Ora, como vamos ter que levar com este senhor no jogo frente ao Nacional, aqui vai uma actualização das maravilhas que ele consegue fazer sempre que arbitra um jogo nosso. Sejamos justos e louvemos-lhe a coerência e a uniformidade de critérios que exibe sempre contra nós. E, como (infelizmente) ainda lhe faltam alguns anos para acabar a carreira, qualquer dia o vídeo destes roubos, perdão, equívocos durará meia parte de um jogo de futebol. Um desafio: tentem ver isto acreditando que são só uma série de infelizes coincidências. Se conseguirem, depois vão à Lapónia e dêem os meus cumprimentos ao Pai Natal, sff.
Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Calico (Marco Almeida, 73), Thiago Pereira, Tiago Gonçalves e Campinho; Ibraima, Bruno Loureiro, Zé Rui (Johnny, 76) e Luisinho; Kifuta e Horácio (Hélder Rodrigues, 63). Treinador: Filipe Moreira.
Acho que não é necessário colocar “panos quentes”, equipa que quer subir de divisão – e o Académico quere isso claramente – tem que ganhar este tipo de jogos, mesmo tendo em conta todas as vicissitudes que esta partida teve.
Com um 4x4x2 – Luisinho e Zé Rui nas alas, Kifuta e Horácio como pontas de lança – o Académico esteve bem perto do golo ao minuto 6 quando Bruno Loureiro tirou dois defesas da frente, e depois já em posição central e apenas com Valença pela frente, rematou colocado, mas com pouca força, permitindo a defesa do guardião da casa. Foi o início de dois minutos loucos, uma vez que logo de seguida e após cruzamento da direita de Luisinho, apareceu Calico (?) a desviar e quando a bola se dirigia para a baliza, apareceu um corte milagroso, com a bola a ir para fora. Um minuto depois foi a vez de o Nogueirense estar perto do golo, quando o nosso bem conhecido David Nunez, fugiu a Campinho mas depois permitiu que Ibraima fizesse um corte excelente.
Ao minuto 17 uma boa jogada de envolvimento entre Luisinho e o nosso defesa direito, com o capitão a cruzar para a cabeça de Kifuta que atirou por cima. O mesmo Kifuta ao minuto 36 esteve muito perto de marcar, mas na mesma jogada esteve incrivelmente bem – quando tirou a bola de maneira limpa ao central – e muito mal quando não se decidiu pelo remate – seria o ideal – ou pelo passe, e quando se decidiu pelo passe, para Horácio, apareceu um corte.
Ao intervalo zero a zero no marcador.
Quando se esperava uma reação forte e enérgica no início da segunda parte, a verdade é que o Académico demorou 25 minutos a aparecer em jogo. Tendo isso em conta o Nogueirense começou a acreditar, ainda com mais força, que era mesmo possível pontuar em Viseu. Esteve bem de fazer o golo, quando ao minuto 58 o ex academista David Nunez – quem o viu e quem o vê – com um excelente remate, em arco, atirou a bola ao poste da baliza de Nuno Ricardo.
Aos 70 minutos – lá estão os tais 25 minutos – e já com Hélder Rodrigues em campo – no lugar do apagado Horácio – Zé Rui, com um passe magistral, isolou Luisinho que sobre a direita e isolado frente a Valença … atirou por cima. Depois de mais duas substituições - entradas de Marco Almeida e Johnny – o Académico teve mais três ocasiões para marcar. Johnny com um bom remate de fora da área faz com que Valença brilhasse a larga altura (88) e já antes (84) Luisinho com uma magnífico trabalho cruzou para o remate de Hélder Rodrigues com a bola – teimosamente – a sair ao lado.
Nos descontos mais uma imagem do quão mal o Académico esteve na finalização, trabalho na direita (não sei se de Luisinho ou de Marco Almeida), cruzamento e ao segundo poste, Johnny, com a baliza completamente desguarnecida atirou por cima.
Por fim quero falar da equipa adversária e do árbitro. O Nogueirense teima em ser a nossa besta negra. Nada a dizer quanto a isso. Mas o anti jogo sujo que praticou nos últimos minutos deviam fazer corar de vergonha os seus responsáveis – mas não fazem, vi-os todos orgulhosos com o seu “pontinho”. O árbitro – há quanto tempo não se via um árbitro vindo da margem sul do Tejo? – fez uma arbitragem habilidosa. Não bastava o anti jogo forasteiro, o árbitro também o fez. Mostrava uma amarelo aos de fora e demorava uma eternidade a apontar esse mesmo cartão. Dou um exemplo, em cima do minuto 90 marca um livre a favor do Académico, mostrou um amarelo e o jogo prosseguiu 1 minuto e 15 segundos depois da falta. Deu quatro minutos de desconto…
A cidade de Joanesburgo recebia a grande final da 29ª edição da CAN que colocava frente a frente Nigéria e Burkina Faso. A Nigéria muito jovem ia para a 7ª final embora há treze anos que não marcava presença numa contabilizando duas vitórias na CAN em 1980 e 1994. Por seu lado, o Burkina Faso há algum tempo que não passava a fase de grupos apenas o tinha feito em 1998 em casa onde foi eliminado pelo Egipto.
O Burkina Faso jogava com o onze idêntico aquele que derrotou o Gana com Pitroipa despenalizado jogava de início após a CAF ter admitido e o árbitro da Tunísia a ser afastado. Em relação à Nigéria, a grande figura do ataque Emmanuel Emenike não jogava a titular figurando no seu lugar Uche.
Os nigerianos abriram as hostilidades aos 40 minutos, Moses a disparar a bola contra o corpo de Koné e na segunda vaga Sunday Mba a rematar e a fazer um grande golo.
O Burkina quase chegou ao empate ao minuto 73 com disparo de Sanou e Enyeama a fazer a defesa da noite.
Aos 86 minutos, grande troca de bola entre Ahmed e Moses e nem Ideye nem Diakité a chegarem à bola.
No final, o autor do único golo do encontro, Sunday Mba mostrava-se visivelmente emocionado: “Estou muito contente é um sonho tornado realidade. Estou tão contente, não sei o que dizer apenas que estou contente”.
O melhor jogador do jogo foi Obi Mikel, um patrão nesta equipa com grande postura quer defensiva quer ofensivamente e que foi decisivo nesta competição sobretudo contra a Costa do Marfim e o Mali.
Com esta vitória, a Nigéria vai agora representar o continente africano na Taça das Confederações no Brasil.
O critério disciplinar desta Liga é bem azul e branco
Ora passou mais uma jornada e o grande rival do Benfica continua com dados fantásticos que valem a pena serem chamados à atenção. Isto são factos não são cabalas, conspirações, escutas ou teorias:
Única equipa que não tem assinalado um penalty contra
Única equipa que não viu um jogador seu ser expulso
Equipa com menos cartões amarelos, com menos 8 que a 2ª equipa com menos cartolinas
Já falei noutro post da questão dos penalties/expulsões (AQUI), hoje quero abordar a da disciplina:
Foram mostrados 26 cartões amarelos a jogadores do FC Porto em 17 jogos; a média para as 16 equipas da Liga Zon Sagres é de 46, o Benfica por exemplo já tem 34 e 2 vermelhos.
Fui investigar o número de faltas/cartões dos jogos do FCP e fiquei impressionado pois a desculpa que os azuis e brancos fazem menos faltas que os rivais e por isso não são admoestados não é verdadeira. Existe pura e simplesmente um critério diferente para o clube de Pinto da Costa.
Em 17 jogos o FC Porto fez mais faltas que o adversário em 10 jogos e menos em 6; em 1 deles fez o mesmo número exacto.
Em apenas 1 jogo desta Liga acabou com mais cartões que o adversário, 4 com a mesma soma e 12 com menos cartolinas amarelas.
Curiosamente nos jogos do FC Porto os dragões e os adversários fizeram o mesmo nº de faltas (250) mas em cartões amarelos temos 26-51.
Ou seja, cada jogador do FCP tem de fazer quase 10 faltas para ver amarelo! Já os adversários só podem fazer 5!
Houve um jogo esta temporada em que o adversário do FCP fez 25 faltas e viu 10 amarelos! O FCP já acabou um jogo com 20 faltas e 1 amarelo.
A que se deve esta diferença? Era bom que houvesse um nota aos árbitros sobre estes números pois o critério disciplinar também ajuda a fazer campeões.
Impressionante como Fernando, Varela, Mangala ou João Moutinho não são mais castigados com amarelos. Lembrem-se de Moutinho na Luz: foram precisas 7 faltas.
Toda a gente sabe como um cartão amarelo condiciona um jogador, como pode ser a diferença entre um contra ataque passar ou não poder haver agressividade para o travar; como ajuda poder quebrar o ritmo do adversário com faltas sucessivas a meio campo sem ver o amarelo por repetição de situação ilegal, etc, etc... Já para não falar dos jogos de castigos por 5 cartões.
Isto é importante!
Vitória tranquilíssima do Benfica, num jogo em que a nossa superioridade foi por demais evidente. Apesar do resultado de três a zero, este jogo conseguiu deixar-me um pouco insatisfeito à saída da Luz, pelo facto de ficar com a sensação de que só não marcámos mais golos porque em vez de carregar mais um bocadinho optámos pela poupança de esforço.
De regresso aos dois avançados (Lima e Rodrigo), o André Gomes foi o escolhido para ocupar o lugar do suspenso Matic, e a ala esquerda foi desta vez formada pelo Luisinho e Ola John. A entrada do Benfica foi a todo o gás, e depois de uma primeira ameaça num livre do Rodrigo chegámos ao golo logo aos quatro minutos, numa jogada pela direita entre o Salvio e o Maxi que levou a bola até ao Enzo Pérez. Depois este, à entrada da área, colocou-a literalmente na gaveta. De certeza que os adeptos esperariam que, dada a entrada em jogo e o golo madrugador, a equipa aproveitasse para manter a pressão e arrancar para uma vitória folgada, mas não foi isso que aconteceu. Em vez disso, o Benfica optou mais por uma toada de serviços mínimos, por vezes quase mesmo sobranceira, ciente da sua superioridade e de que a vitória não escaparia. Também é verdade que a ausência do Matic parece retirar alguns metros à equipa no que diz respeito às zonas de pressão - não sou particularmente adepto de ver o André Gomes a jogar na posição mais recuada do meio campo - mas apesar de mesmo neste registo a superioridade do Benfica no jogo ser praticamente absoluta, saímos para intervalo com a impressão de que seria possível fazer mais e melhor. Pelo menos teria ajudado se o Rodrigo não tivesse perdido o segundo golo de uma forma absolutamente inacreditável.
A entrada do Benfica na segunda parte foi outra vez a todo o gás, de forma a deixar o assunto resolvido o mais depressa possível e afastar quaisquer dúvidas. Como que a confirmar a sensação que quase todos tinham de que bastaria o Benfica carregar um pouco mais no acelerador para desbaratar por completo a equipa do Setúbal, os resultados foram imediatos. Bastaram dois minutos para que o Lima, isolado nas costas da defesa por um grande passe do Luisão, fazer o segundo golo. E depois de mais algumas jogadas em que o Setúbal pouco mais fez do que andar a correr atrás da bola, com dez minutos da segunda parte decorridos estava feito o terceiro golo, numa jogada entre os dois avançados que terminou com o Rodrigo - que tinha iniciado a jogada - a empurrar a bola à boca da baliza, após passe do Lima. Este terceiro golo acabou com o jogo. E digo isto no sentido literal da coisa, porque o Benfica pouco mais fez até final - talvez o momento melhor tenha sido uma iniciativa individual do André Gomes, que merecia ter acabado em golo. Limitámo-nos a gerir o jogo e o resultado, sem grandes esforços. De um ponto de vista puramente racional esta opção é compreensível, dado que a equipa vem de uma sequência complicada de vários jogos difíceis e seguidos num período relativamente curto de tempo (desde o dia 30 de Dezembro que temos estado sempre a jogar dois jogos por semana). Mas por outro lado a diferença de golos pode acabar por ser importante na decisão do campeonato, e custa ver-nos desperdiçar uma oportunidade para melhorarmos esse aspecto. E para além disso parece-me que os quase quarenta mil adeptos que se deslocaram nesta noite fria à Luz talvez merecessem pelo menos mais algum tempo de futebol, e um pouco menos de peladinha.
Para mim o melhor do Benfica foi o Enzo Pérez. Hoje deu obviamente nas vistas pelo golo que marcou, mas para mim foi o melhor por muitos outros motivos. Nem sei se terá feito alguma coisa errada durante o tempo em que esteve em campo. Bem também, como tem sido habitual, o Lima, a dupla de centrais, e o Maxi Pereira. Parece-me que o facto de estar a ter oportunidade para descansar um pouco, já que o André Almeida tem cumprido sempre que é chamado, lhe está a permitir recuperar a boa forma.
Resumindo, foi uma vitória muito fácil do Benfica, obtida com um esforço aparentemente mínimo. Agora acho que até vou estranhar ter que esperar uma semana inteira para voltar a ver um jogo do Benfica.
Académico de Viseu: Nuno Ricardo; Calico, Tiago Gonçalves, Thiago Pereira e Campinho (Marco Almeida); Ibraima, Bruno Loureiro e Luisinho (Hélder Rodrigues); Kifuta, Zé Rui (Sérgio Duarte) e Horácio. Treinador: Filipe Moreira.
Não foi fácil, longe disso, mas o Académico de Viseu venceu esta tarde nos Açores a equipa do Lusitânia. O golo foi apontado pelo capitão, Calico, de cabeça, ainda na primeira parte e os açorianos, também na etapa inicial, falharam uma grande penalidade atirando ao poste de Nuno Ricardo.
Magnífico resultado, 3 pontos - importantíssimos. Era um dos jogos que mais temia, pelas razões que passo a apontar: 1ª razão: não podia estar presente e como qualquer adepto, acho sempre que estando presente posso de alguma forma condicionar o desenrolar do jogo, é isso que me faz a mim e a tantos outros ser adepto do Académico. 2ª razão: Viagem longa, cansativa, ambiente diferente daquele a que os jogadores estão habituados, etc. 3ª razão: a má classificação da equipa do Lusitânia, que poderia levar a pensar que o jogo seria fácil e que a vitória aconteceria mais tarde ou mais cedo. Pois felizmente que ninguém no grupo, assim pensou, neste ou em qualquer outro jogo, pois como Filipe Moreira alertou este jogo seria muito difícil, e ganhá-lo seria tarefa importantíssima, mas longe de estar garantida. Além disso, apenas por uma vez o Lusitânia, tinha perdido em sua casa. 3ª razão: a robusta vitória conseguida pelo Académico na 1ª volta, poderia dar a entender que tudo ia ser parecido. 4ª razão: O Académico nos Açores nunca ganhava e isso poderia pesar na cabeça de jogadores e treinadores, mas não pesou! Tudo resumido: Numa altura crucial o Académico respondeu à altura, ganhou o jogo, conquistou os 3 pontos e a 12 jornadas do fim está na luta pela subida de divisão que nesta altura começa a ter um cada vez menor lote de candidatos. No entanto, é bom recordar, que também nós já estivemos a 7 pontos e conseguimos a aproximação, por isso, há que continuar, como até aqui, a respeitar todos os adversários, a entrar em campo, com a certeza de que o jogo vai ser difícil, mas que com o empenho de nós todos, Equipa, sócios e adeptos, vai ser possível a conquista da Vitória!
O médio Diogo Rosado foi contratado pelo Sport Lisboa e Benfica até ao final da presente temporada. O Clube da Luz ficou com opção de compra.
O futebolista tem 22 anos e chega dos ingleses do Blackburn Rovers.
O Sport Lisboa e Benfica garantiu esta quinta-feira o empréstimo do defesa-esquerdo Bryan Garcia por seis meses. O futebolista brasileiro tem 20 anos e chega do América Mineiro.
Um Benfica sóbrio e seguro conquistou, com uma exibição muito sólida, mais uma vitória numa deslocação complicada e colocou-se numa posição muito vantajosa no apuramento para a final.
Algumas alterações na equipa que jogou em Braga, mas a táctica manteve-se, com um único avançado (Lima), apoiado por um médio mais ofensivo, que desta vez foi o Aimar, com o Gaitán a passar para a esquerda. Mudanças também na defesa (André Almeida e Garay em vez do Maxi e do Jardel) e no meio campo (André Gomes no lugar do Enzo Pérez). O jogo na primeira parte foi aquilo que se previa. Pode ser um chavão, mas a verdade é que o Paços de Ferreira é mesmo uma equipa bem organizada. Os jogadores ocupam muito bem os espaços, jogam de forma apoiada e sabem pressionar bem o adversário, não sendo portanto surpresa nenhuma o bom campeonato que estão a fazer. O Benfica sentiu portanto naturais dificuldades para jogar o futebol que mais lhe agrada, e passou por um susto nos minutos iniciais do jogo, pois a boa entrada do Paços até lhe permitiu isolar o Cícero na cara do Artur, mas felizmente ele escorregou na hora de finalizar. Apesar das dificuldades, o Benfica aos poucos foi acertando o seu jogo, o que permitiu que alguns rasgos da qualidade individual dos nossos jogadores fossem criando desequilíbrios e sobressaindo num jogo essencialmente disputado a meio campo. O Lima, Aimar e Gaitán tiveram alguns lances perigosos, que foram desperdiçados ou anulados com alguma dificuldade pela defesa do Paços. O empate ao intervalo espelhava bem o equilíbrio da primeira parte, mas considerando a forma como o Benfica estava a conseguir controlar o Paços e as ameaças que os referidos rasgos individuais iam criando, parecia mais provável que na segunda parte fosse o Benfica a marcar.
E com o jogo a manter o mesmo perfil, foi mesmo um rasgo individual que permitiu ao Benfica adiantar-se no marcador. Pouco antes de se completar o primeiro quarto de hora o Salvio teve um lance individual pela direita, ultrapassou o defesa e fez o centro que deixou ao Lima apenas o trabalho de, à boca da baliza, encostar para o golo. Em desvantagem, o Paços tentou subir no terreno na procura do empate, mas o cenário ficou ainda mais complicado apenas dez minutos após o golo, pois o Vítor viu um cartão vermelho directo após uma entrada tardia com os pitons à canela do Gaitán - não me pareceu intencional, mas o lance é para vermelho, e este ano já vimos o André Gomes receber a mesma punição por um lance semelhante. Imediatamente a seguir à expulsão, o Benfica fez entrar o Rodrigo, que se foi colocar atrás do Lima para explorar precisamente o espaço extra que se abriu no meio campo. O resultado foi imediato, pois dois minutos após ter entrado o Rodrigo surgiu a rematar na zona frontal à baliza, e o Ola John marcou o nosso segundo golo na recarga. Com este golo o jogo ficou decidido, e a eliminatória muito bem encaminhada. A superioridade do Benfica até final foi evidente, e até poderíamos ter ampliado mais a vantagem, pois o Paços não desistiu de tentar atacar e dava cada vez mais espaço atrás.
Matic e Luisão em bom plano, o Garay regressou como se nunca tivesse estado ausente. A qualidade do Salvio e do Gaitán também foi importante, e o Rodrigo entrou bem no jogo. O Aimar acusou ainda muita falta de ritmo.
E assim fechámos o ciclo de quatro jogos fora. Ao contrário daquilo que certamente muitos desejariam, conseguimos um pleno: quatro vitórias, que significam a manutenção no topo da tabela da Liga, e um passo de gigante em direcção à desejada final do Jamor. Um último reparo em relação à arbitragem: pode ser muito embirração minha com o careca de Braga, devido ao muito mal que eu já o vi fazer ao Benfica, mas para mim hoje esteve ao nível que eu esperava: deplorável.
Este médio repartiu a sua formação por vários clubes (FC Porto, Académica e Marítimo). Iniciou a sua carreira sénior no Sertanense (11/12) e Anadia (11/12). Na presente época atuava no Mortágua (III, Série D) onde era peça importante tendo mesmo apontado dois golos – ao Sourense e ao Caldas.
Aí está outro reforço para o Académico de Viseu. Patrick vem do Vitória de Sernache – o novo clube de António Lima Pereira – equipa que joga na II Divisão, Série D, a lutar pela subida ao Campeonato Nacional de Séniores.
Patrick – mais um cabo-verdiano na história academista – teve formação no Barreirense onde se iniciou como sénior (07/09). Na época 09/10 jogou na distrital de Setúbal ao serviço do Palmelense. Seguiram-se mais dois clubes sempre na III Divisão, Fabril Barreiro (10/11) e Eléctrico (11/12). Na presente época, até à 11ª jornada, em onze jogos tinha sete golos marcados pelo Vitória de Sernache.
Chega agora ao melhor clube do mundo, bem-vindo!
Filipe Moreira está de regresso ao comando técnico
A Direcção do Académico de Viseu informa todos os interessados que Filipe Moreira, actual técnico da equipa principal, já não se encontra suspenso. Pelo que, no próximo jogo com o Lusitânia, comandará as "tropas" no banco de suplentes.
O Académico de Viseu recebeu e venceu a formação açoriana do Operário por duas bolas sem resposta, e subiu à segunda posição no campeonato, fruta da derrota do Anadia em Espinho (3-0). O líder Cinfães, que venceu na receção ao Pampilhosa (3-1), está agora a um simples ponto de distância dos academistas.
O mister Filipe Moreira procedeu a uma alteração no onze academista fruta da lesão de Rodolfo, fazendo entrar no onze um dos mais recentes reforços, Thiago Pereira. Campinho foi o escolhido para jogar na esquerda da defesa.
Assim alinharam: Nuno Ricardo; Calico, Pereira, Tiago e Campinho; Ibraima, Bruno; Luisinho, Zé Rui, Hélder e Kifuta. Entraram ainda Horário (substituindo Campinho ainda antes do intervalo); Sérgio Duarte (que substituiu Hélder) e Johnny (entrou para o lugar de Zé Rui)
Face às condições climatéricas, temia-se um jogo muito complicado, face ao forte porte físico dos jogadores açorianos, e a verdade é que nos primeiros 20min foi difícil jogar no Fontelo, com o campo demasiado encharcado. Contudo, os academistas foram desbloqueando aos poucos esse obstáculo, e o resultado começou a desenhar-se com uma forte arrancada de Hélder Rodrigues. Estavam decorridos 25min, e o avançado academista antecipa-se ao defensor do Operário e quando se iria isolar é rasteirado, levando à expulsão do opositor, que não mereceu discussão. Do livre, surgiria o 1ºgolo academista da tarde. Bruno Loureiro executa duma forma superior, e Kifuta à ponta-de-lança de cabeça faturava para os viseenses. Destaque mais uma vez para o maestro Bruno Loureiro, exímio e decisivo no último passe. Ainda antes do intervalo, o lateral Nelo também recebeu ordem de expulsão, por entrada dura sobre Campinho. Ainda antes do intervalo entrava Horácio para o lugar de Campinho, que pareceu sair limitado fisicamente. O Operário tinha então a difícil missão de jogar com 9 jogadores os segundos 45min. A verdade, é que a tarefa ficou mais facilitada para o Académico, que marcou o segundo golo à passagem dos 60min, num cruzamento magnífico (mais um) de Bruno e o avançado Kifuta não perdoou e fez o 2ºgolo do jogo, 4º da sua conta pessoal. Desde então, e com o Operário remetido ao seu ultimo terço, fruto das circunstâncias da partida, os comandados de Filipe Moreira não mais conseguiram fazer o golo, optando na maioria das vezes pela circulação segura da bola.
Não foi uma exibição vistosa como temos assistido ultimamente, muito menos foi um jogo carregado de ocasiões de golo dos academistas, mas foi uma vitória justa, segura e inequívoca, e que faz com que o Académico esteja cada vez mais no topo da classificação. Parabéns equipa, claque e adeptos que se deslocaram até ao Fontelo debaixo de grande temporal. Na próxima jornada, os viseenses deslocam-se aos açores, para defrontar o Lusitânia. Força Académico!
Foi hoje, Jesus. Não foi fácil, foi preciso sofrer, lutar muito e mostrar muita raça, mas no final saímos da pedreira de Braga com o resultado desejado, que pode significar um passo importantíssimo na luta do título.
No onze apenas uma alteração em relação ao último jogo: Ola John no lugar do Cardozo. Mas tacticamente fomos uma equipa diferente, entregando ao Gaitán o papel de jogar solto nas costas do Lima, fazendo a ligação entre o meio campo e o ataque. E isso fez muita diferença, porque durante muito tempo o Braga não pareceu ser capaz de adaptar-se à mobilidade do Gaitán, que tanto aparecia a ajudar no meio campo como depois algures no ataque, fosse pela esquerda, direita ou pelo meio. E o Benfica dificilmente poderia pedir melhor entrada no jogo, pois após uma primeira ameaça do Enzo Pérez acabou por colocar-se em vantagem logo aos cinco minutos. Gaitán na jogada, pela direita, passe para o centro da área, o Lima arrastou o defesa com ele e o Salvio acabou por marcar à segunda, aproveitando a lentidão do Haas a reagir após a defesa do Beto. O Braga reagiu bem ao golo e tentou responder, conquistando diversos cantos, e num deles obrigou mesmo o Artur a uma defesa muito apertada, mas na maioria dos casos os nossos jogadores iam conseguindo resolver as situações. Ambas as equipas pressionavam alto na tentativa de recuperar depressa a bola, o que resultou em muita luta na zona do meio campo, mas com o Benfica a ser progressivamente empurrado mais para junto da sua área, sem no entanto deixar de responder em saídas rápidas para o ataque. O Benfica insistiu mais pelo lado esquerdo, num jogo em que, para variar, o Melgarejo esteve bastante ofensivo e o Maxi mais contido do que habitualmente. A velocidade dos nossos jogadores da frente revelou-se decisiva para o segundo golo, que começa num canto a favor do Braga. Depois de recuperada a bola, o Gaitán levou-a até ao ataque e serviu o Lima, com um cruzamento demasiado largo, mas o brasileiro foi buscar a bola e fez o golo num remate cruzado que deixou o Beto mal na fotografia. O Braga acusou este segundo golo, o que permitiu ao Benfica jogar os dez minutos que restavam na primeira parte com relativa tranquilidade.
A segunda parte foi diferente, sobretudo porque o Benfica pareceu apostado em gerir o resultado de uma forma atípica para aquilo a que a nossa equipa está habituada. O Benfica abrandou claramente o ritmo e baixou as linhas para mais junto da sua área, entregando a iniciativa do jogo ao Braga. Mas apesar de dispor de mais bola, o Braga foi praticamente incapaz de criar qualquer lance de perigo, pois os nossos jogadores iam resolvendo as situações sem grande dificuldade - paradoxalmente, o Braga na segunda parte criou menos perigo do que durante a primeira parte. O Benfica tentava depois explorar o adiantamento do Braga, e assim até criou duas boas oportunidades para fazer o terceiro golo, mas numa a tentativa de chapéu do Lima saiu mal, e na outra foi o Beto que defendeu o remate do Salvio. As coisas passaram-se com relativa tranquilidade durante a primeira metade do segundo tempo, mas a partir do momento em que o Braga retirou o Amorim do campo e meteu um extremo, alargando a frente de ataque, complicaram-se um pouco mais. Gerir um resultado de 2-0 acarreta sempre o risco do adversário marcar um golo e depois motivar-se por se ver a apenas um golo de distância, e isto acabou por acontecer mesmo, com o golo a ser marcado precisamente pelo João Pedro, o extremo que tinha entrado, e que explorou bem o espaço entre o central e o lateral esquerdo. O Benfica acusou o golpe e durante uns minutos tremeu um pouco, mas a cinco minutos dos noventa o Haas resolveu fechar uma noite em grande (teve envolvimento directo nos dois golos do Benfica) com um cartão vermelho, por impedir que o Lima se isolasse, e o jogo praticamente ficou resolvido nesse instante. De assinalar, apenas o regresso do Urreta à equipa do Benfica.
Num jogo como este o principal destaque é mesmo a equipa. Este ano temos sabido mostrar humildade e capacidade para sofrer quando a situação a isso obriga, e hoje foi mais uma prova disso. No plano individual, o Gaitán teve um papel decisivo no jogo - esteve nos dois golos, e foi o elemento que baralhou a estratégia do Braga. É muitas vezes fácil o Enzo Pérez passar despercebido num jogo, e tenho até a sensação que ele é um pouco mal amado entre os benfiquistas, mas eu considero-o fundamental no Benfica desta época. Tem sido quase perfeito em termos tácticos, dando o equilíbrio necessário a um meio campo que diversas vezes luta em inferioridade numérica contra os adversários, e na minha opinião hoje voltou a fazer um jogo muito bom. Gostei também da exibição do Luisão, e de ver o Maxi Pereira com muito 'juizinho' num jogo com esta importância.
Terceiro importante jogo fora de portas seguido, terceira vitória. Objectivamente, creio que seria difícil pedirmos à nossa equipa mais e melhor do que têm feito até esta altura da época. Mantendo esta atitude, sobriedade e união, teremos todas as condições para um final de época muito feliz.