sábado, 24 de dezembro de 2011

A FRASE

Esta mensagem não é para aqueles de quem me lembrei, mas para aqueles que pretendo nunca esquecer! Um super Natal cheio de paz e muita saúde!
JOSE PINHEIRO

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

BENFICA - 5 RIO AVE -1 -FELIZ NATAL

Até gostei da maneira como a equipa entrou no jogo. Posse bola, variação de flanco aproveitando a existência de Nolito na esquerda para desequilibrar e um Emerson bem menos trapalhão do que vinha a ser costume. Com Saviola ao lado de Cardozo e Aimar atrás o ataque do Benfica procurou várias soluções nos primeiros minutos de jogo mas via-se que não ia ser uma noite fácil porque o Rio Ave estava a fechar bem os caminhos para a sua baliza. O que estava a parecer complicado tornou-se num problema muito maior quando quase do nada aparece um golo do Rio Ave e temeu-se o pior na Luz. E o pior era o Rio Ave abdicar de jogar para se entregar ao anti jogo enervando equipa e adeptos. Felizmente que este golo parece ter dado outras ideias aos organizadores de jogo do Benfica e a reacção foi excelente. Partir para cima do adversário em busca do golo que apareceu por Cardozo que não falhou num penalti a penalizar mão na área vila condense. Foi óptimo termos chegado rápido ao empate.
E melhor ainda foi aumentarmos o ritmo até darmos a volta ao marcador numa jogada incrível de Nolito que saca um golo furando pelo lado esquerdo acabando por rematar de ângulo reduzido confirmando a remontada. Fica aqui uma boa dor de cabeça para Jesus, Nolito hoje justificou um lugar na nossa extrema esquerda.
Foi uma primeira parte emocionante com a reviravolta no marcador que empolgou público e equipa para mais e melhor acontecendo sem surpresa mais uma jogada de Nolito pela esquerda a dar para Aimar que assiste em grande estilo Saviola que não hesitou em rematar para golo carimbando o 3-1 antes do intervalo. Tudo mais tranquilo no descanso, afinal não se trocou um jantar de Natal da empresa para ver o Benfica em apuros.
Segunda parte agradável com mais dois golos, Nolito bisou e Garay assinou um dos melhores momentos da noite fazendo a sua estreia a marcar de cabeça à central após passe genial do mago Aimar.
Tempo para ver Gaitán regressar à equipa tal como Nelson Oliveira e Rodrigo. Foi pena após as substituições o ritmo ter decaído mesmo porque merecíamos que a equipa continuasse a jogar ao ataque em busca de mais golos até ao fim do jogo já que este era o último jogo do ano.
É evidente que a goleada de 5-1 é uma excelente despedida de 2011 mas não me esqueço do que passei na Catedral este ano e por isso não lhes ficava mal terem carregado mais um pouco.
Como me fartei de ouvir falar em enorme pressão no último fim de semana quando meio país se convenceu que íamos perder pontos para os rivais no Funchal, apetece-me hoje devolver a amabilidade e dizer-lhes que metam agora a pressão onde bem entenderem e façam-se à vida como puderem para nos apanharem. É que por mim a jornada está fechada, não conto perder mais tempo nenhum com jogos deste campeonato, o meu Benfica cumpriu a obrigação e vai acabar 2011 sem ninguém à sua frente. Logo se vê se os rivais têm pedalada ou se acusam a tal pressão.
Por outro lado não gosto nada de ouvir os jogadores tão contentes pelo objectivo cumprido e poderem partir já de férias. Eu ainda estou pior que estragado por me terem negado um derby natalício e acho que deviam pagar por essa desfeita. Mantenho que era mais do que justo ter a rapaziada a treinar à porta aberta na Luz no dia em que deviam estar a proporcionar-nos mais um derby para vencer, ainda por cima no WC! Fica esta nota de desagrado porque vejo tudo muito contente com as "férias" e cada vez mais parece ter sido um alívio aquela noite negra do Funchal. Como eu não vou ter férias nenhumas nos próximos dias não fico muito convencido com esta pausa.
Mas o essencial foi conseguido e fechou-se 2011 com uma goleada, isso é que interessa. Ide lá e Boas Festas para todos.

A.VISEU -2 C.SENHORIM - 0 - NORMAL

Ac. Viseu FC 2-0 GDR Canas de Senhorim


O Académico recebeu e venceu a equipa do Canas de Senhorim por duas bolas a zero. O herói do jogo foi novamente Hélder Rodrigues, autor dos dois golos da partida.
Estádio do Fontelo, 18 de Dezembro de 2011
12ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Pedro Mesquita (Vila Real)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Álvaro, Ricardo Ferreira e Rui Santos; Luisinho (João Paulo, 60), Hélder Rodrigues (Dedé, 87) e Bacari (Rui Dolores, 83). Treinador: António Lima Pereira.

Canas de Senhorim: Canário, João Miguel, Diogo Cunha, Simão, Nando, Roberto (Carlos, 90), Cruz, Pedro André (Adriano, 69), Marco Xará, Luís Lopes (Fino, 82) e Élio. Treinador: João Bento.

Golos: Hélder Rodrigues 19 (1-0), Hélder Rodrigues 83 (2-0)

Num jogo algo fraco, e com uma toada de jogo demasiado lenta, o Académico foi dono e senhor durante os 90 minutos. Sem deslumbrar, como tem sido habitual, os academistas venceram, o que acaba por ser o mais importante. O primeiro golo surgiu à passagem dos 20min, com Hélder Rodrigues a finalizar um dos muitos ataques dos academistas. No 1º tempo ainda registo para o golo anulado a Bacari, após canto irrepreensível de Ricardo, mas o Sr. Pedro Mesquita anulou-o por motivo que não conseguimos descortinar.

O Canas de Senhorim incomodou apenas por uma vez a baliza de Nuno, num livre que levou perigo. De resto, os canenses foram uma equipa que raramente importunaram os defensores viseenses.



No 2º tempo, o desafio continuou frio, jogado quase a passo, e só após a entrada de João Paulo se viu mais velocidade, com os academistas a aumentaram o caudal ofensivo em busca do golo da tranquilidade.
O Académico dispunha de algumas oportunidades, com destaque para Tiago que teve na sua cabeça, por três ocasiões, o golo bem perto. Bacari entretanto também desperdiçara uma boa ocasião após excelente trabalho do desequilibrador H.Rodrigues. E foi mais uma vez o extremo emprestado pelo Sp. Covilhã, que deu a tranquilidade a todos os adeptos presentes no Fontelo, após jogada de insistência, foi o mais eficaz na hora do remate, isto já perto do final do desafio.
Se é verdade que a vitória jamais esteve em causa, não é menos verdade que a vantagem mínima é sempre ingrata, ficando no ar que esta pode ser desfeita a qualquer momento. Destaque ainda para a estreia de Rui Dolores com a camisola do Académico, que até podia ter tido uma estreia de sonho, com um livre directo que passou bem perto da baliza forasteira.


Em suma, mais três pontos na luta pela subida, numa exibição pobre, mas suficiente para levar de vencida a formação de Canas. O Nogueirense venceu em Alba (0-2) e mantém a liderança. Os academistas continuam a 2 pontos deste adversário directo, que é o nosso próximo opositor. Um teste de fogo que será apenas em 2012. Agora é tempo de festas natalícias, e de reflexões.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A.VISEU-2 BUSTELO - 0 -NORMAL

Ac. Viseu 2-0 Bustelo


No dia em que Rui Dolores assinou pelo Académico de Viseu, o Académico de Viseu venceu o Bustelo por 2-0 com golos de Tiago Gonçalves e Hélder Rodrigues.

O Académico alinhou com Nuno na Baliza, quarteto defensivo composto por Marco, Calico, Tiago e Casal, à frente Álvaro e Ricardo no meio campo defensivo com Rui Santos a fazer a ligação ao ataque composto por Hélder Rodrigues, Luisinho e Bacari.

A equipa academista começou mais uma vez o jogo ao ataque criando boas oportunidades de golo, mas como também vem sendo hábito, acaba por não concretizar e vai deixando o adversário acreditar num bom resultado.

Logo aos 3 minutos de jogo, Ricardo cruza do lado esquerdo do ataque, com Bacari a cabecear ao lado da baliza. Aos 10 minutos é a vez de Casal falhar a intercepção da bola, deixando o advesário á mercê de Nuno mas com a bola a sair ao lado da Baliza. Ficava o aviso forasteiro. Logo na jogada seguinte Luisinho entra na área pelo lado esquerdo, finta um adversário e remata com a bola a sair a centimetros do poste da equipa do Bustelo.
Aos 43 minutos da 1ª parte surge o golo academista, canto do lado esquerdo do ataque, com Tiago a aparecer no interior da área a saltar mais alto que um defesa contrário, e a cabecear para o fundo das redes.
Embora a exibição não fosse muito convincente, o Académico era por esta altura merecedor deste resultado.

Na segunda parte a equipa do Bustelo mostrou-se mais atrevida, já que estava em desvantagem e instalou-se no meio campo Academista.
Nesta altura o Académico apostou decididamente contra-ataque e foi por muito pouco que Luisinho a cruzamento de Rui Santos não fez o segundo da partida.
Poucos minutos depois era a equipa adversária que esteve muito perto de marcar o golo.
A meio da segunda parte numa jogada de ataque Rui Santos tira bem um cruzamento para a área, onde aparece Hélder Rodrigues a rematar ao lado da Baliza, a curiosidade deste lance era a posição previligiada de Bacari para finalizar, mas Hélder não se apercebeu e o remate saiu defeituoso, perdendo-se a oportunidade de marcar o segundo golo.
Por esta altura já a equipa do Bustelo acusava bastante o desgaste físico, facilitando bastante o contra-ataque academista.
Foi sem surpresa que aos 38 minutos de jogo, Ricardo desmarca Hélder Rodrigues pela direita, entra na área finta um defesa contrário e atira para o fundo das redes. Grande golo !

Estava feita a história deste jogo, que nem sempre foi bem jogado mas que acabou com um resultado justíssimo, para a única equipa que realmente o quis vencer.

Na próxima jornada, vamos receber o Canas de Senhorim, ultimo classificado desta série da 3ªdivisão.

MARITIMO - 0 BENFICA - À RASCA

 

 

 


Marítimo-Benfica (11/12/12): Cardozo festeja golo
O Benfica conseguiu este domingo uma difícil vitória (0-1) no terreno do Marítimo, equipa que ainda não tinha perdido em casa esta época e que há nove dias, perante o mesmo Benfica, triunfou por 2-1, para a Taça de Portugal. Os três pontos recolocam os encarnados ao lado do FC Porto na liderança da Liga Zon Sagres e distancia-os do adversário de hoje.
Foi um jogo de mais luta que futebol. Sorriu quem conseguiu aproveitar uma das poucas oportunidades de golo, Cardozo, já o jogo se aproximava do fim. O avançado paraguaio redimiu-se assim de um falhanço de bradar aos céus ainda na primeira parte. Foi do inferno ao céu em menos de uma hora.
A ficha do jogo:
Começou melhor o Marítimo. Com a lição bem estudada, Pedro Martins encostou os fortes homens do meio-campo madeirense em cima dos criativos do Benfica. Roberto Sousa, em especial, mas também Olberdam e Rafael Miranda não davam um centímetro a Aimar, Bruno César e Rodrigo. E quando roubavam a bola aos encarnados, o que acontecia muitas vezes, eram lestos a entrega-las aos homens da frente. Sami, Héldon e Baba punham em sentido a defesa adversária.
Com pouca bola, os médios do Benfica tinham dificuldades em fazê-la chegar à frente. E quando o conseguiam fazer, os centrais maritimistas resolviam o problema.
A primeira grande oportunidade do jogo pertenceu ao Benfica. Aos 27 minutos, Aimar, desmarcado por um toque de calcanhar de Bruno César, conseguiu furar pela defesa contrária, mas deixou-se antecipar já na grande área pelo seguro Peçanha. A jogada coincidiu com a subida de produção dos encarnados, que tomaram conta do jogo.
Como é que se falha assim, Cardozo?
Cinco minutos depois, um lance caricato: Cardoso, completamente sozinho, em frente da baliza, atirou ao lado. Jorge Jesus sorriu no banco, incrédulo.
Aos 40 minutos, o árbitro Jorge Sousa perdoou um cartão vermelho a Emerson. As imagens parecem mostrar que o lateral do Benfica agrediu Héldon com o cotovelo, razão pela qual o amarelo mostrado foi curto. Mas amarelo é uma cor estimada por Jorge Sousa, que admoestou todos os médios do Marítimo antes do intervalo, fator que se revelou decisivo.
Logo no reatamento da partida, aos 47 minutos, Olberdam viu o segundo amarelo, por entrada sobre Maxi. Nada a apontar. Com menos um jogador, Pedro Martins procurou segurar o empate, fazendo descer os extremos para ajudarem mais nas tarefas defensivas. A estratégia do treinador dos insulares quase surtia efeito. Até final, o Marítimo conseguiu adormecer o ritmo do jogo e mantê-lo a meio-campo, dando poucos espaços ao Benfica, enquanto tentava aproveitar algumas jogadas de contra-ataque.
Jorge Jesus, tentando imprimir maior dinamismo à equipa, trocou Witsel por Saviola e Rodrigo (muito apagado) por Nolito. E foi o espanhol a ser determinante no desfecho do encontro. Aos 84 minutos, rematou para uma boa defesa de Peçanha. No canto que se seguiu, a bola chegou a Jardel, que rematou de cabeça para uma espantosa intervenção do guardião maritimista, tendo a bola ido parar a Nolito. Este centrou para Cardozo na área, que encostou para o golo.
Estava desfeito o laço apertado do Marítimo, e estava conquistado mais um triunfo do Benfica. Este foi dos difíceis. Mas como o do FC Porto em Aveiro e o do Sporting com o Nacional, na véspera, é com vitórias suadas como esta que se fazem os campeões. Temos campeonato.