domingo, 6 de novembro de 2022

ESTORIL - 1 BENFICA - 5 - GOLEADA

 Petar Musa abriu o ativo, o jovem António Silva bisou e João Mário e Ristic fecharam a contagem já no segundo tempo, antes do tento de honra dos da casa. Foi a 11.ª vitória em 12 jornadas do Benfica na I Liga, onde é líder cada vez mais destacado.

Benfica passeia na Amoreira, goleia Estoril e segue imparável no topo
Os festejos de António Silva com os colegas depois de bisar na goleada do Benfica sobre o Estoril. EPA/JOSE SENA GOULAO

O Benfica goleou o Estoril por 5-1 no Estádio António Coimbra da Mota e dilatou para oito os pontos de vantagem para o 2.º lugar - agora ocupado pelo FC Porto - beneficiando da derrota do SC Braga na receção ao Casa Pia.

Frente a um Estoril que somou o terceiro jogo seguindo sem ganhar, mas que até já havia travado o Porto neste mesmo estádio, o Benfica ganhou vantagem a meio do primeiro tempo, numa cabeçada certeira de Petar Musa, e não mais olhou para trás. O jovem António Silva, que continua em autêntico estado de graça, estreou-se a marcar na I Liga com um bis e, já na segunda parte, João Mário deu seguimento à veia goleadora que vem evidenciando esta época, antes de Ristic saltar do banco para fazer o quinto do Benfica. Antes do apito final, o Estoril assinou o seu tento de honra, por Serginho.

Uma oportunidade para cada lado no primeiro quarto de hora

Roger Schmidt viu-se obrigado a mexer duas peças naquele que vinha sendo o seu 'onze' habitual, com o médio norueguês Aursenes e o avançado português Gonçalo Ramos, que tinham saído tocados do encontro de meio da semana em Israel ante o Maccabi Haifa, a ficarem de fora. Para os seus lugares, o técnico alemão apostou em Chiquinho e Petar Musa, mas as águias não pareceram acusar as mudanças.

Logo aos quatro minutos, João Mário, com um grande passe, rasgou a defesa do Estoril e desmarcou Musa na grande área adversária. Descaído para a direita, o croata rematou cruzado e a bola saiu milímetros ao lado da baliza à guarda de Pedro Silva, esta noite titular na baliza dos anfitriões, face ao castigo de Dani Figueira, expulso na anterior jornada.


O Estoril, porém, susteve essa pressão inicial imposta dos líderes da I Liga e, aos poucos, começou a surgir no meio-campo contrário com maior frequência, ao ponto de ficar até muito perto de marcar. Valeu ao Benfica uma excelente defesa de Vlachodimos, com o pé direito, a negar o golo a Rodrigo Martins, que surgiu na cara do guarda-redes grego.

Canarinhos pedem penálti, Benfica marca três e resolve a questão

A turma mostrava-se, por essa altura, esclarecida em campo, trocando a bola com critério e chegou mesmo a pedir uma grande penalidade num dos lances em que conseguiu entrar na grande área do Benfica. Rodrigo Martins caiu num lance dividido com Florentino Luís, mas Nuno Almeida, árbitro do encontro, mandou jogar.

E, logo a seguir, foi o Benfica que marcou, arrancando para um triunfo tranquilo. Grimaldo cruzou com conta, peso e medida na esquerda, Musa saltou mais alto do que Lucas Áfrico nas costas do defesa do Estoril e fez, de cabeça, o primeiro da noite, estavam decorridos 25 minutos de jogo.

O Estoril acusou o golo e o Benfica voltou a acelerar, voltando a marcar volvidos apenas cinco minutos volvidos. Canto batido por Enzo Fernández, a bola chegou a Chiquinho, que de calcanhar assistiu António Silva e este, também de calcanhar, tocou para dentro da baliza canarinha, fazendo o 2-0.

Foi o primeiro golo do jovem defesa central (que já se havia estreado a marcar pelo Benfica na Liga dos Campeões) na I Liga, mas o segundo não tardou. Novamente na sequência de um pontapé de canto batido para o segundo poste, Florentino amorteceu para o primeiro poste e António Silva só tem de encostar, desta vez de cabeça.

Pelo meio, o Estoril,  ainda enviou uma bola à trave da baliza do Benfica que, no contra-ataque que se seguiu, também ficou muito perto de novo golo, por Enzo Fernández.

Segunda parte em ritmo desacelerado deu para gerir, mas para chegar à 'mão cheia'

Poucas dúvidas restavam quanto ao desfecho do encontro à saída para o intervalo, com o Benfica a vencer por 3-0. Mas as 'águias' queriam mais e logo a abrir o segundo tempo ficaram perto do quarto golo, num remate de ao poste. O Estoril, por seu lado, pouco ou nenhum perigo era capaz de criar e o Benfica, mesmo sem impor a mesma velocidade e o Benfica, mesmo sem impor a mesma velocidade do primeiro tempo, marcou mesmo, numa altura em que Roger Schmidt já tinha começado a poupar alguns jogadores.


Acabado de entrar para o lugar de Rafa, David Neres isolou João Mário e este não perdoou, fazendo o 4-0. O jovem Henrique Araújo, que também saltou do banco, viu depois um golo anulado, mas o quinto golo apareceu mesmo assinado por outro supente: Ristic encheu o pé e permitiu às águias chegarem à mão cheia de golos.

À entrada para o minuto 90, houve ainda tempo para o Estoril chegar ao seu tento de honra, assinado por Serginho.

O Benfica chega, assim, ao 34 pontos em 37 possíveis e está cada vez mais destacado no topo da tabela. O Estoril, que só ganhou uma vez nas últimas seis jornadas, é 10.º, com 16 pontos. As duas equipas voltam a medir forças na próxima quarta-feira, novamente no Estádio António Coimbra da Mota, na Amoreira, desta feita par a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal.

sábado, 5 de novembro de 2022

LIGA PT - OLIVEIRENSE - 1 A.VISEU - 1 - EMPATE

 


A Oliveirense e o Académico de Viseu empataram este sábado (1-1) em jogo da 12.ª jornada da Liga Sabseg, disputado no Estádio Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis.


Num jogo equilibrado e disputado com intensidade, foi o Académico de Viseu a colocar-se em vantagem, por André Clovis, aos 36 minutos, com a Oliveirense a restabelecer a igualdade num golo de Zé Pedro, aos 57 minutos.

O Académico de Viseu foi acutilante nos minutos iniciais, com Bandeira a obrigar Ricardo Ribeiro a uma defesa junto ao poste, aos três minutos.

Yuri Araújo também dispôs de uma boa oportunidade para inaugurar o marcador para a equipa de Jorge Costa, mas rematou ao lado da baliza da Oliveirense quando se encontrava livre de marcação (10).

A Oliveirense respondeu aos 20 minutos, num remate de Michel Lima à entrada da área, que saiu perto do poste da baliza de Gril, aos 20 minutos.

No minuto seguinte, Nduwarugira quase deu vantagem ao Académico de Viseu, mas o remate do médio esbarrou na trave da baliza.

O Académico de Viseu acabou por ficar na frente do marcador quando André Clovis aproveitou uma desatenção da defesa da Oliveirense para desviar um remate para o fundo da baliza, ao surgir isolado ao segundo poste, aos 36 minutos.

Apesar da entrada forte do Académico de Viseu na segunda parte, foi a Oliveirense quem marcou, restabelecendo o empate num remate de Zé Pedro desviado pela defesa do Académico de Viseu, que acabou por trair o guarda-redes Gril (57).

O jogo entrou numa toada de parada e resposta e a melhor oportunidade de golo até ao final do jogo acabou por pertencer ao Académico de Viseu, mas Ricardo Ribeiro negou o golo a Nduwarugira com uma grande defesa, aos 80 minutos.

 

Jogo no Estádio Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis

Oliveirense-Académico de Viseu: 1-1.

Ao intervalo: 0-1

 

Marcadores:

0-1, André Clovis, aos 36 minutos.

1-1, Zé Pedro, 57.

 

Equipas:

- Oliveirense: Ricardo Ribeiro, Pimenta, Iago Reis, Volnei, Gadelho, Filipe Alves (Pisco, 80), Serginho (Zé Leite, 84), Jaiminho (Miguel Pereira, 89), Michel Lima, Lessinho (Zé Pedro, 46) e Jonata Bastos (Marcelo Marques, 83).

(Suplentes: Nuno Silva, Graça, Miguel Pereira, Marcelo Marques, Pedro Marques, Pisco, Zé Leite, Zé Pedro e Kazu)

Treinador: Fábio Pereira.

 

- Académico de Viseu: Gril, Bandeira, André Almeida, Arthur Chaves, Milioransa, Messeguem (Quizera, 69), Nduwarugira, Yuri Araújo (Ramírez, 77), Toro (Pana, 69), Gautier Ott e André Clovis.

(Suplentes: Janota, Quizera, Ramírez, Capela, Kauã, Mesquita, Silva, Pana e Vítor Bruno)

Treinador: Jorge Costa.

 

Árbitro: Vítor Ferreira (AF Braga).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Toro (29), Lessinho (35), Milioransa (43), Bandeira (56) e Gadelho (68).


quarta-feira, 2 de novembro de 2022

LIGA CAMPEÕES - M. HAIFFA - 1 BENFICA - 6 - GOLEADA

 Os Encarnados terminaram o grupo com o mesmo registo dos franceses (14 pontos cada, os mesmos nove golos na diferença de golos) mas seguem em primeiro no grupo pelos golos marcados fora.

6-1. Benfica goleia Maccabi Haifa e termina no 1.º lugar do Grupo H
Benfica festeja golo diante do Maccabi Haifa AFP or licensors

O Benfica deu 6-1 ao Maccabi Haifa e garantiu o primeiro lugar do Grupo H da Liga dos Campeões. Os Encarnados terminaram o grupo com o mesmo registo dos franceses (14 pontos cada, os mesmos nove golos na diferença de golos) mas seguem em primeiro no grupo, já que leva vantagem no sexto critério de desempate: mais golos marcados fora que o PSG.

Gonçalo Ramos, Peter Musa, Rafa, Grimaldo, Henrique Araújo e João Mário fizeram os golos do Benfica num terren onde o PSG sofreu para vencer (1-0) e a Juventus perdeu mesmo.


Assim, Portugal vai ter duas equipas como cabeças-de-série no sorteio dos oitavos de final da Champions, já que também o FC Porto terminou em primeiro no seu grupo.

Veja as melhores imagens do jogo

Roger Schmidt teima em manter a máxima de 'em equipa que se ganha não se mexe' (a não ser que seja obrigado por lesão ou castigo), contra os apologistas do cansaço e do acumular de jogo. Florentino voltou ao onze e ocupou o posto do castigado Enzo Fernandez, na luta do Benfica pelo primeiro posto do grupo.

No Sammy Ofer Stadium, onde o PSG sofreu para vencer e a Juventus foi mesmo derrotada, o Benfica sabia que não podia confiar no 2-0 da primeira volta na Luz, porque este Maccabi Haifa costuma transformar a sua casa num 'inferno'.

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Olhos na baliza e jogo dividido

Um erro de António Silva quase permitia o primeiro dos israelitas, por David, mas o remate do avançado saiu ligeiramente ao lado, aos sete minutos. Respondeu o Benfica com um desvio de Gonçalo Ramos ao poste, num lance com Cohen já batido. Estava lançado aquilo que seria a toada do jogo: duas equipas focadas na baliza contrária, à procura do golo, mas sempre com os ouvidos em Turin.

Aos 19 minutos, o guardião norte-americano Cohen fez uma das defesas da noite, ao voar para desviar com a ponta dos dedos uma 'bomba' de Rafa que ia resultando num golaço. Não foi aos 19, foi aos 20. Na sequência do canto e após um primeiro corte, Otamendi meteu na área de cabeça para, também de cabeça, Gonçalo Ramos desviar para o 1-0.

Durou pouco a vantagem dos líderes da Primeira Liga já que, aos 24 minutos, o árbitro inglês Anthony Taylor, alertado pelo VAR, foi rever uma jogda na área benfiquista e assinalou grande penalidade, por mão na bola de Bah. Os israelitas pressionaram e muito e tiveram o que queriam. Na conversão, Chery atirou forte e colocado e empatou a partida, aos 26 minutos.

O empate não era o que queria mas as más notícias não se ficaram por aí: Roger Schmidt foi obrigado a mexer na equipa aos 31 minutos para lançar Chiquinho e Petar Musa nos lugares dos lesionados Gonçalo Ramos e Aursnes.

Ao intervalo, tudo igual no grupo porque o PSG também estava empatado 1-1 com a Juventus em Turim.

Goleada e 1.º lugar consumados no 2.º tempo

O Benfica voltou muito forte do intervalo, com Rafa a definir mal uma jogada perigosa logo aos 51 minutos. Aos 53 é Chiquinho a falhar o golo, num remate enrolado após grande arrancada de Bah na direita.

Depois dos avisos, a concretização. Centro de Bah na direita e Musa a antecipar-se à defensiva contrária para o 3-1, aos 59 minutos. Belo golpe do croata, no seu primeiro golo de sempre na Champions.

Embalado pelo golo, o Benfica partiu para a goleada, em mais uma grande noite europeia dos Encarnados.

Aos 69 minutos, Grimaldo mostrou porque é um especialista nas bolas paradas e fez o terceiro, num livre fantástico.

E, quatro minutos depois, a goleada: passe 'açucarado' de David Neres por entre os defensores para Rafa 'picar' a bola sobre Cohen e fazer o 4-1. Que jogada!

Em Turim Nuno Mendes tinha colocado o PSG na frente, pelo que mais dois golos dos Encarnados dariam o 1.º posto.

Com Henrique Araújo e Diogo Gonçalves nos postos de Rafa e David Neres, o Benfica foi à procura dos golos que lhe permitiram ainda chegar ao primeiro posto.

E foi o jovem ponta de lança quem fez o 5-1 aos 88 minutos. Depois de uma 'bomba' de Diogo Gonçalves ao poste, a bola foi ter com Bah que esperou e meteu no momento certo para Henrique Araújo desviar para o 5-1. Faltava um tento para igualar o PSG na diferença de golos mas ficar na frente pelo critério dos golos marcados fora de casa.

E saiu dos pés de João Mário aos 90+2, num remate de muito longe que bateu Cohen pela sexta vez. Era a maior vitória do Benfica na Liga dos Campeões em formato Champions.

No outro jogo o PSG venceu a Juventus por 2-1, pelo que Benfica e franceses terminaram com 14 pontos cada, a mesma diferença de golos (9), os mesmos golos marcados (16), os mesmos golos sofridos (6). No sexto critério - mais golos marcados fora - a vantagem é do Benfica, que assim termina em 1.º lugar no Grupo H.

Os 14 pontos são um recorde do Benfica numa fase de grupos da Champions

Portugal terá assim duas equipas como cabeças-de-série no sorteio dos oitavos de final já que também o FC Porto acabou em primeiro.