quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

BENFICA - 3 ZENIT - 0 - LIGA EUROPA

Águias asseguraram a qualificação para a Liga Europa, já o Zenit teve o pássaro na mão na Champions e está fora das competições europeias.
Benfica despede-se da Champions com triunfo sobre o Zenit e assegura presença na Liga Europa
Benfica-Zenit










O Benfica protagonizou, esta terça-feira, a melhor exibição da fase de grupos da Liga dos Campeões e venceu o Zenit por 3-0. Com este resultado, as águias seguem para os 16 avos de final da Liga Europa.
Na despedida do Benfica da fase de grupos da Liga dos Campeões, o Benfica sabia que dependia de si para chegar aos 16 avos de final da Liga Europa. Para lá chegar, as águias estavam  obrigadas a vencer o Zenit por 2-0 ou por três ou mais, se sofrerem um golo – o que desempataria o confronto com os russos -, ou até por 1-0, mas apenas se o Lyon perder na receção ao Leipzig.
Já em relação à equipa russa, até uma derrota podia chegar para assegurar a qualificação. Também por isso, os ouvidos também estavam em França, onde Lyon e Leipzig mediam forças.
O Benfica procurava a quarta vitória frente ao Zenit, no novo embate entre as duas equipas. Sem André Almeida, indisponível por razões físicas, Bruno Lage fez uso da máxima: 'Equipa que ganha, não se mexe', mantendo o onze que goleou o Boavista no Bessa, com Tomás Tavares no lado direito e com Taarabt e Gabriel no eixo central.
Essa dupla no miolo acabou por ser uma das chaves da partida frente aos russos, com o Benfica muito esclarecido na primeira fase de construção e a chamar para si o controlo da bola, perante um Zenit a jogar em bloco baixo e na expetativa à espera do que podia fazer a equipa de Bruno Lage.
Embora com mais bola, os encarnados não conseguiram criar grande ocasiões na primeira parte, onde faltou definição no último terço, com Vinícius demasiado isolado na frente, perante o compacto eixo central da equipa montada por Sergei Semak.
O primeiro apontamento da partida saiu do pé de Taarabt, um dos melhores em campo da noite fria na Luz.
Com dificuldade de penetração nas fases mais adiantadas do terreno, o Benfica tentava fazer uso dos remates de meia distância. À passagem do minuto 16´, os encarnados cheiraram o golo num pontapé de Pizzi a passar muito próximo da barra da baliza à guarda de Kerzhakov. Quase de seguida foi Chiquinho, em nova recuperação de bola dos encarnados, a estar perto do primeiro, em novo remate à entrada da área.
Só nos últimos minutos da primeira parte, é que o Zenit através de transições se mostrou, isto através dos dois homens da frente: Dzyuba, um autêntico tanque de bola no pé, e Azmoun, o virtuoso jogador iraniano, que ao minuto 37´, teve o golo nos pés num remate em arco, depois de servido pelo russo.

domingo, 8 de dezembro de 2019

LEIXÕES - 0 A.VISEU - 1 - BRILHANTES

Estádio do Mar, em Matosinhos, tarde de Inverno, chuva ligeira, nevoeiro, temperatura amena, para a época. Relvado em bom estado, público em apoio permanente à Equipa da Casa, mas o Académico não esteve sozinho e 15 adeptos marcaram presença no sector destinado aos Visitantes e fizeram-se notar durante o jogo, sendo reconhecidos pela equipa do Académico no final do jogo.

1ª parte do Académico de grande qualidade, única equipa a criar situações de perigo, várias situações, comando total do jogo, uma tranquilidade que poucos esperariam a jogar no campo de uma equipa que ocupa os lugares de cima da tabela, em sua casa, onde é fortíssima, agora e sempre. Ao intervalo o resultado era injusto, o Académico merecia, claramente, estar em vantagem, assim não aconteceu e veio o intervalo.

Na 2ª parte o Leixões entrou melhor, com outro ritmo, em busca do golo que lhe desse a vantagem no jogo. O Académico aguentou e numa saída rápida faz o 1-0, excelente cruzamento de Luisinho e golo de Jorge Miguel. Pouco depois, expulsão do jogador do LEixões, o Académico a ganhar e contra 10, mas o Leixões caiu em,cima do Académico e houve lances de perigo junto da nossa baliza, muito perigo, faltou, nesta fase, outra lucidez para fazer o 2-0, pois o Leixões destapava a sua zona defensiva e faltou-nos, alguma, qualidade de passe para poder definir melhor. Muitos cruzamento, muitos livres para cima da nossa área, mas Centrais impecáveis e Ricardo Fernandes, à Guardião de Liga dos Campeões, excelente exibição, estrondosa exibição.

Já mesmo no fim, nos descontos o Académico com uma situação de golo feito, mas a bola vai ao lado, logo a seguir, acabou o jogo, com uma vitória merecida do Académico, muito importante, a colocar-nos na parte cimeira da tabela e com margem para para podermos subir. Regresso de Diogo Santos, o grande Diogo Santos da época passada, mais um para ajudar, começa Rui Borges a ter todos os jogadores ao seu dispor e com isso, obviamente, que a qualidade de jogo aumenta, a tranquilidade aumenta, as vitórias, aprecem e os pontos somam.

Parabéns Equipa, parabéns a todos quantos se deslocaram a Matosinhos para apoiarem o Académico!

Agora, há que descansar bem, 1 dia e de seguida bom regresso ao trabalho para os jogos que nos podem colocar na senda das campainhas do Futebol Nacional, algo que já merecemos e tudo vamos fazer para que nos corra bem.

Sempre Académico!




Carlos Silva

BOAVISTA - 1 BENFICA - 4 - SÓLIDA

Estava à espera que a deslocação ao Bessa fosse um dos jogos mais complicados esta época. Mas o Benfica respondeu com uma das exibições mais sólidas dos últimos meses e resolveu este potencial problema com grande facilidade. Se houve alguma ilusão de equilíbrio, foi apenas porque o Boavista conseguiu marcar na primeira (e quase única) ocasião em que chegou à nossa baliza durante todo o jogo.


Regresso ao onze titular mais habitual das últimas semanas, com a excepção do Tomás Tavares alinhar no lugar do André Almeida, ausente por problemas físicos. A entrada do Benfica foi a matar: logo na primeira jogada de ataque o Pizzi isolou-se após um passe longo para as costas da defesa e fez a bola entrar na baliza, mas o golo foi anulado por um fora-de-jogo de centímetros. Daqueles lances em que um frame a mais ou a menos permite ao VAR validar ou não um golo, e que é daqueles pormenores que me fazem odiar o VAR - dá a sensação de que andam sempre à procura de uma desculpa para anular golos. Mas o lance não fez o Benfica esmorecer - fomos claramente superiores e dominadores em todo o campo, conseguindo mesmo dominar o meio campo com a dupla Gabriel e Taarabt sempre bem apoiada pelo Chiquinho e os dois alas, que frequentemente procuravam as zonas interiores. Isto apesar do critério largo obviamente adoptado pelo Jorge Sousa, que ia permitindo ao Boavista frequentemente matar os lances logo no meio campo com faltas sucessivas ficando sempre o amarelo guardado no bolso. Quando o amarelo finalmente saiu, foi num lance em que com boa vontade poderia ter sido vermelho, porque o Obiora travou o Chiquinho quando este estava em muito boa posição para se isolar (com a pancadaria que este jogador tinha andado a distribuir antes deste lance, com um critério normal ele não chegaria ao intervalo). O jogo continuou sempre com sentido único, com o Boavista acantonado atrás e incapaz sequer de causar qualquer tipo de incómodo em saídas em contra-ataque. Chegámos finalmente ao golo aos trinta e quatro minutos - um grande passe do Pizzi da direita (depois de uma boa saída do Cervi para o contra-ataque, na qual foi obviamente uma vez mais placado) foi encontrar o Vinícius do outro lado, que depois entrou na área e surpreendeu o guarda-redes com um remate forte e colocado para junto do poste mais próximo, quando ele esperava um remate cruzado. O mais difícil estava feito e parecia altamente improvável que o Boavista tivesse capacidade para responder à vantagem do Benfica. Mas de forma muito inesperada o empate surgiu mesmo quase em cima do intervalo, na única vez em que vi o Boavista chegar à nossa área. Culpas algo repartidas entre os dois centrais, já que o Rúben ficou atrasado em relação à linha da defesa e meteu o adversário em jogo, e depois o Ferro não acompanhou o avançado do Boavista e ficou fora do lance, permitindo-lhe ficar à vontade para desviar a bola de cabeça quando o Vlachodimos saiu. O empate ao intervalo era obviamente frustrante dada a enorme superioridade do Benfica em campo, mas se voltássemos para a segunda parte com a mesma atitude não haveria motivos para grande preocupação.


E a verdade é que foi isso mesmo que aconteceu. O Boavista obviamente que estava satisfeito com o empate e manteve-se na retranca, e o Benfica continuou com enorme domínio territorial e foi à procura de novo golo que desse a vantagem no marcador. O Chiquinho deu o primeiro grande aviso logo nos primeiros minutos, obrigando o Bracali a uma boa defesa. E um minuto depois (aos sete) o golo chegou mesmo. Passe do Grimaldo (depois de uma bonita investida do Taarabt) a desmarcar o Vinícius, que entrou na área pela esquerda cruzou rasteiro para o poste mais distante, onde o Cervi apareceu embrulhado com um defesa a empurrar para o golo. Estava reposta a justiça no marcador e desta vez acreditei mesmo que o Boavista já não conseguiria ir outra vez buscar o empate - até porque pareciam estar mais empenhados em reclamar uma suposta falta do Cervi no lance do golo, quando o argentino ganha posição e é depois pontapeado pelo defesa do Boavista quando este tentou cortar o lance. E em boa verdade, o Benfica não deu hipóteses ao Boavista de sequer sonhar com isso, porque continuou a dominar completamente o jogo, sendo recompensado com o terceiro golo dez minutos depois. Bola interceptada pelo Grimaldo logo no início de uma tentativa de saída para o ataque por parte do Boavista e colocada pelo meio da defesa para o Vinícius, que logo na meia lua rematou de primeira de pé esquerdo para o ângulo superior da baliza sem qualquer possibilidade de defesa. Jogo mais do que resolvido e a partir daqui sim, achei que o Benfica abrandou um pouco o ritmo. Sem que isso no entanto desse ao Boavista qualquer possibilidade de regressar ao jogo, já que as poucas vezes em que conseguia chegar à frente eram quase sempre na sequência de livres despejados para a área. Continuou aliás a ser sempre o Benfica a estar mais perto do golo, e ainda deu para chegar ao quarto já em período de compensação. Foi pelo Gabriel, que cabeceou com sucesso após um livre marcado pelo Grimaldo (a castigar falta sobre si próprio) - de assinalar que antes deste jogo o Boavista ainda não tinha sofrido mais do que um golo em qualquer jogo da liga, e tinha uma das melhores defesas. Para não passar o jogo todo praticamente sem fazer nada, mesmo a acabar o jogo o Vlachodimos ainda teve a oportunidade para fazer uma boa defesa a um livre directo.


Homem do jogo, obviamente o Vinícius graças aos dois golos e uma assistência. O homem no qual se deitaram fora dezassete milhões com o único objectivo de fazer um favor ao Mendes (mesmo não sendo ele na altura agenciado pelo Mendes, mas isso são pormenores) vai-se revelando uma das figuras da equipa e tem agora dez golos marcados nos últimos nove jogos pelo Benfica - estou a contar com o golo gamado pelo Veríssimo. Também me parece óbvio que daqui a uns meses o pilantra do Vieira será criticado por estar mortinho por vender o Vinícius, esse jogador que é prata da casa e que só veio para o Benfica contra a vontade do Vieira, porque ele só está interessado em destruir o clube. O Grimaldo também teve grande influência neste jogo, com duas assistências e participação noutro golo. Bom jogo da dupla do meio campo e do Pizzi, como de costume. O jovem Tavares fez uma exibição em crescendo, e creio que assim que vá acumulando experiência será apenas uma questão de tempo até conquistar a titularidade.

Foi uma grande resposta do Benfica num jogo em que tínhamos todas as razões para esperar dificuldades. As dificuldades maiores acabaram por ser criadas por uma arbitragem muito tendenciosa por parte do Jorge Sousa. Num jogo em que os jogadores do Boavista andaram a lavrar o campo e a bater sem critério, o Benfica acaba com o mesmo número de amarelos deles. Na dúvida, decidiu quase sempre a favor da equipa da casa. Só mesmo ele conseguirá explicar como é que o Ricardo Costa não foi tomar banho mais cedo (conseguiu nem ver sequer um amarelo). Mas no final o que fica é mais uma vitória convincente do Benfica - a décima consecutiva nesta liga, e 91 pontos em 96 possíveis é o cartão de visita do Benfica de Bruno Lage. Temos que nos livrar rapidamente deste incompetente, porque tipos capazes de fazer muito melhor do que isto andam por aí aos pontapés. O que é uma chatice é que sempre que os maldizentes ganham um bocadinho de embalo, a resposta seja invariavelmente uma exibição para os desmotivar novamente.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

TAÇA DA LIGA - COVILHÃ - 1 BENFICA - 1 - EXPERIENCIAS

Bonani abriu o marcador para os serranos, Jota restabeleceu a igualdade para a equipa de Bruno Lage. Resultado pode hipotecar a passagem dos encarnados à próxima fase, dependendo do resultado do outro jogo do grupo.
Sp. Covilhã 1-1 Benfica: Águias voltam a empatar na Taça da Liga
Bonani pressiona Jota LUSA












O Benfica empatou hoje 1-1 no reduto do Sporting da Covilhã, quinto classificado da II Liga, em partida da segunda jornada do Grupo B da Taça da Liga em futebol. A formação da casa adiantou-se no marcador aos 14 segundos da segunda metade, com um tento do brasileiro Bonani, mas os ‘encarnados’, que nunca perderam na fase de grupos da prova (27 vitórias e oito empates), igualaram aos 82', por Jota.
No Grupo B, que apura o primeiro classificado para a 'final four', o Sporting da Covilhã e o Benfica somam dois pontos, em dois jogos, enquanto Vitória de Setúbal e Vitória de Guimarães, que se defrontam esta quarta-feira, no Bonfim, contam com um ponto cada.

Bruno Lage mudou quase toda a equipa em relação ao duelo com o Marítimo, com Rúben Dias a ser o único a repetir a titularidade. Nota de destaque para Zivkovic, que somou os primeiros minutos na temporada – não jogava desde abril. No Sporting da Covilhã, Ricardo Soares mudou também algumas unidades, com as entradas de Daffé, Mica Silva e Bruno Bolas.
A equipa da casa foi a primeira a criar perigo, com Adriano Castanheira (5’) a rematar para a defesa de Zlobin, na sequência de um erro a meias entre o guardião russo e Rúben Dias.
Aos 12 minutos, Gedson Fernandes esteve muito perto de abrir o ativo para o Benfica: bola na área do Covilhã, Ruben Dias coloca de cabeça no segundo poste e Gedson cabeceia ao ferro. Os serranos procuraram responder através de um remate à entrada da área de Bonani, que ainda desviou num defesa e quase enganou Zlobin.
Aos 22’ os jogadores do Benfica ficaram a pedir grande penalidade por alegada falta de Bruno Bolas sobre Raul de Tomas. O árbitro Rui Oliveira mandou seguir.
O Sporting da Covilhã apostava tudo nas saídas rápidas em contra-ataque, como aconteceu aos 25 minutos - valeu Tomás Tavares a não permitir o remate com espaço a Adriano Castanheira.
Já o Benfica mostrava alguma dificuldade em ligar o seu jogo, mas voltou a estar perto de inaugurar o marcador à passagem da meia hora, numa bela jogada de Raul de Tomas. O espanhol recebeu a bola na área, rodou e atirou, mas encontrou Bruno Bolas no caminho.
Em cima do intervalo, Adriano Castanheira tentou assustar Zlobin de longe, com a bola ainda a rasar a barra.
Bruno Lage aproveitou a pausa na partida para tirar Florentino e lançar Vinícius para o ataque, ao lado de Raul de Tomas. No entanto, foi o Sp. Covilhã quem chegou ao golo, logo após o apito do árbitro: corte defeituoso de Jardel, a bola ressalta e sobra para Bonani, que arrancou em direção à área e, perante a saída de Zlobin, rematou colocado para o 1-0.
Em desvantagem, Bruno Lage não quis perder tempo e esgotou todas as substituições, colocando em jogo Pizzi e Taarabt (saíram Samaris e Zivkovic). O Benfica foi com tudo para a reviravolta e aos 61 minutos Nuno Tavares tirou um cruzamento que acabou no poste. No entanto, Rui Oliveira anulou o lance, uma vez que a bola já tinha ultrapassado a linha final. Aos 67’ um novo cruzamento de Nuno Tavares encontrou Vinícius, que cabeceou a rasar o poste.
As águias, que só 'acordaram' na última meia hora, acabaram por chegar ao empate aos 82 minutos: livre lateral para os visitantes, Rodrigues afastou para a entrada da área e Jota apareceu para rematar de primeira para o 1-1 final. O Benfica consegue evitar a derrota, mas pode ter hipotecado a passagem à próxima fase da Taça da Liga, dependendo do resultado do outro jogo do grupo.