domingo, 30 de dezembro de 2018

D. AVES - 1 BENFICA - 1 - PASSOU

Fogacho

Tinha escrito no final da fantástica exibição contra o Braga que seria fundamental manter o momento positivo já para o próximo jogo, porque se voltássemos a apresentar o nível exibicional dos jogos anteriores tudo teria sido em vão. Infelizmente, regressámos mesmo ao nível dos jogos anteriores, se é que não conseguimos jogar ainda pior. E assim fica no ar a sensação de que a exibição contra o Braga não terá sido mais do que um fogacho.


Nem podem ser as alterações na equipa a servir de justificação para uma quebra exibicional tão grande, já que elas foram apenas três e uma delas na baliza. Como habitualmente, jogou o Svilar entre os postes, e as outras duas mudanças no onze foram as entradas do Yuri e do Seferovic para os lugares do Grimaldo e do Jonas. Sobre o jogo, o que há a dizer? Entrámos mal nele e o Aves poderia ter marcado logo nos minutos iniciais. Depois ainda conseguimos equilibrar as coisas, sobretudo sendo capazes de ter mais posse de bola, mas sem conseguir causar grande perigo na frente. As poucas coisas boas que o Benfica ainda conseguia criar vinham quase todas dos pés do Zivkovic, mas o sérvio parecia quase sempre completamente desacompanhado pelo resto da equipa. Uma atitude muito pouco competitiva, que resultava na perda de quase todas as bolas divididas e muitos jogadores quase parados ou expectantes, a reagirem apenas quando a bola lhes era passada. De qualquer maneira quando fomos para intervalo até parecia que o pior tinha passado e que mesmo sem brilho acabaria por não ser demasiado complicado manter o empate, que nos garantia o apuramento.


Mas logo nos primeiros minutos da segunda parte o Aves colocou-se em vantagem. Um lance muito simples mas bastante ilustrativo das facilidades que o Benfica concedeu ao adversário. Uma perda de bola no ataque e o mesmo jogador que recuperou a bola correu praticamente dois terços do campo com ela sem que ninguém o parasse, até fazer o centro tenso para a área. Aí, o Baldé antecipou-se muito facilmente de cabeça ao André Almeida bem junto ao poste, sem possibilidades de defesa. Agora sim, estávamos em apuros e a equipa lá reagiu ao golo, ainda que de forma atabalhoada. O Aves também mudou de atitude (só nos dois minutos a seguir ao golo ficaram três jogadores estendidos no chão) e recuou na defesa de um resultado que lhe era obviamente interessante. E foi já com o Benfica a jogar em 4-4-2, depois do Jonas ter substituído o Cervi, que o Benfica chegou ao empate. Maior mérito para o Zivkovic, que aogra na esquerda conseguiu ganhar dois ressaltos e depois teve a lucidez suficiente para enviar a bola para a zona do segundo poste, onde o Seferovic estava suficientemente sozinho para de forma algo trapalhona ter tempo de tentar controlar a bola para depois a enviar para o fundo da baliza. Benfica novamente em situação vantajosa a vinte minutos do final, mas se o nosso futebol até então já não nos tinha dado motivos para grande satisfação então a partir desse momento foi simplesmente lamentável. O Aves tomou conta do jogo, dispôs de oportunidades para voltar a marcar que só não se concretizaram porque a pontaria deles estava desafinada, e o Benfica praticamente arrastou-se à espera do apito final que carimbaria o apuramento. Uma nota apenas para assinalar o regresso do Salvio à competição, após dois meses de ausência.


O melhor do Benfica claramente o Zivkovic, acompanhado a espaços pelo Gedson e pelo Fejsa, que foi dos poucos a meter o pé e a conseguir ganhar disputas de bola com os jogadores adversários. Tudo o resto foi demasiado pobre ou de má qualidade.

Não soubemos aproveitar o balanço que o jogo contra o Braga nos poderia ter dado e rapidamente voltámos ao nível de exibições de Montalegre. O resultado disto é o reforçar da desconfiança em relação à equipa. E se a exibição da equipa já deu motivos de insatisfação, as declarações do nosso treinador sobre o jogo no final apenas reforçaram essa insatisfação.

domingo, 23 de dezembro de 2018

BNEFICA - 6 SP. BRAGA - 2 - MUITO BOM

Redenção

And now for something completely different. Ganhámos bem. Jogámos bem. Dominámos o jogo e não deixámos a menor sombra de dúvida sobre qual era a melhor equipa em campo. E no final destroçámos por completo uma das equipas mais fortes e regulares deste campeonato, podendo afirmar sem dúvidas que o resultado não é melhor do que a exibição; pelo contrário, adequa-se-lhe perfeitamente.


Entrámos em campo com um onze sem surpresas, que será o mais previsível nesta altura. A defesa habitual, o Gedson a completar o trio do meio campo, e as alas entregues ao Zivkovic e ao Cervi. O Braga entrou na Luz disposto a justificar o estatuto de candidato ao título jogando de peito aberto, num 4-4-2 no qual os alas tentavam compensar a inferioridade numérica no meio. Durante os minutos iniciais até me pareceu que o Benfica não iria conseguir explorar isso, porque o Pizzi aparecia demasiadas vezes muito adiantado, ou encostado à direita, onde se sobrepunha ao Zivkovic e era redundante, ou perto do Jonas. Mas a partir dos dez minutos tudo isso mudou, com o Pizzi a aparecer em zonas mais centrais e recuadas, para pegar no jogo. Mas a principal diferença no nosso jogo esta noite, e que permitiu construir este resultado, residiu na atitude. Uma grande agressividade à perda de bola, com pressão quase constante sobre o adversário, muitas vezes com mais do que um jogador a atacar o portador da bola. E depois, uma vez recuperada, muito maior velocidade na transição, em particular pelo Gedson mas também pelo Cervi, Zivkovic ou Grimaldo. O domínio do Benfica começou a tomar forma, e depois de uma boa jogada colectiva o Jonas apareceu solto ao segundo poste em boa posição, mas falhou a tentativa de rematar de trivela e a bola saiu ao contrário daquilo que se queria. O Braga afastou a bola, e na insistência um passe do Grimaldo encontrou o Pizzi ainda na frente, descaído sobre a esquerda. Veio para o meio, tirou o defesa da frente, e rematou cruzado para o poste mais distante. 


Um belíssimo golo, a dar início às festividades na Luz, e ao qual se viriam a somar muitos outros golos de belo efeito. Estavam decorridos dezanove minutos de jogo, e nos minutos que se seguiram ao nosso golo o Braga teve o seu melhor período no jogo, deixando a ideia de que estava na discussão do resultado e que o empate poderia surgir. Foram três boas situações as que conseguiu construir: um remate de longe do Fransergio que ainda raspou na barra, um remate à malha lateral por parte do Dyego Sousa depois de um contra-ataque, e uma situação em que o Ricardo Horta apareceu em situação privilegiada para marcar, mas o Vlachodimos fez bem a mancha. Foram quase quinze minutos de equilíbrio, mas o lance do Horta foi o canto de cisne do Braga no jogo, porque a partir daí o Benfica pegou nele e não mais o largou. E aos trinta e nove minutos aumentou a vantagem, num cabeceamento do Jardel após canto marcado pelo Zivkovic na direita do nosso ataque - depois da longa travessia no deserto, dois jogos seguidos a marcar na sequência de pontapés de canto, ambos marcados pelo Zivkovic. Este golo fez lembrar um pouco o frango do Ricardo com o Luisão, que nos deu o título no ano do Trapattoni. O guarda-redes saiu para agarrar a bola e quando estava à espera que ela lhe chegasse às mãos, a cabeça do Jardel chegou primeiro. O segundo golo, mesmo obtido perto do intervalo, não foi sinal para que o Benfica abrandasse, e só não aumentámos para três logo no minuto seguinte porque o guarda-redes bracarense conseguiu fazer bem a mancha aos pés do Jonas, que lhe apareceu isolado à frente depois de um mau corte de um defesa. Até ao apito para intervalo continuámos sempre a procurar com afinco o terceiro golo.


O regresso para a segunda parte nem sequer foi a continuidade do fecho da primeira, porque a atitude foi ainda mais decidida. Rapidamente recompensada com um golo do Grimaldo, que depois de um grande passe do Cervi entrou na área pela esquerda, aproveitou um mau corte de um defesa, e de pé direito colocou a bola entre o guarda-redes e o poste. O Braga respondeu rapidamente e reduziu três minutos depois pelo Dyego Sousa, que de cabeça concluiu um cruzamento da esquerda - a bola desviou ligeiramente no Zivkovic, o que terá ajudado a que o Rúben tivesse ficado completamente fora do lance. Mas o Benfica pagou na mesma moeda, e também três minutos depois voltou a repor a vantagem com um golo do Jonas, na conclusão de uma belíssima jogada colectiva. Toque de primeira do Cervi a desmarcar o Gedson, corrida deste em direcção à área e quando flectiu para o meio toda a gente, incluindo os jogadores do Braga, anteciparam que iria rematar. Em vez disso, soltou a bola para a esquerda onde o o Cervi, que acompanhou a jogada, recebeu solto e passou a bola para um Jonas completamente à vontade à entrada da pequena área, que apenas teve que encostar para o golo. Foi uma forma eficaz de cortar cerce quaisquer ambições que o golo tivesse dado ao Braga de entrar na discussão do resultado. O jogo era nosso e, para vincar bem isso mesmo, mais dois golos de rajada, aos sessenta e três e sessenta e sete minutos, já com o Seferovic em campo no lugar do Jonas. O primeiro foi numa jogada rápida, simples e eficaz. Lançamento de linha lateral na direita, toque de primeira do Seferovic a desmarcar o Zivkovic e passe atrasado para o interior da área, onde surgiu o Cervi com um remate de primeira a fuzilar a baliza. O segundo, uma prova de que era mesmo uma noite em que tudo corria bem. Canto na esquerda, bola metida no Pizzi, que depois de uma boa incursão individual para ganhar a linha de fundo colocou a bola para o segundo poste. Esta foi afastada para a zona central na entrada da área onde, contra todas as probabilidades, apareceu o André Almeida a rematar meio de pé esquerdo, meio de canela, quase em queda, e a fazer a bola descrever um arco perfeito que a colocou na gaveta. Entrou mesmo junto ao ângulo superior, com o guarda-redes a não poder fazer mais nada senão olhar. O golo foi de certa forma o ponto final no jogo, já que o Benfica deixou de procurar o golo com tanta intensidade e o Braga percebeu que não havia mesmo nada mais a fazer senão lutar pelo brio. Ainda conseguiu reduzir a quinze minutos do final, num remate colocado do João Novais, mas pouco mais digno de realce aconteceu até final.


Gedson, Pizzi, Cervi, Zivkovic, Grimaldo, todos eles se destacaram numa grande exibição da nossa equipa. De realçar o 'regresso' do Pizzi, depois de ter andado completamente ausente durante várias semanas. Este foi aliás um dos factores que eu julgo mais terem contribuído para tão drástica melhoria exibicional. O Gedson foi importantíssimo quer na pressão, quer nas transiçõpes, o Cervi marcou um golo e fez duas assistências, o Zivkovic é provavelmente o jogador mais inteligente que temos no plantel e o Grimaldo cada vez mais me convence que esta será a última época que o verei jogar com a nossa camisola, já que em breve dará o salto para mais altos voos.

Fez mais este jogo pela recuperação da confiança e crença da e na equipa do que os seis anteriores. Esta exibição, resultado e consequente salto de dois lugares na classificação podem muito bem significar a redenção desta equipa. Mas para isso é fundamental que saibamos transportar tudo o que de positivo retirámos do jogo de hoje já para o próximo jogo. Porque se voltarmos a apresentar o nível exibicional dos jogos anteriores, tudo terá sido em vão.

A.VISEU - 0 PAÇOS DE FERREIRA - 4 - SEM PALAVRAS

CASTORES VENCEM EM VISEU (4-0) E REGRESSAM AO TOPO DA LIGA

Qual a melhor resposta que a equipa poderia dar aos dois últimos resultados menos positivos? Vencer e convencer… E foi isso mesmo que aconteceu em Viseu! Os Castores entraram em grande na partida da jornada 13 e construíram uma vitória na qual os 4-0 finais dizem quase tudo sobre a qualidade da exibição pacense.
Frente a um adversário sempre incómodo no seu terreno, o Paços demorou apenas dois minutos a marcar. Na sequência de um ponta pé de canto cedido pelo Académico, após ataque perigoso pela direita, o Paços fez o primeiro golo. A bola foi ter com Luiz Phellype ao segundo poste e este rematou forte, contando com o desvio num defensor local, para abrir o marcador e dar a primeira alegria aos muitos adeptos pacenses presentes no Fontelo. O Paços continuou por cima no jogo e antes do quarto-de-hora voltou a faturar. Bola na área adversária, Junior Pius disputa o lance com um defensor e fica com a bola à mercê de um toque subtil para o fundo das redes de Jonas. Estava feito o mais difícil e só após esse 0-2 o Ac. Viseu teve uma ligeira reação, com Tiago Almeida e entrar na área pela direita e a rematar cruzado rente ao poste contrário (19’). O ataque rápido e em constante movimentação dos pacenses criou sempre muitos problemas à defensiva viseense e, aos 25’, Fatai abriu muito bem na direita para Luiz Phellype e o cruzamento deste quase proporcionou o golo a Christian. Dois minutos depois foi a vez de Uilton se isolar pela esquerda e tentar o golo, com Luiz Phellype no coração da área também à espera para concluir. Adivinhava-se o terceiro golo pacense, que surgiu aos 32’. Abertura fantástica de Luiz Carlos para a desmarcação de Luiz Phellype e este passou pelo guarda-redes e concluiu com classe para os Castores.
Com 3-0 o jogo baixou um pouco de intensidade e o Académico criou a sua segunda situação de perigo, com Fernando Ferreira a bater um livre rente ao poste direito de Ricardo Ribeiro. A vantagem pacense ao intervalo refletia a superioridade pacense durante todo o primeiro tempo.
A segunda parte trouxe um Académico a arriscar um pouco mais no ataque à procura do golo, mas o Paços continuava a ter as melhores situações para marcar. Aos 49’, Fatai chutou forte da zona frontal da área e quase fez o golo, situação idêntica à protagonizada, dois minutos depois, por Christian. Nesse sentido, o Paços chegaria mesmo ao 4-0, após uma grande jogada entre Wagner e Bruno Teles, com o remate deste a ser intercetado por um defensor local com as mãos, no interior da sua área. O árbitro assinalou a respetiva grande penalidade (67’) e Luiz Phellype aproveitou para fazer o seu terceiro golo na partida, saindo pouco depois sob grande aplauso dos adeptos pacenses, naquele que foi o seu jogo de despedida dos Castores.
A vitória estava confirmada e por números esclarecedores, pelo que a partir daí foi gerir o tempo até ao apito final do árbitro da partida. Foi uma vitória concludente e que foi festejada com os adeptos no final, em jeito de prenda de Natal da equipa, que reassumiu a liderança da Liga e assim vai concluir o ano civil.
Os Castores voltam, no entanto, a ter jogo oficial na próxima sexta-feira, frente ao Rio Ave FC. É a última jornada da Allianz Cup, que apenas servirá para cumprir calendário para as duas equipas e terá lugar no Estádio dos Arcos (Vila do Conde), pelas 21h15.
Estádio: Fontelo (Viseu)
Árbitro: Cláudio Pereira (Aveiro), auxiliado por Vítor Manuel Silva e Tiago Mota
Disciplina: Cartão Amarelo; Junior Pius (33’); Fernando Ferreira (57’); Alek Gasilin (59’); Fábio Santos (66’); Diaby (76’); Paná (77’); Wagner (90’+2).
ACADÉMICO DE VISEU: Jonas; Tiago Almeida, Fábio Santos, Kevin Medina, André Baumer (Alek Gasilin, 30’) e Lucas; Fernando Ferreira, Laty e Paná; Gabriel (Ryan, 67’) e Nsor.
Não utilizados: Elísio, Pica, Barny e Bruno Loureiro.
Treinador: Manuel Cajuda
FC PAÇOS DE FERREIRA: Ricardo Ribeiro; Bruno Santos, Marco Baixinho, Junior Pius e Bruo Teles; Diaby (Pedrinho, 86’), Luiz Carlos e Christian; Uilton (Wagner, 62’), Luiz Phellype (Douglas Tanque, 76’) e Fatai.
Não utilizados: Carlos Henriques; Marcos Valente, Vasco Rocha e Paul Ayongo.
Treinador: Vítor Oliveira
Ao intervalo: 0-3
Resultado Final: 0-4
Marcadores: 0-1 Luiz Phellype (2’); 0-2 Junior Pius (14’); 0-3 Luiz Phellype (32’); 0-4 Luiz Phellype (63’).

TAÇA - MONTALEGRE - O BENFICA - 1 -PASSOU

Festa


Mau tempo, mau relvado, mau futebol, bom resultado. Pelo menos na perspectiva que ganhámos o jogo e passámos aos quartos-de-final da Taça de Portugal. Fez-se a festa da Taça em Montalegre, deram-se minutos aos menos utilizados e o Conti marcou o golo da vitória ainda na primeira parte, depois de um pontapé de canto marcado pelo Zivkovic. Poderíamos ter pelo menos marcado mais um golo, mas o guarda-redes adversário esteve inspirado e no final o Montalegre ficou com a pequena alegria de ter sido derrotado apenas pela margem mínima. O Benfica deveria reflectir o facto do nosso futebol ter estado quase ao nível do de uma equipa do terceiro escalão. As vitórias têm vindo a a somar-se, mas não parecemos ver qualquer efeito motivacional daí resultante, e a bitola exibicional tem-se mantido inalterada.

Nada mais a dizer sobre este jogo - não me apetece, e o que jogámos nem sequer tem muito mais a dizer. Espero que no próximo jogo, frente ao Braga, possamos manter a sequência de vitórias. Se voltarmos a jogar mal e o jogo acabar com uma vitória por 1-0, ficarei encantado.

domingo, 16 de dezembro de 2018

MARITIMO - 0 BENFICA - 1 - MINIMO

Os 'encarnados' conseguiram os três pontos no Funchal graças a um golo do 'Pistolas'.
Marítimo 0-1 Benfica: Jonas foi o 'druida' anti-crise no 'caldeirão' dos Barreiros
Jogadores festejam o golo de Jonas © 2018 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
O Benfica venceu este domingo o Marítimo, por 1-0, em jogo a contar para a 13º jornada do campeonato nacional. O golo dos 'encarnados' foi feito ao cair da primeira parte por Jonas, que cobrou uma grande penalidade.










Os primeiros dez minutos de jogo são muito equilíbrados. 
O Benfica comete alguns erros, enquanto o Martítimo vai chegando à área encarnada com algum perigo. Aos poucos, o Benfica vai mostrando o seu poderio e a partir dos 20 minutos de jogo assume por completo o domínio do jogo.
Tudo fazia crer que as equipas recolhiam a intervalo com o marcador a zeros, mas ao minuto 45+2 o inesperado aconteceu. 
O guarda-redes Amir derruba Jonas que se dirigia à sua baliza e o árbitro João Pinheiro assinala grande penalidade a favor dos 'encarnados'. O 'Pistolas' é chamado a cobrar a bola parada e não desilude os benfiquistas: Amir vai para a direita e Jonas remata para a esquerda do guarda-redes. Está inaugurado o marcador no Estádio dos Barreiros.
Retomada a partida, o Marítimo acusa o golo sofrido e mostra muitas dificuldades em equilibrar o jogo, enquanto o Benfica domina tranquilamente o meio-campo.
Depois dos 60 minutos de jogo, e embora o Marítimo continuasse com dificuldades, uma peça fundamental do plantel dos insulares começa a ter cada vez mais espaço e a criar cada vez mais perigo: Danny. O experiente jogador oferece criatividade ao jogo dos insulares e aproveita as distrações de Fejsa para ameaçar os 'encarnados', no entanto, sem sucesso.
À medida que os minutos passam, a equipa de Petit começa a desprender-se e a criar mais perigo, mas tinha pela frente um Benfica decidido a baixar o ritmo de jogo. O técnico dos insulares começa a fazer algumas alterações na equipa, com a esperança de impor a reviravolta aos 'encarnados'.
Os últimos minutos mostram um Benfica com vontade de... fazer passar o tempo. Os 'encarnados' agarram a vitória com unhas e dentes, mas sem fôlego para aumentar a vantagem, contentando-se apenas com a margem mínima. Do outro lado, o Marítimo deu a vida nos quatro minutos de desconto, mas saiu sem ela.
Com esta vitória o Benfica sobe provisoriamente ao terceiro lugar da tabela, com 29 pontos. No entanto, e caso o Sporting vença este domingo o Nacional, os 'encarnados' voltam a cair para a 4º posição. Já o Marítimo mantém-se em 14º lugar com apenas onze pontos.

V.GUIMARÃES B - 2 A. VISEU - 0 - MAU

Vitória SC B 2-0 Ac. Viseu FC

Vitória SC B 2-0 Ac. Viseu FC

O Académico de Viseu foi derrotado, esta tarde, na deslocação a Guimarães, frente à formação "B" do Vitória, por 2-0.
Num jogo marcado por algumas alterações no onze inicial, o mister Manuel Cajuda fez alinhar de início: Jonas, João Mário, Medina, Fernando Ferreira, Baumer, Tiago Almeida; Paná, Latyr, Rui Miguel, Ryan e Gasilin.


Primeiro minuto de jogo e golo para a turma da casa. Bola lançada em profundidade para o atacante vimaranense e Yakubu, frente a Jonas, não perdoou. Fernando Ferreira não esteve bem na abordagem do lance, Jonas pareceu que podia ter feito melhor. Ele que, diga-se de boa justiça, foi uma das figuras academistas, com um par de defesas dignas de registo. Ainda na primeira metade, nova contrariedade para a turma viseense, com a expulsão de João Mário, por acumulação de amarelos. Se no primeiro amarelo, JM pareceu que foi carregado em falta - sendo amarelado por protestos (?) -, já no segundo, pareceu-nos que teve uma entrada sobre o adversário algo imprudente - pelo menos, para quem já estava amarelado. Registo ainda para o único remate perigoso nos primeiros 45 min., através de Paná, que foi um dos mais esclarecidos da turma viseense.

Para o segundo tempo, duas alterações: NSor e Lucas, entraram para os lugares de Ryan e Rui Miguel. Mais tarde, Gasilin, algo apagado do jogo, deu lugar a Barry. Contudo, não foi possível chegar ao empate, apesar de ligeiras melhorias em relação aos primeiros 45 min. de jogo. O Vitória, já perto do final, fixaria o resultado final em 2-0, novamente por Yakubu. Resultado justo.

Próximo jogo é no domingo, dia 23/12, na recepção ao Paços de Ferreira, onde é importante o apoio de todos para regressarmos rapidamente aos triunfos.
Força Académico!! Sempre contigo!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

CARTOON


BENFICA - 1 AEK - 0 - PASSOU

Longe

Num jogo em que o que estava em disputa eram os pontos para o ranking, que nos poderiam também dar o estatuto da cabeça de série depois da queda para a Liga Europa, e o prémio monetário pela vitória fizemos o suficiente para justificá-la, mas continuamos ainda longe das prometidas mudanças no nosso futebol.


Mudanças houve no ataque para este jogo, onde o João Félix e o Seferovic renderam o Zivkovic e o Jonas. Mais atrás, coube ao Alfa Semedo ocupar a posição do Fejsa. Sem grandes surpresas, já que o Jonas e o Fejsa têm treinado condicionados nos últimos dias. Quanto ao futebol, mais uma vez deitámos metade de um jogo fora. O que jogámos na primeira parte foi uma prova cabal do porquê das más prestações europeias nos últimos tempos e do consequente deslizar pela tabela abaixo em termos de ranking. Foi um compêndio do típico futebol sem objectivo concreto aparente que conseguimos tantas vezes jogar. Muita circulação de bola sem ninguém (acho que incluindo os próprios jogadores) conseguir perceber exactamente a que se destina, com quase nenhum remate ou situação de finalização. Por vezes fico com a sensação de que toda aquela circulação de bola tem como objectivo libertar um jogador mais atrasado no terreno para que a bola lhe possa ser passada com segurança. E depois parece que a equipa está obrigada a fazer sempre a bola passar pelos pés do Pizzi. Eu consigo ser dos maiores fãs do Pizzi quando ele está em forma, mas definitivamente isso não me parece o caso. Só em pouco mais de um quarto de hora acho que contei oito cruzamentos feitos para adversários ou zona de ninguém e outros tantos passes sem nexo. Isto inclui cantos e livres, que pelos vistos têm obrigatoriamente que ser marcados por ele, quase sempre da mesma maneira. Pergunto-me qual é a necessidade de ter sempre o Grimaldo perto da bola para simular que vai marcar para depois ser sempre o Pizzi a fazê-lo. Sempre. Toda a gente sabe que é o Pizzi quem vai marcar os livres que são para cruzar. Será que após cinquenta livres marcados da mesma forma, o adversário ainda estará desconfiado e na dúvida se será o Grimaldo a marcá-lo? O resultado deste futebol monótono que chegou mais uma vez a enervar o público nas bancadas foram duas ocasiões mais perigosas: um livre do Grimaldo que passou muito perto, e um remate do Seferovic perto do final da primeira parte, depois de recuperar a bola numa das raras ocasiões em que resolvemos ir incomodar e pressionar os defesas do AEK. De assinalar também que perdemos o Rafa por lesão, tendo dado o seu lugar ao Zivkovic.


Para a segunda parte pelo menos a atitude voltou logo um pouco diferente. Houve mais velocidade e agressividade, e a equipa tentou jogar de uma forma mais vertical. Muito por culpa do Grimaldo, que já tinha sido dos mais decididos na primeira parte, e também do Gedson, que melhorou bastante de produção. Mesmo sem deslumbrar, pelo menos começámos a rematar bastante mais (acho que chegámos ao intervalo com meia dúzia de remates feitos, e no final do jogo tínhamos bem mais de vinte). Mas o futebol da equipa só melhorou visivelmente a partir da hora de jogo, altura em que o Pizzi cedeu o seu lugar ao Cervi. Este foi encostar-se à esquerda, o João Félix passou para a direita, e o Zivkovic passou a jogar como interior esquerdo. O lado esquerdo ganhou bastante vitalidade e as triangulações e constantes trocas de posição entre o Grimaldo, o Cervi e o Zivkovic começaram a causar problemas ao AEK, que se mantinha firme na disposição de segurar um empate que não lhes tinha qualquer utilidade. Os gregos apenas por uma vez criaram algum perigo, num pontapé de canto em que conseguiram fazer a bola passar perto do poste num cabeceamento (de notar que numa dúzia de cantos, creio que o Benfica não conseguiu transformar sequer um numa ocasião de remate à baliza). O Seferovic entretanto também se fixou um pouco mais no centro do ataque e quando não era ele a finalizar, servia como boa referência para as entradas dos médios. O suíço teve a maior ocasião para inaugurar o marcador, ao cabecear à barra após cruzamento do Zivkovic, e na fase final do jogo foi dos que mais tentaram a finalização. Para os minutos finais o nosso treinador apostou no Castillo para o lugar do João Félix, mas numa fase inicial o chileno foi ocupar exactamente o mesmo lugar, encostando-se à direita e não jogando no meio para formar uma dupla com o Seferovic. O AEK nesta altura apenas tentava arrastar o empate até final e parecia que o iria conseguir, porque o Benfica rematava muito e acertava pouco. Chegámos a ter uma situação em que o guarda-redes grego ficou fora da baliza durante algum tempo e andou por ali perdido, e não conseguimos que nenhum dos nossos jogadores ficasse em situação de rematar, até que finalmente quando o Grimaldo o fez foi na direcção das mãos do guarda-redes, que entretanto tinha conseguido recuperar a posição. O Gedson ficou isolado após tabelar com o Seferovic, mas o guarda-redes grego conseguiu evitar o golo. A justiça no marcador acabou por acontecer a dois minutos do final, num livre directo superiormente marcado pelo Grimaldo, após uma falta de um jogador grego que lhe valeu o segundo amarelo. Logo a seguir, mais infelicidade para o Seferovic, que viu um grande remate à entrada da área levar a bola a bater na barra e depois no poste, antes de ressaltar para fora. O final chegou com o Benfica como justo vencedor, já que mesmo sem deslumbrar fomos de longe a única equipa que tentou ganhar este jogo.


O melhor do Benfica foi claramente o Grimaldo. Foi sempre dos mais decididos a ir para cima do adversário e a romper com o futebol de passes laterais sem objectivo que praticámos durante a primeira parte. Creio que quando o nosso lateral esquerdo é, durante largos minutos, o nosso jogador mais perigoso no ataque diz muito sobre o tipo de futebol que estávamos a praticar. O Seferovic também esteve bem e merecia um golo, o Gedson subiu bastante na segunda parte e o Zivkovic também esteve bem, em particular quando passou para interior. Por outro lado, continua a preocupar-me que jogadores indiscutíveis no onze como o André Almeida ou o Pizzi estejam em claro sub-rendimento, sem que daí haja qualquer consequência para eles. Por pior que joguem, a titularidade nunca parece estar ameaçada.

Está fechada mais uma campanha na Champions que não correu como desejaríamos. Vamos esperar que pelo menos na Liga Europa consigamos fazer melhor e amealhar mais uns pontos para o ranking. As mudanças no futebol jogado até agora não são visíveis, mas pelo menos desde aí ganhámos todos os jogos e não sofremos nenhum golo. Esperemos que a sequência se prolongue no próximo domingo.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

V.SETUBAL - 0 BENFICA - 1 - DIFICIL

Arraial

Uma vitória magra que podia ter sido bem mais confortável, mas que foi o que se conseguiu arranjar num jogo em que foi bastante difícil jogar futebol, tamanho foi o arraial de pancadaria com que a equipa do Setúbal nos presenteou.


Voltámos a apresentar o mesmo onze do jogo contra o Feirense, com o Zivkovic e o Rafa nas alas e o Gedson como terceiro médio. E nem foi preciso um minuto de jogo para percebermos todos ao que o Setúbal vinha. A pancadaria começou logo a seguir ao apito inicial, com jogadores como o Semedo, o Mano ou o Mendy a baterem em tudo o que lhes passava ao alcance, fazendo uso de pés, pitons ou cotovelos. Sempre, claro está, perante a plácida complacência do camarada Xistra, que às vezes fazia-se de mau e para aí à quarta ou quinta falta do mesmo jogador do Setúbal até o avisou que já chegava e que para a próxima até seria capaz de fazer qualquer coisa - não sei se seria mostrar-lhe um amarelo, ou simplesmente fazer cara de mau para ele e ralhar-lhe. O Benfica tentou jogar futebol, mas era difícil fazer um jogo de grande qualidade nestas condições. Felizmente chegámos ao golo ainda relativamente cedo, porque se por acaso o nulo se tivesse prolongado no marcador isto tinha tudo para acabar mal. Foi aos dezassete minutos, numa boa jogada - das melhores que fizemos em todo o jogo. Progressão do Grimaldo pela esquerda, tabela com o Zivkovic, depois a bola seguiu no momento certo para o Gedson na ponta e o cruzamento deste, rasteiro bem para o centro da área, foi finalizado de primeira e com classe pelo Jonas. O mais difícil estava feito, até porque o Setúbal era quase inofensivo no ataque. Para além de pontapear e massacrar os nossos jogadores sobre cada metro quadrado do terreno, pouco mais pareciam saber fazer. Foi pena que não tivéssemos dado o golpe decisivo no jogo ainda na primeira parte, mas o remate de pé direito do Zivkovic à entrada da área foi esbarrar na base do poste.


Na fase inicial da segunda parte continuámos à procura do golo da tranquilidade. Criámos ocasiões para isso, em jogadas que invariavelmente tinham um toque de classe do Jonas. Só que infelizmente tivemos uma reedição do 'best of' do Rafa do ano passado, e entre a má finalização ou a inspiração do guarda-redes do Setúbal, o segundo golo foi teimando em não aparecer. O Zivkovic até ensaiou o que poderia ser o golo da época, com uma tentativa de chapéu quase da linha do meio campo, mas depressa ficámos a saber que em situações excepcionais (como por exemplo, quando o Benfica apanha a equipa contrária toda em contrapé) é possível assinalar-se posição irregular a um jogador que ainda está dentro do seu próprio meio campo. É um artigo das leis do jogo pouco conhecido do público em geral, mas que dá algum jeito. Depois, naturalmente, aconteceu o cenário habitual nestas situações. Com uma diferença mínima no marcador, à medida que nos aproximávamos do final do jogo até um bando de lenhadores da bola como os jogadores do Setúbal começaram a acreditar que seria possível chegar ao empate, enquanto que o Benfica se começou a encolher na procura de preservar a vantagem. Não que o Setúbal alguma vez tivesse conseguido ser uma equipa dominadora no campo, mas entre muitos pontapés para a frente a bola sempre se ia aproximando da nossa baliza e a qualquer altura um lance fortuito poderia ter consequências desastrosas para nós. E esse lance fortuito até aconteceu mesmo: aos oitenta e nove minutos de jogo o Setúbal teve a sua primeira e única verdadeira ocasião de golo em toda a partida. Cruzamento para a área e falha de marcação dos nossos centrais, que permitiram que um adversário saltasse quase à vontade para cabecear a dois metros da baliza. Felizmente o Odysseas reagiu por instinto (a bola foi-lhe praticamente à figura, mas o adversário estava mesmo em cima dele) e evitou o pior. E tivesse essa bola entrado e estaríamos aqui a desancar mais um péssimo resultado, enquanto se cantavam loas ao jogo 'viril' do Setúbal por essa comunicação social fora. Não foi violento, porque o Vidigal explicou-nos que Setúbal é uma terra de pescadores, homens machos, e sabemos que aqueles jogadores do Setúbal é tudo gente nada e criada ali nas margens do Sado, que mesmo antes de entrar em campo estava ali a arrumar as redes vinda directamente da faina. As regras do jogo são maleáveis e não se podem aplicar contra a natureza das pessoas: uma pantufada de um jogador do Benfica é falta para cartão, uma sarrafada de um setubalense é apenas um macho a dar largas à sua natureza piscatória.


Melhor em campo, por larga margem, o Jonas. Praticamente tudo o que de bom o Benfica fez no jogo teve um toque seu. A forma como por duas vezes isolou o Rafa com um simples toque na bola é deliciosa, a finalização de pé esquerdo no golo foi maravilhosamente simples e eficaz. O Zivkovic continua a deixar-me a interrogação do porquê de ter sido praticamente ignorado durante o primeiro terço da época.

O Setúbal estava apostado em travar-nos de uma maneira ou de outra e estes três pontos foram mesmo muito importantes. Tanto que, mesmo perante um jogo que não foi dos de maior qualidade da nossa parte, não consigo criticar muito a equipa. Era difícil ter nota artística quando o adversário via canela até ao pescoço e os árbitros de serviço estavam conscientes da margem alargada de manobra que se deve dar aos machos pescadores quando eles decidem tentar jogar à bola.

A-VISEU - 0 C. PIEDADDE - 0 - ZERO

Ac. Viseu FC 0 - 0 CD Cova da Piedade



O Académico defrontou hoje o Cova da Piedade, e Manuel Cajuda, voltou a repetir o onze inicial, que jogou no empate frente ao Varzim.

A equipa academista, dominou completamente a primeira parte, e só por infelicidade, não chegou ao intervalo na situação de vencedor.

Latyr Fall e Nsor, tiveram nos pés excelentes oportunidades de marcar.

Na segunda parte a equipa viseense entrou mais displicente, e aos 53m Lucas dá o seu lugar a Luisinho.

A equipa parecia acusar o desgaste físico, e alguma dificuldade em criar situações de perigo.

Aos 72m de jogo Gabriel entra para o lugar de João Mário.

A 15m do fim do jogo, o Cova da Piedade aproveita o desgaste academista, para tentar algumas jogadas de ataque, mas sempre de uma forma pouco convincente.

76m de jogo, Barry entra para o lugar de Fernando Ferreira.

O Académico desperdiçou dois pontos, frente á equipa mais fraca, que esta época se deslocou ao Fontelo.

O Sr. João Malheiro, árbitro da partida, teve um desempenho mau, no que concerne ás perdas de tempo, num jogo fácil de dirigir.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

BENFICA - 2 P. FERREIRA - 0 -TAÇA DA LIGA

Com este triunfo, o Benfica à ascende à liderança do grupo A e precisa apenas de um empate para seguir em frente para a 'final four'.
Benfica acerta o 'Paço' na Taça da Liga e ascende à liderança do grupo A
O jogador do SL Benfica, Seferovic (E), festeja com o colega de equipa, João Félix (D), após marcar um golo contra o Paços de Ferreira durante o jogo do Grupo A da Taça da Liga, realizado no Estádio da Luz, em Lisboa, 5 de dezembro de 2018. RODRIGO ANTUNES/LUSA © 2018 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
O Benfica venceu, esta quarta-feira, o Paços de Ferreira por 2-0 e ascende à liderança do Grupo A da Taça da Liga. Os 'castores' caem e ficam desde já afastados da 'final four'.
Depois do triunfo claro frente ao Feirense no sábado (4-0), o Benfica queria cavalgar a onda e somar o seu segundo triunfo consecutivo no acerto de calendário na Taça da Liga. Pela frente tinha um adversário duro de roer: O Paços de Ferreira de Vítor Oliveira, uma equipa que vinha motivada devido à condição de líder de segunda liga.
Mudanças
Os dois treinadores prometeram e cumpriram, Rui Vitória fez, nada mais nada menos, do que seis mexidas. Svilar entrou para a baliza, Yuri Ribeiro ocupou o lado esquerdo da defesa e Alfa Semedo, numa posição mais adiantada, e Krovinovic foram titulares bi miolo. Na frente, estiveram João Félix e Seferovic juntamente com Zivkovic. Vítor Oliveira também mudou praticamente a equipa toda.
Jogo
Cedo o Benfica quis demonstrar que não queria marcar 'Paço' no jogo da Luz e dar um pontapé no desânimo depois de um período negro.
O primeiro sinal foi dado por João Félix num cabeceamento por cima (8´). Um minuto volvido, um passe de classe do menino de 19 anos, isolou o avançado helvético que não conseguiu acertar com a baliza (9´).
Dois minutos depois, Seferovic não falhou. Grande combinação de Zivkovic com Alfa Semedo, com o médio a assistir com primazia para a finalização perfeita do dianteiro.
Estava dado o mote para uma noite relativamente descansada para os lados da Luz, sobretudo na primeira parte. O Paços foi praticamente inoperante durante os primeiros 45 minutos. Sem 'unhas' para lidar com a agressividade encarnada a meio campo, os castores revelaram muita dificuldade na construção de jogo.
O Benfica, mesmo sem criar grandes oportunidades na primeira parte, acabou por sair para o intervalo com uma vantagem confortável, depois do golo de João Félix em cima do descanso. Tabela entre Zivkovic e João Félix, a bola chega a Seferovic que falha o remate, esta sobra para o menino de 19 anos que dispara forte para o segundo. Era o fim do primeiro ato na Luz.
Na segunda-parte, o Benfica deu muito trabalho ao guardião Carlos. Seferovic com um remate ao poste (50') colocou em sentido a defesa pacence, num vislumbre do que seriam os segundos 45 minutos: Um autêntico bombardeamento à baliza da equipa da capital do móvel.
Curiosamente, embora com mais Benfica ao ataque, o Paços também teve mais bola e aproximou-se mais vezes da baliza de Svilar.
Foi ao minuto 65´, que o Paços criou a melhor oportunidade durante toda a partida num pontapé forte de Tanque, na sequência de um livre, que Svilar parou com segurança. Respondeu o Benfica: Primeiro por Castillo (entrou na segunda parte) com um remate sem direção do dianteiro, e esteve perto do golo numa grande jogada de Alfa Semedo. O médio passou com classe por um adversário e depois atirou para a defesa de Carlos.
Até ao minuto 75´, os encarnados ainda criaram mais duas oportunidades: Gedson esteve perto do terceiro, mas permitiu o corte na hora h de um defesa pacence, e Krovinovic rematou forte para defesa de Carlos.
A partir daí, o Benfica geriu a partida até ao final sem grande sobressaltos. Com este triunfos, os encarnados são primeiros do Grupo A com 6 pontos. O Aves é segundo com quatro pontos. Basta um empate ao Benfica na última jornada para seguir em frente na competição.