quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

BENFICA - 2 P. FERREIRA - 0 -TAÇA DA LIGA

Com este triunfo, o Benfica à ascende à liderança do grupo A e precisa apenas de um empate para seguir em frente para a 'final four'.
Benfica acerta o 'Paço' na Taça da Liga e ascende à liderança do grupo A
O jogador do SL Benfica, Seferovic (E), festeja com o colega de equipa, João Félix (D), após marcar um golo contra o Paços de Ferreira durante o jogo do Grupo A da Taça da Liga, realizado no Estádio da Luz, em Lisboa, 5 de dezembro de 2018. RODRIGO ANTUNES/LUSA © 2018 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
O Benfica venceu, esta quarta-feira, o Paços de Ferreira por 2-0 e ascende à liderança do Grupo A da Taça da Liga. Os 'castores' caem e ficam desde já afastados da 'final four'.
Depois do triunfo claro frente ao Feirense no sábado (4-0), o Benfica queria cavalgar a onda e somar o seu segundo triunfo consecutivo no acerto de calendário na Taça da Liga. Pela frente tinha um adversário duro de roer: O Paços de Ferreira de Vítor Oliveira, uma equipa que vinha motivada devido à condição de líder de segunda liga.
Mudanças
Os dois treinadores prometeram e cumpriram, Rui Vitória fez, nada mais nada menos, do que seis mexidas. Svilar entrou para a baliza, Yuri Ribeiro ocupou o lado esquerdo da defesa e Alfa Semedo, numa posição mais adiantada, e Krovinovic foram titulares bi miolo. Na frente, estiveram João Félix e Seferovic juntamente com Zivkovic. Vítor Oliveira também mudou praticamente a equipa toda.
Jogo
Cedo o Benfica quis demonstrar que não queria marcar 'Paço' no jogo da Luz e dar um pontapé no desânimo depois de um período negro.
O primeiro sinal foi dado por João Félix num cabeceamento por cima (8´). Um minuto volvido, um passe de classe do menino de 19 anos, isolou o avançado helvético que não conseguiu acertar com a baliza (9´).
Dois minutos depois, Seferovic não falhou. Grande combinação de Zivkovic com Alfa Semedo, com o médio a assistir com primazia para a finalização perfeita do dianteiro.
Estava dado o mote para uma noite relativamente descansada para os lados da Luz, sobretudo na primeira parte. O Paços foi praticamente inoperante durante os primeiros 45 minutos. Sem 'unhas' para lidar com a agressividade encarnada a meio campo, os castores revelaram muita dificuldade na construção de jogo.
O Benfica, mesmo sem criar grandes oportunidades na primeira parte, acabou por sair para o intervalo com uma vantagem confortável, depois do golo de João Félix em cima do descanso. Tabela entre Zivkovic e João Félix, a bola chega a Seferovic que falha o remate, esta sobra para o menino de 19 anos que dispara forte para o segundo. Era o fim do primeiro ato na Luz.
Na segunda-parte, o Benfica deu muito trabalho ao guardião Carlos. Seferovic com um remate ao poste (50') colocou em sentido a defesa pacence, num vislumbre do que seriam os segundos 45 minutos: Um autêntico bombardeamento à baliza da equipa da capital do móvel.
Curiosamente, embora com mais Benfica ao ataque, o Paços também teve mais bola e aproximou-se mais vezes da baliza de Svilar.
Foi ao minuto 65´, que o Paços criou a melhor oportunidade durante toda a partida num pontapé forte de Tanque, na sequência de um livre, que Svilar parou com segurança. Respondeu o Benfica: Primeiro por Castillo (entrou na segunda parte) com um remate sem direção do dianteiro, e esteve perto do golo numa grande jogada de Alfa Semedo. O médio passou com classe por um adversário e depois atirou para a defesa de Carlos.
Até ao minuto 75´, os encarnados ainda criaram mais duas oportunidades: Gedson esteve perto do terceiro, mas permitiu o corte na hora h de um defesa pacence, e Krovinovic rematou forte para defesa de Carlos.
A partir daí, o Benfica geriu a partida até ao final sem grande sobressaltos. Com este triunfos, os encarnados são primeiros do Grupo A com 6 pontos. O Aves é segundo com quatro pontos. Basta um empate ao Benfica na última jornada para seguir em frente na competição.

sábado, 1 de dezembro de 2018

BENFICA - 4 FEIRENSE - 0 - VOLTAR

Os 'encarnados' receberam esta noite o Feirense para a 11.º jornada do campeonato nacional.

Benfica 4-0 Feirense: Depois de 45 minutos a dormir, 'águia' acorda para a Luz e segura Vitória
Jonas celebra com os adeptos

O Benfica venceu este sábado o Feirense, por 4-0, em jogo a contar para a 11.º jornada do campeonato nacional. Depois de uma primeira parte adormecida, a 'águia' renasceu das cinzas e não deu hipótese aos homens de Nuno Manta. Jonas, Bruno Nascimento (autogolo), Rafa e Seferovic marcaram os golos da noite.
A primeira meia hora de jogo mostra que o Benfica quer dar velocidade à partida, mas que os homens de Nuno Manta não estão dispostos a facilitar a concretização das 'águias'. Foi precisar esperar dez minutos para ver o primeiro remate da equipa da casa à baliza, pelos pés de Rafa, mas que acaba por não causar perigo ao Feirense.
A partir daí aumentam os remates à baliza, maioritariamente pelo Benfica, mas fica a faltar a finalização, apesar de ser preciso dar mérito ao setor defensivo do Feirense, que não deixa passar nada.
Por esta altura Gedson Fernandes era já visto como o 'saco de pancada' e tinha já sofrido cinco faltas. O 'menino de ouro' do Benfica é considerado um perigo e por isso mesmo 'um alvo a abater'.
No final da primeira parte, só se tinha visto uma mão... cheia de nada. O que parecia ter começado bem, na verdade não dava em dava e os primeiros 45 minutos deixaram muito a desejar.
O intervalo fez bem às equipas e no primeiro minuto da segunda parte Jonas dá alegrias aos benfiquistas. Grimaldo cruza rasteiro e o 'Pistolas' passa pela defesa do Feirense e marca o primeiro dos 'encarnados'.
Ainda não passaram dez minutos da segunda parte e já possível notar a mudança na equipa de Rui Vitória. O Benfica entrar 'a matar' e disposto a roubar os três pontos. O segundo golo chega as 57 minutos por autogolo de Bruno Nascimento, na tentativa de cortar, depois de Rafa cruzar para a grande área do Feirense.
Aos 68 minutos o Estádio da Luz levanta-se mais uma vez para festejar o terceiro golo das 'águias'. Uma jogada fantástica pela esquerda que termina em Jonas, o brasileiro cruza e Rafa remata para alegria de Rui Vitória.
Os últimos 25 minutos de jogo mostraram um Benfica com fome de golo, enquanto a defesa do Feirense tenta resultar o resultado, mas sem sucesso. Aos 89 minutos Seferovic aumenta a vantagem das 'águias'. Depois de Zivkovic cruzar e de um desvio em Caio Secco, o suíço remata e 'sem espinhas' faz o quarto do Benfica.
Os 'encarnados' sobem ao 2.º lugar do campeonato nacional, à condição, com 23 pontos. O Feirense mantém-se na linha de despromoção com apenas 9 pontos em onze jogos.

BAYERN - 5 BENFICA -1 -TOMBO

Pequeno

Um Benfica pequeno, demasiado pequeno em Munique para um jogo que era decisivo para manter viva a ténue esperança de seguir em frente na Champions. Acho que poucos acreditariam num milagre, mas também era escusada mais uma vergonha.


É certo que o resultado vem na linha do péssimo histórico de resultados do Benfica na Alemanha, e em particular contra este adversário (a única honrosa excepção foi aquela derrota há dois anos por apenas um golo, já com o Rui Vitória ao leme). Mas se o resultado é uma vergonha, o pior é mesmo a forma natural como ele aconteceu. Porque a exibição não tem ponta por onde se lhe pegue. É um daqueles jogos em que ficamos com a nítida sensação de que os jogadores entraram em campo já derrotados. Uma equipa sem vontade, sem alma, sem qualidade e sem rumo aparente. Foi mesmo uma exibição em linha com aquilo que tínhamos mostrado contra o Arouca, só que desta vez o adversário (que tinha para aí metade da equipa indisponível) era outro. Espaço e mais espaço dado aos jogadores adversários, que se quisessem pegavam na bola e corriam a direito para a baliza deixando três ou quatro dos nossos pelo caminho. A defesa a meter água pelo meio, pelas alas, pelo chão e pelo ar, e o Odysseas provavelmente a sentir-se completamente entregue à sua sorte enquanto fazia o pouco que podia para evitar males ainda maiores. Que outro resultado poderíamos esperar? Foram três golos na primeira parte, dois do Robben (quase iguais) e um do Lewandowski, e podiam ter sido outros tantos, que a sensação com que ficamos é a de que cada vez que o adversário atacava arriscava-se a marcar. Este Benfica é uma bênção para qualquer equipa em crise. Logo no início da segunda parte a única jogada digna desse nome que fizemos deu em golo do Gedson, mas bastou um punhado de minutos para o Bayern voltar a marcar. Depois de uma jogada em que o jovem Ribéry arrancou por ali fora e furou pela defesa adentro como se fosse manteiga, o Odysseas safou para canto. E depois da forma mais básica, golo. Foi só despejar a bola para a área e o Lewandowski saltou bem no meio dos nossos centrais para cabecear. Já que tínhamos permitido ao Robben fazer dois golos quase iguais, porque não permitir o mesmo ao Lewandowski? O Ribéry depois acabou mesmo por fazer o resultado mais pesado e o Bayern parou nos cinco, provavelmente porque nem sequer quiseram esforçar-se demasiado por um treinador para o qual andam de costas voltadas.

Melhor do Benfica num desastre destes? Só mesmo se for o Odysseas. Sofremos cinco golos e se não fosse ele se calhar tinham sido oito ou nove ou algo assim. 

A manutenção desta situação é incomportável. Ou o Rui Vitória já não tem mão na equipa, ou a equipa é incapaz de perceber as ideias dele, ou pior ainda, ele nem sequer tem ideias sobre como solucionar isto e sair deste buraco onde nos enfiámos. E quando não somos parte da solução, é porque somos parte do problema.