segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A.VISEU -1 S.J.VER -1 - BOLAS PARADAS


Ac. Viseu FC 1 - 1 SC S. João Ver

As malditas das bolas paradas...



Estádio do Fontelo, 6 de Janeiro de 2013
14ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Carlos Dias (Porto)

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Marco Almeida (Tiago Gonçalves, 65), Calico, Campinho e Rodolfo Simões; Ibraima, Bruno Loureiro e Johnny (Kifuta, 66); Luisinho, Zé Rui (Mauro Antunes, 81) e Hélder Rodrigues. Treinador: Joaquim Rodrigues

SJ Ver: Nuno Oliveira; Márcio, Xavier, João Pedro (Quim Zé, 82) e Vítor Hugo; Rui Silva, Cancela e Rui Lopes; Rúben Gomes (Maia, 75), Machadinho (Amílcar, 15) e Ricardo Barros. Treinador: Jorge Lima.

Golo: Hélder Rodrigues 48 (1-0), Vítor Hugo 68 (1-1)

A equipa viseense entrou em campo de forma autoritária e dominante, mas com alguns elementos da equipa algo desconcentrados, que trouxe como consequência alguns passes mal executados. Com o decorrer do tempo os passes melhoraram e a qualidade de jogo academista acabou por colocar a defesa contrária em sentido, sem contudo criar grandes situações de golo.

A equipa de S. João de Ver, demonstrou ter a lição muito bem estudada, e só os mais desatentos terão ficado impressionados com a sua forma de jogar. Recordamos que a equipa de S.J.Ver tinha apenas menos 1 ponto que a equipa academista, e curiosamente tem mais pontos realizados fora do que em casa.

O académico a meio da primeira parte consegue finalmente assentar o seu jogo, ganha a batalha a meio campo, e começa a construir algumas jogadas de perigo, estando nesta altura em evidencia, Ibraima e Johny, contudo o ultimo passe, ou o cruzamento saiam sempre mal. Nesta altura faltava a magia de Helder, Luisinho e Zé Rui.

Curiosamente é por intermédio de Hélder Rodrigues, que numa das raras vezes que consegue deixar os seus adversários para trás, entra na área na zona frontal, e quando só tinha o guarda redes adversário pela frente remata ao lado, perdendo a melhor oportunidade da primeira parte do desafio.

Chegava o intervalo com o nulo no resultado a castigar a ineficácia dos homens mais adiantados do académico.

Na segunda parte, finalmente o académico vem decidido a pegar no jogo, e com os homens mais adiantados mais acertivos.
Foi sem grande surpresa que o académico se adiantou no marcador, cruzamento da esquerda do ataque, a bola sobra para Hélder, que na linha de grande área, chuta com a bola a bater num defesa contrário e a entrar na baliza adversária. Finalmente respirava-se de alivio no Fontelo.

O académico fazia por merecer a vantagem, e a equipa de S. J. de Ver nesta altura não criava qualquer jogada de perigo, espreitando sempre que podia um tímido contra ataque.

Foi nesta altura que se temeu o pior... a equipa adversária conquista alguns pontapés de canto, e pairava no Fontelo o receio causado por uma das grandes lacunas desta equipa... as bolas paradas.

Num desses pontapés de canto, a bola cai enrolada no centro da grande área, um molhe de jogadores sobre a bola, o árbitro apita, temeu-se o pior naqueles 2 segundos, mas afinal o árbitro apitava falta atacante.

Poucos minutos depois novo pontapé de canto, a bola é desviada no centro da área academista para o segundo poste onde aparece um adversário a empurrar a bola para as redes academistas.

Um filme já visto tantas vezes esta época.. e o Fontelo gelou e ficou incrédulo. O S. J. de Ver não tinha criado uma única oportunidade de golo, e tinha acabado de empatar o jogo.  

Como um mal ás vezes não vem só, poucos minutos depois do golo forasteiro, acontece a lesão de Marco Almeida, que até estava a ajudar a empurrar o adversário para trás com as suas idas á linha e excelentes cruzamentos para a área.

Filipe Moreira, que percorreu as bancadas do Fontelo á procura da melhor forma de comunicar com os jogadores, decide nesta altura tirar Marco e Johny, e lança em campo Kifuta e Tiago.

Começa nesta altura o duelo da tarde entre Kifuta e o guarda redes adversário. Foram mais de uma mão cheia de grandes defesas a tirar o golo da cabeça, ou dos pés de Kifuta, alguma delas mesmo em cima da linha de golo.

A história da segunda parte resume-se a um jogo de sentido unico, 4 ou 5 oportunidades flagrantes de golo para o académico, o anti-jogo natural da equipa adversária a seguir ao golo do empate, e mais uma vez a ineficácia da defensiva academista a afastar as bolas da sua área.
Foram nitidamente dois pontos perdidos pela única equipa que fez por ganhar o jogo, e fica mais uma vez bem identificado os grandes problemas da equipa academista, a falta de um finalizador nato, e a necessidade de acabar com as "tremideiras" no setor defensivo academista.

Força Académico, nós acreditamos!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

BENFICA - 6 AVES - 0 -SEM HISTÓRIA


Fácil

Noite tranquila para o Benfica, que carimbou a passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal com uma goleada num jogo que cedo soube tornar muito fácil.


Nem vale a pena estar a escrever muito sobre um jogo cuja história praticamente se resume à meia dúzia de golos que o Benfica marcou. Com meia equipa titular de fora, não foi por isso que a equipa se ressentiu, e os jogadores que alinharam tiveram vontade de mostrar serviço. Mesmo sem impor um ritmo elevado ao jogo, o Benfica marcou logo aos cinco minutos, praticamente na primeira oportunidade de que dispôs, com o Rodrigo a aproveitar a assistência do Gaitán (grande passe do Cardozo a desmarcá-lo) para finalizar de forma muito fácil à boca da baliza. A defesa em linha do Aves foi muito pouco eficaz, as marcações quase não existiram, e os nossos jogadores aproveitavam para surgir diversas vezes soltos nas costas da defesa. Com pouco mais de meia hora de jogo decorrido já o Benfica tinha a questão mais do que resolvida, com quatro golos marcados sem resposta, depois do Cardozo ter feito um hat trick (dos verdadeiros) no espaço de catorze minutos - começou aos dezoito e acabou aos trinta e dois. Primeiro aproveitou um mau atraso de um adversário para contornar o guarda-redes e marcar, e depois cabeceou de forma certeira dois cruzamentos do Rodrigo. E se calhar o resultado ao intervalo até poderia ser mais dilatado, mas entre algum excesso de confiança, alguns foras-de-jogo mal tirados e até o que me pareceu um penálti claro sobre o Gaitán que ficou por marcar, nada se alterou.


A segunda parte trouxe a experiência (forçada) do Matic a central, dada a lesão do Jardel, mas nada de diferente no jogo. O Benfica nem sequer forçou muito, foi simplesmente jogando, sabendo que mais um ou outro golo acabaria por aparecer. O Aves continuava a defender mal - com uns dez ou quinze segundo decorridos já o guarda-redes tinha oferecido a bola ao Rodrigo, e o lance só não resultou em golo porque nem ele, nem o Nolito quiseram rematar - e o resultado acabou por ser ampliado num bom lance individual do Rodrigo, que sobre o lado direito tirou um adversário do caminho e rematou cruzado para o poste mais distante. Depois disto o Aves criou finalmente algum perigo num curto espaço de tempo, primeiro num remate que não passou longe da barra, e depois num cabeceamento que obrigou o Artur à defesa da noite. O nosso sexto golo chegou da marca de penálti, quando à terceira falta dentro da área (antes já tinha havido outra sobre o Nolito) o sportinguista Hugo Miguel lá se decidiu a apitar - deve ter sido esse o nosso erro o ano passado em Coimbra: só houve dois lances para penálti. Pareceu-me que o Lima, que tinha sofrido a falta, iria deixar o Nolito marcar, mas o Jorge Jesus mandou que fosse mesmo o Lima, e este não falhou. Ainda faltavam dezoito minutos para o final, mas o marcador não voltou mais a funcionar.


Os destaques maiores da equipa vão para a dupla de avançados: o Cardozo fez três golos e teve participação decisiva noutro, e o Rodrigo marcou dois e deu outros dois a marcar ao parceiro de ataque.

Demos mais um passo na direcção do Jamor, onde já não vamos há demasiado tempo. Espera-nos agora um adversário complicado nos quartos-de-final, que em casa defende o troféu conquistado a época passada. Mas se o campeonato é o principal objectivo, a Taça deverá ser o que se lhe segue. Teremos apenas que jogar o nosso futebol e provar que o empate com o Xistra no jogo para a Liga naquele estádio não foi mais do que um acidente de percurso.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

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TAÇA DA LIGA -MEDIOCRE




Medíocre

Considerando aquilo que vi durante os noventa minutos, o empate com o último classificado da Liga acaba por ser um mal menor, e um resultado até algo lisonjeiro para o Benfica. A exibição foi medíocre - das piores que vi esta época - parecendo por vezes que os jogadores deviam pensar que ainda estavam de férias.


Nem sequer se pode utilizar a justificação de se ter apresentado uma equipa pouco rotinada: o onze titular foi praticamente o habitual, com apenas três ausências: Artur, Luisão e Maxi (jogaram o Paulo Lopes, Jardel e André Almeida). Pouco de positivo há a dizer sobre o jogo: foi um daqueles em que ao fim de uns dez minutos já dava para ficar com a sensação de que as coisas iriam correr mal. Pouca inspiração no ataque, com os jogadores a tentar com demasiada frequência fazer as coisas sozinhos, e acima de tudo muito pouca agressividade na luta pela recuperação da bola e lentidão a recuar no terreno, o que permitia ao Moreirense contra-atacar com perigo sempre que perdíamos a bola no ataque. Na frente de ataque contámos com uma dupla em acérrima competição para ver quem estava mais desinspirado, e acabou por ser necessário ir a penáltis para desempatarem. Parecia que a equipa estava mais uma vez à espera de dar avanço ao adversário para depois recuperar, e o golo do Moreirense acabou por surgir perto do intervalo. O seu autor foi o suspeito mais provável - Ghilas. Já tinha falhado incrivelmente um cabeceamento na cara do Paulo Lopes, e desta vez, isolado (depois de mais uma perda de bola displicente numa saída nossa para o ataque) não perdoou.


Mas a reacção do Benfica ao golo não foi a melhor. É certo que os jogadores pareceram esforçar-se um pouco mais, mas continuaram a jogar bastante mal. Apesar de ter sido forçado a recuar no terreno, o Moreirense nem sequer pareceu ter grande dificuldade em ir sustendo as investidas do Benfica, que na maior parte dos casos nem chegavam a causar perigo. A grande excepção deu-se quando o Benfica beneficiou de um penálti, após um derrube ao Lima, que tinha sido isolado nas costas da defesa por um bom passe do Matic. Mas dando sequência à exibição desastrada que vinha fazendo, o próprio Lima viu o guarda-redes defender o seu remate. À medida que o tempo foi decorrendo o Benfica foi jogando de forma cada vez mais atabalhoada, enquanto que iam entrando avançados em jogo. Já em período de descontos, e numa altura em que até o Kardec já estava em campo, novo penálti a nosso favor, após uma placagem ao Cardozo. Desta vez foi o Cardozo a encarregar-se da marcação, e a exemplo do que tem feito ultimamente, marcou com muita calma, enviando a bola para um lado e o guarda-redes para o outro.

O resultado acaba por permitir ao Benfica manter-se na frente do grupo, dependendo apenas de si mesmo para conseguir o apuramento para as meias-finais. Isto é uma das duas coisas positivas do jogo de hoje. A outra foi o facto de um jogo disputado às quatro da tarde, mesmo que para a Taça da Liga, ter resultado numa casa cheia como raramente se vê. Pena é que este público tenha sido presenteado com uma exibição tão desinspirada.

SP. ESPINHO - 2 A.VISEU - 2 - FOI PENA



Sp. Espinho 2-2 Ac. Viseu FC

Estádio Comendador Manuel Violas, 29 de dezembro de 2012
13ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Sp. Espinho: Rafael Grácio; Fábio Ferreira, Ricardo Correia, Miguel Vieira, Caetano e Machado (Hugo Silva , 46m); Fábio Vieira, Valença, Pedro Couto (João Dias, 82m), Capela e Peixe (Jonatas, 56m)

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Marco Almeida (Kifuta, 55m), Calico, Campinho, Tiago Gonçalves e Rodolfo Simões; Ibraima, Bruno Loureiro, Mauro Antunes (Johnny, 60m); Hélder Rodrigues, Zé Rui (Luisinho, 65)
Treinador: Filipe Moreira (na ausência do mister por castigo, ficou o adjunto Joaquim Rodrigues como principal)


Para os menos pacientes, deixo já um resumo muito resumido, daquilo que aconteceu , hoje, no “escombros” do Estádio da Cidade de Espinho: Resultado justo, excelente arbitragem.
Para os mais pacientes, vou tentar detalhar um pouco mais o que realmente aconteceu, hoje, no completamente degradado estádio do SC Espinho (como foi possível, chegar a este nível de degradação!), em que o menos mau era o relvado, que apesar de não ser bom, permitiu que se jogasse futebol, isto porque o tempo também ajudou e praticamente não choveu!
Jornada 13 (poderia ter sido de azar, mas acabou por trazer, alguma merecida sorte!).
Início do jogo, cerca de um minuto antes da hora, perante pouco público, nas bancadas, com a equipa do Espinho a apresentar-se de azul, algo que eu nunca tinha visto, mas como o Académico jogava de preto, obviamente não poderiam jogar com o seu equipamento tradicional, ainda assim estranhei a cor das camisolas do Espinho.
O Académico depois da vitória, no último jogo, apesar da exibição menos conseguida, procedeu a diversas alterações em termos de tática e em termos de jogadores, tendo surgido com Nuno, na Baliza, 3 centrais (Calico, Campinho e a Tiago), a grande novidade tática, Marco Almeida e Rodolfo, a completar a defesa. Daí para diante Ibraima, Bruno Loureiro, Zé Rui, Mauro (outra novidade) e Hélder Rodrigues.
Começou bem o Académico, ao contrário do que sucedera na Tocha, assumindo desde logo o controlo do jogo, a posse de bola, pressionando no meio campo adversário. Foi construindo algumas jogadas com algum perigo, ainda assim sem criar claras oportunidades de golo. O Espinho trocava bem a bola, ocupava muito bem todos os espaços e denotava ser um equipa defensivamente bastante eficaz, embora ofensivamente, parecesse algo débil. A tónica da primeira parte foi, portanto, o equilíbrio, com maior posse de bola por parte do Académico, sem que houvesse grandes ocasiões de golo, pelo que o 0-0 ao intervalo, ajustava-se ao que se tinha passado em campo. A estratégia do Académico parecia ser esperar pelo desenrolar do jogo e mais tarde dar um safanão de modo a poder ganhar o jogo, e tudo parecia correr de feição, mas logo imediatamente após o intervalo, num livre batido sobre a meia direita do ataque do Espinho, a bola é colocada milimetricamente na cabeça do avançado do Espinho, que sem que algum dos 3 centrais o tenha importunado consegue fazer golo. Caía por terra, a estratégia do Académico, pois no primeiro lance de perigo o Espinho faz golo, e tratando-se de uma equipa que em casa (e mesmo fora) sofre muito poucos golos, temeu-se o pior, e com razão, pois o Académico acusou demasiado o golo, e os passes começaram a não sair bem, Muitas perdas de bola, no meio campo, pouca qualidade no passe e as dificuldades acentuavam-se, pois a equipa estava a perder e não conseguia dar um safanão. Sai Marco Almeida e entra Kifuta, ou seja Filipe Moreira, a perder tira um homem da defesa e coloca um avançado, mas poucos minutos volvidos, quando Johnny se preparava para entrar, o Espinho na marcação de um canto faz o 2-0, ou seja, uma vez mais 3 centrais e novamente um golo sofrido. Temeu-se que seria o fim, pois a perder 2-0, fora de casa, num campeonato, em que ainda tínhamos marcado um único golo fora, tudo levava a crer que o fim de ano ia ser pouco festivo, mas e o futebol tem sempre um mas, por isso é o desporto-rei, Johnny entra e depois Luizinho, também e numa primeira fase, é o Espinho que continua dono e senhor do jogo, e Acaba por criar mais 2 grandes oportunidades de golo, qualquer delas teria, aí sim, terminado com o jogo, mas há que dizê-lo, o Académico também dispôs de 2 situações, antes dessas 2 do Espinho em que poderia ter chegado ao golo.
O Académico tem melhor plantel que o Espinho, e isso acabou por ser determinante, pois com as alterações produzidas, o Académico passou a acercar com imenso perigo da Baliza do Espinho, foi criando boas jogadas com Johnny, na posição de construção, a dar outro perfume ao futebol do Académico, e a fazer uma exibição a fazer lembrar o último jogo que disputou no Fontelo com a camisola do Sampedrense, onde todos encantou. Hoje, Johnny foi determinante na produção Academista naqueles 10 minutos finais, onde o Espinho, também há que dizê-lo rebentou fisicamente, e o Académico denotando excelente preparação física (parabéns a Filipe Moreira e Joaquim Rodrigues) acreditou sempre e primeiro por Luisinho e finalmente por Kifuta a fazer o 1-2, já nos 5 minutos finais, embora ainda faltasse, também o tempo de descontos, dando uma nova esperança aos adeptos do Académico presentes nas bancadas.
O Espinho recuava, recuava, o Académico acelerava, pressionava, pressionava, e já em tempo de compensação, apenas 3 minutos, e aqui sim, o único erro do árbitro, pois na 2ª parte houve 6 substituições, 3 golos até essa altura, em que há sempre paragem para festejos, para lá de diversas perdas de tempo, pelo que 5 minutos seria, em meu entender, o tempo de descontos adequado e não apenas 3 minutos, mas hoje, o Académico havia de ter a sorte que faltou noutras ocasiões, neste e noutro jogos, e no 2º dos 3 minutos de desconto, Campinho chuta com força e faz o golo do empate, que dadas as circunstâncias, foi como se fosse o golo da vitória. O jogo ainda não tinha acabado, a equipa do Espinho estava completamente atordoada, o Académico atacava, criava perigo e Luísinho quase consegue o golo da vitória, e tivessem sido dados os 5 minutos de descontos, ou seja com mais 2 minutos, o Académico poderia ainda conseguir chegar à vitória pois estava completamente por cima, no jogo, a praticar um futebol vistoso e a mostrar que quando a pressão desaparece, a equipa joga bem, cria situações de golo, concretiza essas mesmas situações e dá realmente gosto ver a equipa jogar.
Lições a tirar desde jogo, a estratégia dos 3 centrais, não me pareceu resultar como Filipe Moreira pretendia, e já diversos treinadores tentaram soluções parecidas, em várias equipas, e raramente a solução surtiu o efeito desejado. Ou é uma solução que está muito, muito rotinada, ou então as hipóteses de não resultar são, em meu entender, mais dos que as de correr bem, pois se forem 2 no centro da defesa, um está dum lado, o outro está do outro lado e é fácil saber quem vai onde. Sendo 3 fica muito mais difícil, saber quem vai a quem, quem marca o quê, quem faz o quê!
A ausência de avançado centro puro, no início do jogo, também não me pareceu que tenho tido o efeito desejado.
E perdoem-me todos os restantes jogadores, mas como adepto e é nessa condição que escrevo, nada mais, tenho que dizer-vos, que acho que Johnny deveria entrar em campo desde logo, pois o seu toque de bola, não engana, e com ele na zona de construção, o Académico poderá criar mais jogadas de ataque com maior perigo, isto é aquilo que penso, mas um plantel é feito não de onze, mas de 20 a 25 jogadores e cabe ao treinador, e apenas a ele, a difícil tarefa de escolher os 11 iniciais, e todos os outros. O que é de realçar é o espírito de entrega de todos os jogadores do Académico, os que jogaram de inicio e os que entraram, bem como o companheirismo de todos os que hoje não jogaram, mas que têm um papel importantíssimo no grupo, estando sempre disponíveis para, a todo o momento, darem o seu contributo para o interesse maior que é o de AJUDAR o Académico. Os jogadores foram capazes de responder sempre, com as forças que já não abundavam para reagir a tanta adversidade e acreditar que era possível conseguir um resultado que permitisse uma passagem par ao novo ano mais alegre para todos os Academistas, conseguiram-na e por isso, estão de Parabéns!

A união e espirito de grupo são decisivos para sermos uma equipa vencedora, e se todos assim o entenderem, com a qualidade que temos, vamos conseguir bons jogos e boas vitórias.
Há, contudo, que libertar a pressão que parece existir em cima dos ombros dos jogadores do Académico. Todos nós sabemos o que aquela camisola pesa, mas Sócios e Adeptos só têm de apoiar, sem pressão excessiva ao jogadores e treinadores, e estes têm de entrar em campo, com serenidade, fazendo bem o seu trabalho, não temendo nenhum adversário, impondo desde cedo, o seu jogo, como hoje aconteceu, mas sem estar sempre preocupado com o que pode ou não acontecer. Os jogadores devem assumir sem problemas a bola, o passe, e não devem ter medo de falhar, pois a qualidade está lá, por isso, com serenidade, ela vem ao de cima e a constância das boas exibições será maior ao longo de todo o jogo.
Hoje, o Académico, acabou por obter um resultado merecido, quando já poucos acreditavam, acabando por ter a sorte do jogo, pois faz o empate, já nos descontos, mas com mais 2 ou 3 minutos, poderia mesmo ganhar o jogo, e isto não sou apenas eu que digo, mais foi dito pelos próprios adeptos do Sporting de Espinho.
Finalmente, acabou a malapata de não marcar fora de casa, que parecia mais uma vez condicionar-nos, pois apesar das várias ocasiões de golo, a bola teimava em não entrar, mas nos minutos finais entrou por 2 vezes, e mais vezes poderia ter entrado. Ou seja, daqui em diante, vamos acreditar que podemos marcar 2 pu 3 golos e com isso ganhar o jogo, sem estar à espera do zero-zero, ver o que dá e depois tentar ganhar apenas por 1. Não foi isso que aconteceu, hoje, é verdade, mas deu a sensação que enquanto estava zero-zero, era esperar para ver o que acontece, e normalmente não acontece boa coisa, como sabemos ao longo dos muitos jogos que o Académico já realizou fora do Fontelo.
Tudo muito resumido, temos qualidade, vamos jogar sem medo, temos muitas e variadas soluções, vamos colocar, era assim que faria, um esquema clássico, de apenas 2 centrais, 2 pontas de lança e impor a qualidade do nosso planter e a nossa superioridade física que me parece evidente.
Estamos nos primeiros lugares, dentro da discussão, por isso há que continuar a trabalhar para ir subindo, subindo na tabela.

Arbitragem excelente, em termos técnicos e disciplinares, com o senão de dar apenas 3 minutos de compensação, quando se justificava, em meu entender, pelas razões já anteriormente apontadas, 5 minutos.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

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TOCHA - 0 A.VISEU - 1 - IMPORTANTE


UD Tocha 0-1 Ac. Viseu FC

Complexo Desportivo da Tocha, 22 de dezembro de 2012
12ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: António Costa (Aveiro)

Tocha: Marcos; Curto, Nicolas, Fernando e Rôla (Miguel Cá, int); Ricardo (Russo, 80), Marco  e Gonçalo; Michael, Hugo Seixas (Eric, 60) e André Grou. Treinador: Cláudio Nuno.

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Marco Almeida, Calico, Campinho e Rodolfo Simões; Ibraima, Bruno Loureiro e Luisinho (David Nunez, 39); Hélder Rodrigues (Tiago Gonçalves, 70), Zé Rui e Kifuta (Johnny). Treinador: Filipe Moreira.

Expulsão: Marco 80

Golo: Bruno Loureiro 61 (0-1)

O Académico de Viseu esteve 511 minutos sem marcar qualquer golo fora de casa, mas hoje ao minuto 61, Bruno Loureiro, do meio da rua, acabou com a "maldição". Um golo e três importantes pontos para o nosso clube, num jogo em que o Académico foi muito superior ao seu opositor. Parabéns equipa!

OLHANENSE - 1 BENFICA - 2 - REVIRAVOLTA


Reviravolta

Quase que já começa a parecer de propósito: pelo terceiro jogo consecutivo o adversário chega à vantagem, e depois o Benfica acelera o jogo e faz a reviravolta no marcador, conquistando a vitória.


Muitas alterações no onze, como era esperado. Em relação ao jogo com o Marítimo, apenas o Jardel e o André Gomes mantiveram a titularidade. Mesmo assim, o onze apresentado pelo Benfica tinha qualidade mais do que suficiente para esperarmos uma vitória em Olhão, num campo onde não temos sido felizes nas últimas época - isto, combinado com o facto do jogo ser transmitido pela TVI (um ódio pessoal) deixava-me com um mau pressentimento. Os jogadores do Benfica também devem ter achado que a sua qualidade acabaria por resolver o assunto mais cedo ou mais tarde, e talvez por isso, depois de uns primeiros minutos relativamente agradáveis, tenham relaxado um pouco. O jogo foi bastante disputado, mas relativamente mal jogado, com a qualidade do futebol de ambas as equipas a deixar muito a desejar. O Benfica errou demasiados passes, e durante uma boa parte do primeiro tempo insistiu num futebol mais directo, em vez de tentar construir as jogadas de forma mais elaborada - isto apesar de hoje termos iniciado o jogo com um meio campo formado por três jogadores, com o Gaitán a actuar no centro, à frente do Enzo e do André Gomes. As ocasiões de golo foram naturalmente muito poucas, já que se rematou muito pouco devido ao facto das equipas estragarem a maior parte das jogadas ainda antes da bola chegar a posições mais próximas das balizas.


A segunda parte começou praticamente com o golo do Olhanense, que aproveitou uma saída da baliza do Paulo Lopes para desarmar um adversário que se isolava e não conseguiu aliviar a bola com força suficiente, permitindo a recuperação da mesma a um adversário, que se limitou a rematar de muito longe para a baliza deserta. Despertou o Benfica, que se terá decidido então a colocar mais velocidade no jogo. Para o jogo foram lançados o Salvio e o Lima, que substituíram o André Gomes e o Bruno César (que teve uma actuação apagadíssima), que também trouxeram maior movimentação ao ataque. O Benfica passou a jogar quase exclusivamente no meio campo adversário e a ter a bola quase sempre em seu poder, mas continuámos a falhar muito no passe final ou no momento da decisão - houve situações em que um jogador nosso tinha oportunidade para rematar e optava por fazer mais um passe, que saía quase sempre mal, ou em que jogadores completamente soltos junto à linha final acabavam por centrar a bola para zonas onde não havia nenhum colega. O golo do empate surgiu a vinte minutos do final, numa bola parada em que o Jardel acreditou e foi captar sobre a linha final, tocando-a para trás de forma a permitir o remate vitorioso do Rodrigo (foi uma das poucas contribuições positivas que fez no jogo). Obtido o empate, o Benfica foi à procura do golo da vitória, mas à medida que o jogo se aproximou do final fomos perdendo alguma clarividência e o nosso jogo ressentiu-se disso, aproveitando o Olhanense para respirar um pouco e responder também aos ataques do Benfica. A dois minutos do final, e numa altura em que já pouco acreditava que tal sucedesse, o Ricardo e um defesa do Olhanense atrapalharam-se com um remate cruzado do Salvio, e a bola acabou por sobrar para o Lima à boca da baliza, que se limitou a empurrá-la para o fundo da mesma.


Não consigo mesmo dar um grande destaque um jogador do Benfica esta noite. Acho que estiveram todos mais ou menos a um nível semelhante, com o Gaitán, talvez, a evidenciar-se um pouco mais. Os já referidos Bruno César e Rodrigo, na minha opinião, produziram menos do que seria esperado. O segundo salvou a exibição com o golo, mas até lá somou muitas perdas de bola e decisões erradas - em compensação mostrou uma boa atitude, pois por mais do que uma vez o vi recuar no terreno para perseguir adversários e lutar para recuperar bolas que tinha perdido. Continua claramente a atravessar uma fase menos boa, mas espero que o golo em cada um dos dois últimos jogos lhe possam devolver a confiança. O André Almeida, sobretudo na segunda parte, deu algum espaço no seu corredor, permitindo entradas de adversários nas suas costas - foi assim que nasceu o golo do Olhanense.

Fiquei agradado com esta vitória. O facto de ser para a Taça da Liga não a desvaloriza - a Taça da Liga é um troféu oficial do futebol português, cujas últimas quatro edições nós conquistámos. E eu desejo conquistá-la pela quinta vez consecutiva.

domingo, 16 de dezembro de 2012

A.VISEU - 2 COIMBRÕES - 1 - JUST0


Ac. Viseu FC 2-1 SC Coimbrões


Vitória importantíssima (são todas) numa altura em que os 3 pontos nos colocam a olhar para cima, de mais perto, e em que a estabilidade emocional da equipa pode ganhar uma nova alma com este resultado conseguido nas condições muito difíceis em que o jogo se disputou.

Começou bem o Académico com o mesmo onze do último jogo, Nuno, na Baliza, Rodolfo, Calico, Campinho e Marco Almeida na Defesa, Ibraima, Bruno Loureiro, Zé Rui, no meio campo e Hélder, Luizinho e Nuñes na frente. 

As jogadas de ataque fluíam com boa qualidade, e em grande número, mas o último passe, o tal último passe, ou o centro para a área, não saía como Filipe Moreira pretendia, e todos nós na bancada, e desta forma, apesar de jogar bem o Académico não conseguia chegar ao golo. O terreno com muita água, é verdade, ainda assim, a permitir jogar futebol, isto durante a primeira parte.

Nos primeiros 30 minutos, a equipa do Coimbrões dava ar de quem não poderia de forma alguma aspirar a algo mais do que retardar o zero-zero, pois me termos ofensivos não criava o mínimo perigo. Mas o futebol tem esta coisa de apenas as que entram contam, e apesar do bom futebol produzido, as oportunidades de golo não abundaram como no último jogo no Fontelo, e o nulo perdurava.

O Fulgor dos primeiros 30 minutos foi desaparecendo e com o terreno cada vez mais encharcado, embora com bom aspeto, o Académico foi deixando de se acercar com tanto perigo da baliza adversária, chegando o intervalo com 0-0.
Começa a 2ª parte, o Académico não faz qualquer alteração e o futebol praticado, também muito por culpa do estado do terreno e da muita chuva que caía sobre o Fontelo, diminui bastante de qualidade, embora a atitude e empenho dos jogadores fosse de louvar perante condições tão adversas.

O jogo estava difícil, mas o Académico acaba por chegar ao golo, perto dos 15/20 minutos, num penalti indiscutível, superiormente marcado por Marco Almeida. Do penalti resulta a expulsão do defesa central do Coimbrões, passando, portanto, o Académico a jogar contra 10. Pensava-se que o jogo estava decidido em termos de vencedor, mas o futebol é um jogo único, e de resultado imprevisível, daí ser tão apaixonante. 

O Coimbrões reage de imediato e mesmo com menos um homem, consegue acercar-se com perigo da área Academista. Contudo, num lance de profunda distração da nossa equipa, 2 jogadores do Coimbrões surgem completamente soltos, na grande área, tendo um deles apenas que escolher para onde queria atirar para fazer golo. Falha muito comprometedora de toda a equipa do Académico e não apenas da sua defesa. 

O Académico acusou muito o golo, era cada vez mais difícil jogar, dada a quantidade de água no campo, e apesar de faltar, ainda, muito tempo, temia-se o pior, pois não era fácil criar oportunidades de golo. 

O Académico, no entanto, nunca desistiu, os jogadores foram buscar foras onde elas já não existiam e acabaram por ser premiados, já no último minuto dos descontos, quando num remate que se encaminhava para a baliza, a bola é interceptada com mão por um defesa do Coimbrões. Marco Almeida, uma vez mais, marcou de forma superior e deu a vitória, justa mas difícil, ao Académico.

Na 2ª parte entraram no Académico Kifuta, Jonnhy e Mauro, e embora nenhum deles se tenha destacado particularmente, o que também não era fácil, dado o estado do terreno, a verdade é que foi devido ao facto de estarem muitos homens na área que o Académico acaba por criar o lance do 2º penalti, que acabou por dar a vitória.

A equipa do Coimbrões que liderou o campeonato nas primeiras jornadas, mostrou na 2ª parte ser uma boa equipa, muito competitiva e que sabe jogar à bola. Na 1ª parte, e em especial na 1ª meia hora deu uma pálida imagem do seu futebol, talvez temendo a superioridade do Académico que foi evidente. É uma equipa que irá conseguir a manutenção sem dificuldades.

A equipa de arbitragem excelente do ponto de vista técnico, mais uma excelente arbitragem, tal como já tinha acontecido em Cinfães, acabou por ter alguns lapsos que se calhar, nem são culpa sua, nomeadamente:

A cor do equipamento do Coimbrões (verde escuro e preto) e do Académico, calção branco e camisola preta dava azo a alguma confusão, isto também porque o tempo estava muito escuro. Na 2ª parte, e bem, o Académico entrou todo de branco, mas o árbitro que deveria entrar de amarelo, por exemplo, veio vestido de preto, o que conjuntamente com o escuro que estava devido ao tempo, dava para confundir com o equipamento do Coimbrões. Não houve qualquer problema, mas poderia ter havido e bastava a equipa de arbitragem ter equipado de amarelo, por exemplo.

Em termos disciplinares algumas falhas, sendo que deu ordem de saída do banco, a Filipe Moreira, por indicação do árbitro auxiliar, naquilo que julgo ter-se-á tratado de um excesso de zelo e de uma precipitação do árbitro auxiliar, pois Filipe Moreira, nada fez (que se visse) que justificasse tal decisão. Filipe Moreira ficou muito chateado e ainda foi dizer ao árbitro auxiliar que não compreendia a sua decisão, mas é também uma lição para Filipe Moreira, ou seja, não dar o mínimo azo aos árbitros para que decidam de forma tão drástica, pois apesar do comportamento exemplar de Filipe Moreira, em todos os Clubes por onde tem passado, parece que há árbitros que gostam de arranjar “complicações”, onde elas parecem, claramente, não existir.

O Académico, na última jornada, em Cinfães acaba por não ter a sorte do jogo, hoje, o Académico vence com justiça, é verdade, mas com alguma sorte, há também que dizê-lo, pois o golo aparece numa altura em que já poucos o julgavam possível, devido ao mau estado do terreno, ao cansaço acumulado, à dificuldade em construir jogadas com verdadeiro perigo e ao adiantado da hora, mas os campeões também se fazem com vitórias conseguidas desta forma.
Os 2 penaltis assinalados são indiscutíveis, apesar de muito contestado o 2º por parte de jogadores e treinador do Coimbrões, o que se compreende, pois custa sempre muito perder um jogo no último minuto dos descontos, mas apenas isso justifica a contestação, pois o penalti existiu mesmo, houve mão do jogador do Coimbrões a impedir que a bola fosse para a baliza.

Tal como eu dizia, uma vitória colocava-nos de novo a olhar para cima mais de perto, e agora há que dar sequência, vencendo o próximo jogo, ele também muito difícil, na TOCHA.

Vamos pensar num jogo de cada vez, trabalhar bem durante a semana, e esperar que sábado o relvado da Tocha esteja em boas condições para que o Académico faça um bom jogo e consiga um bom resultado, a vitória, obviamente!
Joaquim Oliveira, o adjunto de Filipe Moreira assumiu sem qualquer problema o destino do Académico na 2ª parte e acabou por ser premiado na sua ousadia de ter colocado tantos homens na frente!

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Mundial de Clubes: Corinthians vence com golo de Guerrero

guerrero 300x213 Mundial de Clubes: Corinthians vence com golo de Guerrero
O Corinthians venceu, esta manhã, o Chelsea, por uma bola a zero, na final do Mundial de Clubes, vencendo uma competição que fugia à América do Sul desde 2006, altura em que os também brasileiros do Internacional venciam o Barcelona por 1-0 com golo de Adriano.
Foi o culminar de uma semana de sonho para o futebol brasileiro que, depois da conquista da Sudamericana pelo São Paulo na passada quarta-feira frente ao Tigre, conquista agora o Mundial de Clubes com o Corinthians a bater o campeão europeu Chelsea que perde, desta feita, o segundo título internacional consecutivo depois da goleada sofrida na final da Supertaça Europeia frente ao Atlético Madrid.
A partida começou com algum equilíbrio mas à passagem dos 10 minutos de jogo o Chelsea teria uma excelente oportunidade para inaugurar o marcador com Cahill, na sequência de um pontapé de canto, a atirar para uma defesa quase impossível de Cássio que, em queda, segura a bola no limite da linha de golo. Respondeu o Corinthians com uma boa oportunidade desperdiçada por Guerrero e, na sequência da jogada, Emerson atira ao ferro da baliza de Cech.
Até ao final do 1º tempo, Cássio ainda seria chamado a intervir mais duas vezes, primeiro a remate de Moises a que respondeu com grande defesa (aos 38′) e a defender com segurança um remate de Mata aos 41′, garantindo o nulo ao intervalo.
Na segunda parte o guarda-redes brasileiro voltaria a brilhar aos 53′ ao sair, com êxito aos pés de Hazard mas o Corinthians começava a acreditar que era possível vencer a prova e, depois de uma primeira ameaça de Paulinho, os brasileiros chegavam mesmo ao golo, por intermédio de Guerrero que, depois de ter marcado o golo que permitiu ao Corinthians chegar à final, marcava, de cabeça, na sequência de um ressalto, o único golo da final.

BENFICA -4 MARITIMO -1 - CARDOZO




A Luz fechou o ano na Liga com um daqueles filmes de ação, em que existe um herói e um vilão e já toda a gente sabe como acaba. O meio, a ação em si, diga-se, é que pode ser diferente. Cardozo foi o herói da vitória encarnada sobre o Marítimo. Já perto de aparecer o The End, o protagonista mascarado de Tacuara teve direito a celebração pelos cem golos no campeonato.

Como em qualquer bom argumento, o jogo começou com a vida normal do protagonista. O Benfica entrou muito bem em campo, jogava com tranquilidade e pressionava o Marítimo. No entanto, era mesmo uma normalidade, porque apesar de tanto jogo ofensivo, a verdade é que grandes ocasiões aconteceram de forma espaçada: uma aos 15, com Cardozo a servir Lima; outra aos 23, com Lima a servir Cardozo. 

Deixar as pipocas e roer as unhas

Até que chegou o momento que mudou o jogo e prendeu o país futebolístico à televisão, para viver o filme em suspense. Uma bola parada deu a Rodrigo António hipótese de ser o vilão dos adeptos encarnados. O 1-0 aconteceu na primeira vez que os madeirenses chegaram à baliza. A Luz deixava as pipocas de lado e começava a roer unhas.

Só que este Benfica respira saúde, como disse o treinador do Marítimo. Com o mesmo onze que começou a perder com o Sporting e que venceu 3-1 em Alvalade, o Benfica ameaçou logo de seguida a baliza de Ricardo. André Gomes deixou Cardozo na cara do golo, apenas para o paraguaio adiar o empate com um remate que o guarda-redes dedendeu. Uma questão de minutos, porque o paraguaio fez mesmo o 1-1 antes do primeiro tempo acabar e começou a inverter a ação na Luz. Um golo de cabeça, junto à linha de baliza, para dar início à corrida ao golo 100. Até final da primeira parte, um lance de Sami ao lado e outro de Melgarejo correspondeu a mais uma luta entre as duas forças em questão na película.

Penalty, expulsão e Cardozo

João Diogo perseguia Ola John pelo flanco esquerdo, naquela velocidade furiosa que o holandês emprega quando tem a bola colada ao pé. Melgarejo era o ajudante de serviço e, para a segunda parte, André Gomes saía com amarelo, mas voltava o pensamento de Enzo Pérez. Lima ameaçava de cabeça e Salvio com o pé, até que Cardozo surgiu para deixar a Luz em sossego. 

O árbitro viu mão de Roberge (a bola toca-lhe, mas o francês parece fazer tudo para tirar o braço) e o Tacuara lá olhou nos olhos de Ricardo da marca de penalty. Atirou a contar para a ação final, aquela em que os heróis destroem tudo o que à volta, mas ninguém paerece importar-se com isso, porque o que importa é chegar ao fim vivo e levar a miúda para casa.

Com menos um do Marítimo, previa-se que mais golos poderiam vir do lado encarnado. Cardozo estava a um golo do centésimo no campeonato e não o adiou para 2013. Uma bola perdida na área vai quase sempre ter com o paraguaio. Nos filmes, isso corresponde àquele salto longo entre prédios que é impossível para toda a gente menos para um. Ora, com a atração da bola pelo paraguaio, o Benfica resolveu tudo com o hat-trick do Tacuara, numa noite em que houve papéis secundários importantes, como Ola John e Lima e, sobretudo, Matic. 

Os créditos finais não passaram sem antes Rodrigo quebrar o jejum de golos. A passe de Melgarejo, o espanhol fechou o resultado nos 4-1. Até aí Cardozo foi feliz, foi ele quem deu o lugar para Rodrigo marcar.

O Benfica fecha 2012 na frente do campeonato. É certo que a liderança isolada pode ser mera ilusão de calendário. Mas uma liderança que os encarnados não quiseram adiar, a exibição assim o comprovou.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CARTOON

IMAGEM

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Coolest-sports-pix-of-2012

VIDEO

SPORTING - 1 BENFICA -2 - LÓGICA


Lógica

E no final a lógica imperou. A equipa de futebol venceu o grupo de jogadores da bola que foi lançado ao quase pelado de Alvalade, tendo no entanto sido necessário um golo do adversário para que despertássemos da quase sobranceria com que abordámos a primeira fase do jogo.


Sem o Luisão jogou o Jardel, e sem o Enzo jogou o André Gomes. Se o 'menino' jogou a titular em Camp Nou sem quaisquer problemas, nenhum motivo para recear fazer o mesmo esta noite. Os primeiros minutos do jogo pareciam indicar que o Benfica quereria aproveitar da melhor forma o momento frágil do Sporting, e impor o seu jogo logo de início. Mas a verdade é que após uns primeiros dez minutos promissores, o Benfica pareceu algo sobranceiro e foi deixando o Sporting foi ganhar confiança e crescer no jogo, superiorizando-se na luta do meio campo e tentando quase sempre aproveitar o Capel para explorar o adiantamento do Maxi no terreno. E foi mesmo por aí que o Sporting chegou ao golo, numa grande finalização do Wolfswinkel, que conseguiu antecipar-se ao Garay e rematar de primeira de pé esquerdo, precisamente à meia hora de jogo. Só depois do golo o Benfica pareceu espevitar - ou isso, ou o Sporting achou que já tinha feito o suficiente e que daí para a frente só tinha era que defender a vantagem alcançada. A verdade é que o nosso adversário praticamente não voltou ao jogo a seguir ao golo, enquanto que o Benfica começou a dominar e finalmente a criar ocasiões de golo. Desperdiçámos pelo menos um par delas para chegar ao empate antes do intervalo, pelo Lima e pelo Cardozo, mas apesar da desvantagem no final da primeira parte, pareceu-me mais ou menos claro que o nosso adversário tremia sempre que era mais pressionado, e que se o jogo continuasse com a mesma tendência os golos do Benfica acabariam por surgir. O problema maior do Benfica durante esta primeira parte parecia ser a ausência de um jogador capaz de organizar o jogo ofensivo da equipa, e de transportar a bola pelo centro nas saídas para o ataque - esse papel acabou por cair sobre o Matic diversas vezes, e não parece sensato exigirmos tanto dele, tendo em conta que as tarefas principais dele são os equilíbrios defensivos e a recuperação da bola.


E continuou mesmo. O Benfica procurava o golo com maior insistência, tinha muito mais bola, e o jogo disputava-se quase em exclusivo no meio campo do nosso adversário, que revelava enorme dificuldade para construir jogadas de ataque - na maior parte das vezes, quando recuperava a bola limitava-se a chutá-la para a frente, na esperança que o Capel ou o Wolfswinkel a conseguissem captar e fazer alguma coisa. Mesmo assim, numa das raríssimas ocasiões em que chegaram à frente, conseguiram criar uma grande oportunidade para marcar, valendo-nos a defesa do Artur frente ao isolado Elias. Pressentia-se que um golo do Benfica poderia fazer desmoronar o Sporting como um castelo de cartas, e ainda antes de finalizado o primeiro quarto de hora isso aconteceu mesmo. Depois de um excelente cruzamento do Ola John na esquerda, o Cardozo ainda conseguiu cabecear de forma atabalhoada mesmo tendo sido abalroado por um adversário, e de alguma forma o excelente Rojo, que o Sporting fez o favor de orgulhosamente no-lo roubar, meteu a bola dentro da própria baliza. A partir daqui então só deu mesmo Benfica. A última meia hora de jogo foi de ataques constantes da nossa parte, e chutos para a frente da parte do Sporting, com uma excepção num bom remate do Insúa que levou a bola ao ferro. O Benfica também acertou no poste, poucos minutos após o golo do empate, num cabeceamento do Garay. Os nossos dois extremos, Salvio e Ola John, subiram muito de produção da primeira para a segunda parte, e as subidas dos nossos laterais não eram sequer acompanhadas pelos adversários directos. Pelo meio, apesar da teórica superioridade numérica do adversário, eram o Matic e o André Gomes quem controlavam e dispunham de cada vez mais espaço. O segundo golo era uma inevitabilidade, e a dez minutos do fim apareceu, depois de um penálti evidente por corte do Boulahrouz com a mão de um remate do Salvio que daria golo. O Cardozo com muita calma esperou que o Patrício caísse para um lado e atirou a bola para o outro, e toda a gente percebeu que, apesar do tempo que ainda faltava jogar, o vencedor estava encontrado, e que se o resultado mudasse só poderia ser com mais golos do Benfica. E como se não bastasse o golo sofrido e a expulsão, o Sporting ainda levou logo de seguida com a entrada inspirada do Gaitán, que até final infernizou a vida do jovem central inglês adaptado a lateral direito, e de todos os que lhe sairam ao caminho. Um livre por mais uma falta cometida por ele proporcionou ao Salvio a oportunidade de cruzar para o cabeceamento vitorioso do Cardozo, a cinco minutos do final.Game over.


Homem do jogo: Cardozo. O paraguaio tem o bom hábito de marcar no derby, fazendo do Sporting uma das suas vítimas predilectas. Hoje marcou dois e bem podia ter saído do batatal de Alvalade com um hat trick, ficando ainda directamente ligado ao outro golo do Benfica. André Gomes mais uma vez a mostrar que para ele tanto faz se o adversário se chama Barcelona, Freamunde ou Sporting (hoje em dia é verdade que a diferença entre os dois últimos é mínima): joga sempre no mesmo registo, de uma forma sóbria e segura. Matic sempre importante, Lima excelente (merecia um golo) e o Salvio teve uma segunda parte muito melhor do que a primeira, onde terá sido um dos mais fracos. O Jardel também melhorou muito da primeira para a segunda parte, tendo acertado com a marcação ao Wolfswinkel e jogando quase sempre em antecipação.

O Benfica foi quase masoquista neste jogo, obrigando-se a sofrer para depois mostrar a sua superioridade. Ou, por outro prisma, foi sádico: deixou que o Sporting, durante alguns minutos, pensasse que seria possível vencer um jogo contra uma equipa que lhe é manifestamente superior, para depois destroçar-lhes essa ilusão. O mais importante é que a esperada vitória foi conquistada. Mesmo sem Luisão, Aimar, Pérez ou Carlos Martins. E se outros faltarem, neste momento tenho confiança que nem isso fará abanar esta equipa.

P.S.- Fiquei surpreendido pela qualidade da arbitragem do Marco Ferreira neste jogo. Muito melhor do que aquilo a que internacionais como Proenças e quejandos me têm habituado.

P.P.S.- O Benfica utilizou mais portugueses neste jogo do que o Sporting.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CINFÃES - 1 A. VISEU - 0 - MARCAR PASSO


CD Cinfães 1-0 Ac. Viseu FC

Estádio Municipal Cerveira Pinto, 9 de dezembro de 2012
10ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Rui Fernandes (Viana do Castelo)

Cinfães: Pedro Trigueira; Eduardo, Hélio, Joel e Luís Carvalho; Miguel Moreira, Rúben e Serra (Fabrício, 90+3); Gomes (Carlitos, 83), Diogo Torres e Luís Carlos (Vítor Silva, 66). Treinador: Flávio das Neves.

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Marco Almeida, Calico (Tiago Gonçalves, 66), Campinho e Rodolfo Simões; Ibraima, Bruno Loureiro e Luisinho (Kifuta, 59); Hélder Rodrigues, Zé Rui e David Nunez (Johnny, 73). Treinador: Filipe Moreira.

Golo: Serra 55 (1-0)