terça-feira, 24 de março de 2015

RIOA VE - 2 BENFICA -1 INCRIVEL FALHANÇO

Inadmissível

Perdemos em Vila do Conde (1-2) e as coisas só não ficaram terrivelmente complicadas, porque duas horas depois o Nacional empatou com o CRAC (1-1) na Choupana. Assim sendo, vimos a diferença reduzir para apenas três de vantagem, o que parece uma enormidade a comparar com um único ponto com que muitos de nós contávamos assim que terminou o jogo contra o Rio Ave.

O fato de o Gaitán ter levado uma amarelo idiota frente ao Braga deixou-me logo de pé atrás. Esta saída era bem complicada e nós sem o argentino somos outra equipa. No entanto, as coisas não poderiam começar melhor, porque logo aos 5’ uma abertura fabulosa do Pizzi isolou o Salvio que desviou com sucesso do guarda-redes. Pensei eu que o mais difícil estava feito e ainda por cima na 1ª parte o Rio Ave ficou sem dois dos seus melhores jogadores por se terem magoado sozinhos (Marcelo e Hassan). O Talisca, que substituiu o Gaitán, esteve ligeiramente melhor do que em outros jogos a extremo, mas o que é facto é que não conseguíamos criar situações claras de golo.

Esperava eu que na 2ª parte aumentássemos um pouco o ritmo para dar a estocada final, mas nada disso aconteceu. De certo modo, fomos deixando o jogo correr, sempre a atacar, mas sem grande velocidade. Aos 60’, o Pedro Martins colocou o Diego Lopes e o jogo mudou: foi ele mesmo a dar o aviso, atirando à trave aos 63’. Até que aos 72’, o Samaris meteu o braço à bola na sequência de um livre lateral. Temos o primeiro prémio indiscutível da estupidez do ano! Como geralmente acontece nestas ocasiões, lá tivemos um ex-CRAC a marcar o penalty, Ukra, e não falhou. O golo abananou-nos um bocado, mas mesmo assim aos 82’ tivemos uma fantástica oportunidade, numa boa jogada do entretanto entrado Ola John, que centrou para o Lima, só com o Ederson pela frente, conseguiu não acertar na baliza. É uma das perdidas do ano! A seguir, deixámos o Tiago Pinto seguir à vontade e teve que ser o Luisão a derrubá-lo à entrada da área. Resultado: viu naturalmente o vermelho directo. A partir daqui, pensei sinceramente que a equipa tivesse aprendido com o que se passou em Paços. Não estou a dizer para abdicarmos do ataque (obviamente!), mas para fazê-lo só em segurança. É que, como dizia muitas vezes a velha raposa Trapattoni, “se não podes ganhar, ao menos não percas.” E foi isso que mais uma vez não conseguimos fazer e, de modo incrível, consentimos o golo da derrota nos descontos na sequência de um lançamento lateral a nosso favor! O Maxi lançou mal, houve o contra-ataque e bola no fundo das redes. É difícil de acreditar. O jogo terminaria pouco depois.

Em termos individuais, há muitos mais destaques pela negativa do que pela positiva. O único a estar num nível alto foi o Salvio, que melhorou inclusive em relação a partidas passadas, mais objectivo e menos complicativo. Também o passe do Pizzi merece destaque, mas pouco mais fez até ser substituído. O Jonas teve um choque de cabeças logo no início e pareceu que nunca mais se recompôs. Quando ao Lima, desde Mordor que já tem o seu lugar no Olimpo, mas o que é facto é que o penalty falhado em Paços e esta perdida inacreditável nos colocariam agora com nove pontos de vantagem… E o Samaris NÃO pode voltar a fazer aquilo! É completamente injustificável e custou-nos muito caro.

Confesso que, quando acabou o jogo, pensei “lá se foi o campeonato”. O momentum estava todo do lado do CRAC, que poderia ter estado a nove pontos e agora estaria teoricamente só a um. Nunca pensei que não ganhassem na Madeira, mas felizmente temos um grande aliado em Mordor: o fantástico Lopetegui! Um mestre no comportamento canino de seguir a voz do dono, mas que quanto a treinador deixa muito a desejar. Mesmo assim, é bom que o Lucas João não me apareça à frente nos próximos jogos (aquele falhanço na pequena área é inacreditável…!). Os estragos foram reduzidos em relação ao que se esperava, mas temos que ver o que é que se passa nos jogos fora, em que as dificuldades são enormes e nada habituais. Isto vai ser um campeonato muito coladinho com cuspo.

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