segunda-feira, 4 de março de 2013

SOUSENSE - 1 A.VISEU - 1 - ACREDITEM


II Divisão 22ª jornada: Sousense 1-1 Ac. Viseu

22ª jornada da II Divisão

Uma saída a um campo difícil, contra o Sousense que perdeu apenas 2 jogos dos 11 efetuados em casa. Um deles frente ao Cesarense e o outro contra o Cinfães, o nosso grande rival.
No Sousense o nosso ex-jogador Filipe Cândido começou no banco e não entrou.
Do nosso lado, tudo operacional excepto o Rodolfo Simões, que tem feito alguma falta.


Estádio 1º de Dezembro, 3 de março de 2013
22ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Albano Correia (Braga)

Sousense: Leo Pinheiro; Daniel, Salvador, Bruno Cunha e Vítor Hugo; Marcos, Paulinho e Paulo Freixo (Telmo, 75); José Augusto (c), Chico (David, 80) e Ângelo. Treinador: Paulo Meneses.

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Calico (c), Thiago Pereira, Tiago Gonçalves e Campinho; Ibraima, Bruno Loureiro, Zé Rui (Marco Almeida, int) e Luisinho (Sérgio Duarte, 26); Hélder Rodrigues e Horácio (Kifuta, 62). Treinador: Filipe Moreira.

Expulsão: Ibraima 20

Golos: Ângelo 13 (1-0), Calico 45+1 (1-1)


Na 1ª parte o Académico entrou bem no jogo. Os primeiros 10 minutos foram de pressão nossa, alguns cantos, a ganhar as bolas no meio campo e a tentar criar perigo à frente, que rondou em 2 lances por Horácio e Luisinho.
Aos 14 minutos, na 1ª jogada ofensiva do Sousense, há um cruzamento da esquerda, para o 2º poste. Aparece Ângelo, melhor marcador da equipa, a cabecear, a bola parece bater em Tiago e anicha-se junto ao poste no chão. Nuno Ricardo pareceu traído pelo toque em Tiago. Golo do Sousense.
O 1-0 desmoralizou um pouco a equipa que pareceu desoraganizar-se um pouco.
Mas também se começou a notar que o árbitro estava a começar a proteger a equipa do Sousense, porque em alguns contra ataques nossos ou jogadas de ataque, travadas sistematicamente pelos jogadores da casa, nunca saiu um amarelo. Faltas, faltas e mais faltas.. nada de agressivas mas pela insistência mereciam amarelo. E sem nada prever nem se perceber, o árbitro expulsa Ibraima! 30 minutos de jogo, a perder 1-0 e com menos um.. adivinhava-se uma tarde difícil.

O treinador Filipe Moreira quer recompôr o meio campo e tira Luisinho para entrada de Sérgio Duarte que se posicionou no lugar do Ibraima. A equipa tentou "levantar-se" do golo e da expulsão, mas nao estava a conseguir. Até que uma das tais muitas faltas, após deitarem abaixo o Horácio, resultou num livre. Aos 45 minutos, mesmo ao cair da 1ª parte, aparece Calico a responder ao livre de cabeça e a pentear a bola , que bateu na trave e Goooooooooolo Académico!! Foi a festa da equipa e dos adeptos.
Logo de seguida, o intervalo. O golo veio em boa altura para acalmar e dar confiança. Aproveito o intervalo para falar dos adeptos academistas. Não ouvi uma palavra de desconfiança ou de falta de apoio. É pena não termos a claque e o cântico do "Académico, Académico", mas pelo menos não temos malta a rogar pragas e a insultar jogadores como já se assistiu noutros campos.
Em termos de número, ainda estavam cerca de 30 adeptos.

Para a 2ª parte, mais uma alteração. Saiu Zé Rui (tentou algumas vezes iniciar ataques, mas era muitas vezes desarmado) e entrou Marco Almeida.
Com esta alteração, o Marco passou a jogar no meio campo, mas do lado esquerdo. Algo a que não estará habituado e que nao estava a ser o mais eficaz. Então passado uns minutos, o treinador trocou a posição do Marco com o Calico e aí Marco Almeida ficou como "peixe na água".  Calico, o "todo o terreno".

A equipa organizou-se forma diferente e começou a ganhar mais bolas na frente, com o alto e possante Horácio e o irrequieto Hélder a darem muito trabalho aos defensores do Sousense.
O Académico dominava mais o meio campo e mostrava força e querer ganhar.
Entretanto num período de 15 minutos tivemos 3 perdidas. Sérgio após centro da esquerda encostou por cima da barra, Hélder faz de costas um chapéu ao Guarda Redes e um defesa tira praticamente em cima da linha, e ainda Tiago Gonçalves após um canto cabeceia por cima.
O mister Filipe volta a mexer, tira Horácio e poe Kifuta em campo. O possante avançado entrou bem e o perigo rondou também a baliza do Sousense, por Hélder mais uma vez , por Kifuta e também numa boa jogada de Bruno Loureiro que após fintar 3 ou 4 jogadores remata à entrada da área e a bola sai pouco por cima.
O Sousense teve também 2 ocasiões e criou algum perigo na 2ª parte, mas apenas até aos 30 minutos.  Iam aproveitando um jogo que estava mais "partido" e foram criando perigo nas alas.
A partir dos 30 minutos, quebraram um pouco e optaram por defender mais. É uma equipa que pressiona bem, dá poucos espaços.

3 minutos apenas de descontos, em que já pouco se fez. Para todas a paragens do jogo e substituições, 3 minutos pareceram pouco.
Nos ultimos minutos, Hélder continuava endiabrado a "dar cabo" dos centrais do Sousense, mas nao se conseguiu criar mais nenhuma oportunidade.
O fim do jogo chegou e com o empate ficámos agora a 5 pontos do Cinfães. No entanto, temos 8 finais pela frente, das quais 5 em casa, sendo um dele frente ao Cinfães.

Próxima jornada recebemos o Bustelo, penúltimo classificado enquanto o Cinfães visita o dificil Coimbrões.

VIDEO

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ANIVERSÁRIO

TAÇA DA LIGA - ACABOU


Braga 0 - 0 Benfica ( Braga apurado nos penaltis)


O Ola John é novo nestas andanças e mostra-se impressionado no facebook. Nada a que nós já não estejamos habituados. Os adeptos do Braga só nas últimas semanas impediram adeptos do Belenenses de entrar no estádio, arranjaram confusão em Matosinhos, invadiram de maneira cobarde o espaço dos adeptos do Paços de Ferreira na Pedreira e armaram aquele circo de tochas e cadeiras que se viu em Guimarães. Curiosamente, o Braga não tem o estádio interdito, não paga multas a sério nem tem nenhum processo na justiça desportiva e civil. Recebem-nos na Pedreira da maneira que todos sabemos e hoje após terem conseguido um apuramento praticamente oferecido reagem da maneira que a foto do Ola John mostra. Não sei do que estamos à espera para cortar relações com aqueles idiotas, não sei do que andam à espera os responsáveis pelo futebol português para actuarem. Sei que provavelmente vamos ficar com o nosso autocarro interdito para 2 ou 3 jogos devido a mau comportamento.

Estava à espera desta eliminação desde o verão. Um dia li uma entrevista do Jesus (ao Record, acho eu) a explicar que já tinha percebido como funcionavam os benfiquistas. Lutar até à exaustão pela vitória em todas as provas não lhe dava longa vida no clube e o melhor era jogar pelo seguro. Sendo assim avisou logo que a Taça da Liga seria o elo mais fraco.

Estamos com Maxi, Garay, Matic, Salvio e Lima fresquinhos para domingo, Cardozo, Ola John e Enzo pouco menos que fresquinhos. Era isto que se queria, certo? As últimas duas vitórias na Taça da Liga foram recebidas com desprezo pela massa adepta do Benfica. Quase que pareciam ofendidos com as vitórias contra Paços de Ferreira e Gil Vicente. As 4 conquistas nesta prova muito ajudaram a manter equilibrado aquele torneio de verão de comparação entre conquistas com o clube da corrupção. Jesus percebeu que se acaba a época só com a Taça da Liga na mão ainda é gozado.

Hoje resolveu abdicar da presença na final da prova. Jogar com Roderick a trinco mais Carlos Martins no meio, com Urreta num flanco e Gaitán noutro foi mesmo levar isto ao nível de um treino de pré época.
O Benfica apesar da equipa remendada aguentou-se muito bem, o Braga na máxima força teve, naturalmente,  mais remates, mais cantos, mais oportunidades mas Artur opôs-se com classe segurando o empate. Rodrigo podia ter aparecido hoje em grande mas a sua afirmação bateu na trave e em Quim. Na segunda parte o Benfica até discutiu o jogo cara a cara com o Braga. Perto do fim há um lance sobre Gaitán que devia ter dado penalti. Não foi marcado, paciência. O zero a zero final mostrou que a equipa honrou a camisola e lutou pelo melhor desfecho possível.

Com o desempate a ser feito por penaltis ficou a ideia que os escolhidos surgiram de uma decisão infeliz. Falhou-se no momento dos penaltis, apesar de Artur ainda ter feito uma enorme defesa que podia ( e devia ) ter lançado a equipa para a final mesmo em jeito de serviços mínimos.
Caímos sem perder um jogo na Taça da Liga.

Eu, em jeito de nota pessoal, quero deixar claro que tenho a opinião que hoje não era preciso tanta poupança. Viu-se que este Braga é dos menos fortes dos últimos anos e com um pouco mais de sacrifício teríamos garantido uma presença numa final e ficávamos a 90' de ganhar um troféu. Não seriam, por certo, esses 90' da final que nos iam arruinar o resto da temporada, e um troféu é sempre um troféu. Se é para poupar então tínhamos lançado esta equipa contra o Leverkusen porque a Liga Europa é que pode causar realmente desgaste entre jogos a duas mãos e viagens a meio da semana. A Taça da Liga estava ali a 90' e um pouco de esforço. E era precioso voltar a sair com um triunfo de Braga depois do que lá temos passado nos últimos anos. Mas isto é apenas e só a minha modesta opinião.
O treinador tinha avançado que esta esta a competição menos interessante e cumpriu. Para que não restem dúvidas do respeito que tenho pelo nosso treinador, por mim hoje o Presidente podia oferecer-lhe a continuidade no clube que eu aplaudia.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A.VISEU


1917 - Clube Académico de Futebol -"Ac. Viseu"



O ano de 1917 foi o da fundação do Clube Académico de Futebol (Académico de Viseu) segundo consta nestes Estatutos aprovados em 1961:

"Capítulo Primeiro
Artº 1º -
O Clube Académico de Futebol, também designado pelas iniciais C.A.F., é uma associação desportiva, fundada em 1917, que se rege pelos presentes estatutos."
(…)

Esta data terá sido muito pouco rigorosa, não é referido o dia nem o mês e serviu basicamente para legalizar o clube. Esta condição era necessária para poder participar na nas competições organizadas pela Associação de Futebol de Viseu à data designada por Federação Desportiva de Viseu. Aliás o Clube Académico de Futebol foi convidado a participar na fundação da federação e não se fez representar, em 15 de Outubro de 1926, no acto formal da fundação que foi presidido por Francisco de Almeida Moreira. De mesmo modo o Sport Ribeira Viriato não compareceu. Estiveram representados os seguintes clubes: Grupo União de Futebol - Francisco Lopes dos Santos, Sport Lisboa e Viseu - Jaime do Couto Moreira, Lusitano Futebol Clube - Manuel do Sacramento, Sporting Clube de Viseu - Joaquim Pereira Correia e Futebol Clube do Porto e Viseu - António de Pina.

Veja uma das melhores equipas do Académico 70 anos depois - Clique P.F.


Clube Académico de Futebol 1976

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Estádio Municipal do Fontelo em 5 de Setembro de 1976, Clube Académico de Futebol vs Caldas da Rainha, 1-0. 2ª fila: Maneco, Bernardo, Pelézinho, Zé Manel, Sousa e Penteado; 1ª fila: Ferrão, Basto, Félix, Eduardo e João Cavaleiro



Clube Académico de Futebol (Ac. Viseu)

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Equipa do infelizmente extinto Clube Académico de Futebol (fundado em 1917), mais conhecido como Académico de Viseu, no início dos anos de 1970.
2º fila: Amadeu (Dir.), José Manuel, Emídio, Dias, João Cavaleiro, Basto, Sousa, Penteado, Mocho e Bispo (Mass.); 1ª fila: Fonseca, Adelino, Eduardo, Ferrão, Virgílio, Pelézinho, Bernardo e Victor.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

BENFICA - 3 P.FERREIRA - 0 - MUITO BEM


Fácil

Terá sido bem mais fácil do que se antevia a vitória do Benfica sobre o Paços de Ferreira, terceiro classificado na Liga e uma das equipas que melhor futebol tem praticado esta época. A fórmula foi entrar forte, marcar cedo, e depois gerir o jogo e controlar o adversário com tranquilidade.


O Luisinho foi a única alteração ao que se pode considerar o onze base esta época. O Benfica entrou bem no jogo, forte, pressionante e a jogar rápido. Durante os primeiros minutos a bola andou a rondar a área do Paços, enquanto o Benfica tentava encontrar forma de ultrapassar a boa organização adversária, e a consequência disso foi o golo que surgiu logo após oito minutos. Um passe do Salvio (depois de uma boa jogada, em que a bola passa pelos pés de vários jogadores) solicitou a entrada do Enzo pelo meio, que em frente ao guarda-redes não perdoou. Em vantagem, o Benfica continuou a controlar o jogo e a insistir no ataque, mesmo parecendo não se esforçar em demasia. O Paços mostrou sempre uma boa atitude, nunca perdeu a organização e, quando de posse da bola, trocava-a bem entre os seus jogadores. Por volta da meia hora de jogo o Benfica pareceu abrandar um pouco, e o Paços, que quase abdicou do ataque pelas faixas e apostou num sobrepovoamento da zona central do meio campo, onde punha quatro jogadores contra apenas dois nossos, conseguiu alguma superioridade nessa zona e passou a ter mais posse de bola. No entanto o Benfica soube controlar sempre o adversário, que consequentemente quase nunca conseguiu transformar essa posse de bola numa oportunidade real de golo. Pelo contrário, a melhor oportunidade de golo pertenceu ao Benfica, num remate do Cardozo ao poste. A vantagem do Benfica ao intervalo era por isso justa, restando agora tentar ampliar a vantagem de forma a colocarmo-nos a salvo de algum azar.


Quase que repetindo a fórmula utilizada contra o Setúbal, o Benfica (que regressou como Carlos Martins no lugar do Enzo) reentrou muito forte no jogo, e com resultados imediatos. No primeiro minuto o Cardozo esteve pertíssimo de marcar, com o golo a ser-lhe negado por uma grande defesa do Cássio. No consequente canto, o Luisão cabeceou ao poste e o Cardozo aproveitou para fazer uma recarga fácil e aumentar o resultado. Com dois golos de vantagem a gestão do jogo e do esforço foi feita de forma aparentemente fácil. O Paços continuou a não conseguir mostrar capacidade para criar perigo, e o Benfica aproveitava as recuperações de bola para, atacando pelos flancos, criar situações de algum perigo. A troca do Cardozo pelo Gaitán, com pouco menos de meia hora para jogar, trouxe mais alguma velocidade às nossas saídas para o ataque, e houve ainda oportunidade para ver vinte minutos de Aimar em campo. O terceiro golo do Benfica adivinhava-se como bastante mais provável do que um eventual golo do Paços que relançasse a discussão do resultado, pois o Artur foi quase um mero espectador - recordo-me apenas de uma defesa, naquele que terá sido o único remate do Paços na direcção da baliza, e que lhe foi directamente à figura. Esse terceiro golo apareceu a seis minutos do final, numa jogada em que o Aimar assiste o Lima, e este tentou marcar de peito. Há um defesa do Paços que tenta evitar o golo - pareceu-me que não terá conseguido evitar que a bola ultrapassasse a linha - mas de qualquer forma, e por via das dúvidas, o Salvio estava lá para confirmar e fechar o marcador.


Num jogo calmo, não me pareceu haver exibições de grande fulgor. O Matic não sabe jogar mal, a dupla de centrais esteve em bom nível, o Enzo Pérez jogou bem na primeira parte, e o Salvio, apesar de alguns lances em que complicou demais, esteve uns furos acima das exibições menos conseguidas dos últimos tempos. O Gaitán e o Carlos Martins animaram o nosso jogo e trouxeram-lhe mais velocidade. O Luisinho foi a unidade de menor rendimento.

Foi um jogo quase que ideal, em que o Benfica jogou o quanto bastou para vencer tranquilamente um adversário teoricamente complicado, e aparentemente sem ter que despender demasiada energia. Isto foi importante em mais um mês em que, a exemplo do que se passou durante Janeiro, vamos andar sempre a ter dois jogos por semana. O próximo é em Braga, onde espero que possamos garantir o apuramento para a quinta final consecutiva da Taça da Liga (ouvi sócios que acham que deveríamos deixar cair esta competição, mas para mim isso não faz sentido nenhum - é uma competição oficial e eu desejo que o Benfica a conquiste).

Ac.Viseu FC 1-1 Benf.C.Branco - ANSIEDADE





 O Ac.Viseu não foi além dum empate a uma bola na receção ao Benf.C.Branco. Um resultado que foi desenhado ainda no 1ºquarto de hora da partida. Marocas deu avanço à turma albicastrense, mas Tiago Gonçalves empatou pouco depois. Zé Rui no 2ºtempo poderia ter dado a vitória aos academistas, mas não conseguiu desfeitear o guardião forasteiro.

O mister Filipe Moreira não mexeu no onze que derrotou o Pampilhosa na última jornada, mantendo a estrutura que tão bons resultados tem dado. Assim alinharam: Nuno Ricardo; Calico, Pereira, Tiago e Campinho; Ibraima, Bruno; Luisinho, Zé Rui, Hélder e Kifuta. Entraram ainda Horário, Mauro e Johnny.

Foi à passagem dos 10min que Marocas de cabeça, sem marcação, fez o primeiro golo da tarde, naquele que foi o primeiro lance ofensivo da equipa de Castelo Branco. Aliás a equipa do Académico iniciou o jogo bastante bem, como tem sido hábito esta temporada, mas foram os forasteiros os primeiros a faturar. Porém, a resposta da equipa da casa surgiu pouco depois. Pontapé de canto de Zé Rui, e Tiago Gonçalves ao 2ºposte de cabeça não perdoou, estabelecendo a igualdade a um golo. Ainda no primeiro tempo destaque para a lesão de Kifuta, que foi substituído por Horácio.

O Académico tentou depois passar para a frente do marcador, mas a oposição era forte. Os defesas forasteiros eram bastantes altos e possantes, como era o caso do ex.Lus.Vildemoinhos Delmiro. No ataque, o Benf.C.Branco espreitava a baliza de Nuno sempre que possível, com investidas tanto de Telmo, como de Alvarinho - esquerdino claramente acima da média. O guardião academista Nuno tem mesmo uma defesa extraordinária já no 2ºtempo, a negar o golo após nova cabeçada de Marocas. Isto já depois de Zé Rui ter desperdiçado uma grande penalidade, rematando de forma displicente para defesa fácil de Hélder Cruz. O mister Filipe Moreira fazia entrar Mauro, que não teve uma prestação muito feliz, muito por culpa do amarelo logo na sua primeira intervenção, que claramente o limitou. Pedia-se Johnny na partida – a meu ver, entrou demasiado tarde - e a verdade é que a entrada do nº10 academista na partida coincidiu com o último folego dos academistas à baliza do BCBranco. Contudo não foi possível vencer, e a equipa albicastrense provou o porquê de ser a formação que mais pontua fora de casa. Resultado final, empate a uma bola, que se acaba por ajustar face ao que se passou dentro das quatro linhas.

A equipa do Cinfães derrotou o Tourizense por 2-0, e voltou a ampliar a vantagem para 3 pontos sobre os academistas. O Sp.Espinho que foi derrotado em casa 1-2 pelo Operário, e está agora a 6 pontos do líder - equipa que visita na próxima jornada. O Ac.Viseu jogará no difícil reduto do Sousense. Força equipa, sempre convosco, mesmo em jogos menos conseguidos como o de hoje. São já onze os jogos consecutivos sem perder, e isso ninguém se pode esquecer! O sonho continua…

MAGIA DO FUTEBOL

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BENFICA - 2 LEVERKUSEN - 1 - FELIZ


Feliz

Foi uma vitória bastante feliz a do Benfica esta noite. O Leverkusen mostrou que não é uma equipa qualquer. Controlou o jogo durante largos períodos do mesmo, criou as melhores oportunidades de golo, e honestamente só posso admitir que a vitória por 2-1 acaba por ser um resultado lisonjeiro para o Benfica.


Foi desde o apito inicial que os alemães mostraram vir decididos a não dar esta eliminatória como perdida. Com o pragmatismo habitual, como precisavam de vencer para se apurarem, não estiveram com cautelas e jogaram para vencer, atacando imediatamente a nossa baliza, e forçando o Artur à primeira defesa apertada logo com dois minutos de jogo. Com os laterais extremamente subidos no terreno, depois dois dos avançados (Schürrle e Castro) flectiam para o meio para explorar o espaço entre a defesa e o meio campo, o que fizeram com bastante eficácia, entrando depois muitas vezes entre os centrais e os laterais. No meio campo, a luta também foi ganha pelos alemães, fruto de uma muito boa organização e ocupação eficaz dos espaços, e também porque o Benfica, apesar de em teoria jogar com três médios, na prática jogava quase com um jogador a menos - o Carlos Martins, que seria o terceiro médio, jogou muito quase ao lado do Cardozo, o que o retirou efectivamente do jogo. Depois, os muitos passes falhados na zona do meio campo impediam o Benfica de construir lances de ataque eficazmente, já que poderíamos ter tentado explorar o constante adiantamento dos laterais adversários. Apenas ao fim de quinze minutos, e já depois de ter levado com uma bola no poste, o Benfica deu algum sinal de si, com o Gaitán a ter um cabeceamento perigoso após centro do André Almeida. Este lance teve o condão de acordar um pouco o Benfica, que teve então o seu melhor período na primeira parte, mas com o aproximar dos minutos finais o Leverkusen voltou a ser mais forte, e mais uma vez vimos uma bola a ser devolvida pelo poste da baliza do Artur. O Benfica podia portanto considerar-se feliz com o nulo à saída para o intervalo.


Na reentrada no jogo, o pendor do mesmo manteve-se, e nos primeiros minutos o Leverkusen voltou a deixar um sério aviso, pois o Kiessling chegou mesmo a marcar golo, mas este foi anulado por fora-de-jogo. Novamente aos quinze minutos, o Benfica voltou a dar sinal de si, e da melhor forma possível, com um grande golo do Ola John - que até então tinha passado praticamente despercebido no jogo. Já depois de ter passado para a sua posição natural na esquerda - o Carlos Martins, lesionado (que surpresa!), tinha dado o lugar ao Salvio - aproveitou da melhor maneira o adiantamento do lateral e depois de ultrapassar o adversário de ocasião e ganhar um ressalto, colocou a bola em arco para o ângulo mais distante. Mas este golo pouco afectou o ímpeto do Leverkusen, que continuou a procurar o golo e pouco depois obrigou o Artur a uma enorme defesa para canto, logo seguida de nova defesa apertada no seguimento do canto. Claro que, ao lançar-se mais declaradamente ao ataque, o Leverkusen também se expôs mais na defesa, e o Benfica poderia ter tirado partido disso e resolvido a eliminatória de vez mais cedo, quando a quinze minutos do final o Salvio falhou de uma forma algo escandalosa um cabeceamento a um centro do Ola John, quando estava completamente sozinho na área. Não marcou o Benfica, marcou o Leverkusen na resposta. Um alívio da defesa para a zona frontal da área resultou num pequeno toque de cabeça para o remate de primeira do Schürrle, que não deu hipóteses ao Artur. Mas o Benfica voltou a ser feliz no jogo, pois quando se adivinharia um assalto final dos alemães na procura do golo que lhes daria a passagem, foi o Benfica quem marcou praticamente na resposta. Um pontapé longo do Artur apanhou a defesa alemã em contrapé, e depois o Lima (que tinha substituído o Cardozo) teve a calma suficiente para ver bem as movimentações dos colegas antes de centrar com perfeição para a entrada de cabeça do Matic, que colocou a bola com classe junto ao poste mais distante. Este segundo golo partiu literalmente o Leverkusen, que acusou o golpe e foi para o ataque de uma forma muito mais desordenada, correndo imensos riscos atrás. Na fase final do jogo o Benfica poderia ter aproveitado todo o espaço concedido para dilatar o resultado, tendo mesmo falhado uma oportunidade flagrante para o fazer, novamente pelo Salvio. Mas caso tal tivesse acontecido, seria certamente um castigo demasiado pesado para aquilo que o Leverkusen jogou.


Esta noite o Artur foi um dos jogadores em destaque. Defendeu tudo o que havia para defender, não teve hipóteses no golo sofrido, e ainda teve um papel fundamental no segundo golo. Gostei também bastante das exibições do André Almeida, do Luisão (teve diversos cortes providenciais) e do Matic - só foi pena que tenha visto o amarelo que o retira do primeiro jogo da próxima eliminatória.

Com maior ou menor grau de felicidade, conseguimos eliminar um adversário forte e marcar presença nos oitavos-de-final, onde mediremos forças com o Bordéus. A exibição não foi a melhor, mas o resultado foi o mais importante - e a verdade é que na Europa muitas vezes o que nos acontece é o contrário, e somos nós que ficamos a queixar-nos da falta de sorte e a elogiar a eficácia do adversário. De qualquer forma, não devemos ignorar o facto do Benfica já ir no terceiro jogo consecutivo com exibições de menor fulgor. Segue-se um importante jogo contra uma das melhores equipas da Liga, e urge corrigir esta situação.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

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PAMPILHOSA - 1 A. VISEU - 2 - BRILHANTES


FC Pampilhosa 1-3 Ac. Viseu FC

 O Académico de Viseu deslocou-se até à Pampilhosa e venceu por 1-3, num jogo onde veio ao de cima a verdadeira alma academista. Os viseenses ao intervalo perdiam por 1-0, e só uma 2ªparte de luxo, com muita entrega e determinação, permitiram que se obtivesse esta reviravolta extraordinária.


Estádio Municipal Carlos Duarte, 17 de fevereiro de 2013

20ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Paulo Brás (Guarda)

Pampilhosa: Eduardo; Bruno Parente, Wilson, Sarmento e Galvão; Ricardo Suíço, Koné, Bebé (c) (Paulo Ferreira, 82) e Diogo André (Manel, 76); Bandeira e Ivan (Ladeira, 66). Treinador: Fernando Niza,

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Calico (c), Thiago Pereira, Tiago Gonçalves e Campinho; Ibraima, Bruno Loureiro, Luisinho (Horácio, 65) e Zé Rui (Marco Almeida, 81); Hélder Rodrigues e Kifuta (Sérgio Duarte, 72). Treinador: Filipe Moreira.
Expulsão: Koné 90+1

Golos: Bandeira 29 (1-0), Zé Rui 47 gp (1-1), Thiago Pereira 54 (1-2), Marco Almeida90+2 gp (1-3)

Numa tarde chuvosa de futebol, onde mais uma vez os jogadores tinham-se de adaptar às difíceis condições climatéricas, os academistas demonstraram uma entrega magnífica durante todo o desafio. Na 1ªparte, o Ac.Viseu começou por cima, mas foi falhando boas ocasiões de golo. A equipa da casa, com excelentes executantes, foi equilibrando a partida, e chegou ao golo sem ter feito muito por isso. Foi à passagem dos 30min, por Bandeira, que cabeceou sozinho na área academista para o fundo da baliza de Nuno. Isto depois de Zé Rui e Hélder terem falhado duas excelentes ocasiões de golo, com remates em zona privilegiada, mas ambos à figura de Eduardo. Um pouco antes do intervalo, novamente Hélder de cabeça, quase dava o melhor seguimento ao milimétrico cruzamento de Luisinho. Ao intervalo, vencia a equipa dos ferroviários, muito por culpa da ineficácia academista.
O 2ºtempo começa praticamente com o golo da igualdade. Kifuta é claramente puxado na área de rigor da turma da casa. Na marca de grande penalidade, Zé Rui com frieza, estabelecia a igualdade no marcador. O Académico estava claramente empolgado, e 7min depois, Thiago Pereira com a coxa (penso) deu o melhor seguimento ao pontapé de canto superiormente batido por Zé Rui. Era o êxtase nas bancadas (praticamente composta por academistas – é magnifica esta sensação). O mais difícil estava feito. Mas a verdade é que depois assistiu-se a um período muito complicado para os viseenses, de muito sacrifício, garra e entreajuda. O Pampilhosa bombardeava bolas consecutivas para a área academista, mas aí, a defesa academista e em último recurso o guardião Nuno Ricardo, estiveram a um nível verdadeiramente superior. Num dos cruzamentos da equipa da casa, o árbitro Sr.Paulo Brás descortinou uma mão de Tiago(?) na área academista. Mas Nuno Ricardo foi REI, ao defender o penalty de Galvão. (aliás deu-me a sensação que Filipe Moreira deu a indicação a Calico para onde o GR se deveria atirar – pelo menos o capitão foi transmitir um “segredo” do mister a Nuno Ricardo). Mais uma festa nas bancadas do Municipal Carlos Duarte. Estava a ser épico este desafio. Mas para sossegar as hostes viseenses, já no período de compensação, o Académico consegue libertar-se do sufoco adversário e através dum remate de Bruno Loureiro alcança nova grande penalidade (por mão do defensor da equipa da casa). Marco Almeida chamado a converter, não falhou. 1-3 foi o resultado final.
Com esta fantástica e moralizadora vitória, o Académico de Viseu mantém o 2º lugar, mas agora a um ponto do Cinfães, que empatou em Bustelo a uma bola. O Espinho também venceu em Touriz, e está igualmente na luta – a dois pontos dos academistas. Para a próxima jornada está marcada mais uma final para o Fontelo, com a receção ao B.C.Branco.
Parabéns equipa e adeptos que se deslocaram até à Pampilhosa do Botão. É um orgulho sentir a alma e a força academista por estes estádios fora. Obrigado Académico!

BENFICA - 1 ACADÉMICA - 0 - À RASCA


 
Acordar do pesadelo a horas de ir trabalhar

Que chatice é ter um compromisso importante de manhã e o despertador não tocar, não é? Há a obrigação de chegar a horas à reunião ou, imaginemos, de ganhar para continuar na frente do campeonato. Mas o despertador não toca, a bola não entra. O pior de tudo é estar a ter um pesadelo e perder-se noção do tempo por causa dele. O Benfica que o diga. Muito sofreu mas, cinco minutos depois dos 90′, houve grande penalidade assinalada, Lima marcou o único golo da partida e os encarnados voltaram a dar a mão ao Porto.
Sem Matic e Cardozo, Jorge Jesus foi obrigado a mexer, e o esquema táctico dos encarnados mudou. André Almeida substituiu o sérvio, viu Enzo Pérez ocupar terrenos um pouco mais adiantados. Nas asas, Salvio e Ola John tentavam fazer a águia voar – algo que aconteceu poucas vezes. Tudo isto, no apoio ao inevitável Lima e a Rodrigo, que voltou a sair frustrado depois de outra oportunidade não aproveitada para singrar.
Do outro lado, Pedro Emanuel tinha anunciado que não ia à Luz jogar com o autocarro à frente da baliza. De facto, o treinador da Briosa não mentiu porque não se viu nenhum autocarro no sentido literal. Mas viu-se um bloco baixo, muito compacto, sempre muito cínico a cortar as asas ao Benfica, enquanto, nas poucas vezes que tinha a posse de bola, tentava apostar no contra-ataque.
Numa descida a pique sem travões
Que comece o pesadelo. Umas vezes tem-se pesadelos em que se vai a conduzir e o carro fica sem travões. Ora, o que aconteceu na Luz foi que os encarnados não conseguiam era marcar golos. Logo aos 6′, Rodrigo rematou às malhas laterais, mas o jogo começava mole, sem grandes motivos de interesse. O Benfica pressionava, a Académica contava com Salim Cissé quase sempre sozinho na frente.

Aos 26′, o travão continuava a não funcionar e o carro não parava. Primeiro, Ricardo defendeu o cabeceamento de Lima. Depois, o remate cruzado de Enzo Pérez. Chegava o intervalo, Ricardo reagia bem, os adeptos benfiquistas ainda não estavam impacientes mas começavam a temer que o despertador não tocasse para acordarem do pesadelo.
Refrescadas do descanso, as águias voltaram decididas a desbloquear o marcador mas o poste impediu Ola John de festejar, momentos depois de o público afecto ao Benfica ter pedido grande penalidade por alegada mão de Hélder Cabral. Seguiu jogo. O jogo voltaria a adormecer, a Académica fechava-se que nem uma tartaruga e os encarnados nada conseguiam fazer.
Entrou Kardec. Entrou Gaitán. Entrou Carlos Martins. Nada mudava. Muita insistência, muito volume ofensivo, poucas oportunidades concretas. O desespero benfiquista atingiu o seu ponto mais alto quando Ricardo brilhou e desviou um remate potente de Melgarejo para a trave. Era um daqueles dias. O despertador não tocava mesmo e o sol começava a aparecer.

Lusco-fusco com gosto canarinho
A diferença no volume de ataque era gigantesca, Luisão e Garay jogavam no meio-campo da Académica, que tentava surpreender numa jogada de ataque rápido. Mas o despertador ia tocar mesmo. A bola voou para a grande área dos estudantes, Gaitán cai embrulhado com João Dias e Nuno Almeida aponta para a marca de grande penalidade.
Aí estava o pesadelo supostamente a acabar. Ou será que ia ficar ainda mais negro? Não. O brasileiro Lima esteve muito calmo e, mesmo na hora de acordar, bateu com propriedade e deu uma vitória absolutamente fundamental aos encarnados.

Os desacatos no final foram despropositados, mais uma vez a manchar o nome do futebol português, mas, no final de contas, o que fica na ficha é que o Benfica volta a colar-se ao Porto com 49 pontos. O despertador tocou. O Benfica não faltou à reunião. O pesadelo acabou. Pelo menos no amanhecer de hoje

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

B.LEVERKUSEN - 0 BENFICA- 1 - BOM


Gestão

Mesmo com a prometida gestão do plantel a ter lugar, o Benfica conseguiu arrancar uma preciosa vitória na Alemanha, fruto de uma exibição concentrada e solidária, e que nos coloca numa posição muito vantajosa na eliminatória. E bem mereceram este triunfo os muitos adeptos benfiquistas que esta noite por vezes fizeram BayArena soar como a Luz. Fantástico apoio.


A gestão do plantel para o jogo da Académica não foi apenas uma promessa oca, e Maxi Pereira, Enzo Pérez, Salvio e Lima ficaram fora do onze inicial. O Leverkusen entrou forte no jogo, mas o Benfica mostrou sempre bastante frieza e organização, sustendo com alguma facilidade o ímpeto inicial do adversário, e depois conseguindo baixar o ritmo do jogo para um nível mais do seu interesse. Mesmo mantendo um pouco mais da iniciativa no jogo e rematando mais, a verdade é que o Leverkusen por raras vezes conseguiu levar perigo à nossa baliza. O Benfica também não foi particularmente activo no ataque, onde o Cardozo e o Gaitán passaram bastante tempo praticamente afastados do jogo - apenas um remate do André Almeida e um outro lance em que o Ola John demorou demasiado tempo e desperdiçou uma boa ocasião para rematar com perigo animaram um pouco as coisas. Com o decorrer do tempo conseguimos guardar cada vez mais a bola, com trocas sucessivas de passes entre os nossos jogadores, e na fase final da primeira parte o Leverkusen praticamente já nem tentava pressionar-nos para recuperar a bola, visto que essas tentativas eram quase sempre infrutíferas. Perto do final, uma contrariedade para o Benfica na lesão do André Gomes, que teve que ser substituído pelo Enzo.


O Leverkusen voltou a entrar forte na segunda parte, dispondo de uma boa ocasião logo a abrir, e instalou-se depois no nosso meio campo, fruto de uma maior velocidade e agressividade que impôs no jogo. Com maior ou menor dificuldade o Benfica foi controlando os acontecimentos, até que ao fim dos primeiros quinze minutos surgiu o momento decisivo da partida. Primeiro, o Leverkusen quase marcou, valendo a intervenção do Enzo e do Artur para evitar o golo. No canto que se seguiu, o Benfica construiu um lance de contra-ataque bastante rápido que acabou no golo do Cardozo, que com muita calma e classe recebeu a bola do André Almeida (grande simulação do Gaitán a deixar passar a bola), evitou um defesa adversário e depois picou a bola à saída do guarda-redes. O golo motivou uma reacção forte dos alemães, que nos minutos seguintes pressionaram bastante e estiveram perto de empatar, mas a nossa defesa, e em particular o Artur, foi dando resposta adequada aos lances de perigo. E entretanto o progressivo balanceamento para o ataque do Leverkusen ia proporcionando muito mais espaço atrás para os nossos contra-ataques, o que nos dava hipóteses de marcar um segundo golo e praticamente arrumar com a eliminatória. Por duas vezes o Ola John teve essa oportunidade nos pés, mas numa delas o chapéu saiu demasiado alto, e na outra rematou contra o pé do guarda-redes. Fora essas situações, outras houve em que acabámos por não criar perigo devido ao último passe sair mal (algumas vezes de forma inacreditável). No penúltimo lance do jogo quase borrámos a pintura, valendo-nos um corte do Melgarejo sobre a linha de golo para evitar o golo do empate.


Bom jogo colectivo por parte de toda a equipa. O Artur esteve hoje bem, e aproveitou para se redimir do erro na Madeira. O Matic destacou-se mais na primeira parte, e na segunda parte foi o Enzo Pérez quem mais deu nas vistas no meio campo - entrou bem no jogo e teve até um rendimento superior ao que o André Gomes estava a ter. O Gaitán subiu muito de rendimento na segunda parte, quando recuou no terreno para actuar mais como médio (o que não era difícil, dado que na primeira parte praticamente não esteve em jogo). O André Almeida voltou a mostrar que é uma alternativa muito válida ao Maxi. Fez um jogo seguro, subiu no terreno com ponderação, e foi decisivo no lance do golo. Não gostei do Ola John hoje.

Após décadas sem uma única vitória na Alemanha, conseguimos vencer lá nas duas últimas deslocações, sob o comando do Jorge Jesus. Repito uma vez mais aquilo que já escrevi noutras ocasiões: para mim não me passa pela cabeça trocar de treinador no final da época, independentemente daquilo que ainda possa vir a suceder. O jogo de hoje foi mais uma exibição de algumas das qualidades que o Benfica tem tido durante praticamente toda esta época: concentração, disciplina táctica, capacidade de trabalho e humildade. A valia do Leverkusen não permite pensar que esta eliminatória já está resolvida. Mas o resultado de hoje terá facilitado, e muito, a nossa tarefa da próxima semana