sábado, 9 de janeiro de 2021

BENFICA - 2 TONDELA - 0 - MINIMO

 Numa noite muito fria na Luz, 'águias' bateram o Tondela por 2-0, mas só nos lances dos dois golos foi possível ver a tal "nota artística" de que Jorge Jesus tanto gosta de falar.

Análise: Benfica somou três pontos, mas exibição não chegou para aquecer a noite
Darwin assistiu Haris Seferovic para o primeiro golo. JOSE SENA GOULAO/LUSA © 2021 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O Benfica somou na receção ao Tondela a vitória de que precisava para não deixar o Sporting fugir ainda mais no topo da classificação. Não foi, longe disso, uma exibição espetacular das 'águias', que só nos lances dos dois golos mostraram um pouco da tal 'nota artística' que Jorge Jesus tanto gosta e da qual tanto tem falado, mas foi a suficiente para somar os três pontos, que eram um imperativo depois da escorregadela de início da semana nos Açores.

Frente a um adversário que passou grande parte do jogo remetido ao seu meio campo, o Benfica só conseguiu abrir o marcador aos 54 minutos e, apesar de a partida ter parecido estar sempre controlada, não se livrou de um susto - valeu então Vlachodimos - antes de selar, já no período de descontos, a vitória com o segundo golo.

Resumindo: mesmo sem encantar, o Benfica somou a sua quinta vitória nos últimos seis jogos e vai mesmo partir para o jogo da próxima jornada, no Estádio do Dragão, em igualdade pontual com o FC Porto. Um jogo onde um desaire - seja para que lado for - poderá ser fatal...

O jogo: Noite fria que só com os golos de Seferovic e Waldschmidt aqueceu

Vindo de um resultado negativo num jogo que se prolongou por dois dias (devido ao mau tempo) nos Açores, Jorge Jesus procedeu a três mudanças em relação ao 'onze' inicial que tinha apresentado diante do Santa Clara, fazendo entrar de início Otamendi, Pizzi e Seferovic. Mas, talvez por culpa do muito frio que se fazia sentir, o Benfica, mesmo com essas novidades, tardou a carburar...e carburou pouco.

As primeiras reais situações de golo só começaram a surgir a meio do primeiro tempo. Darwin desperdiçou duas, Gilberto também ameaçou num remate de primeira que saiu às malhas laterais, mas com o guarda-redes Niasse e toda a defesa do Tondela a mostrarem segurança, o nulo persistiu até ao intervalo

E o arranque de segunda parte não foi muito diferente, até que enfim, numa bonita jogada, essa sim digna de nota artística, o Benfica marcou. Sem deixar a bola cair, Pizzi levantou por cima da defesa do Tondela, encontrou Darwin que, também de primeira, serviu Seferovic e este só teve de tocar para o fundo das redes...e esperar. Esperar, porque foi preciso o VAR analisar o lance durante alguns minutos para confirmar que não havia qualquer irregularidade.

Em desvantagem, o Tondela viu-se obrigado a começar a arriscar mais, abrindo mais espaços. Mas, durante largos minutos, nem o risco do Tondela ameaçou dar frutos, nem os espaços concedidos eram aproveitados pelo Benfica para dilatar a vantagem. Até que, aos 85 minutos, os visitantes desperdiçaram a sua melhor - e claríssima - ocasião de golo do encontro. Depois de um cruzamento da esquerda, a bola sobrou para Murillo que ao segundo poste, na cara de Vlachodimos, viu o guarda-redes grego negar-lhe o golo com uma excelente intervenção.

O susto serviu de aviso ao Benfica, que acabaria mesmo por chegar ao segundo golo, o da tranquilidade, já bem dentro do período de descontos, mas uma vez no seguimento de uma bonita jogada coletiva. Rafa abriu da esquerda para a direita com um passe longo, Darwin recebeu a bola, toucou para Pizzi, recebeu do português e, já junto à linha de fundo, cruzou rasteiro, assistindo Waldschmidt para o 2-0 final.

O momento: Vlachodimos segura vantagem

Minuto 85. O Benfica vencia por 1-0, o encontro parecia controlado, mas o Tondela estava a crescer e, perante a margem mínima, a surpresa poderia acontecer a qualquer momento. É só não aconteceu graças a Vlachodimos, que com uma fantástica mancha negou o golo a Murillo quando este apareceu a rematar ao segundo poste, solto de marcação.

O melhor: Darwin não marcou, mas assistiu

Os pontas de lanças vivem de golos, já se sabe, mas Darwin parece ser um ponta de lança com uma aptidão especial para os oferecer. Embora não esteja a passar um bom momento no que toca ao capítulo da finalização, o jovem avançado uruguaio foi, ainda assim, decisvo, ao fazer o passe decisivo para os dois golos da partida. Já são oito as assistências

O pior: Tondela demasiado preocupado em não sofrer

É verdade que, como o seu treinador salientou após a partida, o Tondela até podia ter saído da Luz com um empate, se o tal lance de Murillo tivesse entrado. Mas não entrou. E o facto é que, ao todo, o Tondela apenas efetuou três remates ao longo do encontro (dois na direção da baliza). Muito pouco para uma equipa que até tinha, recentemente, conseguido marcar três golos no Estádio do Dragão.

Estatísticas e curiosidades

- O Benfica marcou pelo menos dois golos em todos os jogos que disputou em sua casa para a I Liga esta época

- Darwin Nuñez chegou às 8 assistências na presente época.

- Seferovic chegou aos 7 golos na presente edição da I Liga e é o melhor marcador do Benfica na prova

 
 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

SANTA CLARA - 1 BENFICA - 1 - PÉSSIMO

 Darwin e Fábio Cardoso fizeram os golos da partida.

Santa Clara 1-1 Benfica: Exibição cinzenta deixa águia a quatro pontos do topo
Néné, do Santa Clara, tentatirar o esférico a Adel Taarabt. EDUARDO COSTA/LUSA © 2021 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Depois de um temporal que obrigou a interromper a partida no domingo, o cinzento do céu passou para o Benfica que com uma exibição da mesma cor e sem grandes oportunidades de golo não foi além de um empate a uma bola na visita ao Santa Clara. O resultado deixa os encarnados a quatro pontos do líder Sporting e com os mesmos pontos que o FC Porto. Darwin, aos 33'  e Fábio Cardoso, aos 60' fizeram os golos da partida.

No domingo, durante os primeiros cinco minutos de jogo, a primeira grande oportunidade de golo pertenceu ao Santa Clara, quando Odysseas foi obrigado a intervir em resposta ao remate de Lincoln aos 5 minutos, numa altura em que a bola já não rolava, flutuava no relvado do Estádio de São Miguel.

De seguida, Hélder Malheiro, e já depois das queixas de Jorge Jesus sobre a falta de condições para jogar terem sido audíveis na transmissão do jogo, as equipas voltaram aos balneários e só voltariam a sair de lá 24 horas depois.

Avançamos pela esta segunda-feira: tempo nublado na olha de São Miguel, mas sem chuva e sem muito vento, a partida recomeçou aos 4:50 da partida, num relvado que estava pesado, no estado possível depois da ‘tareia’ que levou da chuva nas 24 horas anteriores.

O Benfica dominou as operações, passando a maior parte do tempo dentro da área do Santa Clara, mas sem conseguir criar muito perigo para a baliza defendida por Marco. Depois de Vertonghen, aos 31 minutos, ter cortado um remate que se poderia revelar perigoso de Jean Patric, o Benfica acabou por marcar, numa jogada que surge de um pontapé de baliza de Marco.

O esférico é cortado pela defesa encarnada, que lança Darwin rumo à baliza açoriana. Sob pressão, o uruguaio passou para Waldschmidt que, depois de combinação com Rafa, cruzou, já no interior da área, para Darwin, que só teve de encostar para o 0-1 aos 33 minutos.

O Benfica esteve perto de aumentar a vantagem três minutos depois, mas o remate de Waldschmidt passou ao lado do poste da baliza do Santa Clara e o resultado manteve-se até ao intervalo.

A segunda parte começou com um susto. Depois de um lançamento de linha lateral para o Santa Clara, Jean Patric e Gilberto chocaram de cabeça, com o jogador do Santa Clara a cair inanimado no chão. Já consciente e em cima de uma maca o jogador deixou o campo, juntamente com o benfiquista.


O Santa Clara tentava responder e ia crescendo na partida. Depois de Vertonghen ter impedido o perigo por duas ocasiões, os açorianos acabaram mesmo por chegar ao empate à passagem do minuto 60. Canto a favor dos insulares e depois de um primeiro alívio, o esférico acaba em Crysan, que tenta o golo acrobático, mas a bola acaba em Fábio Cardoso que, sem marcação, atirou de cabeça para o empate.

As águias mostravam-se apáticas e voltaram a ver o Santa Clara voltar a provocar calafrios quando, após contra-ataque dos açorianos, Crysan ficou frente a frente com Odysseas mas deixou o guardião do Benfica segurar o esférico aos 68’.

Os últimos 10 minutos foram de onda vermelha rumo à baliza defendida por Marco. O Benfica colocava a 'carne toda no assador' em busca do golo que desse a vitória e permitisse manter as distâncias para os principais rivais na tabela classificativa, mas o golo não surgiu e o empate confirmou-se depois de oito minutos de compensação. Com este resultado o Benfica passa a somar 28 pontos, os mesmos que o FC Porto e menos quatro que o Sporting, que fica mais isolado no topo da I Liga.