sábado, 16 de janeiro de 2021

PORTO - 1 BENFICA - 1 - EMPATE

 Jorge Jesus surpreendeu a nível tático e a equipa melhorou em relação aos últimos clássicos, mas os campeões nacionais conseguiram resistir, mesmo a jogar com menos um. No topo da classificação ficou tudo na mesma.

FC Porto 1-1 Benfica: A águia enfim acordou mas o dragão sobreviveu
Grimaldo disputa a bola com Corona LUSA

Ao quinto jogo, o Benfica conseguiu travar o FC Porto, impedindo o que seria um feito inédito por parte da equipa de Sérgio Conceição, que vinha de quatro triunfos consecutivos frente ao eterno rival. O clássico no Dragão foi intenso na primeira metade e quezilento na segunda, mas o empate, face ao equilíbrio evidenciado, é mais do que justo. Jorge Jesus surpreendeu taticamente e foi recompensado com um golo, o FC Porto soube reagir (empatou em oito minutos) e resistir (Taremi foi expulso aos 73'). No topo da classificação fica tudo na mesma e é o SC Braga quem pode aproveitar.

Sérgio Conceição avançou com o onze esperado, face às ausências de Manafá e Otávio, que testaram positivo à COVID-19 - jogaram Nanu e Luis Díaz. E Jorge Jesus surpreendeu com Grimaldo à frente de Nuno Tavares, que ocupou a posição do espanhol como defesa esquerdo.

A 'invenção' permitiu retirar espaços ao FC Porto para procurar a profundidade e equilibrou a luta a meio-campo, anulando Sérgio Oliveira. E foi precisamente pela esquerda que surgiu o golo dos 'encarnados', aos 17 minutos: Nuno Tavares cruzou para Seferovic, o suíço deu um toque subtil para Grimaldo, que à saída de Marchesín picou a bola por cima do guardião argentino.

O FC Porto, que até entrou melhor, viria a aproveitar uma atrapalhação da defesa adversária para fazer o empate. oito minutos depois. Grande passe de Sérgio Oliveira para as costas de Gilberto, Corona puxou para dentro e entregou a Taremi, que rematou cruzado em direção à baliza de Vlachodimos. A bola ainda desviou em Marega antes de entrar.

Os 'encarnados' não acusaram o golpe e continuaram por cima, com Darwin a atirar ao ferro após cruzamento rasteiro de Pizzi, e já perto do intervalo a rematar cruzado ao lado da baliza de Marchesín. Pelo meio Luis Díaz ainda aproveitou um desequilíbrio de Otamendi para rematar em arco e assustar Vlachodimos. As estatísticas ao intervalo espelhavam o equilíbrio: 5-5 em remates, 1-1 em cantos e 49%-51% em posse de bola.

Na segunda parte, entre faltas, desentendimentos e empurrões, o clássico perdeu qualidade. Marchesín fez am mancha a Rafa numa bola que ficou perdida na área (62′), e Marega obrigou Vlachodimos a boa intervenção depois de um livre batido por Sérgio Oliveira (70′).

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Aos 73', Taremi atingiu Otamendi com os pitons e, depois de revisão no VAR, acabou expulso. Com praticamente todos os jogadores com os 120 minutos de terça-feira (triunfo sobre o Nacional para a Taça), a equipa do FC Porto ressentiu-se fisicamente, mas conseguiu resistir até ao fim. Aliás, até teve uma oportunidade flagrante para passar para a frente num lance onde Marega, na pequena área, encostou sem a força suficiente na cara de Vlachodimos (75′).

Apesar do maior assédio na reta final, o Benfica não teve instinto matador para acabar com o jogo, além de que as substituições de Jorge Jesus (lançou Everton e Waldschmidt) pecaram por tardias. Acabou empatado o duelo que prometia desempatar os vice-líderes da I Liga, que assim continuam a quatro pontos do Sporting (1-1 na receção ao Rio Ave).

O momento

Grimaldo faz o 1-0: O espanhol já tinha sido testado a médio esquerdo frente ao Estrela, na Taça de Portugal, ainda assim, não deixou de ser uma opção arriscada de Jorge Jesus. Contudo, a jogada que resultou no golo do Benfica (o melhor lance de todo o encontro), toda ela construída na esquerda, veio dar razão ao treinador 'encarnado'.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

TAÇA DE PORTUGAL -E. AMADORA

 O Benfica venceu o Estrela da Amadora por 4-0 e seguiu para os quartos de final da Taça de Portugal.

Análise Estrela-Benfica: O 'golias' teve que puxar pelos galões na Reboleira
Festa dos jogadores do Benfica. EPA/ANTONIO COTRIM EPA/ANTONIO COTRIM

Duas realidades confrontavam-se no regresso a um palco de um histórico às grandes noites do futebol português.

De um lado o milionário Benfica, do outro o renascido Estrela que tão bem tem dado conta de si no Campeonato de Portugal.

Um duelo desigual, em que raramente o mais pequeno leva a melhor, mas acontece. O Estrela foi uma equipa bem intencionada e aguerrida. Um alinhamento robusto fisicamente e orientado para a baliza. A equipa encarnada, com muitas alterações, (Jesus promoveu a estreia de Tolibo) quase se deixou surpreender na primeira parte, órfã de fio de jogo e capacidade coletiva. Já o Estrela procurava resistir e sabia que se marcasse primeiro poderia fazer tremer o Golias.

Veja o resumo da partida

Frente a uma equipa de outra dimensão, os homens de Rui Santos não se encolheram e tentaram desferir golpes no gigante. Helton Leite, guardião das águias escalonado para este encontro, teve que intervir em várias ocasiões para impedir os intentos do Estrela. No ataque (o filho) Sérgio Conceição foi um dos que tentou ferir a equipa de Jesus.

A baliza do adversário manteve-se inviolada até ao minuto 42´, altura em que Chiquinho abriu as contas depois de um primeiro remate de Seferovic defendido por Filipe Leão.

Leia a crónica da partida

O equilíbrio nos primeiros 45 minutos acabou por ser desbloqueado em cima do intervalo. No segundo tempo, o Benfica puxou dos galões de equipa grande e não deu quaisquer hipóteses ao Estrela. O segundo golo apareceu por Seferovic servido por Diogo Gonçalves.


Os donos da casa ainda foram à procura do sonho e chegaram mesmo a reduzir por intermédio de Latón aos 54´, mas o golo anulado acabou por ser um golpe demasiado rude. A desmotivação traduziu-se em cansaço e quem aproveitou os espaços foi a equipa de Jesus.

Pedrinho assistiu Chiquinho para o bis do jogador português. Waldschmidt fechou o marcador depois de nova assistência do brasileiro.

Momento

O golo anulado ao Estrela da Amadora apontado por Latón. Se tivesse marcado, a equipa de Campeonato Portugal talvez tivesse ainda uma palavra a dizer no que diz respeito à eliminatória.

Melhores

Pedrinho

Foi um dos mais influentes no Benfica, o que se traduziu em duas assistências para golo. Deu outro perfume ao jogo do Benfica.

Chiquinho

Marcou dois golos, apesar de ter estado durante algum tempo desaparecido do jogo. Foi matador quando se exigia.

Todido

Bons pormenores do central francês na estreia. Muita confiança com a bola nos pés. Fez por merecer mais minutos e terá que confirmar frente a adversários de maior peso.