sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

BENFICA - 1 FARENSE - 1 - EMPATE

 O Benfica chega aos 30 pontos mas pode ser ultrapassado pelo FC Porto e ver o Sporting, líder com 31 pontos, distanciar-se ainda mais.

Benfica empata com Farense na Luz e soma segundo jogo sem vencer na I Liga
O desalento dos jogadores do Benfica após o empate com o Farense epa11017974

O Benfica empatou esta noite 1-1 com  o Farense na Luz, na 13.ª jornada da I Liga. Os encarnados marcaram por Rafa, depois de Cláudio Falcão ter dado vantagem aos algarvios.

É o segundo jogo sem vencer dos campeões nacionais na prova. O Benfica chega aos 30 pontos mas pode ser ultrapassado pelo FC Porto e ver o Sporting, líder com 31 pontos, distanciar-se ainda mais.

Veja as melhores imagens da partida

Na receção ao Farense, o Benfica procurava os três pontos que lhe colocassem na liderança provisória, dias antes da deslocação ao terreno do Salzburgo onde vai jogar a continuidade nas provas da UEFA. Depois do empate na ronda anterior no terreno do Moreirense, os campeões nacionais teriam de se aplicar perante o Leão de Faro, fazer uma grande época no ano de regresso à I Liga, como mostra o 8.º posto à entrada para a 13.ª ronda.

Schmidt não foi em poupanças e apenas fez uma mudança, com a entrada de Kokcu para o meio-campo, ele que está de volta após lesão (tinha feito 45 minutos em Moreira de Cónegos).

Acertar no alvo: missão impossível

No primeiro tempo assistiu-se a um festival do desperdício por parte do Benfica, com vários lances de golo não aproveitados.

Logo aos 34 segundos, Di Maria meteu uma bola com olhos para Morato que deu de primeira para João Mário atirar para defesa apertada de Ricardo Velho que ainda cedeu canto.

O Benfica carregava principalmente pelo seu lado direito, com Di Maria, Aursnes e Rafa a cair muitas vezes nesse flanco. Aos 11 minutos, Di Maria fez um fantástico passe de trivela para Rafa na área mas o avançado encarnado desviou para fora.

Rafa era o rosto do desperdício encarnado, para desespero dos milhares de adeptos encarnados na Luz. Três minutos depois da primeira perdida, repetiu a dose, novamente a passe de Di Maria. O argentino brilhava na visão de jogo, o extremo português estrava tudo, como voltou a mostrar aos 26 minutos, em novo lance com Di Maria. Desta vez o argentino descobriu Aursnes, o intermediário da jogada antes de Rafa atirar duas vezes contra Ricardo Velho na pequena área. Incrível!!!

O Farense veio a Luz para jogar, saindo com critério. Matheus Oliveira filtrava no meio e tentava encontrar Marco Matias na esquerda e Belloumi na direita. O filho de Bebeto, antigo campeão do Mundo pelo Brasil, testou Trubin aos 16 minutos, num livre de longe que o ucraniano teve de se aplicar para afastar. Aos 19, novamente Matheus Oliveira, agora de bola corrida, a disparar uma bomba que passou muito perto do poste esquerdo de Trubin. A Luz ia gelando! Antes, Zach Muscat tinha ameaçado num canto mas o seu desvio de cabeça acabou nas mãos de Trubin.

O desperdício encarnado no primeiro tempo não era exclusivo de Rafa. Tengstedt teve o golo nos pés aos 29 minutos após novo passe de Di Maria mas atirou ao lado. Aos 30 é Otamendi a atirar ao poste, após canto de... Di Maria. Zach Muscat aliviou, a bola ainda sobrou para a emenda de Tengstedt que atirou contra um defensor. Ganhou canto.

Com tanta assistência desperdiçada pelos colegas, Di Maria tentou ele resolver a questão do golo mas o seu remate, aos 39 minutos, foi desviado com a ponta dos dedos por Ricardo Velho.

Após o intervalo, esperava-se que o Benfica tivesse calibrado a bússola para o golo mas... puro engano. O festival de desperdício de Rafa parecia não ter fim à vista, para desespero dos adeptos do Benfica. Aos 47, Aursnes lançou Tengstedt, este cruzou atrasado para Rafa, o remate saiu prensado contra Zach Muscat e Pastor antes de Ricardo Velho recolher.


Rafa não podia ser acusado de não tentar. E tentou de todas as formas, até de calcanhar, mas a noite não era dele: minuto 49, centro de Aursnes, toque de classe do internacional português para grande defesa de Ricardo Velho. Mais uma do dono da baliza do Farense.

Falcão mostra como se faz, Rafa acerta finalmente com a baliza

O Farense, que tinha ameaçado principalmente na bola parada, aproveitou um canto aos 51 minutos para gelar a Luz. Pé esquerdo teleguiado de Matheus Oliveira, pequeno desvio de Otamendi e, Cláudio Falcão, sem tirar os pés do chão, desviou de cabeça para o fundo das redes de Trubin.

Aos 64 minutos a Luz acordou para uma monumental assobiadela contra Roger Schmidt, pelas mexidas do técnico do Benfica. O alemão trocou João Neves e Tengstedt por Musa e Gonçalo Guedes, os adeptos não gostaram e mostraram de forma ruidosa o seu desagrado. Alguns adeptos atiraram objetos na direção de Schmidt, para espanto do treinador do Benfica, que olhava para as bancadas.

Depois de tanto desperdício, Rafa acertou finalmente com a baliza, aos 71 minutos. Di Maria (sempre ele) a receber entrelinhas, a rodar e a acelerar antes de deixar no momento certo para Aursnes. O centro do lateral encontrou Rafa na pequena área para um desvio que desta vez encontrou o fundo das redes. Primeira explosão de alegria na Luz.

O Benfica continuou a tentar, na procura da reviravolta. Rafa voltou aos falhanços e desperdiçou o 2-1, aos 75. Aos 76 é Gonçalo Guedes a ficar perto do desvio, não fosse uma grande defesa de Ricardo Velho. No passe, novamente Di Maria, o farol da equipa encarnada.

Os últimos minutos foram de sufoco junto a área de Ricardo Velho, com mais algumas oportunidades desperdiçadas.

É o segundo jogo sem vencer do Benfica na prova. A formação campeã nacional chega aos 30 pontos mas pode ser ultrapassada pelo FC Porto (28 pontos) e ver o Sporting, líder com 31 pontos, distanciar-se ainda mais.

Veja o resumo do encontro

 
 

domingo, 3 de dezembro de 2023

MOREIRENSE - 0 BENFICA - 0 - EMPATE

 Benfica empata em Moreira de Cónegos e pode deixar fugir o Sporting no topo da classificação. O Moreirense soma o sétimo jogo consecutivo sem perder e reforça o estatuto de equipa sensação da I Liga.

Moreirense 0-0 Benfica: Águias escorregam e têm liderança em risco
Morato, na primeira parte do jogo com os "cónegos" LUSA

A casa lotada em Moreira de Cónegos, o melhor registo da época, fazia prever um jogo animado em casa do 5º classificado da Liga, de regresso ao principal escalão do futebol português. E que regresso: oito jogos, apenas dois golos sofridos e as três derrotas sofridas aconteceram com o FC Porto, SC Braga e Sporting.

Para o duelo com o Benfica, a equipa sensação da I Liga até então, que não perdia há seis jogos e tinha vencido os últimos três, mudou apenas uma peça face à última partida, com o Rio Ave. Para o encontro da 12.ª jornada da I Liga, Rui Borges não pôde contar com o titularíssimo médio ganês Lawrence Ofori, ausente por castigo, e lançou para o onze Rúben Ismael, com apenas 14 minutos esta época, 9 deles no campeonato.

Nas águias, Roger Schmidt não tocou no onze lançado nos últimos dois jogos – um empate com o Inter para a Champions e uma vitória com o Famalicão na Taça de Portugal. Destaque para a presença de Gonçalo Guedes no banco de suplentes, onde nem sequer apareceu David Jurásek.

Quatro dias depois de um jogo de loucos para a Liga dos Campeões, a expectativa era grande para perceber de que forma o resultado amargo frente ao Inter tinha afetado, ou não, a confiança da equipa encarnada. Sobretudo perante uma formação minhota hiper motivada e sem o peso da responsabilidade do jogo, que naturalmente pertencia ao Benfica.

Já com o FC Porto a morder os calcanhares após a vitória folgada em Famalicão, o Benfica sabia que só vencendo poderia retomar os três pontos de vantagem, entretanto também partilhada com os dragões para além dos leões. Sabia-o, mas nem por isso o demonstrou em campo. A entrada em jogo do Moreirense colocou em sentido uma águia algo apática.

Primeira parte eletrizante, mas sem golos

O jogo começou nervoso, mas algo atabalhoado. A primeira grande ocasião de perigo surgiu aos 6 minutos. Após uma perda de bola em zona proibida, um remate cruzado venenoso a pedir o desvio de André Luis.


Depois, no espaço de poucos minutos, seguiram-se ataques em catadupa da formação minhota. Nova ameaça aos 11 minutos. Um remate de Madson, em arco, passou muito perto do poste direito da baliza de Turbin. O Moreirense "agredia" a defesa encarnada com uma verticalidade demolidora.

Um massacre que após várias oportunidades colecionadas, teve o seu apogeu num remate potentíssimo à trave da baliza de Trubin. Cheirava a golo em Moreira de Cónegos e encolhia-se o Benfica perante o arranque corajoso e audaz do Moreirense.

Respondiam as águias pela direita por intermédio de Aursnes. O norueguês descobriu Rafa, que rematou contra a barreira defensiva do Moreirense. Na sequência do canto, Otamendi deu o golo a Florentino, mas o médio não fez melhor do que cabecear ao lado. Tentava equilibrar o jogo o campeão nacional.

O jogo estava ligado à corrente com vários ataques sucessivos nas duas balizas (13 investidas, ao todo) e o golo, por volta dos 15 minutos do jogo, podia cair para qualquer lado, apesar do ligeiro ascendente minhoto.

Num curto espaço de tempo, o Benfica ia respondendo com maior perigo e Di Maria, por duas vezes, esteve perto de abrir o marcador. Equilíbrio na partida e a promessa de uma noite de bom futebol no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

Ao 27 minutos, passados os minutos de maior acalmia, golo anulado ao Moreirense por fora-de-jogo. André Luís pegou muito bem na bola, mas o avançado estava em posição irregular por 98cm.

Do outro lado, logo de seguida, resposta do Benfica por Tengstedt, que assistido por Di Maria rematou à malha lateral da baliza defendida por Kewin Silva. Tinha mais bola o Benfica, mas o maior perigo era causado pela equipa anfitriã.

Nos últimos quinze minutos da primeira parte, as equipas acabaram por baixar um pouco o ritmo alucinante com que iniciaram a partida, mas sempre com uma disponibilidade tremenda, quer nos duelos, quer na pressão acutilante que impunham ao transportador da bola.

Até esta altura, a assistência generosa de 6000 pessoas podia e devia agradecer o bilhete pago. Para ser perfeito, só faltaram os golos. E pelo nível exibicional, tinha sido justo que aparecessem.

Roger Schmidt mexeu cedo, mas os golos não chegaram

Foi no meio-campo que Schmidt quis uma mudança abrupta na segunda parte e com maior solidez no sector intermédio. Chiquinho e Kokçu entraram, saíram João Neves e Florentino. Não quis esperar o técnico alemão, que rapidamente se questionou se teria, de facto, tomado a melhor decisão.

O primeiro aviso foi dado aos 49 minutos por Di Maria, com um remate a passar ligeiramente por cima da baliza. Por esta altura, o corredor central do Moreirense já estava 'minado' com amarelos (dois médios, dois centrais), tornando perigosamente expostas áreas do campo fulcrais por onde passava grande parte do jogo encarnado.

Do outro lado, cinco minutos depois, o Moreirense respondia por Franco com um remate forte, mas muito por cima do alvo. Por esta altura, o jogo mantinha a intensidade da primeira parte, mas com maior racionalidade na atitude das duas equipas em campo.

O relógio marcava 63 minutos de jogo e o Benfica, apesar de dominar o jogo com maior posse de bola - tal como na primeira parte - não conseguia efetivar a supremacia nesse parâmetro.

Ao contrário da primeira parte, o Moreirense poucas vezes conseguiu sair em transição para incomodar Trubin. O jogo acontecia quase sempre no meio-campo da equipa do Norte, que apesar de tudo controlava as intenções dos encarnados. Exceção feita ao minuto 72: golo de João Mário muito festejado, mas o médio estava 31 cm adiantado e o lance foi invalidado pelo VAR. Nas bancadas, os adeptos da casa festejavam como se de um golo se tratasse.

Este não contava, mas o Benfica estava literalmente instalado no meio-campo ofensivo. O golo estava perto, sentia-se, e a sete minutos do fim Rui Borges fez três alterações de uma só vez com o principal objetivo de refrescar a equipa, visivelmente desgastada.

No último sprint, o Benfica balanceou-se ainda mais na frente em busca dos três pontos, mas sem sucesso.

Os encarnados perdem dois pontos em Moreira de Cónegos e podem ver o Sporting, que só joga esta segunda-feira, garantir a liderança isolada no campeonato português à 12.ª jornada. Já a equipa comandada por Rui Borges soma o sétimo jogo consecutivo sem perder (quarto seguido sem sofrer golos) e reforçou, uma vez mais, a excelente época realizada até ao momento.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

LP 2 A.VISEU - 3 BELENENSES - 1 -VITORIA

 

Académico de Viseu-Belenenses, 3-1: André Clóvis bisa no triunfo viseense

Equipa da casa ganhou vantagem cedo graças a um autogolo de Tiago Manso

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• Foto: Paulo Calado
Um autogolo de Tiago Manso e um 'bis' de André Clóvis garantiram esta sexta-feira a vitória do Académico de Viseu sobre o Belenenses, por 3-1, em jogo da 12.ª jornada da Liga Sabseg.

Tiago Manso abriu o marcador, com um golo na própria baliza (cinco minutos), antes de André Clóvis marcar por duas vezes (14 e 69) na receção ao Belenenses, que nos últimos minutos reduziu, por Moha Keita (89).

O jogo começou com um autogolo do Belenenses, ao minuto cinco: Daniel Labila serviu Gautier que rematou ao poste e, no ressalto, a bola embateu em Tiago Manso e entrou na baliza dos lisboetas.

O Académico de Viseu dilatou a vantagem no marcador por mérito próprio aos 14 minutos, com André Clóvis a rematar em frente à baliza de Guilherme.

O Belenenses tentou diminuir a diferença no marcador, mas com remates que não apresentaram grande perigo, e, a poucos minutos do intervalo (42), ficou em desvantagem numérica, face à expulsão de Rui Correia, por acumulação de cartões amarelos.

A terminar a primeira parte, Daniel Labila rematou à baliza de Guilherme, mas a bola foi barrada por Duarte, no derradeiro lance do primeiro tempo.

O primeiro lance perigoso da segunda parte pertenceu ao Belenenses, com Rúben Pina a fazer um remate cruzado, mas André Almeida reagiu primeiro e desviou a bola para o exterior.

André Clóvis (68) voltou a estar em destaque ao cabecear para a baliza do Belenenses, mas Guilherme defendeu e, um minuto depois (69), o avançado academista acabou por concretizar e aumentar a vantagem dos beirões.

Moha Keita, que entrou nos últimos minutos para substituir Tiago Manso, acabou por ser o autor do único golo dos 'azuis', reduzindo o marcador para o 3-1 final.

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Com esta vitória, o Académico de Viseu distanciou-se dos lugares de despromoção e subiu provisoriamente ao 12.º lugar, com 14 pontos, enquanto o Belenenses se mantém em 17.º e penúltimo lugar, em zona de despromoção, com nove.

Jogo no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu.

Académico de Viseu - Belenenses, 3-1

Ao intervalo: 2-0. 

Marcadores:

1-0, Tiago Manso, 05 minutos (na própria baliza).

2-0, André Clóvis, 14.

3-0, André Clóvis, 69.

3-1, Moha Keita, 89.

- Académico de Viseu: Gril, João Pinto (Miguel Bandarra, 75), André Almeida, Arthur Chaves, Henrique Gomes, Messeguem (Samba Koné, 85), Sariano Mané, Daniel Labila (Maïga, 75), Famana Quizera (Marquinho, 66), Gautier (Ikoba, 85) e André Clóvis.

(Suplentes: Mouhamed Mbyae, Miguel Bandarra, Nduwarugira, Samba Koné, Ikoba, Rodrigo Pereira, Steven, Maïga e Marquinho).

Treinador: Jorge Simão.

- Belenenses: Guilherme, Pedro Carvalho, Serra (Tiago Gonçalves, 64), Chima, Tiago Manso (Moha Keita, 85), Duarte, Rui Correia, Chaby (Danny, 46), Chapi, Rúben Pina (Clé Andrade, 64) e Ricardo Matos (Maxuel).

(Suplentes: David Grilo, Fábio Luís, Clé Andrade, Tiago Gonçalves, Danny, Moha Keita, Sambú, Attard e Maxuel).

Treinador: Vasco Faísca.

Árbitro: Ricardo Baixinho (AF Lisboa).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Rui Correia (25 e 42) e Pedro Carvalho (35). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Rui Correia (42).

Assistência: 1.510 espetadores.