quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

BENFICA - 1 ARSENAL -1 - NULO

 Os golos do encontro só surgiram no segundo tempo. Primeiro marcou Pizzi, o Arsenal empatou pouco depois por Saka.

Benfica empata com o Arsenal em Roma e a eliminatória fica em aberto
epa09022473 Benfica's Julian Weigl (R) vies for the ball with Arsenal's Hector Bellerin Aubameyang during the UEFA Europa League round of 32 first leg soccer match between Benfica Lisbon and Arsenal London at Olimpico stadium in Rome, Italy, 18 February 2021. EPA/ETTORE FERRARI

O Benfica empatou com o Arsenal a uma bola em partida da primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa. Pizzi fez o golo dos encarnados, Saka fez o gosto ao pé para os 'gunners'. Os ingleses estão em vantagem para o encontro da segunda mão.

Há êxitos que ficam na memória e podem inspirar as gerações vindouras. É o que o Benfica pretendia fazer no segundo confronto em eliminatórias frente ao Arsenal, depois de os dois emblemas se terem encontrado pela primeira vez em 1991/92. Na altura, tal como agora, o Benfica também era a equipa menos favorita. Depois de um empate na Luz, as águias haveriam de se impor por 3-1 em Londres na já extinta Taça dos Campeões Europeus. Será a este marco na história que os encarnados se terão que agarrar se quiserem dar a volta ao texto na partida da segunda mão.

Muito anos mais tarde, as duas equipas voltavam a encontrar-se, um cenário inusitado que obrigou as duas equipas a defrontarem-se fora dos seus redutos. Na primeira mão em Roma e na segunda mão na Grécia.

Um duelo entre duas equipas que têm estado longe do seu melhor a nível doméstico. Benfica na quarta posição do campeonato e com o Arsenal num impensável 10.º lugar da Premier League.

Os números estavam ainda assim do lado do Benfica, já que o Arsenal dá-se mal com as visitas a equipas portuguesas e voltou a não ganhar em confrontos em 'casa', neste caso emprestado, frente a adversários lusos.

Os onzes

Para a partida frente ao Arsenal, Jorge Jesus promoveu a estreia de Lucas Veríssimo com a camisola do Benfica, com Jorge Jesus a apostar numa esquema com três defesas, com Verthongen, Lucas Veríssimo, Otamendi, e Grimaldo e Diogo Gonçalves nas alas. Em relação à última partida saíram Rafa, Everton e Seferovic e entraram Veríssimo, Pizzi e Waldschmidt.

Já o Arsenal apresentava a mesma equipa que tinha batido o Leeds no último domingo, com Aubameyang como homem mais adiantado e Cédric Soares no onze titular.

Benfica a ver o Arsenal jogar nos primeiros minutos

Nos primeiros minutos da partida, o Benfica 'apenas' viu jogar, com o Arsenal a chamar para si o controlo do esférico. Já se sabe que a equipa de Mikel Arteta é dotada a nível técnico e é muito forte nas transições aproveitando os cruzamentos para a área para encontrar os seus homens mais adiantados.

Foi aos 19 minutos que surgiu a primeira grande oportunidade da partida. E que chance acabou por ser perdida por Aubameyang. Jogada clássica deste Arsenal, com Bellerín a fugir a Grimaldo, a cruzar rasteiro, mas com o gabonês a falhar o mais difícil. O Benfica que até aos 25 minutos não tinha existido ofensivamente conseguiu a partir da meia hora soltar-se ligeiramente da pressão imposta pelos londrinos.

O primeira remate, digno de nome do Benfica, surgiu ao minuto 32´, num tentativa de Darwin que Leno defendeu a dois tempos. O jogo a partir dessa fase equilibrou e já em cima do intervalo o Benfica teve oportunidade para se colocar na frente. Grimaldo recuperou a bola em zona proibida, mas podia ter tentado o remate. Preferiu servir Darwin, mas o lance acabou por se perder. Primeira parte com mais Arsenal  e com um Benfica mais preocupado em baixar linhas e manter a sua baliza a salvo.

No segundo tempo vieram os golos

No segundo tempo, manteve-se a toada com o Arsenal com mais bola e com o controlo do jogo. Helton Leite começou por travar um remate de Smith Rowe, porém o lance foi anulado por fora de jogo. Novamente os gunners criaram perigo um minuto volvido, com Saka.

Com os ingleses por cima acabou por ser o Benfica a marcar. Diogo Gonçalves cruzou para a área, a bola tocou no braço de Smith Rowe e Cüneyt Çakır apontou para a marca do penalti. Na conversão, Pizzi enganou Leno e fez o empate.

Como que acossado pela desvantagem, o Arsenal foi incessantemente à procura do empate e empatou três minutos depois, num golo de Saka, que saiu de um pés de um português. Cédric cruzou para a área para a finalização do colega de equipa.

Com os golos, o jogo abriu e o Benfica passou a ter outra ambição em termos ofensivos. Rafa furou entre as linhas defensivas do Arsenal e atirou para a defesa de Leno (62´). Um minuto volvido e Aubameyang com tudo atirou ao lado.

Ao minuto 74´, o Benfica voltou a criar perigo. Taarabt colocou em Everton que depois atirou em arco ao lado da baliza. Aubameyang, de novo em boa posição, não conseguiu atirar à bola, numa noite muito infeliz do avançado gabonês.

Primeira parte de domínio completo do Arsenal, com o Benfica sem bola. Na segunda parte, os encarnados conseguiram mostrar outra face e tentaram pelo tentar equilibrar a contenda face aos gunners. Ainda assim é o Arsenal que parte em vantagem para o jogo da segunda mão.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

MOREIRENSE - 1 BENFICA - 1 -VERGONHA CONTINUA

 Se o Sporting vencer o Paços de Ferreira ainda esta jornada, o Benfica fica muito distante do primeiro lugar.

Benfica empata em Moreira de Cónegos e pode ficar a 13 pontos do líder Sporting
Ferraresi e Darwin Nunez disputam uma bola. MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA © 2021 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O Benfica empatou, este domingo, a um golo com o Moreirense em jogo da 19.ª jornada do campeonato português, disputado no Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas, na vila de Moreira de Cónegos. Seferovic abriu o marcador aos 25 minutos e Yan Matheus empatou a partida de penálti ainda na primeira parte.

Com este resultado, e caso o Sporting vença (segunda-feira, 20h15) na receção ao Paços de Ferreira, os encarnados ficam a 13 ponto do primeiro lugar. A equipa comandada por Jorge Jesus está ainda a dois pontos do SC Braga (3.º) e a três do FC Porto (2º.).

Quanto às equipas iniciais, Jorge Jesus fez três alterações no onze face ao jogo frente ao Estoril para a Taça de Portugal. Weigl, Taarabt e Seferovic foram as novidades. Do lado da equipa do Moreirense, Vasco Seabra fez duas mexidas: Ferraresi e Filipe Soares foram os destaques.

Vídeo: O golo com que o Benfica abriu o marcador em Moreira de Cónegos
Vídeo: O golo com que o Benfica abriu o marcador em Moreira de Cónegos
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O primeiro golo da partida em Moreira de Cónegos foi apontados aos 25 minutos. Taarabt dominou no peito e meteu para Seferovic, com o avançado suíço a atirar cruzado para o fundo das redes. Pasinato ainda tocou, a bola desviou no poste mas acabou por entrar.


Aos 40 minutos, Grimaldo derrubou Walterson na área, Rui Costa exibiu o cartão amarelo ao espanhol e apontou para a marca da grande penalidade. Na marcação, Helton Leite atirou-se para a esquerda, mas o remate de Yan Matheus saiu forte e colocado ao centro, repondo a igualdade.

No segundo tempo, destaque para um lance polémico com Weigl a cair na área em duelo com Filipe Soares e o árbitro Rui Costa a assinalar penálti. Depois de ouvir o VAR e ter ido ele mesmo visionar as imagens, acabou por reverter a decisão e exibir o cartão ao jogador encarnado, por simulação.

Nota ainda para a enorme defesa de Pasinato, a negar o golo a Darwin aos 79 minutos. O uruguaio apareceu nas costas de Rosic a cabecear e o guarda-redes da casa, com uma grande intervenção, afastou a bola.

Com este resultado, o Benfica está em quarto, com 38 pontos, a 10 do líder Sporting, que apenas joga na segunda-feira com o Paços de Ferreira e pode aumentar a vantagem. Os ‘encarnados’ deixaram ainda o SC Braga, que venceu o Santa Clara (1-0), isolar-se no terceiro lugar, com 40, e não aproveitaram o empate do FC Porto, segundo com 41, frente ao Boavista (2-2), para se aproximarem.

Já o Moreirense, que somou o terceiro jogo no campeonato sem perder (duas vitórias e um empate), está em sétimo, com 25 pontos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

ESTORIL - 1 BENFICA - 3 - TAÇA

 Com o surto de COVID-19 deixado lá atrás, o Benfica parece estar a recuperar intensidade e a voltar gradualmente às boas exibições. Vitória na Amoreira deixa bons sinais para os próximos tempos.

Análise/Estoril 1-3 Benfica: Águia espanta os males e fica perto da final
Seferovic celebra o golo marcado. MÁRIO CRUZ/LUSA © 2021 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O Benfica parece estar a colocar as sequelas deixadas pela COVID-19 para trás: depois da vitória frente ao Famalicão, os encarnados voltaram a vencer, desta feita frente ao Estoril-Praia por 1-3, num jogo que deixa a águia muito perto de voar para a final da Taça de Portugal. Foi a segunda vitória consecutiva do Benfica, algo que já não acontecia há um mês, com seis jogos pelo meio.

As águias voltaram a mostrar intensidade e mantiveram-se em controlo do jogo a maior parte do tempo, sem a inconstância de outros tempos. Apesar de ser obrigado a correr atrás da desvantagem, o Benfica esteve sempre por cima do jogo.

André Vidigal, com um golo aos 23', ainda abalou a águia por instantes, mas o Benfica foi atrás da vitória e alcançou a reviravolta graças aos golos de Darwin e Seferovic.

O Jogo: Golo contra a corrente obriga à reviravolta

Jorge Jesus mexeu em seis peças, em comparação com o último onze apresentado, frente ao Famalicão, com Helton Leite, Diogo Gonçalves, Gabriel, Pizzi, Pedrinho e Rafa a serem titulares, rendendo as saídas de Vlachodimos, Gilberto, Weigl, Taarabt, Cervi e Seferovic.

Os encarnados entraram melhor na partida, pressionando o Estoril-Praia desde o primeiro momento, instalando-se no meio-campo da equipa da linha. O primeiro aviso surgiu aos quatro minutos quando Darwin, após passe de Pedrinho, tentou ultrapassar Thiago, guardião do Estoril, mas sem sucesso, com o guarda-redes dos canarinhos a intercetar o esférico.

Depois foi a vez de Rafa levar tudo à frente. Com uma grande iniciativa individual, o ribatejano ganhou a bola a meio do meio-campo e, com várias fintas e alguns ressaltos pelo meio, deixou a defesa do Estoril para trás, falhando apenas na altura do remate, que saiu ao lado aos 12 minutos.

Minutos depois, aos 15, Rafa, de novo, esteve perto do golo quando, após combinação com Pedrinho, atirou por cima de Thiago, mas acertou em cheio na trave.

O tomba-gigantes Estoril sentia dificuldades para contrariar a toada ofensiva das águias, que não saiam do meio-campo do emblema da Segunda Liga, mas a verdade é que na única oportunidade que teve chegou mesmo ao golo.

Aos 23 minutos, na primeira oportunidade de perigo dos canarinhos à baliza defendida por Helton Leite, após cruzamento de Joãozinho, Murilo controlou no peito e cruzou para André Vidigal que só teve de encostar para o primeiro golo da partida, completamente contra o ascendente encarnado.

O golo do Estoril parece ter abalado a confiança encarnada, que demorou até criar uma situação de perigo semelhante às que se tinham assistido até ao golo de Vidigal, mas à entrada dos últimos cinco minutos do primeiro tempo, o Benfica voltou a deixar fortes avisos aos canarinhos.

Depois de um tiro descalibrado de Pizzi, aos 42’ e de uma enorme defesa de Thiago ao cabeceamento de Darwin, aos 43’, o Benfica acabou por chegar ao empate na sequência de um pontapé de canto: canto batido por Pedrinho, à esquerda, com Darwin, após desvio de Gabriel, a aparecer no sítio certo para cabecear, desta vez sem defesa do guardião do Estoril-Praia.

Estava feito o empate na Amoreira, empate que as equipas levaram para o balneário e que penalizava a toada ofensiva do Benfica, mas premiava a eficácia demonstrada pela equipa da linha.

O segundo tempo começou com o Estoril a testar a defesa encarnada e com André Vidigal a conseguir percorrer o corredor esquerdo para tentar o cruzamento para o interior da área. O passe do jovem desviou em Otamendi e Soria, no remate, atirou muito ao lado.

Bruno Pinheiro foi o primeiro a mexer na equipa, com as entradas de Gamboa, João Carlos e Bruno Lourenço, para os lugares de Zé Valente, André Clovis e Murilo. Minutos depois foi a vez de Jorge Jesus lançar para o jogo Taarabt, Seferovic e Weigl, para renderem Pizzi, Pedrinho e Gabriel.

Saído do banco, Seferovic foi o responsável pelo golo da reviravolta encarnada, depois de ter atirado uma bola ao poste aos 62’. À passagem dos 68 minutos, e após Rafa escorregar na altura do remate, a bola acabou nos pés do suíço que com um forte remate atirou para o 2-1.

O Estoril, que tinha vindo a aguentar o empate até aquela altura, viu a eliminatória ficar mais complicada quando, menos de dez minutos depois, Darwin voltou a molhar sopa.

Boa jogada de Taarabt, a percorrer o corredor esquerdo e a terminar com um cruzamento a régua e esquadro que terminou nos pés do uruguaio que só teve de rematar para o fundo da baliza aos 77 minutos. O Benfica colocava-se com uma vantagem de dois golos, numa segunda parte em que não colocou tanta pressão como na primeira.

Nos últimos minutos, o Estoril ainda ameaçou a baliza defendida por Helton Leite, graças a duas iniciativas de Crespo. Primeiro aos 79’, com um remate/cruzamento a obrigar o guardião das águias a voar bem alto para evitar males maiores e depois com um remate de fora de área, no minuto seguinte, a obrigar à defesa.

Apesar das tentativas, o marcador não voltou a mexer e o Benfica saiu da Amoreira com um resultado que se justifica, mesmo tendo em conta a grande superioridade demonstrada no primeiro tempo que pecou na hora da finalização. Tal como Jorge Jesus disse na flash, os encarnados acabaram por chegar à vantagem na segunda metade do jogo, em que a onda ofensiva encarnada já não era tão forte. Coisas do futebol.

As águias deram bons sinais do que poderão fazer no que resta da temporada, numa altura em que ainda recupera dos efeitos da COVID-19 no plantel. O Benfica não mostrou a inconstância de outros jogos e manteve-se por cima da partida em praticamente todos os momentos.



Nota positiva também para o Estoril que, à semelhança do que tem vindo a demonstrar na Taça e na II Liga, não abdicou da sua ideia de jogo e jogou, dentro do possível, olhos nos olhos com as águias, apesar da diferença abismal no plantel e no orçamento.

Momento: Minuto 68 - Golo de Seferovic

O melhor: Darwin

Foi dos primeiros a criar perigo e assim se manteve ao longo do jogo, sendo dos que mais trabalho deu ao guardião do Estoril. Os dois golos são prémios merecidos pela exibição do uruguaio que deixou o Benfica com uma mão no bilhete para a final da Taça de Portugal.

O pior: Rafa

O ribatejano mostrou-se em jogo e aquela arrancada ainda no primeiro tempo foi demonstrativa da sua qualidade, mas esteve em 'noite não' na altura da finalização. Teve nos pés um par de boas oportunidades que foram desperdiçadas devido à pontaria desafinada (13', 57') ou ao excesso de pontaria (bola à trave aos 15') do jogador das águias.

Reações

Jorge Jesus: "Estamos a mudar o pneu com o carro em andamento, mas tem de ser assim"

Bruno Pinheiro: "Quando gastas 100 milhões para disputar a Champions ..."

Darwin: "Temos de ser mais eficazes"

Miguel Crespo: "Temos de dar valor a tudo o que fizemos e ao nosso caráter"

Resumo