sexta-feira, 22 de março de 2013

A.VISEU

Académico Viseu FC vs CD Cinfães


Académico de Viseu Futebol Clube (ex-Grupo Desportivo de Farminhão) [p. oficial/Facebook) irá receber no próximo Domingo, no Estádio do Fontelo às 15h00, oClube Desportivo de Cinfães [p. oficial] que com mais 4 pontos comanda a Série C da II Divisão B, do  Campeonato Nacional de Futebol. O visitado não deixará de tentar aproximar-se da liderança, mas se sair vencido ou empatar verá bastante diminuídas as expectativas da subida. Como é costume dizer-se neste caso - "O segundo é o primeiro dos últimos"... Foi para lutar pela promoção que o AVFC mudou de treinador, trocando Carlos Agostinho por Filipe Moreira, e se "libertou" de vários jogadores que estudavam ou trabalhavam, para ter um grupo de “profissionais”.
A imagem mostra um dos vários cartazes, improvisados, porque a associação é pobre (a página oficial é Facebook), estrategicamente colocados em várias das muitas rotundas de Viseu, publicitando o jogo e  incentivando a ida ao Fontelo para apoiar o novo “Académico”.

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terça-feira, 19 de março de 2013

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TOURIZENSE - 2 A.VISEU - 1 - E AGORA ?



Campeonato Nacional da 2ª Divisão – Zona Centro
24ª Jornada, 17 de março de 2013 – Touriz (Midões – Tábua)
Tourizense-2 - Ac. Viseu-1


Triste tarde de futebol, hoje, em Touriz, onde tudo começou mal, muito mal logo de início. Passo a descrever: Acabara de chegar ao campo, e logo na entrada uma grande confusão, com os ânimos muito exaltados e com a indicação de que os adeptos do Académico deveriam ficar atrás da baliza, tipo jaula de segurança. Se essa opção era discutível, inadmissível foi o facto do Presidente do Académico ter sido colocado nesse mesmo local, e quando solicitou junto da GNR para ir para a bancada Central, ter sido impedido de o fazer, lamentável!
Tarde de sol, relvado em boas condições, adeptos do Académico, em maioria, mas infelizmente mal distribuídos pelo campo e desta forma não fizeram sentir à equipa o apoio de que ela carecia, em especial na 2ª parte. A rever nas próximas saídas, pois temos de nos deslocar sempre para o meio campo de ataque da nossa equipa de forma a fazer sentir aos jogadores o nosso apoio.
Filipe Moreira coloca em campo o seguinte onze
Nuno, na Baliza
Calico, do lado direito, Tiago e Thiago Pereira, no eixo da defesa e Campinho na esquerda.
No meio-campo, Sérgio Duarte, Bruno Loureiro
Zé Rui Hélder Rodrigues nas alas.
Na frente 2 pontas de lança: Horácio e Kifuta.

A novidade era o aparecer com 2 avançados centro.

Começou bem o Académico tomando totalmente conta do jogo, e deste vez, a ter a felicidade de marcar na 1ª oportunidade, uma defesa incompleta do Guarda-Redes Gustavo e Horácio (presumo) a fazer o primeiro golo.
Golo madrugador que poderia levar-nos a uma vitória tranquila, mas se na 1ª parte, o Tourizense não criou nenhum lance de verdadeiro perigo, a verdade é que o Académico também só criou mais uma oportunidade de golo. Ainda assim o jogo estava controlado e a vitória parecia ao nosso alcance.
Na 2ª parte, o jogo começa particamente com o golo do empate, má cobertura na zona de meio campo e lançamento rápido para o ala do Tourizense, que vai sozinho pela esquerda e à entrada da pequena área, já quase sem ângulo remata e faz golo. Ainda mal refeito do golo sofrido, passado poucos minutos, num lance infeliz de Nuno, a bola vai pingada para a baliza e Nuno na tentativa de agarrar a bola, lá nas altura, deixa-a escapar e o Tourizense faz- o 2-1.
Faltava ainda muito tempo, 35 minutos, ou mais, e tudo levava a crer que o Académico iria dar a volta ao resultado, pois este era, tal como tinha escrito anteriormente, o jogo mais importante, mas hoje, na 2ª parte, não era dia, e o Académico apesar das alterações introduzidas, com o clima que estava instalado, dentro e fora do campo, com permanentes perdas de tempo por parte do Tourizense e permanentes insultos ao banco do Académico associados a tentativas de agressão, o Académico não mais conseguiu regressar ao jogo e faz uma 2ª parte confrangedora, sem ideias, sem criação de lances de perigo, sem o assumir o controlo do jogo, isto perante um Tourizense que se fechou completamente e cortou todos os espaços ao ataque Academista. Contudo, e repito, apesar da má exibição do Aca´demico na 2ª parte, o árbitro uma vez mais não esteve à altura do jogo, e já perto do fim, há um penalti que fica por assinalar sobre o jogador do Académico. Um deles parece-me claro e há outro lance que me deixa muitas dúvidas.
Sem me querer desculpar com as arbitragens, pois nunca o fiz e também não é hoje que o farei, fico no entanto com a ideia, que este árbitro de Aveiro não vinha preparado para o ambiente hostil que encontrou neste campo e poderá num ou outro lance ter tido dificuldade em decidir com a lucidez que se impunha.

Repito, no entanto, para que não restem dúvidas, o Académico jogo muito mal na 2ª parte, e não produziu o suficiente para ganhar o jogo, mas que o penalti existiu e não foi marcado é também verdade e tudo poderia ter mudado, mesmo com uma má exibição, na 2ª parte poderia ter acontecido um outro resultado.
Quando ao jogo, dentro das quatro linhas pouco mais há a dizer, a não ser referir uma vez mais as permanente perdas de tempo por parte da equipa do Tourizense, com as Bolas a não aparecerem, e a serem retidas na bancada, etc., etc.
Falando agora de todo o ambiente que rodeou este jogo, tenho a dizer o seguinte:
É Inadmissível que uma pessoa pague o seu bilhete e não possa estar em paz a apoiar a sua equipa e a assistir calma e tranquilamente a um jogo de futebol, seja onde for. Posto isto, devo dizer, também, que não percebo a atitude dos dirigentes dos Tourizense, ou supostos dirigentes, ao não convidarem os directores do Académico para se sentar na bancada central do estádio. Era o que exigiam as regras de cortesia e da boa educação que sempre devem estar presentes em todo o lado.
Não desculpando de forma alguma, a conduta inqualificável de alguns adeptos do Tourizense, com permanentes insultos e tentativas de agressão ao nosso treinador, bem como insultos a alguns dos nosso adeptos, devo contudo referir o o seguinte:
Temos de ter uma atitude exemplar, com todos os que nos visitam no Estádio do Fontelo, na forma como os recebemos, nos locais em que se possam sentar, no Estádio, etc., etc. Apelo à Direção, e em particular, ao seu presidente, Sr. Albino, para que dê ordens muito claras, que independentemente do que aconteceu, seja onde for, os adeptos do Clube adversário tem de ser bem recebidos, muito bem recebidos, e esse mesmo apelo deve ser feito aos microfones do estádio, agradecendo a presença das pessoas e de desejando-lhes uma boa viagem de regresso. Isso só nos enaltece e só faz com que potenciais conflitos sejam debelado logo à nascença. Deve igualmente ser dito aos microfones do estádio para os adeptos do Académico apoiarem a sua equipa e respeitarem os adeptos do clube adversário.
O que me leva a produzir este apelo é que já não é a 1ª, nem a 2ª vez, que ouço, em vários campos, várias pessoas a queixarem-se da receção que tiveram no Estádio do Fontelo, às vezes por coisas sem importância, do género: não nos deixaram ir para a bancada coberta, tivemos de estar à chuva. São coisas sem importância que no entanto levam que o clima depois fora de casa fique insuportável e leve a atitudes inacreditáveis por parte de alguns adeptos.
A maioria dos sócios e adeptos do Académico é gente que ador ao seu clube e vai para qualquer campo apenas e só com o intuito de APOIAR o Académico. Foi assim no passado, quando milhares se deslocavam em apoio à equioa, é assim no presente e sê-lo-á, certamente no futuro. Contudo, e há sempre um mas, há uma minoria muito pequena, repito uma minoria, que embora gostando do clube como poucos, tem alguma dificuldade em manter a serenidade, quando entra dentro de uma campo de futebol, e reage facilmente a provocações, e por vezes provocam de alguma forma os adeptos adversários o que é mau, muito mau e leva a que se crie uma imagem do Académico e dos seus adeptos, que repito, em anda corresponde àquilo que é o sentir, o pensar e a forma de star da esmagadora maioria dos Academistas.
É verdade, e há que dizê-lo de forma clara, que ainda na saída anterior, em Sousense, os adeptos do Académico foram recebidos de forma excelente, tiveram um comportamento exemplar, perante um arbitragem que foi aquilo que todos sabemos.
Essa tem sido a norma, os adeptos do Académico bem recebidos e clima de total cordialidade com os adeptos locais.
Hoje, tudo foi “incendiado” desde o início, e houve adeptos do Tourizense que tudo fizeram para serem detidos e só não o foram porque a GNR tentou resolver as coisas de uma forma mais suave, mas viu-se e desejou-se.
Atitude lamentável de alguns dos adeptos do Tourizense, repito, numa terra pequena, mas que não merecia ser enxovalhada, por alguns dos seus “residentes” da forma que hoje, aconteceu.
Um palavra de apreço para o nosso treinador Filipe Moreira, que resistiu aos insultos de que foi vitima com a serenidade que foi possível. Há que ser profissional, sempre, e aceitar que estamos na 2ª divisão, onde há campos que não têm as mínimas condições de segurança, mas há que aceitar as coisas como são e nunca, mas nunca perder a cabeça e dizer aos jogadores que é neste momentos que se vêm os Campeões!
Temos de saber sofrer, temos de lutar contra tudo e contra todos, contando sempre com o nosso Apoio, os dos Adeptos, que irão dizer sempre presente e no próximo jogo, fora de casa, mais bem distribuídos nas bancadas de forma a proporrcionar mais apoio aos nossos jogadores e à a nossa equipa técnica.
Nota ainda muito negativa para a expulsão de Kifuta, já no fim do jogo,. Depois do que aconteceu com a expulsão de Ibraima, julgava eu e julgava Filipe Moreira, que mais problemas deste tipo não mais iriam acontecer, mas infelizmente aconteceu de novo, embora já no fim do jogo.

Para prevenir futuras situação Filipe Moreira tem de dizer a todos os seus jogadores que faltam 6 jogos, e que têm de ser mentalmente muito fortes e estarem preparados para aguentarem todo o tipo de provocações sem qualquer tipo de reacção.

Para o Tourizense e para muitas outras equipas ganhar ao Académico é como se fosse ganhar ao Benfica, ou ao Porto, ou ao Sporting e fazem o jogo da vida deles contra nós. Temos de aceitar isso, estar preparados para isso e tirar partido dessa situação.

Hoje, o que se viu em Touriz, foi algo parecido ao pior que se tem visto em vários campos dos país, em jogos como Braga B-Vit. Guimrães B, Braga-Benfica, taça da liga, etc., etc.

Há que banir a violência dos campos de futebol e ser totalmente intolerante para quem a leva para dentro dos estádios!

Faltam 6 jogos, vamos pensar um jogo de cada vez, apenas e só isso!
Nós Somos diferentes, Nós Somos o Académico!

segunda-feira, 18 de março de 2013

V.GUIMARÃES 0 BENFICA - 4 -SOBERBO


Vantagem

Está feito. O Benfica não tremeu numa jornada decisiva, goleou em Guimarães, e aproveitou da melhor maneira o deslize do rival mais directo na luta pelo título. Esta época parece que não somos nós quem mais treme nas alturas decisivas.


O regresso do Garay no onze aumentou muito a minha confiança para o jogo. Com a motivação extra do empate no jogo da Madeira, era uma oportunidade que o Benfica não poderia desperdiçar. O Benfica entrou bem no jogo, mas a primeira parte até foi algo complicada, com o Guimarães a dar boa réplica durante os primeiros minutos de jogo, conseguindo responder às iniciativas do Benfica e mantendo em aberto a expectativa quanto ao resultado. Esta toada de algum equilíbrio manteve-se durante cerca de vinte minutos, mas entretanto viu-se o Jardel falhar um golo de forma algo clamorosa, quando cabeceou ao lado da baliza uma bola cruzada pelo Salvio, e esse lance deu o mote para um período melhor do Benfica. A superioridade do Benfica começou a evidenciar-se, ganhámos a luta do meio campo e tomámos conta do jogo. A proximidade à baliza do Guimarães tornou-se mais constante, e a consequência acabou por ser mesmo o golo do Benfica. Foi na marcação de um penálti, um lance que começou com o Gaitán a marcar rapidamente um livre e a isolar o Lima, que depois sofreu falta de um defesa quando já tinha ultrapassado o guarda-redes. Na altura da marcação o Cardozo, ao contrário do ponta-de-lança do nosso rival, não tremeu, enviou a bola para um lado e o guarda-redes para o outro, e deu-nos a merecida vantagem no marcador, com trinta e sete minutos decorridos. O golo pareceu afectar o Guimarães, o que nos permitiu mantermo-nos por cima no jogo até ao intervalo.


A superioridade do Benfica manteve-se na reentrada para a segunda parte, e ao fim de um quarto de hora essa superioridade ficou ainda mais definitivamente vincada, pois o Guimarães ficou reduzido a dez devido ao segundo amarelo mostrado ao Kanu, e o Benfica aumentou para dois a zero logo de seguida. Novamente o Gaitán no lance, a fazer o cruzamento da esquerda para uma finalização de classe do Garay, que fez o chapéu ao guarda-redes do Guimarães. Este golo atirou o Guimarães ao tapete, e com meia hora ainda para jogar, era previsível que o Benfica pudesse construir um resultado ainda mais dilatado, o que veio mesmo a acontecer. Apenas por uma vez o Guimarães chegou com perigo à nossa baliza, enquanto que da parte do Benfica os lances de perigo iam-se sucedendo, até que o terceiro golo aconteceu mesmo, aos oitenta e dois minutos, marcado pelo Salvio. O argentino já tinha estado perto do golo antes, e desta vez, isolado, ultrapassou o guarda-redes e marcou sem dificuldade. Para final de festa, o quarto golo na última jogada do encontro, pelo Rodrigo, que aproveitou uma defesa incompleta do guarda-redes do Guimarães após um cruzamento do Maxi.


Gostei de toda a equipa em geral. Mais uma vez pareceu mostrar uma boa condição física, não se notando consequências do jogo em Bordéus (houve quatro mudanças no onze inicial em relação a esse jogo). Tal como em França, gostei do jogo do Gaitán. Muito activo, esteve nas jogadas dos dois primeiros golos, e são muito boas notícias que ele tenha 'reaparecido' para a fase decisiva da época. O regresso do Garay à defesa foi também muito importante, e foi assinalado com um bom golo. Para mim é o melhor defesa a jogar em Portugal, e um jogador que eu espero sinceramente que consigamos manter no clube.

Só dependemos de nós próprios para ser campeões, e depois desta jornada já só há uma equipa que pode afirmar isso. Os quatro pontos de vantagem são uma barreira psicológica importante, porque retirou ao nosso adversário a possibilidade de se refugiar no conforto de saber que nos recebe em sua casa na penúltima jornada. Conforme escrevi no início, até agora nos momentos decisivos foram eles quem tremeu. Com esta pressão adicional, até pode ser que continuem a tremer. Nós só temos que continuar a trabalhar com a mesma concentração e humildade demonstradas até agora. A vantagem, neste momento, é toda nossa.

sexta-feira, 15 de março de 2013

BORDEAUX- 2 BENFICA - 3 - CLASSE

Classe

Parece que o Bordéus ia em dez vitórias consecutivas em casa, em jogos europeus. É natural; ainda não tinha jogado contra o Benfica. Com concentração, personalidade, empenho e pinceladas de classe, o Benfica conquistou a vitória em Bordéus, deu uma grande alegria à maré vermelha que o apoiou em França, e passou aos quartos-de-final com relativa tranquilidade - mas apesar da passagem na eliminatória nunca ter chegado a estar em causa, o jogo em si foi muito pouco tranquilo.


Até nem foram muitas as supostas poupanças neste jogo. Dada a ausência da dupla de centrais titular, a escolha recaiu, sem surpresa, no Jardel e no Roderick. É verdade que o André Almeida jogou no lugar do Maxi, mas tal como já tinha escrito na eliminatória com o Leverkusen, o André Almeida tem sido, na prática, o lateral direito titular na Liga Europa. Na frente de ataque jogou o Rodrigo, apoiado mais de perto pelo Gaitán, com muita liberdade de movimentos. O Bordéus entrou forte, conforme esperado, mas após alguns sobressaltos durante o primeiro quarto de hora, resolvidos pelo Artur, o Benfica conseguiu acalmar o jogo e começar a jogar o seu futebol. Com o Gaitán muito activo, inclusivamente a auxiliar na recuperação da bola, o Benfica começava a dar sinais positivos nas saídas rápidas para o ataque, e a criar situações perigosas também. Na melhor de todas colocou o Salvio isolado, mas o remate foi defendido pelo Carrasso. Só que o guarda-redes francês já não esteve tão bem à meia hora de jogo, quando numa saída disparatada a punhos num canto acabou por permitir ao Jardel um cabeceamento para a baliza vazia, que aumentou a vantagem do Benfica na eliminatória para um nível que parecia ser inalcançável para o Bordéus. Os franceses acusaram o golpe, e foi sem grande dificuldade que o Benfica geriu o jogo até ao intervalo.


Voltou o Bordéus para a segunda parte com nova alma, correndo muito e tentando obter algum golo que pudesse lançar uma ínfima esperança na discussão da eliminatória. O Benfica nunca passou por grandes apertos, é verdade, mas o jogo não foi propriamente o ideal para fazer grande gestão de esforço. É que o Bordéus, sem nunca ter estado sequer perto de poder evitar a eliminação, e mesmo em momentos em que tudo parecia estar mais do que decidido, numa demonstração de brio nunca virou a cara à luta e os seus jogadores correram até ao último segundo, disputando cada bola. Talvez tenha sido para defender o referido registo vitorioso na Europa, ou para responder às críticas do presidente, o que é certo é que isto obrigou também os nossos jogadores a correr bastante e a esforçarem-se para ganhar este jogo - a parte positiva é que se, supostamente, a equipa do Benfica está em défice físico, então eu não notei nada disso neste jogo. Durante a segunda parte, aliás, apesar do esforço dos jogadores do Bordéus, fiquei sempre com a sensação de que seria muito provável o Benfica voltar a marcar, pois o Bordéus ia descuidando cada vez mais a defesa e sujeitava-se aos nossos contra-ataques. Quando faltavam pouco mais de vinte minutos para o final o Benfica trocou de avançados, e entrou o Cardozo, que acabou por se revelar absolutamente decisivo. O Bordéus, de forma um pouco inesperada, conseguiu chegar ao golo do empate quando ainda faltavam quinze minutos para o final, num lance em que o Diabaté aproveitou um corte defeituoso do Jardel, mas nem teve tempo para festejar, porque no lance seguinte o Gaitán fez uma óptima assistência para o Cardozo, que com toda a calma evitou o defesa e sentou o guarda-redes, para depois voltar a colocar o Benfica em vantagem. A eliminatória estava mais do que resolvida, e o que me interessava agora era mesmo vencer o jogo. Mesmo a finalizar os noventa minutos parecia que não iríamos consegui-lo, porque o Jardel desta vez marcou na baliza errada quando tentava aliviar uma bola defendida pelo Artur para a frente, mas no período de descontos o Cardozo voltou a entrar em cena e aproveitou uma bola longa para, mais uma vez com classe, sentar o defesa e colocar a bola rasteira fora do alcance do guarda-redes.


Inevitavelmente o Cardozo é o homem do jogo. Jogou apenas vinte e cinco minutos, mas fez dois golos com finalizações de grande classe que nos garantiram a vitória. Gostei bastante do Gaitán, nosso capitão esta noite. Esteve muito activo durante todo o jogo, e ao contrário do que muitas vezes é habitual, trabalhou bastante no auxílio às tarefas defensivas. Fez ainda o passe para o nosso segundo golo - hoje a braçadeira assentou-lhe muito bem. O Matic foi enorme no meio campo, bem ajudado pelo Pérez. O Roderick cumpriu sem comprometer, e até acabou por ser o Jardel a ficar mais directamente ligado aos golos do adversário.

Com toda a naturalidade, estamos nos quartos-de-final da Liga Europa. Desde que o Jorge Jesus é treinador, esta fase das competições europeias tem sido o mínimo todas as épocas (quartos-de-final da Liga Europa em 2009/10, meias da mesma competição em 2010/11, quartos da Champions em 2011/12). O campeonato terá que continuar a ser a grande prioridade, mas depois de tantas presenças seguidas nestas fases, não custa muito ambicionar a chegar um pouco mais longe.

segunda-feira, 11 de março de 2013

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Arena Fonte Nova: Da demolição à construção em 2 minutos

A Arena Fonte Nova está pronta para receber os jogos da Copa das Confederações e Copa do Mundo do Brasil. O estádio antigo foi totalmente demolido e, no lugar, construída uma nova Arena, dentro das especificações exigidas pela Fifa.
Confira a seguir, um vídeo que mostra a demolição e construção em apenas 2 minutos.

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Paulo Machado e Leonardo jardim sagram-se campeões no Olympiacos
APÓS VITÓRIA POR 3-0 FRENTE AO AEK

O Olympiacos, do médio português Paulo Machado, assegurou este domingo a conquista do título de campeão grego de futebol, ao vencer em casa o AEK por 3-0, em jogo da 25.ª jornada do campeonato.


No dérbi de Atenas, Avram Papadopoulos, aos 14 e 56 minutos, e o argelino Djamel Abdoun, aos 62, marcaram os golos da formação comandada pelo espanhol Míchel, sucessor do português Leonardo Jardim, que foi despedido do cargo em janeiro quando a equipa ainda não tinha perdido para o campeonato.


Com o 21.º triunfo na competição, o Olympiacos, que só empatou três vezes e perdeu uma, soma 66 pontos, suficientes para assegurar matematicamente a conquista do 40.º título de campeão do seu historial, uma vez que Asteras Tripolis e PAOK, segundo e terceiro respetivamente, estão a 16 e 17 pontos. No jogo de hoje, Paulo Machado começou no banco e entrou ainda na primeira parte, aos 38, para o lugar do italiano Leandro Greco.


Noutros encontros da ronda, Nuno Coelho marcou o primeiro golo da goleada (4-0) do Aris Salónica na receção ao Levadiakos e Ricardo Dani alinhou durante os 90 minutos na derrota caseira do Xanthi frente ao Pas Giannina (1-0).
Leonardo Jardim celebrou a conquista do título grego, pelo Olympiacos, à distância. O clube de Atenas garantiu este domingo a conquista do campeonato, quando faltam cinco jornadas para o fim da liga, e o treinador acompanhou tudo desde Portugal. O título também tem muito dele, claro.

«O segredo do título passou por nos conseguirmos impor no início do campeonato. Apesar de o Olympiacos ter estado também envolvido numa competição importante como a Liga dos Campeões, que poderia provocar desgaste na equipa, acabou por não acontecer e fomos sempre mais fortes.»


Paulo Machado e Leonardo Jardim campeões na Grécia


Em declarações à Agência Lusa, o treindor lembrou que quando saiu a equipa «já tinha uma vantagem de dez pontos e com um jogo a menos». «Esta conquista era uma questão de tempo. Não foi mais cedo porque não conseguiram continuar invictos e esse era o grande objetivo do clube.»


Leonardo Jardim, recorde-se, comandou o campeão grego até janeiro e contou que acabar a liga sem derrotas passou a ser um objetivo do clube a meio da época. «Sentíamos que o título estava ganho e nenhum dos adversários pensava chegar perto do Olympiacos, quanto mais ultrapassar.»


O treinador garante assim o primeiro título de campeão nacional de uma primeira divisão, ele que já tinha sido campeão da II Divisão (Chaves) e II Liga (Beira Mar). Na hora de celebrar, diz que o título fica a dever-se «aos adeptos, aos jogadores e a todo o staff», no qual também se inclui.

BENFICA - 5 GIL VICENTE- 0 - PERFEITO


Perfeito

Marcar cedo, resolver o jogo, e depois baixar o ritmo e gerir o resultado é o tipo de gestão de esforço ideal, e o que mais me agrada. Foi o que o Benfica conseguiu fazer hoje, num jogo que fica sobretudo marcado pela eficácia da nossa equipa, e também por uma dose de alguma felicidade.


Apenas uma alteração no onze mais habitual do Benfica, onde o Jardel surgiu no lugar do Luisão. Depois de nos ter trocado as voltas na escolha de campo, o Gil Vicente até entrou bem no jogo, mas da parte do Benfica deu para ver desde o início pouca passividade e mais vontade de pressionar mais alto e jogar a um ritmo bem mais elevado do que aquele que empregámos nos últimos jogos. Foi do Gil Vicente o primeiro remate perigoso, que obrigou o Artur a uma defesa apertada, mas o Benfica chegou ao primeiro golo na resposta a este lance. Depois de um passe fantástico do Pérez a solicitar a entrada do Maxi pela direita, o cruzamento rasteiro do nosso capitão esta noite tabelou num adversário e acabou por trair o guarda-redes do Gil. Marcar cedo (o golo aconteceu aos onze minutos) era importante, mas desta vez não houve um imediato abrandamento da parte do Benfica. Pelo contrário, a seguir ao golo o Benfica continuou a marcar em intervalos de onze minutos, fez mais dois golos e praticamente arrumou de vez com a questão. Primeiro pelo Salvio, aos vinte e dois minutos, numa iniciativa individual em que furou pela direita e rematou de pé esquerdo para o poste mais distante, e depois pelo Melgarejo, aos trinta e três, numa finalização muito boa, em de um ângulo muito apertado conseguiu picar a bola sobre o guarda-redes e o carrinho feito pelo defesa. Com pouco mais de meia hora jogada, o Benfica tinha já resolvido o jogo com bastante tranquilidade e sem necessitar de grandes correrias.


Para a segunda parte, o Benfica veio naturalmente mais preocupado com a gestão de esforço, e baixou claramente a pressão, mantendo no entanto sempre a intenção de efectuar saídas rápidas para o ataque sempre que conseguia recuperar a bola. As coisas podiam ter ficado um pouco mais animadas logo nos primeiros minutos com um golo do Gil Vicente, mas a sorte bafejou-nos e o bonito remate colocado do Luís Martins levou a bola a embater na trave da baliza quando o Artur já nada podia fazer. Com o jogo a disputar-se num ritmo convenientemente lento, sempre que o Benfica metia um pouco mais de velocidade na saída para o ataque deixava antever que o resultado poderia avolumar-se. O Lima deixou uma primeira ameaça, num remate que passou perto, e depois marcou mesmo, numa finalização fácil após um centro do Ola John vindo da esquerda. O Gil Vicente até tinha entrado na segunda parte com empenho na procura de um golo que permitisse relançar um pouco o jogo, mas este quarto golo do Benfica pareceu matar-lhes de vez o ânimo, e ainda com vinte e cinco minutos por jogar até ao final a única dúvida que restava era saber se o Benfica ainda conseguiria marcar mais golos. Geriu-se mais algum esforço com a troca do Ola John e do Pérez pelo Aimar e o Gaitán, o Lima quase que marcou outra vez, o Cardozo falhou um golo que parecia quase certo, e foi mesmo para fechar da melhor forma que o Benfica fez o quinto. Foi numa jogada em que o Aimar rouba a bola a um adversário ainda no nosso meio campo, leva-a para a frente e solta-a no momento certo para a desmarcação do Salvio na direita, que depois centrou rasteiro para a finalização do Gaitán. Simples, bonito, e eficaz.


Matic e Garay dois dos melhores. Com o sérvio em campo o Benfica joga vários metros mais adiantada e consegue pressionar o adversário muito mais cedo. E depois tem ainda muita qualidade a distribuir jogo nas saídas para o ataque, ou até mesmo a organizar ele os ataques. O Garay esteve intransponível, como de costume. Gostei também do Pérez, para não variar. O Salvio e o Maxi estiveram bem no lado direito, e o Ola John, apesar de se ter escondido muito do jogo, saiu do campo com duas assistências feitas.

Foi uma vitória robusta, moralizadora, obtida de forma simples e aparentemente sem exigir demasiado esforço. O jogo perfeito, portanto.

domingo, 10 de março de 2013

A.VISEU - 3 BUSTELO - 0 - MUITO BEM


Ac.Viseu FC 3-0 SC Bustelo


O Académico de Viseu recebeu e venceu a formação do Bustelo por três bolas sem resposta, e aproveitou para se aproximar do líder Cinfães, que empatou no terreno do Coimbrões. A diferença pontual entre os candidatos, ambos do distrito de Viseu, é agora de três pontos, isto a duas jornadas de se encontrarem no Fontelo, num dérbi que será certamente escaldante.


O mister Filipe Moreira procedeu a uma alteração em relação ao jogo de Sousense. Sérgio Duarte foi a novidade no centro do terreno, no lugar do castigado Ibraima. De resto manteve a estrutura que tão bons resultados tem dado.
Assim alinharam: Nuno Ricardo; Calico, Pereira, Tiago e Campinho; Sérgio Duarte, Bruno; Luisinho, Zé Rui, Hélder e Horácio. Entraram ainda Kifuta, Patrick, que fez a sua estreia ao serviço do Ac.Viseu, e Ricardo, que regressou aos relvados após lesão.
O Académico entrou muito forte neste desafio, tendo 25/30min. de nível elevadíssimo. Deu intensidade ao jogo, e foi premiado com golos, ao contrário do que tem acontecido nos últimos 3 jogos, onde tem praticamente entrado a perder. Hoje a história foi diferente, e logo à passagem dos 10min. arrancada de Zé Rui no lado esquerdo do ataque academista, com cruzamento para a zona de finalização, onde Horácio com tempo e espaço, inaugurou o marcador para a formação academista. Os viseenses não tiraram o pé do acelerador, e mais um golo em tudo idêntico, mudando apenas de intervenientes. Hélder Rodrigues na esquerda a cruzar, e Zé Rui a finalizar uma jogada muito bonita da formação academista. 2-0 à passagem dos 20min. O 3º golo surgiu pouco tempo depois, e mais uma vez pelo lado esquerdo do ataque. Zé Rui que estava a jogar com uma intensidade fortíssima no corredor esquerdo, faz o cruzamento para Luisinho finalizar sem dificuldade. 3-0 ainda na 1ªmeia hora de jogo.
Na 2ªmetade, como era previsível, o Académico limitou-se e bem controlar o resultado, baixando o ritmo de jogo, prevenindo potenciais lesões com um campo demasiado pesado. O mister Filipe Moreira aproveitou ainda para estrear Patrick, e fazer regressar aos relvados Ricardo, após lesão. Digno de registo, apenas um remate com selo de golo do endiabrado Zé Rui, que a entrar seria um golo de levantar o estádio. Resultado justo.

Com esta vitória, e aproveitando o “deslize” do Cinfães, que empatou no difícil terreno do Coimbrões, a liderança está agora a 3 pontos de distância. Antes do dérbi que já ferve – dentro de 2 semanas no Fontelo – os viseenses deslocam-se a Touriz, enquanto o Cinfães receberá o lanterna vermelha - Tocha. Parabéns à equipa pela vitória; aos adeptos e claque que se deslocaram ao Fontelo com este tempo complicado! Força Académico!

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Coolest Sports Pix Of 2013 Week 09
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sexta-feira, 8 de março de 2013

BENFICA - 1 BORDEAUX - 0 -RESULTADO

Resultado

Num jogo de qualidade muito baixa, ao menos no final pudemos sorrir com o mais importante: o resultado, já que o Benfica, apresentando uma equipa com várias alterações, conseguiu vencer o Bordéus pela margem mínima, tendo ainda evitado sofrer golos, o que é sempre um factor a não menosprezar nas competições da UEFA.


Muitas poupanças mais uma vez, com o André Almeida (já quase que se pode considerar que é o lateral direito titular na UEFA), Roderick, Carlos Martins, Gaitán e Rodrigo no onze inicial, o que permitiu deixar descansar outros tantos jogadores. Sobre o jogo, não posso alongar-me muito, porque conforme referi no primeiro parágrafo, a qualidade foi muito má. Da parte das duas equipas. O Benfica jogou bem menos do que aquilo que sabemos ser capaz, e o Bordéus mostrou muito poucos argumentos. O resultado disso foi um jogo em que se calhar os dedos de uma mão chegam para contar as jogadas com princípio, meio e fim que conseguiram ser construídas pelas duas equipas. O futebol foi quase sempre aos repelões, jogado a um ritmo extremamente baixo, os passes disparatados foram de uma quantidade absurda, e as más decisões tomadas pelos jogadores uma constante. A opção pelo Roderick na posição à frente da defesa mostrou que não passa mesmo de uma opção de recurso, pois ele ocupa aquela zona do terreno, mas obviamente não consegue fazer a posição de forma minimamente semelhante ao Matic, pelo que a equipa perde bastantes metros no posicionamento em campo. Ganhou o Benfica o jogo porque, num momento de maior inspiração do Rodrigo, saiu um pontapé de fora da área que, com a colaboração entre a barra e as costas do guarda-redes, acabou por fazer a bola parar dentro da baliza francesa.


A segunda parte nem sequer foi mais do mesmo, porque conseguiu ser ainda mais mal jogada do que a primeira. Mesmo as alterações feitas na equipa, que lançaram o Lima, Pérez e Salvio no jogo, pouco ou nada conseguiram mudar. O Benfica teve talvez duas jogadas de perigo, uma que foi bem construída e que terminou num remate do Cardozo para defesa mais apertada do guarda-redes, e outra uma incursão do Melgarejo pela esquerda que depois foi mal finalizada, com algo que acabou por ficar a meio caminho entre o remate e o cruzamento para dois colegas que estavam mais bem colocados. Perto do final o Bordéus também dispôs de um lance de relativo perigo, em que o Artur foi obrigado a aplicar-se para defender o remate cruzado do jogador francês. A exibição do Benfica foi má - aliás, o jogo todo em si foi bastante mau - mas é sempre desagradável estar no estádio e ouvir a equipa a ser assobiada durante o jogo. E isto começou muito cedo, porque antes dos dez minutos já os assobiadores profissionais estavam no seu labor. Os jogadores claramente sentiram-no, mas também me desagradou a atitude do Luisão no final, que chamou imediatamente a equipa para sair do campo sem sequer agradecer aos adeptos, o que é algo que quase nunca vejo acontecer na Luz. Se é verdade que houve assobios, também houve muitos que apoiaram a equipa e certamente não mereciam isso.


Os mais certinhos da nossa equipa acabaram por ser os dois centrais, que mantiveram a serenidade e evitaram males maiores para a nossa equipa. De resto, a mediania foi geral, mas o Gaitán destacou-se pela negativa no capítulo do passe, porque não creio que alguma vez o tenha visto fazer tantos maus passes num jogo.

Repetindo-me: o mais importante foi o resultado. A vitória, ainda que pela margem mínima, sem sofrer golos deverá ser suficiente para nos permitir discutir a passagem aos quartos sem muitos sobressaltos, a não ser que no espaço de uma semana o Bordéus sofra uma transfiguração surpreendente e mostre algo que eu nunca vi durante este jogo (nem sequer no jogo contra o Dínamo Kiev, a que eu também assisti). A exibição do Benfica é naturalmente preocupante, porque esteve muito abaixo daquilo a que esta equipa nos habituou. Espero que no Domingo, contra o Gil Vicente, consigamos dar uma imagem mais positiva, que permita aos adeptos encarar esta fase decisiva da época com confiança acrescida - a maré vermelha também depende, e muito, disso.

segunda-feira, 4 de março de 2013

BEIRA - MAR - 0 BENFICA - 1 - Á RASCA



Obrigação

Cumpriu-se o objectivo e trouxemos os três pontos de casa do último classificado, três pontos esses que nos permitem agora estar isolados no primeiro lugar da classificação. Mas foi um jogo de muito mais sofrimento do que seria expectável, em que o Benfica decidiu abrandar demasiado cedo.


A entrada do Benfica no jogo foi entusiasmante. Num jogo em que a vitória oferecia a liderança isolada, entrámos em jogo a mostrar que o objectivo era para ser alcançado de forma decisiva e o mais depressa possível. Praticamente na primeira jogada de ataque o Lima dispôs de uma oportunidade flagrante de golo, mas atirou por cima. A superioridade do Benfica durante os primeiros minutos foi clara, e procurámos o golo com empenho, tendo o esforço sido recompensado ao fim de um quarto de hora, com um penálti convertido pelo Cardozo - a castigar uma mão do Hugo após cabeceamento do mesmo Cardozo. Em vantagem no marcador, o Benfica abrandou um pouco o ritmo, sem deixar no entanto de ter o jogo sob controlo. O problema é que na próxima quinta-feira temos um jogo para a Liga Europa. E talvez por isso, a partir da meia hora de jogo, a 'gestão' do jogo tornou-se quase ficar a ver o adversário jogar. Por mais que eu ouça dizer que não há poupanças no campeonato, porque este é o principal objectivo, acabo sempre com a sensação de que na cabeça dos jogadores os jogos europeus estão sempre presentes. O Benfica pouco ou nada produziu em termos atacantes até ao intervalo, enquanto que o Beira Mar cresceu no jogo e começou a ameaçar a baliza do Benfica.


Se o final da primeira parte já não tinha sido brilhante, a segunda parte foi ainda pior. O Benfica efectivamente decidiu que não queria assumir as despesas do jogo, encostou o Pérez ao lado do Matic, e remeteu-se ao seu meio campo, deixando que o Beira Mar tivesse mais bola para depois eventualmente explorar algum contra-ataque. Se olharmos para o resultado final, que foi a desejada vitória, poderemos considerar que a estratégia surtiu efeito. Mas as coisas podiam perfeitamente não ter acabado assim. O Beira Mar foi mais rematador e até dispôs de algumas situações em que poderia ter marcado, não o fazendo quase mais por falta de jeito dos seus jogadores do que por mérito dos nossos - embora o Artur tenha, já perto do final, negado o golo ao Beira Mar com uma defesa por instinto. No ataque, o Benfica teve duas oportunidades dignas desse nome para colocar um fim no nosso sofrimento, nos pés do Cardozo e do Lima, mas de resto pouco mais conseguiu produzir, fruto de passes falhados e perdas de bola em demasia para aquilo que lhe é habitual. O Beira Mar, esse, surpreendeu-me por me ter parecido que conseguiu correr mais neste jogo do que nas vinte jornadas anteriores. Deve ser a motivação extra de jogar contra o Benfica, ou o encorajamento da parte do antibenfiquista assumido que têm como novo treinador.


Não consigo mesmo destacar um jogador na nossa equipa. Acho que estive demasiado nervoso a ver o jogo e a certa altura parecia que todos eles me conseguiam irritar com o que faziam em campo.

A obrigação era vencer este jogo. Com maior ou menor dificuldade (neste caso, com muito maior do que esperaria) conseguimo-lo. Apesar do menor fulgor e do jogo menos conseguido, o importante são os três pontos, e estes também contam para nos ajudar a ser campeões. Estamos agora isolados no primeiro lugar, posição que espero não larguemos mais nas nove jornadas que restam.

SOUSENSE - 1 A.VISEU - 1 - ACREDITEM


II Divisão 22ª jornada: Sousense 1-1 Ac. Viseu

22ª jornada da II Divisão

Uma saída a um campo difícil, contra o Sousense que perdeu apenas 2 jogos dos 11 efetuados em casa. Um deles frente ao Cesarense e o outro contra o Cinfães, o nosso grande rival.
No Sousense o nosso ex-jogador Filipe Cândido começou no banco e não entrou.
Do nosso lado, tudo operacional excepto o Rodolfo Simões, que tem feito alguma falta.


Estádio 1º de Dezembro, 3 de março de 2013
22ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Albano Correia (Braga)

Sousense: Leo Pinheiro; Daniel, Salvador, Bruno Cunha e Vítor Hugo; Marcos, Paulinho e Paulo Freixo (Telmo, 75); José Augusto (c), Chico (David, 80) e Ângelo. Treinador: Paulo Meneses.

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Calico (c), Thiago Pereira, Tiago Gonçalves e Campinho; Ibraima, Bruno Loureiro, Zé Rui (Marco Almeida, int) e Luisinho (Sérgio Duarte, 26); Hélder Rodrigues e Horácio (Kifuta, 62). Treinador: Filipe Moreira.

Expulsão: Ibraima 20

Golos: Ângelo 13 (1-0), Calico 45+1 (1-1)


Na 1ª parte o Académico entrou bem no jogo. Os primeiros 10 minutos foram de pressão nossa, alguns cantos, a ganhar as bolas no meio campo e a tentar criar perigo à frente, que rondou em 2 lances por Horácio e Luisinho.
Aos 14 minutos, na 1ª jogada ofensiva do Sousense, há um cruzamento da esquerda, para o 2º poste. Aparece Ângelo, melhor marcador da equipa, a cabecear, a bola parece bater em Tiago e anicha-se junto ao poste no chão. Nuno Ricardo pareceu traído pelo toque em Tiago. Golo do Sousense.
O 1-0 desmoralizou um pouco a equipa que pareceu desoraganizar-se um pouco.
Mas também se começou a notar que o árbitro estava a começar a proteger a equipa do Sousense, porque em alguns contra ataques nossos ou jogadas de ataque, travadas sistematicamente pelos jogadores da casa, nunca saiu um amarelo. Faltas, faltas e mais faltas.. nada de agressivas mas pela insistência mereciam amarelo. E sem nada prever nem se perceber, o árbitro expulsa Ibraima! 30 minutos de jogo, a perder 1-0 e com menos um.. adivinhava-se uma tarde difícil.

O treinador Filipe Moreira quer recompôr o meio campo e tira Luisinho para entrada de Sérgio Duarte que se posicionou no lugar do Ibraima. A equipa tentou "levantar-se" do golo e da expulsão, mas nao estava a conseguir. Até que uma das tais muitas faltas, após deitarem abaixo o Horácio, resultou num livre. Aos 45 minutos, mesmo ao cair da 1ª parte, aparece Calico a responder ao livre de cabeça e a pentear a bola , que bateu na trave e Goooooooooolo Académico!! Foi a festa da equipa e dos adeptos.
Logo de seguida, o intervalo. O golo veio em boa altura para acalmar e dar confiança. Aproveito o intervalo para falar dos adeptos academistas. Não ouvi uma palavra de desconfiança ou de falta de apoio. É pena não termos a claque e o cântico do "Académico, Académico", mas pelo menos não temos malta a rogar pragas e a insultar jogadores como já se assistiu noutros campos.
Em termos de número, ainda estavam cerca de 30 adeptos.

Para a 2ª parte, mais uma alteração. Saiu Zé Rui (tentou algumas vezes iniciar ataques, mas era muitas vezes desarmado) e entrou Marco Almeida.
Com esta alteração, o Marco passou a jogar no meio campo, mas do lado esquerdo. Algo a que não estará habituado e que nao estava a ser o mais eficaz. Então passado uns minutos, o treinador trocou a posição do Marco com o Calico e aí Marco Almeida ficou como "peixe na água".  Calico, o "todo o terreno".

A equipa organizou-se forma diferente e começou a ganhar mais bolas na frente, com o alto e possante Horácio e o irrequieto Hélder a darem muito trabalho aos defensores do Sousense.
O Académico dominava mais o meio campo e mostrava força e querer ganhar.
Entretanto num período de 15 minutos tivemos 3 perdidas. Sérgio após centro da esquerda encostou por cima da barra, Hélder faz de costas um chapéu ao Guarda Redes e um defesa tira praticamente em cima da linha, e ainda Tiago Gonçalves após um canto cabeceia por cima.
O mister Filipe volta a mexer, tira Horácio e poe Kifuta em campo. O possante avançado entrou bem e o perigo rondou também a baliza do Sousense, por Hélder mais uma vez , por Kifuta e também numa boa jogada de Bruno Loureiro que após fintar 3 ou 4 jogadores remata à entrada da área e a bola sai pouco por cima.
O Sousense teve também 2 ocasiões e criou algum perigo na 2ª parte, mas apenas até aos 30 minutos.  Iam aproveitando um jogo que estava mais "partido" e foram criando perigo nas alas.
A partir dos 30 minutos, quebraram um pouco e optaram por defender mais. É uma equipa que pressiona bem, dá poucos espaços.

3 minutos apenas de descontos, em que já pouco se fez. Para todas a paragens do jogo e substituições, 3 minutos pareceram pouco.
Nos ultimos minutos, Hélder continuava endiabrado a "dar cabo" dos centrais do Sousense, mas nao se conseguiu criar mais nenhuma oportunidade.
O fim do jogo chegou e com o empate ficámos agora a 5 pontos do Cinfães. No entanto, temos 8 finais pela frente, das quais 5 em casa, sendo um dele frente ao Cinfães.

Próxima jornada recebemos o Bustelo, penúltimo classificado enquanto o Cinfães visita o dificil Coimbrões.

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