terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
PAMPILHOSA - 1 A. VISEU - 2 - BRILHANTES
FC Pampilhosa 1-3 Ac. Viseu FC
O Académico de Viseu deslocou-se até à Pampilhosa e venceu por 1-3, num jogo onde veio ao de cima a verdadeira alma academista. Os viseenses ao intervalo perdiam por 1-0, e só uma 2ªparte de luxo, com muita entrega e determinação, permitiram que se obtivesse esta reviravolta extraordinária.
Estádio Municipal Carlos Duarte, 17 de fevereiro de 2013
20ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Paulo Brás (Guarda)
Pampilhosa: Eduardo; Bruno Parente, Wilson, Sarmento e Galvão; Ricardo Suíço, Koné, Bebé (c) (Paulo Ferreira, 82) e Diogo André (Manel, 76); Bandeira e Ivan (Ladeira, 66). Treinador: Fernando Niza,
Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Calico (c), Thiago Pereira, Tiago Gonçalves e Campinho; Ibraima, Bruno Loureiro, Luisinho (Horácio, 65) e Zé Rui (Marco Almeida, 81); Hélder Rodrigues e Kifuta (Sérgio Duarte, 72). Treinador: Filipe Moreira.
Expulsão: Koné 90+1
Golos: Bandeira 29 (1-0), Zé Rui 47 gp (1-1), Thiago Pereira 54 (1-2), Marco Almeida90+2 gp (1-3)

Numa tarde chuvosa de futebol, onde mais uma vez os jogadores tinham-se de adaptar às difíceis condições climatéricas, os academistas demonstraram uma entrega magnífica durante todo o desafio. Na 1ªparte, o Ac.Viseu começou por cima, mas foi falhando boas ocasiões de golo. A equipa da casa, com excelentes executantes, foi equilibrando a partida, e chegou ao golo sem ter feito muito por isso. Foi à passagem dos 30min, por Bandeira, que cabeceou sozinho na área academista para o fundo da baliza de Nuno. Isto depois de Zé Rui e Hélder terem falhado duas excelentes ocasiões de golo, com remates em zona privilegiada, mas ambos à figura de Eduardo. Um pouco antes do intervalo, novamente Hélder de cabeça, quase dava o melhor seguimento ao milimétrico cruzamento de Luisinho. Ao intervalo, vencia a equipa dos ferroviários, muito por culpa da ineficácia academista.
O 2ºtempo começa praticamente com o golo da igualdade. Kifuta é claramente puxado na área de rigor da turma da casa. Na marca de grande penalidade, Zé Rui com frieza, estabelecia a igualdade no marcador. O Académico estava claramente empolgado, e 7min depois, Thiago Pereira com a coxa (penso) deu o melhor seguimento ao pontapé de canto superiormente batido por Zé Rui. Era o êxtase nas bancadas (praticamente composta por academistas – é magnifica esta sensação). O mais difícil estava feito. Mas a verdade é que depois assistiu-se a um período muito complicado para os viseenses, de muito sacrifício, garra e entreajuda. O Pampilhosa bombardeava bolas consecutivas para a área academista, mas aí, a defesa academista e em último recurso o guardião Nuno Ricardo, estiveram a um nível verdadeiramente superior. Num dos cruzamentos da equipa da casa, o árbitro Sr.Paulo Brás descortinou uma mão de Tiago(?) na área academista. Mas Nuno Ricardo foi REI, ao defender o penalty de Galvão. (aliás deu-me a sensação que Filipe Moreira deu a indicação a Calico para onde o GR se deveria atirar – pelo menos o capitão foi transmitir um “segredo” do mister a Nuno Ricardo). Mais uma festa nas bancadas do Municipal Carlos Duarte. Estava a ser épico este desafio. Mas para sossegar as hostes viseenses, já no período de compensação, o Académico consegue libertar-se do sufoco adversário e através dum remate de Bruno Loureiro alcança nova grande penalidade (por mão do defensor da equipa da casa). Marco Almeida chamado a converter, não falhou. 1-3 foi o resultado final.
Com esta fantástica e moralizadora vitória, o Académico de Viseu mantém o 2º lugar, mas agora a um ponto do Cinfães, que empatou em Bustelo a uma bola. O Espinho também venceu em Touriz, e está igualmente na luta – a dois pontos dos academistas. Para a próxima jornada está marcada mais uma final para o Fontelo, com a receção ao B.C.Branco.
Com esta fantástica e moralizadora vitória, o Académico de Viseu mantém o 2º lugar, mas agora a um ponto do Cinfães, que empatou em Bustelo a uma bola. O Espinho também venceu em Touriz, e está igualmente na luta – a dois pontos dos academistas. Para a próxima jornada está marcada mais uma final para o Fontelo, com a receção ao B.C.Branco.
Parabéns equipa e adeptos que se deslocaram até à Pampilhosa do Botão. É um orgulho sentir a alma e a força academista por estes estádios fora. Obrigado Académico!
BENFICA - 1 ACADÉMICA - 0 - À RASCA

Acordar do pesadelo a horas de ir trabalhar
Que chatice é ter um compromisso importante de manhã e o despertador não tocar, não é? Há a obrigação de chegar a horas à reunião ou, imaginemos, de ganhar para continuar na frente do campeonato. Mas o despertador não toca, a bola não entra. O pior de tudo é estar a ter um pesadelo e perder-se noção do tempo por causa dele. O Benfica que o diga. Muito sofreu mas, cinco minutos depois dos 90′, houve grande penalidade assinalada, Lima marcou o único golo da partida e os encarnados voltaram a dar a mão ao Porto.
Sem Matic e Cardozo, Jorge Jesus foi obrigado a mexer, e o esquema táctico dos encarnados mudou. André Almeida substituiu o sérvio, viu Enzo Pérez ocupar terrenos um pouco mais adiantados. Nas asas, Salvio e Ola John tentavam fazer a águia voar – algo que aconteceu poucas vezes. Tudo isto, no apoio ao inevitável Lima e a Rodrigo, que voltou a sair frustrado depois de outra oportunidade não aproveitada para singrar.

Do outro lado, Pedro Emanuel tinha anunciado que não ia à Luz jogar com o autocarro à frente da baliza. De facto, o treinador da Briosa não mentiu porque não se viu nenhum autocarro no sentido literal. Mas viu-se um bloco baixo, muito compacto, sempre muito cínico a cortar as asas ao Benfica, enquanto, nas poucas vezes que tinha a posse de bola, tentava apostar no contra-ataque.
Numa descida a pique sem travões
Que comece o pesadelo. Umas vezes tem-se pesadelos em que se vai a conduzir e o carro fica sem travões. Ora, o que aconteceu na Luz foi que os encarnados não conseguiam era marcar golos. Logo aos 6′, Rodrigo rematou às malhas laterais, mas o jogo começava mole, sem grandes motivos de interesse. O Benfica pressionava, a Académica contava com Salim Cissé quase sempre sozinho na frente.

Aos 26′, o travão continuava a não funcionar e o carro não parava. Primeiro, Ricardo defendeu o cabeceamento de Lima. Depois, o remate cruzado de Enzo Pérez. Chegava o intervalo, Ricardo reagia bem, os adeptos benfiquistas ainda não estavam impacientes mas começavam a temer que o despertador não tocasse para acordarem do pesadelo.
Refrescadas do descanso, as águias voltaram decididas a desbloquear o marcador mas o poste impediu Ola John de festejar, momentos depois de o público afecto ao Benfica ter pedido grande penalidade por alegada mão de Hélder Cabral. Seguiu jogo. O jogo voltaria a adormecer, a Académica fechava-se que nem uma tartaruga e os encarnados nada conseguiam fazer.
Entrou Kardec. Entrou Gaitán. Entrou Carlos Martins. Nada mudava. Muita insistência, muito volume ofensivo, poucas oportunidades concretas. O desespero benfiquista atingiu o seu ponto mais alto quando Ricardo brilhou e desviou um remate potente de Melgarejo para a trave. Era um daqueles dias. O despertador não tocava mesmo e o sol começava a aparecer.

Lusco-fusco com gosto canarinho
A diferença no volume de ataque era gigantesca, Luisão e Garay jogavam no meio-campo da Académica, que tentava surpreender numa jogada de ataque rápido. Mas o despertador ia tocar mesmo. A bola voou para a grande área dos estudantes, Gaitán cai embrulhado com João Dias e Nuno Almeida aponta para a marca de grande penalidade.
Aí estava o pesadelo supostamente a acabar. Ou será que ia ficar ainda mais negro? Não. O brasileiro Lima esteve muito calmo e, mesmo na hora de acordar, bateu com propriedade e deu uma vitória absolutamente fundamental aos encarnados.

Os desacatos no final foram despropositados, mais uma vez a manchar o nome do futebol português, mas, no final de contas, o que fica na ficha é que o Benfica volta a colar-se ao Porto com 49 pontos. O despertador tocou. O Benfica não faltou à reunião. O pesadelo acabou. Pelo menos no amanhecer de hoje
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
B.LEVERKUSEN - 0 BENFICA- 1 - BOM
Gestão
Mesmo com a prometida gestão do plantel a ter lugar, o Benfica conseguiu arrancar uma preciosa vitória na Alemanha, fruto de uma exibição concentrada e solidária, e que nos coloca numa posição muito vantajosa na eliminatória. E bem mereceram este triunfo os muitos adeptos benfiquistas que esta noite por vezes fizeram BayArena soar como a Luz. Fantástico apoio.
A gestão do plantel para o jogo da Académica não foi apenas uma promessa oca, e Maxi Pereira, Enzo Pérez, Salvio e Lima ficaram fora do onze inicial. O Leverkusen entrou forte no jogo, mas o Benfica mostrou sempre bastante frieza e organização, sustendo com alguma facilidade o ímpeto inicial do adversário, e depois conseguindo baixar o ritmo do jogo para um nível mais do seu interesse. Mesmo mantendo um pouco mais da iniciativa no jogo e rematando mais, a verdade é que o Leverkusen por raras vezes conseguiu levar perigo à nossa baliza. O Benfica também não foi particularmente activo no ataque, onde o Cardozo e o Gaitán passaram bastante tempo praticamente afastados do jogo - apenas um remate do André Almeida e um outro lance em que o Ola John demorou demasiado tempo e desperdiçou uma boa ocasião para rematar com perigo animaram um pouco as coisas. Com o decorrer do tempo conseguimos guardar cada vez mais a bola, com trocas sucessivas de passes entre os nossos jogadores, e na fase final da primeira parte o Leverkusen praticamente já nem tentava pressionar-nos para recuperar a bola, visto que essas tentativas eram quase sempre infrutíferas. Perto do final, uma contrariedade para o Benfica na lesão do André Gomes, que teve que ser substituído pelo Enzo.
O Leverkusen voltou a entrar forte na segunda parte, dispondo de uma boa ocasião logo a abrir, e instalou-se depois no nosso meio campo, fruto de uma maior velocidade e agressividade que impôs no jogo. Com maior ou menor dificuldade o Benfica foi controlando os acontecimentos, até que ao fim dos primeiros quinze minutos surgiu o momento decisivo da partida. Primeiro, o Leverkusen quase marcou, valendo a intervenção do Enzo e do Artur para evitar o golo. No canto que se seguiu, o Benfica construiu um lance de contra-ataque bastante rápido que acabou no golo do Cardozo, que com muita calma e classe recebeu a bola do André Almeida (grande simulação do Gaitán a deixar passar a bola), evitou um defesa adversário e depois picou a bola à saída do guarda-redes. O golo motivou uma reacção forte dos alemães, que nos minutos seguintes pressionaram bastante e estiveram perto de empatar, mas a nossa defesa, e em particular o Artur, foi dando resposta adequada aos lances de perigo. E entretanto o progressivo balanceamento para o ataque do Leverkusen ia proporcionando muito mais espaço atrás para os nossos contra-ataques, o que nos dava hipóteses de marcar um segundo golo e praticamente arrumar com a eliminatória. Por duas vezes o Ola John teve essa oportunidade nos pés, mas numa delas o chapéu saiu demasiado alto, e na outra rematou contra o pé do guarda-redes. Fora essas situações, outras houve em que acabámos por não criar perigo devido ao último passe sair mal (algumas vezes de forma inacreditável). No penúltimo lance do jogo quase borrámos a pintura, valendo-nos um corte do Melgarejo sobre a linha de golo para evitar o golo do empate.
Bom jogo colectivo por parte de toda a equipa. O Artur esteve hoje bem, e aproveitou para se redimir do erro na Madeira. O Matic destacou-se mais na primeira parte, e na segunda parte foi o Enzo Pérez quem mais deu nas vistas no meio campo - entrou bem no jogo e teve até um rendimento superior ao que o André Gomes estava a ter. O Gaitán subiu muito de rendimento na segunda parte, quando recuou no terreno para actuar mais como médio (o que não era difícil, dado que na primeira parte praticamente não esteve em jogo). O André Almeida voltou a mostrar que é uma alternativa muito válida ao Maxi. Fez um jogo seguro, subiu no terreno com ponderação, e foi decisivo no lance do golo. Não gostei do Ola John hoje.
Após décadas sem uma única vitória na Alemanha, conseguimos vencer lá nas duas últimas deslocações, sob o comando do Jorge Jesus. Repito uma vez mais aquilo que já escrevi noutras ocasiões: para mim não me passa pela cabeça trocar de treinador no final da época, independentemente daquilo que ainda possa vir a suceder. O jogo de hoje foi mais uma exibição de algumas das qualidades que o Benfica tem tido durante praticamente toda esta época: concentração, disciplina táctica, capacidade de trabalho e humildade. A valia do Leverkusen não permite pensar que esta eliminatória já está resolvida. Mas o resultado de hoje terá facilitado, e muito, a nossa tarefa da próxima semana
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
NACIONAL -2 BENFICA - 2 - SEM GARRA
Claro
É claro que deixámos pontos na Madeira. Há jogos assim, em que muito antes do apito inicial já temos um mau pressentimento. É um campo onde o Benfica costuma ter dificuldades, contra uma equipa treinada por um inimigo do Jorge Jesus que tem muita experiência na Liga. Depois vemos o suposto 'melhor árbitro do mundo', que infelizmente deve ser o aquele com quem o Benfica terá o pior registo de vitórias na Liga, ser nomeado para este jogo e o mau pressentimento adensa-se.
O Benfica também entrou no jogo quase como que a querer confirmar tudo isto. Com a novidade Urreta a titular na esquerda, a equipa entrou quase que a dormir. Nos primeiros cinco minutos o Nacional ameaçou uma vez, ameaçou duas, e à terceira marcou mesmo, num lance em que a nossa defesa fez uma figura ridícula, pois três dos quatro defesas (a excepção foi o Garay) ficaram parados a pedir fora-de-jogo (inexistente) enquanto o Nacional aproveitava para marcar facilmente. Nem o golo pareceu espevitar a equipa, que no entanto acabou por ser bafejada pela sorte, já que aos quinze minutos, e praticamente da primeira vez que subimos à área adversária, o cruzamento do Luisinho foi desviado pelo Mexer para dentro da sua própria baliza. Este golo foi seguido quase de imediato por um lance em que o Lima colocou a bola no poste, e a partir daqui vimos um Benfica transfigurado, que foi imensamente superior ao adversário, dominando em todos os aspectos do jogo. O segundo golo acabou por surgir pois com toda a naturalidade, num grande pontapé do Urreta na marcação de um livre, a cerca de dez minutos do intervalo. O Benfica conseguia assim, no espaço de meia hora, executar a difícil tarefa de inverter uma situação que uma má entrada no jogo tinha provocado, e dada a superioridade que ia demonstrando era de acreditar que seria possível agora partir para um jogo mais descansado.

O início da segunda parte reforçou essa ideia, pois o Benfica entrou no mesmo registo, com domínio no jogo e ameaçando chegar ao terceiro golo. Só que desta vez foi o Nacional a marcar contra a corrente do jogo, com oito minutos decorridos e também praticamente na primeira vez em que chegou à nossa área na segunda parte. O remate foi do Mateus, tendo o Artur ficado mal no lance, pois a sensação com que ficamos é a de que poderia ter feito bastante melhor. O Benfica acusou o golo e perdeu o controlo do jogo, que ficou algo 'partido', com os ataques a sucederem-se de parte a parte em ritmo elevado. Quando o jogo se foi aproximando dos minutos finais o Nacional recuou progressivamente para mais perto da sua área, e o Benfica dispôs de algumas ocasiões para chegar ao golo da vitória, mas este foi-nos negado ou pelo guarda-redes, ou pela falta de pontaria dos nossos jogadores. Os jogadores do Nacional também aproveitaram para tentar queimar tempo e o Cardozo deixou-se levar nisso e fez-se expulsar de forma idiota, pois deu um pontapé no jogador do Nacional que estava a segurar a bola e a atrasar o jogo. Durante o tempo de descontos o peneirento do Proença ainda aproveitou para expulsar o Matic com um vermelho directo e certamente agradar a algumas pessoas (não custa muito lembrarmo-nos de quem, de há umas semanas a esta parte, tem andado a esforçar-se para colar o rótulo de violento a um dos jogadores mais importantes na nossa estratégia). Houve apenas uma repetição do lance, num ângulo pouco esclarecedor, mas custa-me acreditar que tenha havido alguma cotovelada intencional quando o Matic está de costas, sem ter sequer os braços levantados, e é o jogador do Nacional quem parece ser o principal responsável pelo contacto.
Não vi grandes motivos para destaques nos jogadores do Benfica hoje, mas é justo mencionar que o Urreta foi uma agradável surpresa, entendendo a sua substituição apenas se tiver sido devido a algum cansaço por falta de ritmo de jogo.
Concordo com o Jorge Jesus quando diz que este empate não será certamente um passo atrás na luta pelo título - seria ridículo começar a atirar a toalha depois deste resultado (até porque o 'Portelona', acabei de saber, não conseguiu vencer o Olhanense em casa). Mas também não foi um passo em frente. Terá sido quanto muito um passo em falso, porque tenho a convicção de que uma vitória neste jogo, ainda por cima arbitrado pelo Proença, seria uma motivação muito forte para o que resta do campeonato - seria uma demonstração de força e solidez da nossa equipa. Perdemos esta oportunidade, mas o essencial é manter a calma e continuarmos a procurar ser competentes e sérios na abordagem aos nossos jogos. E isso implica não voltar a ter entradas em jogo como a desta tarde.

VIDEO
Pedro Proença - recordar é viver
Ora, como vamos ter que levar com este senhor no jogo frente ao Nacional, aqui vai uma actualização das maravilhas que ele consegue fazer sempre que arbitra um jogo nosso. Sejamos justos e louvemos-lhe a coerência e a uniformidade de critérios que exibe sempre contra nós. E, como (infelizmente) ainda lhe faltam alguns anos para acabar a carreira, qualquer dia o vídeo destes roubos, perdão, equívocos durará meia parte de um jogo de futebol. Um desafio: tentem ver isto acreditando que são só uma série de infelizes coincidências. Se conseguirem, depois vão à Lapónia e dêem os meus cumprimentos ao Pai Natal, sff.
A. VISEU - 0 NOGUEIRENSE - 0 - INJUSTO
Ac. Viseu FC 0-0 AD Nogueirense
Estádio do Fontelo, 10 de fevereiro de 2013
19ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Paulo Barradas (Setúbal)
Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Calico (Marco Almeida, 73), Thiago Pereira, Tiago Gonçalves e Campinho; Ibraima, Bruno Loureiro, Zé Rui (Johnny, 76) e Luisinho; Kifuta e Horácio (Hélder Rodrigues, 63). Treinador: Filipe Moreira.
Acho que não é necessário colocar “panos quentes”, equipa que quer subir de divisão – e o Académico quere isso claramente – tem que ganhar este tipo de jogos, mesmo tendo em conta todas as vicissitudes que esta partida teve.
Com um 4x4x2 – Luisinho e Zé Rui nas alas, Kifuta e Horácio como pontas de lança – o Académico esteve bem perto do golo ao minuto 6 quando Bruno Loureiro tirou dois defesas da frente, e depois já em posição central e apenas com Valença pela frente, rematou colocado, mas com pouca força, permitindo a defesa do guardião da casa. Foi o início de dois minutos loucos, uma vez que logo de seguida e após cruzamento da direita de Luisinho, apareceu Calico (?) a desviar e quando a bola se dirigia para a baliza, apareceu um corte milagroso, com a bola a ir para fora. Um minuto depois foi a vez de o Nogueirense estar perto do golo, quando o nosso bem conhecido David Nunez, fugiu a Campinho mas depois permitiu que Ibraima fizesse um corte excelente.
Ao minuto 17 uma boa jogada de envolvimento entre Luisinho e o nosso defesa direito, com o capitão a cruzar para a cabeça de Kifuta que atirou por cima. O mesmo Kifuta ao minuto 36 esteve muito perto de marcar, mas na mesma jogada esteve incrivelmente bem – quando tirou a bola de maneira limpa ao central – e muito mal quando não se decidiu pelo remate – seria o ideal – ou pelo passe, e quando se decidiu pelo passe, para Horácio, apareceu um corte.
Ao intervalo zero a zero no marcador.
Quando se esperava uma reação forte e enérgica no início da segunda parte, a verdade é que o Académico demorou 25 minutos a aparecer em jogo. Tendo isso em conta o Nogueirense começou a acreditar, ainda com mais força, que era mesmo possível pontuar em Viseu. Esteve bem de fazer o golo, quando ao minuto 58 o ex academista David Nunez – quem o viu e quem o vê – com um excelente remate, em arco, atirou a bola ao poste da baliza de Nuno Ricardo.
Aos 70 minutos – lá estão os tais 25 minutos – e já com Hélder Rodrigues em campo – no lugar do apagado Horácio – Zé Rui, com um passe magistral, isolou Luisinho que sobre a direita e isolado frente a Valença … atirou por cima. Depois de mais duas substituições - entradas de Marco Almeida e Johnny – o Académico teve mais três ocasiões para marcar. Johnny com um bom remate de fora da área faz com que Valença brilhasse a larga altura (88) e já antes (84) Luisinho com uma magnífico trabalho cruzou para o remate de Hélder Rodrigues com a bola – teimosamente – a sair ao lado.
Nos descontos mais uma imagem do quão mal o Académico esteve na finalização, trabalho na direita (não sei se de Luisinho ou de Marco Almeida), cruzamento e ao segundo poste, Johnny, com a baliza completamente desguarnecida atirou por cima.
Por fim quero falar da equipa adversária e do árbitro. O Nogueirense teima em ser a nossa besta negra. Nada a dizer quanto a isso. Mas o anti jogo sujo que praticou nos últimos minutos deviam fazer corar de vergonha os seus responsáveis – mas não fazem, vi-os todos orgulhosos com o seu “pontinho”. O árbitro – há quanto tempo não se via um árbitro vindo da margem sul do Tejo? – fez uma arbitragem habilidosa. Não bastava o anti jogo forasteiro, o árbitro também o fez. Mostrava uma amarelo aos de fora e demorava uma eternidade a apontar esse mesmo cartão. Dou um exemplo, em cima do minuto 90 marca um livre a favor do Académico, mostrou um amarelo e o jogo prosseguiu 1 minuto e 15 segundos depois da falta. Deu quatro minutos de desconto…
TÍTULOS - NIGÉRIA
CAN 2013: Nigéria consegue 3º título
A cidade de Joanesburgo recebia a grande final da 29ª edição da CAN que colocava frente a frente Nigéria e Burkina Faso. A Nigéria muito jovem ia para a 7ª final embora há treze anos que não marcava presença numa contabilizando duas vitórias na CAN em 1980 e 1994. Por seu lado, o Burkina Faso há algum tempo que não passava a fase de grupos apenas o tinha feito em 1998 em casa onde foi eliminado pelo Egipto.
O Burkina Faso jogava com o onze idêntico aquele que derrotou o Gana com Pitroipa despenalizado jogava de início após a CAF ter admitido e o árbitro da Tunísia a ser afastado. Em relação à Nigéria, a grande figura do ataque Emmanuel Emenike não jogava a titular figurando no seu lugar Uche.
Os nigerianos abriram as hostilidades aos 40 minutos, Moses a disparar a bola contra o corpo de Koné e na segunda vaga Sunday Mba a rematar e a fazer um grande golo.
O Burkina quase chegou ao empate ao minuto 73 com disparo de Sanou e Enyeama a fazer a defesa da noite.
Aos 86 minutos, grande troca de bola entre Ahmed e Moses e nem Ideye nem Diakité a chegarem à bola.
No final, o autor do único golo do encontro, Sunday Mba mostrava-se visivelmente emocionado: “Estou muito contente é um sonho tornado realidade. Estou tão contente, não sei o que dizer apenas que estou contente”.
O melhor jogador do jogo foi Obi Mikel, um patrão nesta equipa com grande postura quer defensiva quer ofensivamente e que foi decisivo nesta competição sobretudo contra a Costa do Marfim e o Mali.
Com esta vitória, a Nigéria vai agora representar o continente africano na Taça das Confederações no Brasil.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
PRESSE
O critério disciplinar desta Liga é bem azul e branco
Ora passou mais uma jornada e o grande rival do Benfica continua com dados fantásticos que valem a pena serem chamados à atenção. Isto são factos não são cabalas, conspirações, escutas ou teorias:
Única equipa que não tem assinalado um penalty contra
Única equipa que não viu um jogador seu ser expulso
Equipa com menos cartões amarelos, com menos 8 que a 2ª equipa com menos cartolinas
Já falei noutro post da questão dos penalties/expulsões (AQUI), hoje quero abordar a da disciplina:
Foram mostrados 26 cartões amarelos a jogadores do FC Porto em 17 jogos; a média para as 16 equipas da Liga Zon Sagres é de 46, o Benfica por exemplo já tem 34 e 2 vermelhos.
Fui investigar o número de faltas/cartões dos jogos do FCP e fiquei impressionado pois a desculpa que os azuis e brancos fazem menos faltas que os rivais e por isso não são admoestados não é verdadeira. Existe pura e simplesmente um critério diferente para o clube de Pinto da Costa.
Em 17 jogos o FC Porto fez mais faltas que o adversário em 10 jogos e menos em 6; em 1 deles fez o mesmo número exacto.
Em apenas 1 jogo desta Liga acabou com mais cartões que o adversário, 4 com a mesma soma e 12 com menos cartolinas amarelas.
Curiosamente nos jogos do FC Porto os dragões e os adversários fizeram o mesmo nº de faltas (250) mas em cartões amarelos temos 26-51.
Ou seja, cada jogador do FCP tem de fazer quase 10 faltas para ver amarelo! Já os adversários só podem fazer 5!
Houve um jogo esta temporada em que o adversário do FCP fez 25 faltas e viu 10 amarelos! O FCP já acabou um jogo com 20 faltas e 1 amarelo.
A que se deve esta diferença? Era bom que houvesse um nota aos árbitros sobre estes números pois o critério disciplinar também ajuda a fazer campeões.
Impressionante como Fernando, Varela, Mangala ou João Moutinho não são mais castigados com amarelos. Lembrem-se de Moutinho na Luz: foram precisas 7 faltas.
Toda a gente sabe como um cartão amarelo condiciona um jogador, como pode ser a diferença entre um contra ataque passar ou não poder haver agressividade para o travar; como ajuda poder quebrar o ritmo do adversário com faltas sucessivas a meio campo sem ver o amarelo por repetição de situação ilegal, etc, etc... Já para não falar dos jogos de castigos por 5 cartões.
Isto é importante!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
BENFICA - 3 V.SETUBAL - 0 - SIMPLES
Evidente
Vitória tranquilíssima do Benfica, num jogo em que a nossa superioridade foi por demais evidente. Apesar do resultado de três a zero, este jogo conseguiu deixar-me um pouco insatisfeito à saída da Luz, pelo facto de ficar com a sensação de que só não marcámos mais golos porque em vez de carregar mais um bocadinho optámos pela poupança de esforço.
De regresso aos dois avançados (Lima e Rodrigo), o André Gomes foi o escolhido para ocupar o lugar do suspenso Matic, e a ala esquerda foi desta vez formada pelo Luisinho e Ola John. A entrada do Benfica foi a todo o gás, e depois de uma primeira ameaça num livre do Rodrigo chegámos ao golo logo aos quatro minutos, numa jogada pela direita entre o Salvio e o Maxi que levou a bola até ao Enzo Pérez. Depois este, à entrada da área, colocou-a literalmente na gaveta. De certeza que os adeptos esperariam que, dada a entrada em jogo e o golo madrugador, a equipa aproveitasse para manter a pressão e arrancar para uma vitória folgada, mas não foi isso que aconteceu. Em vez disso, o Benfica optou mais por uma toada de serviços mínimos, por vezes quase mesmo sobranceira, ciente da sua superioridade e de que a vitória não escaparia. Também é verdade que a ausência do Matic parece retirar alguns metros à equipa no que diz respeito às zonas de pressão - não sou particularmente adepto de ver o André Gomes a jogar na posição mais recuada do meio campo - mas apesar de mesmo neste registo a superioridade do Benfica no jogo ser praticamente absoluta, saímos para intervalo com a impressão de que seria possível fazer mais e melhor. Pelo menos teria ajudado se o Rodrigo não tivesse perdido o segundo golo de uma forma absolutamente inacreditável.
A entrada do Benfica na segunda parte foi outra vez a todo o gás, de forma a deixar o assunto resolvido o mais depressa possível e afastar quaisquer dúvidas. Como que a confirmar a sensação que quase todos tinham de que bastaria o Benfica carregar um pouco mais no acelerador para desbaratar por completo a equipa do Setúbal, os resultados foram imediatos. Bastaram dois minutos para que o Lima, isolado nas costas da defesa por um grande passe do Luisão, fazer o segundo golo. E depois de mais algumas jogadas em que o Setúbal pouco mais fez do que andar a correr atrás da bola, com dez minutos da segunda parte decorridos estava feito o terceiro golo, numa jogada entre os dois avançados que terminou com o Rodrigo - que tinha iniciado a jogada - a empurrar a bola à boca da baliza, após passe do Lima. Este terceiro golo acabou com o jogo. E digo isto no sentido literal da coisa, porque o Benfica pouco mais fez até final - talvez o momento melhor tenha sido uma iniciativa individual do André Gomes, que merecia ter acabado em golo. Limitámo-nos a gerir o jogo e o resultado, sem grandes esforços. De um ponto de vista puramente racional esta opção é compreensível, dado que a equipa vem de uma sequência complicada de vários jogos difíceis e seguidos num período relativamente curto de tempo (desde o dia 30 de Dezembro que temos estado sempre a jogar dois jogos por semana). Mas por outro lado a diferença de golos pode acabar por ser importante na decisão do campeonato, e custa ver-nos desperdiçar uma oportunidade para melhorarmos esse aspecto. E para além disso parece-me que os quase quarenta mil adeptos que se deslocaram nesta noite fria à Luz talvez merecessem pelo menos mais algum tempo de futebol, e um pouco menos de peladinha.
Para mim o melhor do Benfica foi o Enzo Pérez. Hoje deu obviamente nas vistas pelo golo que marcou, mas para mim foi o melhor por muitos outros motivos. Nem sei se terá feito alguma coisa errada durante o tempo em que esteve em campo. Bem também, como tem sido habitual, o Lima, a dupla de centrais, e o Maxi Pereira. Parece-me que o facto de estar a ter oportunidade para descansar um pouco, já que o André Almeida tem cumprido sempre que é chamado, lhe está a permitir recuperar a boa forma.
Resumindo, foi uma vitória muito fácil do Benfica, obtida com um esforço aparentemente mínimo. Agora acho que até vou estranhar ter que esperar uma semana inteira para voltar a ver um jogo do Benfica.
LUSITÂNIA - 0 A.VISEU - 1 - IMPORTANTE
SC Lusitânia 0-1 Ac. Viseu FC
Académico de Viseu: Nuno Ricardo; Calico, Tiago Gonçalves, Thiago Pereira e Campinho (Marco Almeida); Ibraima, Bruno Loureiro e Luisinho (Hélder Rodrigues); Kifuta, Zé Rui (Sérgio Duarte) e Horácio. Treinador: Filipe Moreira.
Não foi fácil, longe disso, mas o Académico de Viseu venceu esta tarde nos Açores a equipa do Lusitânia. O golo foi apontado pelo capitão, Calico, de cabeça, ainda na primeira parte e os açorianos, também na etapa inicial, falharam uma grande penalidade atirando ao poste de Nuno Ricardo.
Magnífico resultado, 3 pontos - importantíssimos. Era um dos jogos que mais temia, pelas razões que passo a apontar:
1ª razão: não podia estar presente e como qualquer adepto, acho sempre que estando presente posso de alguma forma condicionar o desenrolar do jogo, é isso que me faz a mim e a tantos outros ser adepto do Académico.
2ª razão: Viagem longa, cansativa, ambiente diferente daquele a que os jogadores estão habituados, etc.
3ª razão: a má classificação da equipa do Lusitânia, que poderia levar a pensar que o jogo seria fácil e que a vitória aconteceria mais tarde ou mais cedo. Pois felizmente que ninguém no grupo, assim pensou, neste ou em qualquer outro jogo, pois como Filipe Moreira alertou este jogo seria muito difícil, e ganhá-lo seria tarefa importantíssima, mas longe de estar garantida. Além disso, apenas por uma vez o Lusitânia, tinha perdido em sua casa.
3ª razão: a robusta vitória conseguida pelo Académico na 1ª volta, poderia dar a entender que tudo ia ser parecido.
4ª razão: O Académico nos Açores nunca ganhava e isso poderia pesar na cabeça de jogadores e treinadores, mas não pesou!
Tudo resumido: Numa altura crucial o Académico respondeu à altura, ganhou o jogo, conquistou os 3 pontos e a 12 jornadas do fim está na luta pela subida de divisão que nesta altura começa a ter um cada vez menor lote de candidatos. No entanto, é bom recordar, que também nós já estivemos a 7 pontos e conseguimos a aproximação, por isso, há que continuar, como até aqui, a respeitar todos os adversários, a entrar em campo, com a certeza de que o jogo vai ser difícil, mas que com o empenho de nós todos, Equipa, sócios e adeptos, vai ser possível a conquista da Vitória!
1ª razão: não podia estar presente e como qualquer adepto, acho sempre que estando presente posso de alguma forma condicionar o desenrolar do jogo, é isso que me faz a mim e a tantos outros ser adepto do Académico.
2ª razão: Viagem longa, cansativa, ambiente diferente daquele a que os jogadores estão habituados, etc.
3ª razão: a má classificação da equipa do Lusitânia, que poderia levar a pensar que o jogo seria fácil e que a vitória aconteceria mais tarde ou mais cedo. Pois felizmente que ninguém no grupo, assim pensou, neste ou em qualquer outro jogo, pois como Filipe Moreira alertou este jogo seria muito difícil, e ganhá-lo seria tarefa importantíssima, mas longe de estar garantida. Além disso, apenas por uma vez o Lusitânia, tinha perdido em sua casa.
3ª razão: a robusta vitória conseguida pelo Académico na 1ª volta, poderia dar a entender que tudo ia ser parecido.
4ª razão: O Académico nos Açores nunca ganhava e isso poderia pesar na cabeça de jogadores e treinadores, mas não pesou!
Tudo resumido: Numa altura crucial o Académico respondeu à altura, ganhou o jogo, conquistou os 3 pontos e a 12 jornadas do fim está na luta pela subida de divisão que nesta altura começa a ter um cada vez menor lote de candidatos. No entanto, é bom recordar, que também nós já estivemos a 7 pontos e conseguimos a aproximação, por isso, há que continuar, como até aqui, a respeitar todos os adversários, a entrar em campo, com a certeza de que o jogo vai ser difícil, mas que com o empenho de nós todos, Equipa, sócios e adeptos, vai ser possível a conquista da Vitória!
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
REFORÇOS
O médio Diogo Rosado foi contratado pelo Sport Lisboa e Benfica até ao final da presente temporada. O Clube da Luz ficou com opção de compra.
O futebolista tem 22 anos e chega dos ingleses do Blackburn Rovers.
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