sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

ST. CLARA - 0 BENFICA - 2 - MINIMOS

Seferovic e Jardel marcaram os golos da equipa de Bruno Lage no triunfo do Benfica na 17ª jornada.
Benfica vence Santa Clara e isola-se no segundo lugar
Haris Seferovic celebra o primeiro golo do Benfica no triunfo sobre o Santa Clara por 2-0. EPA/EDUARDO COSTA
O Benfica venceu esta sexta-feira o Santa Clara por 2-0 em jogo a contar para a 17ª jornada do campeonato nacional e ascendeu ao segundo lugar da prova depois do empate do SC Braga em Portimão.
No regresso do Benfica aos Açores 16 anos depois, Bruno Lage operou duas alterações no onze 'encarnado' em relação ao triunfo por 4-2 sobre o Rio Ave na última jornada. Cervi e Salvio saíram da equipa para dar entrada a Gabriel e Zivkovic, e com esta alteração o Benfica ganhou outra capacidade técnica para segurar a bola a meio-campo.
O médio brasileiro assumiu-se como determinante nas transições rápidas dos 'encarnados', mas as linhas muito próximas do Santa Clara dificultavam as operações ao Benfica nos instantes iniciais. Aos 13' minutos, o Santa Clara beneficiou de um pontapé de canto com Vlachodimos a afastar o perigo e Seferovic a fazer a emenda com um remate para longe da área. O Benfica respondeu de imediato com uma jogada aos 16' minutos entre Grimaldo e Zivkovic, mas o João Félix não conseguiu dar o melhor seguimento ao passe do extremo sérvio e a bola acabou por sair para fora.
Com o decorrer do tempo, o Benfica foi assumindo o controlo das operações e aos 22' minutos abriu o marcador através de uma jogada iniciada pro André Almeida. O lateral direito fez um passe longo para a área contrária onde Seferovic aproveitou uma escorregadela de Fábio Cardoso para fugir à marcação dos centrais e com um remate colocado fazer o 1-0.
Na jogada seguinte, o Santa Clara voltou a criar perigo junto à baliza do Benfica com um cruzamento-remate de Ukra que obrigou Odysseas Vlachodimos a afastar a bola com a ponta da luva. Aos 30' minutos, Patrick ensaiou um remate, mas o guardião grego do Benfica 'encaixou' o esférico com tranquilidade.
Cinco minutos depois o Benfica voltou a surgir na área açoreana com muito perigo com Seferovic a tentar servir João Félix, mas o jovem avançado dos 'encarnados' não chegou a tempo e falhou o remate por por muito pouco. Pizzi ainda tentou encontrar espaço para o remate, mas acabou desarmado.
Num jogo que foi crescendo em qualidade, o Santa Clara reagiu de imediato aos 36' minutos com um forte remate de Bruno Lamas. O médio do Santa Clara surgiu solto na área e com um remate de pé direito obrigou Odysseas Vlachodimos a uma defesa apertada. Três minutos depois foi a vez de Sergio a ter uma defesa apertada num lance criado por João Félix. O jovem avançado do Benfica 'picou' a bola para a área onde Seferovic surgiu para finalizar, mas o desvio do avançado suíço acabou por ser parado pelo guarda-redes dos 'açorianos'.
Antes do intervalo, João Capela assinalou uma grande penalidade a favor do Benfica por falta de Fábio Cardoso sobre Pizzi, mas o castigo máximo acabou por ser cancelado após análise do vídeo-árbitro. Por indicação do VAR, João Capela analisou as imagens do lance e decidiu assinalar falta fora da área e expulsão do central do Santa Clara.
Com o Santa Clara em inferioridade numérica no arranque da segunda parte, o Benfica aproveitou para 'imprimir' mais pressão sobre o adversário e chegou ao segundo golo do jogo na sequência de um pontapé de canto marcado por Pizzi. Jardel saltou no centro da área do Santa Clara e de cabeça fez o 2-0 aos 48' minutos.
A vencer por 2-0, o Benfica ganhou outro tipo de tranquilidade e esteve perto de dilatar o marcador em várias ocasiões. Aos 50' minutos, um passe de João Félix permitiu a Seferovic enquadrar-se com a baliza e atirar para o fundo da baliza de Serginho, mas o lance acabou por ser invalidado por posição irregular do avançado helvético.
Dois minutos depois, Grimaldo apareceu em posição privilegiada e optou por passar a bola a Seferovic, mas o avançado suíço estava marcado por Mamadu que interceptou a bola na altura certa e impediu o golo. O Benfica estava com o 'pé no acelerador' e aos 53' minutos um cruzamento de Zivkovic criou muito perigo na área do Santa Clara, mas não apareceu ninguém para finalizar. André Almeida ainda meteu o esférico no coração da área, mas nem Pizzi nem Seferovic conseguiram finalizar.
Aos 57' minutos, Seferovic apareceu em boa posição para fazer o 3-0, mas o remate do avançado suíço saiu às malhas laterais.
Depois de tantos lances perigosos falhados pelo Benfica, o Santa Clara reagiu aos 75' minutos com Patrick a assistir Pineda, mas o cruzamento do avançado dos 'açorianos' para a área dos 'encarnados' acabou por perder-se porque Schettine não conseguiu dominar o esférico.
O Benfica voltou a estar perto do golo aos 84' minutos mas o remate de Seferovic após simulação de João Félix acabou por ser parado por Serginho. Antes do apito final, Bruno Lage ainda lançou Castillo para o lugar de João Félix, mas o resultado não voltaria a sofrer alterações.

PENAFIEL - 2 A. VISEU .- 0 - MAU

FC Penafiel 2-0 Ac. Viseu FC


O Académico perdeu, esta tarde, por 2-0 no terreno do Penafiel.

Com o mister Floris no banco (rápida recuperação ao nosso mister Manuel Cajuda), o Académico alinhou com: Jonas, Tomé (Cap.), Medina, Fábio Santos e Baumer; Paná, Latyr e Bruno Loureiro; Tiago Almeida, João Mário e NSor. Jogaram ainda: Luisinho, Barry e Ryan.
 

A primeira parte foi bastante equilibrada, com o Académico a jogar de igual para igual com a turma da casa. Diga-se até que, a melhor oportunidade do primeiro tempo foi academista. Latyr, isolado por um colega de equipa (NSor?), fez a bola razar o poste da baliza do ex.academista Ivo Gonçalves. Um remate que poderia ter dado o primeiro da tarde. O Penafiel nos primeiros 45min. não tem nenhuma jogada iminente de golo.

A segunda parte foi diferente. Jonas brilhou logo nos primeiros minutos numa defesa espetacular. Mas aos 60 min, e num pontapé de canto mal defendido pelos academistas, o avançado Pires, oportuno, não desperdiçou e encostou para o primeiro da tarde. De imediato, o mister Floris coloca Luisinho em jogo, entrando para o lugar de Tomé. Antes do segundo golo penafidelense, Barry havia entrado para o lugar de Paná. E quando o Académico tentava o empate, Pires fez o segundo da tarde. Numa bela jogada de Ludovic na direita do ataque da turma da casa, trocando as voltas a Baumer, cruzou para o veterano ponta de lança fazer um golo de belo efeito. 75 min, e estava feito o segundo golo do Penafiel. Registo, já perto do final da partida, para um excelente remate de Luisinho, mas que Ivo Gonçalves respondeu com categoria.
2-0 Resultado Final.

 

Permitam-nos uma nota final para Bruno Loureiro. De regresso à equipa, mais de um ano depois, (fez a estreia na equipa, desde que o mister Manuel Cajuda assumiu o comando técnico), tendo rubricado uma exibição muito interessante, sendo inclusive, o jogador escolhido para as bolas paradas dos viseenses. 
Um regresso que todos os academistas saúdam, certamente.

Domingo vai correr melhor, e estamos convictos que marcará o regresso às vitórias. Estão todos convocados para o jogo do Fontelo. Pelas 15h00, tendo como adversário o Farense.
Força Académico!!! Sempre contigo!!

domingo, 6 de janeiro de 2019

BENFICA - 4 RIO AVE - 2 - REVIRAVOLTA

Os 'encarnados' receberam na tarde deste domingo os vilacondenses para a 16º jornada do campeonato nacional.
Benfica 4-2 Rio Ave: No rescaldo do adeus a Vitória, os 'encarnados' assinam uma reviravolta Félix
epa07265909 SL Benfica's Joao Felix celebrates after scoring a goal during the Portuguese First League soccer match between SL Benfica and Rio Ave FC held at Luz Stadium, Lisbon, Portugal, 06 January 2019. EPA/MIGUEL A. LOPES
Este domingo, o Benfica recebeu o Rio Ave no Estádio da Luz para a 16º jornada do campeonato. Num jogo com dois novos treinadores - Bruno Lage para os 'encarnados', que substituiu Rui Vitória, e Daniel Ramos no Rio Ave que ocupou o lugar de José Gomes.
Neste que foi o primeiro jogo depois do adeus de Rui Vitória, o Benfica voltou às vitórias e derrotou os vilacondenses de Daniel Ramos por 4-2, apesar de ter estado a perder por 2-0 aos 20 minutos de jogo.
Em relação ao último jogo com o Portimonense, que ditou a saída de Rui Vitória, destaque para as titularidades de João Félix (sai Gedson Fernandes), Salvio e de Seferovic (substitui o castigado Jonas). Ficou também de fora Zivkovic, no jogo de estreia de Bruno Lage como treinador da equipa principal do Benfica. Do outro lado, também Daniel Ramos faz o primeiro jogo no banco dos vilacondenses depois da saída de José Gomes para o Reading FC.
Depois de quinze minutos bem disputados, mas com mais oportunidades de golo para os 'encarnados', que chegavam com facilidade ao meio campo adversário, o inesperado acontece e Gabrielzinho inaugura o marcador para o Rio Ave. Numa jogada iniciada por Carlos Vinícius, Galeno cruza para Gabrielzinho que surge de repente de frente para Vlachodimos e não hesita em colocar a bola no fundo das redes.
Os 'encarnados' ainda não se tinham recomposto do primeiro golo sofrido e viram logo o segundo a aparecer por Bruno Moreira. Num cruzamento de Matheus Reis ao segundo poste, o jogador português ganha o duelo aéreo aos centrais do Benfica e marca de cabeça.
Ao minuto 27, e depois de algum tempo de descontrolo, o Benfica encontra o caminho para a baliza de Léo Jardim e reduz a desvantagem no marcador. Com assistência de Grimaldo, Seferovic mete a bola entre as pernas do guarda-redes do Rio Ave e 'levanta' o Estádio da Luz.
Num piscar de olhos, e depois de estar a perder por 2-0, o Benfica reergue-se e marca o segundo. Seferovic aguenta a pressão da defesa do Rio Ave e no momento certo solta para o 'menino de ouro' das águias que não desperdiça a oportunidade e empata a partida.
Ao intervalo, os adeptos no Estádio da Luz tinham assistido a um jogo por fases: depois de um início de jogo meio adormecido, o Rio Ave marca dois golos, para o Benfica reagirlogo de seguida. As equipas recolhem aos balneários com tudo em aberto para a segunda parte.
Há seis anos que os 'encarnados' não iam para o intervalo na Luz com 2-2 no marcador. A última vez que algo assim aconteceu foi em 2013 frente ao FC Porto. Das 10 vezes que o Benfica recolheu com este resultado, cinco delas acabou por vencer. Empatou quatro e perdeu apenas uma, em 1952, com o Sporting.
No regresso do intervalo, o Rio Ave aparece com mais fome de golo e assusta Vlachodimos em algumas ocasiões. Mas, o Benfica não se deixa intimidar pelos vilacondenses e acaba mesmo por chegar ao terceiro golos pelos pés de João Félix. Acabado de entrar Zivkovic cruza para o jovem 'encarnado' que finta a defesa adversária e 'bisa'.
Mas, como um 'bis' nunca vem só, Seferovic marca o segundo da partida para a conta pessoal e o quarto do Benfica, deixando a equipa numa vantagem 'confortável'. Num contra ataque rápido da equipa da casa, o jogador suiço aproveita a saída de Léo Jardim e atira para o fundo das redes.
Ao contrário da primeira parte, os segundos 45 minutos de jogo não foram tão animados, mas ainda fizeram vibrar os adeptos na casa do Benfica. Até ao apito final, não houve descanso para nenhuma das equipas, que deram o 'tudo por tudo' até ao último suspiro. Os 'encarnados' recebem mérito pela reviravolta, mas o Rio Ave tem igualmente direito a aplausos por 'fazer suar' os benfiquista
Com este resultado, o Benfica sobe provisoriamente ao segundo lugar do campeonato nacional, com 35 minutos, ficando assim à espera dos jogos de Sporting (com o Tondela) e de Sporting de Braga (com o Boavista). Já o Rio Ave mantém-se na 11º posição com 19 pontos.
Veja o resumo em vídeo

PORTIMONENSE - 2 BENFICA - 0 MAU DEMAIS

Agonia

Mais uma etapa na lenta agonia da nossa equipa. Fizemos noventa minutos que foram a continuidade exacta daquilo que tínhamos feito contra o Aves. Ou seja, praticamente nada. 


Um jogo paupérrimo, com todos os defeitos que já se tornaram hábitos no nosso futebol, aos quais conseguimos acrescentar ainda mais algumas novidades. Nomeadamente dois autogolos, um de cada um dos centrais, perfeitamente escusados e evitáveis. O primeiro, do Rúben Dias, numa tentativa de interceptar um cruzamento que não levava qualquer perigo e que iria morrer nas mãos do Odysseas. O segundo, do Jardel, de tal forma patético que quase que pareceu que foi de propósito. Depois de uma má tentativa de chapéu ao nosso guarda-redes o Jardel ficou com todo o tempo do mundo para fazer o que quisesse e afastar a bola da forma que muito bem entendesse. Em vez disso, cabeceou a bola para dentro da própria baliza. Não há nada a acrescentar a tudo o que eu já escrevi sobre o que o nosso futebol tem de errado, porque os defeitos mantêm-se e agudizam-se. Já escrevi também antes que não acredito que o nosso treinador tenha capacidade para corrigir estes erros e inverter a actual situação. E como se não bastasse todo o disparate, depois ainda somos presenteados com um vermelho directo ao Jonas por um lance normal de futebol, que quando muito valeria um amarelo. Enfim.

Os únicos jogadores que escaparam à mediocridade foram o Odysseas (sem ele o resultado poderia ter sido ainda mais humilhante) e o Fejsa.

Conseguimos pela primeira vez na história perder com o Portimonense. E se algo não for feito e continuarmos a assobiar para o ar à espera que miraculosamente tudo entre nos eixos, o mais provável é que continuemos a fazer história com feitos como este.