domingo, 5 de novembro de 2017

V.GUIMARÃES - 1 BENFICA - 3 - ACREDITAR

Benfica iguala provisoriamente o Sporting no segundo lugar e fica a cinco pontos do líder FC Porto.


Jonas celebra o golo
Jonas celebra o golo


O técnico do Benfica promoveu cinco alterações ao onze que defrontou o Manchester United a meio da semana, para a Liga dos Campeões. Na defesa, André Almeida, Luisão e Eliseu entraram para os lugares de Douglas, Jardel e Grimaldo. No meio-campo, Krovinovic substituiu Samaris, enquanto Jonas rendeu Raúl Jiménez na frente de ataque. Rui Vitória apostou assim num 4x3x3 para enfrentar o conjunto vimaranense.
Aos cinco minutos, o encontro foi interrompido devido a confrontos na bancada onde estavam os adeptos da equipa minhota. Os adeptos na bancada inferior da zona sul do estádio começaram a descer em direção ao relvado. O jogo esteve interrompido durante cinco minutos.
Aos 22 minutos chegou o golo do Benfica, com André Almeida a tabelar com Krovinovic e a cruzar para a área para a emenda certeira de Jonas. Foi o 13.º golo do avançado brasileiro, que marcou pelo nono jogo consecutiva no campeonato, igualando feito de Eusébio.


O jogo teve mais sete minutos de compensação no primeiro tempo, a maior parte deles devido ao tempo que esteve parado nos minutos iniciais, por altercações na bancada.
No segundo tempo, apesar de um Vitória mais atrevido e consistente, foi o Benfica que aumentou a vantagem aos 76 minutos por intermédio de Samaris. O grego recebeu de Jonas em posição frontal e arrancou até à entrada da área, onde rematou colocado, de pé direito, fazendo o golo da tranquilidade para o Benfica.
Três minutos depois chegou a ‘machadada’ final. Diogo Gonçalves lançou a bola à velocidade de Salvio, com este a entrar na área e, perante a saída de Miguel Silva, fez um chapéu ao guardião vimaranense, que não teve hipótese de defesa.
Do lado do Vitória, Rafael Martins ainda fez um grande golo no D. Afonso Henriques, que não impediu, no entanto, a derrota em casa.
Aos 93 minutos, André Almeida puxou Rafael Martins na área, na sequência de um livre, e Artur Soares Dias assinalou o castigo máximo. Na conversão, Tallo atirou de pé direito mas não acertou na baliza do Benfica, deixando assim o resultado em 3-1.
Com este triunfo, o Benfica iguala provisoriamente o Sporting com 26 pontos, que jogaesta noite em Alvalade com o Sporting de Braga, ficando ainda a cinco pontos do líder FC Porto, que ontem venceu o Belenenses no Dragão.

M.UNITED - 2 BENFICA - 0 COMPLICADO

Amargo

Nova derrota na Champions, a piorar aquele que já era o pior registo de sempre do Benfica nesta competição, e o sabor amargo de uma das melhores exibições da época ter resultado neste desfecho. O Man Utd é melhor e mais forte do que nós, mas com uma pontinha de sorte a nossa exibição hoje poderia ter acabado num resultado completamente diferente.


O Benfica voltou a alinhar em 4-3-3, que me parece neste momento ser o esquema táctico mais ajustado para a nossa equipa e que mais estabilidade confere ao nosso futebol. A exibição como que confirma isso mesmo. O problema é que esta opção significa abdicar da posição de segundo avançado, ou seja, remete o Jonas para o banco. O que deixa o nosso treinador com um dilema que eu não gostaria de ter que resolver, que é escolher entre a táctica que parece ser mais ajustada e o nosso melhor jogador e marcador. Em anos anteriores talvez isto não fosse tão evidente porque o Jonas tinha capacidade física e mobilidade suficiente para fazer a ligação com o meio-campo, mas esta época isso já não acontece com tanta frequência e nota-se um maior distanciamento entre as zonas. Voltando ao jogo, o Benfica precisava absolutamente de pelo menos pontuar em Old Trafford para manter vivas alguma esperança minimamente realista de seguir em frente, ou de pelo menos ir para a Liga Europa, e subiu ao relvado para jogar de acordo com esse objectivo. Tentámos jogar de forma descomplexada, olhos nos olhos com o adversário, como quem nada tinha a perder. Acabámos por perder nos pormenores. O remate do Matic bateu no poste, depois nas costas do Svilar e entrou. O remate do Jiménez bateu no poste e foi para fora. O Rashford aproveitou um ligeiro encosto do Samaris para cavar um penálti (e vão quatro contra nós em igual número de jogos nesta competição, e na minha opinião ficaram outros tantos por assinalar a nosso favor) mas quando o Pizzi foi abalroado dentro da área o árbitro já não foi tão rigoroso. De positivo, para além da exibição, mais uma prova de que nos miúdos Svilar, Rúben Dias e Diogo Gonçalves ganhámos mais três opções sólidas para o onze. A equipa nunca baixou os braços e nunca deixou de tentar chegar ao golo, mesmo nos minutos finais, quando já perdíamos por dois. E os muitos adeptos benfiquistas que os foram apoiar a Inglaterra reconheceram isso mesmo, e no final quase que parecia que tínhamos ganho o jogo. Espero que essa manifestação de empatia entre adeptos e equipa seja aproveitada para de uma vez por todas arrancarmos para uma nova fase exibicional, que nos permita continuar a perseguir o sonho do penta.

Com o resultado no outro jogo do grupo, o nosso futuro ficou muito complicado. Se matematicamente o apuramento para a próxima fase ainda é possível, realisticamente ele é uma miragem devido à derrota desastrosa que sofremos em Basileia. Só mesmo vencendo ambos os jogos, e por margens confortáveis, é que poderemos ainda ter uma réstia de esperança em seguir para a Liga Europa, tendo ainda que esperar pela a colaboração do Man Utd para vencer os seus jogos, de preferência por margens dilatadas. Não me parece possível em dois jogos recuperar uma desvantagem de doze golos em relação ao Basileia, mas os seis de desvantagem em relação ao CSKA não são impossíveis.

REAL - 0 A.VISEU - 1 - LIDER

REAL-AC. VISEU, 0-1: VISEENSES SEGURAM LIDERANÇA À TANGENTE

Pica marcou o único golo
Real-Ac. Viseu, 0-1: Viseenses seguram liderança à tangente
Foto: Nuno André Ferreira
O Académico de Viseu conservou este domingo a liderança na 2.ª Liga, após o triunfo tangencial, por 1-0, diante do Real, numa partida da 12.ª jornada muito condicionada pelo vento. 

Num desafio com pouca história e praticamente sem lances de golo iminente, o único tento do jogo surgiu à passagem do minuto 56, através do defesa central do viseense Pica. 

A equipa com a defesa menos batida da competição - não sofre golos há quatro encontros e encaixou oito no total - permanece no topo e espera pelo desfecho da partida entre Santa Clara e Leixões, que pode deixá-la isolada na liderança. O Real somou a terceira derrota consecutiva e mantém o 19.º e penúltimo lugar, com 11. 

O forte vento que se fez sentir no complexo desportivo do Real antevia um encontro difícil para as duas formações, que se confirmou assim que o árbitro Luís Godinho apitou para o início jogo, com um futebol atabalhoado e muitas bolas bombeadas para as respetivas frentes de ataque. 

Contudo, aos 18 minutos, foram os viseenses a estarem muito perto de desfazer o nulo, quando Avto combinou bem com José Paulo, mas no frente-a-frente com Tom permitiu a mancha ao guardião brasileiro, o segundo mais batido do campeonato. 

Após o tempo de descanso, as dificuldades permaneceram, e a ideia de que quem marcasse primeiro acabaria por levar os três pontos tornou-se mais evidente à medida que os minutos passavam, algo que veio mesmo a acontecer para o lado do Académico. 

Carlos Vinicius até assustou Peçanha no primeiro lance de segunda parte, mas atrapalhou-se e foi perdulário na hora de finalizar, ao contrário de Pica, que foi oportuno e eficaz no lado oposto, ao fazer a emenda para o golo que valeu o triunfo. 

A justiça no marcador nem merecia ser discutida, no entanto, já perto do minuto 90, o Real teve a soberana oportunidade de repor a igualdade, através da marca de grande penalidade, mas o melhor marcador do clube de Sintra, Carlos Vinicius, voltou a desperdiçar para desespero do técnico Filipe Martins. 

Jogo realizado no complexo desportivo do Real, em Monte Abraão.

Real - Académico de Viseu, 0-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcador: 

0-1, Pica, 56 minutos.

Equipas: 

Real: Tom, Jorge Bernardo (Tiago Morgado, 83), João Basso, Dmytro Lytvyn (Marcos Barbeiro, 62), Paulo Silva, Fabrice Fokobo, Brash, Rúben Marques (Abdoulaye Dialló, 65), Abou Touré, Marcelo Lopes e Carlos Vinicius. 

(Suplentes: Patrick Costinha, Vasco Coelho, Tiago Morgado, Diogo Coelho, Gustavo Cazonatti, Marcos Barbeiro e Abdoulaye Dialló).

Treinador: Filipe Martins.

Académico de Viseu: Peçanha, Joel Pereira, João Pica, Bura, Kiko, Capela, José Paulo, João Mário (Erivaldo, 46), Fernando Ferreira, Avto e Luís Barry (Sandro Lima, 71).

(Suplentes: Jonas Mendes, Bruno Sousa, Paná, Erivaldo, Lucas, Bruno Loureiro e Sandro Lima).

Treinador: Francisco Chaló.

Árbitro: Luís Godinho (Évora).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Dmytro Lytvyn (45+1), Kiko (60), Jorge Bernardo (76), Fernando Ferreira (78) e Brash (90+5). 

Assistência: cerca de 350 espetadores.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

COVA PIEDADE -0 A.VISEU - 0 - PONTINHO

CD Cova da Piedade 0-0 Ac. Viseu FC

Estádio José Martins Vieira, 29 de outubro de 2017
11ª Jornada da Ledman LigaPro
Árbitro: Tiago Martins (Lisboa)

Cova da Piedade: Pedro Alves (c); Adilson, Williyan, Daniel Almeida (Roberto Cunha, 55) e Evaldo; Soares, Paulo Tavares e Robson; Dieguinho (Wilson, 63), Ballack e Hugo Firmino (Onylio, int). Treinador: João Barbosa.

Ac. Viseu: Peçanha; Joel, Bura, Pica e Kiko; Capela (c) (Fábio Santos, 86), Fernando Ferreira e Zé Paulo; Avto, Erivaldo (João Mário, 63) e Sandro Lima (Barry, 73). Treinador: Francisco Chaló.

Notas aos jogadores (dadas pelo Record e aceites por nós para a eleição de jogador do ano/jogador do mês): 3 – Peçanha, Joel, Bura, Pica, Kiko, Capela, Fernando Ferreira e Zé Paulo; 2- Erivaldo, Avto, Sandro Lima, João Mário e Barry; 1 – Fábio Santos.
Foto retirada do site oficial do Académico

«O ‘nulo’ ajusta-se e deixa o Académico no primeiro lugar, com 23 pontos, mais dois do que o Santa Clara, que recebia mais tarde o Penafiel, e o Cova da Piedade no 12.º posto, com 13, depois de registar o primeiro empate na prova.

A primeira parte foi muito intensa, equilibrada e bem disputada, com as duas equipas a dividirem o protagonismo em termos de oportunidades de golo.

O regressado extremo brasileiro Dieguinho, melhor marcador do conjunto de Almada, com quatro golos apontados na II Liga, dispôs da primeira oportunidade de marcar, logo aos seis minutos, mas o remate saiu muito enrolado para as mãos do guarda-redes Peçanha.

Dois minutos depois foi o georgiano Avto que, com um remate já dentro da área piedense, fez a bola bater no poste direito da baliza defendida por Pedro Alves.

Evaldo (34 minutos) e Zé Paulo (40) também desfrutaram de oportunidades de marcar para as respetivas equipas, mas o ‘nulo' teimou em imperar até ao intervalo, apesar do interessante duelo nos 45 minutos iniciais.

Logo a abrir a segunda parte, o Académico de Viseu desperdiçou a melhor oportunidade de golo do jogo. Na marcação de um livre direto, Kiko obrigou o guarda-redes a defender para a frente e Capela, que, na recarga e completamente isolado, fez o mais difícil, que foi não marcar.

Inconformado no banco, João Barbosa, treinador do Cova da Piedade, fez três substituições no primeiro quarto de hora da etapa complementar e a equipa ganhou equilíbrio na zona ofensiva, sem perder eficácia defensiva.

Aos 81 minutos, a equipa que veio de Viseu poderia ter finalmente desfeito a igualdade, num livre de Bura, que Pedro Alves defendeu para a barra da baliza e, depois, Adilson evitou o golo após a recarga.»

BENFICA - 1 FEIRENSE - 0 -FRAQUINHO

Apatia

Três pontos somados graças a uma vitória sem grande brilho contra o Feirense, num jogo que não terá deixado a maior parte dos benfiquistas que a ele assistiram minimamente satisfeita com a qualidade do futebol produzido. Salva-se o facto de termos conseguido somar três pontos a jogar mal, mas é incompreensível a aparente apatia da nossa equipa (que contagia as bancadas) depois de chegar à vantagem.


Para falar a verdade, o que seria apropriado sobre este jogo era deixar a página quase em branco. Não gosto de criticar o Benfica, e normalmente acho que se é para falar mal, mais vale ficar calado. E o que é que houve de bom neste jogo sobre o qual poderia escrever? O que já referi no início: conquistámos três pontos. Isso, e os primeiros onze minutos de jogo, período durante o qual jogámos um futebol agradável e interessante. Porquê só durante onze minutos? Porque foi nessa altura que se deu aquele acontecimento fatídico que esta época significa sempre um golpe brutal na equipa da qual ela raramente consegue recuperar: marcámos um golo. Até aí o Benfica tinha exclusivamente ao seu meio campo (que era o contrário do habitual, já que numa daquelas 'jogadas psicológicas' que para mim não passam de falta de etiqueta, o Feirense escolheu o campo ao contrário da tradição na Luz) um Feirense que aos trinta segundos de jogo já tinha a equipa médica em campo e aos cinco tinha o guarda-redes a ser avisado pelo árbitro por perda de tempo na reposição da bola em jogo. O principal dinamismo ao jogo do Benfica era dado pela ala esquerda, onde o Grimaldo e o Diogo Gonçalves combinavam muito bem e em velocidade, rasgando por diversas vezes a defesa do Feirense. Foi numa dessas jogadas pelo lado esquerdo (desta vez depois de um grande passe do Rúben Dias) que o Benfica quase marcou, depois de um passe atrasado do Diogo Gonçalves ter permitido um remate enrolado do Jonas, que o guarda-redes defendeu para canto. Na sequência desse canto, depois de alguns ressaltos a bola sobrou para o Jonas fazer o toque final para a baliza. E a seguir a isto, fechou-se a loja. A equipa foi perdendo progressivamente intensidade e agressividade, deixámos incompreensivelmente de jogar pela esquerda e passámos a preferir a direita, onde o Salvio e o André Almeida faziam uma dupla aterradora, e desaparecemos no ataque. Até porque a ausência de alguém que pudesse criar jogo no centro era por demais notória. Optarmos por dois médios de cariz defensivo num jogo em casa contra o Feirense é uma estratégia que apenas o nosso treinador poderá explicar. Eu passei o jogo todo a tentar perceber exactamente qual era o papel do Filipe Augusto na nossa táctica. Recuperador de bolas certamente que não, porque foram raríssimas as vezes em que ele se empenhou nessa tarefa, ou estava sequer na zona correcta do campo para o fazer, e era o Fejsa quem tinha que se multiplicar para acorrer a todos os fogos em várias zonas do terreno. Criador de jogo também não, porque o que eu o vi fazer mais frequentemente era, quando a equipa tinha posse de bola, recuar até junto dos centrais para receber a bola e imediatamente devolvê-la para os mesmos, ou fazer passes curtos laterais. Uma ou outra vez, arriscava um passe mais longo para uma das alas. Nem estou a referir-me à qualidade ou não da exibição dele, estou apenas a tentar compreender qual é a sua função em campo nesta táctica. O Feirense foi ganhando confiança e posse de bola, e progressivamente conseguiu instalar-se no nosso meio campo, embora apenas por uma vez tenha obrigado o Svilar a empenhar-se, num remate que ainda desviou num jogador nosso. A falta de crença dos nossos jogadores ficou, para mim, bem expressa num pontapé de canto, no qual o guarda-redes e um defesa do Feirense, sem nenhum jogador do Benfica por perto, disputaram a bola, embrulharam-se, e deixaram-na solta no interior da área. Ficaram cinco jogadores do Benfica parados a olhar para ela, e nem um havia perto da pequena área. Mesmo sobre o intervalo, o Feirense voltou a repetir a proeza de deixar uma bola solta na área, e desta vez o Jonas estava no sítio certo mas atirou para a bancada.


Certamente que a segunda parte seria melhor, certo? Errado. Mais do mesmo. Uma produção ofensiva e uma qualidade de jogo inadmissíveis para um jogo do Benfica em casa, ainda para mais contra o Feirense. De positivo o facto do Feirense praticamente não conseguir criar perigo - uma vez mais, apenas por uma vez o Svilar foi obrigado a intervir com maior dificuldade (e foi uma grande defesa) mas é normal que isto tenha acontecido. É que o Feirense não tem mesmo capacidade para fazer muito mais, e nem jogou especialmente bem esta noite. O Benfica é que jogou mesmo muito abaixo daquilo que se exige. De tal forma que conseguimos, por comparação, fazer com que parecesse que o Feirense estava a jogar bem. Nunca abdicámos dos dois médios mais defensivos - o Filipe Augusto incrivelmente fez o jogo todo - e as alterações que foram sendo feitas a partir do banco pouco melhoravam o nosso jogo. O Pizzi foi o primeiro a entrar, mas substituiu o Salvio e foi jogar encostado à ala, o que significou que passou a estar sob a influência malévola da brutal exibição do André Almeida esta noite. Ajudou-nos a ter um pouco mais de posse de bola no meio campo adversário, e deu-nos a ilusão de que numa ou noutra situação até era possível que saísse alguma jogada perigosa dali, mas ficou-se mais pelas ameaças do que pelos efeitos práticos. O Jiménez rendeu o Seferovic, mas apesar de estar um pouco mais mexido (pareceu-me que ainda durante a primeira parte o suíço fartou-se de andar a fazer diagonais à espera que alguém lhe metesse uma bola longa para as costas da defesa, para depois invariavelmente ver os colegas voltarem-se para trás ou para o lado e fazerem um passe curto para um colega) regra geral apenas contribuiu para aumentar a confusão no ataque. Durante este mau período na segunda parte, ainda assim o Benfica conseguiu ter duas grandes situações para marcar o golo da tranquilidade, em que viu jogadores ficarem isolados em frente ao guarda-redes. Na primeira foi o Salvio, desmarcado pelo Seferovic, e na segunda o Diogo Gonçalves, depois de uma combinação com o Grimaldo. Em ambos os casos, o guarda-redes do Feirense conseguiu a defesa. Perto do final, finalmente uma substituição que teve algum impacto no jogo: a troca do Jonas pelo Krovinovic. Depois disto, acho que nos dez minutos finais, finalmente com um criador de jogo na zona central, consegui ver mais mobilidade e imprevisibilidade no ataque do que tinha visto em mais de uma hora. Vi até uma jogada com princípio, meio e fim, que finalizou com o Krovinovic a servir o Jiménez na área para que ele atirasse à malha lateral.


Para destacar alguém no Benfica só mesmo o Fejsa e a dupla de centrais - o que é exemplificativo da falta de inspiração ofensiva da nossa equipa esta noite. O Grimaldo e o Diogo Gonçalves começaram muito bem no jogo e estiveram bem a espaços, mas à medida que a nossa equipa se foi deixando adormecer cometeram erros de excessos de individualismo que resultaram em perdas de bola, em especial na segunda parte. O André Almeida teve uma exibição tenebrosa, o que me deixa a perguntar se por acaso o Alex Pinto não estará já pronto para uma oportunidade. Pior do que isto não faz de certeza

Foram três pontos conquistados num jogo digno de uma boa luta pela manutenção. Chegámos à vantagem e depois foi jogar pelo seguro que não está tempo para grandes correrias. Isto foi manifestamente pouco para aquilo que se espera e se exige do Benfica - acho que só me recordo de ver exibições deste calibre na época do Trapattoni, e nessa altura não tínhamos o plantel que temos hoje. Temos que jogar muito mais e muito melhor. Não foi por acaso que, à saída do estádio, o ambiente entre os benfiquistas não era muito diferente do que seria se tivéssemos empatado o jogo. Estamos preocupados, e o jogo de hoje deu-nos motivos para nos sentirmos assim.

domingo, 22 de outubro de 2017

FAMALIÇÃO - 0 A.VISEU - 1 - BRILHANTE

Estádio Municipal 22 de junho, 21 de outubro de 2017
10ª Jornada da Ledman LigaPro
Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)

Famalicão: Gabriel; Joel (Michael Thuique, 79), Nuno Diogo, João Faria e Jorge Miguel; Fred (Willian, 57), Vítor Lima, Hocko e Feliz; Anderson (Rui Costa, 57) e Jaime Poulson. Treinador: Dito

Ac. Viseu: Peçanha; Joel, Bura, Pica e Kiko; Fernando Ferreira, Paná e Zé Paulo; Erivaldo (Fábio Santos, 86), Avto (Yuri, 90+2) e Sandro Lima (Barry, 81). Treinador: Francisco Chaló.

Golo: Avto 34 (0-1)


«O Ac. Viseu venceu este sábado por 1-0 em casa do Famalicão, em jogo da 10.ª jornada da 2.ª Liga, que ficou marcado por agressões na bancada presidencial 

 O único golo da partida foi apontado por Avto aos 34 minutos, mas o momento mais quente do jogo deu-se aos 73' quando, na sequência de um lance polémico em que fica a dúvida sobre se um remate de Erivaldo chega a cruzar a linha de baliza, a Polícia teve de intervir, devido a agressões na bancada presidencial.

Com este resultado o Ac. Viseu mantém-se no comando isolado da tabela com 22 pontos, enquanto o Famalicão é sétimo, com 14 pontos. 

A equipa famalicense até começou melhor a partida, com Anderson, que ganhava muitas bolas aos centrais da equipa forasteira, a dispor de duas oportunidades flagrantes (quatro e sete minutos), mas ambas a saírem a lado.

O Ac. Viseu apareceu tímido no terreno, mas rapidamente se percebeu que afinal a estratégia estava afinada. 

Aos 17', Avto, após passe de Ferreira, rematou para fora, mas aos 34' o avançado georgiano do Académico de Viseu não falhou e marcou um bom golo: Joel cruzou, Gabriel ainda tocou a bola, mas o pontapé de bicicleta de Avto tinha selo de golo.

Na segunda parte, Sandro Lima, do Académico de Viseu, atirou ao lado, após má receção de Fred (51'), e no Famalicão, Poulson cabeceou por cima, após jogada combinada entre Feliz e Rui Costa (59').

O lance polémico - que originou os desacatos na bancada - aconteceu aos 73 minutos, com Erivalto a rematar rasteiro e a ficar a dúvida se a bola chegou a passar totalmente a linha de golo antes do corte de Nuno Diogo.

Os incidentes na bancada presidencial obrigaram à intervenção da PSP. 

Até ao final do jogo, o Famalicão continuou a insistir, na procura do empate, mas Rui Costa atirou ao lado aos 78, e Willian, já nos descontos rematou, de livre, para defesa de Peçanha.»

domingo, 15 de outubro de 2017

OLHANENSE - 0 BENFICA - 1 - TAÇA

Mínimos

Um grande golo do Gabriel Barbosa, uma estreia segura do miúdo Svilar na baliza, outra estreia na equipa principal, do João Carvalho, o Diogo Gonçalves a aproveitar os minutos que lhe foram dados para 'exigir' mais oportunidades, e os serviços mínimos para progredir para a próxima eliminatória da Taça de Portugal. Estes foram os pontos que eu retive do jogo desta noite. 


Sobre a qualidade do futebol jogado, pouco a dizer, porque ela foi baixa. Sim, dominámos o jogo, o que era obviamente exigível dado que defrontávamos uma equipa do terceiro escalão. Só nós tínhamos algo a perder neste jogo, e por isso mesmo a vitória foi importante. Mas creio que poderíamos ter aproveitado a oportunidade para mostrar mais qualidade no nosso jogo, e as várias alterações feitas no onze não servem de grande desculpa para o pouco futebol mostrado. Não sei exactamente o que é que estivemos a trabalhar durante estas duas semanas de pausa, mas espero que seja algo melhor do que aquilo que mostrámos hoje. Que foi uma espécie de 4-3-3 algo estranho, em que os supostos extremos vinham constantemente para dentro e deixavam aos dois laterais as tarefas de jogar pelas alas, e que resultou numa produção ofensiva muito fraca - teríamos obrigação de criar muito mais situações de perigo dada a diferença de valor entre as duas equipas. Confesso mesmo que estava quase a adormecer até ao momento em que entrou o Diogo Gonçalves, que finalmente veio animar o nosso ataque. Achei que vários dos jogadores a quem foram dadas oportunidades esta noite não as souberam aproveitar (e os titulares que jogaram também não brilharam propriamente). Outra das estreias, o Douglas, não me impressionou a defender, mas dou o desconto de saber que ele estava há uns quatro meses sem jogar.

Foi uma estreia morna na Taça de Portugal, muito semelhante à do ano passado, frente ao 1º de Dezembro. Só espero que o nosso percurso na competição acabe por ser também semelhante.

TAÇA - A.VISEU - 0 FEIRENSE - 0 - ( 3-4 GP)- LOTARIA

AC. VISEU-FEIRENSE, 0-0 (3-4 G.P.): CAIO SECCO FOI O HERÓI FOGACEIRO

Guarda-redes defendeu dois penáltis no desempate
Ac. Viseu-Feirense, 0-0 (3-4 g.p.): Caio Secco foi o herói fogaceiro
Foto: Hugo Monteiro
O guarda-redes Caio Secco garantiu a continuidade do Feirense na Taça de Portugal, ao defender dois remates no desempate por penáltis (4-3), que ditou a eliminação do anfitrião Académico de Viseu na terceira eliminatória.

Caio Secco, guarda-redes do Feirense, foi o herói dos fogaceiros, depois de já ter sido um dos grandes responsáveis pelo nulo registado no tempo regulamentar, com um punhado de grandes defesas.


Numa primeira meia hora de domínio da formação orientada por Francisco Chaló, com os líderes da II Liga a ficarem, por três vezes, muito perto do golo, Caio Secco negar a vantagem à equipa da casa.

Primeiro, aos 15 minutos, defendeu com dificuldade na sequência de um canto da esquerda. Aos 18, numa das melhores jogadas da primeira parte, impediu que Joel, isolado, marcasse, pouco depois, em nova investida pela direta, também travou a iniciativa de Erivaldo e ainda a recarga de Paná.

Só aos 27 minutos o Feirense rematou à baliza viseense, por Alphonse, mas de longe e sem perigo.

A melhor oportunidade na primeira parte para os comandados de Nuno Manta, sucedeu aos 36 minutos, com João Silva a entrar na área pela esquerda, mas Jonas a sair rápido da baliza e a defender.

No segundo tempo, o jogo foi mais equilibrado, mas com os viseenses sempre mais perigosos. A melhor oportunidade foi do Académico, com Pica, aos 71 minutos, a enviar a bola ao poste na sequência de um livre da esquerda apontado por Fernando Ferreira.

No prolongamento foi o Feirense a ter a melhor oportunidade quando, aos 95 minutos, Luís Machado obrigou Jonas a uma grande defesa, ajudando a levar a decisão para os remates da marca dos 11 metros.

Aí, Caio Secco voltou a destacar-se ao defender os tiros de Kiko e Zé Paulo

Jogo disputado no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu.

Académico - Feirense: 0-0 após prolongamento (3-4 no desempate por grandes penalidades).

Marcadores no desempate por grandes penalidades:

1-0, Bura.

1-1, Edson Farias.

1-1, Kiko (defesa do guarda-redes).

1-2, Etebo.

2-2, Fernando Ferreira.

2-3, Ermel.

3-3, Barry.

3-4, Briseno.

3-4, Zé Paulo (defesa do guarda-redes).

- Académico: Jonas, Joel, Bura, Pica, Kiko, Capela, Fernando Ferreira, Paná (Barry, 108), Avto (João Mário, 70), Erivaldo (Zé Paulo, 112) e Sandro Lima.

(Suplentes: Peçanha, Fábio Santos, João Mário, Lucas, Barry, Bruno Loureiro e Zé Paulo).

Treinador: Francisco Chaló.

- Feirense: Caio Secco, Jean Sony, Briseno, Luís Rocha, Tiago Silva (Luís Aurélio, 119), Tiago Gomes, Alphonse, Edson Farias, Hugo Seco (Etebo, 77), Luís Machado (Ermel, 100) e João Silva.

(Suplentes: Alampasu, João Graça, Luís Henriques, Etebo, Ermel, Bruno Nascimento e Luís Aurélio).

Treinador: Nuno Manta.

Árbitro: Vítor Ferreira (Braga).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Fernando Ferreira (23), Tiago Silva (32), Paná (86), Capela (87, 109), Edson Faria (100). Cartão Vermelho por acumulação de amarelos para Capela (109).

Assistência: Cerca de 800 espetadores.