domingo, 24 de novembro de 2024

TAÇA DE PORTUGAL - BENFICA - 7 E.AMADORA - 0 - ARRASADOR

 Extremo argentino só precisou de 20 minutos para marcar três golos e resolver uma partida que nunca esteve complicada para as águias. Assim, os encarnados avançam para os oitavos de de final da Taça de Portugal.

Di
LUSA

Cerca de 20 minutos demoníacos de Di María bastaram ao Benfica para carimbar o triunfo na quarta eliminatória da Taça de Portugal, contra o Estrela da Amadora (7-0). O camisola 11 quis ter a certeza de que não haveria prolongamento e fez um hattrick repleto de magia para descansar os adeptos e embalar a equipa para uma grande exibição, em pleno Estádio da Luz.

Ainda nem todos os adeptos estavam sentados na cadeira e a Luz (mais vazia do que é habitual) já explodia de alegria e em dose dupla. Após um bom trabalho com Aursnes, Di María tentou cruzar de letra, não conseguiu, mas emendou com um belo remate para abrir o marcador.

E se os primeiros dois minutos não demoraram a aquecer, os seguintes ainda foram melhores. Bah combinou bem com Aursnes, encontrou novamente Di María na área e o argentino bisou com um grande pontapé de bicicleta, num momento de pura magia.

O segundo golo acordou os tricolores, que percebeu que tinha de dar mais se queria disputar o jogo. A resposta surgiu por Rodrigo Pinho, que permitiu uma enorme defesa a Samuel Soares.

O jogo parecia que tinha encontrado um equilíbrio, mas Di María não concordou. Aursnes antecipou-se numa saída de bola e soltou no argentino, que sentou os adversários e voltou a fazer um grande remate para o fundo das redes, colocando o marcador em 3-0 numa fase precoce do jogo.

O Estrela da Amadora entrou numa fase algo desorganizada e não estava a conseguir criar qualquer tipo de perigo, enquanto o Benfica ia aproveitando a maior exposição dos tricolores para tentar aumentar a vantagem. Ainda assim, as redes não voltaram a abanar na primeira parte e as equipas regressaram aos balneários com um resultado justo.

Segundo tempo de serviços mínimos foi suficiente

O Estrela da Amadora regressou dos balneários uma equipa diferente, muito mais atrevida e com uma maior capacidade para atacar a baliza de Samuel Soares. Nos primeiros 15 minutos conseguiu criar muitas dificuldades ao Benfica, que em boa verdade não aumentou a vantagem pela falta de pontaria de Arthur Cabral. 

No entanto, quem fez o quarto golo foi mesmo o jogador que entrou ao intervalo. Akturkoglu recolheu a bola vinda de uma bela combinação de Di María com Cabral e na cara de Meixedo só teve de escolher o lado. As águias respiravam confiança e qualquer lance tinha cheiro de golo.

Com a vitória praticamente garantida, pelo resultado e pela forma como o jogo se desenrolava, Bruno Lage começou a mexer. Lançou Kokçu, Amdouni e ainda ofereceu a estreia pela equipa principal ao defesa direito Leandro Santos. 

No entanto, o quarto golo teve um efeito soporífero no encontro e a partida entrou em piloto automático. A equipa do Benfica atacava, sempre com boas combinações através de passes curtos, enquanto o Estrela da Amadora estava completamente rendido, tentando apenas o golo de honra.

Já em jeito de despedida, e numa fase que o jogo já estava em ritmo baixo, Kokçu lançou um passe de 30 metros a rasgar as linhas do emblema tricolor, encontrando Amdouni que também fez o gosto ao pé, quando o relógio já marcava os 80 minutos.

Mas os golos não ficaram por aqui e houve mais um belo momento. Arthur Cabral (que tanto falhou esta noite), teve o benefício da dúvida por parte de Bruno Lage, que o manteve em campo, e respondeu com um golo de bicicleta em grande estilo, já muito perto do fim. Quando menos se esperava, o camisola 9 ainda bisou, aproveitando um erro de Meixedo.

Esta foi a pedra final de uma vitória construída com muita qualidade desde o início da partida e que deixa o Benfica nos oitavos de final da Taça de Portugal, com nota artística. 

domingo, 10 de novembro de 2024

BENFICA - 4 FCPORTO - 1 -VITORIA

 Golos de Carreras, Di María (dois, um de penálti) e um autogolo de Nehuén Pérez vincaram a superioridade do Benfica sobre um FC Porto que, pelo meio, ainda chegou a empatar, por Samu. Águias, com um jogo a menos, aproximam-se dos dragões, que deixam fugir o Sporting no topo.

Benfica 4-1 FC Porto: Águia verga dragão na Luz com exibição dominadora
Benfica player Angel Di Maria celebrates after scoring a goal during the First League Soccer match between Benfica and FC Porto, held at Luz Stadium, in Lisbon, Portugal, 10 November 2024. JOSE SENA GOULAO/LUSA © 2024 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O Benfica recebeu e venceu o FC Porto por em partida da 11.ª jornada da I Liga, num jogo em que se mostrou quase sempre superior ao adversário. As águias ganharam vantagem a meio da primeira parte, graças a um excelente golo de Carreras, mas uma desatenção ainda permitiu que Samu empatasse em cima do intervalo.

Só que no segundo tempo a equipa de Bruno Lage não deu hipóteses. Voltou à liderança do marcador por intermédio de Di María, antes de aumentar a diferença graças a um autogolo de Nehuén Pérez, a meias com Pavlidis. De penálti, Di María bisou e fechou a contagem. O triunfo deixa as águias com 25 pontos, ainda menos dois do que os dragões, mas com menos um jogo (aquele que falta terminar ante o Nacional, na Choupana). Já o FC Porto vê agora o Sporting a seis pontos de distância.

Águia dona e senhora do jogo até marcar

Não houve grandes surpresas em nenhum dos onzes, com as duas equipas a regressarem ao seu esquema habitual depois das (não muito bem sucedidas) mudanças para os compromissos europeus. E, apesar de o primeiro remate com relativo perigo até ter pertencido ao FC Porto, por Galeno, aos 13 minutos, foi o Benfica quem mandou no jogo desde o início.

Di María rematou às malhas laterais aos 18 minutos e logo a seguir a bola até entrou na baliza do FC Porto, com Akturkoglu a tocar com classe a bola sobre Diogo Costa. Só que o lance já estava interrompido. João Pinheiro, árbitro do encontro, tinha parado o jogo para assinalar uma falta a favor do Benfica, o que originou muitos protestos por parte dos encarnados, que pediam que tivesse sido aplicada a lei da vantagem.

Mas a turma da casa continuou a dominar e acabou mesmo por marcar, em cima da meia hora, num grande golo. Passe fantástico de Tomás Araújo a desmarcar Carreras na esquerda, com o espanhol, já dentro da grande área azul e branca, a fletir para dentro, tirando Martim Fernandes da frente, e a atirar a contar, colocadíssimo, de pé direito.

Adeptos interrompem jogo, Benfica adormece, FC Porto empata

O FC Porto mostra-se inoperante em termos ofensivos e, na defesa, acusou o golo. Minutos depois do golo o perigo voltou a rondar a baliza dos dragões, valendo então Diogo Costa, e aos 40 minutos, em mais um bom lance de ataque das águias, Pavlidis, servido por Di María, dominou no peito, enquadrou-se com a baliza e, na cara de Diogo Costa, rematou rasteiro e cruzado, ao poste.

Mas aos 42 minutos os adeptos do Benfica resolveram ser protagonistas. Uma das claques das águias acendeu uma série de tochas encarnadas antes de arremessar várias delas para o relvado. João Pinheiro viu-se forçado a interromper o encontro por alguns instantes. E a interrupção pareceu adormecer os jogadores das águias.

O FC Porto aproveitou e, praticamente do nada, chegou ao empate. Francisco Moura teve muito espaço na esquerda, cruzou rasteiro para o coração da pequena área e Otamendi até parecia ter tudo para cortar a bola, mas falhou de forma incrível a intercepção e a bola chegou a Samu que, nas costas do argentino, só teve de encostar para o 1-1, em cima do intervalo.

Benfica imparável no segundo tempo

A segunda parte, contudo, voltou a trazer o domínio do Benfica. Tal como no primeiro tempo, as águias entraram a mandar no jogo e encostaram o FC Porto à sua área, até que marcaram, numa transição rápida, aos 56 minutos. Akturkoglu interceptou um passe de Eustáquio e de imediato fletiu para dentro e deixou Aursnes. O norueguês, com um grande passe, isolou Di María que, na cara de Diogo Costa, com grande classe, atira para longe do alcance do guardião portista e fez o 2-1.

O 3-1 não tardou. Volvidos apenas cinco minutos, Tomás Araújo para Bah, vom mais um grande passe, abriu para Bah, com o lateral direito dinamarquês a cruzar para o coração da área, na direção de Pavlidis. O grego falhou o desvio, mas a bola tocou em Nehuén Pérez e só parou mesmo no fundo das redes.

Com dois golos de desvantagem, o FC Porto tentou balancear-se para o ataque, mas sem nunca conseguir criar real perigo e foi o Benfica, que com muito espaço, foi aproveitando várias rápidas transições ofensivas para ameaçar o quarto golo, que chegou na transformação de uma grande penalidade. Alan Varela acertou em Otamendi na grande área do FC Porto quando este tentava cabecear e, na conversão do castigo máximo, Di María não perdoou, fechando na Luz as contas de uma vitória inequívoca do Benfica.

Veja o resumo da partida

 
 

sábado, 9 de novembro de 2024

LP 2 MAFRA - 0 A.VISEU - 2 - VITORIA

 

Mafra-Académico Viseu, 0-2: Viseenses sobem ao pódio

Um autogolo de Fabinho e um tento de Marquinho decidiram o encontro

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• Foto: Liga Portugal

O Académico de Viseu venceu hoje em casa do Mafra 2-0, em jogo da 11.ª jornada, resultado que lhe permitiu subir, provisoriamente, ao pódio da II Liga de futebol.

O primeiro golo da partida surgiu já no tempo de compensação do primeiro tempo, com Fabinho (45+10) a desviar de forma infeliz para a sua baliza um cruzamento sem hipóteses de sucesso do Académico de Viseu. Já na segunda parte, Marquinho (83) fechou a contagem.

Com este triunfo, o primeiro da história do Académico em Mafra, os viseenses sobem ao terceiro lugar do campeonato, com 18 pontos. Já o Mafra, depois de dois jogos sem perder sob o comando de Tiago Ferreira, averba nova derrota em casa e está em 16.º, zona de play-off de manutenção, com 10 pontos.

O encontro começou animado no Municipal de Mafra, com a primeira oportunidade a pertencer aos 'saloios', por Iheanacho, num remate à meia-volta, que levou a bola a rasar o poste do viseense Domen Gril.

O Académico respondeu por Nicos Michelis, que, após assistência primorosa de Mané, falhou o alvo na altura do remate, enquanto Etim, num lance infeliz, levou a bola a embater na barra da sua baliza, ficando muito perto de fazer autogolo e deixar os forasteiros na frente do marcador.

Pouco depois dos 30 minutos, Yacouba Maiga e Messeguem chocaram violentamente numa disputa de bola e acabaram os dois por ser substituídos.

O jogo esteve parado por vários minutos para assistência aos dois jogadores, quebrou-se o ritmo, mas ainda houve tempo para o lance que desfez o nulo, num lance em que Fabinho teve uma falha inexplicável: na resposta a um cruzamento sem perigo à vista, o defesa do Mafra precipitou-se e acabou por meter o pé à bola e desviar para a baliza, perante o ar incrédulo de Fraisl.

A segunda parte seguiu monótona, com o Mafra à procura do empate de forma esforçada, mas pouco esclarecida. Aliás, a melhor oportunidade de golo no arranque da etapa complementar pertenceu mesmo ao Académico, com Marquinho, na recarga a um remate de Gautier, a fazer um 'pontapé de bicicleta', que fez a bola passar pouco lado ao poste do Mafra.

Já perto do final da partida, o Académico pôs mesmo um ponto final na discussão do resultado, com Marquinho a fazer o 2-0. Após um passe em profundidade de Mortimer, só com Fraisl pela frente, o brasileiro atirou colocado de pé esquerdo e 'selou' o vencedor do duelo em Mafra.


Jogo no Estádio Municipal de Mafra, em Mafra.

Mafra -- Académico de Viseu, 0-2.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores:

0-1, Fabinho, 45+10 minutos (autogolo).

0-2, Mortimer, 83.

Equipas:

- Mafra: Fraisl, Fabinho, Passi, Diogo Capitão, Beni Júnior (Rodri, 85), Maiga (Vítor Gonçalves, 39), Chriso, Iheanacho (Falé, 85), Nibe (Pedro Pereira, 69), Gui Ferreira (Kamara, 69) e Etim.

(Suplentes: Francisco Lemos, Pedro Pereira, Rodri, Falé, John Kolawole, Trindade, Rodrigo Freitas, Kamara e Vítor Gonçalves).

Treinador: Tiago Ferreira.

- Académico de Viseu: Gril, Bandarra (João Pinto, 65), Micheles, Aidara, Henrique Gomes, Mané, Messeguem (Mortimer, 38), Yuri Araújo (Simão Silva, 55), Quizera (Marquinho, 65), Goutier e André Clóvis (Diogo, 65).

(Suplentes: Sampaio, João Pinto, André Almeida, Diogo, Mortimer, Marinelli, Milioransa, Simão Silva e Marquinho).

Treinador: Rui Ferreira.

Árbitro: Fábio Melo (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Maiga (35), Yuri Araújo (51) e Gril (82).

Assistência: Cerca de 500 espetadores.