domingo, 4 de agosto de 2019

SUPERTAÇA - BENFICA - 5 SPORTING - 0

O Benfica foi eficaz e goleou o rival de Lisboa por expressivos 5-0, conquistado a sua 8.ª Supertaça.
'Pesadelo' leonino, festa 'encarnada': Benfica aplica 'manita' ao Sporting e vence a Supertaça de Portugal
Pizzi celebra o golo marcado. MARIO CRUZ/LUSA Lusa
O Benfica conquistou a sua oitava Supertaça de Portugal ao golear o Sporting por 5-0, no Estádio do Algarve. Os campeões nacionais começam bem a época, depois de terem conquistado a International Champions Cup. Rafa, Grimaldo, Chiquinho e Pizzi, por duas vezes, foram os autores dos golos, num encontro onde o Benfica mostrou muita eficácia.












Entrada de 'leão' castigada com eficácia 'encarnada'

O que dizem as pré-épocas das equipas? Tirando o entusiasmo provocado nos adeptos por um reforço ou outro, ou vitórias frente a adversários de renome, os jogos de pré-temporada servem essencialmente para os treinadores cimentarem o modelo de jogo, experimentar nuances diferentes e analisar que jogadores darão mais garantias numa ou noutra posição. O Benfica ganhou oito dos nove jogos que disputou, o Sporting não venceu nenhum dos seus seis encontros (três empates e três derrotas).  A princípio, o Benfica era favorito. Mas num dérbi, tudo pode acontecer.
Para contrariar algum favoritismo do Benfica e, à semelhança do que fez na época passada nalguns jogos com os 'encarnados', Marcel Keizer apresentou-se no Estádio do Algarve um Sporting em 3-4-3, só que com três defesas centrais desta vez (dantes era Borja o terceiro elemento da defesa), com Bruno Fernandes mais adiantado, na direita, Raphinha no flanco oposto, Acuña e Thierry Correia nas laterais e Bas Dost na frente. Neto era o único reforço no onze, tal como Raul de Tomás no lado do Benfica, que se apresentou sem surpresas, no seu 4-4-2. O defesa esquerdo Nuno Tavares, a jogar na direita, era outra novidade.
Talvez surpreendido com a disposição tática do Sporting, o Benfica demorou imenso tempo a entrar no jogo. O meio-campo era o terreno de quase todas as batalhas, onde o Sporting apresentava-se com cinco elementos no processo defensivo, retirando o espaço entre-linhas que o Benfica tanto gosta, onde Pizzi costuma aparecer para fazer a diferença.
E no momento em que o Benfica anda no mercado à procura de um guarda-redes, Odysseas Vlachodimos quis mostrar que podem contar com ele: evitou que Ferro fizesse autogolo logo aos três minutos, numa bola que Bruno Fernandes tentava colocar em Bas Dost; aos 28 minutos, novo duelo entre Bruno Fernandes e Odysseas, com o grego a defender com os punhos uma 'bomba' do médio leonino.
Era nas transições rápidas, quando havia espaço, que os campeões nacionais faziam 'tremer' a defesa dos vencedores da Taça de Portugal. A velocidade de Rafa, e osmovimentos dos avançados Seferovic e Raul de Tomás iam, de quando em vez, batendo a boa organização defensiva leonina. Aos 17 valeu a leitura de Thierry Correia a fazer contenção e estorvar a ação de Seferovic num lance que podia ter dado golo.
Renan, que tinha sido chamado em duas situações para defesas seguras, nada pode fazer aos 40 minutos, quando Pizzi descobriu Rafa nas costas dos centrais leoninos. O pequenino extremo apareceu que nem uma seta na frente de Thierry e empurrou para o fundo da baliza. Explosão de alegria dos adeptos benfiquistas no Estádio Faro Loulé.

Rafa&Pizzi, sociedade ilimitada: Ora marco eu, ora marcas tu

O Benfica demorou imenso tempo a voltar dos balneários. Bruno Lage deve ter conversado com os jogadores, mostrando-lhes de que forma podiam superiorizar-se ao Sporting em termos de posicionamento. A verdade é que os 'leões' deixaram de fazer circular a bola como no primeiro tempo, com os 'encarnados' a conseguirem pressionar e ganhar a bola ainda no meio-campo ofensivo. Essa pressão deu frutos aos 60 minutos quando Mathieu demorou imenso tempo a tirar o esférico da sua área. Perdeu-a para Rafa que assistiu logo Pizzi para o 2-0. O Benfica voltava a marcar no melhor período do Sporting no jogo.
O 2-0 fez o Sporting subir mais a linha defensiva, deixando espaço para as rápidas transições do Benfica. Aos 62, Rafa apareceu isolado mas, em vez de finalizar, optou por ser vir Pizzi. Apareceu Bruno Fernandes a travar o remate do médio. Mas aos 64 chegou o 3-0, num livre superiormente marcado por Grimaldo. Renan ainda tocou na bola mas não consegui travar o remate do espanhol.
Marcel Keizer aproveitou para desfazer os três centrais, tirando Coates e Bas Dost, lançado Luiz Phellype e Diaby mas já era tarde. Era o Benfica quem criava perigo, sempre em transições, sempre em velocidade. Renan travou o 4-0, a remate de Seferovic, que apareceu isolado mas pouco podia fazer aos 75, num remate de Pizzi, após passe de Rafa. Demasiadas facilidades.
Os 'leões' iam lutando como podiam em busca do golo da consolação, o Benfica ia gerindo e criando perigo em contra-ataques (Renan negou o 5-0 a Seferovic aos 82). Das bancadas os adeptos do Benfica iam dando 'olés' e pedindo 'só mais um'. Que chegou aos 90 minutos por Chiquinho, depois de uma defesa de Renan.
Resultado pesado para o Sporting, num jogo onde o Benfica foi eficaz e marcou nos momentos certos.
O Benfica começa a temporada como terminou a anterior: vencendo, neste caso, a sua oitava Supertaça de Portugal, igualando assim os 'leões' no número de troféus nesta prova. Foi a segunda vez que o Benfica conquistou a prova frente ao Sporting, depois das derrotas em dois anteriores encontros. O Sporting, que só tinha perdido esta prova uma vez, exatamente para o Benfica em 1980 (2-2 e triunfo por 2-1), arranca mal a época, depois de uma pré-temporada onde não venceu qualquer partida: três empates e três derrotas. No próximo fim-de-semana os 'leões' defrontam o Marítimo na Madeira, no arranque da Primeira Liga.

BENFICA, - International Champions Cup

Benfica recebeu troféu da International Champions Cup na quinta-feira

Organização far-se-á representar no nosso país para formalizar este gesto

O Benfica vai receber o troféu relativo à conquista da International Champions Cup na próxima quinta-feira. A organização da ICC far-se-á representar no nosso país para formalizar este gesto, uma vez que o emblema da Luz só carimbou a vitória na prestigiada competição de pré-temporada no último sábado, depois do empate do Manchester United (2-2), que precisava de vencer com mais de dois golos de diferença para bater as águias e subir ao topo da tabela classificativa.
Com três vitórias (Chivas, Fiorentina e AC Milan), os encarnados garantiram a primeira vitória neste torneio internacional, com Luís Filipe Vieira não só a elogiar a performance, mas também a apontar já à presença em 2020.

domingo, 28 de julho de 2019

BENFICA - 1 MILAN - 0

Com Taarabt a jogar nas costas de Seferovic e Fejsa como médio defensivo, o primeiro sinal de perigo veio de Rafa, na sequência de uma boa jogada coletiva das 'águias', sempre ao primeiro toque. Logo a seguir, Taarabt, que defrontava a antiga equipa, tentou a sorte à entrada da área, mas Donnarumma estava atento.

O Milan não se fez rogado perante a boa entrada do Benfica e foi subindo de qualidade, com Çalhanoglu a enviar a bola ao poste aos 17'. Depois, foi a vez de Ricardo Rodríguez e Fabio Borini obrigarem Vlachodimos a duas grandes defesas.


Apesar do calor que se fazia sentir no Gillette Stadium, o ritmo não esmoreceu. Aos 35 minutos, Piatek atirou à malha lateral, e já na reta final do primeiro tempo um novo remate do avançado dos 'rossoneri' rasou o poste esquerdo da baliza de Vlachodimos, após um cruzamento na esquerda.
O Benfica reagiu e ainda dispôs de duas grandes oportunidades até ao intervalo: primeiro foi Gabriel (45') a receber na área e a rematar com o pé direito, obrigando Donnaruma a esticar-se para defender; a seguir um excelente passe de Taarabt colocou Rafa na cara do guardião italiano, que adivinha o remate e defende.
A segunda parte abriu logo com um remate forte de Seferovic para defesa apertada de Pepe Reina (rendeu Donnarumma) para canto. Respondeu o Milan (53') através de Castellejo, a disparar para mais uma boa intervenção de Vlachodimos.
Já depois de Reina travar um livre de Pizzi, acabaria por ser Taarabt (70') a inaugurar o marcador, e logo contra a antiga equipa: canto na direita, a bola sobra para fora da área, com o marroquino a encher o pé para, com ajuda preciosa de Biglia, atirar a contar.
Bruno Lage aproveitou o momento para fazer seis substituições: Ebuehi, Florentino, Samaris, Jardel, Chiquinho e Caio Lucas entraram para os lugares de Grimaldo, Fejsa, Gabriel, Ferro, Pizzi e Rafa. Com as substituições, Nuno Tavares passou para o lado esquerdo da defesa, Chiquinho fez de Pizzi e Caio Lucas descaiu para a esquerda, onde estava Rafa.
O Milan não desistiu de procurar o empate, e esteve muito perto de o conseguir, com Biglia (83') a rematar ao ferro, num livre direto cobrado de forma soberba, mas o marcador não voltaria a sofrer alterações.
Foi o último jogo de preparação do Benfica antes da estreia oficial na época 2019/20, que vai acontecer no próximo domingo, 04 de agosto, frente ao rival Sporting, na final da Supertaça Cândido de Oliveira.

FIORENTINA - 1 BENFICA - 2

BENFICA VENCE FIORENTINA E CONQUISTA SEGUNDA VITÓRIA NA INTERNATIONAL CHAMPIONS CUP

Golos de Seferovic e Caio Lucas, nos descontos do segundo tempo, construíram a vitória dos encarnados.


Benfica vence Fiorentina e conquista segunda vitória na International Champions Cup
Festejos dos jogadores do Benfica depois do golo de Caio Lucas. EPA/JUSTIN LANE EPA

O Benfica conquistou, esta quinta-feira, a segunda vitória na International Champions Cup, depois de derrotar os italianos da Fiorentina por 2-1. O golo da vitória foi marcado pelo reforço Caio Lucas, aos 93 minutos.
Os encarnados começaram bem no encontro, pressionando alto e tentando condicionar ao máximo a construção do jogo da Fiorentina, e foi sem surpresa que chegaram à vantagem no marcador aos 9 minutos. Recuperação de Rafa Silva, a bola chega a Raul de Tomas que cruza rasteiro da esquerda para a zona do primeiro poste onde estava Seferovic que se antecipou à defesa "viola" para fazer o 1-0.
A resposta dos italianos surgiu aos 14 minutos. Saponara entrou na área, cruzou e Grimaldo corta in extremis quando Sottil se preparava para atirar à baliza defendida por Zlobin.
O ritmo de jogo continuava muito elevado e o Benfica procurava dilatar a vantagem no encontro, algo que esteve perto de acontecer aos 24 minutos. De Tomas, assistido por Seferovic, fez um remate de primeira que obrigou o guarda-redes Terracciano a uma grande defesa. A bola levava selo de golo.


Este remate do espanhol 'acordou' a Fiorentina, que conseguiu chegar ao empate aos 30 minutos, premiando uma subida de intensidade dos italianos nos minutos anteriores. Vlahovic recebe em posição frontal e consegue rodar antes de atirar colocado de pé esquerdo, por entre as pernas de Rúben Dias. Zlobin não teve hipóteses.
O Benfica respondeu por Nuno Tavares. O defesa rematou potente de fora da área e obrigou Terracciano a esticar-se para evitar o golo. De seguida, o jovem fez um bom cruzamento para a área, mas Raul De Tomas falhou na altura de cabecear à baliza adversária.
Em cima do apito para o intervalo, Terracciano voltou a estar em destaque, ao impedir em duas ocasiões o segundo golo do Benfica. Seferovic cruzou da esquerda, a bola chegou a Raul de Tomas, mas o guardião afastou. No ressalto, o esférico sobrou para Grimaldo que rematou para nova defesa do italiano


























Durante o descanso, o treinador Bruno Lage mexeu na equipa, lançando Mile Svilar no lugar do titular Ivan Zlobin. A Fiorentina também fez alterações na baliza, fazendo entrar Dragowski para o lugar de Terracciano, mas também colocou em campo Chiesa e Biraghi nos lugares de Sottill e Terzic, respectivamente.
Depois de um domínio completo do Benfica no primeiro tempo, os italianos conseguiram equilibrar a partida nos mintuos finais, alcançando mesmo o empate, e entraram na segunda parte à beira de dar a volta ao marcador. Chiesa assistiu Vlahovic, que já tinha marcado na partida, que à saída de Svilar atira ao poste. Na recarga, Benassi tinha a baliza aberta, mas atirou por cima. O capitão dos 'viola' ainda deve estar a pensar, neste momento, como foi capaz de cometer tal falhanço.
Na resposta, Rafa Silva esteve muito perto de fazer um golaço. O extremo combinou com Pizzi e rematou em jeito, à entrada da área, com a bola a passar a centímetros do poste. O internacional português esteve novamente perto do golo aos 64', mas o remate forte, e de ângulo muito apertado, foi desviado por Dragowski.
Naquele que foi o penúltimo teste do Benfica antes do primeiro jogo oficial da nova temporada - a Supertaça Cândido Oliveira frente ao Sporting, a 4 de agosto -, Bruno Lage foi retardando as alterações no que toca aos jogadores de campo e apenas as 74 minutos Fejsa e Taarabt entraram para os lugares de Florentino e Pizzi.
Com o aproximar do final do jogo, e as entradas de muitos jogadores para ambos os lados, o ritmo de jogo foi descendo e as duas equipas criaram poucas ocasiões de golo. Destaque para um remate de Jota que terminou nas mãos de Dragowski e um tiro cruzado de Simeone, aos 87 minutos, que testou os reflexos de Svilar.
E quando se caminhava para o apito final e respectivo desempate por grandes penalidades para se conhecer o vencedor eis que Caio Lucas surge solto de marcação para estabelecer o resultado final. Chiquinho cruzou da direita e o extremo brasileiro fuzilou a baliza da Fiorentina, levando à loucura as centenas de adeptos do Benfica que assistiam ao jogo nas bancadas do Red Bull Arena.
No primeiro encontro na prova, no domingo, o Benfica tinha batido os mexicanos do Chivas Guadalajara por 3-0, em Santa Clara, com tentos do espanhol Raul de Tomás, Rafa e do suíço Seferovic, pelo que soma o pleno de seis pontos.
A formação ‘encarnada’ fecha a sua participação na prova no domingo, dia em que defronta os italianos do AC Milan, em Foxborough, num embate com início às 20h00 (em Lisboa).