sábado, 21 de janeiro de 2023

SANTA CLARA - 0 BENFICA - 3 - VITÓRIA

 Golos de Frederik Aursnes, Gonçalo Ramos e do regressado Gonçalo Guedes construíram a vitória das águias em S.Miguel.

Benfica vence tranquilamente nos Açores com contributo de Gonçalo Guedes
Gonçalo Guedes marcou no regresso ao Benfica. EDUARDO COSTA/LUSA © 2023 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O Benfica venceu este sábado o Santa Clara por 0-3 em partida relativa à 17ª jornada da primeira liga. Os golos de Aursnes aos 9 minutos e de Gonçalo Ramos aos 16 abriram o caminho para a vitória e Gonçalo Guedes fez o terceiro naquele que foi o seu primeiro jogo após regressar ao clube da Luz. Este triunfo permite ás águias repor os quatro pontos de vantagem relativamente ao Sporting de Braga na classificação. A partida serviu também para Gonçalo Guedes voltar a vestir a camisola do Benfica, dois dias após ter regressado ao clube da Luz.

Jorge Simão foi obrigado a mexer no onze inicial relativamente ao que iniciou a partida diante do Portimonense. O lateral direito Diogo Calila assumiu o lugar do castigado Pierre Sagna, expulso no jogo em Portimão.

Já Roger Schmidt fez duas alterações relativamente ao onze que iniciou o 'derbi' diante do Sporting, ambas alterações forçadas; o capitão Otamendi ficou em Lisboa a cumprir castigo por ter visto o quinto cartão amarelo, e foi substituído por Morato. Já o lesionado Rafa viu o seu lugar ocupado pelo alemão Julian Draxler, deixando assim o recém-chegado Gonçalo Guedes no banco de suplentes.

Entrada da águia a todo o gás

Como se esperava, o Benfica entrou a controlar a partida, procurando explorar principalmente o corredor esquerdo para chegar perto da baliza de Gabriel Batista. Já o Santa Clara mostrava-se pressionante no meio-campo contrário, mostrando-se muito agressivo nos duelos individuais.

Apesar disso a equipa da Luz chegou ao golo ainda nos primeiros minutos do jogo; 9 minutos volvidos e uma boa jogada de entendimento encontra Enzo Fernández que, na esquerda, cruza para o coração da área onde surge Frederik Aursnes a cabecear para o primeiro da partida.

Apesar de estar em vantagem, os homens de Roger Schmidt não tiraram o pé do acelerador e continuaram a controlar as operações. De tal forma que não tardou até que o Benfica chegasse ao segundo golo; 16 minutos e um passe de rutura de Enzo a encontrar Grimaldo que cruza de primeira para a entrada da pequena área onde aparece de rompante Gonçalo Ramos a desviar para o segundo das águias.

Os açorianos não encontravam antídoto para a dinâmica ofensiva do Benfica, muito baseada na superioridade numérica no meio-campo providenciada por Aursnes que deambulava por várias zonas do terreno. Aos 20 minutos, numa das raras vezes em que a equipa da casa conseguiu encetar uma transição ofensiva, Gabriel Silva fugiu pela direita e rematou cruzado com a bola a passar perto do poste de Vlachodimos.

Apesar disso Jorge Simão não podia gostar do que estava a ver e decidiu mexer ainda antes da meia-hora, fazendo entrar Ricardinho para o lugar de Matheus Nunes. A vencer por 0-2 o Benfica reduziu um pouco a intensidade, permitindo ao Santa Clara passar mais tempo no seu meio-campo ofensivo, sem que tal se traduzisse em lances de perigo.

Por seu lado os forasteiros iam criando perigo sempre que chegavam perto da baliza da formação açoriana. No primeiro minuto de compensação Gonçalo Ramos teve duas oportunidades consecutivas para aumentar a contagem, a primeira permitiu uma boa defesa a Gabriel Batista, na segunda teve a baliza à mercê após defesa incompleta do brasileiro, mas a bola acabou por passar à frente da baliza sem que ninguém fizesse a emenda. Ao intervalo o Benfica vencia com total tranquilidade.

Gonçalo Guedes entra e marca

Na segunda parte o ritmo baixou de sobremaneira, com o Benfica sempre a controlar as operações. Perante um Santa Clara mais estendido em campo, a equipa da Luz tinha mais espaço nas costas da defesa açoriana; aos 52 minutos Gonçalo Ramos quase que aproveitava esse espaço, mas não conseguiu bater o adiantado Gabriel Batista.

Perante a menor intensidade da sua equipa, Roger Schmidt resolveu mexer, fazendo entrar Neres, Chiquinho e Gonçalo Guedes para os lugares de João Mário, Aursnes e Florentino. Respondeu Jorge Simão com as entradas de Tagawa e Bobsin para os lugares de Babi e Misao.

O Santa Clara foi aproveitando o ritmo mais baixo da partida para chegar com mais frequência junto da área benfiquista, quase sempre através de Ricardinho e Bruno Almeida. Numa dessas iniciativas os açorianos ficaram perto do golo mas António Silva negou de cabeça o golo a Bruno Almeida quando Vlachodimos já estava batido.

A saída forçada de Ricardinho acabou por terminar com as ambições ofensivas do Santa Clara e permitiu o Benfica voltar à carga. Aos 76 minutos David Neres apareceu sozinho na área mas acertou mal na bola; melhor fez o regressado Gonçalo Guedes aos 80 minutos quando, servido por Enzo Fernández, fletiu da esquerda para o meio e rematou para o 3-0, beneficiando também do desvio da bola em Paulo Henrique.

O golo resolveu quaisquer dúvidas que ainda pudessem pairar sobre o resultado final, e as águias limitaram-se a deixar correr o relógio até final, mas sem nunca deixar de espreitar oportunidades para marcar mais golos.


Com este resultado o Benfica regressa às vitórias e chega aos 44 pontos. As águias repõem os quatro de vantagem sobre o SC Braga na classificação. Já o Santa Clara continua em zona delicada da tabela classificativa e pode ficar mais longe dos lugares de permanência.


LIGA PT - A.VISEU - 1 NACIONAL - 1 - EMPATE

 

Ac. Viseu-Nacional, 1-1: Equipa de Jorge Costa chega aos 20 jogos seguidos sem perder

Turma de Viseu enviou quatro bolas aos 'ferros' e empatou com insulares

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• Foto: Facebook Ac. Viseu
O Académico de Viseu empatou (1-1) este sábado em casa com o Nacional, num jogo, da 17.ª jornada da 2.ª Liga, em que enviou quatro bolas aos 'ferros' dos insulares.

O conjunto comandado por Jorge Costa adiantou-se no marcador aos 11 minutos, por intermédio de Famana Quizera, mas, aos 41, Zé Manuel restabeleceu a igualdade, que se manteve até final.

A formação anfitriã somou, ainda assim, o 20.º jogo consecutivo sem perder em todas as competições, falhando o triunfo por culpa dos 'ferros', que devolveram os remates de Milioransa (34 minutos), Ícaro Silva (58) e Famana Quizera (78 e 83).

A primeira parte decorreu com algum domínio dos beirões, que o materializaram em golo aos 11 minutos, com Famana Quizera a recuperar a bola numa má saída para o ataque dos insulares, a isolar-se e a rematar forte e colocado.

O Nacional procurou reagir ao golo e teve algumas investidas perigosas, em especial por Witi, sempre a dar muito trabalho ao lateral Bandeira.

O Académico de Viseu poderia ter dilatado a vantagem em duas ocasiões, primeiro com Milioransa a rematar ao poste, à passagem do minuto 34, e, quatro minutos volvidos, com Famana Quizera a ficar perto de 'bisar', com um remate a sair muito perto do poste, já com Rui Encarnação fora do lance.

O Nacional empataria aos 41 minutos, numa bola longa nas costas da defesa viseense, com Arthur Chaves a falhar o corte e Zé Manuel a aproveitar, só com Gril pela frente.

No segundo tempo, o Académico entrou a dominar e, aos 58 minutos, Ícaro Silva enviou a bola à trave da baliza do Nacional, na sequência de um pontapé de canto, para, aos 63 minutos, Famana Quizera cruzar da direita e André Clóvis, de cabeça, obrigar Rui Encarnação a uma grande defesa.

Aos 78 minutos, terceira bola no 'ferro' da baliza de Rui Encarnação, num remate de fora da área de Fama Quizera, que, aos 83, viu o guarda-redes do Nacional desviar um seu cabeceamento para a barra.

Jogo no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu.

Académico de Viseu - Nacional, 1-1.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

1-0, Famana Quizera, 11 minutos.

1-1, Zé Manuel, 41.

Equipas:

Académico de Viseu: Domen Gril, Bandeira (Tiago Mesquita, 46), Arthur Chaves (Ícaro Silva, 46), André Almeida, Igor Milioransa, Nduwarugira, Paná (Yúri Araújo, 59), Toro (Capela, 59), Famana Quizera, Gautier Ott (Ramirez, 59) e André Clóvis.

(Suplentes: Mbaye, Yuri Araújo, Ramirez, Capela, Welch, Ícaro Silva, Tiago Mesquita, Tomás Silva e Daniel Labila).

Treinador: Jorge Costa.

Nacional: Rui Encarnação, Zé Manuel (Rúben Macedo, 75), Rafael Vieira, Clayton Sampaio, André Sousa, Danilovic, Gustavo Silva, Luís Esteves (Jota, 65), Witi (Dudu, 65), Carlos Daniel e Pipe Gomez (Bruno Gomes, 75).

(Suplentes: Lucas França, Paulo Vítor, Bruno Gomes, Jota, Rúben Macedo e Dudu).

Treinador: Filipe Cândido

 

Árbitro: Iancu Vasilica (AF Vila Real).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Bandeira (38), Gril (84), Carlos Daniel (87) e Clayton (89).

Assistência: 1.583 espectadores.

domingo, 15 de janeiro de 2023

BENFICA - 2 SPORTING - 2 - EMPATE

 O Benfica perde os primeiros pontos em casa para o campeonato mas mantém-se na liderança, agora com 41 pontos, mais quatro que o SC Braga

Benfica 2-2 Sporting: Dérbi dos dérbis termina empatado na Luz
Primeira Liga 2022-23: Benfica-Sporting © 2023 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Terminou empatado o dérbi dos dérbis, entre Benfica e Sporting, para a 16.ª ronda da I Liga. Os Leões marcaram por Bah (autogolo) e Pedro Gonçalves (penálti), Gonçalo Ramos fez o tento dos Encarnados.

O Benfica perde os primeiros pontos em casa para o campeonato mas mantém-se na liderança, agora com 41 pontos, mais quatro pontos que o SC Braga. O Sporting é 4.º com 29 mas poderá ser ultrapassado pelo Casa Pia.

Veja as melhores imagens do dérbi

O Benfica tinha a oportunidade de arrumar de vez com o Sporting na luta pelo título ainda antes do final da 1.ª volta. Uma possível vitória Encarnada deixaria os Leões a 15 pontos da liderança, algo impensável de recuperar. Já os Encarnados queriam manter-se 100 por cento vitoriosos na Luz para o campeonato e voltar assim a distanciarem-se na liderança.


Em relação ao duelo com Varzim a meio da semana, Rafa recuperou e foi aposta de Roger Schmidt no onze, no lugar de David Neres. No Sporting, nada de novo, a não ser o regresso de Pedro Gonçalves, após cumprir castigo na derrota com o Marítimo.

Azar de uns é sempre a sorte de outros

Num ambiente fantástico, com 62295 espetadores na Luz, os primeiros 15 minutos foram marcados por muita luta e a bola longe das balizas. Pedro Porro testou Vlachodimos num livre direto, aos seis minutos. Estava dado o primeiro sinal de perigo do Sporting.

Só a partir dos 20 minutos se viu o Benfica, quando Adán negou o golo a João Mário. No minuto seguinte, novamente o espanhol a travar o remate de Rafa, numa finalização dentro da área.

No melhor período do Benfica o Sporting marcou. Arrancada de Pedro Porro pela direita, combinação com Edwards que centrou para a pequena área. A bola sofreu um desvio, bateu em Alexander Bah e entrou na baliza do Benfica. Autogolo do lateral Encarnado.

Depois de um período quezilento, o perigo voltou a rondar as duas balizas. Aos 35, Adán foi novamente chamado a intervir para negar o golo a Grimaldo, num livre direto. Dois minutos depois ia borrando a pintura em dois lances em que saiu em não tocou na bola.

O Benfica apertava, pelo que o golo não tardou. Aos 37 minutos, a bola foi de um lado a outro do campo, Rafa bateu Matheus Reis em velocidade e centrou, Gonçalo Inácio falhou o corte e Gonçalo Ramos não desperdiçou. Empate no dérbi dos dérbis.

A festa do Benfica foi efémera já que no minuto seguinte, António Silva ia estragando tudo: ao tentar fazer um atraso, meteu a bola em Trincão que perdeu imenso tempo e permitiu a recuperação e corte do jovem central Encarnado. Calafrio na Luz!

De erro em erro até ao empate final

O segundo tempo arrancou praticamente com o segundo golo do Sporting. Novamente António Silva a errar e a derrubar Paulinho na área. Artur Soares Dias começou por nada assinalar mas, após longa e demorada conversa com o VAR, foi rever a jogada no monitor e marcou penálti que Pedro Gonçalves converteu. Remate forte e colocado, sem hipótese para Odysseas Vlachodimos. Entre a jogada da falta e a conversão do penálti, passaram cinco minutos.

O Benfica voltou a crescer no jogo e empatou aos 64 minutos por Gonçalo Ramos, a encostar na pequena área um centro tenso de Grimaldo. Muito mal a defesa do Sporting, principalmente Matheus Reis e Coates.

Roger Schmidt introduziu imprevisibilidade no ataque com a troca de Aursnes por David Neres, Rúben Amorim refrescou a defesa, com St. Juste no lugar de Matheus Reis. O técnico leonino fez entrar depois o jovem Youssef Chermiti no lugar de Paulinho, e Arthur no posto de Edwards.

Até ao final, destaque para um lance em que o jovem Chermiti podia ter dado a vitória aos Leões mas o seu remate saiu por cima.

O Benfica perde pontos em casa pela primeira vez esta época. Os Encarnados continuam na liderança da I Liga com 41 pontos, mais quatro que o SC Braga. O Sporting é 4.º, com 29 pontos, mas poderá ser ultrapassado pelo Casa Pia.