terça-feira, 18 de março de 2014

NACIONAL - 2 BENFICA - 4 - COM CLASSE


Equipa de Jorge Jesus continua com sete pontos de vantagem sobre o Sporting mas agora com 12 sobre o FC Porto.

O Benfica venceu o Nacional da Madeira por 4-2 em jogo da 23.ª jornada da I Liga. Candeias e Djaniny fizeram os tentos dos alvinegros, Garay (2), Lima e Rodrigo marcaram para os encarnados, que não perdem há 25 jogos. Equipa de Jorge Jesus continua com sete pontos de vantagem sobre o Sporting mas agora com 12 sobre o FC Porto.
Numa das deslocações mais complicadas até ao final da época, o Benfica entrou mal mas corrigiu a tempo de embalar para uma exibição soberba, principalmente da linha avançada, onde Markovic, Gaitán, Rodrigo e Lima fizeram estragos.
Manuel Machado montou um onze vocacionado para a frente, com João Aurélio a lateral direito, Gomaa e Diego Barcelos no meio-campo, no apoio a Djaniny, Rondón e Candeias. E foi Candeias quem abriu o ativo aos cinco minutos, (veja o golo) na transformação de uma grande penalidade, fazendo o terceiro golo no campeonato. O extremo cruzou para a área, Manuel Mota considerou que Luisão cortou a bola com o braço e apontou para a marca do castigo máximo (Veja o lance!)

Os Nacionalistas entraram bem e continuaram a pressionar o Benfica, que não conseguia sair para o ataque. A partir dos 15 minutos, a formação de Jorge Jesus pegou no jogo, passou a controlar as operações e em 25 minutos marcou três golos.

O empate surgiu aos 24 minutos por Lima, a rematar para a baliza de Gottardi após passe de Rodrigo. Destaque para o cruzamento de Markovic na direita. Antes, Rodrigo já tinha estado perto do golo mas o remate foi para fora. (Veja o golo de Lima).

O Benfica vai dar a volta ao marcador aos 33 minutos, numa "bomba" de Rodrigo. (O golo de Rodrigo) O hispano-brasileiro saiu da esquerda, fletiu para o meio e rematou forte, de pé esquerdo, ao ângulo da baliza. Com o Nacional perdido em campo, o Benfica aproveitou para fazer o 3-1 por Garay, num remate de cabeça ao segundo poste, depois de um canto de Enzo Pérez (Veja o golo de Garay).

Manuel Machado, que já tinha perdido Ghezal no início da primeira parte, tentou dar a volta ao encontro, com as entradas dos avançados Lucas João e Reginaldo, pra os lugares de Rondón e Diego Barcelos.

O Benfica entrou mais lento no segundo tempo e, se calhar, já a pensar no jogo de quinta-feira com o Tottenham, recuou no terreno, deu iniciativa aos madeirenses para depois sair em contra-ataque. Num desses lances, Markovic esteve perto do golo, após centro de Gaitán mas o desvio saiu ao lado.

Quando nada fazia prever, o Nacional vai reduzir e relançar a partida aos 80 minutos. Candeias fez um passe longo, Luisão e Oblak hesitaram. Aproveitou Gomaa para colocar na área onde apareceu Djaniny a bater o guarda-redes esloveno, marcando assim à antiga equipa. (O golo de Djaniny).

Com dez minutos para jogar, o Benfica defendeu como pôde, com o Nacional à procura do empate a todo o custo. Os madeirenses criaram imenso perigo em lances pelo ar na área benfiquista.

E numa altura em que o Benfica fazia contenção de bola, Garay aproveitou um centro de Sílvio para cabecear para o fundo da baliza, aos 89 minutos. Este golo sentenciou o jogo e acabou com as aspirações do Nacional em chegar ao empate. (O segundo golo de Garay no jogo).

O Benfica sofre dois golos, algo que não acontecia há muito tempo mas mantém a vantagem para o Sporting em sete pontos. O FC Porto já está a 12 pontos dos encarnados. Já o Nacional continua com três pontos de vantagem sobre o SC Braga, sexto colocado.

PORTO B - 3 A.VISEU - 2 FOI PENA FALTOU O EMPATE

Numa excelente tarde e num bom estádio, hoje o Academico sofreu a sua segunda derrota com o comando de Ricardo Cheu.
Um jogo muito bem jogado, disputado e em que parece-nos que o empate era o mais justo.
Palavra inicial para os adeptos viseenses que cada vez são em maior numero fora de casa. O apoio foi quase do início ao fim. É muito bom sentir o clube a crescer neste aspecto de apoio, que é muito importante.

No onze academista , não podia deixar de se falar na ausência de Bruno Loureiro, rendido por João Alves e pela manutenção do Fausto Lourenço na equipa.

Estádio Municipal Jorge Sampaio, 16 de março de 2014
34ª Jornada da Liga 2 Cabovisão
Árbitro: Nuno Almeida (Algarve)

FC Porto: Kadú; Victor Garcia (David Bruno, 90), Zé António, Tiago Ferreira e Quiñones; Mikel, Pedro Moreira e Tozé; Kayembe (Leandro, 64), Kelvin (Ivo, 75) e Gonçalo Paciência. Treinador: José Guilherme.

Ac. Viseu: Ricardo Janota; Tomé, Cláudio, Thiago Pereira e Tiago Costa (Tiago Rosa, int); Capela, João Alves (Bruno Grou, 83) e João Martins; Luisinho (Leonel, 58), Fausto Lourenço e Cafú. Treinador: Ricardo Chéu.

Expulsão: Cláudio 90+1

Golos: Kayembe 37 (1-0), Gonçalo Paciência 52 (2-0), Pedro Moreira 54 (3-0), João Alves 61 (3-1), João Martins 83 (3-2)
Foto de Catarina Morais retirada do site zerozero.pt

Em termos de lances , houve vários com destaque.

O Porto B com alguns bons valores individuais mas não é como equipa muito forte, perante um Académico com uma equipa unida e bem organizada. Mas o 1º golo surgiu cedo, com uma abertura de Gonçalo Paciência para a direita onde surge Kayembé, que finta Ricardo Janota e marca. Uma abertura que apanhou descompensado o lado esquerdo do Académico.

O Académico jogava com a pressão alta e a flanquear, aproveitando o excelente apoio e as subidas de Tomé. O jogo era bem flanqueado com Fausto e Luisinho em evidência pela rapidez, enquanto Cafú parecia mais desacompanhado e não teve muitas oportunidades de tocar na bola. 

Tomé estava incisivo e destemido a subir e até remates tentou, bem como alguns centros mas que não tiveram consequência.

Há uma jogada a meio do 1º tempo em que Tomé aparece solto na direita, entra na área cruza para Cafú, mas na hora H surge um defesa da equipa B a cortar para canto. Aliás, o Académico teve inúmeros cantos. 

Num desses cantos, há um contra ataque seguido por Tozé e quase dá segundo golo.

O Final da primeira parte chegou e adivinahva-se um Académico diferente na 2ª parte.
Saiu Tiago Costa (lesionado?) e entrou Tiago Rosa para defesa esquerdo.

O Académico começa melhor com algum perigo na área e mais alguns cantos. 

Mas mais uma vez o Porto foi lá à frente , Gonçalo recebe a bola, flecte para o meio e fora da área remata encostado ao poste, fazendo o 2-0 .

O Académico fica atordoado e sofre outro numa carambola. Bola no poste , confusão, Janota toca na bola e Pedro Moreira aparece na boca da baliza e remata. A bola entrou mas ainda foi tirada por Janota. No entanto, estava feito o 3-0 aos 55 minutos e temia-se algum desnorte.

No entanto, o Académico cresceu e nao deu a batalha por vencida.

Entretanto, Ricardo Chéu tira Luisinho e entra Leonel para a esquerda do meio campo  e para também investir para os flancos. Leonel entrou bem, segurou muito bem a bola e criou alguns desequilíbrios e lances bem flanqueados que geraram perigo na área portista e alguns calafrios.

Surge por isso, de forma justa o Golooooooooooooo do Académico após uma jogada de insistência e com vários jogadores na área surge um passe da direita, aparece João Alves que perto da marca de penalty remata para o fundo das redes!

O Académico empolgou e continuou a desenhar boas jogadas de envolvimento. É bonito ver a equipa jogar com objetividade e profundidade.  Capela mostrava força e empenho em dar a volta, o seu físico imponente impunha-se perante alguns  portistas mais "verdes".

Perto dos 20 minutos da 2ª parte surge o 2º golo. Mais um lance insistência , bem construído. a bola chega mais uma vez a Tomé bem inserido no ataque e centra para o remate de João Martins a fuzilar na pequena área. 3-2, animava-se o jogo e as hostes academistas.

Ouvia-se ACADÉMICO, ACADÉMICO e sentiam-s os portistas (jogadores e adeptos) nervosos.

O Porto apostava claramente no contra ataque e abdicou de controlar o jogo também.

Entretanto, perto dos 80 minutos, Tomé com mais uma boa investida, centra e aparece Fausto na pequena área com tudo para fazer golo. Mas remata de cabeça por cima.

Até final, algumas perdas de tempo do Porto, algumas lesões, mais paragens e substituições e jogou-se menos.

O Porto poderia ter marcado quando o Académico jogava praticamente com 3 centrais, já que Thiago aparecia no meio campo a apoiar o jogo. 

No final, destaque para Janota que subiu para a área contrária em mais um canto, mas que não surtiu efeito. E Tozé, apanhou a bola, rematou antes do meio campo para a baliza deserta mas a bola desviou-se da baliza e foi até intercetada por um defesa do Académico.

Mesmo sobre o pano, destaque para a expulsão de Cláudio que viu 2 amarelos na mesma jogada. Um por uma falta e outro por mão na bola a travar o contra ataque. É pena, no próximo jogo vai jogar mais uma dupla diferente de centrais. Tem sido um sector muito alterado nos últimos jogos, entre lesões e castigos.

E pronto, surgiu o apito final e a derrota acabou por ser o desfecho. 

Próxima semana há mais , com um derby da região Centro, contra o Beira Mar. um "Clássico" entre estas duas equipas, que se espera bem jogado.

quinta-feira, 13 de março de 2014

TOTTENHAM - 1 BENFICA - 3 - BRILHANTES

Luisão dá asas ao Benfica em Londres

O central encarnado fez dois dos três golos do triunfo do Benfica sobre o Tottenham, por 1-3.

Luisão dá asas ao Benfica em Londres
O Benfica foi esta noite a Londres vencer o Tottenham, por 3-1, no jogo da primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa, e deu um passo de gigante rumo aos 'quartos' da prova.
Sob a autoridade e os golos de Luisão, os encarnados quebraram uma série de 11 jogos sem perder dos londrinos em casa e conseguiram o seu quarto triunfo em Inglaterra com uma equipa renovada. Jorge Jesus apostou na titularidade de Sílvio, Rúben Amorim, Sulejmani e Cardozo, mantendo ainda Oblak na baliza.
Depois de um início equilibrado, o Tottenham assumiu o comando da partida e submeteu o Benfica a uma pressão intensa. A formação de Tim Sherwood conquistou cantos sucessivos e carregava sobre a defesa do clube da Luz com lançamentos aéreos à procura do togolês Adebayor.
Esse assédio levou o Benfica a adaptar-se à postura ofensiva do Tottenham e adotou uma abordagem mais calculista e pragmática, sempre com o contra-ataque à vista. Assim, aos 29' surgiu o primeiro golo do Benfica, com Rodrigo a finalizar com classe uma grande jogada de Rúben Amorim.
Uma vantagem importante para os encarnados, que a conseguiram segurar até ao intervalo, apesar dos esforços dos spurs.
No segundo tempo, o Benfica controlou o jogo sem bola e chegou mesmo ao 2-0 aos 58', com o golo de cabeça de Luisão, na sequência de um canto convertido por Rúben Amorim. Tudo fácil e perfeito para o Benfica.
No entanto, o brio do Tottenham veio à tona e os ingleses reduziram para 1-2 por Eriksen, aos 64', na sequência de um livre perfeito.
O Benfica tremeu um pouco, mas não se desarmou e Jorge Jesus lançou Gaitán e Enzo Pérez no jogo. As substituições surtiram efeito e travaram o ímpeto inglês. Dessa forma, o Benfica soube chegar uma vez mais ao golo, novamente por Luisão, a finalizar mais um lance de bola parada aos 84'. O capitão fez o seu nono golo em 102 jogos europeus com a camisola do clube da Luz.
Até ao apito final, o Benfica podia ainda ter dilatado a vantagem, mas sai de Londres após uma grande noite europeia, com uma vitória segura e autoritária por 1-3 e boas perspetivas para a segunda mão na Luz. 

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segunda-feira, 10 de março de 2014

BENFICA - 2 ESTORIL - 0 - SEGURO

Mais um passo seguro dado no caminho para a conquista do título. O Benfica hoje não deu qualquer hipótese ao Estoril: controlou completamente o jogo e o adversário, venceu por números que até são escassos para aquilo que se passou durante os noventa minutos, e ainda viu alargar-se a vantagem sobre o segundo classificado.


O onze mais habitual para defrontar um Estoril que, face a tudo o que se disse e escreveu durante esta semana, parecia ser um colosso do futebol mundial. Por vezes tinha que verificar que iríamos de facto defrontar o Estoril e não o Bayern, tal o agigantamento com que o nosso adversário foi pintado na comunicação social na antecipação a este jogo. Por mim, sempre considerei que o nosso maior adversário só poderíamos ser nós mesmos, porque um Benfica ao seu nível estaria sempre completamente fora do alcance do melhor Estoril que pudesse aparecer na Luz. E o Benfica fez os possíveis para que o seu trabalho fosse o mais fácil possível. Entrámos mais uma vez a todo o gás: logo na primeira jogada já o Lima falhava o golo na cara do guarda-redes. Ficou dado o mote, e aos quatro minutos foi o Gaitán a obrigar o guarda-redes a nova defesa apertada para canto. Mas na sequência do mesmo, marcado pelo Gaitán, o Luisão cabeceou de forma imparável para as redes. Obtida a vantagem, o meu receio era uma repetição de jogos anteriores, em que depois de estarmos em vantagem no marcador tirámos imediatamente o pé do acelerador para passarmos a gerir o resultado, por vezes até com toques de displicência. Não foi isso que aconteceu desta vez, pois o Benfica manteve-se concentrado, até porque o Estoril é uma equipa contra a qual não convém facilitar. Tem uma ideia de jogo bem definida e não abdica dela, apresentando-se na Luz sem especiais cautelas defensivas e a jogar de forma desinibida. O problema para eles é que neste momento é muito difícil marcar-nos golos. Toda a equipa defende e preenche os espaços quando não tem a bola (é impossível não reconhecer mérito do treinador quando vemos o trabalho defensivo de jogadores como o Gaitán, Rodrigo ou Markovic), pressiona bem e depois sai rapidamente para o ataque mal a recupera, especialmente quando a bola vai parar aos pés do Gaitán, Enzo ou Rodrigo. Aos dezanove minutos de jogo marcámos o segundo golo, um grande remate de primeira do Rodrigo no interior da área, após um cruzamento do Siqueira na esquerda, e apesar do muito tempo que ainda havia para jogar fiquei com muito poucas dúvidas sobre a vitória neste jogo. Fiquei com a clara sensação de que o Estoril teve a partir daí mais posse de bola do que o Benfica, mas foi uma posse quase inócua, já que não me consigo recordar de uma única oportunidade de golo do nosso adversário (nem sei se terá chegado a fazer um remate). Já o Benfica, por mais do que uma vez poderia ter ampliado o resultado.


No geral, e apesar de não termos marcado mais nenhum golo, até gostei mais de ver o Benfica no segundo tempo, porque geriu o jogo de forma muito confortável e segura. Permitimos menos posse de bola ao Estoril, e procurámos marcar o terceiro golo, que chegámos mesmo a conseguir, pelo Lima, a finalizar uma bonita jogada colectiva, mas infelizmente o golo acabou por ser (mal) anulado por fora-de-jogo. O Estoril foi mantido quase sempre bem longe da nossa baliza - teve, em todo o jogo, apenas uma oportunidade de golo, num livre do Evandro que desviou na barreira e levou a bola ainda a raspar no poste. Já o Benfica, mesmo sem forçar muito, teve ainda mais ocasiões para voltar a marcar para além do golo anulado. Em especial uma arrancada fantástica do Rodrigo, que merecia ter tido melhor sorte, mas depois de correr meio campo com a bola o seu remate foi defendido pelo guarda-redes. Todos os jogadores parecem estar cheios de confiança, e até chegámos a ver o Garay arrancar e desmarcar-se nas costas da defesa do Estoril, sendo desarmado no limite, quando poderia rematar para golo. Houve muitas esperanças tontas depositadas pelos nossos adversários neste jogo com o Estoril, mas a verdade é que o Estoril não teve qualquer hipótese hoje. Desta vez não houve um golo em fora-de-jogo, ou uma expulsão parva do Carlos Martins, ou um prémio extra no final do jogo. O Benfica jogou concentrado do princípio ao fim, e obteve o resultado que desejava sem sequer ter parecido necessário esforçar-se demasiado. Com este tipo de gestão de esforço eu só posso concordar.


Jogo praticamente perfeito da nossa dupla de centrais, em particular do Luisão, que está de facto num momento de forma fantástico. Em grande forma também continua o Gaitán, que hoje não marcou mas esteve nos dois golos (marcou o canto para o primeiro, que já tinha resultado de uma defesa a um remate seu, e desmarcou o Siqueira no lance do segundo). Gostei também muito do Rodrigo, que com a sua velocidade causou inúmeros problemas ao Estoril, e marcou um golo soberbo. O Lima continua a trabalhar muito, mas continua a mostrar falta de confiança na finalização. foi uma pena terem-lhe anulado aquele golo, porque de certeza que teria feito maravilhas pela sua confiança. Mas de uma forma geral praticamente todos os nossos jogadores estiveram bem neste jogo.

Quase cinquenta e sete mil espectadores na Luz neste fim de tarde proporcionaram um ambiente fantástico. Parece que finalmente o público da Luz começa a acordar e a juntar-se à onda vermelha, que nos jogos fora de casa já há algum tempo parece ser evidente. Quanto à equipa, foi digna deste ambiente e proporcionou-nos um dos jogos mais concentrados e confiantes desta época, a par dos jogos contra Porto e Sporting. Temos agora a conquista do título completamente ao nosso alcance, e se soubermos ser competentes e nos mantivermos concentrados neste objectivo, isso poderá ser uma realidade em breve.

domingo, 9 de março de 2014

A.VISEU- 1 SPORTING - 0 - BRILHO

**** ACADÉMICO 1 - 0 SPORTING B | ESTES SÃO OS MENINOS DE RICARDO CHÉU ****

Ficha do jogo – Académico 1 – 0 Sporting B

Liga 2 Cabovisão - 33ª Jornada
Data – 09 de Março de 2014
Estádio – Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu
Arbitro – Rui Costa (A.F. Porto)
Auxiliares – Nuno Manso e Miguel Aguilar
Ao intervalo – 0- 0
Resultado final - 1-0

Golos: Fausto (70´) Académico de Viseu


Ac. Viseu 1
Ricardo Janota, Tomé Mendes, Paulo Monteiro ( Leonel, 45´), Cláudio (cap.) e Tiago Costa, Capela, João Martins ( Bruno Grou, 65´), Bruno Loureiro, Fausto ( Zé Rui, 81´) e Luisinho (Bruno Grou, 71’) e Cafú.

Treinador: Ricardo Chéu.

Sporting B 0
Luís Ribeiro, Ivan Piris, Samba, Rúben Semedo e King, Kikas, Hugo Sousa, ( Riquicho, 45´) ( Manafá, 52´) Vitor Silva, Chaby ( Nelson Semedo, 85´), Ricardo Esgaio e Iuri Medeiros ( ShiKabala, 62´).

Treinador: Abel Ferreira. 
6 Com
Vitória Escassa para tanto domínio!
Grande Jogo do Académico,
Tarde amena, relvado a precisar de uma intervenção, ali na zona, central, muito, muito público no Estádio do Fontelo, a melhor casa da época, superior à casa do jogo com o Benfica, em virtude, acima de tudo da hora a que decorreu o jogo, domingo à tarde, a hora das grandes tardes no Fontelo (década de 80), estão de regresso! Há ainda a dizer que a Liga deveria acautelar os interesses de todos os Clubes, e deveria garantir que o período 15H-18H estava interdito a transmissões televisivas, o que faria com que os jogos do Sporting A e do Benfica A, começassem às 18h, em vez das 17H. Não sei se isso terá ou não “impedido” algumas pessoas de se assistirem ao nosso jogo, a verdade, é que tivemos uma casa a fazer inveja a quase todos os clubes da 1ª Divisão, tirando os 3 grandes.
O Académico provou, hoje, uma vez mais que, se dúvidas houvesse, é o grande Clube da Beira Alta e o único com dimensão Regional, capaz de encher um Estádio como o Estádio do Fontelo, pois não haja dúvidas que se com o Benfica e Sporting Bs, o Académico teve as 2 bancadas centrais praticamente cheias, com os Benfica, Porto e Sporting Bs certamente os topos voltariam também a ficar repletos!
Falando do jogo propriamente dito, repito o que disse no título, grande jogo do Académico, vitória escassa para tanto domínio e para tanta oportunidade criada.
Entrou bem, muito bem o Académico, com um velocidade impressionante sobre a bola, baralhando por completo o esquema do Sporting. Durante a 1ª parte foram 4 as oportunidades de golo do Académico, contra apenas uma do Sporting, num lance, algo fortuito em que num pontapé de baliza marcado de forma rápida, um jogador do Sporting se consegue adiantar, a toda a defesa do Académico, jogando no fator surpresa, mas foi a única situação de perigo do Sporting, em toda a 1ª parte e em todo o jogo. O Académico por sua vez criou 4 situações de muito perigo, apenas na 1ª parte, sendo a mais flagrante de todos protagonizada por Cafú que quase na linha da pequena área, com apenas o guarda-redes do Sporting pela frente e no chão, acaba por lhe colocar a bola nas mão. Há no então mais situações muito variadas em que o golo esteve iminente. Ao intervalo o 0-0 era totalmente injusto para o Académico.
Na 2ª parte a mesma atitude, mais uma série de oportunidades de golo, e quando se começava a temer que era impossível aguentar aquele ritmo de jogo, eis que Fausto faz um golo magnífico numa boa jogada do Ataque Academista. Era um golo mais do que merecido, a meio da 2ª parte, quando nessa altura, se algumas justiça houvesse, o Académico já estaria a marcar o golo da tranquilidade, mas, hoje, com mais ou menos sofrimento, no campo e na bancada, havia o pressentimento de que perante tamanha capacidade ofensiva do Académico, perante a solidez defensiva apresentada e diga-se, também, perante a inoperância atacante do Sporting, que mais tarde ou mais cedo, acabaríamos por marcar e ganhar o jogo, embora o 1-0 nunca dê tranquilidade a ninguém, e depois da entrada de Shikabala, o grande reforço de Inverno do Sporting A, temia-se que algum perigo o Sporting pudesse criar, mas a defesa e meio-campo do Académico estiveram sempre muito coesos e sem darem a menor chance ao Sporting.

No final vitória justíssima do Académico, numa exibição que cativou quem veio pela primeira vez ao Fontelo, em muitos anos, e que certamente ficou com vontade de voltar, e vai certamente fazê-lo, pois esta equipa, estes jogadores, este treinador, esta direção, merecem o APOIO de todos nós, Sócios e Adeptos, a quem compete o papel mais fácil que é apenas o de ir ao Fontelo e Apoiar, papel esse que é decisivo para o crescimento do Académico e para que no Fontelo voltemos a ter os grandes jogos, como o de hoje e os grandes jogadores, depende apenas de nós tornar isso possível, APOIANDO, fazendo-se sócio e trazendo um amigo. O Grande Académico da década de 80, caiu em desgraça e agora que voltou, pode e vai voltar mais forte, aprendendo com os erros do passado que não mais podem e tenho a certeza que não mais serão cometidos.

Em termos individuais, todos os jogadores estiveram muito bem, mas Capela, Tiago Costa, o melhor em campo, em minha opinião, pelo que correu pela entrega que colocou em cada jogada como se fosse a última da sua carreira, e em causa estivesse a final da Liga dos Campeões, um jogo estrondoso de Tiago Costa, Tomé, talvez, apenas e só o melhor jogo com a camisola do Académico, exibição soberba, deu uma profundidade como só ele sabe, pelo seu corredor.
Não quero individualizar mais, pois o que prevaleceu foi a grande equipa que o Académico tem e a forma maravilhosa como joga, dá gosto ver jogar o Académico. No final do jogo, ouvia alguém ao telefone, com uma camisola do Sporting, “o Académico joga muito, porra, eles jogam muito!”

A Arbitragem
Árbitro de grande categoria, hoje sim, um árbitro e uma equipa de arbitragem à altura da importância do jogo, algo que não aconteceu há quinze dias. Muito bem no acompanhamento de todos os lances, apitou à inglesa, ou seja não estava sempre de apito na boca, mas sim, sempre a deixar jogar. Bem no aspeto disciplinar, gerindo muito bem o jogo, e só sendo obrigado na parte final a mostrar um pouco mais os cartões, especialmente a jogadores do Sporting, já na fase do desespero da equipa verde.

Em resumo excelente jogo, excelente arbitragem, vitória da única equipa que poderia ganhar, tal a supremacia que evidenciou. Ganhámos um jogo, somámos mais 3 pontos, e é com esse objetivo que vamos, no próximo fim de semana, jogar com o 1º classificado e tentar somar uma vez mais uma vitória e os 3 pontos. Eu acredito que tal é possível e que o Académico tudo fará para o conseguir.

Hoje, tal como na joranada anterior, voltou a haver Magia no Fontelo, e o que se pede é que quem veio hoje, pela 1ª vez, ou já há muito tempo que não o fazia, que volte, pois o Académico merece e precisa do APOIO de TODOS, em todos os jogos. Se assim fizermos podemos sonhar novamente com um Académico na 1ª Divisão, onde, pelo que se viu hoje é claramente o nosso lugar, pois poucos jogos da 1ª Liga, terão tido este fim de semana, tantos adeptos nas bancadas, como hoje, estiveram no Fontelo.
  

sábado, 8 de março de 2014

A.VISEU

Do matadouro a melhor jovem da Liga2 Cabovisão: eis Bruno Loureiro


Nem há dois anos, trabalhava num matadouro de dia, enquanto calçava as chuteiras à noite, misturando relva do gramado e terra do pelado. Hoje, é um dos jovens em destaque no segundo escalão do futebol português. Ambição, sonho, desejo, tudo faz parte da crença de Bruno Loureiro, se bem que, mais do que tudo, a ponderação é a principal característica do médio do Académico de Viseu, que contou ao zerozero.pt a magia do típico jovem que vai subindo no futebol degrau a degrau.

Foi no verão de 2012 que, após quatro temporadas no Penalva do Castelo, clube que, quando chegou, estava na antiga II Divisão B, mas que, nos últimos três anos, atuou na extinta III Divisão Nacional, chegou ao Académico de Viseu, muito por 'culpa' de Carlos Agostinho, técnico que já o conhecia e que também rumava nessa data para os academistas, acabados de obter a promoção à II B.
As dificuldades foram algumas, até porque Filipe Moreira entrou no clube pouco tempo depois, numa mudança técnica que mudou também os hábitos de um clube que só treinava à noite, mas que, segundo ordens do novo chefe de equipa, passaria a trabalhar de manhã, numa opção pelo profissionalismo naquele que era o terceiro escalão do futebol nacional. O resultado foi bem visível, já que, no final da época, nova subida de divisão foi alcançada, desta vez ao segundo escalão, um regresso 14 anos depois da queda dos viseenses, que passaram por graves problemas financeiros no início do milénio.


Bruno Loureiro tem subido a pulso ©Rui da Cruz
 Por tudo isso passou o resistiu Bruno Loureiro, que teve que largar o seu curso profissional de informática quando faltavam oito meses para a sua conclusão, isto para que o sonho de fazer rolar a bola ao mais alto nível tivesse mais um passo rumo à realidade.

«Voltarei a estudar porque isso faz parte dos meus planos, considero que é fundamental para o meu desenvolvimento, independentemente de continuar a jogar futebol», explicou ao zerozero.pt o vencedor dos prémios de melhor jovem dos meses de janeiro e de fevereiro na Liga2 Cabovisão, num registo simples e alegre, de quem vai vendo o esforço ser recompensado, numa carreira, hoje em dia, com um percurso pouco usual.

«Sempre fiz a minha carreira a pulso e sem a ajuda dos chamados 'padrinhos' e não deixa de ser curioso que, há duas épocas, andava eu a lutar para não descer na III Divisão Nacional», avaliou o número 23 do Académico de Viseu, que viu os treinadores passarem e o seu estatuto na equipa solidificar-se. Na lógica, estará a chegar mais uma subida na carreira, desta vez ao convívio dos grandes: «No futebol, sempre achei que os meus passos deveriam ser dados de forma sustentada. Estou muito bem no Académico, vivo a dois minutos do estádio e estou em casa, embora claro que ambicione a Primeira Liga. Se fosse com este clube, melhor ainda!»


Em baixo, à esquerda, o 23 é escolha habitual ©Rui da Cruz
 Cafú e João Alves «cinco estrelas» e um clube com condições para mais

O clube de Viseu tem tido um trajeto ascendente neste regresso ao futebol profissional, depois de 14 anos de ausência. No início, ainda 'beijou' os últimos lugares, mas seguiu-se um sopro de afastamento, a que a chegada de Ricardo Chéu veio confirmar.

«O novo treinador veio acrescentar algumas coisas. Não gosto muito de falar sobre isso, mas talvez tenha trazido mais ambição e mais união do grupo, que tem um dos melhores plantéis do campeonato. Com outra primeira volta, estaríamos lá em cima. Tivemos a sorte de alguns jogos até agora, mas também é justo dizer que a procurámos bastante», analisou o médio, que garante que, «com a manutenção praticamente assegurada», a equipa não irá «jogar para aquecer», pelo que o desejo é «a melhor classificação possível».

Afinal, o Académico de Viseu é um dos históricos do panorama português e foi no Fontelo o jogo com maior assistência da época, segundo dados da Liga, um pormenor importante para o jovem premiado em janeiro e agora em fevereiro.

«Há muita gente do Académico de Viseu que liga muito ao facto de eu ser um jogador da terra. Esta questão do prémio é um exemplo, já que, para chegar à eleição final, é preciso ter boas notas nos jornais, mas depois são os cibernautas que votam e aí se vê a força deste clube, que tem o jogo mais visto da Liga2 Cabovisão [3 031 espectadores frente ao Benfica B]. No Ac. Viseu, existem todas as condições para que o clube se torne de Primeira Liga, pois é uma referência da região Centro e de todo o distrito», explicou Bruno Loureiro, ao zerozero.pt.


Defrontou Carlos Martins no jogo com maior assistência na Liga2 Cabovisão ©Rui da Cruz
 Para isso, o clube conta com jogadores jovens, como é o seu caso ou o de Luisinho, «que também poderia ter sido o vencedor destes prémios», mas também com a experiência de atletas outrora na ribalta, tal como o central Cláudio, o médio internacional português João Alves, ou o avançado Cafú.

«São nomes que já estiveram a brilhar na Primeira Divisão, portanto é com jogadores como eles que me identifico, como o João Alves ou o Cafú, que falam imenso comigo e que são 'cinco estrelas', apesar de termos um plantel espetacular, como jogadores e pessoas», rematou.

Já longe dos pelados e perto dos grandes holofotes, passeia Bruno Loureiro pelos relvados da Liga2. Medindo as palavras, sopra o murmúrio dos sonhos do futebol, ainda que pautados pela humildade que faz o sucesso. É ele, o 'Bruninho' do Fontelo, para aqueles que, domingo a domingo, se sentam no banco ou na pedra do estádio de Viseu.

Portugal BRUNO LOUREIRO
Bruno Filipe Santos Loureiro
Portugal Portugal
1989-09-23 (24 anos)
Médio
70 kg
173 cm

quinta-feira, 6 de março de 2014

PRESSE



Com estratégias inovadores e uma equipe focada em trabalhar a imagem do time diante de seus admiradores, quase que em tempo real o FC Barcelona se consagra como o primeiro do segmento esportivo a superar a marca dos 50 milhões de fãs na maior rede social do planeta.
No ano que passou o facebook se consolidou como principal plataforma de comunicação e relacionamento para empresas de diversos setores, inclusive entidades esportivas. Essa garantiu o sucesso e popularidade gigantesca para a equipe espanhola.
Com departamento exclusivo para criar e desenvolver interações e campanhas de comunicação, o Barça como é conhecido entre seus admiradores, realiza atividades diárias na rede social com atualizações constantes que vão desde notícias sobre a rotina da equipe, até fotos e vídeos.
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domingo, 2 de março de 2014

BELENENSES - 0 BENFICA - 1 COMPLICADO

Feio

Mais uma vitória magra mas importante do Benfica, num jogo bastante feio de ver e que apesar de ter sido quase todo controlado pela nossa equipa me pareceu que teve períodos de 'q.b.' a mais do Benfica, o que nos poderia ter custado bastante caro.


Regresso do Benfica, esperado, ao onze mais habitual nos últimos tempos. Percebeu-se logo desde o início que não seria fácil jogar com grande velocidade, porque a relva, alta e molhada, travava bastante a bola. Mas o Benfica teve uma boa entrada do Benfica no jogo, rapidamente remetendo o Belenenses para junto da sua área. Foi interessante ver a forma como a equipa, apesar de jogar num teórico 4-4-2, conseguiu sempre uma superioridade numérica muito grande no meio campo, com o Gaitán e o Markovic sempre a fechar muito bem no meio, e ainda o Rodrigo ou o Lima a baixar também. A boa entrada do Benfica no jogo foi recompensada logo aos sete minutos, num lance em que todo o mérito vai para o Gaitán. Num lance individual fantástico, agarrou na bola ainda no nosso meio campo e arrancou por ali fora, deixando todos pelo caminho, para depois finalizar com um chapéu ao guarda-redes feito ainda bem de fora da área. Marcar cedo num jogo destes era o melhor que se podia pedir para o Benfica. Mas depois do golo o Benfica foi progressivamente adormecendo o jogo, jogando a uma velocidade cada vez mais reduzida, sobretudo quando o intervalo estava mais próximo. Mas o controlo do jogo foi praticamente total durante toda a primeira parte - nem sei se o Belenenses chegou a fazer um remate durante esse período, e quase só chegou perto da nossa baliza, sem perigo, através de livres despejados para a área.


No início da segunda parte o Benfica voltou a acelerar na procura de um segundo golo, que nos daria maior tranquilidade. Vimos os nossos jogadores a  conseguir ganhar frequentemente a linha de fundo e construímos algumas boas ocasiões para marcar (Gaitán, Rodrigo, Maxi, Garay) mas o golo não surgiu, e findo o primeiro quarto de hora o Benfica voltou a desacelerar. O Belenenses acreditou que seria possível conseguir alguma coisa do jogo e arriscou mais no ataque, mas continuou a ser inofensivo e o Oblak a ser pouco mais do que um espectador no jogo, com a bola a continuar a chegar perto da nossa baliza sobretudo através de livres despejados para a área. O Belenenses chegou mesmo a introduzir a bola na nossa baliza, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo que não me pareceu existir, pelo menos ao jogador que fez o remate. Este lance pelo menos pareceu servir para despertar o Benfica, que voltou a empurrar o Belenenses para o seu meio campo, ainda que mantendo o ritmo de jogo irritantemente lento. Mais fáceis ficaram as coisas nos últimos dez minutos, quando o Belenenses ficou reduzido a dez. Apesar da diferença mínima no marcador, o Benfica controlou o jogo e o resultado à vontade, trocando a bola entre os seus jogadores com o Belenenses a fazer pouco mais do que correr atrás dela. Estivemos até próximos de alargar a vantagem, através do Salvio, mas o guarda-redes do Belém conseguiu defender com o pé.


O melhor do Benfica foi novamente o Gaitán. Está num excelente momento de forma, e voltou a demonstrar a sua qualidade no fantástico golo que marcou. Gostei também da dupla de centrais, do Enzo e do Maxi. O Fejsa conseguiu irritar-me com a quantidade excessiva de faltas que cometeu, algumas delas perfeitamente desnecessárias - felizmente foram quase todas cometidas na zona do meio campo.

Na altura em que termino de escrever isto fico a saber que aumentámos para nove pontos a vantagem sobre o Porto. São boas notícias. Mas temos manter os pés assentes na terra e preparar com muito cuidado a recepção ao Estoril. O Estoril é uma das boas equipas da Liga, e é a segunda equipa que mais pontos conquistou fora de casa (atrás de nós). Para além disso, o jogo será disputado antes de um jogo europeu com o Tottenham. Já sofremos dissabores antes de jogos europeus, e por mais que digam que o campeonato é o objectivo principal, a verdade é que desconfio que na cabeça dos jogadores a oportunidade de se exibirem para o mercado inglês possa pesar. Não podemos dar-nos ao luxo de perder a concentração.

OLIVEIRENSE - 0 A. VISEU - 2 - BRILHANTES

O Ac. Viseu venceu este domingo em casa da Oliveirense por 2-0, em jogo da 32.ª jornada da 2.ª Liga, encostando a equipa de Oliveira de Azeméis aos últimos lugares da tabela.

Numa primeira parte com muitas dificuldades para ambas as equipas, muito por culpa do mau estado do terreno, percebeu-se que o golo poderia pender para qualquer um dos lados fruto de um lance de sorte ou só mesmo de bola parada. Foi o que aconteceu aos 45 minutos, com João Martins a converter uma grande penalidade a favor do Ac. Viseu, que castigava mão de Ely na área.

Antes, apenas nota para escassos lances de perigo: João Martins sozinho permitiu a defesa de João Pinho (22 minutos) e Rui Lima respondeu com um remate ao lado (28').

Com vantagem, ainda que muito ténue, na segunda parte o Ac. Viseu foi sobretudo cauteloso, ao mesmo tempo que se manteve irrequieto no ataque. A Oliveirense mostrava muitas dificuldades em recompor-se do golo sofrido mesmo em cima do intervalo.

Após os primeiros 15 minutos da etapa complementar, o ritmo de jogo intensificou-se. Cafu esteve perto de fazer o segundo (62') mas atirou ao lado da baliza da Oliveirense que respondeu através de Yero que rematou muito forte contra a defesa visitante (65'). Percebeu-se que estaria para perto um novo golo e a sorte voltou a sorrir ao Ac. Viseu: grande trabalho de Luisinho que centrou muito bem para Cafú finalizar (68 minutos).

Com o treinador Chéu a apostar em homens para o ataque - Zé Rui e Fausto -, contrariando o que seria de esperar dada a vantagem tranquila, a partida manteve-se viva. Do lado da Oliveirense, destaque para Yero, que foi mesmo o mais inconformado com a desvantagem, que teve uma grande oportunidade para reduzir, aos 77', mas Ricardo Janota estava muito atento, voltando a evitar o golo dos locais, aos 90', quando Rui Lima rematou cruzado da esquerda.

Nos descontos, nota apenas para a expulsão de Laurindo, que viu o segundo amarelo por falta dura sobre Fausto (90'+3).

Jogo no Estádio Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis.

Oliveirense - Ac. Viseu, 0-2.
Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: 0-1, João Martins, 45 minutos (g. p). 0-2, Cafú, 68' minutos.

Equipas:

Oliveirense: João Pinho, Califo (Ângelo, 74'), Sérgio, Banjai, Godinho, Laurindo, Sérgio, Renan (Carlitos, 46'), Rui Lima, Ely (Hélder Silva, 62') e Yero.
Suplentes: Mammadu, Paulinho, Ângelo, Zé Sousa, Carlitos, Hélder Sousa e Duarte Duarte.

Treinador: Martinho Almeida.

Ac. Viseu: Ricardo Janota, Tomé Mendes, Thiago Pereira, Cláudio, Tiago Costa, Capela, João Martins (Fausto, 75'), Bruno Loureiro, João Alves (Tiago Rosa, 85'), Luisinho (Zé Rui, 79') e Cafú.
Suplentes: Hélder Godinho, Tiago Gonçalves, Tiago Rosa, Leonel, Bruno Gou, Zé Rui e Fausto.

Treinador: Ricardo Chéu.

Árbitro: José Laranjeira (Coimbra).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Laurindo (35' e 90'+3), Ely (44') e Cláudio (87'). Cartão vermelho, por acumulação de amarelos, para Laurindo (90'+3).
Assistência: cerca de 600 espectadores.

sábado, 1 de março de 2014

A.VISEU

BENFICA

110 anos


Viva o Benfica!



BENFICA - 3 PAOK - 0 - PASSAGEM

Um Benfica bastante pragmático, como nos tem vindo a habituar esta época, jogou pacientemente com o resultado trazido da primeira mão e acabou por conquistar uma vitória robusta e carimbar a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa. A expressão da vitória até pode deixar a ideia de algumas facilidades que, na verdade, não foram assim tantas, ainda que a nossa superioridade no jogo tenha sido por demais evidente.


Mais uma vez assistimos a sete mudanças no onze em relação ao que tem sido o habitualmente titular. Destaque para as presenças do Cardozo e do Salvio no onze inicial, algo que já não acontecia há algum tempo. A baliza foi entregue ao Artur, e a defesa foi o sector com menos mexidas, tendo apenas havido uma troca na lateral esquerda, onde jogou o Sílvio. Do meio campo para a frente, para além dos mencionados Cardozo e Salvio, Amorim, André Gomes e Djuricic juntaram-se ao Gaitán. O jogo na primeira parte pouco diferiu daquilo que vimos na primeira mão. Apesar do PAOK estar obrigado a atacar para recuperar da desvantagem, preferiu manter a mesma atitude cautelosa que tinha tido na Grécia. O Benfica limitou-se a ser bastante paciente, jogando com a convicção de que o tempo corria a seu favor e portanto sem ter necessidade de se lançar desenfreadamente ao ataque. O domínio do jogo pertenceu-nos claramente, a bola rondou sempre preferencialmente a área grega, mas o Benfica optou sempre por construir as suas jogadas de ataque de forma paciente, nunca se expondo ao contra-ataque adversário. As ocasiões mais evidentes de golo surgiram quase todas pelo Cardozo: na primeira isolou-se, evitou o guarda-redes, mas perdeu ângulo de remate e acertou na rede lateral; depois num cabeceamento em posição frontal que deveria ter tido melhor destino, após um grande cruzamento do Salvio, e finalmente num livre em que a bola me pareceu ter sofrido um ligeiro desvio, obrigando o guarda-redes a uma enorme defesa. O PAOK foi praticamente inofensivo no ataque, e só assustou numa quase oferta do Artur, que quase deixou a bola escapar para dentro da baliza depois um remate desferido de muito longe por um jogador grego. O nulo ao intervalo era apenas preocupante por nos deixar ao alcance de um qualquer lance fortuito, porque o PAOK não parecia ter capacidade para nos incomodar seriamente.


Tudo na mesma para a segunda parte. O PAOK organizadinho no seu meio campo, e o Benfica a jogar tranquilamente, fazendo a bola viajar pelos pés dos seus jogadores, pacientemente à espera de uma abertura. O jogo só começou a mudar quando ao fim do primeiro quarto de hora o Jorge Jesus mexeu na equipa, isto depois de termos sofrido o segundo susto do jogo, quando após um canto o inevitável Katsouranis surgiu ao primeiro poste a ganhar de cabeça, com um colega a não conseguir a emenda no segundo poste. Retirou do campo os jogadores com menos ritmo, Salvio e Cardozo, e fez entrar o Lima e o Markovic. O Salvio deixou alguns bons pormenores no tempo que jogou, mas o Cardozo foi quem revelou mais falta de ritmo, pois esteve demasiado estático na frente de ataque, sendo presa fácil para os defesas adversários e não abrindo linhas de passe para os colegas. Com a entrada do Lima isto mudou, e o próprio Djuricic subiu de rendimento, aproveitando melhor os espaços que as movimentações do Lima abriam. Apenas nove minutos depois destas substituições aconteceu o momento decisivo do jogo. O André Gomes trabalhou muito bem no meio campo e desmarcou o Lima, que depois foi derrubado sobre a linha da área pelo Katsouranis. Vermelho directo para o Katsouranis (que saiu de campo sob merecidos aplausos), e livre directo apontado de forma exemplar pelo Gaitán. Acho que folha mais seca do que aquela era impossível, e o guarda-redes grego limitou-se a ficar estático enquanto contemplava o arco que a bola fez sobre a barreira até entrar junto à base do poste. Num minuto o PAOK ficava em desvantagem no jogo, reduzido a dez jogadores, e perdia precisamente o seu jogador mais importante, que coordenava toda a manobra defensiva da equipa. O desnorte dos gregos em campo passou a ser evidente, e nove minutos depois já o Benfica vencia por três a zero, depois de marcar dois golos de rajada no espaço de um minuto. Primeiro num penálti convertido pelo Lima, a castigar uma mão dentro da área, e depois foi o Markovic quem aproveitou um corte do Luisão para as costas da defesa grega e fez o golo. E até final até poderiam ter sido mais, porque nessa altura o Benfica já fazia o que queria em campo e o PAOK parecia estar apenas à espera que o jogo terminasse rapidamente (o árbitro fez-lhes a vontade e nem sequer deu quaisquer descontos).


Melhor do Benfica: Gaitán. O jogo acelerava sempre que a bola lhe chegava aos pés, e basta ver o seu toque de bola para se perceber que é um jogador extraordinário. A forma como marcou o livre foi sublime. Os nossos centrais, em particular o Luisão, estiveram impecáveis, e voltei a gostar do jogo do Sílvio. É um lateral agressivo, com grande qualidade técnica, que apoia bem o ataque, joga nos dois flancos e ainda por cima é formado no clube. Sei que não temos opção de compra neste empréstimo, mas gostava que em vez de andarmos para a próxima época outra vez com a rábula do lateral-esquerdo, o comprássemos e arrumássemos de vez com essa questão. O Djuricic fez uma primeira parte bastante má, mas soltou-se na segunda parte e melhorou bastante. A entrada do Lima no jogo foi importantíssima.

Mais um jogo em que seria difícil pedir melhor. Vitória robusta, gestão do plantel feita, e passagem à próxima eliminatória carimbada, onde agora iremos encontrar o Tottenham. Certamente que serão jogos que nos irão obrigar a correr bastante mais. Mas o que interessa agora é mesmo ganhar ao Belenenses.

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