segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

COVA PIEDADE - 1 A. VISEU - 2 . IMPORTANTE



II Liga : Cova da Piedade derrotado em casa pelo Académico de Viseu


Este o onze inicial da equipa do Cova da Piedade que defrontou o Académico de Viseu

Em dia de Reis, a equipa da cidade de Viriato veio este domingo a Almada derrotar o Cova da Piedade por 1 - 2, numa partida que começou bem para a turma do Académico de Viseu, que aos 7 minutos após um lance desenvolvido pelo lado esquerdo, com Stéphane a levar a melhor sobre um defensor piedense, cruzou para a área e ante a apatia da defensiva piedense o esférico chegou aos pés de  Bruno Loureiro que no vértice da pequena área, mais não fez que com um remate rasteiro, anichar o esférico na baliza de Pedro Alves, um lance em que o setor defensivo  piedense não está isento de culpas.

Aos 16 minutos André Carvalhas à entrada da área rematou rasteiro e cruzado com o guarda redes Rodolfo a arrojar-se ao relvado para travar o remate do médio ofensivo dos piedenses. A equipa liderada por Sérgio Boris em desvantagem no marcador, não baixou os braços e foi à procura do empate, empate esse que esteve perto de acontecer aos 23 minutos ,numa das melhores  jogadas envolvente da turma do Cova da Piedade, como esférico a passar pelos pés de Silas, Siaka Bamba e Filipe Godinho, a bola a ser cruzada apara a área onde apareceu Rui Varela nas alturas a ganhar o lance de cabeça às duas torres da defensivas dos visitantes, mas o cabeceamento acabou por levar o esférico  roçar o travessão da baliza de Rodolfo.

Aos 27 minutos foi a vez de Pedro Alves ser chamada a mais uma excelente intervenção, num remate de Luísinho
Na parte final da partida foi assim

Aos 30 minutos o perigo voltou a rondar o último reduto da turma de Viseu e aqui sim o golo esteve iminente, com Dieguinho a libertar-se de um defensor e já perto da área pequena a rematar para o golo, como guarda redes visitante a negar o empate.

A turma de Viseu, aos 32 minutos, numa altura em que a equipa do Cova da Piedade, estava numa toada mais ofensiva, veio a sofrer o segundo golo, num lance em que um defensor piedense, já fora da área e descaído, para o lado esquerdo, foi pressionado por Sandro Lima, o que o obrigou a atrasar o esférico para Pedro Alves e quando este se preparava para chutar o esférico o mesmo foi tabelar em Sandro Lima e ressaltou para o fundo das redes de guardião piedense.

Este golo acabou por pesar na parte final da primeira parte, período esse em que a equipa do Cova da Piedade, perdeu alguns lances e em que nada estava a correr de feição e já na parte final da primeira parte, num lance total da equipa em que a bola rolou por vários jogadores, a mesma foi parar ao flanco esquerdo do ataque piedense, onde apareceu Dieguinho a rematar forte, mas o esférico a passar ao lado do poste esquerdo da baliza dos visitantes e assim  a turma de Viseu a ir para o intervalo em vantagem.

Na segunda parte a equipa do Cova da Piedade, veio com uma maior dinâmica ofensiva, nem sempre bem conseguida com o técnico Sérgio Boris a proceder à primeira alteração na equipa, tendo lançado na partida o avançado Ricardo Barros, por troca com o lateral direito Filipe Godinho, fixando assim dois pontas de lança, Rui Varela e Ricardo Barros e foi da cabeça de Ricardo Barros que aos 59 minutos, o golo apareceu para as hostes piedenses que com esse golo acreditaram que poderiam ainda dar a volta ao marcador.

A partir só deu Cova da Piedade, com a equipa, abalançada no ataque, mas o setor defensivo do Académico, onde se destacavam as torres gémeas, Bura e Bruno Miguel que conseguiam neutralizar o jogo  aéreo dos piedenses, com Sérgio Boris a   jogar as última cartada com as entradas, primeiro Irobiso e depois Robson, ao invés por parte do técnico Francisco Chaló, foi reforçar a sua zona intermédia e tentar quebrar o ímpeto dos piedense e isso foi conseguido, sem nunca abdicar do contra ataque o que obrigou também o Cova da piedade, a não descurar o seu setor recuado.

Sem fazer um jogo por aí além tal como Cova da Piedade, a turma de Viseu, não teve culpa dos erros adversários e saiu da Cova da Piedade, com uma vitória merecida e que lhe vai dar alento para a fuga aos últimos lugares da despromoção.

Por sua vez a derrota do Cova da Piedade, decerto não estaria nas previsões da equipa técnica, mas o certo é que os dados falam por si a equipa piedense, concluiu a 1ª volta do Ledman Liga Pro [em que participa pela primeira vez] na quinta posição. E isso sim é digno de realçar.

Excelente o trabalho liderado pelo árbitro Anzhony Rodrigues

Que na próxima partida a realizar já este sábado, no Estádio Municipal José Martins Vieira, ante o Benfica “B”, os triunfos voltem à Cova da Piedade.
Excelente o trabalho liderado por Anzhony Rodrigues.

Partida realizada no Estádio Municipal José Martins Vieira, na Cova da Piedade. Entre o Cova da Piedade 1 – 2 Académico de Viseu, a contar para a Ledman Liga Pro. Ao intervalo: 0 - 2.
Antes do inicio da partida foi guardado um minuto de silêncio,pelo falecimento do ex-presidente da Republica,Dr Mário Soares

Árbitro: Anzhony Rodrigues (AF Madeira
Árbitro assistente nº 1: André Dias
Árbitro assistente nº 2: José Luzia
4º Árbitro:  Bruno Jesus
Cova da Piedade: Pedro Alves; Filipe Godinho (Ricardo Barros,46´), Miguel Ângelo, Bruno Bernardo e Evaldo; Soares(Robson,80’), Siaka Bamba, Jorge Silas(Irobris,69’) e André Carvalhas; Dieguinho e Rui Varela.

Suplentes não utilizados: Guilherme, Chico Gomes, Danielson e Ning.
Ação disciplinar: cartão amarelo para Siaka Bamba (28’), Rui Varela (35’), Soares (40’), André Carvalhas (57’). Dieguinho viu o amarelo aos (67’ e 94’) e consequentemente o vermelho.

Treinador: Sérgio Boris
Treinador adjunto: Alexandre Santana

Académico de Viseu: Rodolfo; Carlos Eduardo, Bura, Bruno Miguel e Stéphane; Paná (Tiago Borges,70’), Bruno Loureiro, Luisinho (Bruno Madeira,90’) e Capela(cap.); Moisés e Sandro Lima (Zé Paulo,90’).

Suplentes não utilizados: Diogo Freire, Tiago Gonçalves, Yuri e Park.
Ação disciplinar: cartão amarelo para Carlos Eduardo (45´), Bruno Loureiro (62’), Stéphane(80’),Capela(87’)

Treinador:  Francisco Chaló
Treinador adjunto: José Miguel Pinto

Golos:
0 - 1, aos 7 minutos por Bruno Loureiro
0 - 2, aos 32 minutos por Sandro Lima
1 - 2, aos 50 minutos por Ricardo Barros

domingo, 8 de janeiro de 2017

V.GUIMARAES - 0 BENFICA - 2 - CERTO

Foi uma exibição quase cirúrgica da nossa equipa e uma vitória importantíssima nesta caminhada, num dos campos mais difíceis da nossa Liga, contra um dos adversários mais complicados de defrontar. 


No onze inicial a principal nota de destaque foi a inclusão do Jonas e do Salvio no onze inicial. Não muita surpresa pela escolha do Jonas, porque já está recuperado há algum tempo e tem vindo a somar minutos e a ganhar ritmo, mas o Salvio já foi mais surpreendente, tendo em conta que já não jogava há algumas semanas (desde o jogo contra o Sporting). Mas ambas as escolhas acabaram por se revelar acertadas. Logo desde o apito inicial que foi fácil ver porque motivo o Vitória está a fazer um bom campeonato e é uma equipa difícil de defrontar. Tentam pressionar alto e em todo o campo, jogam com muita agressividade (no bom sentido) e os seus jogadores lutam por cada bola como se fosse a última. E por isso mesmo os minutos iniciais deixaram a ideia de que teríamos pela frente uma tarefa muito complicada. Só que a nossa equipa, em jogos nos quais é mais pressionada, costuma ter a capacidade para jogar de uma forma muito organizada, mantendo sempre a calma e sabendo esperar pelas ocasiões para ferir o adversário. E por isso mesmo, apesar da tentativa constante de pressão por parte do Vitória, nunca, em qualquer momento do jogo, fiquei com a sensação de que o mesmo estava sequer perto de fugir ao nosso controlo. Mesmo quando tivemos a infelicidade de perder o Fejsa, por lesão, ainda na fase inicial do jogo. É que quase de seguida, na primeira verdadeira ocasião de golo que construiu, o Benfica foi letal e colocou-se em vantagem. O lance começa numa bola ganha pelo Mitroglou no meio campo adversário, que esperou pela corrida do Salvio para lhe endossar a bola. O argentino correu pela direita, entrou na área, ultrapassou o adversário directo e fez o passe atrasado para o Jonas marcar, com a bola a tocar ainda na trave. O golo aconteceu aos dezanove minutos, e a reacção do Vitória resumiu-se praticamente a um remate à malha lateral da nossa baliza, quase imediatamente a seguir ao golo, na sequência de um par de maus alívios da nossa defesa. O Benfica continuou completamente tranquilo no jogo, e à beira do intervalo ampliou a vantagem, num contra-ataque conduzido pelo Jonas, que na altura certa passou a bola para o Mitroglou. À entrada da área o grego fez uma recepção perfeita e depois colocou a bola na baliza com um remate rasteiro e colocado, que nem saiu com muita força. E aparentemente quase sem grande esforço, o Benfica saía para intervalo com uma vantagem importante.


Esperava uma entrada forte do Vitória na segunda parte, na procura do golo que relançasse o jogo. E a segunda parte teve de facto sinal mais do Vitória em termos de posse de bola e domínio territorial. Pressionaram ainda mais alto e conseguiram de forma eficaz atrapalhar a nossa saída de bola. Mas o sinal mais do Vitória foi mesmo basicamente isso, porque depois não o conseguiram traduzir em muitas ocasiões de golo, pelo que o Benfica nunca passou por qualquer tipo de sufoco. Na retina ficaram-me apenas dois lances de maior perigo por parte do nosso adversário: um remate de primeira desferido já no interior da área, que passou muito por alto, e um cruzamento/remate que obrigou o Ederson a uma boa intervenção (a bola seguramente entraria na baliza). O Benfica, mesmo saindo poucas vezes para o ataque, quando o fazia era com muita segurança, e conseguiu assim criar até mais e melhores ocasiões para marcar do que o Vitória. Por três vezes conseguimos colocar um jogador em frente ao guarda-redes e em condições de marcar. Mas o Douglas opôs-se com eficácia às tentativas do Mitroglou, Pizzi e Salvio. Nas situações do Mitroglou e do Salvio, em particular, se os nossos jogadores tivessem sido um pouco menos egoístas talvez tivéssemos marcado mesmo - o Mitroglou tinha o Jonas sozinho no meio, e o Salvio tinha o Mitroglou solto na mesma posição. A pressão que o Vitória tentou exercer teve os seus custos, e à medida que o jogo se foi aproximando do final o nosso adversário foi progressivamente recuando a linha de pressão, até que nos minutos finais o Benfica já era capaz de controlar sem grandes problemas a posse da bola, rodando-a pelos pés dos nossos jogadores enquanto o tempo se escoava. No final, ficou mesmo a sensação (talvez um pouco enganadora) de que a vitória tinha sido relativamente fácil de conquistar.


Destaque maior para o Jonas no seu regresso à titularidade na Liga. O melhor jogador da Liga Portuguesa está de regresso. Um golo, uma assistência, e o reeditar da dupla letal com o Mitroglou. Tal como disse no jogo contra o Vizela, o rendimento do grego muda completamente com a presença do Jonas. Mas também, tendo em conta a classe do Jonas, acho que qualquer jogador beneficia por jogar ao lado dele. Foi também um jogo enorme do Luisão. O nosso capitão esteve simplesmente insuperável a liderar a nossa defesa. E o Samaris entrou bem no jogo, não nos deixando a lamentar a saída do Fejsa.

Confesso que encarava este jogo com alguma apreensão. Parecia-me ser daqueles jogos em que, a bem da Nação, o Benfica deveria perder pontos. É que a Nação tem andado bastante abespinhada nos últimos dias, e uns pontitos perdidos pelo Benfica seriam remédio santo para acalmar as hostes. Mas este Benfica é demasiado competente para se deixar afectar por todo o ruído que tentam criar, e vai seguindo o seu caminho rumo aos objectivos traçados. E cumprida a primeira parte da 'missão' Vitória, há que preparar a segunda com cuidado, porque normalmente dois jogos seguidos contra um mesmo adversário significam complicações adicionais no segundo jogo. E este Vitória não é um adversário qualquer.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

BENFICA - 4 VIZELA - 0 TAÇA DA LIGA

Treino

O Benfica confirmou as expectativas e teve um jogo muito fácil frente a uma frágil equipa do Vizela, que se mostrou sempre completamente incapaz de montar qualquer tipo de oposição séria à nossa equipa. A superioridade do Benfica foi tal que quase se podia classificar este jogo como um treino um pouquinho mais puxado.


Muitas alterações, esperadas, na equipa titular, sendo de realçar a segunda oportunidade dada ao Yuri Ribeiro como titular, assim como a presença no onze do Zivkovic e ainda o regresso do Jonas à equipa inicial. O Carrillo também teve mais uma hipótese, a juntar às inúmeras que já teve, para tentar mostrar que vale mais do que aquilo que mostrou até agora. Dos mais habituais titulares nos últimos tempos, apenas o Ederson, o Pizzi, o André Almeida e o Mitroglou jogaram de início. O jogo foi de sentido único, disputado apenas em metade do campo, com o Benfica a cair em cima do adversário desde o apito inicial, jogando um futebol solto e agradável de ver, mesmo sem forçar muito. Rematámos muito, mas com alguma falta de pontaria, e por isso o nulo ainda se manteve durante mais alguns minutos do que a nossa superioridade justificaria. O golo chegou aos vinte e sete minutos, num cabeceamento fulgurante do Mitroglou após cruzamento do Zivkovic. A segunda parte foi de maior acerto na finalização, até porque começou praticamente com o segundo golo. Canto apontado pelo Zivkovic e cabeceamento do Lisandro quase em cima da linha de golo. Mas aquilo que toda a gente que estava no estádio esperava mesmo era o regresso do Jonas aos golos. A pontaria dele esteve desafinada na primeira parte, mas corrigiu isso na segunda e o regresso deu-se da melhor forma possível, com um livre exemplarmente marcado a levar a bola ao ângulo superior da baliza do Vizela. Foi aos cinquenta e sete minutos de jogo, e três minutos depois voltou a marcar, num cabeceamento colocadíssimo depois de mais um cruzamento do Zivkovic. O resto do jogo foi mais do mesmo, de domínio completo do Benfica, poupanças do Pizzi, Jonas e Mitroglou (estreia parao Jovic esta época) e o quinto golo sempre em vias de acontecer. O Vizela, durante todo o jogo, fez um único remate, de fora da área e que foi quase mais um passe para as mãos do Ederson do que outra coisa qualquer.


Os maiores destaques deste jogo foram o Jonas e o Zivkovic. A importância e influência do Jonas, quando em forma, na nossa forma de jogar é por demais conhecida e evidente. Toda a equipa se movimenta e articula de forma diferente no ataque, e mesmo tendo em conta que o adversário era uma equipa da segunda liga, creio que isto foi bem visível hoje. Outra faceta bastante visível da presença do Jonas no onze é a prestação do Mitroglou, que beneficia e muito dos espaços criados pelas movimentações do colega de ataque. Quanto ao Zivkovic, já o escrevi por diversas vezes, deposito enormes esperanças no valor dele. Tem uma técnica apuradíssima, e tal como o Cervi, uma atitude exemplar em campo, jogando sempre com a preocupação de servir a equipa. Hoje fez um hat trick de assistências, que espero sinceramente sirva para que passem a ser-lhe concedidos mais minutos de jogo e oportunidades para jogar, mesmo que seja a partir do banco. Uma palavra final para o Yuri, que voltou a cumprir a sua função sem quaisquer problemas e até se mostrou mais solto e confiante do que no jogo contra o Real.


Depois do resultado entre o Paços e o Guimarães bastaria uma vitória neste jogo para ficarmos a necessitar apenas de um empate no próximo jogo para passar à Final Four. Fizemos mais do que isso, e fomos presenteados com um jogo muito agradável da nossa equipa, mesmo com vários jogadores menos utilizados no onze, e com o bónus do regresso do Jonas aos golos. Era difícil pedir mais. Mas agora o importante mesmo é derrotar o Guimarães no jogo para o campeonato. Depois podemos então pensar no embate contra o mesmo adversário para a Taça da Liga.

P.S.- Não costumo fazê-lo, mas hoje vou mencionar a arbitragem, até porque este árbitro não costuma ser particularmente feliz nos nossos jogos. O golo anulado ao Mitroglou por suposto fora de jogo ainda passa, porque o lance foi muito rápido e seria sempre de dúvida. No estádio não me pareceu, e revendo o lance em casa parece-me que ele está claramente em linha, embora a simpática SportTV tenha optado por mostrar uma única repetição do lance, obviamente sem traçar a linha do fora de jogo, não fosse esta mostrar que o Benfica tinha sido prejudicado (a linha já apareceu quando na segunda parte um lance de ataque do Vizela foi interrompido por fora de jogo). Já o penálti sobre o Zivkovic é um pouco mais difícil de aceitar, porque ele sofre duas faltas na mesma jogada, ambas cometidas dentro da área, e acabámos com um livre assinalado fora da mesma.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

BENFICA - 2 RIOA VE - 0 - LIDER

Gestão

Um jogo que o Benfica começou a resolver cedo e depois se limitou a manter controlado no ritmo que mais lhe convinha, fazendo uma gestão bastante sóbria do esforço sem que alguma vez tivesse deixado a ideia de que a conquista dos três pontos pudesse estar em causa.


O Rio Ave entrava neste jogo apresentando as credenciais de estar 100% vitorioso desde que o Luís Castro assumiu o comando da equipa. Quatro vitórias noutros tantos jogos eram um sinal bastante claro que este jogo teria que ser encarado com toda a seriedade pelo Benfica. E foi isso mesmo que fizemos, desde o apito inicial. Com o Mitroglou a ser desta vez o escolhido para ocupar a posição mais avançada da equipa, o Benfica tomou imediatamente conta do jogo e remeteu o Rio Ave para a defesa, procurando chegar ao golo o mais cedo possível. Tirando partido sobretudo da grande mobilidade e constantes trocas de posição do Gonçalo Guedes, Rafa e Cervi, sempre com o apoio do Pizzi, o cerco à baliza adversária foi-se apertando e o golo chegou, com toda a naturalidade, com catorze minutos decorridos. O Mitroglou, que no início da jogada tinha demorado um pouco mais a concluir e acabou por tentar finalizar de calcanhar, acabou por ficar com a bola nos pés bem no centro da área depois de um remate enrolado do Gonçalo Guedes, e enquanto os defesas do Rio Ave pediam um fora de jogo inexistente finalizou com toda a calma. Conseguido o golo, o Benfica imediatamente levantou um pouco o pé. Não passou a defender o resultado, simplesmente começou a querer sair de forma mais organizada e estruturada para o ataque, privilegiando a posse de bola, e recuou também a linha de pressão. O Rio Ave aproveitou então para ter mais alguma bola, mas foi incapaz de construir qualquer lance de perigo, e pelo menos de memória digo que nem sequer um remate conseguiu fazer. O melhor que conseguiu foram alguns cruzamentos para a nossa área, que morreram quase todos nas mãos do Ederson. O Benfica, mesmo neste ritmo mais pausado, dava ideia de poder marcar um segundo golo sem precisar de forçar muito mais, pois as iniciativas individuais dos nossos jogadores eram suficientes para semear a atrapalhação na defesa adversária. Já quase sobre o intervalo veio a confirmação disto, quando o Pizzi arrancou com a bola, tabelou com o Rafa à entrada da área, e depois picou a bola sobre o guarda-redes à saída deste. Tudo aparentemente simples, a resultar num golo muito bonito.


Sobre a segunda parte, não tenho praticamente nada a dizer. Se com um golo de vantagem o Benfica já parecia estar tranquilo e sem grande vontade de forçar muito, então com dois isso foi ainda mais notório. Acho que as notas de maior destaque foram a entrada do Jonas, para somar mais alguns minutos à tarefa de ganhar ritmo de jogo, e uma grande defesa do Ederson, lá para o meio desta segunda parte, naquele que terá sido o primeiro (ou na melhor das hipóteses o segundo) remate do Rio Ave no jogo. Mais uma vez o Ederson a confirmar a sua qualidade e aptidão para guarda-redes de equipa grande: quase todo um jogo sem ter que fazer uma defesa, tendo tido mais acção a jogar com os pés para os colegas do que a tocar na bola com as mãos, e quando finalmente foi chamado, correspondeu de forma brilhante. O outro facto a realçar é a expulsão do Pizzi, forçada pelo próprio. O amarelo que tinha visto a meio da segunda parte (não percebi bem qual o motivo, só se foi por palavras e foi o único amarelo mostrado pelo árbitro em todo um jogo no qual teve um critério disciplinar larguíssimo, optando por deixar jogar sempre que era possível - e às vezes até quando isso não parecia ser a opção correcta) deixava-o suspenso para o próximo jogo do campeonato, em Guimarães. Por isso nos instantes finais ele retardou a marcação de um livre até ser admoestado com o segundo amarelo e consequente expulsão, o que faz com que se mantenha à beira da suspensão por amarelos, mas cumpra o jogo de castigo no próximo compromisso do Benfica, contra o Paços de Ferreira para a taça da liga. Parece estúpido, mas os regulamentos estão redigidos assim, e recordo-me perfeitamente de há uns anos o Fucile, então no Porto, ter feito a mesma coisa num jogo contra o Belenenses, de forma a estar disponível para jogar contra nós. Quanto ao jogo jogado, o Rio Ave ainda tentou durante alguns minutos chegar a um golo que relançasse o resultado, mas mostrou demasiada incapacidade para o fazer, e na fase final do jogo já nem sequer conseguia ter bola para tentar o que quer que fosse.


Destaques no Benfica, para mim, o Fejsa por mais uma exibição sólida e sóbria, a dobrar sempre bem os colegas da defesa e a cobrir com eficácia a sua zona, o Cervi e, a espaços, o Pizzi. Não foi jogo para grandes destaques individuais mesmo.

Gosto destes jogos. Não é necessária grande nota artística nem números de circo. Temos uma tarefa a cumprir, e fazemo-la de forma eficaz e segura. Quem tiver assistido ao jogo viu que em nenhuma altura do mesmo a vitória do Benfica pareceu ser algo menos do que uma certeza. E é assim que se somam três pontos em cima de três pontos, e que no final se conseguem somar mais pontos do que todos os outros adversários. É esta competência que nos permite passar o ano confortavelmente instalados no topo.

CARTOON


A.VISEU - 1 FAMALIÇÃO - 1 - EMPATAS

Estádio do Fontelo, 21 de dezembro de 2016
20ª Jornada da Ledman LigaPro
Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)

Ac. Viseu: Rodolfo; Tomé (c), Bruno Miguel, Bura e Stephane; Capela, Bruno Loureiro e Carlos Eduardo; Luisinho (Tiago Borges, 69), Moses (Zé Paulo, 58) e Sandro Lima (Zé Pedro, 86). Treinador: Francisco Chaló.

Famalicão: Víctor Braga, Joel Monteiro, Vilaça, Nuno Diogo, Jorge Miguel, Fred Lopes, Mércio (Perre, 64), Diogo Cunha (Nailson, 80), Kisley (Mendes, 72), Feliz e Carlão. Treinador: Nandinho.


Golos: Bura 23 (1-0), Feliz 26 (1-1)
Foto retirada da página oficial do Famalicão no Facebook

Terminou hoje um dos piores anos civis da história centenária do Académico de Viseu. E terminou com um empate que mantém o clube abaixo da linha de água. O Académico volta a jogar a 7/8 de janeiro do próximo ano com a visita ao terreno do Cova da Piedade.

domingo, 18 de dezembro de 2016

ESTORIL - 0 BENFICA - 1 - SUADO

Complicado

Uma vitória sofrida num jogo que se foi tornando complicado pelo mau aproveitamento das ocasiões criadas, em particular na fase inicial do jogo. Depois aconteceu o cenário habitual em que se vê o final do jogo aproximar-se com uma margem mínima no marcador e a equipa que está em vantagem tem tendência para se encolher, enquanto que a outra começa a acreditar ser possível chegar ao empate. Muitas vezes acontecem dissabores nestas ocasiões, e ontem isto esteve perto de acontecer.


Com o Salvio no estaleiro, o Cervi regressou ao onze e o Rafa manteve a titularidade conquistada no encontro frente ao Sporting. O Benfica teve uma entrada muito forte no jogo, e nos minutos iniciais teve três ocasiões soberanas para inaugurar o marcador. Foi particularmente gritante a sequência de duas ocasiões, primeiro um grande remate do Jiménez ao qual o Moreira correspondeu com uma grande defesa para canto, e na sequência do mesmo um falhanço inacreditável do Luisão, que apareceu completamente sozinho junto à baliza e acabou por cabecear por cima. Continuámos sempre por cima na primeira parte - apenas um susto, numa situação em que o Estoril acertou no poste - mas o Estoril conseguiu reajustar-se, movendo uma marcação cerrada ao Pizzi, e nós mostrámos menor capacidade para criar situações de golo. Na segunda parte o Benfica continuou por cima no jogo, mantendo o Estoril remetido à sua área, e acabámos por chegar ao golo à passagem da hora de jogo, num penálti convertido pelo Jiménez. O penálti foi para mim mais do que evidente, após uma mão claríssima de um jogador do Estoril, que em carrinho tentou desarmar o Cervi - só mesmo num país pejado de antis raivosos é que se conseguiria questionar o acerto da decisão. Logo a seguir ao golo o Benfica tentou acalmar um pouco o ritmo de jogo, isto apesar de termos reforçado a presença na área com a entrada do Mitroglou para o lugar do Cervi. Mas a vinte minutos do final o Estoril pregou-nos um enorme susto, após um escorregão do Luisão (isto anda a acontecer demasiadas vezes ultimamente) e o empate só não aconteceu porque o Ederson fez uma enorme defesa quando tinha o adversário sozinho à sua frente. 


O Benfica pareceu assustar-se com este lance e o Estoril começou a ser mais perigosos. No ataque, o Pizzi conseguiu uma sequência atroz de maus passes e bolas perdidas, que o Estoril aproveitava quase sempre para sair rapidamente no contra-ataque. Mais uma escorregadela do Luisão voltou a dar uma situação de perigo para o Estoril, desta vez salva pela intervenção do André Almeida. E logo a seguir, o Ederson teve que se mostrar atento a mais um remate perigoso, de fora da área. O Benfica só voltou a estabilizar um pouco mais o seu jogo quando a dez minutos do final Assistimos ao regresso do Jonas. Apesar da longa ausência, foi evidente que o Benfica continua a ser uma equipa completamente com a presença dele em campo, devido à inteligência e classe com que joga. E o regresso do Jonas esteve muito perto de ser perfeito, pois em dois cabeceamentos esteve muito perto de marcar. O primeiro fez a bola passar a centímetros do poste, e segundo obrigou o Moreira a uma defesa apertada. Tivemos nova oportunidade para matar o jogo ao minuto noventa, quando o Moreira evitou no limite que a bola chegasse aos pés do Mitroglou e depois, com o Moreira ainda no chão, o Pizzi fez a recarga directamente para as mãos dele. E como um resultado tão magro é sempre perigosíssimo, apanhámos um enorme susto já no período de descontos, quando na sequência de um canto e posterior desvio de cabeça na zona do primeiro poste (não pode acontecer...) vimos um adversário aparecer completamente sozinho ao segundo, mas felizmente um centésimo de segundo atrasado em relação ao lance, o que fez com que não conseguisse cabecear a bola na direcção da baliza.


Para mim o maior destaque do jogo é mesmo o regresso do Jonas à competição. Tudo o resto acabou por ficar mais ou menos ofuscado pela alegria que senti com isto, alegria que foi reforçada ao ver um efeito imediato da entrada dele no nosso jogo, mesmo depois de todo este tempo de ausência. Vou também elogiar o Ederson. Que ele é um enorme guarda-redes, isso já estamos fartos de saber. Mas ele é também um guarda-redes de equipa grande. Pode passar um jogo quase todo sem ter nada que fazer, e depois fazer uma enorme intervenção quando finalmente é chamado, como aconteceu neste jogo a vinte minutos do fim. Abrindo uma excepção, uma menção para um jogador do adversário. Tenho um respeito muito especial pelo Moreira, pelo seu benfiquismo e pelo percurso que tem no nosso clube, e fico satisfeito com o regresso dele à primeira liga. Neste jogo esteve a um nível muito bom, e confesso que já por várias vezes pensei que seria uma escolha perfeita para ocupar a vaga que eventualmente acabaremos por ter no plantel quando o Paulo Lopes terminar a carreira.

Já não há jogos fáceis, e os três pontos trazidos da Amoreira sabem-me tão bem quanto os três conquistados contra o Sporting na última jornada. E valem exactamente o mesmo, garantindo-nos desde já a passagem de ano no topo da tabela. Agora é começar já a trabalhar na recepção ao Rio Ave, para encerrarmos o ano, no que ao campeonato diz respeito, em beleza.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

REAL - O BENFICA - 3 - TAÇA

Tranquila

O apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal foi garantido com uma vitória tranquila contra o Real, que resistiu de forma honesta e empenhada aquilo que lhe foi possível mas acabou por não conseguir oferecer grande réplica e foi derrotado por uma margem de três golos. O prémio para o esforço do nosso adversário acabou por ser a saída para o intervalo com o resultado ainda em branco.


Apenas dois jogadores do onze que iniciou o jogo do passado domingo mantiveram a titularidade: Ederson e André Almeida, desta vez a jogar na direita. As nove novidades foram: Yuri Ribeiro (estreia oficial na equipa principal do Benfica), Lisandro, Jardel, Samaris, Danilo, Carrillo, Zivkovic, Cervi e Mitroglou. O nulo com que se chegou ao intervalo reflecte o pouco interesse que a primeira parte teve. O Real fechava-se todo atrás da bola, concentrando jogadores no corredor central, e depois tentava sair o mais rapidamente possível para o ataque através de lançamentos para os jogadores mais avançados. O Benfica revelava dificuldades para ultrapassar a floresta de adversários que se lhe opunha, muito por culpa de um ritmo talvez exageradamente lento que impunha ao jogo. Não me parece que a isso fosse alheio o facto do nosso meio campo ser constituído pelo Samaris e o Danilo, dois jogadores que não são especialmente rápidos a executar ou têm grande criatividade. O Cervi actuava preferencialmente nas costas do Mitroglou, e apesar de ser dos mais empenhados não conseguia render tanto como quando joga na ala. Para a segunda parte regressou o Gonçalo Guedes para ocupar essa posição, passando o Cervi para o seu lugar e o Zivkovic para a direita (o Carrillo já não voltou) e a diferença foi notória. O Benfica, sobretudo pelas acções do Gonçalo e do Cervi, imprimiu muito mais velocidade no jogo e o Real passou a sentir muito maiores dificuldades, potenciadas por um golo madrugador do Benfica. Canto marcado pelo Zivkovic e cabeceamento do Mitroglou ao primeiro poste. Depois continuámos a assistir a um domínio completo do Benfica no jogo, embora teimássemos em adiar a marcação do segundo golo, com demasiada parcimónia no remate - os nossos jogadores tentavam muitas vezes passar a um colega quando podiam rematar, ou demoravam demasiado tempo e depois o remate quando saía embatia num adversário. Só nos últimos minutos ampliámos finalmente a vantagem, numa altura em que em termos físicos os jogadores do Real já pagavam a factura do esforço de terem andado a correr atrás da bola a maior parte do jogo. O segundo golo surgiu num penálti marcado pelo Mitroglou, a castigar uma falta sobre o Gonçalo Guedes, e o terceiro pelo Jiménez (tinha entrado um pouco antes para o lugar do Cervi), num bom trabalho individual em que tirou um defesa da frente antes de rematar, depois de receber um passe do mesmo Gonçalo Guedes.

 
Os jogadores em maior destaque foram o Cervi e o Gonçalo Guedes, cuja entrada foi decisiva para desequilibrar por completo o jogo na segunda parte. Bom jogo também do Zivkovic e, sinceramente, creio que hoje ficou reforçada a ideia que cada vez menos se justifica que o Carrillo tenha tantas mais oportunidades do que o sérvio. Se eu embirro com o Carrillo não é por achar que ele é mau jogador. O meu problema é com a atitude dele. Ninguém joga tão mal como ele jogou hoje, frente a um adversário muito mais fraco, se não for por uma questão de mera vontade. Se é esta a vontade que ele tem de jogar futebol, então não merece um lugar entre os convocados. Foi bom ver o Jardel de regresso, e quanto ao estreante Yuri, cumpriu perfeitamente. Não complicou, tentou jogar de forma simples e apoiar o ataque sempre que possível, e ainda teve um corte providencial numa das raras ocasiões de perigo criadas pelo Real na segunda parte.

 
Confesso que hoje tinha alguma expectativa em ver alguns minutos do Jonas, mas já deu para perceber que é uma situação que tem que ser gerida com muito cuidado, sem apressar o que quer que seja. O mais importante é que mais uma etapa da Taça de Portugal foi ultrapassada. Agora tratemos de nos dedicar à perseguição do objectivo do tetra, que passará por trazermos os três pontos da Amoreira no próximo sábado.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

BENFICA - 2 SPORTING - 1 - IMPORTANTE

Confirmada

Uma vitória importante no caminho para o título, que tem como principal consequência sermos à décima terceira jornada líderes isolados e a única equipa que depende apenas de si própria para ser campeã. Foi uma vitória difícil e sofrida, perante um adversário que mesmo com dois golos de desvantagem nunca desistiu e deu tudo o que tinha, obrigando-nos a suar e a trabalhar bastante para garantir os três pontos. Mas um estádio como o nosso, com um público como o nosso, não podia merecer menos do que uma vitória esta noite. Quem lá tiver estado de certeza que percebe porque motivo temos que ir à Luz sempre que possível. Que ambiente incrível.


Não esperava que o nosso treinador fizesse qualquer alteração no onze que alinhou nos últimos jogos, mas acabou por haver uma mudança: na esquerda foi o Rafa quem apareceu a titular, relegando o Cervi para o banco. Do outro lado, o Sporting apresentou o onze esperado. Sobre a primeira parte, acho que há pouco a dizer. Em termos tácticos as equipas encaixaram quase perfeitamente uma na outra e mostraram demasiado respeito (ou receio) mútuo, pelo que o jogo, apesar de sempre muito disputado, sobretudo na zona do meio campo, teve raras ocasiões de muito perigo. Desde cedo que foi evidente que a estratégia do Sporting passava muito por anular sistematicamente logo à partida com faltas as tentativas de saída rápida do Benfica para o ataque (acho que só mesmo um critério de arbitragem muito largo é que me permite compreender que o William tenha conseguido acabar o jogo sem um amarelo sequer, e que o Marvin tenha estado perto de conseguir o mesmo feito) mas acabou por ser mesmo numa transição rápida para o ataque que conseguimos inaugurar o marcador. Boa condução da bola do Gonçalo Guedes pelo centro do terreno, aproveitando a oferta do William e soltando-a na altura certa para a corrida do Rafa na esquerda, saindo depois um passe de trivela para o lado oposto, onde o Salvio conseguiu já com alguma dificuldade finalizar de primeira. Num jogo com este figurino era de capital importância marcar primeiro, e esse passo estava dado. O jogo não mudou muito com o golo, no entanto, e continuou com o equilíbrio a ser a nota dominante. Um ou outro lance de parte a parte a levar a bola mais perto das balizas, sobretudo a partir de bolas paradas, mas nada de muito emocionante. Só mesmo a fechar a primeira parte é que houve uma clara ocasião de golo, para nós, e surgida perfeitamente por acaso: o Bryan Ruiz teve uma péssima intervenção ao cortar um mau passe do Pizzi e colocou a bola nos pés do Jiménez, deixando-o sozinho em frente ao Rui Patrício. Mas o guarda-redes do Sporting respondeu com uma grande defesa e evitou aquilo que seria um duro golpe para a sua equipa mesmo antes do descanso.


Praticamente desde o apito inicial para a segunda parte que se viu que tudo seria diferente. No primeiro lance, o Gonçalo Guedes quase conseguia aproveitar um atraso arriscado do Coates para o Patrício; na resposta o Campbell (tinha entrado ao intervalo para o lugar do Bruno César) fugiu pela esquerda da nossa defesa e passou atrasado para o Bas Dost rematar com estrondo ao poste. E outra vez na resposta, foi o Rafa quem se isolou pela esquerda da área do Sporting, mas falhou o passe para o Gonçalo Guedes, que estava sozinho no meio. A bola seguiu no entanto até à direita, onde o Nélson Semedo ganhou a linha de fundo após passe do Salvio e centrou para o mergulho de cabeça do Jiménez, que se antecipou ao João Pereira e fez a bola entrar bem junto da base do poste. Num jogo tão equilibrado até então, uma margem de dois golos fazia supor que seria muito difícil ao Sporting reentrar na discussão do resultado. Só que com praticamente metade de um jogo por disputar, houve tempo para muitas alterações tácticas que acabaram por mudar completamente o jogo. Na minha opinião, o ponto de partida foi a substituição forçada do Salvio (que já não estava muito bem desde a primeira parte, em que depois de um choque ficou amgoado no ombro). A opção tomada pelo nosso treinador surpreendeu-me, decidindo lançar o Danilo para o jogo e deslocando o Pizzi para a direita. Não me pareceu que a opção tenha resultado, pois a partir desse momento o Sporting ganhou o controlo do meio campo e consequentemente do jogo. O Danilo foi posicionar-se praticamente a par do Fejsa numa posição bastante recuada, passando a haver muito menos pressão sobre os médios do Sporting, que assim tinham mais tempo e espaço para ler o jogo e fazer a bola circular - quando havia pressão era apenas esporádica e porque o Jiménez recuava para fazer esse trabalho. Apesar de, em teoria, o jogador mais perigoso deles ser o Gelson, este foi sendo relativamente controlado pelo André Almeida e era pelo outro lado que aparecia o perigo, até porque entretanto o Campbell se tinha encostado a esse lado (depois da substituição do Bryan Ruiz pelo Alan homónimo) e o Nélson Semedo parecia ter pouco apoio nas tarefas defensivas. O Ruiz que entrou teve uma influência quase nula no jogo e mal se deu por ele, mas o Campbell na esquerda estava constantemente desacompanhado e causava muitos problemas. Durante o quarto de hora que se seguiu o Sporting mandou no jogo e devemos ao Ederson o facto de não terem reduzido mais cedo a diferença. O Benfica ainda voltou a mexer na equipa, trocando o Guedes pelo Cervi, mas com o argentino a ir encostar-se à direita e o Pizzi a passar para as costas do avançado, sem grandes resultados. E o que parecia inevitável acabou por acontecer mesmo: o Campbell surgiu mais uma vez pela esquerda e conseguiu fazer o centro para uma finalização de cabeça bastante fácil do Bas Dost, que estava completamente sozinho na pequena área, junto ao poste do lado oposto (enorme falha de marcação da nossa defesa, em particular do Lindelöf). 


Havia mais de vinte minutos para jogar, o jogo estava agora relançado e antevia-se uma pressão ainda maior do Sporting na procura do golo do empate, até porque alguns dos nossos jogadores pareciam estar nos limites físicos. Mas de forma algo surpreendente não foi isso que aconteceu. O Benfica entretanto trocou os alas, a equipa ganhou alguma consistência, conseguindo acalmar o ritmo do jogo, e sobretudo voltou a conseguir sair com bola para o ataque, coisa que durante o nosso pior período não tinha acontecido. Foi também importante para estabilizar a equipa o fantástico ambiente que o Estádio da Luz quase lotado conseguiu criar no apoio à nossa equipa. Mesmo nos períodos mais complicados o público nunca deixou de estar com a equipa e isso ajudou-nos, e muito. O sufoco que se poderia antecipar por parte do Sporting acabou por nunca acontecer, e honestamente não me recordo do nosso adversário ter conseguido criar mais nenhuma ocasião de perigo até ao final do jogo, isto apesar de ter continuado a ter mais bola. As situações mais perigosas junto da baliza até foram nossas, ambas pelo Rafa. Numa, depois de servido pelo Cervi, tentou o remate de primeira quando estava completamente à vontade e enviou a bola para a bancada. Na outra, libertou-se do Rúben Semedo, ultrapassou ainda o Rui Patrício junto à linha final, mas acabou por fazer mal o passe atrasado para o Cervi, que estava em posição privilegiada. O JJ ainda deu uma pequena ajuda quando, nos minutos finais, surpreendeu ao retirar o Bas Dost do campo para colocar o André - acho que a única explicação que encontro para essa substituição é alguma 'fezada' dele no brasileiro. Resumindo, acabou por nem ser particularmente complicado para o Benfica segurar a vitória durante o tempo que decorreu entre o golo do Sporting e o final do jogo.


Começo por destacar na nossa equipa o Ederson. A vitória começou por ele, já que esteve sempre muito seguro e defendeu o que havia para defender. Não havia nada que pudesse fazer no golo sofrido, mas a ele devemos o facto deste não ter aparecido mais cedo. Se isso tivesse acontecido de certeza que a nossa tarefa teria sido muito mais complicada. Outro dos destaques foi o Rafa, que foi sempre um dos nossos jogadores mais perigosos no ataque, com uma grande assistência para o primeiro golo. E se tivesse conseguido ser um pouco mais certeiro no último passe, poderia ter feito ainda melhor. A entrada do Cervi foi muito importante, sobretudo a partir do momento em que se fixou na esquerda. E já que falo na esquerda, uma menção para o André Almeida. Na posição de lateral esquerdo, a participação no processo ofensivo é praticamente inexistente (a diferença, no processo ofensivo, deste Benfica para aquele que pode contar com o Grimaldo é abissal, e até poder contar com o Eliseu já faria uma enorme diferença) mas em termos defensivos fez um jogo bastante bom. Se hoje o Gelson não teve a influência que lhe é mais habitual no jogo do Sporting, isso deve-se em boa parte à forma eficaz como o André Almeida conseguiu controlá-lo na maior parte do jogo. O Jiménez correu até à exaustão e fez por merecer o golo. Pena ter falhado aquela oferta do Bryan Ruiz.

Os três pontos estão ganhos, a liderança está confirmada e cimentada, a motivação aumentada e este jogo já é passado. Agora é altura de pensar já no Real, com quem iremos disputar o acesso à próxima eliminatória da taça, e a seguir no jogo contra o Estoril. Os três pontos desse jogo valem exactamente o mesmo destes três ganhos esta noite, e é essa a mentalidade que já nos levou à conquista do tricampeonato e que pode manter o sonho do tetra vivo.

P.S.- Enquanto saía do estádio dizia que o melhor era aproveitar a caminhada até casa enquanto o Sporting procurava pelos penáltis não assinalados que seriam necessários para ganhar o jogo. Claro que isso se confirmou mal cheguei a casa. Não é que seja necessário ter algum poder mediúnico para adivinhar estas coisas, porque sempre que o Sporting joga contra o Benfica só há dois cenários possíveis: ou é um 'banho de bola', se ganharem nem que seja por meio a zero com um golo marcado com as nádegas depois de uma rajada de vento ter desviado a bola de um pontapé de baliza; ou então, se não tiverem ganho, é uma 'roubalheira'. Têm o presidente da Liga que escolheram, têm o presidente dos árbitros que escolheram, têm até os árbitros de que gostam. Mas a conspiração universal contra o Sporting continua.

A.VISEU - 1 FAFE - 0 - VITÓRIA

Estreia vitoriosa do treinador Francisco Chaló

O Académico regressou às vitórias, no estádio do Fontelo, 104 dias depois. 
Na estreia do novo treinador, a equipa obteve 3 pontos importantíssimos numa fase complicada da temporada.


O mister Francisco Chaló fez algumas alterações na sua estreia no banco academista, com destaque para a inclusão a titular de Bruno Madeira, que ainda não tinha realizado qualquer minuto com o manto sagrado. 

Estádio do Fontelo, 10 de dezembro de 2016
18ª Jornada da Ledman LigaPro
Árbitro: Miguel Libório (Lisboa)

Ac. Viseu: Rodolfo; Tomé (c), Bura, Bruno Miguel e Stephane; Bruno Madeira, Capela e Zé Paulo; Carlos Eduardo (Zé Pedro, 87), Luisinho (Bruno Loureiro, 58) e Sandro Lima (Yuri, 75). Treinador: Francisco Chaló.

Fafe: Ricardo Fernandes; Vasco Cruz (João Nogueira, 81), Lytvyn, Xavi (Marquinhos, 62) e João Carneiro; André (Leandro Borges, 10), Landinho e Silvestre; Pedro Pereira, Marco André e Alan Junior. Treinador: Agostinho Bento.

Expulsão: Bruno Madeira 41


Golo: Luisinho 7 (1-0)

O jogo começou com um caudal ofensivo academista assinalável, surpreendendo a equipa do Fafe. E foi aos 7 min. que Luisinho ofereceu a vitória a todos os academistas, aproveitando frente a GR Ricardo Fernandes, para finalizar da melhor forma. 1-0, que deixava um bom tónico para a partida, e que só não foi ampliado por Bura pouco depois, porque a barra não deixou, numa execução de cabeça digna de registo. A partir do meio da primeira parte, o Fafe começou a criar perigo e a tomar conta da partida, sem contudo, criar ocasiões flagrantes de golo. A 5min do descanso, Bruno Madeira, na estreia, foi expulso por acumulação de amarelos, onde mais uma vez, se verificou a facilidade com que se expulsa jogadores do Académico. 


No 2ºtempo, a toada de jogo não se alterou, e perante um Fafe muito ofensivo, opôs-se um Académico guerreiro, com um espirito de entreajuda tremendo entre os setores. E só assim foi possível levar vencida esta difícil formação fafense.
O resultado não se iria alterar mais, e o Fontelo voltava a festejar 104 dias depois.
Três pontos importantes, muito importantes, que ainda não permitem o Académico sair da zona de descida, mas que motiva e que pode catapultar na recuperação que todos desejamos.

No próximo sábado, dia 17/12, temos a GALA do nosso clube, onde todos estão convidados aparecer. O próximo jogo é novamente no Fontelo, dia 21/12 (4ªf), frente ao Famalicão.
Parabéns equipa!! Força Académico!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

BENFICA - 1 NAPOLI - 2 - APURADOS

Só uma goleada em Kiev atenuou a derrota na Luz. Benfica faz história e consegue apurar-se pelo segundo ano consecutivo para os oitavos de final da Liga dos Campeões.
Raul Jiménez em ação pelo Benfica frente ao Nápoles
Foto: Francisco Leong
Raul Jiménez marcou o único golo do Benfica
Por Eduardo Santiago sapodesporto@sapo.pt
O Nápoles venceu esta terça-feira o Benfica por 2-1 em jogo a contar para a última jornada do Grupo B da Liga dos Campeões, mas a goleada do Dínamo de Kiev ao Besiktas por 6-0 garantiu o apuramento à equipa de Rui Vitória para os oitavos de final. Callejón abriu o marcador já no decorrer da segunda parte num jogo em que os 'encarnados' sentiram muitas dificuldades para travar a superioridade italiana. Mertens fez o 2-0 e Jiménez já perto do final reduziu para 2-1.
O treinador do Nápoles tinha avisado na antevisão do jogo que a sua equipa vinha a Lisboa para vencer e não não defraudou as expectativas. Com uma entrada muito pressionante, o Nápoles entrou na Luz com uma postura de domínio. O Benfica sentia algumas dificuldades para segurar os jogadores adversários no seu meio-campo defensivo, e durante largos períodos de jogo os jogadores napolitanos surgiam quase sempre em superioridade numérica na disputa de bola.
A jogar em casa, e perante uma entrada muito forte da equipa de Maurizio Sarri, a formação de Rui Vitória tentou assumir o jogo, mas com muitas dificuldades para segurar a posse de bola e partir para o ataque. Com muitos passes falhados, a equipa de Rui Vitória não conseguia encontrar caminhos alternativos para a baliza do Nápoles. Aos 20 minutos, o Nápoles conseguiu introduzir a bola no interior da baliza de Ederson, mas o árbitro anulou a jogada por fora de jogo do avançado napolitano Gabbiadini. Aos 21 minutos, Gonçalo Guedes teve uma oportunidade soberana para marcar golo, mas o avançado português não conseguiu dominar uma bola dentro da área do Nápoles e rematou ao lado da baliza de Pepe Reina. Aos 23 minutos, Jiménez numa boa iniciativa individual rematou com perigo para defesa apertada de Pep Reina, numa fase do jogo em que o Benfica tentou responder ao domínio dos visitantes.
Até ao final da primeira parte, o Benfica ainda viu Ederson negar o golo por diversas vezes ao Nápoles, mas a informação de que o Besiktas estava a perder por 3-0 contra o Dínamo de Kiev acalmou as bancadas e os próprios jogadores de Rui Vitória.
No segundo tempo, o domínio do Nápoles manteve-se, o que obrigou Rui Vitória a fazer alterações na equipa. Gabbiadini e Callejón continuavam a criar muitos lances de perigo junto à baliza de Ederson e o técnico do Benfica tirou Gonçalo Guedes aos 57 minutos para lançar no jogo Rafa Silva. Aos 58 minutos, Pizzi fez um excelente passe para o coração da área napolitana, mas Rafa e Jiménez atrapalharam-se mutuamente e o lance acabou por perder-se.
Quase na sequência do lance, o Nápoles abriu o marcador por intermédio de Callejón quando aos 60 minutos Mertens fez um passe a rasgar para o internacional espanhol que surgiu isolado frente a Ederson e com um toque subtil 'picou' o esférico por cima do guarda-redes brasileiro para o 1-0.
A perder por 1-0, Rui Vitória reagiu e lançou no jogo André Carrillo para o lugar de Cervi. O Nápoles continuou a dominar as operações a meio-campo e aos 79 minutos sentenciou praticamente a partida com o golo de Mertens depois de uma jogada individual de elevada qualidade por parte do belga, que depois de fintar Luisão rematou rasteiro para o interior da baliza de Ederson.
Já perto do final, o Benfica ainda reduziu para 2-1 por intermédio do avançado mexicano Raul Jiménez. Apesar do resultado, Nápoles e Benfica seguem para os oitavos de final da Liga dos Campeões uma vez que na Ucrânia, o Besiktas foi goleado pelo Dínamo de Kiev por estrondosos 6-0.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A.VISEU

OFICIAL | FRANCISCO CHALÓ É O NOVO TÉCNICO DO ACADÉMICO DE VISEU F.C.

É oficial, Francisco Chaló é o novo treinador do Académico de Viseu Futebol Clube. Francisco Chaló, é um técnico que tem uma larga experiência de I e II Liga e apresenta no seu currículo passagem por clubes como o Feirense, Naval, Penafiel e Sporting da Covilhã, equipa que orientou nas últimas quatro épocas desportivas. O novo técnico chega agora a Viseu acompanhado de uma nova equipa de trabalho contando com Miguel Martinho para ocupar a função de treinador adjunto e ainda com Márcio Rocha para desempenhar o cargo de preparador físico. Está ainda o clube apostado em encontrar uma solução para o técnico que se irá preocupar com os homens da baliza, prevendo-se que nas próximas horas, fique completa a equipa técnica com a entrada de um novo treinador de guarda-redes. A todos os elementos que irão compor este novo quadro técnico do Académico de Viseu Futebol Clube, deseja a direção academista votos dos maiores sucessos pessoais e desportivos.