quinta-feira, 11 de junho de 2020

PORTIMONENSE - 2 BENFICA - 2 - NULO

Encarnados' chegaram ao intervalo a vencer por 2-0, mas permitiram reação do adversário e somaram mais um jogo sem ganhar.
Portimonense 2-2 Benfica: 'Águias' deixam fugir vantagem e somam quarto empate consecutivo
O Benfica tropeçou em Portimão
O Benfica somou o quarto empate em quatro jogos na I Liga ao não conseguir segurar dois golos de vantagem frente ao penúltimo classificado da prova, o Portimonense.
Depois de uma primeira parte bastante bem conseguida, em que praticamente não deixou o adversário respirar e em que marcou por duas vezes, o conjunto 'encarnado' não foi capaz de manter o nível na segunda parte, vendo o adversário reagir e somar uma igualdade que lhe dá novo alento na luta pela manutenção e que pode voltar a atrasar as 'águias' na luta pelo título.











Lage troca Gabriel por Cervi no 'onze' e Benfica entra forte

Depois do nulo sem sabor na receção ao Tondela, no retomar da I Liga, Bruno Lage deu 'um passo atrás' e retirou do 'onze' Gabriel, que havia regressado à titularidade nesse encontro. Dessa forma, Taarabt recuou um pouco no meio-campo, para um lugar onde vinha sendo mais efetivo nos últimos tempos, e Franco Cervi recuperou a titularidade.
O Benfica entrou a pressionar, encostando o Portimonense à sua grande área nos minutos iniciais. Aos cinco minutos, no seguimento de um livre, Grimaldo tentou um pontapé de ressaca que, porém, saiu muito por cima. Mas era um indício daquilo ao que as 'águias' vinham: não deixar o adversário sair a jogar e tentar várias soluções para chegar ao golo.
Porém, só à passagem do minuto 15 houve nota de algum perigo. Pizzi e André Almeida combinaram rápido e bem na direita, o lateral-direito cruzou a meia altura, Gonda, guarda-redes do Portimonense, defendeu para a frente e a bola sobrou para Rafa que, contudo, acertou mal na bola e rematou por cima.

Pizzi abre o ativo, Jardel sofre contratempo

As 'águias' continuaram a pressionar e acabaram por ser recompensadas. No seguimento de uma bonita jogada, Rafa surge desmarcado na direita e, junto à linha de fundo, cruza atrasado para Pizzi e este desfere um remate fulminante, na passada, de pé esquerdo. Gonda nada podia fazer...
Contudo, pouco depois do golo, uma má notícia para as 'águias'. Jardel, que tinha recuperado a titularidade neste retomar da competição, lesionou-se e teve de ceder o lugar a Ferro. Nada que tenha feito a toada do jogo mudar. O Benfica continuou forte, instalado no meio-campo do Portimonense, condicionando quase sempre qualquer tentativa de saída do adversário para o ataque ainda no meio-campo ofensivo.

Falha defensiva e...2-0

Foi, pois, com naturalidade que surgiu o segundo golo, uma vez com o génio de Pizzi no lance, mas desta feita com contributo precioso da defesa do Portimonense. Estavam decorridos 31 minutos de jogo quando o 'camisola 21' do Benfica, com um toque sublime, de primeira, de trivela, tentou desmarcar André Almeida. Possignolo, defesa do Portimonense, parecia ter tudo para cortar o esférico, mas deixou-se surpreender pelo efeito da bola, abordou mal o lance e o esférico chegou mesmo ao lateral-direito que, na cara de Gonda, não perdoou.
A perder por 2-0, o Portimonense conseguiu, enfim, dar um ar da sua graça já perto do intervalo, num remate de Tabata que saiu desenquadrado e foi Rafa que, em cima do minuto 45, podia ter dilatado a vantagem 'encarnada'. O resultado, contudo, não sofreu mais alterações até ao final da primeira parte.

Segunda parte começa com Portimonense mais afoito

O Portimonense surgiu transfigurado no início dos segundos 45 minutos. Paulo Sérgio, treinador dos algarvios, trocou duas 'pedras' ao intervalo e, logo a abrir o segundo tempo, Hackman, com um remate cruzado, testou pela primeira vez no encontro a atenção de Vlachodimos. E, poucos minutos depois, na sequência de um pontapé de canto, pediu-se grande penalidade a favor do Portimonense por eventual mão de Taarabt, mas o VAR analisou o lance e deu instruções a Carlos Xistra para mandar jogar.
O conjunto da casa continuou a tentar. Num remate de longe, depois de trabalhar bem, Tabata atirou muito por cima, mostrando que o Benfica estava longe de conseguir condicionar o futebol do adversário como o fez na primeira parte.

Grimaldo lesionado e Portimonense reduz

E, se a quebra das 'águias' no jogo já era evidente, novo contratempo não ajudou a que estas voltassem ao que tinham demonstrado antes do intervalo. Num choque a três com Cervi e com um adversário, Grimaldo lesionou-se num joelho e teve de dar o seu lugar a Nuno Tavares.
Logo depois, o golo do Portimonense, que se adivinhava, surgiu mesmo. Livre junto à bandeirola de canto cobrado para a grande área do Benfica, Dener saltou mais alto do que toda a gente e cabeceou forte para o fundo da baliza à guarda de Vlachodimos.
Se as 'águias' já não estavam bem, o nervosismo aumentou ainda mais com este golo e, pouco depois, os anfitriões ameaçaram o empate. Lucas Fernandes entrou na grande área do Benfica, desferiu um centro remate e Vlachodimos defendeu para a frente. Valeu Nuno Tavares a chegar primeiro e a aliviar, evitando a recarga de um adversário.

Vlachodimos adia empate...por meros segundos

O Benfica não conseguia reagir e o Portimonense chegou mesmo ao 2-2. Na sequência de um pontapé de canto, Vlachodimos, com uma fantástica defesa, negou o golo a Lucas, mas a bola sobrou para Júnior Tavares que, de fora da área, ajeitou o esférico antes de, com um remate forte e colocado, meter a bola 'na gaveta' para o empate.
Bruno Lage, que se preparava para mexer na equipa, mexeu mesmo, mas para tentar voltar a colocar a equipa na frente. E, com as mexidas, o Benfica voltou mesmo a mandar no jogo, com a bola a voltar, finalmente, a rondar com perigo a baliza de Gonda, algo que ainda não havia sucedido no segundo tempo.
Gabriel e Seferovic, vindos do banco, com dois remates cruzados, criaram algum pânico na grande área algarvia e outra das apostas que Bruno Lage fez saltar do banco, Dyego Sousa, num remate interceptado, também ameaçou, mas foram essas as (poucas) situações de golo que o Benfica conseguiu criar. Insuficiente para desfazer um empate - o quarto consecutivo do Benfica no campeonato - que pode ter consequências bem graves para as 'águias' na luta pelo título.

domingo, 7 de junho de 2020

BENFICA - 0 TONDELA - 0 - ZERO

Faltou mesmo a alma ao Benfica como Bruno Lage tinha antecipado na antevisão do jogo. Os mais de 26 mil cachecóis expostos nas bancadas não se fizeram ouvir, não transmitiram pinga de emoção, nem aquela energia extra que empurra as papoilas saltitantes para a frente. Rafa teve duas oportunidades flagrantes, a abrir cada uma das partes, entre muitas outras criadas pelos encarnados ao longo do jogo, mas pela frente encontraram um adversário que esteve quase três meses para se preparar para este jogo e resistiu até ao fim. O Benfica falhou, assim, o ataque à liderança
Bruno Lage tinha manifestado o desejo de uma entrada forte e a verdade é que o Benfica podia ter marcado logo nos primeiros instantes do jogo, com uma entrada de Rafa a obrigar Cláudio Ramos a aplicar-se e a defender no limite com a bota esquerda. O Benfica procurou desde logo ganhar as alas, com os laterais, sobretudo Grimaldo, a atacarem a profundidade, permitindo que Rafa e Pizzi explorassem as zonas interiores, mas desde cedo que sentiu tremendas dificuldades para ultrapassar as duas linhas de quatro com que o Tondela defendia.
Depois da oportunidade de Rafa, Jardel também esteve perto de marcar, com um desvio de cabeça, na sequência de um pontapé de canto, mas a verdade é que, até ao intervalo, estas foram as únicas verdadeiras oportunidades da equipa de Bruno Lage. O jogo começou com uma toada morna, mas, aos poucos, o Benfica foi conseguindo fixar o jogo junto à área do Tondela, com uma pressão alta e uma tremenda pressão sobre a bola. Faltou-lhe depois espaço para Rafa e Pizzi embalarem. O Benfica ganhava facilmente nos corredores, com Taarabt a descair para um lado ou para o outro para provocar desequilíbrios, mas depois Vinícius ficava sem apoio na área, com Weigl e Gabriel demasiados fixos.
A verdade é que o Tondela foi anulando lance após lance, foi-se sentindo cada vez mais confortável e confiante e, já perto do intervalo, até ensaiou uns ataques, numa altura em que o Benfica procura recuperar o fôlego.
Dyego Sousa esteve a aquecer durante o intervalo, mas Bruno Lage deixou tudo na mesma para o arranque da segunda parte que começou como a primeira: com uma oportunidade de Rafa. Bom lance do Benfica, com Weigl a destacar o extremo que, sobre a direita, rematou cruzado, com a bola a passar junto do segundo poste, com Cláudio Ramos batido. O Benfica voltou a tentar impor o seu jogo, mas deparou-se com um adversário bem diferente, menos disposto a ficar à espera e mais adiantado no terreno.
A verdade é que, agora, havia mais espaços e Pizzi também esteve perto de marcar, com Cláudio Ramos a voltar a ser protagonista entre os postes. O Benfica voltava a pressionar e voltava a comprimir um Tondela que parecia ter a ambição de vir disputar o jogo na segunda parte. Vinícius, com um golpe com o corpo, ganhou espaço na área e também esteve perto de marcar, mas Philipe Sampaio, em carrinho, anulou mais um lance dos encarnados.
Com os minutos a correrem para o final, o Benfica procurava aumentar a pressão diante de um Tondela que começava a acusar desgaste, mas com Natxo González a refrescar as peças mais debilitadas a conseguir manter a sua equipa de pé. Taarabt também procurou a sua sorte, com um remate fora da área, mas o Tondela também podia ter marcado no seu melhor lance do jogo, com Richard a tirar André Almeida da frente a remar cruzado, com a bola a passar bem perto do ferro.
Bruno Lage ainda lançou sucessivamente Dyego Sousa, Seferovic e Jota, procurando empurrar a sua equipa para a baliza de Cláudio Ramos, mas foi Rúbe Dias, na sequência de um canto, que esteve mais perto do golo, com uma cabeçada que levou a bola a bater na parte exterior do poste. Já em tempo de compensação, mais uma oportunidade flagrante para o Benfica, com Dyego Sousa a cabecear com convicção, com Cláudio Ramos já batido, mas Petkovic manteve o nulo com um corte sobre a linha fatal.
O Benfica conseguiu, assim, apenas um ponto, que não chega para recuperar a liderança, mas que permite alcançar o FC Porto no poleiro da Liga. A jornada da retoma serviu, assim, para juntar os dois candidatos, com os mesmos pontos, no topo da classificação. Tudo a zero para um minicampeonato de nove jornadas que vão ser, com ou sem adeptos, com certeza bem mais emotivas do que este recomeço.

sábado, 7 de março de 2020

V.SETUBAL - 1 BENFICA - 1 - MAU DEMAIS

'Águias' estiveram a perder, Pizzi empatou de penálti, mas falhou outro e os 'encarnados' somaram o sétimo jogo sem ganhar nos últimos oito.
Benfica volta a escorregar, agora em Setúbal, e a crise agudiza-se
Cervi leva a melhor sobre um adversário. EPA/RODRIGO ANTUNES EPA/RODRIGO ANTUNES/LUSA
Vitória de Setúbal e Benfica empataram este sábado a um golo no Estádio do Bonfim. O conjunto da casa marcou primeiro, a abrir o segundo tempo, por intermédio de Carlinhos, as 'águias' empataram logo depois, numa grande penalidade convertida por Pizzi - que viria a desperdiçar outra grande penalidade - mas não conseguiram evitar novo resultado negativo: nos últimos oito jogos o conjunto 'encarnado' só ganhou um.
Bruno Lage apostou em algumas novidades para o 'onze' inicial das 'águias'. Se na defesa, um dos setores mais criticados nos últimos tempos, não houve mexidas - até porque as alternativas não serão muitas nesta fase da época - no centro do meio campo Samaris foi de novo titular, mas Taarabt recuou para jogar ao lado do grego e o alemão Weigl começou no banco. Também no banco começou Rafa, com Cervi titular pela esquerda e Chiquinho a jogar de início no apoio ao ponta-de-lança, Carlos Vinícius.
Do lado do Setúbal, grande parte das atenções estavam viradas para o seu guarda-redes, Makaridze, depois das polémicas declarações de há uma semana.










O encontro começou numa toada relativamente lenta. O Setúbal pausava o ritmo sempre que conquistava a bola e o Benfica não conseguia criar desequilíbrios quando saía para o ataque. O primeiro remate a uma das balizas só aconteceu aos 12 minutos. Depois de uma jogada de insistência do Benfica pela esquerda, Grimaldo cruzou da linha de fundo, rasteiro, Vinícius ajeitou para Chiquinho, que rematou, mas o disparo saiu uma rosca para fora.
O Vitória tentou responder e Ghilas apareceu isolado perante Vlachodimos pouco depois, mas estava em posição irregular, o mesmo sucedendo com Vinícius, no lance seguinte, na boa área, quando o brasileiro, servido por Pizzi, surgiu a rematar (por cima) já na pequena área sadina.

Benfica começa a 'encostar' anfitriões, mas são os da casa os primeiros a ameaçar

Os minutos foram passando e o Benfica começou a crescer. As 'águias' remeteram o Vitória de Setúbal para o seu meio-campo mas, lances de perigo, nem vê-los. Aos 24 minutos, na transformação de um livre, Samaris tentou a sua sorte, mas o remate saiu por cima, sem assustar Makaridez.
E, em contra-ataque, até foi o Vitória a criar o primeiro lance de verdadeiro perigo da partida. Cruzamento da esquerda e Zequinha, ao segundo poste, antecipou-se a Grimaldo, falhando o alvo por muito pouco. O jogo viveu, enfim, alguns momentos de emoção e, na outra baliza, na sequência de um livre de Pizzi, e Samaris cabeceou como mandam as regras, mas para defesa segura do guarda-redes contrário.

Samaris quase marca, mas intervalo chega com 'nulo' no marcador

A pressão do Benfica intensificou-se nos minutos finais do primeiro tempo e pela primeira vez sentiu-se que um Vitória em dificuldades. Pizzi, numa jogada de insistência, rematou forte, mas às malhas laterais e, já no período de descontos, na sequência de um pontapé de canto, Samaris - o mais perigoso dos visitantes no primeiro tempo - surgiu a cabecear em antecipação, ao primeiro poste, com muito perigo.
Foi o mais perto que o Benfica esteve de marcar nos primeiros 45 minutos, mas o intervalo chegou mesmo com as duas equipas 'a zeros'.

Arranque louco de segundo tempo

Se na primeira parte a emoção foi pouca, a segunda começou a todo o gás. A defesa do Benfica entrou ' a dormir' e o Vitória de Setúbal aproveitou para marcar logo no primeiro minuto do segundo tempo. Zequinha meteu para o coração da área 'encarnada', onde apareceu Carlinhos, livre de marcação, a dominar e a atirar para o fundo das redes.
A viver uma série complicada de resultados, pensou-se que o Benfica poderia acusar o golo, mas as 'águias' reagiram bem. Depois de um canto de Pizzi e corte de Ghilas o jogo prosseguiu, mas Rúben Dias ficou caído no relvado. João Pinheiro conferenciou com o VAR, foi ver as imagens e assinalou grande penalidade. Na transformação da mesma, Pizzi, que na anterior jornada tinha falhado dois penáltis, desta feita não perdoou e restabeleceu a igualdade.
Motivado pelo golo do empate, o Benfica continuou em ritmo elevado e Vinícius voltou, pouco depois, a atirar a bola para o fundo da baliza de Makaridze, mas estava em fora-de-jogo. De seguida, foi Chiquinho a testar as qualidades do guarda-redes do Vitória, que esteve à altura.

Benfica mais dominador, novo penálti...mas desta feita ao lado

O ritmo voltou a baixar um pouco. O Benfica continuava a passar mais tempo no meio-campo setubalense, mas o fulgor do golo foi-se esfumando e os lances de perigo voltaram a escassear. mais intenso e a conseguir criar mais lances de perigo. A exceção foi um remate de Pizzi ligeiramente por cima, após cruzamento do recém-entrado Dyego Souza, segunda aposta vinda do banco de Lage, que já tinha feito entrar Rafa.
À passagem do minuto 74, contudo, novo penálti para o Benfica, depois de um cruzamento de Grimaldo bater na mão de Artur Jorge. Desta feita, porém, Pizzi atirou ao lado, falhando a terceira grande penalidade em dois jogos.
Ainda faltava mais de um quarto de hora para o final do encontro, mas não mais o Benfica conseguiu ameaçar verdadeiramente a baliza de Makaridze. O Vitória controlou bem no setor defensivo e a igualdade subsistiu mesmo até ao fim. O Benfica somou o terceiro empate consecutivo e nos últimos oito jogos só ganhou um. A crize agudiza-se para os lados da Luz.