Equipa de Jorge Jesus continua com sete pontos de vantagem sobre o Sporting mas agora com 12 sobre o FC Porto.
O Benfica venceu o Nacional da Madeira por 4-2 em jogo da 23.ª jornada da I Liga. Candeias e Djaniny fizeram os tentos dos alvinegros, Garay (2), Lima e Rodrigo marcaram para os encarnados, que não perdem há 25 jogos. Equipa de Jorge Jesus continua com sete pontos de vantagem sobre o Sporting mas agora com 12 sobre o FC Porto.
Numa das deslocações mais complicadas até ao final da época, o Benfica entrou mal mas corrigiu a tempo de embalar para uma exibição soberba, principalmente da linha avançada, onde Markovic, Gaitán, Rodrigo e Lima fizeram estragos.
Manuel Machado montou um onze vocacionado para a frente, com João Aurélio a lateral direito, Gomaa e Diego Barcelos no meio-campo, no apoio a Djaniny, Rondón e Candeias. E foi Candeias quem abriu o ativo aos cinco minutos, (veja o golo) na transformação de uma grande penalidade, fazendo o terceiro golo no campeonato. O extremo cruzou para a área, Manuel Mota considerou que Luisão cortou a bola com o braço e apontou para a marca do castigo máximo (Veja o lance!)
Os Nacionalistas entraram bem e continuaram a pressionar o Benfica, que não conseguia sair para o ataque. A partir dos 15 minutos, a formação de Jorge Jesus pegou no jogo, passou a controlar as operações e em 25 minutos marcou três golos.
O empate surgiu aos 24 minutos por Lima, a rematar para a baliza de Gottardi após passe de Rodrigo. Destaque para o cruzamento de Markovic na direita. Antes, Rodrigo já tinha estado perto do golo mas o remate foi para fora. (Veja o golo de Lima).
O Benfica vai dar a volta ao marcador aos 33 minutos, numa "bomba" de Rodrigo. (O golo de Rodrigo) O hispano-brasileiro saiu da esquerda, fletiu para o meio e rematou forte, de pé esquerdo, ao ângulo da baliza. Com o Nacional perdido em campo, o Benfica aproveitou para fazer o 3-1 por Garay, num remate de cabeça ao segundo poste, depois de um canto de Enzo Pérez (Veja o golo de Garay).
Manuel Machado, que já tinha perdido Ghezal no início da primeira parte, tentou dar a volta ao encontro, com as entradas dos avançados Lucas João e Reginaldo, pra os lugares de Rondón e Diego Barcelos.
O Benfica entrou mais lento no segundo tempo e, se calhar, já a pensar no jogo de quinta-feira com o Tottenham, recuou no terreno, deu iniciativa aos madeirenses para depois sair em contra-ataque. Num desses lances, Markovic esteve perto do golo, após centro de Gaitán mas o desvio saiu ao lado.
Quando nada fazia prever, o Nacional vai reduzir e relançar a partida aos 80 minutos. Candeias fez um passe longo, Luisão e Oblak hesitaram. Aproveitou Gomaa para colocar na área onde apareceu Djaniny a bater o guarda-redes esloveno, marcando assim à antiga equipa. (O golo de Djaniny).
Com dez minutos para jogar, o Benfica defendeu como pôde, com o Nacional à procura do empate a todo o custo. Os madeirenses criaram imenso perigo em lances pelo ar na área benfiquista.
E numa altura em que o Benfica fazia contenção de bola, Garay aproveitou um centro de Sílvio para cabecear para o fundo da baliza, aos 89 minutos. Este golo sentenciou o jogo e acabou com as aspirações do Nacional em chegar ao empate. (O segundo golo de Garay no jogo).
O Benfica sofre dois golos, algo que não acontecia há muito tempo mas mantém a vantagem para o Sporting em sete pontos. O FC Porto já está a 12 pontos dos encarnados. Já o Nacional continua com três pontos de vantagem sobre o SC Braga, sexto colocado.















Grande Jogo do Académico,
Tarde amena, relvado a precisar de uma intervenção, ali na zona, central, muito, muito público no Estádio do Fontelo, a melhor casa da época, superior à casa do jogo com o Benfica, em virtude, acima de tudo da hora a que decorreu o jogo, domingo à tarde, a hora das grandes tardes no Fontelo (década de 80), estão de regresso! Há ainda a dizer que a Liga deveria acautelar os interesses de todos os Clubes, e deveria garantir que o período 15H-18H estava interdito a transmissões televisivas, o que faria com que os jogos do Sporting A e do Benfica A, começassem às 18h, em vez das 17H. Não sei se isso terá ou não “impedido” algumas pessoas de se assistirem ao nosso jogo, a verdade, é que tivemos uma casa a fazer inveja a quase todos os clubes da 1ª Divisão, tirando os 3 grandes.
O Académico provou, hoje, uma vez mais que, se dúvidas houvesse, é o grande Clube da Beira Alta e o único com dimensão Regional, capaz de encher um Estádio como o Estádio do Fontelo, pois não haja dúvidas que se com o Benfica e Sporting Bs, o Académico teve as 2 bancadas centrais praticamente cheias, com os Benfica, Porto e Sporting Bs certamente os topos voltariam também a ficar repletos!
Falando do jogo propriamente dito, repito o que disse no título, grande jogo do Académico, vitória escassa para tanto domínio e para tanta oportunidade criada.
Entrou bem, muito bem o Académico, com um velocidade impressionante sobre a bola, baralhando por completo o esquema do Sporting. Durante a 1ª parte foram 4 as oportunidades de golo do Académico, contra apenas uma do Sporting, num lance, algo fortuito em que num pontapé de baliza marcado de forma rápida, um jogador do Sporting se consegue adiantar, a toda a defesa do Académico, jogando no fator surpresa, mas foi a única situação de perigo do Sporting, em toda a 1ª parte e em todo o jogo. O Académico por sua vez criou 4 situações de muito perigo, apenas na 1ª parte, sendo a mais flagrante de todos protagonizada por Cafú que quase na linha da pequena área, com apenas o guarda-redes do Sporting pela frente e no chão, acaba por lhe colocar a bola nas mão. Há no então mais situações muito variadas em que o golo esteve iminente. Ao intervalo o 0-0 era totalmente injusto para o Académico.
Na 2ª parte a mesma atitude, mais uma série de oportunidades de golo, e quando se começava a temer que era impossível aguentar aquele ritmo de jogo, eis que Fausto faz um golo magnífico numa boa jogada do Ataque Academista. Era um golo mais do que merecido, a meio da 2ª parte, quando nessa altura, se algumas justiça houvesse, o Académico já estaria a marcar o golo da tranquilidade, mas, hoje, com mais ou menos sofrimento, no campo e na bancada, havia o pressentimento de que perante tamanha capacidade ofensiva do Académico, perante a solidez defensiva apresentada e diga-se, também, perante a inoperância atacante do Sporting, que mais tarde ou mais cedo, acabaríamos por marcar e ganhar o jogo, embora o 1-0 nunca dê tranquilidade a ninguém, e depois da entrada de Shikabala, o grande reforço de Inverno do Sporting A, temia-se que algum perigo o Sporting pudesse criar, mas a defesa e meio-campo do Académico estiveram sempre muito coesos e sem darem a menor chance ao Sporting.
No final vitória justíssima do Académico, numa exibição que cativou quem veio pela primeira vez ao Fontelo, em muitos anos, e que certamente ficou com vontade de voltar, e vai certamente fazê-lo, pois esta equipa, estes jogadores, este treinador, esta direção, merecem o APOIO de todos nós, Sócios e Adeptos, a quem compete o papel mais fácil que é apenas o de ir ao Fontelo e Apoiar, papel esse que é decisivo para o crescimento do Académico e para que no Fontelo voltemos a ter os grandes jogos, como o de hoje e os grandes jogadores, depende apenas de nós tornar isso possível, APOIANDO, fazendo-se sócio e trazendo um amigo. O Grande Académico da década de 80, caiu em desgraça e agora que voltou, pode e vai voltar mais forte, aprendendo com os erros do passado que não mais podem e tenho a certeza que não mais serão cometidos.
Em termos individuais, todos os jogadores estiveram muito bem, mas Capela, Tiago Costa, o melhor em campo, em minha opinião, pelo que correu pela entrega que colocou em cada jogada como se fosse a última da sua carreira, e em causa estivesse a final da Liga dos Campeões, um jogo estrondoso de Tiago Costa, Tomé, talvez, apenas e só o melhor jogo com a camisola do Académico, exibição soberba, deu uma profundidade como só ele sabe, pelo seu corredor.
Não quero individualizar mais, pois o que prevaleceu foi a grande equipa que o Académico tem e a forma maravilhosa como joga, dá gosto ver jogar o Académico. No final do jogo, ouvia alguém ao telefone, com uma camisola do Sporting, “o Académico joga muito, porra, eles jogam muito!”
A Arbitragem
Árbitro de grande categoria, hoje sim, um árbitro e uma equipa de arbitragem à altura da importância do jogo, algo que não aconteceu há quinze dias. Muito bem no acompanhamento de todos os lances, apitou à inglesa, ou seja não estava sempre de apito na boca, mas sim, sempre a deixar jogar. Bem no aspeto disciplinar, gerindo muito bem o jogo, e só sendo obrigado na parte final a mostrar um pouco mais os cartões, especialmente a jogadores do Sporting, já na fase do desespero da equipa verde.
Em resumo excelente jogo, excelente arbitragem, vitória da única equipa que poderia ganhar, tal a supremacia que evidenciou. Ganhámos um jogo, somámos mais 3 pontos, e é com esse objetivo que vamos, no próximo fim de semana, jogar com o 1º classificado e tentar somar uma vez mais uma vitória e os 3 pontos. Eu acredito que tal é possível e que o Académico tudo fará para o conseguir.
Hoje, tal como na joranada anterior, voltou a haver Magia no Fontelo, e o que se pede é que quem veio hoje, pela 1ª vez, ou já há muito tempo que não o fazia, que volte, pois o Académico merece e precisa do APOIO de TODOS, em todos os jogos. Se assim fizermos podemos sonhar novamente com um Académico na 1ª Divisão, onde, pelo que se viu hoje é claramente o nosso lugar, pois poucos jogos da 1ª Liga, terão tido este fim de semana, tantos adeptos nas bancadas, como hoje, estiveram no Fontelo.