sexta-feira, 15 de março de 2013

BORDEAUX- 2 BENFICA - 3 - CLASSE

Classe

Parece que o Bordéus ia em dez vitórias consecutivas em casa, em jogos europeus. É natural; ainda não tinha jogado contra o Benfica. Com concentração, personalidade, empenho e pinceladas de classe, o Benfica conquistou a vitória em Bordéus, deu uma grande alegria à maré vermelha que o apoiou em França, e passou aos quartos-de-final com relativa tranquilidade - mas apesar da passagem na eliminatória nunca ter chegado a estar em causa, o jogo em si foi muito pouco tranquilo.


Até nem foram muitas as supostas poupanças neste jogo. Dada a ausência da dupla de centrais titular, a escolha recaiu, sem surpresa, no Jardel e no Roderick. É verdade que o André Almeida jogou no lugar do Maxi, mas tal como já tinha escrito na eliminatória com o Leverkusen, o André Almeida tem sido, na prática, o lateral direito titular na Liga Europa. Na frente de ataque jogou o Rodrigo, apoiado mais de perto pelo Gaitán, com muita liberdade de movimentos. O Bordéus entrou forte, conforme esperado, mas após alguns sobressaltos durante o primeiro quarto de hora, resolvidos pelo Artur, o Benfica conseguiu acalmar o jogo e começar a jogar o seu futebol. Com o Gaitán muito activo, inclusivamente a auxiliar na recuperação da bola, o Benfica começava a dar sinais positivos nas saídas rápidas para o ataque, e a criar situações perigosas também. Na melhor de todas colocou o Salvio isolado, mas o remate foi defendido pelo Carrasso. Só que o guarda-redes francês já não esteve tão bem à meia hora de jogo, quando numa saída disparatada a punhos num canto acabou por permitir ao Jardel um cabeceamento para a baliza vazia, que aumentou a vantagem do Benfica na eliminatória para um nível que parecia ser inalcançável para o Bordéus. Os franceses acusaram o golpe, e foi sem grande dificuldade que o Benfica geriu o jogo até ao intervalo.


Voltou o Bordéus para a segunda parte com nova alma, correndo muito e tentando obter algum golo que pudesse lançar uma ínfima esperança na discussão da eliminatória. O Benfica nunca passou por grandes apertos, é verdade, mas o jogo não foi propriamente o ideal para fazer grande gestão de esforço. É que o Bordéus, sem nunca ter estado sequer perto de poder evitar a eliminação, e mesmo em momentos em que tudo parecia estar mais do que decidido, numa demonstração de brio nunca virou a cara à luta e os seus jogadores correram até ao último segundo, disputando cada bola. Talvez tenha sido para defender o referido registo vitorioso na Europa, ou para responder às críticas do presidente, o que é certo é que isto obrigou também os nossos jogadores a correr bastante e a esforçarem-se para ganhar este jogo - a parte positiva é que se, supostamente, a equipa do Benfica está em défice físico, então eu não notei nada disso neste jogo. Durante a segunda parte, aliás, apesar do esforço dos jogadores do Bordéus, fiquei sempre com a sensação de que seria muito provável o Benfica voltar a marcar, pois o Bordéus ia descuidando cada vez mais a defesa e sujeitava-se aos nossos contra-ataques. Quando faltavam pouco mais de vinte minutos para o final o Benfica trocou de avançados, e entrou o Cardozo, que acabou por se revelar absolutamente decisivo. O Bordéus, de forma um pouco inesperada, conseguiu chegar ao golo do empate quando ainda faltavam quinze minutos para o final, num lance em que o Diabaté aproveitou um corte defeituoso do Jardel, mas nem teve tempo para festejar, porque no lance seguinte o Gaitán fez uma óptima assistência para o Cardozo, que com toda a calma evitou o defesa e sentou o guarda-redes, para depois voltar a colocar o Benfica em vantagem. A eliminatória estava mais do que resolvida, e o que me interessava agora era mesmo vencer o jogo. Mesmo a finalizar os noventa minutos parecia que não iríamos consegui-lo, porque o Jardel desta vez marcou na baliza errada quando tentava aliviar uma bola defendida pelo Artur para a frente, mas no período de descontos o Cardozo voltou a entrar em cena e aproveitou uma bola longa para, mais uma vez com classe, sentar o defesa e colocar a bola rasteira fora do alcance do guarda-redes.


Inevitavelmente o Cardozo é o homem do jogo. Jogou apenas vinte e cinco minutos, mas fez dois golos com finalizações de grande classe que nos garantiram a vitória. Gostei bastante do Gaitán, nosso capitão esta noite. Esteve muito activo durante todo o jogo, e ao contrário do que muitas vezes é habitual, trabalhou bastante no auxílio às tarefas defensivas. Fez ainda o passe para o nosso segundo golo - hoje a braçadeira assentou-lhe muito bem. O Matic foi enorme no meio campo, bem ajudado pelo Pérez. O Roderick cumpriu sem comprometer, e até acabou por ser o Jardel a ficar mais directamente ligado aos golos do adversário.

Com toda a naturalidade, estamos nos quartos-de-final da Liga Europa. Desde que o Jorge Jesus é treinador, esta fase das competições europeias tem sido o mínimo todas as épocas (quartos-de-final da Liga Europa em 2009/10, meias da mesma competição em 2010/11, quartos da Champions em 2011/12). O campeonato terá que continuar a ser a grande prioridade, mas depois de tantas presenças seguidas nestas fases, não custa muito ambicionar a chegar um pouco mais longe.

segunda-feira, 11 de março de 2013

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Arena Fonte Nova: Da demolição à construção em 2 minutos

A Arena Fonte Nova está pronta para receber os jogos da Copa das Confederações e Copa do Mundo do Brasil. O estádio antigo foi totalmente demolido e, no lugar, construída uma nova Arena, dentro das especificações exigidas pela Fifa.
Confira a seguir, um vídeo que mostra a demolição e construção em apenas 2 minutos.

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TÍTULOS



Paulo Machado e Leonardo jardim sagram-se campeões no Olympiacos
APÓS VITÓRIA POR 3-0 FRENTE AO AEK

O Olympiacos, do médio português Paulo Machado, assegurou este domingo a conquista do título de campeão grego de futebol, ao vencer em casa o AEK por 3-0, em jogo da 25.ª jornada do campeonato.


No dérbi de Atenas, Avram Papadopoulos, aos 14 e 56 minutos, e o argelino Djamel Abdoun, aos 62, marcaram os golos da formação comandada pelo espanhol Míchel, sucessor do português Leonardo Jardim, que foi despedido do cargo em janeiro quando a equipa ainda não tinha perdido para o campeonato.


Com o 21.º triunfo na competição, o Olympiacos, que só empatou três vezes e perdeu uma, soma 66 pontos, suficientes para assegurar matematicamente a conquista do 40.º título de campeão do seu historial, uma vez que Asteras Tripolis e PAOK, segundo e terceiro respetivamente, estão a 16 e 17 pontos. No jogo de hoje, Paulo Machado começou no banco e entrou ainda na primeira parte, aos 38, para o lugar do italiano Leandro Greco.


Noutros encontros da ronda, Nuno Coelho marcou o primeiro golo da goleada (4-0) do Aris Salónica na receção ao Levadiakos e Ricardo Dani alinhou durante os 90 minutos na derrota caseira do Xanthi frente ao Pas Giannina (1-0).
Leonardo Jardim celebrou a conquista do título grego, pelo Olympiacos, à distância. O clube de Atenas garantiu este domingo a conquista do campeonato, quando faltam cinco jornadas para o fim da liga, e o treinador acompanhou tudo desde Portugal. O título também tem muito dele, claro.

«O segredo do título passou por nos conseguirmos impor no início do campeonato. Apesar de o Olympiacos ter estado também envolvido numa competição importante como a Liga dos Campeões, que poderia provocar desgaste na equipa, acabou por não acontecer e fomos sempre mais fortes.»


Paulo Machado e Leonardo Jardim campeões na Grécia


Em declarações à Agência Lusa, o treindor lembrou que quando saiu a equipa «já tinha uma vantagem de dez pontos e com um jogo a menos». «Esta conquista era uma questão de tempo. Não foi mais cedo porque não conseguiram continuar invictos e esse era o grande objetivo do clube.»


Leonardo Jardim, recorde-se, comandou o campeão grego até janeiro e contou que acabar a liga sem derrotas passou a ser um objetivo do clube a meio da época. «Sentíamos que o título estava ganho e nenhum dos adversários pensava chegar perto do Olympiacos, quanto mais ultrapassar.»


O treinador garante assim o primeiro título de campeão nacional de uma primeira divisão, ele que já tinha sido campeão da II Divisão (Chaves) e II Liga (Beira Mar). Na hora de celebrar, diz que o título fica a dever-se «aos adeptos, aos jogadores e a todo o staff», no qual também se inclui.

BENFICA - 5 GIL VICENTE- 0 - PERFEITO


Perfeito

Marcar cedo, resolver o jogo, e depois baixar o ritmo e gerir o resultado é o tipo de gestão de esforço ideal, e o que mais me agrada. Foi o que o Benfica conseguiu fazer hoje, num jogo que fica sobretudo marcado pela eficácia da nossa equipa, e também por uma dose de alguma felicidade.


Apenas uma alteração no onze mais habitual do Benfica, onde o Jardel surgiu no lugar do Luisão. Depois de nos ter trocado as voltas na escolha de campo, o Gil Vicente até entrou bem no jogo, mas da parte do Benfica deu para ver desde o início pouca passividade e mais vontade de pressionar mais alto e jogar a um ritmo bem mais elevado do que aquele que empregámos nos últimos jogos. Foi do Gil Vicente o primeiro remate perigoso, que obrigou o Artur a uma defesa apertada, mas o Benfica chegou ao primeiro golo na resposta a este lance. Depois de um passe fantástico do Pérez a solicitar a entrada do Maxi pela direita, o cruzamento rasteiro do nosso capitão esta noite tabelou num adversário e acabou por trair o guarda-redes do Gil. Marcar cedo (o golo aconteceu aos onze minutos) era importante, mas desta vez não houve um imediato abrandamento da parte do Benfica. Pelo contrário, a seguir ao golo o Benfica continuou a marcar em intervalos de onze minutos, fez mais dois golos e praticamente arrumou de vez com a questão. Primeiro pelo Salvio, aos vinte e dois minutos, numa iniciativa individual em que furou pela direita e rematou de pé esquerdo para o poste mais distante, e depois pelo Melgarejo, aos trinta e três, numa finalização muito boa, em de um ângulo muito apertado conseguiu picar a bola sobre o guarda-redes e o carrinho feito pelo defesa. Com pouco mais de meia hora jogada, o Benfica tinha já resolvido o jogo com bastante tranquilidade e sem necessitar de grandes correrias.


Para a segunda parte, o Benfica veio naturalmente mais preocupado com a gestão de esforço, e baixou claramente a pressão, mantendo no entanto sempre a intenção de efectuar saídas rápidas para o ataque sempre que conseguia recuperar a bola. As coisas podiam ter ficado um pouco mais animadas logo nos primeiros minutos com um golo do Gil Vicente, mas a sorte bafejou-nos e o bonito remate colocado do Luís Martins levou a bola a embater na trave da baliza quando o Artur já nada podia fazer. Com o jogo a disputar-se num ritmo convenientemente lento, sempre que o Benfica metia um pouco mais de velocidade na saída para o ataque deixava antever que o resultado poderia avolumar-se. O Lima deixou uma primeira ameaça, num remate que passou perto, e depois marcou mesmo, numa finalização fácil após um centro do Ola John vindo da esquerda. O Gil Vicente até tinha entrado na segunda parte com empenho na procura de um golo que permitisse relançar um pouco o jogo, mas este quarto golo do Benfica pareceu matar-lhes de vez o ânimo, e ainda com vinte e cinco minutos por jogar até ao final a única dúvida que restava era saber se o Benfica ainda conseguiria marcar mais golos. Geriu-se mais algum esforço com a troca do Ola John e do Pérez pelo Aimar e o Gaitán, o Lima quase que marcou outra vez, o Cardozo falhou um golo que parecia quase certo, e foi mesmo para fechar da melhor forma que o Benfica fez o quinto. Foi numa jogada em que o Aimar rouba a bola a um adversário ainda no nosso meio campo, leva-a para a frente e solta-a no momento certo para a desmarcação do Salvio na direita, que depois centrou rasteiro para a finalização do Gaitán. Simples, bonito, e eficaz.


Matic e Garay dois dos melhores. Com o sérvio em campo o Benfica joga vários metros mais adiantada e consegue pressionar o adversário muito mais cedo. E depois tem ainda muita qualidade a distribuir jogo nas saídas para o ataque, ou até mesmo a organizar ele os ataques. O Garay esteve intransponível, como de costume. Gostei também do Pérez, para não variar. O Salvio e o Maxi estiveram bem no lado direito, e o Ola John, apesar de se ter escondido muito do jogo, saiu do campo com duas assistências feitas.

Foi uma vitória robusta, moralizadora, obtida de forma simples e aparentemente sem exigir demasiado esforço. O jogo perfeito, portanto.

domingo, 10 de março de 2013

A.VISEU - 3 BUSTELO - 0 - MUITO BEM


Ac.Viseu FC 3-0 SC Bustelo


O Académico de Viseu recebeu e venceu a formação do Bustelo por três bolas sem resposta, e aproveitou para se aproximar do líder Cinfães, que empatou no terreno do Coimbrões. A diferença pontual entre os candidatos, ambos do distrito de Viseu, é agora de três pontos, isto a duas jornadas de se encontrarem no Fontelo, num dérbi que será certamente escaldante.


O mister Filipe Moreira procedeu a uma alteração em relação ao jogo de Sousense. Sérgio Duarte foi a novidade no centro do terreno, no lugar do castigado Ibraima. De resto manteve a estrutura que tão bons resultados tem dado.
Assim alinharam: Nuno Ricardo; Calico, Pereira, Tiago e Campinho; Sérgio Duarte, Bruno; Luisinho, Zé Rui, Hélder e Horácio. Entraram ainda Kifuta, Patrick, que fez a sua estreia ao serviço do Ac.Viseu, e Ricardo, que regressou aos relvados após lesão.
O Académico entrou muito forte neste desafio, tendo 25/30min. de nível elevadíssimo. Deu intensidade ao jogo, e foi premiado com golos, ao contrário do que tem acontecido nos últimos 3 jogos, onde tem praticamente entrado a perder. Hoje a história foi diferente, e logo à passagem dos 10min. arrancada de Zé Rui no lado esquerdo do ataque academista, com cruzamento para a zona de finalização, onde Horácio com tempo e espaço, inaugurou o marcador para a formação academista. Os viseenses não tiraram o pé do acelerador, e mais um golo em tudo idêntico, mudando apenas de intervenientes. Hélder Rodrigues na esquerda a cruzar, e Zé Rui a finalizar uma jogada muito bonita da formação academista. 2-0 à passagem dos 20min. O 3º golo surgiu pouco tempo depois, e mais uma vez pelo lado esquerdo do ataque. Zé Rui que estava a jogar com uma intensidade fortíssima no corredor esquerdo, faz o cruzamento para Luisinho finalizar sem dificuldade. 3-0 ainda na 1ªmeia hora de jogo.
Na 2ªmetade, como era previsível, o Académico limitou-se e bem controlar o resultado, baixando o ritmo de jogo, prevenindo potenciais lesões com um campo demasiado pesado. O mister Filipe Moreira aproveitou ainda para estrear Patrick, e fazer regressar aos relvados Ricardo, após lesão. Digno de registo, apenas um remate com selo de golo do endiabrado Zé Rui, que a entrar seria um golo de levantar o estádio. Resultado justo.

Com esta vitória, e aproveitando o “deslize” do Cinfães, que empatou no difícil terreno do Coimbrões, a liderança está agora a 3 pontos de distância. Antes do dérbi que já ferve – dentro de 2 semanas no Fontelo – os viseenses deslocam-se a Touriz, enquanto o Cinfães receberá o lanterna vermelha - Tocha. Parabéns à equipa pela vitória; aos adeptos e claque que se deslocaram ao Fontelo com este tempo complicado! Força Académico!

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Coolest Sports Pix Of 2013 Week 09
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sexta-feira, 8 de março de 2013

BENFICA - 1 BORDEAUX - 0 -RESULTADO

Resultado

Num jogo de qualidade muito baixa, ao menos no final pudemos sorrir com o mais importante: o resultado, já que o Benfica, apresentando uma equipa com várias alterações, conseguiu vencer o Bordéus pela margem mínima, tendo ainda evitado sofrer golos, o que é sempre um factor a não menosprezar nas competições da UEFA.


Muitas poupanças mais uma vez, com o André Almeida (já quase que se pode considerar que é o lateral direito titular na UEFA), Roderick, Carlos Martins, Gaitán e Rodrigo no onze inicial, o que permitiu deixar descansar outros tantos jogadores. Sobre o jogo, não posso alongar-me muito, porque conforme referi no primeiro parágrafo, a qualidade foi muito má. Da parte das duas equipas. O Benfica jogou bem menos do que aquilo que sabemos ser capaz, e o Bordéus mostrou muito poucos argumentos. O resultado disso foi um jogo em que se calhar os dedos de uma mão chegam para contar as jogadas com princípio, meio e fim que conseguiram ser construídas pelas duas equipas. O futebol foi quase sempre aos repelões, jogado a um ritmo extremamente baixo, os passes disparatados foram de uma quantidade absurda, e as más decisões tomadas pelos jogadores uma constante. A opção pelo Roderick na posição à frente da defesa mostrou que não passa mesmo de uma opção de recurso, pois ele ocupa aquela zona do terreno, mas obviamente não consegue fazer a posição de forma minimamente semelhante ao Matic, pelo que a equipa perde bastantes metros no posicionamento em campo. Ganhou o Benfica o jogo porque, num momento de maior inspiração do Rodrigo, saiu um pontapé de fora da área que, com a colaboração entre a barra e as costas do guarda-redes, acabou por fazer a bola parar dentro da baliza francesa.


A segunda parte nem sequer foi mais do mesmo, porque conseguiu ser ainda mais mal jogada do que a primeira. Mesmo as alterações feitas na equipa, que lançaram o Lima, Pérez e Salvio no jogo, pouco ou nada conseguiram mudar. O Benfica teve talvez duas jogadas de perigo, uma que foi bem construída e que terminou num remate do Cardozo para defesa mais apertada do guarda-redes, e outra uma incursão do Melgarejo pela esquerda que depois foi mal finalizada, com algo que acabou por ficar a meio caminho entre o remate e o cruzamento para dois colegas que estavam mais bem colocados. Perto do final o Bordéus também dispôs de um lance de relativo perigo, em que o Artur foi obrigado a aplicar-se para defender o remate cruzado do jogador francês. A exibição do Benfica foi má - aliás, o jogo todo em si foi bastante mau - mas é sempre desagradável estar no estádio e ouvir a equipa a ser assobiada durante o jogo. E isto começou muito cedo, porque antes dos dez minutos já os assobiadores profissionais estavam no seu labor. Os jogadores claramente sentiram-no, mas também me desagradou a atitude do Luisão no final, que chamou imediatamente a equipa para sair do campo sem sequer agradecer aos adeptos, o que é algo que quase nunca vejo acontecer na Luz. Se é verdade que houve assobios, também houve muitos que apoiaram a equipa e certamente não mereciam isso.


Os mais certinhos da nossa equipa acabaram por ser os dois centrais, que mantiveram a serenidade e evitaram males maiores para a nossa equipa. De resto, a mediania foi geral, mas o Gaitán destacou-se pela negativa no capítulo do passe, porque não creio que alguma vez o tenha visto fazer tantos maus passes num jogo.

Repetindo-me: o mais importante foi o resultado. A vitória, ainda que pela margem mínima, sem sofrer golos deverá ser suficiente para nos permitir discutir a passagem aos quartos sem muitos sobressaltos, a não ser que no espaço de uma semana o Bordéus sofra uma transfiguração surpreendente e mostre algo que eu nunca vi durante este jogo (nem sequer no jogo contra o Dínamo Kiev, a que eu também assisti). A exibição do Benfica é naturalmente preocupante, porque esteve muito abaixo daquilo a que esta equipa nos habituou. Espero que no Domingo, contra o Gil Vicente, consigamos dar uma imagem mais positiva, que permita aos adeptos encarar esta fase decisiva da época com confiança acrescida - a maré vermelha também depende, e muito, disso.

segunda-feira, 4 de março de 2013

BEIRA - MAR - 0 BENFICA - 1 - Á RASCA



Obrigação

Cumpriu-se o objectivo e trouxemos os três pontos de casa do último classificado, três pontos esses que nos permitem agora estar isolados no primeiro lugar da classificação. Mas foi um jogo de muito mais sofrimento do que seria expectável, em que o Benfica decidiu abrandar demasiado cedo.


A entrada do Benfica no jogo foi entusiasmante. Num jogo em que a vitória oferecia a liderança isolada, entrámos em jogo a mostrar que o objectivo era para ser alcançado de forma decisiva e o mais depressa possível. Praticamente na primeira jogada de ataque o Lima dispôs de uma oportunidade flagrante de golo, mas atirou por cima. A superioridade do Benfica durante os primeiros minutos foi clara, e procurámos o golo com empenho, tendo o esforço sido recompensado ao fim de um quarto de hora, com um penálti convertido pelo Cardozo - a castigar uma mão do Hugo após cabeceamento do mesmo Cardozo. Em vantagem no marcador, o Benfica abrandou um pouco o ritmo, sem deixar no entanto de ter o jogo sob controlo. O problema é que na próxima quinta-feira temos um jogo para a Liga Europa. E talvez por isso, a partir da meia hora de jogo, a 'gestão' do jogo tornou-se quase ficar a ver o adversário jogar. Por mais que eu ouça dizer que não há poupanças no campeonato, porque este é o principal objectivo, acabo sempre com a sensação de que na cabeça dos jogadores os jogos europeus estão sempre presentes. O Benfica pouco ou nada produziu em termos atacantes até ao intervalo, enquanto que o Beira Mar cresceu no jogo e começou a ameaçar a baliza do Benfica.


Se o final da primeira parte já não tinha sido brilhante, a segunda parte foi ainda pior. O Benfica efectivamente decidiu que não queria assumir as despesas do jogo, encostou o Pérez ao lado do Matic, e remeteu-se ao seu meio campo, deixando que o Beira Mar tivesse mais bola para depois eventualmente explorar algum contra-ataque. Se olharmos para o resultado final, que foi a desejada vitória, poderemos considerar que a estratégia surtiu efeito. Mas as coisas podiam perfeitamente não ter acabado assim. O Beira Mar foi mais rematador e até dispôs de algumas situações em que poderia ter marcado, não o fazendo quase mais por falta de jeito dos seus jogadores do que por mérito dos nossos - embora o Artur tenha, já perto do final, negado o golo ao Beira Mar com uma defesa por instinto. No ataque, o Benfica teve duas oportunidades dignas desse nome para colocar um fim no nosso sofrimento, nos pés do Cardozo e do Lima, mas de resto pouco mais conseguiu produzir, fruto de passes falhados e perdas de bola em demasia para aquilo que lhe é habitual. O Beira Mar, esse, surpreendeu-me por me ter parecido que conseguiu correr mais neste jogo do que nas vinte jornadas anteriores. Deve ser a motivação extra de jogar contra o Benfica, ou o encorajamento da parte do antibenfiquista assumido que têm como novo treinador.


Não consigo mesmo destacar um jogador na nossa equipa. Acho que estive demasiado nervoso a ver o jogo e a certa altura parecia que todos eles me conseguiam irritar com o que faziam em campo.

A obrigação era vencer este jogo. Com maior ou menor dificuldade (neste caso, com muito maior do que esperaria) conseguimo-lo. Apesar do menor fulgor e do jogo menos conseguido, o importante são os três pontos, e estes também contam para nos ajudar a ser campeões. Estamos agora isolados no primeiro lugar, posição que espero não larguemos mais nas nove jornadas que restam.

SOUSENSE - 1 A.VISEU - 1 - ACREDITEM


II Divisão 22ª jornada: Sousense 1-1 Ac. Viseu

22ª jornada da II Divisão

Uma saída a um campo difícil, contra o Sousense que perdeu apenas 2 jogos dos 11 efetuados em casa. Um deles frente ao Cesarense e o outro contra o Cinfães, o nosso grande rival.
No Sousense o nosso ex-jogador Filipe Cândido começou no banco e não entrou.
Do nosso lado, tudo operacional excepto o Rodolfo Simões, que tem feito alguma falta.


Estádio 1º de Dezembro, 3 de março de 2013
22ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Albano Correia (Braga)

Sousense: Leo Pinheiro; Daniel, Salvador, Bruno Cunha e Vítor Hugo; Marcos, Paulinho e Paulo Freixo (Telmo, 75); José Augusto (c), Chico (David, 80) e Ângelo. Treinador: Paulo Meneses.

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Calico (c), Thiago Pereira, Tiago Gonçalves e Campinho; Ibraima, Bruno Loureiro, Zé Rui (Marco Almeida, int) e Luisinho (Sérgio Duarte, 26); Hélder Rodrigues e Horácio (Kifuta, 62). Treinador: Filipe Moreira.

Expulsão: Ibraima 20

Golos: Ângelo 13 (1-0), Calico 45+1 (1-1)


Na 1ª parte o Académico entrou bem no jogo. Os primeiros 10 minutos foram de pressão nossa, alguns cantos, a ganhar as bolas no meio campo e a tentar criar perigo à frente, que rondou em 2 lances por Horácio e Luisinho.
Aos 14 minutos, na 1ª jogada ofensiva do Sousense, há um cruzamento da esquerda, para o 2º poste. Aparece Ângelo, melhor marcador da equipa, a cabecear, a bola parece bater em Tiago e anicha-se junto ao poste no chão. Nuno Ricardo pareceu traído pelo toque em Tiago. Golo do Sousense.
O 1-0 desmoralizou um pouco a equipa que pareceu desoraganizar-se um pouco.
Mas também se começou a notar que o árbitro estava a começar a proteger a equipa do Sousense, porque em alguns contra ataques nossos ou jogadas de ataque, travadas sistematicamente pelos jogadores da casa, nunca saiu um amarelo. Faltas, faltas e mais faltas.. nada de agressivas mas pela insistência mereciam amarelo. E sem nada prever nem se perceber, o árbitro expulsa Ibraima! 30 minutos de jogo, a perder 1-0 e com menos um.. adivinhava-se uma tarde difícil.

O treinador Filipe Moreira quer recompôr o meio campo e tira Luisinho para entrada de Sérgio Duarte que se posicionou no lugar do Ibraima. A equipa tentou "levantar-se" do golo e da expulsão, mas nao estava a conseguir. Até que uma das tais muitas faltas, após deitarem abaixo o Horácio, resultou num livre. Aos 45 minutos, mesmo ao cair da 1ª parte, aparece Calico a responder ao livre de cabeça e a pentear a bola , que bateu na trave e Goooooooooolo Académico!! Foi a festa da equipa e dos adeptos.
Logo de seguida, o intervalo. O golo veio em boa altura para acalmar e dar confiança. Aproveito o intervalo para falar dos adeptos academistas. Não ouvi uma palavra de desconfiança ou de falta de apoio. É pena não termos a claque e o cântico do "Académico, Académico", mas pelo menos não temos malta a rogar pragas e a insultar jogadores como já se assistiu noutros campos.
Em termos de número, ainda estavam cerca de 30 adeptos.

Para a 2ª parte, mais uma alteração. Saiu Zé Rui (tentou algumas vezes iniciar ataques, mas era muitas vezes desarmado) e entrou Marco Almeida.
Com esta alteração, o Marco passou a jogar no meio campo, mas do lado esquerdo. Algo a que não estará habituado e que nao estava a ser o mais eficaz. Então passado uns minutos, o treinador trocou a posição do Marco com o Calico e aí Marco Almeida ficou como "peixe na água".  Calico, o "todo o terreno".

A equipa organizou-se forma diferente e começou a ganhar mais bolas na frente, com o alto e possante Horácio e o irrequieto Hélder a darem muito trabalho aos defensores do Sousense.
O Académico dominava mais o meio campo e mostrava força e querer ganhar.
Entretanto num período de 15 minutos tivemos 3 perdidas. Sérgio após centro da esquerda encostou por cima da barra, Hélder faz de costas um chapéu ao Guarda Redes e um defesa tira praticamente em cima da linha, e ainda Tiago Gonçalves após um canto cabeceia por cima.
O mister Filipe volta a mexer, tira Horácio e poe Kifuta em campo. O possante avançado entrou bem e o perigo rondou também a baliza do Sousense, por Hélder mais uma vez , por Kifuta e também numa boa jogada de Bruno Loureiro que após fintar 3 ou 4 jogadores remata à entrada da área e a bola sai pouco por cima.
O Sousense teve também 2 ocasiões e criou algum perigo na 2ª parte, mas apenas até aos 30 minutos.  Iam aproveitando um jogo que estava mais "partido" e foram criando perigo nas alas.
A partir dos 30 minutos, quebraram um pouco e optaram por defender mais. É uma equipa que pressiona bem, dá poucos espaços.

3 minutos apenas de descontos, em que já pouco se fez. Para todas a paragens do jogo e substituições, 3 minutos pareceram pouco.
Nos ultimos minutos, Hélder continuava endiabrado a "dar cabo" dos centrais do Sousense, mas nao se conseguiu criar mais nenhuma oportunidade.
O fim do jogo chegou e com o empate ficámos agora a 5 pontos do Cinfães. No entanto, temos 8 finais pela frente, das quais 5 em casa, sendo um dele frente ao Cinfães.

Próxima jornada recebemos o Bustelo, penúltimo classificado enquanto o Cinfães visita o dificil Coimbrões.

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ANIVERSÁRIO

TAÇA DA LIGA - ACABOU


Braga 0 - 0 Benfica ( Braga apurado nos penaltis)


O Ola John é novo nestas andanças e mostra-se impressionado no facebook. Nada a que nós já não estejamos habituados. Os adeptos do Braga só nas últimas semanas impediram adeptos do Belenenses de entrar no estádio, arranjaram confusão em Matosinhos, invadiram de maneira cobarde o espaço dos adeptos do Paços de Ferreira na Pedreira e armaram aquele circo de tochas e cadeiras que se viu em Guimarães. Curiosamente, o Braga não tem o estádio interdito, não paga multas a sério nem tem nenhum processo na justiça desportiva e civil. Recebem-nos na Pedreira da maneira que todos sabemos e hoje após terem conseguido um apuramento praticamente oferecido reagem da maneira que a foto do Ola John mostra. Não sei do que estamos à espera para cortar relações com aqueles idiotas, não sei do que andam à espera os responsáveis pelo futebol português para actuarem. Sei que provavelmente vamos ficar com o nosso autocarro interdito para 2 ou 3 jogos devido a mau comportamento.

Estava à espera desta eliminação desde o verão. Um dia li uma entrevista do Jesus (ao Record, acho eu) a explicar que já tinha percebido como funcionavam os benfiquistas. Lutar até à exaustão pela vitória em todas as provas não lhe dava longa vida no clube e o melhor era jogar pelo seguro. Sendo assim avisou logo que a Taça da Liga seria o elo mais fraco.

Estamos com Maxi, Garay, Matic, Salvio e Lima fresquinhos para domingo, Cardozo, Ola John e Enzo pouco menos que fresquinhos. Era isto que se queria, certo? As últimas duas vitórias na Taça da Liga foram recebidas com desprezo pela massa adepta do Benfica. Quase que pareciam ofendidos com as vitórias contra Paços de Ferreira e Gil Vicente. As 4 conquistas nesta prova muito ajudaram a manter equilibrado aquele torneio de verão de comparação entre conquistas com o clube da corrupção. Jesus percebeu que se acaba a época só com a Taça da Liga na mão ainda é gozado.

Hoje resolveu abdicar da presença na final da prova. Jogar com Roderick a trinco mais Carlos Martins no meio, com Urreta num flanco e Gaitán noutro foi mesmo levar isto ao nível de um treino de pré época.
O Benfica apesar da equipa remendada aguentou-se muito bem, o Braga na máxima força teve, naturalmente,  mais remates, mais cantos, mais oportunidades mas Artur opôs-se com classe segurando o empate. Rodrigo podia ter aparecido hoje em grande mas a sua afirmação bateu na trave e em Quim. Na segunda parte o Benfica até discutiu o jogo cara a cara com o Braga. Perto do fim há um lance sobre Gaitán que devia ter dado penalti. Não foi marcado, paciência. O zero a zero final mostrou que a equipa honrou a camisola e lutou pelo melhor desfecho possível.

Com o desempate a ser feito por penaltis ficou a ideia que os escolhidos surgiram de uma decisão infeliz. Falhou-se no momento dos penaltis, apesar de Artur ainda ter feito uma enorme defesa que podia ( e devia ) ter lançado a equipa para a final mesmo em jeito de serviços mínimos.
Caímos sem perder um jogo na Taça da Liga.

Eu, em jeito de nota pessoal, quero deixar claro que tenho a opinião que hoje não era preciso tanta poupança. Viu-se que este Braga é dos menos fortes dos últimos anos e com um pouco mais de sacrifício teríamos garantido uma presença numa final e ficávamos a 90' de ganhar um troféu. Não seriam, por certo, esses 90' da final que nos iam arruinar o resto da temporada, e um troféu é sempre um troféu. Se é para poupar então tínhamos lançado esta equipa contra o Leverkusen porque a Liga Europa é que pode causar realmente desgaste entre jogos a duas mãos e viagens a meio da semana. A Taça da Liga estava ali a 90' e um pouco de esforço. E era precioso voltar a sair com um triunfo de Braga depois do que lá temos passado nos últimos anos. Mas isto é apenas e só a minha modesta opinião.
O treinador tinha avançado que esta esta a competição menos interessante e cumpriu. Para que não restem dúvidas do respeito que tenho pelo nosso treinador, por mim hoje o Presidente podia oferecer-lhe a continuidade no clube que eu aplaudia.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A.VISEU


1917 - Clube Académico de Futebol -"Ac. Viseu"



O ano de 1917 foi o da fundação do Clube Académico de Futebol (Académico de Viseu) segundo consta nestes Estatutos aprovados em 1961:

"Capítulo Primeiro
Artº 1º -
O Clube Académico de Futebol, também designado pelas iniciais C.A.F., é uma associação desportiva, fundada em 1917, que se rege pelos presentes estatutos."
(…)

Esta data terá sido muito pouco rigorosa, não é referido o dia nem o mês e serviu basicamente para legalizar o clube. Esta condição era necessária para poder participar na nas competições organizadas pela Associação de Futebol de Viseu à data designada por Federação Desportiva de Viseu. Aliás o Clube Académico de Futebol foi convidado a participar na fundação da federação e não se fez representar, em 15 de Outubro de 1926, no acto formal da fundação que foi presidido por Francisco de Almeida Moreira. De mesmo modo o Sport Ribeira Viriato não compareceu. Estiveram representados os seguintes clubes: Grupo União de Futebol - Francisco Lopes dos Santos, Sport Lisboa e Viseu - Jaime do Couto Moreira, Lusitano Futebol Clube - Manuel do Sacramento, Sporting Clube de Viseu - Joaquim Pereira Correia e Futebol Clube do Porto e Viseu - António de Pina.

Veja uma das melhores equipas do Académico 70 anos depois - Clique P.F.


Clube Académico de Futebol 1976

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Estádio Municipal do Fontelo em 5 de Setembro de 1976, Clube Académico de Futebol vs Caldas da Rainha, 1-0. 2ª fila: Maneco, Bernardo, Pelézinho, Zé Manel, Sousa e Penteado; 1ª fila: Ferrão, Basto, Félix, Eduardo e João Cavaleiro



Clube Académico de Futebol (Ac. Viseu)

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Equipa do infelizmente extinto Clube Académico de Futebol (fundado em 1917), mais conhecido como Académico de Viseu, no início dos anos de 1970.
2º fila: Amadeu (Dir.), José Manuel, Emídio, Dias, João Cavaleiro, Basto, Sousa, Penteado, Mocho e Bispo (Mass.); 1ª fila: Fonseca, Adelino, Eduardo, Ferrão, Virgílio, Pelézinho, Bernardo e Victor.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

BENFICA - 3 P.FERREIRA - 0 - MUITO BEM


Fácil

Terá sido bem mais fácil do que se antevia a vitória do Benfica sobre o Paços de Ferreira, terceiro classificado na Liga e uma das equipas que melhor futebol tem praticado esta época. A fórmula foi entrar forte, marcar cedo, e depois gerir o jogo e controlar o adversário com tranquilidade.


O Luisinho foi a única alteração ao que se pode considerar o onze base esta época. O Benfica entrou bem no jogo, forte, pressionante e a jogar rápido. Durante os primeiros minutos a bola andou a rondar a área do Paços, enquanto o Benfica tentava encontrar forma de ultrapassar a boa organização adversária, e a consequência disso foi o golo que surgiu logo após oito minutos. Um passe do Salvio (depois de uma boa jogada, em que a bola passa pelos pés de vários jogadores) solicitou a entrada do Enzo pelo meio, que em frente ao guarda-redes não perdoou. Em vantagem, o Benfica continuou a controlar o jogo e a insistir no ataque, mesmo parecendo não se esforçar em demasia. O Paços mostrou sempre uma boa atitude, nunca perdeu a organização e, quando de posse da bola, trocava-a bem entre os seus jogadores. Por volta da meia hora de jogo o Benfica pareceu abrandar um pouco, e o Paços, que quase abdicou do ataque pelas faixas e apostou num sobrepovoamento da zona central do meio campo, onde punha quatro jogadores contra apenas dois nossos, conseguiu alguma superioridade nessa zona e passou a ter mais posse de bola. No entanto o Benfica soube controlar sempre o adversário, que consequentemente quase nunca conseguiu transformar essa posse de bola numa oportunidade real de golo. Pelo contrário, a melhor oportunidade de golo pertenceu ao Benfica, num remate do Cardozo ao poste. A vantagem do Benfica ao intervalo era por isso justa, restando agora tentar ampliar a vantagem de forma a colocarmo-nos a salvo de algum azar.


Quase que repetindo a fórmula utilizada contra o Setúbal, o Benfica (que regressou como Carlos Martins no lugar do Enzo) reentrou muito forte no jogo, e com resultados imediatos. No primeiro minuto o Cardozo esteve pertíssimo de marcar, com o golo a ser-lhe negado por uma grande defesa do Cássio. No consequente canto, o Luisão cabeceou ao poste e o Cardozo aproveitou para fazer uma recarga fácil e aumentar o resultado. Com dois golos de vantagem a gestão do jogo e do esforço foi feita de forma aparentemente fácil. O Paços continuou a não conseguir mostrar capacidade para criar perigo, e o Benfica aproveitava as recuperações de bola para, atacando pelos flancos, criar situações de algum perigo. A troca do Cardozo pelo Gaitán, com pouco menos de meia hora para jogar, trouxe mais alguma velocidade às nossas saídas para o ataque, e houve ainda oportunidade para ver vinte minutos de Aimar em campo. O terceiro golo do Benfica adivinhava-se como bastante mais provável do que um eventual golo do Paços que relançasse a discussão do resultado, pois o Artur foi quase um mero espectador - recordo-me apenas de uma defesa, naquele que terá sido o único remate do Paços na direcção da baliza, e que lhe foi directamente à figura. Esse terceiro golo apareceu a seis minutos do final, numa jogada em que o Aimar assiste o Lima, e este tentou marcar de peito. Há um defesa do Paços que tenta evitar o golo - pareceu-me que não terá conseguido evitar que a bola ultrapassasse a linha - mas de qualquer forma, e por via das dúvidas, o Salvio estava lá para confirmar e fechar o marcador.


Num jogo calmo, não me pareceu haver exibições de grande fulgor. O Matic não sabe jogar mal, a dupla de centrais esteve em bom nível, o Enzo Pérez jogou bem na primeira parte, e o Salvio, apesar de alguns lances em que complicou demais, esteve uns furos acima das exibições menos conseguidas dos últimos tempos. O Gaitán e o Carlos Martins animaram o nosso jogo e trouxeram-lhe mais velocidade. O Luisinho foi a unidade de menor rendimento.

Foi um jogo quase que ideal, em que o Benfica jogou o quanto bastou para vencer tranquilamente um adversário teoricamente complicado, e aparentemente sem ter que despender demasiada energia. Isto foi importante em mais um mês em que, a exemplo do que se passou durante Janeiro, vamos andar sempre a ter dois jogos por semana. O próximo é em Braga, onde espero que possamos garantir o apuramento para a quinta final consecutiva da Taça da Liga (ouvi sócios que acham que deveríamos deixar cair esta competição, mas para mim isso não faz sentido nenhum - é uma competição oficial e eu desejo que o Benfica a conquiste).

Ac.Viseu FC 1-1 Benf.C.Branco - ANSIEDADE





 O Ac.Viseu não foi além dum empate a uma bola na receção ao Benf.C.Branco. Um resultado que foi desenhado ainda no 1ºquarto de hora da partida. Marocas deu avanço à turma albicastrense, mas Tiago Gonçalves empatou pouco depois. Zé Rui no 2ºtempo poderia ter dado a vitória aos academistas, mas não conseguiu desfeitear o guardião forasteiro.

O mister Filipe Moreira não mexeu no onze que derrotou o Pampilhosa na última jornada, mantendo a estrutura que tão bons resultados tem dado. Assim alinharam: Nuno Ricardo; Calico, Pereira, Tiago e Campinho; Ibraima, Bruno; Luisinho, Zé Rui, Hélder e Kifuta. Entraram ainda Horário, Mauro e Johnny.

Foi à passagem dos 10min que Marocas de cabeça, sem marcação, fez o primeiro golo da tarde, naquele que foi o primeiro lance ofensivo da equipa de Castelo Branco. Aliás a equipa do Académico iniciou o jogo bastante bem, como tem sido hábito esta temporada, mas foram os forasteiros os primeiros a faturar. Porém, a resposta da equipa da casa surgiu pouco depois. Pontapé de canto de Zé Rui, e Tiago Gonçalves ao 2ºposte de cabeça não perdoou, estabelecendo a igualdade a um golo. Ainda no primeiro tempo destaque para a lesão de Kifuta, que foi substituído por Horácio.

O Académico tentou depois passar para a frente do marcador, mas a oposição era forte. Os defesas forasteiros eram bastantes altos e possantes, como era o caso do ex.Lus.Vildemoinhos Delmiro. No ataque, o Benf.C.Branco espreitava a baliza de Nuno sempre que possível, com investidas tanto de Telmo, como de Alvarinho - esquerdino claramente acima da média. O guardião academista Nuno tem mesmo uma defesa extraordinária já no 2ºtempo, a negar o golo após nova cabeçada de Marocas. Isto já depois de Zé Rui ter desperdiçado uma grande penalidade, rematando de forma displicente para defesa fácil de Hélder Cruz. O mister Filipe Moreira fazia entrar Mauro, que não teve uma prestação muito feliz, muito por culpa do amarelo logo na sua primeira intervenção, que claramente o limitou. Pedia-se Johnny na partida – a meu ver, entrou demasiado tarde - e a verdade é que a entrada do nº10 academista na partida coincidiu com o último folego dos academistas à baliza do BCBranco. Contudo não foi possível vencer, e a equipa albicastrense provou o porquê de ser a formação que mais pontua fora de casa. Resultado final, empate a uma bola, que se acaba por ajustar face ao que se passou dentro das quatro linhas.

A equipa do Cinfães derrotou o Tourizense por 2-0, e voltou a ampliar a vantagem para 3 pontos sobre os academistas. O Sp.Espinho que foi derrotado em casa 1-2 pelo Operário, e está agora a 6 pontos do líder - equipa que visita na próxima jornada. O Ac.Viseu jogará no difícil reduto do Sousense. Força equipa, sempre convosco, mesmo em jogos menos conseguidos como o de hoje. São já onze os jogos consecutivos sem perder, e isso ninguém se pode esquecer! O sonho continua…

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BENFICA - 2 LEVERKUSEN - 1 - FELIZ


Feliz

Foi uma vitória bastante feliz a do Benfica esta noite. O Leverkusen mostrou que não é uma equipa qualquer. Controlou o jogo durante largos períodos do mesmo, criou as melhores oportunidades de golo, e honestamente só posso admitir que a vitória por 2-1 acaba por ser um resultado lisonjeiro para o Benfica.


Foi desde o apito inicial que os alemães mostraram vir decididos a não dar esta eliminatória como perdida. Com o pragmatismo habitual, como precisavam de vencer para se apurarem, não estiveram com cautelas e jogaram para vencer, atacando imediatamente a nossa baliza, e forçando o Artur à primeira defesa apertada logo com dois minutos de jogo. Com os laterais extremamente subidos no terreno, depois dois dos avançados (Schürrle e Castro) flectiam para o meio para explorar o espaço entre a defesa e o meio campo, o que fizeram com bastante eficácia, entrando depois muitas vezes entre os centrais e os laterais. No meio campo, a luta também foi ganha pelos alemães, fruto de uma muito boa organização e ocupação eficaz dos espaços, e também porque o Benfica, apesar de em teoria jogar com três médios, na prática jogava quase com um jogador a menos - o Carlos Martins, que seria o terceiro médio, jogou muito quase ao lado do Cardozo, o que o retirou efectivamente do jogo. Depois, os muitos passes falhados na zona do meio campo impediam o Benfica de construir lances de ataque eficazmente, já que poderíamos ter tentado explorar o constante adiantamento dos laterais adversários. Apenas ao fim de quinze minutos, e já depois de ter levado com uma bola no poste, o Benfica deu algum sinal de si, com o Gaitán a ter um cabeceamento perigoso após centro do André Almeida. Este lance teve o condão de acordar um pouco o Benfica, que teve então o seu melhor período na primeira parte, mas com o aproximar dos minutos finais o Leverkusen voltou a ser mais forte, e mais uma vez vimos uma bola a ser devolvida pelo poste da baliza do Artur. O Benfica podia portanto considerar-se feliz com o nulo à saída para o intervalo.


Na reentrada no jogo, o pendor do mesmo manteve-se, e nos primeiros minutos o Leverkusen voltou a deixar um sério aviso, pois o Kiessling chegou mesmo a marcar golo, mas este foi anulado por fora-de-jogo. Novamente aos quinze minutos, o Benfica voltou a dar sinal de si, e da melhor forma possível, com um grande golo do Ola John - que até então tinha passado praticamente despercebido no jogo. Já depois de ter passado para a sua posição natural na esquerda - o Carlos Martins, lesionado (que surpresa!), tinha dado o lugar ao Salvio - aproveitou da melhor maneira o adiantamento do lateral e depois de ultrapassar o adversário de ocasião e ganhar um ressalto, colocou a bola em arco para o ângulo mais distante. Mas este golo pouco afectou o ímpeto do Leverkusen, que continuou a procurar o golo e pouco depois obrigou o Artur a uma enorme defesa para canto, logo seguida de nova defesa apertada no seguimento do canto. Claro que, ao lançar-se mais declaradamente ao ataque, o Leverkusen também se expôs mais na defesa, e o Benfica poderia ter tirado partido disso e resolvido a eliminatória de vez mais cedo, quando a quinze minutos do final o Salvio falhou de uma forma algo escandalosa um cabeceamento a um centro do Ola John, quando estava completamente sozinho na área. Não marcou o Benfica, marcou o Leverkusen na resposta. Um alívio da defesa para a zona frontal da área resultou num pequeno toque de cabeça para o remate de primeira do Schürrle, que não deu hipóteses ao Artur. Mas o Benfica voltou a ser feliz no jogo, pois quando se adivinharia um assalto final dos alemães na procura do golo que lhes daria a passagem, foi o Benfica quem marcou praticamente na resposta. Um pontapé longo do Artur apanhou a defesa alemã em contrapé, e depois o Lima (que tinha substituído o Cardozo) teve a calma suficiente para ver bem as movimentações dos colegas antes de centrar com perfeição para a entrada de cabeça do Matic, que colocou a bola com classe junto ao poste mais distante. Este segundo golo partiu literalmente o Leverkusen, que acusou o golpe e foi para o ataque de uma forma muito mais desordenada, correndo imensos riscos atrás. Na fase final do jogo o Benfica poderia ter aproveitado todo o espaço concedido para dilatar o resultado, tendo mesmo falhado uma oportunidade flagrante para o fazer, novamente pelo Salvio. Mas caso tal tivesse acontecido, seria certamente um castigo demasiado pesado para aquilo que o Leverkusen jogou.


Esta noite o Artur foi um dos jogadores em destaque. Defendeu tudo o que havia para defender, não teve hipóteses no golo sofrido, e ainda teve um papel fundamental no segundo golo. Gostei também bastante das exibições do André Almeida, do Luisão (teve diversos cortes providenciais) e do Matic - só foi pena que tenha visto o amarelo que o retira do primeiro jogo da próxima eliminatória.

Com maior ou menor grau de felicidade, conseguimos eliminar um adversário forte e marcar presença nos oitavos-de-final, onde mediremos forças com o Bordéus. A exibição não foi a melhor, mas o resultado foi o mais importante - e a verdade é que na Europa muitas vezes o que nos acontece é o contrário, e somos nós que ficamos a queixar-nos da falta de sorte e a elogiar a eficácia do adversário. De qualquer forma, não devemos ignorar o facto do Benfica já ir no terceiro jogo consecutivo com exibições de menor fulgor. Segue-se um importante jogo contra uma das melhores equipas da Liga, e urge corrigir esta situação.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

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PAMPILHOSA - 1 A. VISEU - 2 - BRILHANTES


FC Pampilhosa 1-3 Ac. Viseu FC

 O Académico de Viseu deslocou-se até à Pampilhosa e venceu por 1-3, num jogo onde veio ao de cima a verdadeira alma academista. Os viseenses ao intervalo perdiam por 1-0, e só uma 2ªparte de luxo, com muita entrega e determinação, permitiram que se obtivesse esta reviravolta extraordinária.


Estádio Municipal Carlos Duarte, 17 de fevereiro de 2013

20ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Paulo Brás (Guarda)

Pampilhosa: Eduardo; Bruno Parente, Wilson, Sarmento e Galvão; Ricardo Suíço, Koné, Bebé (c) (Paulo Ferreira, 82) e Diogo André (Manel, 76); Bandeira e Ivan (Ladeira, 66). Treinador: Fernando Niza,

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Calico (c), Thiago Pereira, Tiago Gonçalves e Campinho; Ibraima, Bruno Loureiro, Luisinho (Horácio, 65) e Zé Rui (Marco Almeida, 81); Hélder Rodrigues e Kifuta (Sérgio Duarte, 72). Treinador: Filipe Moreira.
Expulsão: Koné 90+1

Golos: Bandeira 29 (1-0), Zé Rui 47 gp (1-1), Thiago Pereira 54 (1-2), Marco Almeida90+2 gp (1-3)

Numa tarde chuvosa de futebol, onde mais uma vez os jogadores tinham-se de adaptar às difíceis condições climatéricas, os academistas demonstraram uma entrega magnífica durante todo o desafio. Na 1ªparte, o Ac.Viseu começou por cima, mas foi falhando boas ocasiões de golo. A equipa da casa, com excelentes executantes, foi equilibrando a partida, e chegou ao golo sem ter feito muito por isso. Foi à passagem dos 30min, por Bandeira, que cabeceou sozinho na área academista para o fundo da baliza de Nuno. Isto depois de Zé Rui e Hélder terem falhado duas excelentes ocasiões de golo, com remates em zona privilegiada, mas ambos à figura de Eduardo. Um pouco antes do intervalo, novamente Hélder de cabeça, quase dava o melhor seguimento ao milimétrico cruzamento de Luisinho. Ao intervalo, vencia a equipa dos ferroviários, muito por culpa da ineficácia academista.
O 2ºtempo começa praticamente com o golo da igualdade. Kifuta é claramente puxado na área de rigor da turma da casa. Na marca de grande penalidade, Zé Rui com frieza, estabelecia a igualdade no marcador. O Académico estava claramente empolgado, e 7min depois, Thiago Pereira com a coxa (penso) deu o melhor seguimento ao pontapé de canto superiormente batido por Zé Rui. Era o êxtase nas bancadas (praticamente composta por academistas – é magnifica esta sensação). O mais difícil estava feito. Mas a verdade é que depois assistiu-se a um período muito complicado para os viseenses, de muito sacrifício, garra e entreajuda. O Pampilhosa bombardeava bolas consecutivas para a área academista, mas aí, a defesa academista e em último recurso o guardião Nuno Ricardo, estiveram a um nível verdadeiramente superior. Num dos cruzamentos da equipa da casa, o árbitro Sr.Paulo Brás descortinou uma mão de Tiago(?) na área academista. Mas Nuno Ricardo foi REI, ao defender o penalty de Galvão. (aliás deu-me a sensação que Filipe Moreira deu a indicação a Calico para onde o GR se deveria atirar – pelo menos o capitão foi transmitir um “segredo” do mister a Nuno Ricardo). Mais uma festa nas bancadas do Municipal Carlos Duarte. Estava a ser épico este desafio. Mas para sossegar as hostes viseenses, já no período de compensação, o Académico consegue libertar-se do sufoco adversário e através dum remate de Bruno Loureiro alcança nova grande penalidade (por mão do defensor da equipa da casa). Marco Almeida chamado a converter, não falhou. 1-3 foi o resultado final.
Com esta fantástica e moralizadora vitória, o Académico de Viseu mantém o 2º lugar, mas agora a um ponto do Cinfães, que empatou em Bustelo a uma bola. O Espinho também venceu em Touriz, e está igualmente na luta – a dois pontos dos academistas. Para a próxima jornada está marcada mais uma final para o Fontelo, com a receção ao B.C.Branco.
Parabéns equipa e adeptos que se deslocaram até à Pampilhosa do Botão. É um orgulho sentir a alma e a força academista por estes estádios fora. Obrigado Académico!