quinta-feira, 10 de abril de 2014

BENFICA - 2 AZ ALKMAAR - 0 - BOM

Paciente

O Benfica soube ser muito paciente esta noite e tranquilamente resolveu a questão da passagem às meias-finais da Liga Europa, num jogo controlado de princípio a fim pela nossa equipa e que apenas ficou manchado pela grave lesão do Sílvio.


Uma vez mais meia dúzia de alterações no onze base do Benfica: Oblak, Enzo, Markovic, Lima, Gaitán e Maxi de fora (os dois últimos por castigo), e nos seus lugares Artur, André Gomes, Salvio, Cardozo, Sulejmani e Sílvio. O jogo começou da pior forma possível, já que praticamente na primeira jogada um choque entre o Sílvio e o Luisão resultou numa grave lesão do nosso defesa lateral, que foi substituído pelo André Almeida. O jogo foi, todo ele, a tender para o monótono. A atitude dos holandeses foi algo bizarra, uma vez que praticamente nunca abdicaram de extremas cautelas defensivas, tendo até durante várias ocasiões andado a perder tempo de forma ostensiva. O AZ meteu constantemente dez jogadores atrás da linha da bola, acantonados em frente à sua área, deixando apenas o avançado só na frente. E quando recuperavam a bola, raramente arriscavam vir para a frente com mais do que três ou quatro jogadores. A ideia com que se fica é a de que o maior receio deles era o de serem goleados caso arriscassem jogar olhos nos olhos, e portanto estava contentes a jogar pelo seguro e esperar por um qualquer lance fortuito que lhes pudesse proporcionar o golo que empataria a eliminatória. Como este tipo de postura não era exactamente um incómodo para o Benfica, não nos lançámos num ataque desenfreado, fazendo sim aquilo que tem sido apanágio da equipa este ano: circulação segura da bola e construção paciente das jogadas, na certeza quase absoluta de que a diferença de qualidade entre as duas equipas acabaria por fazer o jogo pender a nosso favor. Evidentemente que as únicas oportunidades que houve foram todas nossas, e a primeira delas até aparece cedo, num remate em arco do Cardozo de fora da área, que o guarda-redes do AZ defendeu bem. As outras oportunidades mais flagrantes tiveram o mesmo denominador comum: Cardozo. Primeiro viu o guarda-redes defender um remate seu perto da marca de penálti depois de um cruzamento do Rodrigo, e depois não conseguiu acertar na baliza quando estava em posição privilegiada para o fazer. Mas logo a seguir a este lance, quando faltavam cerca de cinco minutos para o intervalo, o Benfica chegou ao golo. O lance nasceu numa cavalgada fantástica do Salvio pela direita, junto à linha lateral, em que correu mais de metade do campo e foi deixando tudo e todos para trás, até centrar para a zona do segundo poste onde apareceu o Rodrigo para encostar. O golo dava justiça ao resultado e acrescentava ainda mais tranquilidade ao nosso jogo. Quanto ao AZ, durante toda a primeira parte, foi literalmente inofensivo. Não me recordo de um remate sequer, ou de uma defesa do Artur.


Na segunda parte a atitude dos holandeses continuou sem se alterar, mantendo a solidez defensiva como maior preocupação. O jogo foi por isso bastante monótono, sem qualquer lance digno de registo durante os primeiros minutos. Apenas quando se completou a hora de jogo assisti ao primeiro remate digno desse nome por parte do AZ, que passou fraco e rasteiro ao lado da baliza - cinco minutos depois disso voltaram a rematar, e finalmente o Artur foi obrigado a fazer algo que se podia classificar como defesa, embora o lance não tivesse trazido qualquer perigo à nossa baliza. Entretanto o Enzo foi chamado para o lugar do Fejsa, e assim que entrou começou a arrumar a casa, com efeitos práticos visíveis na qualidade do nosso jogo. O nosso segundo golo até surgiu pouco depois, a vinte minutos do final, mas num lance em que o Enzo não teve participação. Mais uma vez o mérito maior pertence inteirinho ao Salvio, que acreditou e insistiu num balão que parecia que levaria a bola a sair, levou a bola até perto da bandeirola de canto, e pressionado por dois adversários conseguiu cruzar por alto, novamente para a zona do segundo poste, onde o Rodrigo apareceu mais uma vez a encostar facilmente para o golo - a defesa holandesa não ficou nada bem na fotografia. Depois deste segundo golo o AZ (que já desde início não parecia ter grande crença na possibilidade de discutir a eliminatória) pareceu abandonar definitivamente qualquer tipo de esperança e relaxou mais em termos defensivos, o que fez com que até final o terceiro golo do Benfica fosse sempre uma ameaça. Falhou-o o Salvio (e bem teria merecido esse golo), que isolado após um passe do Luisão para as costas da defesa viu o seu remate ser defendido pelo pé do guarda-redes, e falhou-o o Cardozo, que não conseguiu controlar a bola após um passe açucarado do Enzo, depois de mais uma daquelas arrancadas em que foi deixando tudo e todos para trás. Um terceiro golo talvez deixasse a diferença de qualidade entre as duas equipas marcada de forma mais vincada, mas o Benfica também nunca pareceu ter necessidade de acelerar mais, e construiu a vitória de forma muito natural e sem grande esforço aparente.


O Salvio, pelas duas assistências, é o homem do jogo. foi muito bom ver, sobretudo no lance do primeiro golo, o 'velho' Salvio de regresso. Aquele que a complicada lesão nos retirou durante a maior parte da época, e que certamente teria sid muito útil. Mas ainda vem a tempo de ajudar. O Rodrigo teve o mérito de aparecer no lugar certo na altura certa, reforçando a sua confiança - a desmarcação para o primeiro golo é muito boa, e no segundo revelou grande oportunismo. Os centrais estiveram impecáveis, como habitualmente. O Sulejmani baixou muito de rendimento na segunda parte, e o Cardozo continua a revelar ainda muita falta de confiança, mas foi bonito ver e ouvir o apoio do público da Luz ao Tacuara na fase final de um jogo que não lhe correu bem.

A única coisa a lamentar foi mesmo a grave lesão do Sílvio. Nos últimos posts que tenho feito, por mais de uma vez o elogiei e revelei a minha vontade de passarmos a contar com ele no plantel de forma definitiva. Espero que possa recuperar rapidamente da lesão, e que esta não seja um entrave à sua eventual contratação. Para mim é um jogador que tem definitivamente lugar no nosso plantel. Quanto à Liga Europa, chegados a esta fase é óbvio que a possibilidade de conquistar um troféu que nos fugiu de forma tão injusta a época passada tem que ser considerada de forma séria. Vamos esperar pelo sorteio de amanhã e ver o que nos reserva. Gostaria de evitar a Juventus, porque não costumamos ser muito felizes contra equipas italianas. Mas a Liga Europa já passou, e quando regressar preocupar-me-ei com ela. Importante agora, mas mesmo importante, é ganhar ao Arouca

segunda-feira, 7 de abril de 2014

BENFICA - 4 RIO AVE - 0 SHOW


Benfica-Rio Ave, 4-0 (crónica)
Como um empregado de mesa de um conceituado restaurante de Buenos Aires, a servir da melhor carne e vinho nacionais, Nico Gaitán transformou a vitória do Benfica sobre o Rio Ave num verdadeiro banquete argentino.

Regressado ao ativo, Enzo Pérez também fez por abrilhantar o serviço, mas foi Gaitán, indiscutivelmente, o verdadeiro mestre de cerimónias. E de forma tão competente que até um paraguaio decidiu colocar um ponto final no «jejum». Mais do que isso, acabou mesmo por repetir a dose.

De barriga cheia o Benfica deu mais um passo rumo ao título, afastou matematicamente o tricampeão FC Porto dessa luta, e começa a preparar a sua sala para a festa final.

Resolvido à meia hora

A paciência não é uma virtude dos argentinos, e por isso o Benfica, guiado por Enzo e Gaitán, não perdeu tempo a instalar-se no meio-campo contrário, até pelos vários livres de que beneficiou logo na fase inicial do encontro. Mas se os lances de bola parada foram controlados, ao primeiro desequíbrio o Rio Ave viu-se em desvantagem.

Um passe largo de Enzo Pérez para a esquerda abriu espaço na estrutura vilacondense e um toque indefinido de Sílvio colocou a bola em Gaitán, que fez o resto. Com o primeiro toque o argentino sentou logo Marcelo, para depois, de pé direito, oferecer um golo feito a Rodrigo (17m).

Endiabrados, os argentinos voltaram à carga apenas dois minutos depois. Gaitán aproveitou um desentendimento na defensiva contrária e tentou a sua sorte, mas a bola foi contra Marcelo, para mais tarde chegar aos pés de Enzo, que tentou o remate em jeito mas viu Ederson defender.
Mas depois de ter feito a assistência para o tento inaugural, Gaitán assumiu a autoria do 2-0, aproveitando um ressalto à entrada da área para um remate seco e colocado.

O regresso de Cardozo tornou perfeita a noite benfiquista

O Rio Ave nunca conseguiu incomodar Oblak na primeira parte, e os dois únicos remates que fez foram de Ukra, que tentou a sorte de longe mas falhou o alvo.

O mesmo se verificou na segunda parte, com Braga a sair do banco para substituir Ukra nesta missão quase impossível, através de remates de fora da área, mas com o mesmo sucesso.

Com uma vantagem confortável no marcador, o Benfica teve a possibilidade de gerir o jogo na etapa complementar, mas mantendo-se no meio-campo contrário.

Jorge Jesus lançou Djuricic e até se deu ao luxo de substituir Luisão, isto já a pensar em duelos futuros, mas acima de tudo recuperou Cardozo. O paraguaio foi o primeiro jogador a ser lançado e acabou por bisar, com dois golos de grande penalidade.

Melhor era impossível.

A.VISEU - 0 TROFENSE - 1 - JOGO PÉSSIMO

Ac. Viseu FC 0 - 1 CD Trofense

Quem esperava uma entrada a todo o gaz, encostando lá atrás o penúltimo classificado do campeonato, enganou-se redondamente. Pior que isso vimos um Académico completamente desligado da partida, apático e sem discernimento para mostrar bom futebol.

Foram precisos 25 minutos, para podermos ver algo de construtivo no Académico de Viseu num remate de relativo perigo. Começaram aí dez minutos de um nível médio/alto, com Cafú a estar perto do golo, ao rodopiar sobre si mesmo e a rematar para a defesa do guarda redes do Trofense; pouco depois é Tiago Costa que cruza para Cafú desviar por cima e aos 34 talvez a melhor jogada de toda a partida com Cafú e Bruno Loureiro a combinarem bem com o viseense a colocar em Tomé que rematou ao lado.

A isto respondeu o Trofense, no minuto seguinte ao remate de Tomé, com Preciado a isolar-se, depois de jogada individual, mas depois atrapalhou-se e permitiu que a dupla Cláudio/Janota safassem a bola; o mesmo Janota que ao minuto 44 teve uma outra boa intervenção.

Ao intervalo o resultado ajustava-se.

Esperava-se muito mais da equipa academista na segunda parte, mas nada de novo aconteceu. Na sua tática de nove jogadores atrás da linha de bola, incluindo logicamente o guardião, e com duas setas no ataque – Preciado e Riascos – o Trofense chegou ao golo. Bola para Riascos, que passou como quis por Cláudio, e à saída de Janota rematou cruzado com a bola a tocar no poste e anichar-se na baliza viseense.

A partir daí o futebol Trofense foi de uma baixaria absolutamente ridícula. Muitas perdas de tempo, jogadores a mandarem-se sempre para o chão, e muito tempo a serem recuperados. O Senhor Porfírio Amorim, e treinadores como ele, estão a mais neste futebol e têm que ser denunciados. Fizeram o trabalho deles? O trabalho deles é jogar à bola e não inventar lesões.  Respeito muito os adeptos do Trofense – como respeito todos os outros – mas espero, sinceramente que a equipa de Porfírio Amorim desça.

Mas verdade seja dita, o Académico colocou-se a jeito. Usou e abusou do pontapé para a frente, jogaram como uma equipa desesperada e não dá para perceber porquê. Abdicaram de trocar a bola, insistiram sempre no mesmo tipo de ataque, se não resultou aos 60 minutos, também não resultou aos 70, nem aos 80, e muito menos aos 90 minutos. Mas insistiram, sempre!

Mesmo assim ressalve-se três bons remates, um de Luisinho, outro de Fausto Lourenço e mais um de Luisinho com o guarda redes do Trofense em bom nível.

Um mau jogo de futebol, com um resulto injusto, pois se o Académico pouco fez para vencer, o Trofense, quanto muito, merecia empatar.


Ganhou a equipa que mais precisava, perdeu o futebol!

José Carlos Ferreira, sócio 325 do Académico de Viseu Futebol Clube
O melhor da tarde foi, sem dúvida alguma, a homenagem a Mário Vasconcelos. Mais de 250 jogos como jogador, vários como treinador principal, ou adjunto, tanto na equia senior como nas camadas jovens. A nossa história contínua!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

CARTOON


AZ - 0 BENFICA - 1 - TRANQUILO

Tranquilo

Exibição quase sempre segura, resultado positivo, boas perspectivas de apuramento para as meias-finais, e gestão do plantel mais uma vez conseguida num jogo tranquilo. Pedir mais do que isto, só mesmo que não tivesse havido a infelicidade da lesão do Rúben Amorim - esperemos que não seja demasiado grave.


Como esperado, muitas alterações em relação ao onze-tipo do Benfica. A defesa foi a habitual, mas na baliza jogou o Artur. No meio campo, Rúben Amorim e André Gomes, com o Salvio e o Gaitán nos flancos. E na frente tivemos a dupla Rodrigo/Cardozo. Fiquei um pouco surpreendido com a não titularidade do Djuricic e do Sulejmani. Como ambos os jogadores conhecem bem o campeonato holandês, pensei que o Jorge Jesus apostasse neles, até mesmo para manter a lógica que ele tinha dito estar por detrás da titularidade do Sílvio em Braga. O início de jogo foi complicado para o Benfica, como AZ a ter mais bola e a tentar pressionar bastante, enquanto que nós assumimos uma atitude mais expectante, para tentar manter o jogo num ritmo mais calmo. Os holandeses rondaram mais a nossa baliza, tiveram um cruzamento/remate que deixou a sensação de perigo, e apenas ao fim do primeiro quarto de hora o Benfica deu o primeiro sinal de inconformismo, numa boa acção de toda a equipa que levou a bola a andar durante algum tempo nas imediações da área do AZ, sem que no entanto tivéssemos descobrir uma aberta para o remate. Ficou no entanto a sensação que se o Benfica quisesse apertar um pouco, conseguiria encostar os holandeses atrás. Mas pouco depois disso foram os holandeses quem, no espaço de apenas um minuto, tiveram duas grandes oportunidades para inaugurar o marcador, e nas duas vezes o Artur respondeu da melhor forma. Primeiro ao defender com a perna o remate de um adversário isolado, e depois com uma palmada a afastar um remate que levava muito perigo à nossa baliza. Embora estivesse longe de assim o parecer, a verdade é que essas duas oportunidades foram praticamente o canto do cisne do AZ no jogo, porque a seguir a isso o Benfica espevitou e tomou conta do jogo, não voltando a permitir grandes veleidades ao adversário (apenas à beira do intervalo o Artur foi obrigado a nova intervenção um pouco mais esforçada). A bola passou a aparecer mais vezes junto da baliza holandesa, e os remates começaram a aparecer mais frequentemente, ainda que sem a direcção desejada. Perto do intervalo aconteceu o infortúnio da lesão do Rúben Amorim, que a julgar pela reacção dele (saiu do campo em lágrimas) pode ser grave. Para o seu lugar entrou o André Almeida.


O regresso para a segunda parte foi perfeito. Logo no reinício o Salvio ficou perto de marcar, a passe do Gaitán. E com três minutos decorridos, marcou mesmo. Depois do Cardozo ter aproveitado uma má intervenção de um defesa adversário para se isolar e ver o seu remate defendido pelo guarda-redes, na recarga sobre o limite da área, em pontapé de moinho, o Salvio atirou para a baliza deserta. O golo teve bastante impacto no jogo: o AZ acusou-o imenso e ficou meio perdido em campo, enquanto que o público no estádio ficou praticamente silenciado. Nos minutos que se seguiram o Benfica construiu jogadas e oportunidades para voltar a marcar, tendo sido então a vez do AZ ser salvo pelo seu guarda-redes com algumas intervenções decisivas. Noutras ocasiões foi mesmo por falta de acerto que a bola não entrou (estou a recordar-me da situação em que quase em cima da linha de golo o Rodrigo não conseguiu acertar bem na bola e enviou-a para a bancada) ou por mau aproveitamento de situações que exigiam melhores decisões - uma jogada sobre o final em que fazemos um contra-ataque com três jogadores para dois defesas adversários e acabámos por não conseguir sequer rematar é o melhor exemplo disso. O facto relevante é que durante toda a segunda parte o 2-0 para as nossas cores foi quase sempre uma possibilidade, enquanto que os holandeses tentavam atacar de forma descoordenada e praticamente não conseguiram levar qualquer perigo à nossa baliza. Houve apenas um momento de tensão, já mesmo a acabar o jogo, quando o Artur teve a única falha durante os noventa minutos e após ter saído ao limite da área para agarrar um cruzamento acabou por largar a bola, mas a nossa defesa acabou por resolver o problema.


Apesar desta falha mesmo a acabar, o Artur é um dos destaques da nossa equipa. As defesas que fez no período inicial do jogo, em que o AZ esteve mais perigoso, foram fundamentais, e as coisas poderiam ter-se complicado se os holandeses tivessem chegado ao golo cedo. Para não variar, voltei a gostar dos nossos centrais, e em especial do Garay. O Salvio vai regressando à melhor forma, e hoje para além do golo gostei do trabalho defensivo que fez, até porque o Maxi continua a dar muito espaço atrás sempre que sobe. Bom jogo do Gaitán (continuo extremamente agradado com a evolução táctica dele e a forma como ajuda a defender e a lutar pela recuperação da bola), e estava a gostar de ver o Rúben Amorim. Nada mal também o André Almeida, sobretudo se tivermos em conta que entrou praticamente a frio e há meses que não jogava. O André Gomes é frequentemente criticado por ser 'lento', mas eu honestamente gosto de o ver jogar e irrita-me um bocado essa mania. Nem todos os jogadores têm que jogar de forma eléctrica, e agrada-me que ele pareça sempre já saber o que fazer à bola quando a recebe. Além disso é inteligente na movimentação em campo, e praticamente nunca é desarmado quando tem a bola nos pés.


Foi mesmo uma noite europeia praticamente perfeita para nós, e agora se mantivermos a concentração não deverá ser complicado assegurarmos a passagem às meias-finais, porque temos muito mais futebol do que este AZ. Agora é mais uma vez altura de voltarmos a pensar muito a sério no próximo jogo do campeonato, porque muito do possível sucesso desta época deverá passar pela capacidade para conseguirmos arrumar a questão do título o mais cedo possível. Vou também ficar a torcer para que a lesão do Rúben não seja grave. É um jogador muito útil e que nos faz muita falta.

domingo, 30 de março de 2014

ATLÉTICO - 1 A.VISEU - 0 - FOI PENA

Atlético CP 1 - 0 Ac. Viseu FC

Estádio da Tapadinha, 30 de março de 2014
36ª Jornada da Liga 2 Cabovisão
Árbitro: Manuel Oliveira (Porto)

Atlético: Mika; Luís Dias, Marinheiro, Hugo Carreira e Kiki; Marco Bicho (Taira, 61), Diego Lima e Hugo Pina; João Mário (Diego Gonçalves, 74), Leandro Borges (Moreira, int) e Rui Varela. Treinador: Jorge Simão.

Ac. Viseu: Ricardo Janota; Tomé, Thiago Pereira, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira (Dalbert, 74); Ibraima (Bruno Grou, 85), Bruno Loureiro e Leonel (Ouattara, 65); Luisinho, Fausto Lourenço e Cafú. Treinador: Ricardo Chéu.

Golo: Rui Varela 81 (1-0)
Perante cinco dezenas de academistas o Académico de Viseu perdeu esta tarde na Tapadinha com o “lanterna vermelha”. Uma derrota que nos entristece, como acontece com todas as derrotas, mas que não nos pode desanimar. O Académico fez o que podia, e quando tentou fazer ainda algo mais, chegar à vitória, notou-se então a falta de soluções, mercê da onde de lesões/castigos.

Na primeira parte as equipas equivaleram-se e ouve perigo nas duas áreas. Aos 9 minutos Leonel arrancou uma bomba parada por Mika; aos 12 é Thiago Pereira a dar o corpo à bola evitando o remate vitorioso de Rui Varela; aos 14, na sequência de um pontapé de canto, Tiago Gonçalves esteve a centímetros de marcar; aos 22 Leandro Borges surge isolado perante Janota que reduz o ângulo, e a bola sai às malhas laterais; aos 25 grande defesa de Janota a remate de Varela; aos 40 minutos uma excelente combinação Cafú/Tomé/Cafú com o avançado academista depois a optar pelo cruzamento que lhe saiu mal; aos 42 outra bomba de Leonel ao lado; ao 45 João Mário surge isolado perante Janota mas assim que os centrais se abeiram dele, atira-se para o chão.

Ao intervalo o resultado era certo, pena não ter havido golos.

A segunda parte abriu com uma boa oportunidade para o Académico. Na sequência de um pontapé de canto, apontado por Fausto Lourenço, Tiago Gonçalves surge ao primeiro poste a pentear a bola e esta a sair, do lado contrário, rente ao poste. O Académico estava melhor na partida e pouco depois esteve novamente a centímetros de marcar. Tiago Gonçalves – que grande exibição fez o central academista – faz um excelente corte, dá para Bruno Loureiro, que com uma grande arrancada, entra na área remata mas a bola tabela num defesa e vai para canto. A melhor intervenção de BL23 em todo o jogo.

Aos 65 minutos o Académico despareceu da partida. Saiu Leonel, entrou Ouattara. Percebo a ideia do treinador, mostrando que era para a frente que a equipa deveria ir, mas não deu certo. Leonel, sem estar a fazer um jogo deslumbrante, era dos que dava critério na circulação da bola. A partir daí o Académico eclipsou-se por completo.

Cresceu o Atlético na partida. No minuto 80 Janota ainda safou com duas boas defesas. Mas na sequência do pontapé de canto Rui Varela subiu mais alto que toda a gente e atirou a contar.

Ricardo Chéu ainda trocou Ibraima por Bruno Grou. Voltou a não resultar. Muita gente no ataque, ninguém no meio campo, e o Académico foi incapaz de efetuar o assalto final.

Em suma, nada a apontar em termos de entrega dos jogadores. Lutaram, esforçaram-se mas desta vez não foram felizes. São coisas que acontecem

BRAGA - 0 BENFICA - 1 - DIFÍCIL

Lima dá a vitória ao Benfica em Braga

Faltam cinco jornadas para terminar o campeonato e o Benfica mantém os sete pontos de vantagem sobre o Sporting, segundo classificado.

Lima dá a vitória ao Benfica em Braga
O Benfica venceu, este domingo, o SC Braga por 0-1, em jogo da 25.ª jornada da I Liga, que se disputou no Estádio AXA, em Braga. Lima (12') marcou o único golo da partida que permite manter a distância folgada para os adversários diretos. No tempo extra, Rodrigo falhou uma grande penalidade.

Depois da derrota por 1-0 contra o FC Porto na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, o Benfica regressou ao campeonato nacional com o objetivo de reforçar a liderança. O adversário desta tarde foi o SC Braga, que precisava de pontos para subir na tabela e assim conseguir um lugar nas competições europeias.

O Benfica entrava nesta 25.ª jornada com 12 pontos de avanço sobre o FC Porto, que joga mais logo na Madeira contra o Nacional, e quatro sobre o Sporting, que ontem venceu em casa o Vitória de Guimarães.

Na baliza dos encarmados, Oblak regressou à titularidade no Benfica. isto face ao jogo no Estádio do Dragão. O quarteto defensivo do Benfica foi composto por Sílvio, Luisão, Garay e Siqueira, enquanto, no meio campo, Fejsa e Enzo Pérez voltaram a formar dupla. Lazar Markovic e Nico Gaitán jogaram nas alas com Lima e Rodrigo na frente de ataque.

Com muitos adeptos benfiquistas no Estádio AXA, o clube da Luz colocou-se na frente do marcador logo aos 12 minutos, numa jogada fácil e com muito espaço para Gaitán e Rodrigo, com Lima a finalizar da melhor forma, batendo Eduardo. Rodrigo e Lima conseguiram ultrapassar seis jogadores do SC Braga, numa boa combinação entre os dois avançados do Benfica e uma clara desatenção da defesa arsenalista.

Até ao final da primeira parte, o SC Braga contou ainda com um bom lance para empatar. À passagem da meia hora, na sequência de um pontapé de canto cobrado por Pardo, Rusescu cabeceou e a bola passou rente à trave, perante a passividade da defensiva do Benfica naquela área.

A etapa complementar em Braga foi mais equilibrada, com um jogo muito intenso no meio-campo e com dificuldades em criar situações de perigo perto das balizas.

Nos últimos 15 minutos, numa altura em que a equipa de Braga procurava, e insistia, o golo do empate, o Benfica conseguiu segurar a vantagem mínima e conseguir mais preciosos três pontos, isto quando faltam apenas cinco jornadas para o final do campeonato. Contudo, em tempo de compensação, o árbitro Pedro Proença assinalou grande penalidade a favor do Benfica após falta sobre Rodrigo mas, na conversão, Eduardo adivinhou o lado do remate do avançado dos encarnados, não permitindo que o Benfica aumentasse a vantagem.

Com este triunfo na capital do Minho, o Benfica volta a aumentar a vantagem para sete pontos sobre o Sporting, segundo classificado.

A equipa de Jorge Jesus joga, esta quinta-feira, às 20h05, na Holanda, contra o AZ Alkmaar, em jogo a contar para a primeira mão dos quartos de final da Liga Europa.

CARTOON


sábado, 29 de março de 2014

TÍTULOS - CELTIC FC CAMPEÃO DA ESCÓCIA


O Celtic, do internacional português Amido Baldé, sagrou-se esta quarta-feira 

tricampeão escocês.

A equipa de Glasgow garantiu a conquista do seu 45.º cetro ao golear o Partick


 Thistle, por 5-1, no Celtic Park.

O Celtic lidera com 84 pontos, mais 26 que o Aberdeen, segundo classificado com


 58 pontos.

Classificação:

1. Celtic 84 pontos/ 31 jogos


2. Aberdeen 58/ 30


3. Motherwell 57 30


4. Dundee 53/ 31

5. Inverness 48 /30


6. St. Johnstone 44/ 31


7. Hibernian 34/ 31


8. Kilmarnock 30/ 31


9. Ross County 30/ 31



11. St. Mirren 27/ 31


12. Hearts 21/ 30 


VIDEO

TAÇA - PORTO - 1 BENFICA - 0 - ACREDITAR

Desvantagem

Jogo pouco inspirado do Benfica, particularmente durante os primeiros minutos, e que foi justamente penalizado por uma derrota pela margem mínima, devido a um golo sofrido ainda muito cedo - precisamente na pior fase do Benfica no jogo.

A coerência com o discurso de termos como principal aposta vencer o campeonato manteve-se: deixámos seis titulares de fora para este jogo. Mantiveram-se o Maxi, Luisão, Garay, Fejsa e Rodrigo, completando o onze o Artur, Sílvio, Sulejmani, Salvio, Rúben Amorim e Cardozo. Não fiquei nada surpreendido com esta opção: esperava-a e, mais do que isso, desejava-a. A entrada do Benfica no jogo foi má (toda a primeira parte foi bastante fraca, aliás) e a do Porto foi forte. Foi recompensada muito cedo, logo aos seis minutos, num golo de cabeça do Jackson após a marcação de um canto, em que se antecipou ao Garay. O Benfica foi quase inofensivo no ataque, porque raramente conseguia sair de forma rápida e organizada. O Porto teve muito mais posse de bola, mas nunca chegámos a assistir a qualquer massacre à baliza do Artur - foram muito poucos os remates feitos, e as oportunidades de golo ainda menos. Mas as poucas que aconteceram, quase todas para o Porto, foram perigosas. A maior de todas deixou o Varela cara a cara com o Artur, num lance em que não percebo como é que o Fernando não viu um vermelho directo pela entrada horrível que teve sobre o Fejsa (foi de tal forma que provavelmente por vergonha a SportTV não mostrou mais do que uma repetição sorrateira). O Artur correspondeu com uma defesa miraculosa com a ponta da bota. As respostas do Benfica foram muito tímidas, e apenas me lembro de um mau cabeceamento do Rodrigo (nem acertou com a cabeça na bola, mas sim com o ombro) quando estava em posição para fazer melhor, e uma bola solta na área que o Maxi rematou contra os defesas do Porto.

A segunda parte foi mais equilibrada. O Benfica não pareceu particularmente incomodado com a desvantagem, e preocupou-se mais em controlar o ritmo do jogo. Prova disto o facto de apenas a quinze minutos do final o Porto ter feito o primeiro remate da segunda parte, pelo Herrera (remate perigoso, diga-se). As substituições feitas (entradas de Gaitán, Lima e Markovic, já na fase final do jogo) fizeram com que o Benfica se atrevesse um pouco mais no ataque, mas o jogo continuou a ser de muito poucas oportunidades de golo, ainda que a bola aparecesse mais vezes junto de uma e outra baliza. O Benfica criou apenas uma grande ocasião para marcar, através de um pontapé de canto no qual o Rúben Amorim apareceu solto na área a rematar, mas o Fabiano correspondeu com uma grande defesa. Houve ainda mais um cruzamento perigoso, que o Fabiano afastou e depois o Markovic não conseguiu fazer o chapéu de primeira, passando a bola perto do alvo. Mas a melhor ocasião foi mesmo do Porto, num remate do Jackson ao poste, com a sorte da bola depois ressaltar para o alívio do Luisão e não de outro jogador do Porto que estava em boa posição. Para além disso, já muito perto do final, o Porto libertou dois jogadores nas costas da nossa defesa mas depois o passe final do Quintero não saiu.

Não houve destaques esta noite, num jogo cinzento da nossa equipa. Mas houve decepções. Eu gosto do Cardozo e por isso custa-me escrever isto, mas neste momento jogar com ele na equipa é jogar com dez. Não creio que consiga fazer uma contribuição positiva que seja. Chega atrasado a todos os lances, perde todas as bolas divididas, e às vezes parece totalmente alheado do jogo. Jogo muito fraco também do Sulejmani, particularmente pelo elevado número de vezes que conseguiu perder a bola devido a agarrar-se demasiado a ela. O Salvio também continua muito longe da melhor forma, e o Maxi não me dá segurança a defender.

A opção pelo campeonato foi bastante clara neste jogo, e sobre isso não tenho nada a criticar. Se vencermos em Braga no domingo, considerarei esta semana positiva. Acho no entanto que, mesmo tendo em conta a rotatividade, poderíamos ter feito um pouco melhor, sobretudo no ataque - marcar um golo teria sido muito importante. Quanto à Taça de Portugal, a desvantagem de um golo está muito longe de ser irrecuperável. A jogar na Luz, e com uma equipa mais completa, não tenho dúvidas de que o Benfica tem capacidade mais do que suficiente para dar a volta ao resultado e conquistar o direito a regressar ao Jamor. Mas isso é coisa para pensarmos na altura, e nem vou preocupar-me demasiado a digerir este resultado - e não, isto não é abdicar da Taça de Portugal, que também desejo, e muito, vencer; é racionalizar e lembrar-me que isto é uma eliminatória a duas mãos, que temos a segunda mão em nossa casa e que a desvantagem é mínima. Mas a prioridade tem mesmo que ser vencer em Braga.FC Porto vs Benfica (REUTERS)

CARTOON


terça-feira, 25 de março de 2014

TITULOS - FC BAYERN CAMPEÃO NA ALEMANHA


O Bayern sagrou-se esta terça-feira campeão da Alemanha, depois de ter derrotado o Hertha de Berlim por 3-1.

Foi o 24.º título dos bávaros, o nono em 14 anos (desde o início do milénio). O Bayern é de longe a equipa com mais títulos de campeão. Após o clube bávaro surgem Moechengladbach e Dortmund com apenas cinco títulos.

Títulos de campeão na Alemanha:

Bayern: 24 (1932, 1969, 1972, 1973, 1974, 1980, 1981, 1985, 1986, 1987, 1989, 1990, 1994, 1997, 1999, 2000, 2001, 2003, 2005, 2006, 2008, 2010, 2013 e 2014)

Moechengladbach: 5 (1970, 1971, 1975, 1976 e 1977)

Dortmund: 5 (1995, 1996, 2002, 2011 e 2012)

Bremen: 4 (1965, 1988, 1993 e 2004)

Hamburgo: 3 (1979, 1982 e 1983)

Estugarda: 3 (1984, 1992 e 2007)

Colónia: 2 (1964 e 1978)

Kaiserslautern: 2 (1991 e 1998)

TSV 1860 Munique: 1 (1966)

Braunschweig: 1 (1967)

Nuremberga: 1 (1968)

Wolfsburgo: 1 (2009)


segunda-feira, 24 de março de 2014

BENFICA - 3 ACADÉMICA - 0 - COM CLASSE

Passeio

Três golos, outras tantas bolas nos ferros, jogadas de alta qualidade estética e oportunidades mais do que suficientes para construir um resultado ainda mais folgado. O Benfica fez com que este jogo de fim de tarde contra a Académica acabasse por parecer ser pouco mais do que um mero passeio.


Uma única alteração no onze habitual do Benfica, apresentando o Sílvio na lateral direita em vez do Maxi Pereira. Nem sequer foi uma entrada das mais fortes do Benfica no jogo, mas a exemplo do que tem acontecido na maior parte dos jogos em casa esta época, chegámos ao golo bastante cedo - praticamente na primeira verdadeira ocasião de perigo que criámos. Foi aos onze minutos, numa jogada entre o Rodrigo e o Lima. O Rodrigo atirou ao poste, e depois o Lima conseguiu meter o pé e desviar para a baliza a tentativa de alívio do defesa da Académica. A partir deste momento tudo se tornou ainda mais fácil para o Benfica, que nunca deu sequer a impressão de ter realmente carregado a fundo no acelerador. Mesmo com a Académica a nunca abandonar o esquema cauteloso de duas linhas de defesa bem juntas, o talento e concentração dos nossos jogadores e uma ideia muito definida de jogo chegaram e sobraram. Antes de cumprida a meia hora de jogo (e com um penálti por assinalar a nosso favor pelo meio) o Benfica duplicou a vantagem, numa jogada de equipa muito bonita. Numa ocasião em que a Académica procurou pressionar alto, já bem junto à nossa área, os nossos jogadores nunca perderam a calma e libertaram-se da pressão fazendo a bola circular de pé para pé entre os seus jogadores, viajar da esquerda até à direita, onde o Sílvio avançou com ela no terreno, desmarcou o Markovic, e dos pés do sérvio saiu um cruzamento rasteiro para a zona do segundo poste, onde o Lima finalizou com facilidade. Continuou o Benfica a dominar completamente o jogo com enorme facilidade, e foi uma pena que mesmo em cima do intervalo não tivesse chegado ao terceiro golo em mais uma jogada fantástica de toda a equipa, que incluiu três passes de calcanhar, e que deixou o Siqueira em frente ao guarda-redes. Infelizmente o remate dele foi defendido - teria sido perfeito se tivesse tocado a bola para o lado, onde tinha o Gaitán completamente sozinho.


O domínio absoluto e tranquilo do Benfica no jogo continuou na segunda parte. E com a ameaça constante de voltar a marcar. O Benfica nem sequer precisava de carregar muito, simplesmente conseguia manter a bola em seu poder com relativa facilidade, e depois aproveitava as movimentações dos seus jogadores para ir explorando os espaços concedidos para se aproximar da baliza adversária. O terceiro golo chegou quando se finalizava o primeiro quarto de hora: bola recuperada pelo Enzo a meio do meio campo adversário, tabela com o Rodrigo, e finalização à saída do guarda-redes, já em desequilíbrio após ter sido empurrado pelo adversário (era lance para penálti). Logo a seguir, o Rodrigo ficou muito perto de fazer o golo que bem merecia, mas o remate, já de ângulo apertado depois de ultrapassar o guarda-redes, bateu no poste. A seguir foi o Fejsa quem ficou perto do golo. O resultado prometia não ficar por ali, mas com uma vantagem tão confortável no marcador o Benfica relaxou mesmo, e depois das saídas do Gaitán, Rodrigo e Enzo (por troca com o Salvio, Cardozo e Amorim), a velocidade ficou mais reduzida e o jogo perdeu bastante interesse. Deu até para a Académica, quando faltavam pouco mais de vinte minutos para o final, criar a primeira ocasião de perigo no jogo, num cabeceamento que passou bem perto do poste da nossa baliza. Um livre que também passou perto do poste, pouco tempo depois, completou a produção ofensiva da Académica durante todo o jogo, isto numa altura em que o Benfica já permitia à Académica ter um pouco mais a bola e até jogar no nosso meio campo. Mas mesmo assim foi o Benfica quem voltou a estar perto de aumentar a vantagem, e por duas vezes, já muito perto do apito final. Na primeira o Salvio voltou a enviar a bola aos ferros da baliza da Académica, e na segundo o Lima falhou o hat trick, permitindo a defesa ao guarda-redes - poderia ter tocado para o lado, onde tinha o Cardozo completamente sozinho.


Toda a equipa esteve num bom nível e bastante homogénea. O Lima merece o natural destaque pelos dois golos marcados, mas hoje também pareceu mais solto e confiante. O golo de bola corrida marcado ao Nacional deve ter-lhe feito bem. O Rodrigo voltou a ser preponderante na manobra ofensiva da equipa, e bem merecia ter saído do campo com um golo. Depois de um par de jogos mais discretos, o Enzo voltou a subir de nível, a dupla de centrais exibiu a categoria habitual e o Fejsa ajudou a voltar a fechar os caminhos para a nossa baliza. O Sílvio exibiu a competência do costume (sinceramente, acho que me sinto mais seguro com ele a jogar do que com o Maxi).

Jornada positiva porque mantivemos a vantagem sobre o segundo classificado, e agora falta menos um jogo para o final. Positivo também o facto de termos 'descomplicado' o jogo bastante cedo, o que nos permitiu fazer uma boa gestão de esforço antes de uma sequência de jogos importantes e potencialmente complicados que se avizinham - fiquei com a sensação de que a equipa não teve mesmo que se esforçar muito, e que chegou ao final do jogo bastante fresca. Muito se vai jogar nos jogos que se seguem. Confio que a nossa equipa consiga manter o nível que tem exibido ultimamente, e que apoiada pela nossa incomparável massa associativa (49.320 espectadores hoje) consiga aproximar-se ainda mais dos seus objectivos.

domingo, 23 de março de 2014

A.VISEU - 1 BEIRA-MAR - 0 - JUSTO

Ac. Viseu-Beira-Mar, 1-0: Cafú resolveu no fim
GOLO SURGIU NA COMPENSAÇÃO
Um golo solitário de Cafú, em período de compensação, deu este domingo a vitória ao Ac. Viseu frente ao Beira-Mar, em jogo da 35.ª jornada.

Depois de uma primeira parte mal jogada, praticamente sem remates e sem claras oportunidades de golo, a emoção estava reservada para os minutos finais, em que o Ac. Viseu acabou por chegar ao golo, um minutos depois dos 90'. Até então, e depois de uma primeira parte sem emoção, eram os comandados de Ricardo Chéu quem mais faziam por chegar ao golo, mas a tarde não era de grande inspiração.

O treinador dos viseenses apostou tudo na frente, ao trocar o central Thiago Pereira pelo médio Leonel, aos 57 minutos, e no lance seguinte, Fausto Lourenço, frente a Rui Rego, por pouco não conseguiu desviar para o fundo da baliza. Frente a um Beira-Mar que praticamente não atacou, e só em esporádicos lances de contra-ataque chegou a incomodar Ricardo Janota, o Ac. Viseu, principalmente após a expulsão de Hugo Lopes, aos 79 minutos, foi sempre mais perigoso, em especial nas bolas paradas.

Foi numa fase de assédio final à baliza dos aveirenses, e já em período de compensação, que Cafú, de cabeça, respondeu da melhor maneira a um canto apontado por Leonel. O veterano avançado cabo-verdiano, melhor marcador da equipa, deu mais três pontos ao Ac. Viseu.

Jogo no Estádio do Fontelo, em Viseu.

Ac. Viseu - Beira-Mar, 1-0. Ao intervalo: 0-0.
Marcadores: 1-0, Cafú, 90'+1 minutos.

Equipas:

Ac. Viseu: Ricardo Janota, Tomé, Thiago Pereira (Leonel, 57'), Tiago Gonçalves, Ricardo Ferreira, Capela, João Alves (Bruno Grou, 81'), Bruno Loureiro, Luisinho (Zé Rui, 68'), Fausto, Cafú.
Suplentes: Hélder Godinho, Leonel, Bruno Grou, Zé Rui, Tiago Rosa, Ibraima, Ouattara.

Treinador: Ricardo Chéu.

Beira-Mar: Rui Rego, Daffara, Hugo Lopes, Luís Gustavo, Jeferson, Dias, Hélder Tavares, Willyan (André Sousa, 17'), Afshin (Pité, 55'), Dieguinho, Tiago Cintra (Dudu, 81').
Suplentes: Renato, André Sousa, Daniel Martins, Pedro Moreira, Pité, Dudu, Cocco.

Treinador: Daniele Fortunato.

Árbitro: Hugo Pacheco (Porto).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Hélder Tavares (51'), Hugo Lopes (62' e 79'), Jeferson (75'), João Alves (77'), Leonel (84'), Capela (85'). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Hugo Lopes (79').

Assistência: Cerca de 1.200 espectadores.

quinta-feira, 20 de março de 2014

VIDEO

BENFICA - 2 TOTTENHAM - 2 - SOFRIDO PORQUÊ?

Encarnados tinham tudo para passar tranquilamente, mas os 10 minutos finais foram infernais.

Benfica sofre, mas passa aos 'quartos'
O Benfica qualificou-se esta quinta-feira para os quartos de final da Liga Europa, mesmo com o empate a dois golos na Luz, valendo aos encarnados o triunfo em Londres por 3-1.
Os ingleses foram ‘inofensivos’ o jogo quase todo, mas acordaram a 10 minutos do fim, numa altura em que o Benfica ‘baixou a guarda’ e quase empatavam a eliminatória. Chadli, aos 78 e 79 minutos, quase ‘apagou’ o golo de Garay, ainda na primeira parte, que deixou os encarnados confortáveis, já que tinham uma vantagem de 4-1 no agregado das duas mãos. 
No final do jogo, Lima converteu com sucesso uma grande penalidade.
O encontro foi bastante morno, até em ritmo de treino. Os encarnados geriam a vantagem, mas quando aceleravam, deixavam os ingleses sem reação. E a equipa de Tim Sherwood não conseguia chegar com perigo à baliza de Oblak. Só o conseguiu quando de facto o Benfica, já perto do fim, baixou o ritmo.
Não fosse isso, e a exibição encarnada esta noite teria sido impecável. Os encarnados sofreram sem necessidade nos últimos 10 minutos e a equipa de Jesus continua a mostrar que no momento em que se desconcentra, tem dificuldade de se encontrar. De tal forma que já depois dos 90’, Oblak salvou in extremis  o golo que daria o prolongamento. 
Já a pode contar com Salvio, Jesus lançou-o e o médio argentino foi uma dor de cabeça para os spurs. Foi dele a jogada de insistência e o cruzamento milimétrico para a cabeça de Garay, que apontou o seu sétimo golo esta temporada.
Com um agregado de 5-3, o Benfica passa aos quartos de final da Liga Europa. Desde que a prova entrou neste formato, os encarnados nunca perderam na Luz

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