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domingo, 18 de maio de 2025

CAMPEÃO NACIONAL 2024/2025

 A festa fechou com muita luz e cor no estádio José Alvalade.

Fogo de artíficio, espectáculo de luzes e 'We Are The Champions' no relvado para os novos campeões
A festa dos bicampeões no relvado epa12111131

Os jogadores do Sporting festejaram hoje com fogo-de-artifício, no relvado do Estádio José Alvalade, o título “mais difícil” dos três conquistados nas últimas cinco épocas, mas o qual não tiveram dúvidas de que acabariam por celebrar.

Um a um, os ‘leões’ foram cumprimentados pelo presidente do clube, Frederico Varandas, antes de Hjulmand, que “andava há quase um ano a pensar nisso”, erguer o troféu e despoletar a festa no relvado, onde tiveram a companhia de muitos familiares.

Veja o vídeo

“É especial, com tantas dificuldades que passámos e que nós, jogadores, não podemos controlar. Foi duro, foi difícil, mas o clube mostrou a sua qualidade e no final fomos a melhor equipa em Portugal. Nem por um único momento tive dúvidas”, exultou o capitão.

O dinamarquês referia-se a uma onda de lesões pela qual a equipa nunca tinha passado, de acordo com Matheus Reis, mas também a duas mudanças de treinador após a saída de Rúben Amorim para o Manchester United, rendido por João Pereira e, depois, por Rui Borges.

Nos festejos em Alvalade, naturalmente, esteve apenas o último dos três, com todos os jogadores que ainda se encontram lesionados a integrarem a festa, com Nuno Santos, Daniel Bragança e João Simões a descerem também ao relvado.


Mas esse dado não foi esquecido por Matheus Reis, questionado sobre se este foi o mais complicado dos três títulos que conquistou desde que chegou ao Sporting.

“Com certeza! Depois de três treinadores diferentes, muitos jogadores lesionados, algo que nunca tínhamos passado por isso, foi o mais difícil. Mas é isso que torna ainda mais bonita a conquista. Fomos muito merecedores do bicampeonato”, atirou o defesa, antes de regressar à festa.

Nesse momento, as bancadas do Estádio José Alvalade ainda se encontravam repletas, uma vez que poucos adeptos arredaram pé antes de Reinado Teixeira, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, entregar aos jogadores as medalhas e o troféu de campeão, que foi levado para o centro do relvado por um antigo guarda-redes dos 'verde e brancos', Beto Pimparel, atualmente embaixador da Liga.

Depois, aos poucos, as bancadas foram ficando semivazias, com muitos dos cerca de 49 mil adeptos que assistiram ao triunfo sobre o Vitória de Guimarães (2-0), que valeu o 21.º título ao clube, a começarem a encaminhar-se para o Marquês de Pombal, onde irão terminar os festejos do título.

Foi já nesse período que João Simões, jogador da formação do Sporting promovido este ano à equipa principal, precisamente, para fazer face à vaga de lesões no ‘meio-campo’, destacou a “família” que constitui o grupo de bicampeões.

“Nunca tive dúvidas, sempre tivemos a certeza do que tínhamos de fazer, jogo a jogo, conquistar os três pontos, voltar a trabalhar e as contas fazem-se no final. E assim foi”, destacou o jovem, de 18 anos.

Simões, de resto, ainda se encontra a recuperar de uma fratura num metatarso, que motivou uma intervenção cirúrgica, mas destacou a união do grupo perante as adversidades.

“Custa muito, porque queremos sempre ajudar. Mas sabemos que eles, lá dentro, também estão a lutar por nós, que estamos de fora. É sempre aquele sofrimento, mas com uma confiança enorme na equipa e na família que somos”, desabafou o médio, estreado pelo treinador João Pereira, entre a saída de Ruben Amorim e a chegada de Rui Borges.

Depois, Simões juntou-se ao resto da equipa, no centro do relvado, para assistir ao espetáculo e ao fogo-de-artifício que encerraram os festejos no estádio.

Os jogadores foram, depois, deixando o relvado, acompanhados, na sua maioria, pelas mulheres e companheiras, mas também pelos respetivos filhos.

Ainda houve tempo para uma refeição rápida, numa zona reservada do estádio, antes de começarem a subir aos veículos sem cobertura que os levam ao Marquês de Pombal, onde vão celebrar com milhares de adeptos pela noite dentro.

LP2 -A.VISEU - 0 P.FERREIRA -1 - DERROTA




 

quarta-feira, 23 de abril de 2025

TAÇA DE PORTUGAL - BENFICA - 4 TIRSENSE - 0 -FINAL

 A equipa encarnada conseguiu carimbar o passaporte para a final da Taça de Portugal, onde irá defrontar o Sporting no Jamor, depois de vencer o Tirsense por 4-0.

Benfica vence Tirsense por 4-0 e encontra Sporting na final da Taça de Portugal
Jogadores do Benfica a festejarem o golo. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA © 2025 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O jogo não foi particularmente espetacular, principalmente no primeiro tempo, mas o Benfica cumpriu com o pretendia e garantiu a passagem à final da Taça de Portugal, com um agregado de 9-0 favorável ao clube da Luz. As águias venceram o Tirsense por 4-0 com golos de António Silva, Bajrami, Belotti e Leandro Barreiro.

Bruno Lage optou por gerir o plantel e fez uma autêntica revolução no onze perante uma equipa que se apresentou organizada a nível defensivo. A equipa da Luz passou os primeiros 45 minutos com algumas dificuldades em furar a muralha adversária, mas António Silva desfez o nulo a instantes do intervalo.

No segundo tempo, o Benfica entrou mais agressivo e só precisou de gerir o resultado, conseguindo aumentar a vantagem. Destaque para as estreias na Luz de João Veloso, André Gomes e Hugo Félix (com a camisola 79), bem como a estreia a marcar de Bajrami.

Muralha defensiva só desfeita perto do intervalo

O Tirsense mostrou-se, desde o apito inicial, bastante organizado no eixo defensivo. A equipa de Santo Tirso alinhou num 4-3-3, sendo que o Júnior Franco (trinco) recuava para junto dos centrais. O Benfica foi tendo algumas dificuldades em conseguir entrar na muralha defensiva dos visitantes, e só a partir dos 10 minutos é que começou a criar dinâmicas no ataque.

Primeiro com uma tentativa fracassada de combinação entre Belotti e Arthur Cabral (10') e, depois, com uma incursão de Bruma na área intercetada por José Pereira, no minuto seguinte.

Aos 17 minutos, a equipa encarnada esteve muito perto do golo, na sequência de um canto. Um primeiro desvio no interior da área, deixou a bola para o segundo poste onde apareceu Leandro Barreiro para mergulhar de cabeça. O esférico foi ter à malha lateral, mas o Benfica cheirava o golo.Na resposta, o Tirsense teve uma palavra a dizer e tentou chegar à baliza das águias com um livre batido por Daniel Rodrigues. Samuel Soares saiu e agarrou sem problemas.

À passagem do minuto 25, Tiago Gouveia trabalhou bem individualmente na direita, mas cruzou sem nexo e a bola perdeu-se. Dois minutos depois, Florentino recuperou bem e lançou no ataque com Arthur Cabral a ver o seu remate ser intercetado.

Aos 30', o Benfica podia ter chegado à vantagem, não fosse a excelente defesa de Tiago Gonçalves perante um remate na passada de Arthur Cabral.

Pouco depois, as águias beneficiaram de uma excelente combinação entre Tiago Gouveia e Bruma, que terminou com um remate para fora do extremo, depois de ter tirado dois adversários do caminho. O Tirsense ainda tentou reagir pelos pés de Fontini, mas sem sucesso.

Até ao intervalo não se adivinhavam mudanças, mas o golo viria a surgir no período de descontos. Canto batido com Belotti a cabecear ao segundo poste e a bola a bater na trave, Barreiro rematou na recarga, mas foi António Silva quem apareceu no sítio certo para encostar para golo.

Estreias e mais golos

Os encarnados começaram com vontade e Schjelderup foi o protagonista de uma perdida ao segundo poste, com um remate frouxo na resposta a um cruzamento de Bruma.

No segundo tempo, o Benfica entrou mais forte e a querer impor velocidade, mas o Tirsense conseguiu aguentar até aos últimos 20 minutos.

Com o jogo gerido, aos 62 minutos, Bruno Lage promoveu as entradas de João Veloso (estreia), Gianluca Prestianni e Zeki Amdouni, deixando juventude de sobra em campo.

Amdouni mostrou-se logo depois de entrar com um remate forte com o esférico a passar muito perto do poste esquerdo. O estreante encarnado também não quis faltar e rematou bem de fora da área, com um desvio para canto.

A equipa da casa pressionava e descobriu o caminho dos golos. Aos 74 minutos, novamente num canto, Arthur Cabral desviou ao primeiro poste e Bajrami encostou no segundo para o 2-0.

Quatro minutos depois, Samuel Soares descobriu Tiago Gouveia e lançou o ataque com uma bola longa. O extremo serve Belotti que encostou para o terceiro da partida.

Bruno Lage voltou a mexer e a promover estreias. André Gomes substituiu Samuel Soares na baliza e Hugo Félix, irmão de João Félix, entrou com o 79 nas costas.

Já no período de descontos, o Benfica voltou a alargar a vantagem com um golo de Leandro Barreiro na sequência de um pontapé de canto. António Silva chegou a cabecear para uma excelente defesa de Tiago Gonçalves, mas o médio apareceu na recarga para fechar o marcador.

O Benfica foi eficaz a gerir o resultado e o Tirsense apresentou-se com um evidente desgaste físico nos últimos 25 minutos. O jogo terminou sem muita espetacularidade, mas com o objetivo cumprido por parte dos encarnados. Desta feita, o Benfica marca presença com o Sporting no final da Taça de Portugal, no Jamor.

domingo, 20 de abril de 2025

V.GUIMARÃES - 0 BENFICA - 3 - VITORIA

 Vitória SC dominou largos períodos, mas faltou eficácia. Benfica sofreu, resistiu e foi letal nas oportunidades que teve.

Análise Vitória SC 0-3 Benfica: a diferença entre jogar bem e saber ganhar
Tomas Handel tenta travar o Angel Di Maria @EPA/HUGO DELGADO epa12041653

O Vitória SC fez frente ao Benfica com aquilo que se pede a uma equipa grande: coragem, iniciativa e ambição. Jogou com personalidade, pressionou alto, recuperou bolas com agressividade e criou ocasiões suficientes para discutir o resultado.

Mas, à semelhança do que acontece com frequência nos duelos entre os ditos grandes e os quase grandes, faltou transformar intenção em golo. E o Benfica, mesmo longe do brilhantismo, foi implacável naquilo que verdadeiramente conta.

O jogo: quem não marca... sofre

Num jogo em que a equipa de Álvaro Pacheco exibiu consistência coletiva e agressividade positiva durante largos períodos, sobretudo na primeira parte, a ausência de eficácia e o desacerto na finalização custaram caro. O Vitória foi, durante mais de uma hora, superior em praticamente tudo… menos na baliza adversária. A insistência ofensiva, os desequilíbrios criados nas alas, as aproximações ao último terço — tudo isso existiu. Mas faltou o clique final.

Do outro lado, o Benfica pareceu por vezes anestesiado, sobretudo na forma como entrou em campo e nos longos momentos em que se limitou a reagir. Ainda assim, teve o que quase nenhuma equipa tem em Portugal: um avançado oportuno (Pavlidis), um lateral desequilibrador (Carreras) e um guarda-redes que decide jogos (Trubin). Essa combinação bastou. Foi isso que os manteve vivos no jogo quando o Vitória ameaçava explodir… e foi isso que lhes permitiu matar o jogo com uma eficácia quase cruel.

O resultado final — 0-3 — diz muito do momento das duas equipas. O Vitória vive uma fase positiva em termos de identidade e competitividade, mas está preso a um teto de vidro: joga bem, mas raramente vence os grandes. O Benfica, por sua vez, atravessa um período instável no plano exibicional, com pouca criatividade no meio e alguns problemas físicos (como a nova lesão de Di María), mas continua a ser uma equipa com recursos e experiência para vencer mesmo sem dominar.No fundo, esta noite em Guimarães foi um espelho: de um Vitória em crescimento, mas ainda incompleto; e de um Benfica que, mesmo longe da sua melhor versão, continua a ganhar porque sabe como se ganham campeonatos.

Momento-chave

Havia tensão em Guimarães. O Benfica vencia por 1-0, mas o jogo permanecia aberto, instável, a pedir definição. Foi então que surgiu Álvaro Carreras, com o seu estilo inconfundível, a galgar metros pela faixa esquerda como se a jogada lhe pertencesse desde o apito inicial.

Num lance que misturou velocidade, técnica e convicção, o lateral espanhol foi deixando adversários para trás até se encontrar, já dentro da área, frente a frente com Bruno Varela. O ângulo era curto, a finalização difícil, mas Carreras não hesitou: disparou com potência e precisão, selando o 2-0 com um remate indefensável.

O golo foi muito mais do que um momento de inspiração individual — foi o instante que soltou o Benfica das dúvidas, da pressão do Vitória e da ameaça de um possível empate. A partir dali, a equipa de Bruno Lage respirou melhor, controlou o jogo com mais calma e encaminhou uma vitória que só ficou mais robusta com o terceiro de Pavlidis.

Melhor: no sítio certo, à hora certa

Foi com instinto de matador que Vangelis Pavlidis abriu e fechou a contagem em Guimarães. O avançado grego voltou a mostrar porque é que é uma das figuras maiores deste Benfica, surgindo sempre onde a bola pede decisão. E ele decide. Rápido, simples, letal.

No primeiro golo, aproveitou uma defesa incompleta de Varela para castigar a defesa vitoriana que hesitou por um segundo a mais. No terceiro, repetiu a receita: remate forte de Kokçu, defesa incompleta de Varela, e Pavlidis a encostar com tranquilidade, como quem diz que ali ninguém falha.

Com este bis no Estádio D. Afonso Henriques, Pavlidis chegou aos 29 golos com a camisola do Benfica — um número que fala por si, mas que ganha ainda mais força pelo tipo de golos que marca: aqueles que desbloqueiam jogos, que consolidam vitórias, que fecham discussões.