domingo, 19 de fevereiro de 2017

BRAGA - 0 BENFICA - 1 - FELIZ

Benfica dançou pela noite fora e 'faturou' perto da última chamada

O Benfica venceu em Braga por uma bola a zero, com um golo de Mitroglou aos 80 minutos que voltou a colocar os 'encarnados' na liderança da Primeira Liga.
Mitroglou
Foto: MIGUEL RIOPA / AFP
Tal como diante do Dortmund, Kostas Mitroglou foi o fator decisivo.
Por Gaspar Castro sapodesporto@sapo.pt
Uma noite de longa dança e final feliz para o Benfica. Depois de quase 80 minutos sem golos no encontro com o Sporting de Braga, os 'encarnados' conseguiram chegar à vitória com um belo momento de Mitroglou. Reciclando a analogia de Jorge Simão na antevisão, a equipa de Rui Vitória insistiu na dança ao longo da partida - com mais posse de bola, embora, de forma surpreendente, muito menos remates - e acabou por levar a melhor, com o golo do avançado grego a ser o fator X. Os 'encarnados' estão de regresso à liderança da Primeira Liga.

Sem o castigado Ederson, Rui Vitória lançou Júlio César para a baliza e fez ainda Carrillo regressar ao banco, apostando em Zivkovic. Do lado do Sporting de Braga, Jorge Simão apostou em Paulinho para o lugar do lesionado Baiano e fez Assis regressar ao 'onze' para o lugar de Gamboa.
O Benfica entrou mais pressionante na partida e tanto Rafa como Mitroglou, os atacantes de serviço, demonstravam vontade de dançar, mas havia demasiadas bolas perdidas no meio-campo e na defesa. O primeiro lance de algum perigo pertenceu à formação da casa, num momento em que Pedro Santos ficou em boa posição no lado direito do ataque, mas o remate do esquerdino com o pé direito saiu fraco e torto.
Mesmo sem controlar a posse de bola, o Sp. Braga procurava criar perigo particularmente pelos flancos ocupados por Pedro Santos e o Alan, mas as despesas no que toca a remates pertenciam em exclusivo ao português. Com 14 minutos de jogo, Rafa ficou em boa posição após fugir a Ricardo Ferreira, mas não conseguiu finalizar perante Marafona. Pouco depois, Salvio ficou a pedir grande penalidade por um toque de Rosic na grande área, mas Tiago Martins mandou seguir.
E foi numa altura em que o Sporting de Braga até demonstrava leve superioridade que o Benfica conseguiu introduzir a bola nas redes de Marafona, embora num lance irregular. Um remate de Eliseu transformou-se em passe para Mitroglou e o grego finalizou, mas Tiago Martins anulou o lance por fora-de-jogo.
Até ao intervalo e a partir deste ponto houve ocasiões de parte a parte, com ligeira vantagem para o Sporting de Braga. Pedro Santos procurou aproveitar um erro de Nélson Semedo e olhou em direção à baliza de Júlio César, mas rematou muito por cima. Mitroglou, de seguida, teve uma boa ocasião para marcar após cruzamento de Rafa mas também não acertou no alvo e de seguida foi Battaglia a acertar em cheio...no ferro. Um cruzamento de Pedro Santos encontrou a cabeça do médio argentino, que atirou ao poste da baliza 'encarnada'.
Depois de um intervalo com ambiente romântico - um adepto pediu a companheira em casamento, com sucesso, e houve canções de amor no relvado - o segundo tempo teve danças menos intensas, pelo menos até perto do final. O Benfica ia comandando, mas o Sporting de Braga também procurava, em velocidade, criar problemas à defesa 'encarnada'. Nos momentos de decisão, no entanto, tanto minhotos como lisboetas fraquejavam.

Com oitenta minutos de jogo, no entanto, apareceu Mitroglou, em jeito de galã da noite, a marcar um belíssimo golo: passou por diversos jogadores do Sporting de Braga na grande área bracarense antes de finalizar da melhor forma, dando aos benfiquistas o direito a festa rija neste domingo à noite.

Com o triunfo, o Benfica está de regresso à liderança isolada da Primeira Liga, com mais pontos do que o FC Porto, tal como começou a jornada.

A,VISEU - 1 AVES . 0 - BRILHANTE

Num dia triste para a família academista, o Académico recebeu e bateu o Aves por 1-0 com um golo de Sandro Lima, apontado através de uma grande penalidade.

O Académico entrou bem no jogo, a apresentar futebol bem jogado e bastante fluido, com destaque para a ala esquerda, onde Stéphane e Moses continuam a demonstrar bom entendimento.

O Aves demonstrou que estava em Viseu á procura de pontos, com uma equipa bem estruturada, onde se destacam, Zé Tiago, Tracisio, e Ibok Edet, já para não falar no experiente guarda redes Quim.

A primeira parte foi um jogo bem disputado de parte a parte, com poucas oportunidades de golo. 

A mais flagrante pertenceu a Luisinho, que dispôs da possibilidade de alterar o marcador através do pontapé de grande penalidade, mas Quim defendeu.




Durante o Intervalo, destaque para a homenagem que as equipas, treinadores e dirigentes da formação do Académico, quiseram prestar ao atleta Henrique, que se encontra a recuperar de doença. Grande homenagem a que os adeptos corresponderam com uma grande salva de palmas. 

Passavam 12 minutos da segunda parte, quando o árbitro assinala a segunda grande penalidade a favor do académico. Desta vez, Sandro Lima chamado a marcar não desperdiçou, e colocou o Académico em vantagem.

Por esta altura já Chaló tinha mexido na equipa, tirando Luisinho, e fazendo entrar Carlos Eduardo, na tentativa de dar mais velocidade ao ataque academista.

O Aves estava inconformado com o resultado e por pouco não chega ao empate, num lance em que a bola vai ao poste da baliza academista, e a ser desviada para canto por um defesa viseense.

Francisco Chaló, após uma série de iniciativas atacantes por parte do Aves, decide retirar Moses, e faz entrar Rui Miguel, na tentativa de segurar a bola na zona de meio campo. 

Perto do fim, Ericson é expulso por acumulação de amarelos, mas o académico esteve pouco tempo em superioridade numérica, uma vez que poucos minutos depois, também Capela é expulso nas mesmas condições. 
O Académico conseguiu assim, 72 jogos depois, alcançar duas vitórias consecutivas!

Com esta vitória o Académico subiu ao 15º lugar, fora dos lugares "proibidos" da tabela classificativa!

Se nos permitirem, a equipa de A MAGIA DO FUTEBOL dedica este triunfo à memória do Senhor Pipa!

 ( Foto autoria de Rui da Cruz, retirada do facebook oficial do académico )


Obrigado equipa!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A.VISEU - 2 BENFICA B - 1 - BRILHANTE

Ac. Viseu FC 2-1 SL Benfica B

Estádio do Fontelo, 15 de fevereiro de 2017
27ª Jornada da Ledman LigaPro
Árbitro: Rui Costa (Porto)

Ac. Viseu: Diogo Freire; Tomé (c), Bura, Bruno Miguel e Stéphane; Capela, Bruno Loureiro e Paná (Rui Miguel, 85); Moses (Yuri, 78), Luisinho e Zé Paulo (Sandro Lima, 39). Treinador: Francisco Chaló.

Benfica B: André Ferreira; Buta, Rúben Dias, Ferro e Pedro Amaral; Florentino Luís (João Félix, 68), Pêpê e Diogo Gonçalves; Romário Baldé (Gedson, int), Jota (Heri, 58) e Zé Gomes. Treinador: Hélder Cristóvão.

Golos: Paná 53 (1-0), Moses 57 (2-0), João Félix 90+1 (2-1)
Foto retirada do site do Académico de Viseu

"O Académico de Viseu bateu hoje o Benfica B pela margem mínima, dois a um foi o resultado final, em jogo da jornada 27 da II Liga portuguesa de futebol, mas manteve-se em zona de descida.
No primeiro tempo, apesar do nulo, houve boas oportunidades para ambas as equipas inaugurarem o marcador, mas foi sobretudo no segundo tempo que o jogo ganhou emoção, muito por culpa do golo de Paná, que recebeu no peito em plena área do Benfica B e depois, com classe, desviou de André Ferreira.
Em vantagem, os comandados de Francisco Chaló continuaram à procura de dilatar o marcador e conseguiram-no, cinco minutos depois, por Moses, que cabeceou ao poste, mas a ser mais rápido do que a defesa encarnada para fazer a recarga com sucesso.
O Benfica B respondeu e poderia ter reduzido aos 68 minutos, mas Diogo Freire respondeu com defesa difícil.
A partida entrou numa fase de parada e resposta, com Capela, aos 81 minutos, a correr meio campo e a ultrapassar a defesa encarnada, mas já na área rematou fraco e ao lado.
Yuri e Sandro Lima ficaram perto do terceiro golo, mas foi o Benfica B, aos 90+1 minutos, a conseguir reduzir no marcador com um remate colocado e fora do alcance de Diogo Freire.

Vitória preciosa para o Académico de Viseu que, mesmo mantendo-se abaixo da ‘linha de água’ fica pontualmente mais perto dos lugares de manutenção, enquanto o Benfica B viu interrompida uma série de duas vitórias."

In Futebol 365

Notas aos jogadores (atribuídas pelo Record e aceites por nós para a eleição de jogador do mês/jogador do ano): 4 - Paná, Bruno Loureiro e Moses; 3 - Diogo Freire, Tomé, Bura,  Bruno Miguel, Stéphane, Capela, Luisinho e Sandro Lima; 2 - Zé Paulo e Yuri; 1 - Rui Miguel.

BENFICA - 1 DORTMUND - 0 - FELIZ

Jogámos a primeira metade da eliminatória claramente para o resultado e acabámos por conquistar uma vitória feliz, beneficiando de uma noite muito inspirada do Ederson e muito desinspirada do Aubameyang. Há jogos assim, e hoje tivemos que lutar muito para sermos felizes no final.


Tendo em conta a forma que tem apresentado nos últimos jogos, o Benfica tinha logo à partida uma baixa de peso para este jogo no Zivkovic. A que se juntou outra horas antes do seu início, quando se confirmou a indisponibilidade do Jonas. Para o lugar do sérvio entrou o Salvio, e para o do Jonas o Rafa. Já escrevi anteriormente que sou também adepto do Dortmund há vários anos (desde uma final da Taça UEFA que perderam em 1993 contra a Juventus, para ser mais preciso) e sigo todos os seus jogos, por isso não tinha quaisquer dúvidas sobre as dificuldades que enfrentaríamos neste jogo. Aquilo que jogaria a nosso favor seria alguma intranquilidade dos alemães devido aos últimos resultados negativos. Mas apesar de internamente estarem a atravessar uma fase menos boa, o valor do plantel do Dortmund somado à motivação adicional de disputar a Champions eram mais do que suficientes para saber a enorme tarefa que tínhamos pela frente. O que depressa se confirmou - efectivamente, pouco tenho a dizer sobre a nossa primeira parte em termos ofensivos porque muito pouco aconteceu. Embora os primeiros minutos até tenham dado a impressão enganadora de que seria um jogo aberto de parada e resposta, durante os quais o Salvio teve uma boa ocasião mas resolveu (sem surpresa) optar pela iniciativa individual até rematar de ângulo fechado para a bancada, depressa caiu para o cenário que me parecia mais provável. O Dortmund tomou conta da bola e começou a fazer o estilo de jogo em que se sente mais confortável, de construção lenta e trocas de bola em zonas mais recuadas à espera de alguma aberta para uma das três setas da frente (Reus-Aubameyang-Dembelé). O Benfica por sua vez cerrou linhas atrás, com a defesa e meio campo muito juntas, procurando bloquear todas as possíveis linhas de passe e possibilidade de jogo entre linhas. Fizemos uma coisa bastante positiva, que foi conseguir secar muito do jogo para o Weigl, que apesar de ser o médio mais defensivo é o jogador por onde se costuma iniciar quase toda a construção de jogo do Dortmund (estive em Alvalade em Outubro e foi por aí que eles começaram a ganhar o jogo). Mas se fizemos relativamente bem o trabalho defensivo, já não fomos capazes de construir jogo ofensivo de forma eficaz. Quase nunca conseguimos sair com critério para o ataque, entregando a bola rapidamente ao adversário e muitas vezes perdendo-a mesmo em zona proibída - a pressão do Dortmund era imediata, e os nossos jogadores insistiam em querer sair a jogar logo à entrada da área. As ocasiões de golo escassearam mas as poucas que houve foram todas do Dortmund, e quase sempre nascidas de erros individuais dos nossos jogadores. Uma perda de bola infantil do Pizzi acabou com o Aubameyang isolado a atirar por cima, na primeira grande perdida da noite. Nova perda de bola do Pizzi, seguida de demasiada cerimónia do Fejsa para aliviar a bola, resultou em mais uma boa ocasião, com o remate do Dembelé a ser desviado no limite para canto pelo Lindelöf. E a outra grande ocasião surgiu num lance em que o Lindelöf e o Ederson hesitaram e o Guerreiro conseguiu fazer o cruzamento sobre a linha de fundo, com a bola a passar ao longo de toda a baliza a poucos centímetros do golo, sem que o Aubameyang a conseguisse desviar.


Na segunda parte colocámos mais um médio, substituindo o Carrillo pelo Filipe Augusto, e mais uma vez nos primeiros minutos demos a ideia de querer ir para cima do adversário. Desta vez fomos felizes porque fomos recompensados com um golo logo aos quarenta e oito minutos. Canto da direita marcado pelo Pizzi, o Luisão ganhou nas alturas e o Mitroglou falhou o primeiro desvio, mas a bola acabou por ficar à sua frente quase em cima da linha de golo para que a empurrasse para lá da linha. Foi o primeiro remate do Benfica à baliza, e acabou por ser o último remate que fizemos no jogo. A partir daí o Dortmund voltou a tomar completamente conta do jogo, e a ordem do nosso lado era apenas segurar a vantagem. E foi bem difícil fazê-lo, porque o Dortmund foi bastante mais incisivo do que tinha feito na primeira parte. Apesar de termos mais um médio em campo, estranhamente o Weigl teve mais espaço para jogar, e isso paga-se. Foi uma segunda parte a cerrar fileiras contra os ataques sucessivos do Dortmund e a ver o Ederson resolver aquilo que por vezes parecia não ter solução. A resposta do Dortmund ao golo foi forte e imediata: minutos depois, e num curto espaço de tempo, o Ederson com uma mancha tirou o golo ao Dembelé, que viu a bola cair-lhe à frente depois de um disparate da nossa defesa, pouco expedita a aliviá-la, ao Reus, que surgiu solto na direita a rematar cruzado, e ao Piszczek, com uma excelente defesa a um remate de fora da área. Pelo meio, o Aubameyang voltou a atirar por cima quando ficou isolado após um passe a meias entre o Bartra e o árbitro do jogo. E logo a seguir, penálti para o Dortmund por mão do Fejsa, em mais um lance em que achei que a nossa defesa foi pouco lesta a atacar a segunda bola. O Aubameyang tentou marcar para o meio da baliza mas o Ederson esperou, não caiu e defendeu o remate com alguma facilidade. Depois desta fase de verdadeiro bombardeamento à nossa baliza o jogo acalmou um pouco. O Dortmund continuou a dominá-lo, mas acertámos melhor as marcações e a nossa defesa ia dando conta do recado com maior eficácia, com o Ederson a ter apenas trabalho na saída a cruzamentos. Ainda assim, a cereja no topo da grande exibição do nosso guarda-redes ainda estava para vir. Foi já perto do final, quando fez uma defesa do outro mundo a um remate de ressaca de fora da área que ainda fez a bola tabelar no Jiménez e desviar a direcção, e assim assegurou a vantagem para o jogo da segunda mão.


Depois do que já escrevi seria até desnecessário escrever que o Ederson foi o homem do jogo. Por todos os motivos já descritos. Foi um verdadeiro gigante na baliza e o principal responsável pela vitória. Gostei do jogo dos nossos centrais, com particular destaque para o Luisão no seu jogo 500 pelo Benfica. Se o Dortmund praticamente não criou perigo nos pontapés de canto de que dispôs foi porque o Luisão cortou praticamente todas essas bolas. Teve ainda desarmes fundamentais e esteve directamente ligado ao lance do golo. Bom jogo do Nélson Semedo, que durante diversos períodos do jogo parecia ser o único jogador capaz de sair para o ataque com a bola controlada e que conseguiu manter quase sempre sob controlo dois dos adversários mais perigosos, primeiro o Reus e depois o Dembelé (apenas por uma vez deixou o Reus solto). O Fejsa fez uma primeira parte atípica, pouco decidido e parecendo entrar a quase todos os lances de forma demasiado macia, mas melhorou na segunda parte apesar do penálti cometido. O Pizzi fez um jogo simplesmente desastroso e o Rafa um jogo inexistente - foi presa muito fácil para os centrais do Dortmund e a única coisa que o distingue do Pizzi é que ao menos não fez nada de prejudicial, enquanto que os erros do Pizzi quase que resultaram em golos sofridos.

Foi uma vitória 'injusta'? Talvez, mas tem piada que eu nunca vejo essas preocupações com injustiças quando o Benfica perde pontos na situação inversa. Vão lá ver os números dos jogos do Benfica contra o Setúbal ou contra o Marítimo, por exemplo. O domínio do Benfica nesses jogos foi ainda mais evidente, mas a crítica foi unânime nos elogios às equipas que nos venceram e à justiça dessas vitórias. Claro que também temos que ter em conta que o Dortmund é um adversário fácil - anteontem vi na SportTV um comentador a afirmar, sem se rir, que este Dortmund era mais fraco do que aquele que jogou em Outubro contra o Sporting. Dortmund esse que nessa altura tinha onze jogadores lesionados (metade do onze inicial de hoje não esteve no jogo de Outubro) sendo obrigado até a fazer alinhar jogadores que não estavam nas melhores condições físicas (e que saíram naturalmente lesionados). Mas este Dortmund é mais fraco do que esse, obviamente. Não estou a querer fazer qualquer tipo de comparação entre Benfica e Sporting; cada jogo é um jogo e o Sporting não é para aqui chamado. Apenas me irrita a constante necessidade que parece haver em desvalorizar antecipadamente os nossos adversários. Enfim, este jogo está ganho, daqui a três semanas voltamos a pensar no Dortmund. Agora o importante é o jogo que se segue, uma visita sempre complicada a Braga. Onde o herói deste jogo não estará disponível mas espero que, para nosso bem, não tenhamos assim tanta necessidade de um guarda-redes inspirado nesse jogo.