sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

LIGA CAMPEOES - BENFICA - 4 BARCELONA - 5

 O Benfica vencia por 4-2 aos 85 minutos, mas sofreu três golos, um deles no último segundo de jogo.

Incrível o que acaba de acontecer na Luz: Benfica perde 5-4 com Barça com golo no último segundo em jogo que esteve a vencer por 4-2
Pavlidis festeja um dos seus golos EPA/MIGUEL A. LOPES

Surreal o que acaba de acontecer no Estádio da Luz. Um golo de Raphinha, no último dos quatro minutos de descontos dado pelo árbitro, permitiu ao Barcelona vencer por 5-4, num jogo onde o Benfica esteve a vencer por 4-2.

Os encarnados foram todos para o ataque à procura da vitória, ficaram a reclamar penálti após livre lateral, mas o árbitro neerlandês Danny Makkelie nada marcou. Na sequência da jogada, Lewandowski meteu em Raphinha que estava sozinho. O extremo brasileiro correu meio-campo, entrou na área, tirou um adversário da frente e disparou para o 5-4 final. O VAR nada viu, e portanto o golo foi validado.

Quanto ao jogo, Pavlidis brilhou com um hat-trick, Araújo (p.b.) fez o outro tento dos encarnados. Lewandowski (2), Raphinha (2) e Eric Garcia marcaram para os culés.

FOTOS: O Benfica-Barcelona em imagens

Bola nas costas, correr, correr

Quando Tomás Araújo descobriu Alvaro Carreras nas costas de Koundé aos dois minutos, o Benfica tinha encontrado uma das formas de bater este Barcelona de Hansi Flick. O centro do lateral espanhol é de qualidade, a antecipação de Pavlidis para o 1-0 é também teve os seus méritos.

E quando, aos seis minutos, voltou-se a repetir a jogada, com falhanço incrível de Aursnes ao segundo poste, os mais de 60 mil que estiveram na Luz (63.325  adeptos) passaram a sonhar com uma noite épica. O Benfica conseguia furar a sempre defesa subida dos culés e a defender, todos juntos, solidários, travavam os ataques do emblema catalão com alguma eficácia.

Com mais bola e a jogar no meio-campo contrário, o Barcelona logrou o empate num lance infeliz de Tomás Araújo. O central, a jogar a lateral direito, pisou Baldé na área. O árbitro não viu, mas o lance não passou despercebido ao VAR. Danny Makkelie reviu a jogada, assinalou grande penalidade que Lewandowski não desperdiçou, aos 11 minutos.

O Benfica não se desmontou. A equipa seguiu o plano delineado por Bruno Lage à risca e aproveitou a tremedeira na defesa culé para marcar mais dois golos antes do intervalo.

Minuto 22, um dos lances do jogo. Otamendi fez um passe longo, Szczęsny saiu da área para cortar, Baldé tentou fazer o mesmo, mas não viu o polaco. O guardião dos culés acertou em cheio no seu colega, a bola foi ter com Pavlidis que, sem ninguém na baliza, encostou para o 2-1. Segunda explosão de alegria na Luz, numa noite que prometia.

Criticado pela sua falta de eficácia - apenas sete golos em 29 jogos pelo Benfica esta época até esta noite - , o grego deu uma resposta à altura e chegou ao hat-trick aos 30 minutos, em novo lance desastroso de Szczęsny. O polaco saiu da baliza para tentar impedir um passe de Aursnes que ia para Akturkoglu, o turco picou a bola por cima do seu corpo e deu-se o inevitável contacto. Os culés alegaram que não havia motivo para penálti,  mas o árbitro assim não entendeu. Pavlidis não tremeu e fez o 3-1, chegando ao hat-trick.

Se na defesa a equipa espanhola não atinava, na frente continuava a falhar, algo recorrente esta temporada nos culés. Aos 20 minutos Trubin agigantou-se e negou um golo cantado a Gavi, na pequena área. A terminar o primeiro tempo, aos 42 minutos, Raphinha apareceu ao segundo poste com tudo para marcar, mas rematou de primeira para fora. Antes, aos 37, tinha sido Yamal a falhar um remate na área de Trubin. O Benfica respirava.

Insólito aqui, caricato ali

No segundo tempo acentuou o domínio catalão relvado da Luz, com o Benfica a defender perto da sua área. A equipa de Flick tinha mais bola, mas sentia dificuldades em encontrar espaço por entre o 'muro' que se ergueu à frente de Trubin. Com os minutos a passar, a frustração aumentou no lado catalão, como se viu nalguns passes falhados e em falhas de comunicação na abordagem a alguns lances.

Era no contra-ataque que o Benfica podia voltar a ferir o Barcelona, tanto era o espaço nas costas da defesa. Foi isso que Schjelderup descobriu aos 54 minutos, quando isolou Aursnes, mas o médio atrapalhou-se e perdeu a bola para o guardião culé. No outro lado, Koundé teve nos pés o 3-2 mas falhou de forma escandalosa, sozinho na área, sem oposição.

O Benfica controlava as operações, mas não contava com um lance para os apanhados na sua baliza. Aos 64 minutos, na tentativa de fazer um passe longo, Trubin acertou na cabeça de Raphinha, ainda longe da área e a bola acabou no fundo das redes do Benfica. Um golo insólito, saído do nada.

Este podia ser o momento para catapultar o Barcelona para a reviravolta, mas o Benfica marcou de seguida, em mais um erro defensivo dos blaugrana. Schjelderup tentou meter na pequena área, Araújo esticou o pé e desviou para a própria baliza quando Szczęsny ia recolher a bola. 4-2 para o Benfica, aos 68 minutos.

Bruno Lage lançou Leandro Barrreiro, Di Maria e Bah nos postos de Akturkoglu, Schjelderup e Aursnes, Flick lançou em jogo Fermín Lopez, Ferrán Torres Eric Garcia e Frenkie de Jong, para os lugares de Baldé, Gavi, Koundé e Casadó. O Benfica refrescava o ataque, o Barcelona o seu meio-campo, com mais gente na frente.

Aos 76 minutos, o árbitro descortinou uma falta de Carreras sobre Yamal na área encarnada quando o jovem de 17 anos ia rematar. Lewandowski voltou a mostrar frieza da marca dos 11 metros e reduziu para 4-3. O Benfica tinha 12 minutos para segurar a vantagem.

Apesar de ter muita gente em zona defensiva, o Barcelona conseguiu encontrar espaço, na sequência de um canto curto para Eric Garcia fazer o 4-4 de cabeça, completamente sozinho, aos 86.

Depois de Di Maria desperdiçar o 5-4 em lance em que apareceu isolado, nos descontos, o Benfica sofreu o golo da derrota de forma incrível. A equipa subiu toda para a área na procura da vitória em livre lateral, a bola andou aos ressaltos na área culé até ser afastada. Enquanto os jogadores do Benfica pediam penálti, Lewandowski lançou Raphinha que estava completamente só. O extremo correu, tirou o único benfiquista que o acompanhou e disparou para o 5-4 final. Os jogadores do Benfica pediram penálti, mas nem o VAR nem o árbitro viram qualquer irregularidade na área dos espanhóis.

A derrota deixa o Benfica a fazer contas para seguir para o play-off, de acesso aos oitavos de final. O clube da Luz é, neste momento, 18.º com 10 pontos, mas terá de pontuar na última ronda em Turim frente a Juventus.  Já o Barcelona, 2º nesta fase de liga com 18 pontos, assegurou o apuramento direto para os oitavos de final.

sábado, 18 de janeiro de 2025

BENFICA - 4 FAMALICAO - 0 - VITORIA

 Que noite para Leandro Barreiro que viveu jogo épico ao marcar o primeiro hat-trick da carreira.

Leandro Barreiro aponta hat-trick e mostra a Pavlidis como se faz
Leandro Barreiro festeja o golo © 2025 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O Benfica goleou, esta sexta-feira, o Famalicão por 4-0, com um hat-trick de Barreiro e um tento de Kokçu, em partida a contar para a 18.ª jornada da Primeira Liga.

Regresso à Luz com os níveis de confiança em alta, fruto do triunfo na final da Taça da Liga frente ao Sporting. Urgia então a necessidade de vencer, e apagar os últimos dois desaires, frente a leões e arsenalistas para o campeonato. Do outro lado estava um Famalicão, que procurava regressar às vitórias, que sabia o que era vencer há sete jogos.

O Benfica transpirou essa confiança, da última conquista, desde os primeiros minutos de jogo, com um jogador de origem angolana a cavalgar a onda: Foi ele Leandro Barreiro, que se estreou a marcar pelo Benfica, com os três golos apontados. Por outro lado, voltamos a ver o desacerto de Pavlidis no momento da finalização. Lage mudou cinco pedras, em relação ao embate em Faro: Trubin, Tomás Araújo, Kökcü, Akturkoglu e Pavlidis foram apostas no onze inicial, rendendo Di María, Arthur Cabral, Samuel Soares, Bah e Aursnes.

O Benfica, com Barreiro e Kokçu nas altas, e Florentino na zona central, entrou dinâmico, cheio de fluidez, tomando como alvo a baliza do Famalicão. Schjelderup fez o primeiro aviso, o norueguês, que parece ter ganho o lugr, finalizou, mas o guardião visitante evitou o funcionar do marcador na Luz. 'Cheirava a golo', o carrossel ofensivo, previa-se, seria difícil de travar, e foi sem surpresa que o Benfica chegou ao primeiro. Jogada muito bem desenhada por parte dos encarnados: Pavlidis recebeu de Kokçu, cruzou para a área, e Leandro Barreiro à ponta de lança apareceu a finalizar da melhor forma.

O mais difícil estava feito: Marcar cedo, o que normalmente permite às equipas respirar melhor ofensivamente e com bola. Percebia-se que Carevic ia passar o jogo a ser posto à prova, no caldeirão encarnado, que ainda assim contou com a pior casa no campeonato esta época: 53 mil espectadores.

O Famalicão mostrava-se incapaz de responder, e pouco depois da meia hora, o Benfica chegou ao 2-0, no bis de Barreiro. Assistência de Schjelderup que encontra o colega. Sozinho, na cara de Carevic, o internacional luxemburguês colocou a bola a passar entre as pernas do guardião famalicense, que ainda toca na bola, mas não consegue evitar o 2-0.

Era tempo de intervalo num jogo de um só sentido: Benfica dono e senhor, agressivo, dominador, e fresco, nem parecia que tinha jogado há três, face à parca réplica do oponente. A nível estatístico, cinco remates para o Benfica, contra nenhum dos minhotos.

No segundo tempo, o Famalicão contou, ao minuto 55, com a única situação de golo em toda a partida. Gustavo Sá lançou Sorriso que falhou ocasião soberana para fazer funcionar o marcador. A partir daí, e até final, só se viu Benfica no último terço. Nesse período foi perceptível, uma vez mais, e apesar da assistência para o primeiro da partida, a desinspiração e a falta de confiança à frente da baliza de Pavlidis. Exemplo paradigmático é o lance do minuto 62:  Tempo e espaço para fazer muito melhor, mas Carevic voltou a negar a felicidade ao dianteiro.

Falhou Pavlidis, marcou Barreiro o terceiro da conta pessoal. Que noite de sonho para o reforço para esta temporada, que nunca tinha marcado pelas águias. Grande trabalho de Schjelderup, seguido de assistência para o primeiro hat-trick da carreira para o jogador do Luxemburgo.

Aos 70 minutos, o Famalicão tinha feito apenas um remate, contra 17 do Benfica, tamanho era discrepância de rendimento entre as duas equipas. Ainda haveria tempo para mais, e João Rego, lançado por Bruno Lage, desviou de calcanhar, para a finalização sem mácula de Kokçu.

Vitória muito segura do Benfica, num demonstração de força para adversário ver, e que coloca assim pressão sobre os Sporting e FC Porto.

Veja aqui o resumo da partida