terça-feira, 30 de abril de 2013

A.VISEU


Viriatos renascem das cinzas
SEIS ÉPOCAS DEPOIS ESTÃO NOS CAMPEONATOS PROFISSIONAIS
Terça-Feira, 30 abril de 2013 | 07:57
Autor: NUNO MIGUEL FERREIRA
Fotos: NUNO ANDRÉ FERREIRA
Partilhar
Quinze anos depois o Académico de Viseu está de regresso aos escalões profissionais. É o ressurgir de um clube com historial, que já conta quatro participações no escalão principal do futebol português, e que esteve perto do fim devido a dívidas. Contudo, os Viriatos não se renderam e, após decretarem a insolvência, recomeçaram do zero com novo nome e nos Distritais. Foi em 2006/07 e, seis épocas depois, está consumada a subida à 2.ª Liga.
Notícia exclusiva para assinantes Record Premium
Os novos heróis viseenses
PLANTEL CONTA A RECORD HISTÓRIAS DE UMA ÉPOCA MEMORÁVEL
Terça-Feira, 30 abril de 2013 | 08:51
Autor: FRANCISCO LARANJEIRA E MIGUEL AMARO
Fotos: NUNO ANDRÉ FERREIRA
Partilhar
Épocas de sucesso não são feitas sem protagonistas, sem uma estrutura que saiba retirar o que de melhor tem em benefício de um objetivo comum, neste caso o da subida de divisão. O guardião Nuno Ricardo, o defesa Calico, o médio Ibraima, o extremo Zé Rui e o avançado Hélder Rodrigues são alguns dos rostos do êxito viseense e partilham com Record histórias de uma época de superação que ficará na memória.




IMAGEM

titel
VEJA

segunda-feira, 29 de abril de 2013

PUB

MARITIMO - 1 BENFICA - 2- SOFRIDO



O Benfica cumpriu o plano de viagem para a deslocação à Madeira e venceu o Marítimo, por 2-1, mantendo assim quatro pontos de distância para o FC Porto na liderança do campeonato. No final a festa foi sintomática que o título está ali ao virar da esquina.

Dificilmente Jorge Jesus imaginaria melhor começo. Numa das primeiras aproximações à área insular, Márcio Rozário foi imprudente na forma como abordou o lance com Lima, na área insular, e derrubou o avançado para castigo máximo. Na conversão da penalidade o brasileiro, recrutado ao Braga, carimbou o 17º golo da temporada e colocou as águias na frente do marcador (5m).

Houve, seguramente, quem pensasse que o mais fácil estava feito. Puro engano. Havia ainda que lidar com a força do Marítimo, que respondeu de pronto, na cobrança de um livre, outra vez com Mário Rozário como protagonista, mas o remate do «xerifão» verde-rubro embateu no poste da baliza de Artur (7m).

A formação orientada por Pedro Martins recuperou rapidamente do murro no estômago que foi começar a perder quase nas cabines e voltou a responder, com menos assertividade é certo, através de um remate cruzado de Artur bem resolvido pelo guardião encarnado (11m).

Disseram presente os líderes da classificação na sequência de um pontapé de canto, uma das fórmulas mais letais dos encarnados, mas Rodrigo não conseguiu empurrar para a baliza um desvio precioso de Enzo Pérez ao primeiro pau.

O Marítimo aproveitou a deixa benfiquista e também tentou tirar partido dos lances de bola, com Luís Olim a levantar o canto para uma cabeçada de Igor Rossi defendida por Artur (30m). Foi o mote dos insulares que, a partir daqui, construíram três lances de perigo junto às redes de Artur. Primeiro valeu Luisão a desviar um remate de Sami (40m), depois Salvio a negar a finalização a Rafael Miranda (41m), mas à terceira Igor Rossi teve cabeça para encontrar o caminho das redes do Benfica dando a melhor sequência um cruzamento de Artur e recolocando a igualdade no placard.

Traição do muro

Tocaram os alarmes na cabine encarnada, perante a obrigação de vencer o jogo, e o início do segundo tempo do Benfica foi absolutamente frenético. Lima recuperou a bola e isolou Rodrigo mas o remate do avançado internacional sub-21 espanhol saiu ao lado (50m). Logo depois Matic assumiu a construção do jogo e assistiu Lima que acertou em cheio no travessão da baliza de Salin (52m). O cenário voltou a repetir-se imediatamente a seguir, de novo com Lima em acção, mas o postes, tantas vezes aliados na campanha europeia, voltaram a negar o golo ao brasileiro (55m).

Pelo meio o Marítimo conseguiu ligar um ataque rápido (e respirar), numa triangulação entre Suk e Artur que terminou com um remate fraco de Heldon (54m).

Manteve-se, contudo, o acerco encarnado com um muro a erguer-se em frente da baliza de Salin: Igor Rossi. Lima, por duas vezes, tentou recolocar o Benfica na frente do marcador, em ambos os casos, o remate morreu no corpo do central brasileiro (61 e 69m). Pelo meio Enzo Pérez ainda tentou de longe, mas Salin estava atento (67m).

Tantas vezes o cântaro vai à fonte que acaba por lá ficar. Salvio insistiu pela direita, ganhou a linha de fundo, e cruzou para o corte defeituoso de Igor Rossi, que traiu Salin e acabou dentro da baliza insular (72m).

À semelhança do que fizera na primeira parte, o Marítimo respondeu, numa jogada individual de Suk, mas o remate do coreano saiu transviado (75m).

A vencer Jesus equilibrou a equipa, lançou Carlos Martins, que teve um remate ao lado mal entrou (77m), em detrimento de Rodrigo, enquanto Pedro Martins lançou Fidelis para tentar chegar de novo ao empate.

O Marítimo ainda assustou nos minutos finais, embora sem lances de perigo, altura em que todo o banco encarnado já esperava de pé o apito final de Manuel Mota que foi intensamente festejado. Afinal, são três pontos que podem valer o campeonato à turma encarnada

A.VISEU-4 ANADIA -0 - SHOW


Académico de Viseu 4-0 Anadia “Show” de campeão no Fontelo Académico de Viseu 4-0 Anadia: “Show” de campeão no Fontelo (com vídeo)

Foi num Fontelo trajado a negro e branco que o Académico recebeu o Anadia, na última jornada da II Divisão, Zona Centro. Cerca de 7 mil pessoas davam um colorido especial à festa do campeão!
Foi com pinturas brancas que os atletas do Académico se apresentaram e os festejos começaram cedo! À passagem do primeiro quarto de hora, combinação perfeita entre Horácio e Luisinho, a culminar com o golo do camisola 9, a finalizar com estilo. Em desvantagem, o Anadia mostrava que não vinha apenas para assistir à festa e assustava nos lances de bola parada. Mas a tarde era para os viseenses, que à meia hora de jogo aumentam a contagem para 2-0! Boa incursão pela esquerda de Hélder Rodrigues que terminava com o remate certeiro de Luisinho. Até ao intervalo, mais lances de perigo dos academistas mas sem a melhor conclusão.
Na segunda parte, o treinador do Académico, Filipe Moreira, fazia entrar jogadores menos rodados. Do lado do Anadia, mostravam-se credenciais ao líder, com Moacir, na cara do guardião Nuno Ricardo a vacilar e a permitir a defesa. Pouco depois, vinha o momento alto da partida! Hélder Rodrigues recebe de Horácio e gira o corpo, desferindo o remate em jeito que levantaria o estádio, fazendo o 3-0. Que golo! O Anadia tentava reverter a situação mas pecava na finalização. O central Makukula criaria mesmo a derradeira oportunidade dos azuis, com um cabeceamento quase perfeito. Mas a festa viseense terminaria com novo golo a cair do pano. Kifuta também deixou a sua marca na partida com um tento de puro oportunismo, estabelecendo o 4-0. Tarde de gala no Fontelo, com uma moldura humana entusiasta e que deu o exemplo até a alguns clubes da 1ª Liga. No final, invasão pacífica de campo com os adeptos a celebrarem o título com os jogadores e com a equipa técnica.
O trio de arbitragem teve um desempenho positivo.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

FENERBAHCE - 1 BENFICA - 0 - SORTE MAS ACREDITO


Pálida

Uma derrota pela margem mínima que deixa tudo em aberto para a segunda mão, mas que castiga um exibição pálida do Benfica esta noite. E podemos considerar que fomos protegidos pela sorte, já que por três vezes vimos a bola embater nos ferros da nossa baliza - o Gaitán também atirou uma vez ao ferro.


O André Gomes foi a escolha natural para o lugar do Enzo, tendo a surpresa sido a entrada do Aimar no onze, para fazer a ligação com o ataque. Na defesa, a presença natural do Jardel no lugar do capitão Luisão. O ambiente turco pouca influência pareceu ter sobre a nossa equipa, já que o nosso início de jogo foi bastante razoável. Durante o primeiro quarto de hora o Benfica teve o jogo controlado, e até dispôs de duas oportunidades, nos pés do Salvio e do Aimar. Mas perto dos vinte minutos o Fenerbahçe dispôs de duas oportunidades de rajada, tendo na segunda enviado a bola à barra da nossa baliza num cabeceamento do Webó, e despertou com esses dois lances, passando a ter superioridade no jogo durante os minutos que se seguiram. Mas apesar do relativo ascendente de cada uma das equipas em determinados períodos do jogo, nunca houve propriamente períodos de sufoco, já que parecia haver muito respeito de parte a parte, e para além disso o futebol jogado era muito desligado, com passes falhados e poucas jogadas dignas de interesse. Já em período de descontos antes do intervalo, penálti contra o Benfica, após uma falta desastrada do Ola John, e a sorte a sorrir-nos mais uma vez, já que na marcação o Baroni acertou no poste.


Para a segunda parte surgiu, sem grande surpresa, o Gaitán no lugar do Aimar, já que o nosso dez mostrou uma natural falta de ritmo. A reentrada dos turcos foi forte, tentando por várias vezes o remate e acertando mesmo no ferro pela terceira vez no jogo, desta vez num remate do Kuyt. Praticamente na resposta, foi o Gaitán quem atirou ao poste, naquela que foi a melhor oportunidade do Benfica em todo o jogo. A partir do meio da segunda parte o Benfica pareceu recuar mais, não se se por falta de frescura física ou por ser uma aposta em segurar o nulo, mas a verdade é que no espaço de alguns minutos os turcos carregaram mais, sem que o Benfica conseguisse segurar a bola ou sair para o ataque para respirar um pouco, limitando-se os nossos jogadores a aliviar bolas para onde estavam virados. Coincidência ou não, o Fenerbahçe chegou mesmo ao golo no culminar desse período, num momento em que, para variar, a sorte não nos foi favorável, já que o golo surge na sequência de um canto mal assinalado. O Melgarejo ao segundo poste encarregou-se de fazer a assistência para o primeiro poste, numa zona onde estavam três adversários à vontade, tendo um deles cabeceado para o golo (mesmo assim a bola ainda foi ao poste antes de entrar, de nada valendo o corte do Jardel, pois a bola já tinha ultrapassado a linha). Faltavam vinte minutos para o final, mas pouco mais de assinalável se passou até final. Os turcos pareceram relativamente satisfeitos com o resultado, e o Benfica foi desastrado e desinspirado no ataque.


O melhor do Benfica terá sido o Matic. O Melgarejo fez um jogo bastante fraco, e não digo isto apenas pela 'assistência' para o golo turco. Antes disso já ele tinha tido mais do que um corte disparatado, e algumas perdas de bola desnecessárias. O Rodrigo, que entrou a meio da segunda parte, revelou-se um auxiliar importante da defesa do Fenerbahçe na manutenção da vantagem mínima.

A derrota por um a zero é um resultado sempre bastante perigoso, mas deixa-nos com boas possibilidades de discutir o acesso à final para a semana, em nossa casa. O Fenerbahçe não mostrou ter uma qualidade suficientemente grande para que esta desvantagem seja uma barreira inultrapassável. Mas temos agora que saber desviar a atenção desta competição, e focar-nos no jogo com o Marítimo. A conquista da Liga é a grande prioridade e a Liga Europa continua a ser, para mim, acessória. Tendo em conta a campanha que o velho corrupto e o azeiteiro já andam a fazer para esse jogo, não podemos dar-nos ao luxo de cometer o menor deslize.

terça-feira, 23 de abril de 2013

VIDEO

BENFICA


O Penalti que é Amarelo, da Menina Ricky

Wolfswinkel Penalti derby na Luz análise

Depois das mentiras propagadas por alguns jornais desportivos e outros meios de comunicação social, fazemos aqui a primeira analise, dos dois principais lances onde se concentraram as queixinhas do Sporting.

O suposto penalti sobre Ricky Van Wolfswinkel, Frame by Frame, imagem a imagem.

Começar por dizer que esta jogada tem origem numa falta clara por marcar sobre Gaitan que permitiu apanhar a defesa em contra pé.

Passando a analisar e descrever os frames caso ainda existam duvidas, para alguém com problemas de vista no cérebro!

Garay projecta-se paralelamente à Viscondessa Ricky, somente na tentativa de bloquear um possível remate à baliza de Artur.
Tem sempre o cuidado de não tocar na referida Viscondessa, repare-se no movimento dos braços de Garay quando os mesmos se aproximam das pernas da menina Ricky.

Quanto às pernas, como muito bem prova esta sequência de frames, nunca chegam sequer a tocar na menina, a Viscondessa permanece sempre de pé e com os pés apoiados no relvado, no penúltimo frame, antes de desfalecer prostrada no relvado tem o pé esquerdo completamente disponível para um normal apoio no terreno.

Tal como já tinha acontecido a época passada em Alvalade, a menina vinha com a lição, mais uma vez, bem ditada por algum instrutor, connoisseur de como se ganham jogos contra o SL Benfica, à custa de penaltis, amarelos e expulsões inventadas. E não foi a única!

Não só não foi penalti como a menina Ricky devia ter sido admoestada com a cartolina amarela.

TÍTULOS


MANCHESTER UNITED CAMPEÃO DE INGLATERRA

«Hat trick» de Van Persie abriu caminho para a festa do 20º título

O MANCHESTER UNITED É CAMPEÃO DE INGLATERRA! Com uma vitória categórica sobre o Aston Villa (3-0), com um «hat-trick» de Van Persie, a equipa de Alex Ferguson aumentou a vantagem sobre o vizinho City para dezasseis pontos e fica definitivamente fora do alcance do ainda campeão em título que, na véspera, permitiu a antecipação da coroação do novo «rei» com uma derrota diante do Tottenham de André Villas-Boas (1-3).

Van Persie: campeão pela primeira vez quase aos trinta anos

Old Trafford engalanou-se para a festa que começou bem cedo, com um forte sotaque holandês, com Van Persie a abrir o marcador logo aos dois minutos, com o primeiro dos seus três golos. Grande passe de Wayne Rooney a lançar Valencia pelo lado direito, cruzamento para o segundo poste onde surgiu Ryan Giggs a amortecer para o remate certeiro do holandês.

Nani: quarto título é o menos risonho

A festa começava aqui. Dez minutos depois, novo golo. Mais um grande passe de Wayne Rooney e uma espetacular finalização do avançado para o seu 23º golo na temporada. Outros dez minutos e outra vez Van Persie a completar o seu «hat-trick», desta vez com Shinji Kagawa e Ryan Giggs na construção. Com este golo, 0 24º, Van Persie ultrapassava Luis Suarez (Liverpool) na lista dos melhores marcadores.

Man. United: vinte títulos, tantas histórias

Em pouco mais de meia-hora, o Manchester United sentenciava a conquista do título. O 20º da equipa de Old Trafford, o 13º com a assinatura do incontornável Sir Alex Ferguson, sempre com Rayn Giggs na equipa. Ainda faltava quase uma hora, mas já estava tudo feito. O United ainda desperdiçou uma mão cheia de golos, com destaque para uma perdida de Kagawa, diante de uma equipa de Birmingham que está cada vez mais aflita na luta pela manutenção.

O novo campeão entrou em campo, pela primeira vez desde 28 de novembro, sem Rio Ferdinand ou Nemanja Vidic no eixo da defesa. Nani começou no banco de suplentes e de lá não saiu.

Eis o onze desta noite do novo campeão de Inglaterra: De Gea; Da Silva, Jones, Evans e Evra; Valencia, Carrick, Giggs e Kagawa; Rooney e Van Persie.

CARTOON

VIDEO

BENFICA -2 SPORTING -0 - NORMAL


Benfica 2 - 0 Sporting


Sábado , véspera de derby de futebol, optei por ir para a Luz sentir Benfica. Nos três jogos de modalidades de pavilhão houve um momento que me ficou na memória por ter sido o mais divertido do dia. Aconteceu no único jogo que não correu bem, no final do derby em futsal a lagartada em êxtase arranca uma gargalhada geral do pavilhão encarnado ao atirar com um cântico que costumam ouvir nos últimos anos: "Amanhã há mais". Até os polícias se riram de tamanha ousadia. Afinal tinham toda razão, houve mais do ... mesmo! O Sporting não marca um golo na Luz para o campeonato há 6 anos, nos últimos 11 derbys jogados o Sporting venceu um, esta época nos dois jogos acabam com um saldo de 1-5. Portanto, foi tudo mais do mesmo. "Amanhã há mais" foi brilhante como tudo o que tem vindo daqueles lados nos últimos largos anos.
Ambiente fantástico na Luz, pena não ser sempre assim, jogo equilibrado e o descanso de percebermos que Jesus e os nossos jogadores perceberam muito bem que ia ser uma noite diferente para os dois lados, nós a lutar por mais 3 pontos, eles a lutarem pelo jogo da época. Apesar de 34 pontos de diferença, o Sporting motivou-se , como sempre, ao máximo e chegou a parecer uma equipa a sério daquelas que não estão lá para o 8º lugar da tabela. Para nós é o costume, quando jogamos em casa levamos sempre com este filme, seja o Sporting , seja a Académica, sendo que os estudantes ainda aguentaram até ao fim e ficaram a chorar um penalti, os lagartos como diferentes que são choraram 4 penaltis e aguentaram até aos 36 minutos. Deram luta, foi engraçado e saímos todos contentes, nós com os 3 pontos e mais um derby para a colecção, eles por terem conseguido parecer uma equipa de futebol e por não terem levado o tratamento de um Rio Ave, que até está na frente deles.
Salvio. Vale todo o dinheiro que se investiu no regresso dele à Luz. Tem sido essencial nesta bonita época fazendo esquecer quem criticou o alto investimento do último verão.
Luisão. Não começou nada bem esta época com o triste episódio de Dusseldorf mas há males que vêm por bem e o capitão está a fazer uma das melhores épocas de sempre. Um seguro na nossa última linha, limpa tudo e hoje até saiu para a merecida ovação.
Gaitán. O argentino é isto. Consegue irritar-me meio jogo, passes parvos, falhanços, desconcentrações e depois assim do nada saca uma das melhores jogadas que já vi na Luz! Sublime a iniciativa, a finta , a tabela , a assistência. Incrível. Já agora, foi ele que também deu o primeiro golo ao Salvio.
Lima. Era contratação de alto risco, 4 milhões de euros, já não é nenhum puto e vinha do irritante Braga. Compra magnífica, Lima marcou o melhor golo da época, até agora, e prova que a história da adaptação a um grande clube é um bocado de conversa da treta. Está a fazer uma temporada incrível.
São estes os meus destaque, todos os outros estiveram bem e confio em todos sem excepção. Este ano não há Robertos nem Emersons e isso ajuda muito.

No primeiro golo libertei toda aquela tensão acumulada desde 2ª feira, aquele jogo em que apareceram 17 mil na luz. Não voltei a ficar tão nervoso e, mais uma vez, senti grande confiança na equipa. Isto é tão bom que nem sei explicar o valor que tem.
O jogo mais emocional acabou, o derby é tão fantástico que fez com que a lagartagem se sentisse importante e viva. Vinham ganhar, vinham tirar o título, e por aí fora. Não quero deixar de mandar um abraço ao Inácio que continua a ser uma das figuras mais patéticas do nosso pobre futebol. Ao Joel Neto agradeço o texto dele de sábado, acho que hoje o homem ainda deve estar mais mal disposto porque viu-se na Luz uns 60 mil ultras perigosos e loucos. Lamentável.

Finalmente, um muito obrigado ao clube do meu coração. Não me deixaram ficar mal neste último jogo que vivi antes de entrar nos "entas". Que bela prenda de aniversário antecipada. Vou assumir que a obra de arte Gaitán - Lima foi personalizada por ter sido ali mesmo à minha frente. Muito , muito obrigado Benfica ! Já não peço mais golões daqueles, só peço mais vitórias destas até ao final da época. É muito bom ser do Benfica.


A.VISEU


Académico de Viseu garante promoção à 2.ª Liga


 Viseu: «Devemo ser o papão das subidas»

José António Monteiro, dirigente de longa data do Académico de Viseu e conhecido como o «faz-tudo» Monteiro, viveu de perto os momentos difíceis que o clube teve de atravessar.


Desde visitas do sindicato dos jogadores, passando pelas comissões eleitas em AG para gerir o clube e terminando nos processos judiciais que acabaram por ditar o fim do CAF, António Monteiro assistiu a tudo.

Para seu gáudio, assistiu, também, ao renascer do Académico a partir das cinzas, e a uma subida vertiginosa por entre os diversos escalões nacionais até atingir a II Liga.

Este histórico dirigente viseense, recorda que o fim do CAF não foi ditado por falhas de gestão do departamento de futebol, mas sim por um pedido de insolvência iniciado por duas funcionárias ligadas à natação do clube.

«Em janeiro de 2006 o tribunal de Viseu entendeu decretar a insolvência do clube, mas isso nada teve a ver com o departamento de futebol. No futebol tivemos que lidar com um caso complicado, mas não impossível de resolver. O jogador Paulo Ricardo exigiu uma idemnização bastante elevada para as nossas possibilidades, mas a coisa podia ter sido resolvida», afirma o dirigente.

«Quatro subidas em seis anos»

O momento é de festa e ainda não há planos em concreto para o futuro, no entanto, António Monteiro lá vai deixando escapar que o «principal objetivo da próxima época deverá passar pela manutenção».

«É cedo para falar no futuro. Ainda estamos a digerir a subida. Para este clube é um marco histórico, pois embora os equipamentos possam ser os mesmos, não é o mesmo Académico que passou por este escalão há 15 anos», frisa. «Em princípio, o Filipe Moreira continuará a ser o técnico da equipa na próxima temporada. Ainda não conversámos e não sei qual é a ideia do presidente. Também não sei o que pensa o treinador. Acredito que vai ficar, mas só agora vamos começar a pensar no futuro», conclui.

Sobre as dificuldades financeiras que os clubes atravessam, e o acréscimo de encargos que uma competição como a II Liga representa, o dirigente viseense não se mostra muito preocupado, adiantando que «o presidente tem feito uma gestão que faz com que haja ordenados em dia e não se deva nada a ninguém».

O Ac. Viseu conseguiu quatro subidas de escalão nos últimos seis anos, facto que, como é óbvio, enche de orgulho António Monteiro. «Este clube tem quatro subidas nos últimos seis anos. Devemos ser o papão das subidas. Desde o campeonato distrital até à II Liga», lembra.

Filipe Moreira foi o treinador que festejou a subida à II Liga, porém a temporada foi iniciada com outra pessoa ao comando, Carlos Agostinho.

Numa hora de festejos, António Monteiro não se esquece que foi Agostinho quem deu início a este percurso. Porém, não concretiza quanto aos motivos que levaram à saída do treinador.

«A saída do Carlos Agostinho apanhou-nos um pouco de surpresa. Sinceramente, não estou muito por dentro do assunto. Talvez se tenha devido a algum desgaste emocional do treinador», finaliza, em conversa com o Maisfutebol.

O Clube Académico de Futebol (CAF), mais conhecido por Académico de Viseu, foi fundado em julho de 1914 e ombreou com os grandes emblemas do futebol português, disputando o primeiro e segundo escalões nacionais por diversas vezes ao longo da história, até ao momento em que viu declarada a sua insolvência, decorria o mês de janeiro de 2006.

«Devemos ser o papão das subidas»

Atualmente o clube tem uma outra designação, Académico de Viseu Futebol Clube, mas o espírito mantém-se intacto. Tendo recomeçado a partir do zero, o Ac.Viseu fez um longo percurso desde os distritais até à II Liga, que acabou de alcançar no passado domingo, com um empate a uma bola frente ao S. João de Ver.

Maisfutebol foi em busca da chave deste sucesso, tentando perceber qual o segredo por detrás deste novo Académico. 

Filipe Moreira, treinador do Ac.Viseu, admite que a subida era um objetivo. «O propósito quando aqui cheguei era subir. Era um objetivo do presidente e essa era a ideia que eu tinha de passar ao grupo de trabalho», declara o técnico, que já orientou equipas como o Nacional, Portimonense, Santa Clara ou Tondela, acrescentando que rapidamente percebeu a existência de «um grupo de trabalho que também acreditava», sendo que o passar do tempo contribuiu, de forma decisiva, para consolidar essa postura, através «da entrega e do crer».

Quanto à importância da subida de uma equipa do interior do país, a uma competição com o nível da II Liga, dominada por equipas do litoral, o treinador afirma que Viseu «é uma região de pessoas que gostam de futebol».

«Tem uma massa adepta que consegue audiências incríveis, maiores que muitos outros clubes. Também eles queriam muito esta subida. Tenho a certeza que muita gente vai voltar ao estádio e vamos continuar a ser um campo muito complicado», assumiu.

«Não há muitos treinadores com este registo»

Filipe Moreira entrou para o comando técnico da equipa já com o campeonato a decorrer, tendo feito 21 jogos no total. «Quando chegámos, tentámos perceber se o convite havia sido feito para trabalhar como nós queríamos, com liberdade. Aí, devo dizer que o presidente foi fantástico. Transmitiu-nos uma mensagem de liberdade e de confiança», confessa o treinador, admitindo que «houve alguns ajustes», como a saída e entrada de alguns jogadores.

Nas últimas três temporadas, Filipe Moreira tem tentado consecutivamente a subida de escalão, se bem que por clubes diferentes. Porém, esse objetivo tem-lhe vindo a fugir, sempre no último jogo. Este ano a subida foi mesmo alcançada, e o técnico mostra-se satisfeito por isso.

«Peço desculpa pelo que vou dizer, mas não há muitos treinadores com este registo. Não é fácil. Desta vez não foi o caso, mas quando estamos perante um último jogo que é decisivo, acaba por passar tudo pela sorte, pela inspiração ou por saber controlar melhor a ansiedade», refere Filipe Moreira, sublinhando que esta temporada o caso era diferente, uma vez que o Académico levava vantagem «no confronto direto com o Cinfães» e, assim sendo, a equipa dependia apenas dela própria.

«Gostava de salientar que o mérito desta subida vai todo para os jogadores, pois foram eles os grandes obreiros deste feito», salienta o técnico, que não se esquece de mencionar o Cinfães, equipa que disputava o lugar de subida com o Ac. Viseu. «Queria deixar uma palavra para o Cinfães que se bateu muito bem. Infelizmente, só uma equipa pode subir», finalizou.