quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

TAÇA PORTUGAL - PORTO - 0 BENFICA - 2 - SOBERBO




 Benfica vence (2-0) FC Porto e está lançado para o Jamor
O Benfica venceu o FC Porto (2-0) no Estádio do Dragão e colocou-se em boa posição para chegar à final da Taça de Portugal, no Jamor, algo a confirmar na partida da segunda-mão, no Estádio da Luz.
Foi aos 6 minutos que o Benfica começou a construir a vitória. Fábio Coentrão aproveitou um desentendimento entre Maicon e Helton e, mais rápido que os adversários, esticou-se o suficiente para colocar a bola no fundo da baliza portista.
A ganhar no Dragão, a equipa de Lisboa ganhou confiança e, assentando a estratégia numa pressão intensa sobre o adversário, ia conseguindo manter a baliza de Júlio César a salvo de perigo.
Silvestre Varela, endiabrado, ainda criou algumas ocasiões de golo junto à baliza benfiquista, mas foi Javi Garcia, do outro lado, quem marcou o segundo golo da noite. O médio do Benfica aproveitou uma bola solta em frente da baliza portista e rematou forte, enganando Helton.
Tentou o FC Porto reagir, Hulk fez potente remate à baliza de Júlio César, mas o intervalo chegou com vantagem dos visitantes.
Ao intervalo André Villas Boas fez entrar Cristian Rodriguez para o lugar de James, mas as características da partida mantiveram-se com a equipa de Jorge Jesus a tapar bem os caminhos ao ataque do FC Porto.
Aos 59 minutos, momento de frisson na partida: Fábio Coentrão viu o segundo cartão amarelo e deixou o Benfica a jogar apenas com 10 elementos. César Peixoto passou a jogar a defesa-esquerdo. Bem tentou o FC Porto o golo que fosse capaz de relançar a partida, mas o Benfica recuou no terreno, apostando em rápidas saídas para o contra-ataque.
Foi aliás Óscar Cardozo quem esteve mais perto de marcar, quando aos 81 minutos rodopiou sobre o próprio corpo e rematou para defesa com as pernas de Helton.
O FC Porto sofreu esta noite a segunda derrota da temporada – a primeira foi diante do Nacional, também em casa, em partida a contar para a Taça da Liga.

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domingo, 30 de janeiro de 2011

AVES- 0 BENFICA -4 - NORMAL E BEM

Benfica goleia nas Aves e encontra Sporting nas “meias” da Taça da Liga
Bastava o empate, mas o Benfica venceu o Desportivo das Aves (4-0) e confirmou o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga, competição na qual vai encontrar o Sporting na luta por um lugar na final.
Com uma equipa de segunda-linha – excepção feita à inclusão no onze de Javi Garcia e de Aimar – o Benfica assumiu o encontro já a pensar no jogo de quarta-feira, com o FC Porto, a contar para a primeira-mão da meia-final da Taça de Portugal.
José Luis Fernandez e Jardel, reforços de inverno, estrearam-se no onze titular da equipa comandada por Jorge Jesus, mas foi de Javi Garcia o golo que abriu caminho à vitória das águias – a oitava de Janeiro, mês 100 por cento vitorioso.
O espanhol aproveitou uma saída em falso de Hélder Godinho e cabeceou para o fundo da baliza, deitando por terra as aspirações do Desportivo das Aves.
À entrada para a segunda-parte a tendência do jogo – maior domínio do Benfica – manteve-se, mas apenas aos 69 minutos chegou o segundo golo das águias – por Jara.
Com o jogo controlado, Jesus fez entrar Nuno Gomes e o ponta-de-lança das águias precisou de apenas meia dúzia de minutos para, aos 76, fazer o 3-0, com sentido de oportunidade dentro da área.
Já aos 90 minutos, Felipe Menezes marcou o golo mais bonito da noite, com um potente remate de fora da área, após assistência de Nuno Gomes.
O Benfica está nas meias-finais da Taça da Liga e vai jogar com o Sporting no início do mês de Março, no Estádio da Luz, para tentar o acesso à final.

AD Nogueirense 2-1 Ac. Viseu FC - FOI PENA...MAS ACREDITEM

AD Nogueirense 2-1 Ac. Viseu FC
O técnico P.Gomes não fez qualquer alteração no onze inicial, seguindo a máxima "equipa que ganha não se mexe”.

Assim sendo, P.Freitas foi de novo o guardião academista. Na defesa, Casal e Marcelo jogaram nas laterais, Tiago Gonçalves e Canelas no centro. Mais à frente, no meio-campo, Calico, Vouzela e Ricardo (Everson); Na frente, M.Almeida, Luisinho e Zé Bastos, foram os jogadores mais avançados.

O golo do Ac. Viseu surgiu cedo no encontro. Estavam decorridos 18 min. quando Luisinho tirou da cartola uma jogada de grande nível. Ele que já havia marcado na passada jornada em Castelo Branco um golo decisivo.
Perto da meia hora de jogo, o Nogueirense, através de Chano, atirou ao poste. Isto numa altura em que a equipa da casa carregava mais sobre a defesa academista. Chegou o intervalo, com o Académico a conseguir aguentar esta vantagem.

Contudo, o segundo tempo começou como tinha terminado o primeiro tempo, com o Nogueirense a pressionar a equipa academista, chegando ao golo do empate, por Chano, aos 55 minutos.
Aos 65 min. o árbitro entra em jogo, expulsando Marcelo Henrique, por supostamente ter batido um livre antes deste ter dado autorização. Ora, Marcelo como já tinha amarelo, levou o segundo e foi expulso, um preciosismo, portanto, deste árbitro da partida.
O segundo golo da equipa da casa, por Toni – que tinha entrado ao intervalo, surgiu aos 75 minutos. Estava consumada a reviravolta. 2-1 para o Nogueirense.
A cerca de dez minutos do final, Everson entrou no Académico para o lugar de Ricardo, que estava a fazer o lugar de defesa esquerdo, após a expulsão de Marcelo. Pouco depois Everson que se tentava isolar, é travado por Mounir, um veterano jogador que já passou pela Académica de Coimbra. Mas aqui o árbitro, apenas, mostrou a cartolina amarela ao defensor adversário. Pequenos pormenores, que não invalidam em nada a exibição menos conseguida da equipa viseense na segunda parte.

Até final, nada mais se alterou no placard, o Nogueirense venceu 2-1, e elevou a sua vantagem na classificação geral, os viseenses estão agora a oito pontos da liderança. Um jogo pobre do Académico (principalmente no 2º tempo), de quem se esperava e exigia muito mais, até porque ao intervalo vencia por 0-1.

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E na única competição onde não tiveram penáltis...

BYE BYE!!!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

RIO AVE - 0 BENFICA -2 - PASSOU

Taça de Portugal: Rio Ave-Benfica, 0-2


À segunda tentativa, Oscar Cardozo colocou a grande penalidade no sítio certo e o Benfica na próxima fase da Taça de Portugal. Atrás da baliza, numa espera expectante, estava o F.C. Porto. Vai haver Clássico a dobrar nas meias-finais, com dois jogos, muitas promessas e outras tantas provocações de parte a parte, certamente.
Para lá chegar a equipa de Jesus teve de sofrer privações das grandes em Vila do Conde. Desperdiçou duas grandes penalidades (uma por Cardozo, outra por um David Luiz de malas feitas para Londres), viu o Rio Ave também falhar uma logo no início, e apanhou alguns sustos ao longo do jogo. Daqueles que surgem sem aviso, apanham-nos desprevenidos e surripiam-nos o ar.
O principal problema do Benfica foi, aliás, a asfixia parcial. Uma equipa com quatro argentinos talentosos, compatriotas do eterno Carlos Gardel, precisa de espaço para dançar o tango. Quase nunca o teve. A claustrofobia imposta pelas paredes erguidas na defesa e meio-campo do Rio Ave foram-se aproximando até se tornarem exíguas.
Só em cima do intervalo os homens da Luz puseram a cabeça de fora, mas o alívio supremo surgiu já no minuto 90, com um pontapé de Cardozo embrulhado em sorte e coragem.

Não é raro suceder isto em partidas da taça. O favorito olha para o êxito anunciado como se fosse uma ilha. Isolada e rodeada por todos os lados pelo mar da decepção. Reina sobre aquele pedaço de terra, normalmente sem oposição à altura, mas de quando em vez vê-se tentado a molhar os pés.
É aqui que surgem os imprevistos. Não em forma de dentes de tubarão pontiagudos, mas numa ameaça em jeito de tsunami. Desta vez, porém, as luvas de Júlio César bloquearam a calamidade logo no início, acalmaram as hostes encarnadas e precaveram as naturais réplicas.
O Rio Ave, naquela paixão contida pela incredulidade, percebeu ter falhado uma oportunidade única. Não se rendeu, jamais se tornou um náufrago desorientado no oceano se fim, mas não voltou a estar tão perto do golo como naquele pénalti falhado por João Tomás.

A segunda parte manteve o ritmo intenso e o interesse num patamar elevado. Embora num registo distinto. As paredes vilacondenses foram demolidas pela necessidade de explorar novos mundos, o relvado tornou-se mais arejado e os sul-americanos do Benfica (consta que o paraguaio Cardozo também gosta de Gardel) usufruíram de muito mais território.
Houve um pontapé de Aimar ao poste, duas ou três arrancadas de Salvio e um manto de despedida a cobrir David Luiz. O negócio com o Chelsea ainda não é oficial, mas tudo o que rodeou o defesa soou a adeus. A lesão na perna esquerda reprimida, o prémio atirado por cima na marcação de uma grande penalidade, o abraço ao histórico Moreira e as palmas para a bancada.
Com as quatro grandes penalidades assinaladas (uma para o Rio Ave, três para os visitantes) e a polémica correspondente, são já sete castigos máximos nos dois últimos jogos realizados em Vila do Conde. No estádio é impossível dizer se o árbitro acertou em todas as decisões. É bem provável que não.