segunda-feira, 15 de abril de 2013

BENFICA - 1 P. FERREIRA - 1 - FINAL


TP: Benfica-P. Ferreira, 1-1 

Uma equipa à espera de domingos: no derby ou no Jamor

O Benfica alcançou um dos feitos mais importantes da época como se fosse apenas uma segunda-feira à noite: sem precisar de se entusiasmar. Deixou no fundo correr os minutos dentro daquele quadro de competência que é imagem de marca. No fim deu empate, mas podia ter dado bem mais.A vantagem que a equipa trazia de Paços de Ferreira, de resto, era uma importante almofada de conforto. Seria preciso uma noite para lá de desastrosa para colocar em risco a final do Jamor. Ora a partir daí o Benfica tratou de colocar-se a salvo de qualquer imponderável e garantir tranquilidade.

Jorge Jesus apresentou um onze muito próximo do mais forte que tem, num sinal de consideração por este jogo. Os jogadores, lá está, portaram-se como se fosse apenas uma segunda-feira: sem a paixão de uma noite de fim de semana, mas com a autoridade de todos os dias e um domínio total.

A equipa jogou subida no terreno, numa pressão alta que não deixava o Paços sair nas transições que faz tão bem, e com os olhos permanentemente colocados na baliza adversária. Ora por isso o adversário só por uma vez em toda a primeira parte ameaçou Artur: Hurtado falhou na cara do golo.

O Benfica, esse, entrou no jogo a rematar e continuou a fazê-lo com uma cadência interessante. Pelo meio Cardozo atirou ao poste e Salvio marcou mesmo, num golo mal anulado. A posse de bola ao intervalo era esmagadora, o domínio era inequívoco, o resultado, esse, era claramente escasso.

Veja como vivemos o jogo no estádio

É verdade que as coisas na segunda parte mudaram ligeiramente, sobretudo porque o P. Ferreira voltou dos balneários mais atrevido, a jogar mais subido no terreno e mais pressionante. É verdade também, porém, que o Benfica não deixou de ser melhor e abriu o marcador perto da hora de jogo.

Cardozo empurrou para a baliza uma excelente assistência de Gaitán, já depois do próprio Cardozo ter tentado marcar da linha de meio campo e de Salvio ter rematado fortíssimo muito perto do poste. O P. Ferreira, no fundo, regressara mais atrevido, mas não conseguia inverter a tendência anterior.

A partir daí o Benfica diminuiu a pressão e o Paços teve mais bola perto da área de Artur. Numa perda de bola de Maxi Pereira, que fez um passe de risco sem olhar, Cícero empatou então o jogo: o golo evitou mais uma vitória encarnada, mas não mudou a tendência da eliminatória um centímetro.

Destaques: Cardozo, e aquele hábito de marcar

Até ao fim Lima, por exemplo, ficou perto da vitória, não o conseguiu e o jogo ficou neste empate que cai bem numa noite fria e cinzenta como esta. O Benfica, esse, celebrou o apuramento para o Jamor e mais do que isso: celebrou o hábito de vitória com que se apresenta na reta final.

Enquanto o F.C. Porto trabalha sobre a perda da final da Taça da Liga, o Benfica trabalha sobre o apuramento para a final da Taça de Portugal. Jorge Jesus regressa ao Jamor para ganhar o troféu que lhe falta e a equipa acumula uma dinâmica que vai ser importantíssima no derby de domingo.



domingo, 14 de abril de 2013

A.VISEU - 3 ESPINHO - 0 - FESTIVAL


Ac. Viseu 3-0 Sp. Espinho: Académico encurta caminho para o sonho Ac. Viseu 3-0 Sp. Espinho: Académico encurta caminho para o sonho (com vídeo)

Foi um Municipal do Fontelo a lembrar outros tempos, que recebeu o encontro entre o Académico e o Sp. Espinho, a contar para a jornada 28 da II Divisão Zona Centro. Cerca de 3 mil pessoas davam um colorido especial às bancadas, numa tarde de calor.
O início da partida mostrava, desde logo, um Académico com atitude e pressionante. O primeiro lance de perigo surgia depois de um passe longo de Calico, que encontrava Hélder Rodrigues, bem posicionado, a fazer um “chapéu”, mas muito alto. O Académico mostrava ambições claras desde o apito inicial e não demorou a criar nova oportunidade. Após abertura de Luisinho, Horácio caminhava para a grande área adversária com tudo para abrir o marcador, mas o guardião faria a mancha de forma eficaz. A resposta dos visitantes era ténue e a pressão dos academistas…avassaladora! Tanto que, após sucessivos lances de perigo, seria mesmo a genialidade de Luisinho a resolver a questão. Recepção de bola excelente, incursão pelo meio e remate de pronto! Estava feito o primeiro golo, ao minuto 36 e assim se caminhava para o meio-termo.
Na segunda parte, esperava-se mais do Sp. Espinho, como candidato à subida. Do lado viseense, o caminho era continuar a boa exibição. O primeiro aviso seria mesmo do lado dos vareiros, com um remate perigoso à entrada da área que sairia por cima. Mas este intento dos visitantes não mudaria a propensão ofensiva do Académico. Ao minuto 56, lance rápido pela direita, combinação entre Luisinho e Hélder Rodrigues, e este serviria Horácio que ganharia a bola e seria tocado pelo guardião. Suficiente ou não, o árbitro não hesitou e assinalou a grande penalidade que Hélder Rodrigues converteria com êxito. Com o 2-0, o Sp. Espinho caiu, animicamente, e o Académico assume por completo o jogo. E a superioridade materializar-se-ia pouco depois. Após subida pela direita de Hélder Rodrigues, este “ofereceria” o golo a Horácio, que fazia assim o 3-0, ao minuto 66. Já perto do final, um lance incrível aconteceria na área dos viseenses. O guarda-redes Nuno Ricardo preparava-se para chutar a bola, mas o atacante Capela, por perto, intercepta a bola e faz o golo de imediato. Para espanto dos visitantes, o árbitro anularia e, salvo melhor opinião, não se descortina qualquer infracção no lance. Até ao final, o Académico continuaria atacante, mas o resultado não mudaria. Resultado final justo para o Académico de Viseu, que poderia construir uma vantagem mais ampla.
Nota final para a prestação medíocre do árbitro da partida que, no entanto, não influenciaria aquele que foi o vencedor claro da partida.


VIDEO

BRAGA VENCE FINAL DA TAÇA DA LIGA


Taça da Liga continua de vermelho e vai para Braga


Alan (45’ g.p.) marcou o golo que deu o troféu ao SC Braga.
Taça da Liga continua de vermelho e vai para Braga
O SC Braga venceu, este sábado, o FC Porto por 1-0 na final da Taça da Liga, que se disputou no Estádio Cidade de Coimbra, com golo de Alan. A equipa de Braga sucede assim a Vitória de Setúbal e Benfica na galeria de vencedores da prova.

FC Porto e SC Braga chegavam a esta final da Taça da Liga com o objetivo de encontrar o terceiro vencedor desta prova que já vai na sexta edição, depois de Vitória de Setúbal (1) e Benfica (4).

Face ao último desafio das duas equipas, que curiosamente se defrontaram entre elas, terminando com a vitória portista por 3-1, Vítor Pereira e José Peseiro fizeram algumas alterações nos “onze” iniciais. O técnico dos arsenalistas colocou o internacional português Ruben Micael desde o início, assim como o avançado Carlão. Do lado portista, Vítor Pereira manteve a aposta em Fabiano na baliza, relegando Helton para o banco, e o jovem Abdoulaye integrou o eixo da defesa ao lado de Mangala, deixando Otamendi no banco.

O desafio na cidade de Coimbra começou com um lance muito perigoso perto da baliza de Quim, com Defour a cruzar tenso para área mas Jackson e James a não conseguirem, por pouco, introduzir a bola na baliza.

O primeiro tempo foi pautado pelo equilíbrio entre as duas equipas, enquanto, fora das quatro linhas, os adeptos do clube minhoto se envolviam em confrontos. O corpo de intervenção foi obrigado a intervir na bancada sul do Estádio Cidade de Coimbra, resultando em três detenções e duas assistências.

Perto do intervalo, João Capela viu Mossoró ser derrubado por Abdoulaye dentro da grande área portista e assinalou castigo máximo contra os Dragões. O jovem central portista já tinha visto um cartão amarelo aos 17 minutos – também por falta sobre Mossoró – e neste lance acabou por ver o segundo amarelo e consequente expulsão, deixando a equipa azul e branca reduzida a dez elementos. Na conversão da grande penalidade, Alan não falhou – Fabiano não adivinhou o lado – e inaugurou o marcador no melhor momento para a formação de José Peseiro.

À entrada para o segundo tempo, e face ao cenário de dez jogadores, Vítor Pereira foi obrigado a mexer na equipa: Lucho foi o sacrificado e Otamendi tomou conta do centro da defesa.

Como seria de esperar, o SC Braga, moralizado pela vantagem e com o adversário a jogar um homem a menos, entrou forte na etapa complementar, sabendo também posicionar-se muito bem em campo, o que dificultou o FC Porto.
Com o decorrer dos minutos na cidade dos Estudantes, e com os Dragões mais avançados no terreno, os Guerreiros do Minho tiveram inúmeras oportunidades para dilatar a vantagem em lances rápidos de contra-ataque. Ao minuto 66, Ruben Micael teve tudo para fazer o segundo, após bom trabalho de Alan, mas o médio madeirense não conseguiu colocar a bola numa baliza deserta.

Nos instantes finais da partida, a equipa do Porto gastou todos os trunfos para não sair derrotado da sua segunda final da Taça da Liga, mas foi o SC Braga a levantar a Taça da Liga 2012/2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

CARTOON

BENFICA

Fenerbahçe-Benfica y Basilea-Chelsea

A.VISEU



NEWCASTLE - 1 BENFICA - 1 - SUPERIORES


Superior

Os vinte minutos de sofrimento eram perfeitamente dispensáveis. Carimbámos a passagem às meias-finais, conforme era desejável, mostrámos ser uma equipa superior ao Newcastle, e foi apenas o nosso desperdício e a oferta de um golo ao adversário que nos obrigaram a ter que passar por este período de sofrimento.


O onze escolhido apresentou apenas um avançado (Lima), apoiado pelo Gaitán, como Ola John e o Salvio nas alas. Na defesa a confirmação de que o André Almeida é o titular na Liga Europa. A primeira parte foi quase ideal para o Benfica. E foi 'quase' simplesmente porque faltou apenas o golo para a fazer ideal. Se alguém esperava uma entrada forte do Newcastle desde o apito inicial, ficou desiludido porque nada disso aconteceu. Foi o Benfica quem entrou melhor, e melhor se manteve até ao apito para o intervalo, controlando completamente o jogo, sem permitir que o Newcastle causasse qualquer perigo e construindo ainda jogadas suficientes para justificar chegar ao final da primeira parte em vantagem no marcador e com a eliminatória no bolso. O mote foi dado logo nos primeiros minutos, com um remate de calcanhar do Lima que foi defendido por instinto, e a partir daí foi mais do mesmo, sendo apenas de estranhar a pouca eficácia dos nossos jogadores na altura de finalizar. A oportunidade mais flagrante esteve nos pés do Gaitán, que assistido pelo Lima e sem o guarda-redes na baliza conseguiu rematar direito ao defesa que estava sobre a linha. Do lado do Newcastle, basta dizer que fez o primeiro remate no jogo (que foi praticamente um passe ao Artur) aos quarenta e dois minutos para se perceber o quão controlado o jogo estava.


Para a segunda parte o Newcastle lançou um segundo ponta-de-lança para o jogo, o que deixava antever uma aposta mais forte no ataque e num jogo mais directo, mas os primeiros minutos mostraram pouca diferença para a primeira parte. O Benfica continuava por cima no jogo, e mostrava estar mais perto de marcar, com remates do Ola John, Lima ou Gaitán. Com metade da segunda parte decorrida, o Newcastle apostou mais ainda no ataque e fez entrar o Ben Arfa, e a seguir à sua entrada pareceu-me que o Benfica ficou um pouco mais nervoso, revelando demasiada pressa em afastar a bola da sua área com chutos para a frente, em vez de privilegiar a posse de bola. O manager do Newcastle, Alan Pardew, tinha dito que já ficaria satisfeito se chegasse aos últimos vinte minutos ainda em posição de precisar de marcar dois golos para passar a eliminatória, e a verdade é que foi precisamente a vinte minutos do final que o Newcastle chegou ao golo, de uma forma algo inesperada. Num lance que estava perfeitamente controlado pelos nossos jogadores o Matic e o Garay hesitaram sobre quem jogaria a bola e quem se aproveitou disso foi o Ben Arfa sobre a linha de fundo, com a bola a seguir para o Ameobi e a acabar num cabeceamento do Cissé à boca da baliza. O golo despertou o 'monstro', e com o apoio do público de St.James' Park o Newcastle lançou-se na busca do golo que lhe daria a vantagem na eliminatória. Fê-lo com à custa de muito coração, e durante vinte minutos sofremos, mesmo que o Newcastle não tenha exactamente criado grandes ocasiões de golo. Para ser mais exacto, o sofrimento no jogo propriamente dito terá sido de cerca de dez minutos, nós adeptos é que sofremos durante todo o tempo em que o resultado esteve em 0-1. Isto porque à entrada para os dez minutos finais o Benfica pareceu recuperar a compostura e, aproveitando o balanceamento atacante do Newcastle, voltou a ameaçar marcar por várias vezes, o que acabou mesmo por conseguir já em período de descontos, com o Salvio a aproveitar da melhor maneira um cruzamento rasteiro do Rodrigo na esquerda e a matar a eliminatória.


Gostei do Enzo, do Salvio e do Gaitán neste jogo. O Rodrigo e o Cardozo entraram bem, e foram eles quem construiu a jogada do nosso golo. O Matic esteve um pouco abaixo daquilo a que nos tem habituado esta época.

Não tenho grande preferência pelo adversário das meias finais. Eventualmente, talvez gostasse de evitar uma viagem à Turquia, mas preocupar-nos-emos com isso quando a altura chegar. Agora é tempo de pensarmos no jogo com o Paços, para tentarmos carimbar a presença no Jamor

VIDEO

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A.VISEU - 1 TOCHA - 1 - INFELIZES

Ac. Viseu FC 1-1 UD Tocha

 O Ac.Viseu empatou a um golo na receção à formação do Tocha. Não foi uma exibição feliz por parte dos academistas, sobretudo no 1º tempo, onde o nervosismo e ansiedade tomaram conta dos guerreiros viseenses. Com a derrota do Cinfães e com a vitória do Espinho, ambas as equipas estão agora a 3 pontos do Ac.Viseu, isto na véspera da formação espinhense visitar o Fontelo.


 (foto José Antunes)


Foi uma primeira parte pouco conseguida por parte dos academistas. Alguma ansiedade evidente, não permitiam que os comandados de Filipe Moreira exibissem o seu futebol. Poucas foram as oportunidades de golo no 1ºtempo. Mesmo assim registo para um remate de Bruno Loureiro na base do poste da baliza do Tocha. Um pouco antes, tinham sido os forasteiros a devolver a bola ao poste da baliza de Nuno Ricardo.




A 2ªparte começou algo macia, até que o Tocha marca em jogada de contra-ataque, logo nos primeiros minutos. A partir daí o jogo transfigurou-se, e o Ac.Viseu tomou conta do jogo finalmente. O Tocha, a espaços criava perigo, através de Ouattara - jovem avançado emprestado pela Académica - um autêntico quebra-cabeças para a defesa academista. O Académico empata o jogo, cruzamento de Zé Rui, e o avançado Horário, de cabeça, estabelecia a igualdade. Faltavam ainda cerca de 25min para o término da partida, mas aqui sim, por mera infelicidade o Académico não venceu. Ou a desinspiração dos avançados academistas, ou a inspiração do guardião do Tocha, não permitiram mais que a bola entrasse. 1-1 resultado final.

Um empate, que apesar de parecer negativo, serviu para elevar a vantagem para o Cinfães para mais um ponto. 3 pontos são agora a distância para os adversários diretos. Isto porque o Sp.Espinho ao vencer o Pampilhosa aproximou-se da liderança, isto na véspera da visita ao Fontelo. Será, certamente, uma autêntica final no próximo domingo entre estes dois históricos do futebol português.



OLHANENSE - 0 BENFICA - 2 - BEM CONSEGUIDO


O Benfica, de Jorge Jesus, venceu pela primeira vez em Olhão, em jogos para o campeonato. Depois de três empates nas últimas três temporadas, os encarnados venceram, com golos de Salvio e Matic.

No Olhanense, Manuel Cajuda não pôde contar com Luís Filipe (castigado) e promoveu a titularidade de Vasco Fernandes, que jogou ao lado de André Micael, na zona central da defesa. Nuno Reis derivou para lateral-direito, e no ataque, Tiago Targino regressou ao onze, em detrimento de Leandro.


Matic, Salvio e Enzo Perez, que Jesus afirmou estarem em dúvida, foram titulares, tal como André Almeida, que ocupou a vaga de Melgarejo, ausente devido a castigo. Na rotação dos avançados, desta vez coube a Cardozo ser suplente de Lima e Rodrigo.

No lançamento do jogo, Manuel Cajuda recordou os seus tempos de jogador, e contou uma história de um jogo, pelos juvenis do Olhanense, em Évora. «No final o nosso treinador disse que tínhamos jogado com 16. E nós sem perceber... Então, defendemos com oito e atacámos com sete. Oito e sete, mais o guarda-redes, dá 16. O Benfica defende com oito jogadores atrás da linha da bola. Se eu defender com nove atrás da linha da bola, não sou assim tão mau... Se o Benfica defende com oito jogadores, não me podem 'bater', ao dizer que eu posso pôr o autocarro...»



Seguindo o raciocínio de Cajuda, o «autocarro» do Olhanense foi mais curto, deixando lugares vagos no ataque. Oito homens a defender, mais o guarda-redes, dá nove, até aí... lotação esgotada, mas as saídas para o ataque só foram feitas com quatro (Terroso, Rui Duarte, Targino e Babanco), tão distante estiveram os outros «ocupantes». Assim, as contas ficaram-se pelos treze e o Olhanense ficou retido no seu meio-campo, com a «locomotiva» encarnada a desbravar caminho em direção à baliza de Bracali.

Rodrigo e Lima assumiram o papel de maquinista e conduziram o ataque, que pelo caminho, recolheu várias oportunidades de golo, principalmente nos primeiros 25 minutos. Faltou pontaria na finalização mas também houve muito Bracali a estorvar. A energia da locomotiva vermelha ia-se escoando, e só perto do intervalo é que surgiu dois novos ensejos, mas com o mesmo fim: parada de Bracali e bola ao lado. Ambos a remate de Lima.



Depois dos quinze minutos para reabastecimento, as duas «máquinas» voltaram no mesmo ritmo da viagem inicial. Só que o GPS dos encarnados estava melhor afinado e numa jogada individual de Salvio, o Benfica chegou ao seu destino, com o argentino a rematar rasteiro, fazendo a bola entrar na baliza de Bracali.

Cajuda não perdeu tempo e de imediato trocou dois dos lugares da frente do seu autocarro, com as trocas de Babanco e Terroso, por David Silva e Leandro, E deu ordem a Jander e Lucas Souza, para, mais vezes, ocuparem lugares mais adiantados, aumentando assim a lotação. Assim, o Olhanense lá conseguiu efetuar, pela primeira vez, um remate à baliza de Artur. E por Jander, um dos que teve autorização para trocar de lugar.



Mas o GPS dos encarnados estava certinho e aos 64 minutos, Matic, com um remate rasteiro, voltou a colocar a bola no mesmo sítio onde 12 minutos antes, Salvio tinha inaugurado o marcador: no destino e estacionada junto à base do poste direito. Curiosamente, Salvio e Matic, dois jogadores que Jesus colocou reservas em relação à sua utilização, desbravaram o caminho e deram continuidade ao caminho que o Benfica quer levar rumo ao destino final: o título

domingo, 7 de abril de 2013

TÍTULOS

Alemanha: Bayern Munique vence e sagra-se campeão

Golaço de Schweinsteiger trouxe o 23º título de campeão


O Bayern Munique sagrou-se este sábado campeão ao vencer o Eintracht Frankfurt por 1-0, numa altura em que ainda faltam disputar seis jornadas na Bundesliga. 
Aos 52 minutos, de calcanhar, Bastian Schweinsteiger marcou o golo do título (e que golo), já depois de Alaba ter falhado uma grande penalidade, aos 27 minutos.



Com esta vitória, o Bayern tem 20 pontos de avanço sobre o Borussia Dortmund, segundo classificado, e há apenas 18 pontos em jogo nos restantes encontros do campeonato. O Bayern conquista assim o 23º título de campeão alemão.

Este é o título que marca uma mediática passagem de testemunho no cargo de treinador, de Jupp Heynkes para o catalão Pep Guardiola, antigo técnico do Barcelona, e há muitos meses anunciado como seu sucessor.

Jupp Heynkes, treinador do Benfica entre 1999 e 2001, já antes havia conquistado o título germânico, com o Bayern Munqique, em duas épocas consecutivas (88/89 e 89/90).


VIDEO

sábado, 6 de abril de 2013

PRESSE


O Que é Relevante



Miguel Sousa Tavares, esta semana no jornal A Bola

Mas o que é mesmo relevante, Miguel, é sabermos onde é que o Olhanense recebeu a tua equipa presidida por uma figura que devia estar a trocar poesias com o Carlos Cruz a esta hora.
Onde é que se jogou o Olhanense-porto desta época? Onde é que se vai jogar o Olhanense - Benfica de domingo?

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A.VISEU





CARTOON

VIDEO

BENFICA -3 NEWCASTLE - 1 - BOM JOGO


Encaminhada

O Benfica conseguiu hoje emendar as consequências de uma má entrada no jogo, e assim conquistar uma importante vitória sobre o Newcastle, que deixa a eliminatória bem encaminhada.


Quatro alterações no onze mais habitual, com as ausências do Salvio, Maxi, Lima e Enzo, sendo os seus lugares ocupados, respectivamente, pelo Ola John, André Almeida, Rodrigo e André Gomes. A entrada no jogo, conforme referido, não foi nada boa. Ou então podemos ver as coisas por outro prisma e considerar que foi o Newcastle quem entrou melhor. Os ingleses entraram bem organizados, não mostravam particulares dificuldades em libertar-se da tentativa de pressão por parte do Benfica, e depois em contra-ataques rápidos, quase sempre conduzidos pelos flancos e envolvendo apenas dois ou três jogadores (Sissoko, Cissé e Gutiérrez ou Marveaux), ameaçavam causar perigo. O Benfica apenas ameaçou num remate do Gaitán aos dez minutos, que foi defendido à segunda pelo Krul, e quase na resposta o Newcastle chegou ao golo, numa jogada rápida e simples, que terminou com um cruzamento da direita para a finalização fácil do Cissé sobre a pequena área. O Benfica acordou um pouco com o golo, começou a tentar responder, mas foi por volta dos vinte e cinco minutos que se deu um momento decisivo no jogo. O Newcastle viu uma bola embater no poste, depois do remate do Cissé tabelar no Garay e o Artur ainda tocar na bola, e logo a seguir o Benfica empatou, numa recarga do Rodrigo a um primeiro remate do Cardozo que tinha sido defendido pelo Krul. O golo mudou completamente o jogo, com o Newcastle a remeter-se quase exclusivamente à defesa e o Benfica a assumir o controlo quase por completo. Dois minutos depois do empate, este poderia ter sido desfeito, mas duas excelentes defesas do Krul negaram o golo ao André Gomes e ao John, na recarga. Até ao intervalo pouco ou nada mudou, com o Benfica a mandar no jogo e a ameaçar o segundo e o Tim Krul a destacar-se como o melhor no Newcastle.


A entrada para a segunda parte poderia ter corrido mal, mas a sorte sorriu-nos mais uma vez quando o remate do Cissé, isolado em frente ao Artur depois de mais um contra-ataque rápido, foi novamente encontrar o poste. Durante todo o jogo o Newcastle não deve ter feito muito mais do que três remates à baliza. Um deu golo, e os outros dois terminaram no poste. Esta oportunidade logo aos dois minutos acabou também por ser o último sinal de vida que o Newcastle deu no ataque. Daqui até final só houve Benfica, que esteve sempre por cima do jogo, mesmo sem a intensidade da segunda metade da primeira parte. O Newcastle limitava-se a tentar acalmar o jogo e a queimar tempo sempre que possível. A meia hora do final trocámos o Rodrigo e o André Gomes pelo Lima e o Enzo e as substituições revelaram-se decisivas, pois após cinco minutos apenas em campo o Lima aproveitou da melhor maneira um mau atraso do pressionado Santon para ultrapassar o guarda-redes e marcar já de ângulo muito apertado. Continuou a atacar o Benfica e foi novamente recompensado pouco depois, com um penálti cometido pelo Taylor, que meteu o braço à bola após canto do Ola John - apesar do penálti ser evidente, para que fosse assinalado foi necessário que pela segunda vez na vida visse um árbitro de baliza ter utilidade (a primeira vez foi também na Luz, contra o Liverpool). O Cardozo marcou à primeira, o árbitro resolveu mandar repetir, e o Cardozo à segunda marcou ainda melhor. A perder por dois e com vinte minutos para jogar o Newcastle finalmente começou a revelar pressa e tentou marcar um segundo golo, mas até final foi sempre o Benfica a estar mais perto do quarto e nem por uma vez a nossa baliza passou por qualquer situação de maior aperto.


Num jogo em que não me pareceu haver grandes destaques individuais escolho o Gaitán como um dos melhores, mesmo que não tenha sido um dos seus jogos mais inspirados. Mas foi um dos jogadores com maior iniciativa no ataque, tendo tirado diversos cruzamentos pela esquerda, e merecia um golo. Do outro lado do campo, o Ola John pareceu-me ter um jogo bastante apagado, o que aliás parece acontecer com mais frequência quando tem que jogar na direita.

O jogo reforçou a ideia de que este Newcastle é uma equipa ao nosso alcance. Não deixa de ser perigosa, porque tem jogadores fortes e sobretudo o Cissé e o Sissoko podem causar estragos. Em Inglaterra, sobretudo se conseguir marcar primeiro, com o apoio do público podem fazer-nos passar por grandes dificuldades, mas acredito também que tendo que arriscar mais no ataque para recuperar da desvantagem de dois golos fiquem bastante expostos, e que o Benfica acabará por conseguir anular o golo fora.

domingo, 31 de março de 2013

VIDEO

TÍTULOS




Van der Gaag (foto ASF)
«Subida é um prémio justíssimo, agora é tempo de festa» - Van der Gaag


Momentos depois de se saber o resultado do Atlético – Santa Clara (a vitória da equipa de Alcântara o Belenenses garantiu a subida, apesar da derrota em Penafiel) o treinador dos azuis, Mitchell Van der Gaag era, naturalmente, um homem muito feliz. A subida é, na opinião do holandês, um prémio justíssimo, tendo em conta a época do emblema do Restelo.

«Foi uma época fantástica, infelizmente hoje não ganhámos mas já tínhamos ganho muitos jogos para chegar a esta posição. Este é um campeonato muito complicado, muito longo, por isso tudo isto é uma enorme alegria. Estamos muito contentes com a subida, que é uma prova da qualidade da equipa», defendeu, aos microfones da Sporttv.

E o que pode o Belenenses fazer, no próximo ano, na Liga? «Agora não é tempo para pensar nisso, é tempo é de festejar, que bem merecemos. É um prémio justo, sem dúvida, e premeia o nosso trabalho. A equipa foi sensacional», reiterou.

O Belenenses ainda não garantiu o título de campeão da 2.ª Liga mas será sempre um dos dois primeiros (das equipas que podem subir, uma vez que as equipas B’s não contam), garantindo por isso a promoção, a nove jornadas do fim. 

BENFICA - 6 RIO AVE - 1 - GOLEADA


Seis

Mais uma exemplar 'gestão de esforço' da parte do Benfica, em vésperas de uma compromisso europeu: entrar forte, marcar cedo, resolver o jogo e depois, mesmo num ritmo mais pausado, deixar que a qualidade dos seus jogadores acabe por fazer o resultado avolumar-se de forma natural.


Apesar das muitas dúvidas que foram levantadas durante a semana sobre a condição física de vários jogadores do Benfica, só mesmo o Cardozo é que começou o jogo no banco. Maxi, Melgarejo, Garay e Enzo fizeram parte do onze inicial, que diante de mais de 45.000 benfiquistas se empenhou para resolver o mais cedo possível mais uma etapa no caminho do título. Boa posse de bola, bastante agressividade na recuperação da mesma, com a pressão a ser efectuada em zonas muito altas, e grande dinâmica de jogo. O Rio Ave apareceu a jogar com três centrais, talvez para tentar controlar os dois avançados do Benfica, mas como quer o Lima, quer o Rodrigo não são propriamente jogadores para se fixarem na frente, a estratégia não surtiu grande efeito. Para além disso, isto retirou um jogador da zona do meio campo, o que permitiu maior liberdade ao Matic e ao Enzo, que a exploraram de forma eficaz. O primeiro golo apareceu logo aos onze minutos, com o Melgarejo a fuzilar a baliza após assistência do Gaitán, numa jogada que tirou o melhor partido de uma recuperação de bola numa saída do Rio Ave para o ataque. Foi o primeiro rematar do Benfica à baliza, e para manter a eficácia, aos quinze, o segundo remate deu também golo, desta vez num cabeceamento cruzado do Matic após canto marcado pelo Gaitán. Entre os dois golos, o Rio Ave tinha enviado uma bola ao ferro na marcação de um livre. Ao fim de vinte minutos de jogo, e com dois golos obtidos, o Benfica pareceu abrandar um pouco o ritmo, o que permitiu ao Rio Ave respirar um pouco e levar algum perigo à nossa baliza, quase sempre através de iniciativas do Bebé, que mostrou ser um jogador com uma qualidade bastante acima da média da sua equipa. Mas mesmo a um ritmo convenientemente mais pausado o Benfica nunca deixou de ter o controlo do jogo, e a cinco minutos do intervalo chegou ao terceiro golo numa jogada muito bonita, em que a bola circulou por vários jogadores até chegar ao Enzo que, na direita do ataque, fez um centro perfeito para a finalização do Lima.


Os três golos de vantagem ao intervalo já ditavam um jogo mais do que decidido, pese embora a vontade e atitude do Rio Ave durante todo o jogo, que nunca deixou de tentar atacar. Mas mesmo sabendo-se que o Benfica logicamente não iria forçar muito o andamento na segunda parte, esta atitude do Rio Ave conjugada com a eficácia que o Benfica mostrou esta noite faziam adivinhar que poderíamos assistir a mais golos. Não foi preciso esperar muito, pois logo nos minutos iniciais do segundo tempo o Lima aproveitou um desarme ao Rodrigo sobre o limite da área para, com um pontapé colocado, fazer o quarto do Benfica e o seu segundo da noite. Mesmo o golo de honra do Rio Ave, obtido praticamente na resposta e quase por acaso (pareceu-me mais um ressalto no jogador do Rio Ave do que um remate intencional), nada alterou o panorama do jogo. O Benfica continuava a controlar o jogo ao ritmo que mais lhe interessava, e o Rio Ave procurava responder, ainda e sempre pelo Bebé. O jogo foi-se tornando ainda mais fácil para o Benfica com as expulsões, por acumulação de amarelos, primeiro do Wires, a meia hora do final, e depois do Edimar, quando ainda havia dezoito minutos para jogar - o árbitro Rui Costa foi demasiado generoso na amostragem de cartões e num jogo que não pareceu ser particularmente violento (a excepção deve ter sido um lance sobre o Salvio na primeira parte, que não teve cartão nenhum) conseguiu mostrar uma dúzia. Estranhamente, a jogar em superioridade numérica o Benfica revelou menos eficácia e falhou oportunidades de golo que poderiam ter contribuído para um resultado ainda mais folgado. Marcámos ainda mais dois golos durante o último quarto de hora, o primeiro pelo Lima, que completou o hat trick aproveitando uma assistência (involuntária, pareceu-me) do Melgarejo, e o segundo a oito minutos do final, pelo Enzo, que com muita calma recolheu uma bola rematada ao poste pelo Ola John (grande jogada individual pela direita), evitou um defesa e fez o golo. A pior mancha no jogo veio mesmo sobre o final, quando o Melgarejo viu o segundo amarelo e foi expulso, o que era perfeitamente evitável.


O homem do jogo é evidentemente o Lima, graças ao hat trick que apontou. Esteve letal esta noite, aparecendo nos sítios certos para rematar com espontaneidade. Muito boa a exibição do Gaitán, que está a revelar ser o grande 'reforço' da nossa equipa nesta fase decisiva. Gostei muito da exibição do Melgarejo, apenas manchada pela referida expulsão, e para não variar a dupla do meio campo, Enzo e Matic, também esteve muito bem, com cada um dos jogadores a coroar a exibição com um golo.

Foram seis golos esta noite, faltam seis finais para que consigamos o grande objectivo da época. O Benfica é neste momento a melhor equipa do campeonato, e estamos a jogar com uma confiança que nos torna ainda mais fortes. Só dependemos de nós próprios, e agora é apenas uma questão de manter a atitude e continuar a fazer o que tão bem tem sido feito até agora.

sábado, 30 de março de 2013

COIMBRÕES - 1 A. VISEU - 2 - LIDER


Somos líderes!

Viriatos venceram a complicada batalha em casa do Coimbrões. Cinfães perdeu em casa.
Na primeira das 5 finais que faltavam para o termo da II Divisão Zona Centro, o Académico estava a um ponto do líder Cinfães.

Talvez na deslocação mais dificil da temporada, o Académico visitou uma 'casa' onde apenas o Sp. Espinho venceu.
Logo no primeiro quarto de hora, o inevitável goleador academista, Hélder Rodrigues, abriu o marcador a favor dos forasteiros.
Antes do intervalo, Nuno Pinto (formado no Cinfães) igualou o jogo através de um cabeceamento, após um pontapé de canto.

No começo do segundo tempo, houve golo em Cinfães, e com o empate em Coimbrões o Académico ficou mais pressionado. A meio da segunda parte, através de um pontapé de canto Thiago Pereira carimbou o resultado final.
Em Cinfães, o líder estremeceu e sofreu a reviravolta. O São Jão Ver foi ganhar a Cinfães e o que é certo é que o Cinfães não vence à 4 jogos.

Na corrida pelo primeiro lugar, está também o Espinho que empatou em casa do Tocha.

1º - Académico com 50 pontos
2º - Cinfães com 48 pontos
3º - Espinho com 45 pontos

O Académico terá agora dois jogos consecutivos em casa, que terão certamente muitos adeptos nas bancadas.

CARTOON


VIDEO

PRESSE

Formula One 2013: Malaysian Grand Prix