o Académico a equipa mais perigosa e por isso mesmo o resultado parece-me justo. Isto num dia que descobri que há academistas ovarenses!

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