Mostrar mensagens com a etiqueta BENFICA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BENFICA. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de abril de 2019

BENFICA - 4 V. SETUBAL - 2 . BEM

Encarnados venceram por 4-2, num jogo com seis golos na Luz.
Rafa e João Félix guiam Benfica ao triunfo frente ao V. Setúbal e ao regresso à liderança
Benfica's players celebrate after scoring a goal against Vitoria Setubal during the Portuguese First League soccer match held at Luz Stadium in Lisbon, Portugal, 14 April 2019. JOSE SENA GOULAO/LUSA Lusa
O Benfica venceu, este domingo, o V. Setúbal por 4-2 em partida da 29.ª jornada da I Liga e regressou à liderança do campeonato.
Com a vitória contudente na Liga Europa sobre o E. Frankfurt, o Benfica estava de regresso à Luz, sabendo de antemão que precisava vencer para não deixar fugir o FC Porto. Os dragões tinham vencido no Algarve, o Portimonense por 3-0.
Para a partida frente ao V. Setúbal, Bruno Lage fez cinco alterações, com destaque para a titularidade de Florentino, junto a Samaris no miolo. Já na equipa orientada por Sandro Mendes, Sávio foi a única novidade, face ao castigo a José Semedo.
Logo aos 2 minutos, o Benfica quis dar um pontapé pontapé, já que marcou de forma madrugadora, logo aos dois minutos por intermédio de Rafa, depois de uma assistência de João Félix.
Face à entrada a todo o gás dos encarnados, parecia que ia dar goleada na Luz, mas o conjunto sadino acabou dar quase sempre ma boa réplica no estádio da Luz. Logo ao minuto 6, deu o primeiro sinal de que não vinha à Luz para servir de 'bombo da festa' do Benfica. Pontapé de Cadiz, a passar a rasar a baliza de Vlachodimos.
Um, de novo endiabrado, João Félix tentou o golo, numa boa jogada individual, mas o remate do jogador de 19 anos acabou pressado na defensiva vitoriana.
Assente num impetuoso 4-4-2, o Vitória tentava incomodar o Benfica sempre que podia, recorrendo às bolas paradas e às bolas despejadas na área para explorar a altura de jogadores como Cadiz.
Ao minuto 29´, começou o show Makaridze. A bola bateu na mão de Rúben Micael dentro da área e Rui Costa, depois de consultar o VAR, apontou para a marca da grande penalidade. Na conversão, Pizzi permitiu a defesa do guardião do vitória. Dois minutos volvidos e Makaridze voltou a brilhar, a remate de Pizzi.
Contudo, o desperdício não desmoralizou o conjunto encarnado que tentava ampliar a vantagem ainda antes do intervalo. João Féliz ameaçou com um cabecemento por cima. Ao minuto 36´, o Benfica marcou mesmo e novo com os dois protagonista do primeiro golo. João Félix a assistir (depois de uma excelente recuperação depois de um corte imcompleto de Vasco Fernandes) e Rafa a bisar, sem hipóteses para Makaridze.
Contudo, o Vitória ainda conseguiu reduzir ainda antes do descanso. Grande jogada de Berto, a tirar da frente Ferro, e depois com a bola a chegar a Nuno Valente que atirou certeiro para o 2-1.
Os sadinos mostravam assim que vinham à Luz de peito aberto e a tentar condicionar a estratégia do Benfica. E foi de forma afoita que o Vitória iniciou a segunda parte face alguma apatia do Benfica. Faltava alguma dinâmica ao conjunto da Luz, mas que acabou por ser atenuada pelas individualidades.
João Félix acabou por arrancar para outra participação com franca influência no resultado. Faturou ao minuto 56´, depois de ter feito as asistência para os dois primeiros golos.
Mas os visitantes continuavam a dividir o jogo na Luz, apesar do fosso do marcador. Primeiro foi Berto, com uma pontapé em arco a permitiu uma grande defesa de Vlachodimos. Pouco depois foi Cadiz, com uma cabeamento a assustar o público da Luz-
A precisar de colocar gelo sobre o jogo, Bruno Lage optou por descansar João Félix (79´), lançando Taarabt.
Com o Vitória à procura ainda de reduzir foi o Benfica a marcar mais um tento, desta feita por Seferovic. Jogada de combinação com Rafa, com o suíço a finalizar em arco para o 4-1 na Luz.
Sem baixar os braços, a equipa de Sandro Mendes ainda foi a tempo de reduzir. Na conversão de uma grande penalidade, Cadiz fez o 4-2 (88´).
Até final, o Benfica ainda podia ter ampliado a vantagem. Jonas (Entrou aos 89´), teve o golo na cabeça, depois de um cruzamento de Taarabt, mas acabou por atirar ao lado.
Os encarnados regressam à liderança do campeonato. Vitória acabou por ser um digno vencido no estádio da Luz.

domingo, 7 de abril de 2019

FEIRENSE - 1 BENFICA - 3 - ACREDITAR

'Encarnados' estiveram em desvantagem com um golo de Sturgeon, mas deram a volta ao marcador antes do intervalo com golos de Pizzi e André Almeida. Seferovic bisou na segunda parte e fixou o resultado final.
Benfica goleia Feirense e recupera a liderança do campeonato
Pizzi celebra um golo pelo Benfica frente ao Feirense. EPA/JOSE COELHO
O Benfica goleou este domingo o Feirense por 4-1 em jogo a contar para a 28ª jornada do campeonato nacional e regressou à liderança da prova em igualdade pontual com o FC Porto, mas em vantagem no confronto direto com os portistas. Sturgeon abriu o marcador aos 10 minutos, mas Pizzi e André Almeida operaram a reviravolta antes do intervalo. Seferovic ampliou a vantagem no arranque da segunda parte e fixou o resultado final já em cima do minuto 90.
No regresso ao campeonato nacional após a eliminação na Taça de Portugal frente ao Sporting, o Benfica apresentou-se no reduto do 'lanterna vermelha' com cinco alterações no onze titular. A estreia de Taarabt na equipa titular do Benfica foi a principal novidade no regresso à titularidade de Vlachodimos, Ferro, Samaris, e Seferovic. Florentino também voltou a ser titular num jogo em que o Feirense começou melhor.
Num jogo em que estava obrigado a vencer, o Benfica ficou em desvantagem a partir dos 10 minutos na sequência de um cruzamento de Edson Farias para o segundo poste onde apareceu Sturgeon a fuzilar Odysseas Vlachodimos para o 1-0.
Com Taarabt no meio campo do Benfica à procura de linhas de passe para dar profundidade ao ataque encarnado, o Feirense soube explorar as transições rápidas para criar perigo junto à baliza de Vlachodimos. Ferro e Rúben Dias estavam 'afinados' nas marcações, mas aos 20 minutos o Feirense voltou a introduzir a bola no fundo da baliza do Benfica. O lance acabou por ser anulado por João Pinheiro por indicação do árbitro auxiliar por alegado fora-de-jogo de Briseño. Vítor Bruno bateu um livre favorável à equipa da casa, a bola entrou na baliza de Odysseas, mas o árbitro anulou o lance por entender que Briseño estava em fora-de-jogo e terá incomodado a acção do guarda-redes encarnado.
A perder por 1-0, o Benfica acusou a pressão da desvantagem e não conseguia criar situações de perigo junto à baliza de Caio Secco. Aos 31 minutos, Taraabt tentou um remate de longe, mas o esférico saiu fraco e à figura de Caio Secco. Minutos depois, um grande remate de Pizzi obrigou Caio Secco a aplicar-se na defesa, e na recarga Taraabt levantou muito a bola e o remate acabou por sair por cima.
Aos 36 minutos, Ghazal tocou em Pizzi na grande área do Feirense numa disputa de bola, mas o árbitro nada assinalou. No entanto, o vídeo-árbitro deu indicação a João Pinheiro de possível grande penalidade. O árbitro acabou por assinalar castigo máximo após visualizar as imagens do lance e Pizzi chamado à conversão não falhou e atirou para o 1-1 aos 40 minutos.
O golo do empate trouxe outra tranquilidade emocional ao Benfica, mas o Feirense tentou reagir de imediato com um cruzamento perigoso de Vítor Bruno que Ferro afastou de cabeça.
Aos 43 minutos, Seferovic assistiu João Félix para o 2-1, mas o golo acabaria por ser anulado por fora de jogo do avançado português. Com três minutos de compensação, o Benfica chegou à vantagem no marcador aos 47 minutos na sequência de um pontapé de canto. Pizzi cruza para Samaris e o médio grego amortece de cabeça para André Almeida que na pequena área fuzilou Caio Secco para o 2-1.
No segundo tempo, as equipas regressaram dos balneários sem alterações e logo aos 49 minutos Seferovic fez o 3-1 na sequência de uma saída em falso de Caio Secco. O avançado suíço aproveitou o adiantamento do guarda-redes brasileiro e marcou o terceiro golo dos 'encarnados' com um monumental 'chapéu' para o 3-1.
Com uma vantagem de 3-1, a equipa do Benfica assumiu definitivamente o controlo do jogo e não permitiu grandes incursões do Feirense na sua área defensiva. A equipa de Bruno Lage ainda criou algumas oportunidades de golo, mas Caio Secco mostrou-se sempre à altura.
Aos 67 minutos, Grimaldo esteve perto de fazer o 4-1 com um remate a rasar o poste da baliza do Feirense, mas o esférico não entrou, enquanto que aos 74 minutos Jonas entrou para o lugar de João Félix.
Bruno Lage ainda lançou Cervi para o lugar de Taarabt aos 81 minutos, mas o resultado parecia que não ia a sofrer alterações. No entanto, um cruzamento de Grimaldo aos 89 minutos permitiu a Seferovic 'bisar' no encontro e sentenciar o resultado final em 4-1. Com este resultado, o Benfica recuperou o primeiro lugar do campeonato em igualdade pontual com o FC Porto, mas em vantagem no confronto direto com os portistas, enquanto que o Feirense continua no último lugar da prova e já vai em 26 jogos consecutivos sem vencer.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

SPORTING -1 BENFICA - 0 TAÇA ACABOU

Sporting venceu com golaço do internacional português e marca presença na final da Taça de Portugal pela segunda época consecutiva.
Bruno Fernandes (só podia ser ele) atirou Sporting para a final da Taça de Portugal
Bruno Fernandes agradece aos adeptos ANTONIO COTRIM/LUSA
O Sporting garantiu, esta quarta-feira, o último lugar na final da Taça de Portugal, depois de derrotar o Benfica por 1-0 no jogo da segunda-mão da meia final.
Um golo de Bruno Fernandes bastou ao clube de Alvalade para assegurar pelo segundo ano seguido o lugar na final da prova rainha do futebol português.
As equipas iniciais contaram com mudanças, quer por parte de Bruno Lage quer por parte de Marcel Keizer.
Do lado do Sporting, o treinador holandês apostou em Bruno Gaspar para render o castigado Ristovski no ‘onze’ do Sporting.
Sem poder contar com o lateral direito macedónio, que viu hoje confirmada a suspensão de um jogo, na sequência da expulsão frente ao Desportivo de Chaves (3-1), no sábado, Marcel Keizer entregou a titularidade a Bruno Gaspar.
Esta é a única alteração promovida pelo técnico holandês relativamente à partida em Trás-os-Montes, num jogo em que o Sporting vai tentar anular a desvantagem trazida da Luz, onde o Benfica ganhou por 2-1.
Bruno Lage fez quatro mexidas no onze inicial relativamente à equipa que defrontou o Tondela (1-0), também no sábado, desde logo com o guarda-redes belga Svilar a render o grego Vlachodimos.
O central Jardel, que não jogava desde o encontro da primeira mão, no qual os ‘encarnados’ venceram por 2-1, na Luz, em 06 de fevereiro, quando se lesionou, formou dupla com Rúben Dias no eixo defensivo, Fejsa substituiu Samaris no centro do terreno e Seferovic, autor do golo do triunfo sobre os tondelenses, voltou à frente de ataque, para o lugar de Jonas.
O Sporting entrou mais pressionante, dada a desvantagem na eliminatória, e pertenceu aos leões a primeira vantagem no encontro. Ataque rápido do Sporting conduzido por Bruno Fernandes, o médio optou por servir Raphinha, que rematou contra um adversário.
De seguida, contrariedade para o Benfica. Depois de Zlobin ter ficado de fora da ficha de jogo por conta de uma indisposição ainda antes do apito inicial - Vlachodimos entrou para o 18 eleitos -, foi a vez de Gabriel sair do encontro lesionado depois de um lance com Raphinha aos 14 minutos. Gedson Fernandes entrou para o seu lugar.
O clube de Alvalade contou com nova oportunidade aos 29 minutos por intermédio de Luiz Phellype. O avançado brasileiro, que ocupou o lugar do lesionado Bas Dost, rematou forte em zona frontal, mas Svilar defendeu com a ponta dos dedos por cima da trave da baliza.










O Benfica contou com a primeira oportunidade de perigo aos 40 minutos. O lance dos encarnados começa com um passe de Pizzi para Rafa, este não consegue o remate à entrada da área e a equipa leonina afasta. A bola sobra para Fejsa, que atira rasteiro e por pouco surpreendia Renan, obrigado a tirar para canto.
O Sporting foi mais pressionante nos primeiros 45 minutos e quis mais, mas quem a melhor situação de golo foi do Benfica em cima do apito para o intervalo, depois de um passe fantástico de João Félix que deixou Seferovic na cara do golo. A bola ainda sofreu um desvio e o remate do suíço saiu fácil para as mãos de Renan.
No segundo tempo, o Benfica entrou com outra cara e pertenceu aos 'encarnados' o primeiro lance de grande perigo desta etapa complementar. Pizzi lançou na frente em Seferovic que na cara de Renan Ribeiro rematou muito torto.
O Sporting respondeu com um livre direto de Bruno Fernandes. Em zona frontal, o capitão leonino atirou forte e colocado à trave, com Mile Svilar completamente batido.
Com um jogo um pouco partido, o Sporting foi arriscando um pouco mais à procura do golo que desse o empate na eliminatória e consequente vantagem.
O Benfica ia segurando o jogo, mas também procurando o golo que 'matasse' a eliminatória. Foi o que aconteceu aos 70 minutos num lance com Jonas, que entrou para o lugar do desinspirado João Félix. Gedson recuperou a bola no meio-campo ofensivo e tocou para Pizzi, que serve para a entrada do brasileiro que rematou muito torto em zona perigosa.
Logo de seguida, um lance que gerou protestos do lado do Sporting. Nemanja Gudelj rematou contra Rúben Dias, corte que motivou muitas queixas por parte dos jogadores do Sporting, que queriam que cercaram o árbitro Hugo Miguel para pedir grande penalidade. No entanto, o juiz mandou seguir o encontro.
O Sporting precisava de um golo que o colocasse na frente da eliminatória e foi isso mesmo que aconteceu aos 75 minutos pelo inevitável Bruno Fernandes. O capitão leonino recebeu na área, tirou da frente Grimaldo e atirou ao ângulo com o pé esquerdo sem hipóteses para Svilar. Golaço do internacional português.
Numa jogada semelhante à que deu o golo da vitória contra o Tondela, o Benfica esteve perto de empatar o encontro aos 83 minutos. Cruzamento de Gedson Fernandes  e Seferovic de cabeça, na área, falhou o golo por muito pouco.
Sem conseguir empatar a eliminatória, o Benfica perdeu em casa do eterno rival e viu escapar a possibilidade de marcar presença na final da Taça de Portugal, algo que não acontece desde a época 2016/17.
A equipa ‘leonina’, que venceu 14 dos 17 confrontos caseiros com o Benfica na Taça de Portugal, quebrou uma série de oito jogos e mais de três anos sem conseguir bater os ‘encarnados’ – a última vitória aconteceu na quarta ronda da Taça em novembro de 2015.
O Sporting, que ergueu o troféu 16 vezes, regressa ao Estádio Nacional um ano depois de ter sido derrotado pelo Desportivo das Aves, por 2-1. A sua última conquista da Taça de Portugal aconteceu na época 2014/15, em que bateu o Sporting de Braga (3-1 no desempate por penáltis, após o 2-2 no prolongamento).
Na final, o Sporting vai defrontar o FC Porto, que eliminou o Sporting de Braga (3-0 em casa e 1-1 fora) e também procura conquistar a Taça de Portugal pela 17.ª vez.
Esta será a quinta final entre 'leões' e 'dragões', que se encontraram no jogo decisivo pela última vez em 2008, com vitória do Sporting, por 2-0. Nas quatro finais disputadas entre ambos, registaram-se duas vitórias para cada.

domingo, 31 de março de 2019

BENFICA - 1 TONDELA - 0 SUSTO

Susto

Mal ganhámos para o susto. Foi uma vitória dificílima e arrancada a ferros já nos minutos finais de um jogo que esteve longe de ser dos mais conseguidos, e que nos permite continuar no topo da tabela. Valeu pelo crer até ao último minuto.


Onze quase o esperado - quase porque esperaria ver o Seferovic a titular em vez do Jonas. A entrada do Benfica no jogo nem foi má, perante um Tondela sempre muito bem organizado e com linhas muito juntas, mas que também cedo começou a revelar a irritante tendência para os seus jogadores se deixarem cair a pedir assistência. Na fase inicial do encontro o Benfica até criou ocasiões de golo, viu um penálti claríssimo por derrube ao Samaris não ser assinalado nem pelo incomparável Xistra (a nomeação deste emblema da incompetência foi mais uma provocação ao Benfica) nem pelo VAR e chegou mesmo a introduzir a bola na baliza do Tondela, pelo André Almeida, mas o golo foi anulado por posição irregular do Jonas no início do lance. A melhor ocasião de golo surgiu pelos pés do Rafa, que ficou isolado depois da marcação rápida de um livre, mas permitiu a defesa ao guarda-redes. A partir daqui fomos uma equipa progressivamente mais nervosa que perdeu esclarecimento. Deixámos de explorar convenientemente as alas e insistimos demasiado pelo meio, com o Pizzi e o Gabriel a revelarem estar francamente desinspirados na construção. Não me recordo de ver o Gabriel falhar tantos passes num jogo. Por isso a primeira parte arrastou-se até ao intervalo com o Benfica a rematar muito pouco e a não conseguir praticamente criar mais nenhuma ocasião de golo.


Logo ao intervalo trocámos o Samaris pelo Seferovic, passando o Félix para a direita e o Pizzi para o meio. Mas como referi, o Pizzi esteve numa noite pouco inspirada, a par do Gabriel, e a construção de jogo continuava a deixar muito a desejar. Mas até conseguimos voltar a introduzir a bola na baliza do Tondela bastante cedo, depois de um muito bom trabalho individual do Jonas. Só que assim que percebi que o VAR tinha intervindo, perdi qualquer esperança. Intervenção do VAR num jogo do Benfica significa imediatamente decisão contra o Benfica, e mais uma ves a regra confirmou-se. Golo anulado por mão do André Almeida no início do lance, e tudo como dantes. O nervosismo da equipa e do público era agora bastante evidente, e para piorar as coisas o meio campo do Benfica deu o estoiro completo ao fim de quinze ou vinte minutos. A partir desse momento o Tondela ganhou superioridade nessa zona do campo, e apesar do Benfica precisar de marcar era o Tondela quem começava a estar demasiado à vontade para manter a posse de bola, começando até a criar situações de perigo junto da nossa baliza. A vinte minutos do final o toque de exotismo com a entrada do Taarabt para o lugar do Pizzi (pior do que aquilo que o Pizzi estava a fazer também seria difícil) e quase golo do Tondela, que só não aconteceu porque o Vlachodimos fez a defesa da noite a um remate cruzado. Seguiu-se a troca do Rafa pelo Jota e no período final o Benfica ganhou nova vida. Tudo continuou a ser feito mais com o coração do que com a cabeça, mas o Jonas por duas vezes podia ter feito o golo. Na primeira falhou de forma incompreensível um cabeceamento depois de um óptimo centro do Félix (era quase só encostar para o golo) e depois teve um grande remate de fora da área ao qual o Cláudio Ramos respondeu com uma enorme defesa. Mas o golo apareceu mesmo a seis minutos do final, num cabeceamento do Seferovic depois de um cruzamento teleguiado do Grimaldo. Desta vez não houve Xistra ou VAR que valessem ao Tondela e o golo contou mesmo. Enorme suspiro de alívio na Luz, mas foi preciso sofrer até final, porque mesmo ao cair do pano o Tondela desperdiçou uma flagrantíssima ocasião de golo. Felizmente para nós, o desvio em posição quase frontal na linha de pequena área saiu para a bancada.


Foi um jogo pouco inspirado da nossa equipa em que é complicado destacar jogadores. O Seferovic acaba por ser o homem do jogo por ter marcado o golo que o decidiu, e para mim parece-me evidente que deverá ser titular no lugar do Jonas. O Rafa foi quem esteve mais em evidência na primeira parte, mas foi desaparecendo do jogo. O Grimaldo foi muito menos solicitado do que é habitual, mas das poucas vezes que o explorámos foi quando conseguimos causar mais perigo, e o golo surgiu dali mesmo.

Foi muito mais complicado do que se poderia antecipar, e isto pode muito bem ser um exemplo daquilo que enfrentaremos até final. Hoje com o factor extra de verificarmos mais uma vez as disparidades de critérios entre umas equipas e outras. Um penálti evidente a nosso favor foi olimpicamente ignorado e um golo que não tenho dúvidas que seria validado a outros foi anulado. O nosso adversário directo deu a volta ao resultado com dois penáltis a seu favor, sendo o primeiro no mínimo anedótico, e depois nos minutos finais um penálti a favor do Braga foi obviamente ignorado. Já os desgraçados do Lumiar, a outra cara-metade da Santa Aliança, continuam no seu andor a ser carregados até ao terceiro lugar: um penálti do tamanho de um elefante foi ignorado nos descontos, o que é particularmente irónico tendo em conta a quantidade de penáltis de que já beneficiaram por jogadores seus serem confrontados por uma brisa mais forte. É contra estes critérios que temos tido que lutar toda esta época, e isto vai continuar e até intensificar-se enquanto não conseguirem colocar o nosso adversário à nossa frente. Por isso mesmo não podemos facilitar com jogos menos conseguidos como o de hoje.

domingo, 17 de março de 2019

MOREIRENSE - 0 BENFICA 4 . GOLEADA

Golos de João Félix, Samaris, Rafa e Florentino Luís, antes de dois golos anulados (um para cada lado), permitem à equipa encarnada somar os mesmos 63 pontos que tem o FC Porto.
Benfica goleia em Moreira de Cónegos e volta à liderança da I Liga
Ivanildo Fernandes e João Felix em ação. OCTAVIO PASSOS / LUSA © 2019 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
O Benfica venceu, este domingo, o Moreirense por 4-0, em jogo da 26.ª jornada do campeonato português, disputado no Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas, na vila de Moreira de Cónegos. O Benfica já foi para o intervalo em vantagem, graças aos golos de João Félix (37’) e Samaris (43’), alargando a vantagem na segunda parte, com golos de Rafa (48’) e Florentino Luís (83’). Equipa de Bruno Lage volta a subir ao primeiro lugar da I Liga, com os mesmos 63 pontos do FC Porto, mas com vantagem no confronto direto.
O treinador do Benfica voltou a apresentar a equipa inicial mais utilizada desde que assumiu o comando técnico do Benfica, à exceção de Seferovic, que continua a recuperar de lesão. Grimaldo, Samaris, Jonas e João Félix regressaram às opções iniciais. Yuri Ribeiro, Fejsa, Zivkovic e Jota, que alinharam frente ao Dínamo de Zagreb, ficaram de fora.
Moreirense esteve muito bem durante a partida, principalmente nos minutos iniciais, tendo lutado 'taco a taco' com o Benfica, justificando o porquê de estar a fazer uma excelente época. Logo aos 22 minutos, num cruzamento/remate de Bilel, a bola acabou dentro da baliza de Odysseas, mas o árbitro já tinha apitado o fora de jogo de Arsénio, que apareceu ao segundo poste e perturbou a visão do guarda-redes encarnado.

NA SUA REDE FAVORITA

Siga-nos na sua rede favorita.
Logo de seguida, numa jogada de Rafa a desmarcar Pizzi na direita, este meteu em Jonas, que ajeitou e atirou para o fundo das redes. Porém, Nuno Almeida recorreu ao VAR- sem visionar as imagens - e anulou o lance por fora de jogo de Pizzi na altura do passe.
Aos 37 minutos, a história seria outra e o Benfica passaria para a frente no marcador. Num passe de Grimaldo, Ivanildo falhou o corte e o João Félix, que estava nas costas do defesa do Moreirense, atirou para o fundo das redes de Trigueira.
Pouco antes do apito para o intervalo, num pontapé de canto marcado por Pizzi, Samaris cabeceou forte e certeiro nas alturas, sem hipótese para o guarda-redes do Moreirense.
Já a abrir a segunda parte, Rafa fugiu à defesa do Moreirense, após passe de Jonas, e fez o chapéu na cara de Trigueira, fazendo o 3-0. O guarda-redes do Moreirense ainda tocou, mas a bola seguiu para a baliza e acabou por entrar na mesma.
Nos últimos dez minutos, na conversão de um pontapé de canto marcado por Grimaldo, e depois de alguma confusão na área do Moreirense, Ibrahima tentou o corte, mas tinha Florentino nas costas, que apareceu a finalizar sem dificuldades.
Com este resultado, o Benfica mantém assim a liderança da I Liga, em igualdade com o FC Porto (segundo). O Moreirense, que somou o terceiro encontro consecutivo sem vencer, caiu para o sexto lugar, com 42 pontos, os mesmos do Vitória de Guimarães, que ocupa a quinta posição, que deve dar acesso à Liga Europa.