terça-feira, 16 de setembro de 2014

BENFICA - 0 ZENIT . 2 - INGLÓRIO

Início trágico sem direito a prémio no fim

O Benfica estreou-se nesta edição da Liga dos Campeões com uma derrota caseira, por 0-2, diante do Zenit. André Villas-Boas voltou a festejar na Luz, com a ajuda de Hulk e Witsel.
Hulk marca pelo Zenit
Hulk marca pelo Zenit
Por João Paulo Godinho sapodesporto@sapo.pt
Uma noite para esquecer marcou o regresso do Benfica à Liga dos Campeões. Perante o Zenit de São Petersburgo, os encarnados caíram por 2-0, num jogo em que seguiram à risca a Lei de Murphy: tudo o que podia correr mal, correu mesmo mal. Foram dois golos sofridos, mas na verdade podiam ter sido mais.
Quase dois anos depois, o Benfica voltou a perder no Estádio da Luz para a Champions. Depois da façanha do Barcelona em 2012, esta noite foi a vez do Zenit brilhar, permitindo nova festa de André Villas-Boas no reduto encarnado. Para avivar as memórias da época de 2010/11, em que festejou o título pelo FC Porto na Luz, até Hulk marcou pelos russos.
Depois de uma goleada de mão cheia ao V. Setúbal, Jorge Jesus repetiu o onze na esperança de um desfecho semelhante. Porém, o desastre começou a escrever-se desde muito cedo. Os 20 minutos iniciais revelaram-se horríveis para o Benfica: muitas falhas, uma enorme apatia e total incapacidade para travar o Zenit.
Hulk demorou apenas cinco minutos a perceber isso, o tempo que o levou a fazer o 0-1, após excelente assistência de Shatov, com um passe a rasgar a defesa encarnada. O vice-campeão russo parecia um carrossel sobre o relvado da Luz e não tardou a elevar a vantagem. Aos 18’ Artur foi expulso por derrubar Danny fora da área e deixou os campeões nacionais a jogar com 10 elementos. O golpe fatal russo seria dado pouco depois. No canto nascido desse mesmo livre, Witsel cabeceou para o 0-2, com Paulo Lopes (que entrou para o lugar de Talisca) a defender já para lá da linha de golo. Tão simples para o Zenit, tão penoso para o Benfica.
A partir daí, o Zenit abrandou um pouco o seu ritmo e o Benfica tentou igualmente baixá-lo para se reajustar e entrar em fase de contenção de estragos. Com 0-2 e menos um jogador, o fim da história já estava escrito. Aliás, o jogo chegou ao intervalo com 10 remates da formação russa, dos quais cinco foram à baliza, enquanto os encarnados apenas acertaram um na baliza de Lodygin em sete tentativas.
No segundo tempo o Benfica surgiu transfigurado. Dando sequência à tardia recuperação antes do intervalo, os encarnados reapareceram mais aguerridos e dispostos a minorar os danos. Com Salvio e Enzo Pérez em bom plano, os encarnados cresceram e começaram a ameaçar a baliza russa. O extremo argentino até se pode queixar de uma grande penalidade que ficou por assinalar sobre si, aos 52’, mas o árbitro norueguês Svein Moen assim não o entendeu.
O Zenit não se intimidou e ainda chegou a atirar ao poste por Hulk, aos 61’. Porém, o segundo tempo era do Benfica, que pressionou em inferioridade numérica na esperança de ser feliz. Não o foi, mas conseguiu salvar a face perante os adeptos, que se despediram com aplausos e cânticos aos jogadores.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

V.SETUBAL - 0 BENFICA - 2 - BRILHANTE


Talisca afunda Bonfim

V. Setúbal-Benfica, 0-5 (crónica)
Finalmente, Talisca em todo o seu esplendor. No dia em que o Benfica confirmou a contratação de Jonas, foi o brasileiro que proporcionou uma vitória tranquila ao Benfica no Bonfim, com um «hat-trick» que deu maior solidez à vantagem arrancada com um grande golo de Salvio. Foi o jogo da estreia de Samaris que libertou Enzo Pérez para papéis mais adiantados e, sobretudo, da confirmação da adaptação do médio brasileiro a ponta de lança. Ainda houve tempo para estreia de Cristante e para mais um golo de Ola John que levou boa parte dos adeptos sadinos a abandonar o estádio.

Confira a FICHA DO JOGO

O Vitória até entrou bem no jogo, com Manú e Zequinha bem abertos nos flancos a colocar dificuldades à defesa de Jorge Jesus, particularmente pela direita, a explorar as subidas de Eliseu que viu um amarelo logo no primeiro lance da partida. Samaris, que começou a jogar bem à frente dos centrais, cedo teve de descair sobre o flanco, para tapar um buraco que o Vitória teimava em tornar evidente. A equipa sadina imprimia um ritmo forte, jogava em velocidade desde o primeiro apito de Capela, mas foi o Benfica que chegou ao golo, aos 9 minutos, depois de uma arrancada de Enzo que permitiu a Gaitán encontrar Salvio destacado na zona central. À entrada da área, o extremo argentino levantou a cabeça e atirou colocadíssimo para um grande golo. Estava aberto o caminho para a goleada, mas o Vitória não deu por isso e continuou a carregar, com lançamentos em profundidade para as alas.

Talisca falha duas vezes e marca outras tantas

Giovani, a surpresa que Domingos reservou para este jogo, ainda marcou, num lance anulado pela equipa de arbitragem e que deixou muitas dúvidas, mas a verdade é que o Vitória mostrava que podia voltar ao jogo, até porque o Benfica tinha dificuldades em conseguir profundidade. Tudo mudou nos últimos dez minutos da primeira parte, com Gaitán a assumir a batuta e a levar, finalmente, a equipa para a frente. Numa arrancada, o argentino ofereceu o segundo a Talisca que falhou por centímetros. O Benfica crescia a olhos vistos e logo a seguir, nova oportunidade flagrante desperdiçada pelo brasileiro, servido por Lima.

Dois golos falhados a que se seguiram outros dois marcados com pouco mais de cinco minutos de diferença. O primeiro oferecido por Advíncula que amorteceu mais uma bola cruzada por Gaitán. O brasileiro marcou e, de joelhos, agradeceu a Deus. Agora mandava o Benfica e uma falta dura de Miguel Lourenço à entrada da área permitiu a Talisca bisar, na marcação do consequente livre, surpreendendo ao atirar rasteiro, por baixo da barreira. O intervalo chegava, assim, com o Benfica numa posição mais do que confortável.

Mais Talisca e Lima continua em branco

Domingos não teve paciência e reagiu com duas alterações para o início da segunda parte, lançando Vinícius e Forbes de uma assentada, mas o Benfica já tinha acertado com as posições em campo e, mais importante, conseguiu entrar com a mesma dinâmica com que tinha terminado a primeira parte. Seguiu-se um festival de oportunidades, com Talisca a completar o «hat-trick», aos 54 minutos, numa recarga a um primeiro remate de Salvio. O Benfica atacava agora em ondas sucessivas com Lima, ávido, a tentar quebrar à força um jejum que já dura há onze jogos, desde 24 de abril. O brasileiro tentou marcar de todas as formas e feitios, mas a bola, algumas vezes de forma caprichosa, recusou-se a entrar sob as ordens de Lima, com destaque para um lançamento de Talisca que permitiu ao compatriota destacar-se na área para mais um remate cruzado ao lado.

O Vitória já não sabia o que fazer à vida. Cada vez que subia, abria portas para mais um ataque do Benfica. O quinto golo foi ensaiado vezes sem conta até que Ola John o confirmou, tendo apenas de encostar, bem servido por Lima. Pouco antes, Jesus tinha começado as poupanças para a Liga dos Campeões, abdicando primeiro de Gaitán e Eliseu, para lançar o holandês e André Almeida, e, pouco depois também prescindiu de Enzo para oferecer os primeiros minutos de Cristante. Até final, o Benfica teve novas oportunidades para marcar, com destaque para mais um de Lima, mais uma vez destacado diante de Lukas Raeder.

Jorge Jesus tinha dito, na antevisão do jogo, que o Benfica estava a jogar melhor do que no mesmo período de há um ano. Uma frase que ganhou força depois da goleada desta noite em que o Benfica, em apenas noventa minutos, marcou mais golos do que tinha marcado nas três primeiras rondas. Domingos Paciência, por seu lado, vai ter de refazer as suas ideias, depois de ter dito que o jogo desta noite era do «seu» campeonato. 

ATLÉTICO - 0 A.VISEU - 1 - IMPORTANTE

Atlético CP 0-1 Ac. Viseu FC

Jogo no Estádio da Tapadinha, em Lisboa.

Atlético-Ac. Viseu, 0-1.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores: 0-1, Clayton, 45+2 minutos.

Equipas:

Atlético: Igors Labuts, Pedro Almeida, Roberto Ribeiro, Tiago Duque (Dady, 59'), Leandro Albano, Ibrahim Kargbo, Thomas Agyiri, Quinaz (Jorge Gonçalves, 46'), Silas, Ouattara (Palacios, 70') e Bjorn.

Suplentes: Bernardo, Kiki, Vitor Almeida, Palacios, Jajá, Dady e Jorge Gonçalves.

Treinador: Rui Nascimento.

Ac. Viseu: Ivo Gonçalves, Tomé Mendes, Pedro Santos (Tiago Gonçalves, 35'), Eridson, Dalbert, Alphonse, Alex Porto, Tiago Almeida (Tiago Costa, 70'), Sandro Lima (João Coimbra, 85'), Tiago Borges e Clayton.

Suplentes: Ricardo Ribeiro, Tiago Gonçalves, Luisinho, Tiago Costa, João Coimbra, Paulo Roberto e João Carneiro.

Treinador: Alex Costa.

Árbitro: Luís Godinho (Évora).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Tiago Almeida (30'), Pedro Almeida (40') e Ibrahim Kargbo (81').

Assistência: cerca de 300 espectadores.

O Ac. Viseu somou esta sexta-feira a primeira vitória fora de casa, na 2.ª Liga, ao vencer no terreno do Atlético, por 1-0, graças ao tento solitário de Clayton, em jogo da sexta jornada.
O avançado brasileiro, ex-Chaves, apontou o único golo da partida, aos 45+2 minutos, permitindo que os viseenses alcançassem o segundo triunfo na prova e se instalassem, provisoriamente, na primeira metade da tabela. Por seu lado, o Atlético averbou o terceiro desaire, num jogo que valeu essencialmente pela primeira parte, já que a etapa complementar foi de tal forma sofrível, que deveria ser apagada dos registos da Tapadinha.

A formação lisboeta até deu os primeiros sinais de perigo, logo no arranque da partida, com Bjorn e Quinaz a visarem a baliza à guarda de Ivo Gonçalves, mas a resposta dos visitantes chegaria pouco depois, quando Tiago Borges e Sandro Lima falharam emendas à boca da baliza.

No entanto, na compensação da primeira parte, apareceu Clayton: primeiro com um remate a rasar o poste e, no minuto seguinte, a inaugurar o marcador, num excelente movimento individual, já dentro da área alcantarense. A desvantagem no marcador obrigava o Atlético a procurar de forma mais eficaz a igualdade, mas a verdade é que os lisboetas usaram e abusaram do jogo direto para os longilíneos Bjorn e Dady, chegando ao final do segundo tempo sem qualquer verdadeira oportunidade de golo criada.

O Ac. Viseu agradeceu a pouca clarividência do adversário e foi guardando a vantagem, que até poderia ter sido dilatada, à entrada para o último quarto de hora, num contra-ataque que só não deu golo porque Ibrahim Kargbo deu o corpo às balas viseenses.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A.VISEU - 2 TROFENSE - O - JUSTO



Campeonato Nacional da 2ª Liga
4ª Jornada, 7 de setembro de 2014 – Estádio do Fontelo - Viseu
Ac. Viseu - 2 ; Trofense - 0

Ivo na Baliza,
Tomé, Pedro Santos, Tiago Gonçalves, Dalbert
Alphonse, Alex Porto, João Coimbra; Tiago Borges;
Luisinho e Sandro Lima.
Entraram na 1ª parte:
Entraram na 2ª parte: Vinicius, Tiago Costa e P.Roberto para os lugares de Pedro Santos, Luisinho e Sandro Lima

Marcadores: Luisinho (1ª parte) e Sandro Lima (2ª parte)

Treinador: Alex Costa


1ª vitória do Campeonato – resultado justo!

Não foi ainda uma exibição de encher o olho, no entanto, quem viu este Académico há 15 dias no jogo com o Benfica (péssima 2ª parte do Académico, nesse jogo, mas arbitragem a condicionar logo aos 10 minutos) e quem viu esta equipa, hoje no Fontelo, e também, já no passado Domingo em Tondela, vê, claramente que algo mudou e mudou para melhor como só poderia acontecer, pois aquela 2ª parte do Benfica B-Académico deixou-me muito, mas mesmo muito mal-disposto. Bem, adiante, hoje o Académico entrou bem no jogo, Luisinho em boa forma criou várias jogadas de grande categoria pelo lado direito e adivinhava-se a qualquer altura o golo do Académico que viria a acontecer, por Luisinho, melhor em campo, num passe de Tiago Borges. A ganhar o Académico abrandou um pouco o ritmo, mas o Trofense mostrou pouca capacidade para criar perigo, no entanto no último lance da 1ª parte teve uma boa situação.

Na 2ª parte o Académico entra bem faz o 2-0 e depois adormeceu um pouco, poupou-se, também, para os próximos 2 jogos que são já muito seguidos e por isso há que compreender esta gestão de esforço, pois são 46 jornadas, mais taça de Portugal, onde queremos ir longe, se tivermos sorte no sorteio, Taça da Liga, viagens ao Algarve, aos Açores, à Madeira, etc. e por isso é preciso saber gerir o esforço e o desgaste e por essa mesma razão quem vem, vem para ajudar e não para tirar o lugar a ninguém, é assim que todos os jogadores do Académico têm de ver as coisas, há espaço e tempo para todos, por isso há que treinar bem, muito bem, receber bem quem chega e criar um grupo FORTE, UNIDO e AMIGO!

Hoje, finalmente um jogo em que acabámos com 11, não tivemos penalti contra, nem a favor, embora houvesse 2 lances que que se fossem contra nós, possivelmente o árbitro marcava, mas enfim, já sabemos como são as coisas, e há que dizer que na dúvida, o árbitro não deve marcar e por isso aceito a decisão de hoje, mas nos jogos anteriores em lances bem mais duvidosos, foi logo penálti contra o Académico.
Pode não querer significar muito, mas a verdade é que nos 1º jogo 11 contra 11 ganhámos sem a mínima dúvida. Nos jogos anteriores tal não aconteceu e por isso todos temos que aprender a lição e nunca, mas nunca dar ao árbitro a mínima possibilidade de expulsar um jogador nosso.

Em resumo vitória merecida, a 1ª de muitas, num jogo que foi bem disputado, mas não ainda com aquele futebol vistoso em todo o jogo que todos nós gostaríamos de ver, mas depois do que jogou Portugal contra a Albânia, até que é pecado pedir ao Académico jogue melhor do que aquilo que fez hoje, nesta fase da época, pois quando os supostos melhores jogadores de Portugal produzem tão pouco, nesta altura, então muito bem jogou o Académico.
Mas Alex Costa certamente irá continuar a trabalhar com a equipa no sentido de esta se apresentar mais tranquila em campo (Esta vitória vai ajudar nesse sentido) e com isso os bons resultados e as boas exibições serão a nota dominante no Fontelo e fora de portas.

Eu estou com esta Equipa, com estes Jogadores, com este Treinador e com esta Direção!

Peço a todos (Sócios, Adeptos, etc., etc.) que se lembrem que os nosso adversários estão fora e não na nossa casa, por isso há que APOIAR e APOIAR sempre a nossa EQUIPA.


Boa arbitragem, embora haja os tais 2 lances duvidosos na área do Trofense!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

BENFICA - 1 SPORTING - 1 - AZAR

Desperdício

Não vou perder muito tempo a escrever sobre este jogo: não me apetece, e o adversário não me merece atenção suficiente. Para mim foi um mau resultado: um empate com esta espécie de Estoril com esteróides são dois pontos deitados fora. Na pré-época disse várias vezes que para mim a perda do Oblak era a única que eu considerava irreparável. Hoje voltei a confirmar essa convicção, e sofremos as primeiras consequências disso. Tínhamos entrado bem no jogo, marcámos cedo numa bonita jogada finalizada pelo Gaitán, o jogo estava perfeitamente controlado, e depois aquele tipo que anda a fingir que é guarda-redes resolveu ressuscitar o adversário oferecendo-lhe um golo que literalmente caiu do céu, porque nada tinham feito para o justificar. É ridículo ver os nossos defesas a ficarem atrapalhados diversas vezes pelo simples facto de terem que evitar a todo o custo atrasar a bola ao guarda-redes.


A oferta do Artur não justifica tudo, pois bastaria que se tivesse aproveitado uma das várias oportunidades de golo construídas na segunda parte para vencer o jogo. Não o soubemos fazer (ao contrário do nosso guarda-redes, o deles fez o que lhe competia) e o Salvio fica muito mal na fotografia, pois desperdiçou duas oportunidades de golo feito: numa conseguiu permitir a defesa ao guarda-redes quando era só escolher onde queria colocar a bola, e na outra resolveu tentar o remate de ângulo quase impossível quando tinha o Lima completamente solto a seu lado, a dois metros da baliza. E até nos arriscámos a perder o jogo, pois quase no final o Artur teve a sua única contribuição positiva no jogo e evitou um golo que colocaria uma injustiça maior no resultado. Contas feitas e no final ficamos com um mau resultado frente a uma equipa inferior, que apesar da garganta toda e da chiadeira incessante é basicamente da mesma mediocridade que era o ano passado, reforçada com um dos jogadores mais burros que tenho memória de ver jogar. Não sei se o Julio César será solução para os problemas na baliza, mas o que eu sei é que a manutenção do Artur é insustentável. É visível que os próprios colegas de equipa não confiam nele, e neste momento até com o Thierry Graça à baliza eu me sentiria mais seguro.

CARTOON

TONDELA - 1 A. VISEU - 1 - NULO

CD Tondela 1-1 Ac. Viseu FC

Estádio João Cardoso, 31 de agosto de 2014
5ª Jornada da Liga 2
Árbitro: André Narciso (Setúbal)

Tondela: Rui Nereu, Edu Machado, Vítor Alves, Deyvison, Pedro Araújo, Fábio Pacheco (Carraça, int), Bruno Monteiro, Tiago Barros (Joel Silva, 66), André Carvalhas, Piojo (Luís Machado) e Tozé Marreco. Treinador: Carlos Pinto.

Ac. Viseu: Ivo Gonçalves; Tomé, Pedro Santos, Tiago Gonçalves e João Carneiro; Alphonse, Alex Porto e João Coimbra (Tiago Costa, 71); Tiago Almeida (João Ricardo, 78), Luisinho e Tiago Borges (Paulo Roberto, 82). Treinador: Alex Costa.

Expulsão: João Carneiro 86

Golos: Tiago Almeida 60 (0-1), Tozé Marreco 87 gp (1-1)

Um penalti de Tozé Marreco nos instantes finais permitiu este domingo ao Tondela empatar 1-1, em casa, com o Académico de Viseu, e negou ao rival a primeira vitória na Segunda Liga, com cinco jornadas disputadas. No primeiro quarto de hora deste "clássico" regional, a equipa da casa foi mais acutilante, mas em contra-ataque foi o Académico de Viseu que criou duas boas oportunidades para inaugurar o marcador.

Alex Porto e Luisinho protagonizaram dois lances aos 14 e 29 minutos respetivamente que podiam ter resultado em golo. Num jogo quezilento e com muitas paragens a equipa da casa equilibrou a partida antes do intervalo, pertencendo a Piojo uma soberana ocasião para bater o guarda-redes Ivo Gonçalves. Na segunda parte, Carlos Pinto agitou o meio-campo e a frente de ataque com as entradas do estreante Carraça, para o lugar de Fábio Pacheco e Luís Machado para o lugar de Piojo. Tozé Marreco isolado teve o golo nos pés, aos 48 minutos, mas a responsabilidade pesou na hora de desfeitear Ivo Gonçalves. Depois de algum ascendente do Tondela no início da etapa complementar, acabou por ser o Académico de Viseu a marcar por Tiago Almeida graças a uma fífia defensiva com guarda-redes Rui Nereu incluído, contribuindo assim o último reduto tondelense para o golo dos visitantes.

O Tondela abanou mas ressurgiu em força nos últimos minutos com o central Deyvison a ponta de lança. André Carvalhas foi travado em falta dentro da área por João Carneiro a quatro minutos do fim. O árbitro não teve dúvidas em assinalar o castigo máximo convertido por Tozé Marreco. O empate estava feito, mas no segundo minuto de compensação o ponta lança acabou por falhar de forma clamorosa o golo que poderia dar vitória à sua equipa. O empate mantém ambas as equipas bem perto do fundo da tabela, o Tondela em 17.º e o Académico no 23.º e penúltimo posto.

domingo, 24 de agosto de 2014

BOAVISTA .- 0 BENFICA - 1 - JUSTO

Boavista-Benfica, 0-1 (crónica)
Nem um vislumbre de nota artística. O Benfica pisou o sintético no regresso do Estádio do Bessa ao mapa da Liga e regressou a casa com três pontos suados (0-1).

Os adeptos esperariam um jogo de xadrez e saiu-lhes um braço de ferro, uma ausência total de boas ideias compensada com músculo e um pontapé violento de Eliseu a caminho do intervalo. O Boavista, sem argumentos para mais, manteve a incerteza até ao fim.

Demasiados peões no tabuleiro de Jorge Jesus, um tabuleiro sem Enzo Pérez e instável até ao último dia do mercado de transferências. Samaris assistiu ao encontro e Fejsa recupera de lesão. Peças essenciais para um setor em crise, agora privado de Ruben Amorim (mais um lamentável problema físico).

Talisca demonstrou mais uma vez que é um corpo estranho – e perigoso – a jogar na posição 8. Passes errados, tentativas de saída de bola com o pé em zonas desaconselháveis, pouca capacidade para discutir lances com o corpo. Ali não.

O Benfica não conseguiu aliás garantir supremacia pelo corredor central. Franco Jara fica-se pela entrega, Lima habituou-se a sair da zona e nem sempre volta. Sobra o pulmão de Salvio pela direita e a tremenda inteligência de Gaitán. Os encarnados subiram de produção quando Jorge Jesus (já na bancada) fez entrar Ola John e desviou Nico Gaitán para o centro. Lógico.

Coração, meia bola e força

Até então foi um verdadeiro braço de ferro, uma coisa relativamente feia de se ver. O Boavista, à imagem do treinador Petit, aplicou os parcos recursos numa série de peões sem talento considerável mas com enorme capacidade de sacrifício. Agigantaram-se, aliás, e não fizeram mais porque simplesmente não sabiam como.

Bobô, bom avançado nos escalões inferiores, não teria grande probabilidade de sucesso perante uma dupla rotinada como Luisão e Jardel. Porém, o Benfica errava, deixava-se levar pela apatia, pela aparente crise de identidade.

Os primeiros quinze minutos foram de meia bola e força. O Boavista será assim mesmo e o adepto axadrezado perceberá. Está de volta à Liga, essa é a grande notícia, mas tem um plantel modesto para o seu historial, a precisar de rotinas e – seria o ideal – um pouco mais de qualidade. Mas o coração bate, sem parar, e a equipa torna-se encantadora pela sua abnegação.

Chega o final de encontro e fica a dúvida: o Benfica mereceu vencer? Fez por isso, criando duas belas oportunidades na primeira parte. Um remate de Eliseu, anunciando o que aí vinha, e um desvio de Gaitán na área. Destaque para este lance, o único em zona de finalização. Nessa altura, Monllor respondeu a grande nível.

O golo chegaria ao minuto 44 (já sem Ruben Amorim em campo, substituído por lesão). Bola afastada pela defesa do Boavista, toque para o lado e Eliseu a encher o pé. Remate violento, cruzado, que o guardião contrário não conseguiu desviar.

Jesus a perder a calma

Suficiente para tranquilizar Jorge Jesus? Longe disso. Ao intervalo, o técnico foi para o túnel mas ficou à espera de Marco Ferreira e travou-se de razões com o árbitro. Lamentável. Naturalmente expulso. A arbitragem foi fraquíssima, é um facto, mas nada que justifique o comportamento de Jesus na semana que antecede o dérbi.

Com o treinador do Benfica na bancada, o Boavista regressou para a segunda parte com outra atitude, procurando criar perigo em lances corridos. Não é claramente a sua especialidade, mas o tempo passava e os axadrezados iam carregando, perante um adversário estranhamente desconexo.

A equipa de Petit chegou a balançar – por duas vezes – as redes à guarda de Artur. Remate de Brito, com o jogo já interrompido, e mais tarde Pouga em fora-de-jogo. Pelo meio, Bobô expulso por acumulação de amarelos, ao desviar a bola com o braço na área contrária. Não dava para mais.

Axadrezados satisfeitos com a resposta e avaliação positiva para elementos como Monllor, Anderson Correia, Tengarrinha ou Beckeles. O Benfica volta a Lisboa com os três pontos, conquistados num terreno difícil. Duelo para homens de barba rija mas sem ponta de nota artística. Um braço de ferro, pois. Pouca arte para o xadrez.

BENFICA B - 4 A.VISEU - 0 - MAU DEMAIS

SL Benfica B 4-0 Ac. Viseu FC

Caixa Futebol Campus, 23 de agosto de 2014
3ª Jornada da Liga 2
Árbitro: Tiago Martins (Lisboa)

Benfica B: Bruno Varela, Nélson Semedo, Marcos Valente (Fábio Cardoso, 62), Lindelof, Pedro Rebocho, Rúben Pinto, João Amorim (Romário Baldé, 74), João Teixeira, Gonçalo Guedes, Hélder Costa e Rui Fonte (Lolo, 55). Treinador: Hélder Cristovão.

Ac. Viseu: Ivo Gonçalves; Tomé, Pedro Santos, Tiago Gonçalves (c) e Dalbert; Alphonse, João Ricardo (Vinicius, 85), Tiago Costa e Luisinho (Marcel, int); Tiago Borges e Sandro Lima (Filipe Nascimento, int). Treinador: Alex Costa.

Expulsão: Dalbert 15

Golos: João Amorim 13 (1-0), Rui Fonte 17 gp (2-0), Rui Fonte 25 (3-0), Rúben Pinto 77 (4-0)

Não se antevia nada fácil, a visita ao terreno do Benfica B, e tudo piorou quando os encarnados abriram o activo logo nos minutos iniciais para, de imediato, fazerem o 2-0, de grande penalidade, com o Académico a ver-se reduzido a dez elementos - Dalbert foi expulso pela segunda vez neste campeonato, a terceira expulsão academista em 3 jogos.

Aí o jogo acabou, tal como o treinador academista disse em entrevista à Benfica TV, e a partir desse momento o Académico tentou apenas limitar os danos, danos que se elevaram até ao 4-0 final.

Destaque no onze inicial para as saídas de João Carneiro para a entrada de Dalbert, e a estreia a titular de Tomé - um regresso que se saúda - bem como a estreia absoluta de João Ricardo com a camisola academista. Na parte final Vinícius também se estreou, entrando para o lugar de João Ricardo.

Próximo jogo no dia 31 de agosto, tendo por adversário o Tondela, com o Académico a correr o sério risco de entrar no João Cardoso com a lanterna vermelha nas mãos, até porque o jogo de quarta feira foi adiado.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A.VISEU - 1 FREAMUNDE - 2 - DESASTRE

ACADÉMICO DE VISEU 1 - 2 FREAMUNDE | A ESTRANHA COINCIDÊNCIA DOS 10

Ficha do jogo – Académico de Viseu 1 – 2 Freamunde

2ª Liga – 2ª Jornada
Data – 17 de agosto de 2014
Estádio – Estádio Municipal do Fontelo (Viseu)
Arbitro – Pedro Proença (A.F. Lisboa)
Auxiliares – Tiago Trigo e André Santos
Ao intervalo – 1 - 1
Resultado final – 1 - 2

Golos: Sandro Lima ( 42´) ( Académico de Viseu )
Pedrinho ( 3´) Rui Raínho ( 65´) ( Freamunde )


Ac. Viseu 1
Ivo Gonçalves, Tiago Costa ( Paulo Roberto 67´), Tiago Gonçalves (cap), Pedro Santos e João Carneiro (Ricardo Ferreira, 60'), Alphonse, Alex Porto, João Coimbra ( Marcel Ribeiro 60´) e Luisinho, Tiago Borges e Sandro Lima.

Suplentes: Nuno Oliveira, Vinicius, Filipe Nascimento, João Ricardo, Ricardo Ferreira, Marcel Ribeiro e Paulo Roberto.

Treinador: Alex Costa.


Freamunde 2
Marco, Edson (Lio, 76'), Monteiro, Luís Pedro e Huginho, Barbosa, Pedrinho, Jô, Robson (Toni, 26'), Allan (Rainho, 60') e Fausto Lourenço.

Suplentes: Jorge Batista, Rui Rainho, Lio, Tiago Cintra, Rocha, Tiago Leão e Toni.

Treinador: Filipe Rocha. 

BENFICA - 2 P. FERREIRA - 0 - COMEÇOU

Início

Interrompemos finalmente o péssimo hábito, que já se vinha acumulando há nove épocas consecutivas, de não vencer na estreia no campeonato. Mas as coisas até poderiam ter sido bem mais complicadas, não fosse o Artur ter mais uma vez vestido o fato de herói para defender um penálti na fase inicial do jogo.


Entrámos em campo, sem surpresa, com o mesmo onze da Supertaça, onde o Talisca é quem tem a função de apoiar mais directamente o avançado. Não foi uma má entrada no jogo, pois cumprimos com a obrigação de entrar ao ataque e a tentar pressionar o adversário, mas a velocidade imprimida foi pouca e não criámos qualquer ocasião de golo durante os minutos iniciais. Quando o Paços respondeu e subiu até à nossa área, praticamente na primeira vez que lá chegou beneficiou de um penálti cometido de forma algo infantil pelo Eliseu - não sei se a famosa 'intensidade' terá sido suficiente para derrubar o adversário, mas a verdade é que ele lhe colocou as mãos nas costas e portanto a falta era o cenário mais provável. O árbitro era o Cosme Machado (que já tinha mostrado com o que se poderia contar ao amarelar o Enzo na primeira falta que fez, a meio campo) e portanto o desfecho foi previsível: penálti contra o Benfica. Mas o Artur adivinhou o lado e com uma boa defesa junto ao relvado evitou o golo. Este lance terá assustado o Benfica e motivado o Paços, que durante os minutos que se seguiram teve a sua melhor fase em todo o jogo, superiorizando-se ao Benfica no domínio da partida. No entanto, esta melhor fase do Paços, que durou cerca de um quarto de hora, terminou de forma abrupta com o golo do Benfica. No espaço de um minuto, primeiro ameaçámos numa boa jogada que terminou num remate do Lima a passar muito perto do alvo, após centro do Maxi, e logo a seguir marcámos mesmo, numa bonita tabela entre o mesmo Maxi e o Gaitán, que deixou o uruguaio isolado para finalizar de pé esquerdo com aparente facilidade. Com o golo veio um fase de equilíbrio no jogo e até mesmo de alguma monotonia, já que nenhuma das equipas foi capaz de criar qualquer ocasião de golo ou sequer construir uma jogada digna de realce. O único safanão na monotonia foi uma iniciativa individual do Gaitán, concluída com um remate torto quando tentou colocar a bola sobre o guarda-redes. Ainda antes do intervalo fomos obrigados a trocar o Enzo pelo Jara, o que significou o recuo do Talisca para uma posição mais central no meio campo.


A segunda parte iniciou-se mantendo a mesma toada de algum equilíbrio, embora fosse apenas o Benfica a conseguir aproximar-se da baliza adversária - o Paços apostava sobretudo em bolas longas para tentar tirar partido do físico do Cícero na frente, mas sem qualquer resultado prático. Com o decorrer do tempo o Benfica foi crescendo aos poucos no ataque e depois de algumas ameaças chegou mesmo ao golo que praticamente confirmava a vitória, quando faltavam pouco mais de vinte minutos para o final. Foi uma jogada argentina, em que o Jara ganhou a bola na esquerda, soltou-a para a corrida do Gaitán, e depois o pé esquerdo do nosso criativo enviou a bola teleguiada para a entrada do Salvio, de cabeça, do lado oposto, fazendo a bola entrar junto à base do poste. Uma jogada bonita e uma finalização muito boa. Este segundo golo confirmava a superioridade do Benfica no jogo e deixou o Paços praticamente entregue ao seu destino, já que continuou a ser incapaz de criar qualquer ocasião de golo - apenas em remates de longe, na marcação de livres pelo Sérgio Oliveira, conseguia tentar alvejar a nossa baliza. Até final ficou a ideia de que com um pouco mais de acerto e calma na altura da decisão até poderíamos ter marcado mais um golo, já que o Paços, na tentiva pouco eficaz de pressionar no ataque, ficou mais desorganizado atrás e passou a conceder mais espaços para explorarmos o contra-ataque. Mas creio que isso seria um castigo demasiado pesado para este Paços, que me pareceu uma equipa bem organizada durante uma boa parte do jogo. Mantenho uma boa opinião sobre o Paulo Fonseca como treinador, e duvido que o Paços passe pelas mesmas aflições que passou a época passada.


Para mim o homem do jogo foi o Gaitán. É dele que espero os rasgos de criatividade e as acelerações que decidem jogos. Quando a bola lhe chega aos pés antecipo sempre algo especial, e ele correspondeu com as assistências para os dois golos do jogo. Gostei também das exibições do Maxi, Salvio e Amorim. Menção também para o Artur, que com ou sem confiança, com ou sem simpatia por parte dos adeptos, cumpriu quando foi chamado e foi novamente decisivo. O Talisca ainda não me convenceu. A qualidade existe, mas parece-me jogar ainda com um ritmo e intensidade desadequados para o nosso estilo de jogo, e muitas vezes parece até travá-lo. Posicionalmente, sentiu dificuldades quando foi obrigado a recuar no terreno após a saída do Enzo, e o 'raspanete' que levou do Luisão após um lance em que um adversário apareceu completamente sozinho a receber a bola numa zona que seria supostamente sua foi plenamente justificado. O Jardel será provavelmente uma aposta do nosso treinador para esta época, e se isso se confirmar espero que seja um pouco mais expedito a jogar simples quando a situação a isso obriga. Continuo a achar que em algumas situações arrisca demasiado ao tentar sair a jogar, e isso poderá vir a causar sérios dissabores.


Foi importante iniciar o campeonato com uma vitória, e assim permitir que se continue a trabalhar na formação e entrosamento de uma equipa para atacar os objectivos desta época sem estarmos sujeitos à enorme pressão negativa que outro resultado provocaria - o exemplo do que se passou depois dos maus resultados nos jogos de preparação é suficiente para ter uma ideia do que um mau resultado num jogo 'a sério' poderia causar. O jogo de hoje voltou também a mostrar (e não me parece que tenhamos grandes dúvidas sobre isso) que muitas das nossas probabilidades de sucesso passarão pelos pés de jogadores como o Luisão, Enzo (mesmo que hoje tenha estado apagado). Gaitán ou Salvio. Tendo em conta que nesta altura se continua a falar com alguma insistência nas saídas de três destes jogadores, acho que só mesmo quando chegar o dia 1 de Setembro é que poderei ficar mais descansado (ou não).

terça-feira, 12 de agosto de 2014

CHAVES - 1 A. VISEU - 1 - PROMETEDOR INICIO

GD Chaves 1 x 1 Ac.Viseu FC

Pra lá do Marão, um empate - prometedor - na estreia do Beirão!
O Académico estreou-se com um empate entusiasmante no terreno dos “valentes transmontanos”, graças a um golo ao cair do pano, apontado por Tiago Borges, isto depois de estar bastante tempo a jogar com 10 jogadores, por expulsão de Dalbert.
Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, 9 de agosto de 2014
1ª Jornada da Segunda Liga
Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)

Chaves: Paulo Ribeiro; João Gois, Paulo Monteiro, Miguel Ãngelo e João Vicente; Ricardo Chaves (João Mário, 71), Bruno Magalhães e Patrão (Hugo Santos, 60); Luís Pinto (João Vieira, 85), Arnold e Luís Barry. Treinador: Norton de Matos.

Ac. Viseu: Ivo Gonçalves; Tiago Costa (João Coimbra, 89), Tiago Gonçalves, Pedro Santos e Dalbert; Alphonse, João Carneiro e Alex Porto (Paulo Roberto, 89); Luisinho, Tiago Borges e Sandro Lima (Marcel, 77). Treinador: Alex Costa.

Expulsão: Dalbert 65


Golos: João Vieira 87 (1-0), Tiago Borges 90+2 (1-1)



O Académico iniciou o jogo desinibido, forte na pressão e no controlo da bola, mas com dificuldade para chegar com perigo à baliza de Paulo Ribeiro. O Chaves, equilibrou a partida e ficou mais perigoso depois dos 25min de jogo. Perto do intervalo teve mesmo uma oportunidade soberana, após falta de Tiago Costa sobre João Vicente na área de rigor. Luís Pinto na conversão do castigo máximo acertou na base do poste do guardião academista Ivo Gonçalves. 0-0 ao intervalo.

Com o inicio do segundo tempo, os viseenses voltaram a estar mais perto da área flaviense, e Tiago Borges com um remate fantástico, obrigou mesmo o guardião da casa a fazer a defesa da tarde. Contudo, veio um contratempo para os comandados por Alex, que até estavam por cima na partida, após a expulsão de Dalbert, por acumulação de amarelos. A segunda falta que dá origem à expulsão, na nossa opinião, não parece sequer existir. O técnico transmontano coloca na partida João Mário e João Vieira e colhe os seus frutos, já que o golo do Desportivo de Chaves nasce num cruzamento do extremo flaviense J.Mário para a conclusão oportuna do avançado de J.Vieira. Golo extremamente festejado nas compostas bancadas do Estádio Municipal Engº Manuel Branco Teixeira, e já bem perto do final da partida. O treinador academista responde de imediato, lançando J.Coimbra e P.Roberto (antes já tinha entrado Marcel). E foi já no tempo de compensação, que Tiago Borges se isola e com mestria faz o golo do empate para gáudio dos adeptos academistas presentes nas bancadas.

Empate a uma bola, que premeia uma boa partida de futebol proporcionada por ambas as equipas. Um ponto moralizador para os academistas frente a um candidato assumido à subida. O segundo desafio da Liga2 é já no próximo domingo frente ao Freamunde e será necessário que o 12ªjogador esteja presente em massa no Fontelo para apoiar os nossos viriatos. Aparece!

SUPERTAÇA - VENCEDORES

Escassa

Não sei se já consegui acalmar suficientemente a irritação que senti a ver este jogo para estar a escrever muito sobre ele. Fica o mais importante, que foi a conquista da Supertaça, e a confirmação do Benfica como o actual detentor de todos os quatro principais troféus domésticos, facto inédito no futebol português.


A irritação que senti ao ver este jogo deve-se ao facto de achar que uma vitória nos penáltis foi demasiado escassa e injusta para a produção do Benfica no mesmo. Com os regressos de jogadores fulcrais como o Luisão e o Enzo, o Benfica foi bem diferente para melhor daquilo que tinha mostrado nos jogos da pré-época. Fiquei algo surpreendido com a aposta no Talisca para jogar nas costas do avançado, mas durante a primeira parte vimos o melhor Benfica desde que regressámos ao trabalho. O maior lamento foi mesmo a falta de eficácia na finalização, o que fez com que saíssemos para intervalo com um nulo no marcador incrivelmente lisonjeiro para o Rio Ave, cuja produção ofensiva foi praticamente nula e pode agradecer ao Artur o facto de ter conseguido criar alguma sensação de perigo por uma vez. A segunda parte foi mais do mesmo, com o Benfica sempre muito por cima no jogo (a posse de bola raramente se afastou muito dos 70%), embora a conseguirmos criar menos ocasiões flagrantes de golo. O discernimento também foi faltando, até porque o ritmo de jogo ainda não será naturalmente o melhor, mas mais uma vez fizemos mais do que o suficiente para merecermos conquistar o troféu no tempo regulamentar.


Durante o injusto prolongamento que fomos obrigados a disputar notou-se muito a progressiva falta de pernas dos nossos jogadores, que no entanto nunca deixaram de tentar chegar ao golo que evitasse a lotaria dos penáltis, tendo lutado até a exaustão. Mas quase quarenta remates feitos não foram suficientes para marcar um golo que fosse, quer por inspiração do guarda-redes e defesas do Rio Ave, quer por falta de pontaria ou inspiração dos nossos jogadores, a verdade é que o jogo se foi arrastando teimosamente para o o risco daquilo que seria uma injustiça tremenda, a exemplo do que aconteceu na final da Liga Europa. O Rio Ave, esse, parecia satisfeitíssimo com a perspectiva de levar o jogo para essa lotaria e tudo fez ao seu alcance para que isso acontecesse. E podia até ter tido um prémio mais injusto já muito perto do final, quando mais um disparate do Artur, no seguimento de um pontapé de canto, quase resultou em golo já que o Jardel, de forma atabalhoada, acabou por chutar a bola contra a barra da nossa baliza. Chegada a tal lotaria, o Artur, que tinha sido o pior jogador do Benfica durante o jogo, teve a oportunidade de se redimir e acabou por ser o herói, defendendo três penáltis.


Não é que fosse necessário qualquer tipo de esclarecimento, mas depois do jogo de hoje terá ficado bem claro o peso que o Enzo e o Gaitán têm no nosso jogo, e o enorme rombo nas nossas ambições para esta época que poderá significar a perda de qualquer um deles. O regresso do Luisão (e do Jardel) deu logo muito mais solidez à nossa defesa, que praticamente apenas nos deslizes do Artur passou por alguma situação mais complicada - gostei de ver o Eliseu jogar. Por falar no Artur (que, repito, foi o pior jogador do Benfica esta noite), espero que a proeza de ter defendido três penáltis sirva para lhe devolver a confiança de que parece andar tão em falta. Não sei se vamos conseguir contratar mais algum guarda-redes ou não, mas é importante termos o Artur a num bom nível, e o que ele mostrou nos últimos jogos tinha sido mau demais. Parece-me também que a necessidade de um avançado ficou clara, já que estivemos mal na finalização e em diversas alturas fiquei com a sensação de que houve falta de presença na área adversária.

Apesar de apenas ter ficado decidida na lotaria dos penáltis, a mais do que justa conquista da Supertaça pode ter sido muito importante no lançamento de uma época em que todos desejamos conseguir defender os títulos conquistados há poucos meses atrás. Independentemente da enorme superioridade do Benfica durante os cento e vinte minutos do jogo em Aveiro, não custa nada imaginar o vendaval de críticas que se abateriam sobre a equipa caso a vitória nos fugisse. Assim, ganhamos um pouco de fôlego para a semana que antecede o início da Liga (e seria muito bom contrariar a péssima tendência dos últimos anos, começando a competição com uma vitória), e os nossos jogadores recebem uma injecção de confiança para ajudar a esquecer a má imagem deixada nos jogos de preparação.

domingo, 3 de agosto de 2014

A.VISEU - TAÇA DA LIGA APURADO

Académico segue em frente na Taça da Liga

Lance em que Luisinho (Académico) se lesiona e acaba por ser substituido por Filipe Nascimento
Lance em que Luisinho (Académico) se lesiona e acaba por ser substituído por Filipe Nascimento

O Académico de Viseu empatou esta tarde (3 de agosto de 2014) com o Sporting da Covilhã (0-0), mas segue em frente na Taça da Liga.
Um resultado que valeu aos academistas a passagem à próxima fase da competição, algo que nunca haviam conseguido e que contou com a ajuda do resultado entre Portimonense e Freamunde (0-0).
Contudo, não foi uma partida fácil para os academistas, com os leõs da Serra a entrarem melhor no jogo, mas seria a equipa da casa, logo nos primeiros minutos, a causar algumas dificuldades à baliza defendida por Taborda. As equipas acabariam por ir para o intervalo empatadas, um resultado que espelhava o trabalho feito nos primeiros 45 minutos.
Na segunda parte o ritmo de jogo baixou e o perigo não chegou muitas vezes às duas balizas. Uma partida que foi, ao longo dos 90 minutos, muito disputada a meio campo e que não registou muitas oportunidades de golo.
No final do jogo os treinadores partilhavam a mesma opinião. Alex Costa, treinador dos viseenses, mostrava-se contente com a passagem à próxima fase, assim como Francisco Chaló, treinador do Covilhã.
Para Alex Costa “o objetivo foi alcançado”, apenas o resultado não foi satisfatório “porque o foco é vencer”. Já Francisco Chaló fez um balanço positivo a esta primeira fase da Taça da Liga, onde o Covilhã não sofreu nenhum golo. Quanto ao jogo, o técnico dos leõs da Serra, considerou ter sido “equilibrado” e Alex Costa sublinhou que apesar de o Académico não ter concretizado “criou oportunidades”.

Académico de Viseu – Covilhã, 0-0.
Ao intervalo: 0-0.
Equipas:
Académico de Viseu: Ivo Gonçalves, Tiago Costa, Tiago Gonçalves, Pedro Santos, Dalbert, João Coimbra (Marcel, 46), Alex Porto, Alphonse, Luisinho (Filipe Nascimento, 74), Tiago Borges, Paulo Roberto (Sandro Lima, 46). (Suplentes: Nuno Oliveira, João Ricardo, Ricardo Ferreira, Marcel, Filipe Nascimento, Sandro Lima, João Carneiro)
- Chaves: Taborda, Soares, Edgar, Diogo Coelho, Tiago Moreira, Djikine, Gilberto, Nana K, Erivelton (Yannick, 57), Adriano (Bilel, 67), Traquina (Traquina, 77). (Suplentes: Igor, Victor Massaia, Zé Tiago, Carlos Manuel, Tatui, Yannick, Bibel).