terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MAFRA - 0 A. VISEU - 0- VAMOS ACREDITAR

Mafra 0-0 Ac. Viseu


Um empate a zero foi o máximo que o Académico conseguiu fazer no terreno do Mafra, um dos candidatos à subida. O Académico até criou algumas oportunidades de perigo e podia mesmo ter saído de Mafra com os 3 pontos mas dado o que fizeram as duas formações é um resultado que se ajusta perfeitamente. O Ac. Viseu alinhou com: Augusto, Rúben Trigo, Tiago Jonas, Tiago Gonçalves, Marcelo Henrique, Álvaro, Calico, Fernando (Tomé), Marco Almeida (Hugo Seco), Rui Santos (Zé Bastos) e Guima. Algumas alterações no onze inicial em relação ao último jogo. Calico a regressar à equipa como trinco e Álvaro a avançar mais no terreno. António Borges decidiu deixar Hugo Seco no banco, desta vez, que até nem tinha feito um mau jogo contra o Operário.


O Académico entrou melhor na partida, tendo mais bola e aparecendo mais solto, contudo, com o passar do tempo, o Mafra começou a subir no terreno e acabou por se verificar um jogo mais equilibrado. Em evidência esteve Rui Santos, que tentou sempre levar a equipa para a frente, e Fernando Ferreira com dois bons remates. Ao intervalo o 0-0, era um resultado que se aceitava.

Na segunda parte, destaque para a entrada de Hugo Seco, que acrescentou algo mais ao lado direito do ataque academista. No segundo tempo, existiram mais oportunidades para cada lado.


Numa fase em que o Académico parecia começar a pegar novamente no jogo, o árbitro expulsa Rúben Trigo, por alegada agressão, isto aos 74 minutos. Destaque tambem para a lesão de Rui Santos, que depois de uma entrada muito dura de um adversário, teve de abandonar o jogo. Rui Santos não saiu bem tratado, precisando de ajuda para ser dirigido para o balneário. Esperemos que não tenha sido nada de muito grave.

Mesmo a jogar com 10 jogadores, o Académico não se escondeu e continuou à procura do golo, que até poderia ter acontecido, com uma bola na barra e um remate fraco de Zé Bastos mesmo a acabar a partida. O facto é que o Mafra poderia ter chegado também à vantagem, não fosse o poste a negar o golo.


Terminava o jogo com um empate a zero que se aceitava, e que acaba por não ser um mau resultado para o Académico, já que ganhou um ponto em casa de um dos candidatos à subida.

domingo, 6 de dezembro de 2009

BENFICA - 4 ACADÉMICA - 0 - BRILHANTE


Encarnados regressam às vitórias, às goleadas e ao topo da classificação.
O Benfica regressou às vitórias, às goleadas e ao topo da tabela, ainda que tenha a companhia do Sp. Braga (têm os mesmos pontos). Os encarnados derrotaram uma Académica (4-0), que ainda mostrou algum atrevimento na Luz, mas que não teve energias para cumprir a tradição de vencer no reduto encarnado, depois de ter conseguido fazê-lo nas últimas duas temporadas.

Jesus operou duas alterações no onze encarnado. Sidnei saiu para dar lugar ao recuperado Luisão. Ruben Amorim substituiu Javi García, que cumpre castigo. Aimar recuperou das queixas apresentadas, após o jogo com o BATE. Já Villas Boas decidiu não mexer na equipa que derrotou o V. Setúbal (3-0), embora a dupla de centrais tenha estado em dúvida.

Os encarnados marcaram logo aos seis minutos, com um bom passe de Saviola para a desmarcação de Cardozo. Frente a Rui Nereu, o paraguaio não desperdiçou. Um golo madrugador poderia fazer crer que, a partir daí, os visitantes se encolhessem, optando pelo contra-ataque. No entanto, esta equipa orientada por Villas Boas surpreendeu ao reagir ao golo sofrido atacando.

Parece uma estratégia óbvia, poderia dizer-se. Mas deixa de sê-lo se olharmos para o panorama do futebol nacional em que, muitas vezes, parece ser melhor trabalhar para um empate ou para não perder por muitos. A Académica não entrou por esse caminho, mostrando-se Briosa, em sentido literal.

Se em algumas partidas, Jorge Jesus podia queixar-se de defrontar «um autocarro» e não uma equipa, este domingo isso não aconteceu. A Académica jogou adiantada no terreno e de forma desinibida, conseguindo, em alguns momentos, encostar os anfitriões à sua baliza. É certo que não criou ocasiões claras de perigo, mas criou bons lances e mostrou atitude.

Atrevimento sai caro

Mas jogar assim tem custos. O primeiro golo do Benfica surgiu exactamente porque a defesa da Académica estava muito adiantada e não conseguiu recuperar a tempo de travar Cardozo. No entanto, mesmo a perder, os estudantes não desarmaram. Pelo menos até aos 25 minutos.

A chuva, que deteriorou o relvado, não deixou que houvesse «espectáculo». Mas ainda assim foi agradável ver que as duas equipas tentavam jogar futebol, ainda que os encarnados não estivessem a demonstrar a atitude a que habituaram os adeptos.

Aos 32 minutos chegou um grande golo de Saviola. O segundo tento encarnado nasceu de um passe de Maxi Pereira e de um belo chapéu do argentino a Nereu. O 2-0 até podia soar a injustiça, se lembrássemos que a Briosa dominou as acções durante largos minutos, mas a verdade é que o Benfica criou mais perigo, foi mais eficaz e teve um inspirado Saviola. O argentino teve uma grande noite - uma assistência, um golo e muito «futebol nos pés».

A vantagem de dois golos animou o conjunto anfitrião e «quebrou» os visitantes, que pareciam limitar-se a esperar pelo descanso do intervalo, para reorganizar ideias. O Benfica até podia ter feito o terceiro. Mas também podia ter sofrido um golo, depois de um mau atraso de David Luiz, aos 43 minutos.

Goleada, enguiço quebrado

Os primeiros cinco minutos da segunda parte mostraram duas equipas «conformadas» com o resultado. Mas nem tudo o que parece é e o 3-0 (Cardozo), aos 56 minutos, foi um ponto de viragem. O Benfica mostrou a segurança e coordenação de outros jogos. Já a Académica parecia não ter pernas para reagir à ofensiva encarnada.

Aos 69 minutos chegou o terceiro golo de Cardozo, o quarto do jogo. O livre foi marcado por Di María e o paraguaio finalizou de cabeça, desenhando-se mais uma goleada na Luz. Parece que os encarnados, que tinham marcado apenas um golo nos últimos três jogos da Liga, quebraram o enguiço.

Ainda não foi desta que a Académica venceu fora de portas, mas há que destacar o facto de os estudantes terem tentado jogar futebol e discutir o resultado. A estratégia não resultou, é certo. Mas a ideia é boa.

TÍTULOS - FLAMENGO VENCE BRASILEIRÃO




Flamengo chega ao sexto título nacional, igualando-se ao São Paulo


Rubro-negros comemoram o título no Maracanã A vitória sobre o Grêmio fez o campeão Flamengo empatar com o São Paulo como recordistas de títulos nacionais: seis para cada um. O clube rubro-negro já havia levantado o caneco em 1980, 1982, 1983, 1987 (junto com o Sport) e 1992. Os paulistas, que vinham de um tri (2006, 2007 e 2008), também ganharam em 1977, 1986 e 1991.

Na cabeça de Angelim, Flamengo encontra o alívio e conquista o hexa
Em jogo tenso, time rubro-negro vence Grêmio por 2 a 1 e acaba com jejum de 17 anos sem conquistar o Brasileiro

Os jogadores do Flamengo fazem a festa no MaracanãRonaldo Angelim costuma dizer que sua maior vaidade é assistir ao Flamengo vencer. Neste domingo, certamente está se sentindo vaidoso como nunca. E graças a uma cabeçada certeira dele. Com sofrimento e dificuldade até o fim, o Rubro-Negro venceu o Grêmio por 2 a 1, no Maracanã, e conquistou o Campeonato Brasileiro pela sexta vez.

Mas para acabar com o jejum de 17 anos sem conquista, o time e a torcida sofreram. Foram 90 minutos de agonia, sem jogar bem, mas que entraram para a história. Pressionado pela própria torcida para entregar e não ajudar o rival Inter, o Tricolor gaúcho entrou em campo com apenas três titulares. E não aliviou. Abriu o placar e tentou o empate até o fim.

Em tarde de Maracanã lotado, com quase 85 mil presentes, Adriano e Petkovic não brilharam. Nem a torcida. A aflição e a carência do título foram preponderantes para o estádio ficar calado, com os nervos à flor da pele, durante a maior parte do tempo. Euforia só nos gols de David e Ronaldo Angelim, que garantiram a conquista marcada pela reação de uma equipe que pulou da 14ª posição para a primeira. E o técnico Andrade, que assumiu como interino após a queda de Cuca na 14ª rodada antes de ser efetivado como comandante, foi o grande maestro deste feito. O Fla fechou o torneio com 67 pontos, dois a mais do que o vice Inter. O Tricolor gaúcho fecha o ano em oitavo, com 55.

Sem essa de entregar

A festa começou, curiosamente, com uma música “copiada” do principal concorrente ao título. No ritmo de “Brasília Amarela”, a torcida do Flamengo saudou a entrada do time em campo. A proximidade do título e o Maracanã superlotado levaram muitos torcedores às lágrimas. Mas, ao contrário do que diz a letra do cântico, a festa não começou.

Quando a bola rolou, o time e a torcida demoraram a acordar. Apesar de dizimado por desfalques e dos gritos de “entrega” vindos das arquibancadas do Fla, o Grêmio começou a partida ligado na tomada.

Aos dois minutos, Túlio, que textualmente afirmou “odiar” o Flamengo quando jogava no Botafogo, arriscou de fora da área e levou perigo ao gol de Bruno.

Estranhamente apático nos dez minutos iniciais, o time mandante só saiu do cerco gremista aos 12. Aírton fez lindo lançamento de trivela. Adriano ajeitou para a perna esquerda, mas foi bloqueado. A bola sobrou novamente no pé bom do atacante após cobrança de escanteio. Desta vez, a finalização saiu por cima do travessão.

Parecia o início da pressão rubro-negra. Mas não passou disso. A torcida continuou muda. E o Grêmio sentiu-se senhor da situação. Após cobrança de escanteio, aos 21, Roberson se antecipou à zaga na primeira trave e abriu o placar. Curiosamente, os poucos tricolores gaúchos presentes no Maracanã não comemoraram.

Aflição e ansiedade se confundiam entre os flamenguistas. Principalmente porque o Inter abriu o placar contra o Santo André. Pet cobrou escanteio da direita e, em uma bola quase perdida na área, Adriano dividiu com a zaga e, na sobra, David bateu de primeira no canto direito, aos 29 minutos. Mais do que o empate, saía o alívio momentâneo. A torcida, enfim, mostrou força.

Mas o time prosseguiu rateando. Zé Roberto, muito mal no jogo, perdeu chance clara aos 35. Já nos acréscimos, Adriano bateu falta lateral com força e Marcelo Grohe espalmou.

Ronaldo Angelim, o Magro de Aço, entra para a história

No intervalo, Andrade criticou a atuação do Flamengo e pediu mais iniciativa e dedicação.

- Parece que o Grêmio é que veio aqui disputar o título. Tem que ter atitude.

Os jogadores armaram uma corrente no meio-campo e a torcida despertou. Só que a primeira chance foi do Grêmio. Douglas Costa, aos dois minutos, quase acertou o ângulo esquerdo em cobrança de falta.

Aos três, Petkovic cobrou escanteio da direita, Adriano subiu sozinho na entrada da pequena área, cabeceou para o chão, mas mandou para fora. Em outra bola cabeceada, desta vez por Aírton, Marcelo Grohe voou e salvou o Grêmio, aos sete.

Léo Moura e Willians, ambos aos 11, estiveram perto de virar o placar. Àquela altura, o Grêmio só se defendia. E o Flamengo errava. Erros bobos, que evidenciaram a tensão permanente.

Andrade pôs Everton. Mas Pet continuou errando. Juan lançou Adriano aos 23. Era a chance de o Imperador fazer o gol do título. Olhou, tentou a cavadinha, mas Marcelo Grohe fez uma defesa espetacular.

Se os astros do time não colaboraram, coube novamente a um zagueiro salvar, aos 24 minutos. Petkovic bateu escanteio da esquerda, Ronaldo Angelim subiu no meio da área e testou no canto esquerdo: 2 a 1.

O gol não pôs fim ao jogo. Aos 32, Lucio cobrou falta de longe, a bola quicou e Bruno espalmou. Livre na pequena área, Maylson chutou para fora. Adriano recebeu ótima bola aos 40, mas se enrolou e Marcelo Grohe salvou.

O apito final seguido pela explosão de alegria no Maracanã só veio após três minutos de acréscimos e pressão gremista, com direito ao goleiro Bruno passeando pela área com a bola nos pés para fazer o tempo passar

Depois de Flamengo e São Paulo, os maiores vencedores - com quatro títulos - são Corinthians (1990, 1998, 1999 e 2005), Palmeiras (1972, 1973, 1993 e 1994) e Vasco (1974, 1989, 1997 e 2000).

O Inter foi campeão três vezes, em 1975, 1976 e 1979. Dois clubes levaram a melhor em duas edições: Santos (em 2002 e 2004) e Grêmio (em 1981 e 1996). Com um título na galeria de campeões, estão Atlético-MG (1971), Guarani (1978), Fluminense (1984), Coritiba (1985), Sport (1987, junto com o Flamengo), Bahia (1988), Botafogo (1995), Atlético-PR (2001) e Cruzeiro (2003).

sábado, 5 de dezembro de 2009

PORTUGAL


Sorteio do Mundial da África do Sul
A selecção nacional portuguesa conheceu, esta sexta-feira, os três adversários que encontrará na fase de grupos do Campeonato do Mundo que irá decorrer na África do Sul no próximo ano. Portugal estava colocado no pote 4 do sorteio que teve lugar no Centro de Convenções da Cidade do Cabo e vai jogar no Grupo G, contra as selecções de Brasil, Coreia do Norte e Costa do Marfim.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

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É muito jogo
Se uma mão de Henry afastou a Irlanda do mundial, uma mão d'O Jogo coloca-a na África do Sul. Agora fico baralhado, não sei se isto é uma notícia em primeira mão, ou não...

A.VISEU


Zé Bastos ainda acredita na subida

Diário de Viseu - O Académico não marcou golos nas últimas três jornadas, embora também não tenha sofrido mais do que um por jogo. A que se deve essa falta de concretização ?
Zé Bastos - Desde a entrada do 'mister' Borges, a nossa transição e o nosso método defensivo tem sido muito bom, com concentração máxima, mas no aspecto ofensivo ainda não conseguimos interiorizar as ideias do técnico como desejaríamos. Isso talvez explique a ausência de golos e o facto de sofrermos apenas um por jogo. De qualquer maneira, também temos tido alguma falta de sorte, pois criámos muitas ocasiões de marcar, mas a concretização não tem acontecido. Ao invés, os nossos adversários têm-se mostrado mais eficazes, já que conseguem uma ao longo dos 90 minutos e concretizam-na, em lances de bola parada e, nalguns casos, de faltas que não existiram.

DV - Nesta altura, o grupo ainda acredita na subida à Liga de Honra, ou pensa apenas na manutenção ?
ZB - "A subida, enquanto for matematicamente possível, nunca está fora dos nossos objectivos, mas não está fácil. Também sou dos primeiros a admitir mais e ainda acredito. O importante é trabalharmos para conseguir um dos lugares tranquilos da tabela que dão acesso à manutenção e, depois disso, logo se vê. A verdade é que ainda há muito campeonato para disputar e tudo pode acontecer. Ninguém duvida de que a equipa melhorou bastante, em termos de trabalho. O grupo tornou-se mais forte e quando os resultados apareceram, tudo vai ser mais fácil e podemos conseguir a meta que todos nós almejamos. Se continuarmos a trabalhar como temos vindo a fazer depois da entrada do 'mister' Borges, temos a certeza de que os resultados positivos vão surgir a qualquer momento.

DV - Como justifica a falta de resultados positivos ?
ZB - O novo treinador ainda está há pouco tempo e há que ter em conta que a reestruturação de qualquer equipa, as coisas demoraram a carrilar. Já evoluímos em termos de técnica e forma física e se formos inteligentes, o que não aconteceu no passado domingo, estamos convencidos de que podemos entrar no caminho das vitórias e subir na tabela classificativa. Acreditamos todos no trabalho do 'mister' e de todo o grupo para conseguir dar alegrias aos sócios, coisa que, infelizmente também para nós, não tem sucedido. O nosso objectivo é fazer o melhor pelo clube, pela cidade e região.

DV - Como compara os métodos de trabalho do anterior e o actual treinador ?
ZB - Os métodos de trabalho são completamente opostos. O anterior tinha uma concepção de futebol mais directo, enquanto que o actual tem como base um futebol de maior contenção, mais técnico e mais organizado, com a saída para o ataque em iniciativa assente na troca de bola entre os sectores da equipa. Esta é a minha opinião constatada no trabalho que temos vido a fazer, considerando que este método, depois de assimilado na sua totalidade, dará os seus frutos.

DV - Sabemos que foi pai de uma menina há poucos dias. Como se sente? Vai motivá-lo ainda mais no futebol ?
ZB - O primeiro golo que marcar, espero que seja já em Mafra, será para dedicar à minha filha. O seu nascimento foi das melhores coisas que me aconteceu na vida, pois sinto que ela significa para mim e fico mais incentivado para trabalhar, para que ela, mais tarde, venha a orgulhar-se de mim. Não há dúvida que estou muito motivado com o nascimento dela e isso vai reflectir-se no meu rendimento.


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

BATE BORISOV -1 BENFICA - 2 - CORRECTO



Benfica ganha ao Bate (2-1) e vence grupo I

Um golo de Saviola, no arranque da segunda parte, desbloqueou a apatia do Benfica e permitiu às águias garantirem o primeiro lugar no grupo I da Liga Europa. O Benfica já está nos 16-avos de final da competição.

Com Pablo Aimar e Di Maria no banco de suplentes – Jesus optou por dar descanso a dois dos principais municiadores do ataque encarnado – o Benfica entrou para a partida com alguma dinâmica, mas cedo se deixou adormecer.

Durante a primeira parte, a melhor ocasião para os encarnados pertenceu a Cardozo que, isolado, não fez melhor do que um remate frouxo para defesa fácil de Veremko.

A melhor oportunidade do primeiro tempo acabou, no entanto, por pertencer ao Bate Borisov. Foi num livre directo que Krivets rematou a bola ao poste da baliza de Júlio César. Um sinal de perigo que acabou por dar origem à transformação benfiquista.

Ao intervalo, Jesus afinou alguns pormenores, e obrigou os seus jogadores a aumentarem a pressão e o ritmo de jogo. Os resultados surgiram mesmo antes de serem visíveis os resultados das alterações.

Foi logo na primeira jogada da segunda-parte que Saviola conseguiu introduzir a bola na baliza de Veremko, depois de boa jogada que envolveu Fábio Coentrão e Felipe Menezes.

Aos 62 minutos, Fábio Coentrão ampliou a vantagem com um bom remate de pé-esquerdo, após combinação com Saviola.

Já em 4-3-3, em vez do 4-5-1 com que iniciou a partida, o Bate marcou aos 68 numa infelicidade de Miguel Vítor. Num lance aparentemente inofensivo, um avançado do Bate toca a bola para o lado e esta bate em Miguel Vítor e muda de direcção, parando apenas no fundo da baliza.

Com Pablo Aimar em campo, o Benfica tornou-se mais perigoso e apesar da busca incessante dos bielorrussos, acabou por ser o número 10 argentino a ter uma excelente oportunidade para marcar.

Com esta vitória o Benfica garante a vitória no grupo, uma vez que ganhou os dois jogos ao Everton, que é a única equipa que ainda pode igualar os 12 pontos das águias.

Desta forma, as águias evitam jogar nos 16-avos de final com as equipas que baixam da Liga dos Campeões.


BATE BORISOV – Veremko; Yurevich, Radkov, Sosnovski e Bordachov; Volodko, Likhtarovic, Pavlov, Krivets e Nekhaychik; Rodionov.

Suplentes: Gutor, Bulyga, Alumona, Skavysh, Baga, Rzhevski, Goaryan

BENFICA – Júlio César; Maxi Pereira, Miguel Vítor, David Luiz, César Peixoto; Ramires, Javi Garcia, Felipe Menezes e Fábio Coentrão; Saviola e Óscar Cardozo.

Suplentes: Moreira, Roderick, Ruben Amorim, Aimar, Weldon, Di Maria e Nuno Gomes

Golo: Miguel Vitor (68, p.b.); Saviola (46), Fábio Coentrão (62) 19:53 - 02-12-2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

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LE DIVIN MESSI
L'Argentin Lionel Messi, 22 ans, a été sacré Ballon d'Or 2009. Retour sur quelques dates clés de sa saison où il a notamment signé avec Barcelone un triplé inédit : Coupe du Roi-Liga-Ligue des champions.

TÍTULOS - MESSI BALLLON D'OR 2009


Bola de Ouro: Messi sucede a Ronaldo
Estrela argentina ganha com recorde de pontos

Messi conquistou a Bola de Ouro 2009, sucedendo a Cristiano Ronaldo. Nunca na história do prémio da France Football, o vencedor ganhou com 240 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, no caso o internacional português.
Quase unanimemente, os 96 membros votaram na estrela argentina, que arrecadou 473 votos em 480 possíveis.
«Nunca esperei ganhar por tanto»
A penosa qualificação da Argentina para o Mundial 2010 chegou a ensombrar a eleição de Messi, mas o júri optou por reconhecer o papel decisivo do jogador do Barcelona, ao serviço do qual conquistou a Liga dos Campeões, tendo sido o melhor marcador com nove golos, a Liga espanhola e a Taça do Rei.
«É uma grande honra ser eleito Bola de Ouro, mais ainda por ser o primeiro argentino a receber esta distinção», assumiu Messi, em entrevista à publicação francesa.

Classificação final:

1. Lionel Messi (Barcelona), 473 pontos
2. Cristiano Ronaldo (Real Madrid), 233
3. Xavi (Barcelona), 170
4. Andrès Iniesta (Barcelona), 149
5. Samuel Etoo (Inter), 75
6. Kaká (Real Madrid), 58
7. Ibrahimovic (Barcelona), 50
8. Wayne Rooney (Man. United), 35
9. Didier Drogba (Chelsea), 33
10. Steven Gerrard (Liverpool), 32

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

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A. VISEU - 0 OPERÁRIO - 1 - INFELICIDADE


Quem desperdiça não pode ganhar

O Académico de Viseu disse adeus a mais três pontos no Fontelo. Na recepção ao Operário dos Açores, que já se aguardava difícil, o resultado foi tudo menos positivo para os academistas que assim agravaram a sua posição na classificação. O conjunto de António Borges não consegue acertar com os bons resultados e a ansiedade aumenta à medida que as derrotas se acumulam. Neste capítulo, aliás, o Académico comprovou este domingo a estatística que lhe atribui (embora com mais 1 jogo) o título de pior equipa a jogar em casa. Ninguém como o Académico já leva 3 derrotas em casa e nenhum empate obtido. A pressão de jogar no Fontelo nota-se, mas não serve de desculpa, e nem os pedidos de Guima, na passada quinta-feira, fizeram os adeptos e sócios do clube puxar pela equipa. Aliás, nem por uma só vez apenas se ouviram os adeptos unir-se no apoio aos jogadores.

Desacerto na finalização
António Borges profetizou um bom jogo, muito táctico, e de resultado "apertado". Confirmou-se. Mas não como, certamente, o treinador academista pretendia. O Académico entrou bem no jogo, foi 'rei e senhor' da 1.ª parte mas não conseguiu bater Nuno Ricardo, atirando, na maior parte das vezes, ao lado da baliza açoriana.
Foi assim aos 12', com Fernando a rematar de livre ao lado, aos 18', com Rui Santos a cruzar de livre para novamente Fernando atirar de cabeça por cima do travessão, aos 30', com Álvaro a rematar forte e colocado mas uns centímetros ao lado do ângulo superior direito da baliza do Operário e aos 31' com Rui Santos a rematar de primeira ao lado apesar de ter colegas a desmarcarem-se pela esquerda. Muitas oportunidades falhadas que faziam antever o pior para os viseenses. Aos 39', o Operário deu o aviso mas Marco Aurélio, depois de deixar Tiago pelo caminho, acabou por ver o próprio número 5 academista a evitar o cruzamento perigoso para a área.
Em cima do intervalo, Rui Santos através de um pontapé de canto colocou o esférico na cabeça de Guima mas este executou mal o movimento nas alturas, atirando muito desviado.
Em tempo de descanso, o 'nulo' aceitava-se pelo desacerto ofensivo dos academistas que, ainda dominando o jogo e detendo mais tempo a bola, não usaram isso da maneira mais eficiente. O Operário, que cedo mostrou querer 'trabalhar' com o relógio, espreitou a 'espaços' a baliza de Augusto mas sem grande perigo.

Expulsão 'abençoada'
A segunda parte começou, praticamente, com a expulsão de Ruizinho. O 'trinco' açoriano, que já tinha amarelo, fez falta por trás sobre Rui Santos e acabou expulso após o 2.º amarelo. Da expulsão nada a dizer embora esta pareça ter tido o efeito inverso no Académico que, daí para a frente, e apesar de manter o domínio do encontro, atacou quase sempre de forma despropositada e aproveitando pouco ou nada a vantagem numérica.
Aos 51 minutos, ainda assim, um bom lance para os academistas. Rui Santos de canto e novamente Guima de cabeça a proporcionar a Nuno Ricardo defesa segura. Pouco depois Guima entrou novamente em acção com um remate forte à figura do guardião que já representou o S.L. Nelas. E como quem dá 2 dá 3, o avançado de Santa Maria da Feira tentou aos 56' o remate colocado com o pé esquerdo mas Nuno Ricardo voou para a defesa da tarde.
A partir daqui as coisas mudavam já que, aos 60', numa jogada rápida pela direita do ataque, o Operário, por intermédio de Hugo Santos, rematou cruzado para boa defesa de Augusto só que o esférico não saiu da zona de perigo e Amaral serviu o recém-entrado Costinha que rematou rasteiro para facturar, com Augusto a ver o lance impotente.
Caía o 'carmo e a trindade' sobre o Académico que, a jogar com mais um, sofria o golo e passava a ficar ainda mais pressionado psicologicamente. A falta de pontaria, essa, mantinha-se. Aos 64', Rui Santos tirou bem Luís Soares do caminho mas atirou em arco para muito longe.
Com o resultado de feição ao Operário, os açorianos começaram a fazer o jogo que mais lhes convinha e até tiveram uma pequena ajuda para 'matar' à nascença a reacção do Académico ao golo sofrido. Aos 69', Nuno Ricardo teve de sair lesionado mas o árbitro não fez questão de lhe recomendar a saída pela linha final, permitindo que este 'coxeasse' até ao banco de suplentes onde se assistiu ao cúmulo do guarda-redes suplente ter de 'roubar' a camisola de Nuno Ricardo. Momento crucial do jogo que poderá ter cortado aos academistas o ritmo que estes tentavam impor para dar a volta ao 'placard'.
Pior só mesmo um lance aos 71 minutos com queixas legítimas dos academistas. Hugo Seco passou por três contrários e foi derrubado na área. Para nós não ficam dúvidas mas para o árbitro houve. Augusto Costa hesitou e esperou pelo auxiliar até que assinalou pontapé de baliza. Primeira ideia: penálti claro. Segunda ideia: a não ser penálti o árbitro deveria ter admoestado Hugo Seco com cartão amarelo (seria o 2.º já que tinha visto o primeiro por simular, curiosamente, uma grande penalidade). Conclusão: o árbitro errou e expôs as dúvidas que teve no lance.
Os últimos minutos foram jogados mais com o 'coração' do que com a cabeça. Aos 82', de livre, Marcelo ainda atirou às malhas laterais e aos 83', Armindo aos 'papéis' quase comprometia. Ao minuto 95 (árbitro deu 7 de compensação), o Académico teve a última oportunidade de chegar ao empate. Tiago subiu no relvado para rematar potente à figura de Armindo. Este socou mal a bola e Zé Bastos na emenda falhou redondamente. Ainda assim o lance já estava anulado por fora-de-jogo.
No final, a conclusão a que se chega, mais uma vez, é que o futebol nem sempre é aquilo que parece e o Académico, apesar de dominar o encontro, acabou vergado a uma derrota que se considera injusta mas que premeia um Operário que, não jogando um futebol vistoso, foi mais pragmático e, sobretudo, mais prático, na hora de atingir a baliza de Augusto.
A sorte e os erros do árbitro acabaram também por beneficiar mais os açorianos.

sábado, 28 de novembro de 2009

SPORTING- 0 BENFICA - 0 - OS MINIMOS


Sporting e Benfica produzem 'derby' sem golos

Um electrizante Estádio José Alvalade recebeu o derby entre Sporting e Benfica.
Quinto empate consecutivo do Sporting na Liga, depois de uma derrota com o FC Porto; os mesmos onze pontos de atraso em relação ao Benfica, que poderão ser 13 para a liderança em caso de vitória do Sp. Braga. O Benfica soma um ponto em casa do rival e assume a liderança provisória até segunda-feira.
Consequências de um derby que teoricamente parecia colocar frente a frente dois adversários muito desnivelados, mas que acabou por mostrar um Sporting fresco, aguerrido, sobretudo na primeira parte. Excelente oportunidade de Miguel Veloso (57) para igual defesa de Quim, e logo a seguir de Moutinho, Polga podia ter marcado na primeira parte, Liedson também; Saviola atirou à barra, Ramires falhou um golo na boca da baliza, Cardozo atirou ao lado. De resto muito controlo defensivo e apenas o quarto 0-0 em Alvalade.

Ficha de jogo:
Estádio José Alvalade
Árbitro: Pedro Proença
Assistência: 45.880 espectadores

SPORTING: Rui Patrício; Abel(Pedro Silva, 44), Carriço, Polga e Caneira; Miguel Veloso, Adrien; João Moutinho, Matias (Pereirinha, 73) e Vukcevic (Postiga, 83); Liedson.
Suplentes: Tiago, Pedro Silva, Grimi, Saleiro, Caicedo, Postiga e Pereirinha

BENFICA: Quim; Maxi, Sidnei (Miguel Vítor, 77), David Luiz e César Peixoto; Javi Garcia, Ramires, Aimar(Rúben Amorim, 67) e Di Maria; Cardozo e Saviola (Fábio Coentrão, 85).
Suplentes: Júlio César, Rúben Amorim, Fábio Coentrão, Weldon, Nuno Gomes, Felipe Menezes e Miguel Vítor

Disciplina: Cartão amarelo a Polga (28), Adrien (51), Javi Garcia (69), David Luiz (76) 23:15 -