quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

SPORTING - 1 BENFICA -2 - LÓGICA


Lógica

E no final a lógica imperou. A equipa de futebol venceu o grupo de jogadores da bola que foi lançado ao quase pelado de Alvalade, tendo no entanto sido necessário um golo do adversário para que despertássemos da quase sobranceria com que abordámos a primeira fase do jogo.


Sem o Luisão jogou o Jardel, e sem o Enzo jogou o André Gomes. Se o 'menino' jogou a titular em Camp Nou sem quaisquer problemas, nenhum motivo para recear fazer o mesmo esta noite. Os primeiros minutos do jogo pareciam indicar que o Benfica quereria aproveitar da melhor forma o momento frágil do Sporting, e impor o seu jogo logo de início. Mas a verdade é que após uns primeiros dez minutos promissores, o Benfica pareceu algo sobranceiro e foi deixando o Sporting foi ganhar confiança e crescer no jogo, superiorizando-se na luta do meio campo e tentando quase sempre aproveitar o Capel para explorar o adiantamento do Maxi no terreno. E foi mesmo por aí que o Sporting chegou ao golo, numa grande finalização do Wolfswinkel, que conseguiu antecipar-se ao Garay e rematar de primeira de pé esquerdo, precisamente à meia hora de jogo. Só depois do golo o Benfica pareceu espevitar - ou isso, ou o Sporting achou que já tinha feito o suficiente e que daí para a frente só tinha era que defender a vantagem alcançada. A verdade é que o nosso adversário praticamente não voltou ao jogo a seguir ao golo, enquanto que o Benfica começou a dominar e finalmente a criar ocasiões de golo. Desperdiçámos pelo menos um par delas para chegar ao empate antes do intervalo, pelo Lima e pelo Cardozo, mas apesar da desvantagem no final da primeira parte, pareceu-me mais ou menos claro que o nosso adversário tremia sempre que era mais pressionado, e que se o jogo continuasse com a mesma tendência os golos do Benfica acabariam por surgir. O problema maior do Benfica durante esta primeira parte parecia ser a ausência de um jogador capaz de organizar o jogo ofensivo da equipa, e de transportar a bola pelo centro nas saídas para o ataque - esse papel acabou por cair sobre o Matic diversas vezes, e não parece sensato exigirmos tanto dele, tendo em conta que as tarefas principais dele são os equilíbrios defensivos e a recuperação da bola.


E continuou mesmo. O Benfica procurava o golo com maior insistência, tinha muito mais bola, e o jogo disputava-se quase em exclusivo no meio campo do nosso adversário, que revelava enorme dificuldade para construir jogadas de ataque - na maior parte das vezes, quando recuperava a bola limitava-se a chutá-la para a frente, na esperança que o Capel ou o Wolfswinkel a conseguissem captar e fazer alguma coisa. Mesmo assim, numa das raríssimas ocasiões em que chegaram à frente, conseguiram criar uma grande oportunidade para marcar, valendo-nos a defesa do Artur frente ao isolado Elias. Pressentia-se que um golo do Benfica poderia fazer desmoronar o Sporting como um castelo de cartas, e ainda antes de finalizado o primeiro quarto de hora isso aconteceu mesmo. Depois de um excelente cruzamento do Ola John na esquerda, o Cardozo ainda conseguiu cabecear de forma atabalhoada mesmo tendo sido abalroado por um adversário, e de alguma forma o excelente Rojo, que o Sporting fez o favor de orgulhosamente no-lo roubar, meteu a bola dentro da própria baliza. A partir daqui então só deu mesmo Benfica. A última meia hora de jogo foi de ataques constantes da nossa parte, e chutos para a frente da parte do Sporting, com uma excepção num bom remate do Insúa que levou a bola ao ferro. O Benfica também acertou no poste, poucos minutos após o golo do empate, num cabeceamento do Garay. Os nossos dois extremos, Salvio e Ola John, subiram muito de produção da primeira para a segunda parte, e as subidas dos nossos laterais não eram sequer acompanhadas pelos adversários directos. Pelo meio, apesar da teórica superioridade numérica do adversário, eram o Matic e o André Gomes quem controlavam e dispunham de cada vez mais espaço. O segundo golo era uma inevitabilidade, e a dez minutos do fim apareceu, depois de um penálti evidente por corte do Boulahrouz com a mão de um remate do Salvio que daria golo. O Cardozo com muita calma esperou que o Patrício caísse para um lado e atirou a bola para o outro, e toda a gente percebeu que, apesar do tempo que ainda faltava jogar, o vencedor estava encontrado, e que se o resultado mudasse só poderia ser com mais golos do Benfica. E como se não bastasse o golo sofrido e a expulsão, o Sporting ainda levou logo de seguida com a entrada inspirada do Gaitán, que até final infernizou a vida do jovem central inglês adaptado a lateral direito, e de todos os que lhe sairam ao caminho. Um livre por mais uma falta cometida por ele proporcionou ao Salvio a oportunidade de cruzar para o cabeceamento vitorioso do Cardozo, a cinco minutos do final.Game over.


Homem do jogo: Cardozo. O paraguaio tem o bom hábito de marcar no derby, fazendo do Sporting uma das suas vítimas predilectas. Hoje marcou dois e bem podia ter saído do batatal de Alvalade com um hat trick, ficando ainda directamente ligado ao outro golo do Benfica. André Gomes mais uma vez a mostrar que para ele tanto faz se o adversário se chama Barcelona, Freamunde ou Sporting (hoje em dia é verdade que a diferença entre os dois últimos é mínima): joga sempre no mesmo registo, de uma forma sóbria e segura. Matic sempre importante, Lima excelente (merecia um golo) e o Salvio teve uma segunda parte muito melhor do que a primeira, onde terá sido um dos mais fracos. O Jardel também melhorou muito da primeira para a segunda parte, tendo acertado com a marcação ao Wolfswinkel e jogando quase sempre em antecipação.

O Benfica foi quase masoquista neste jogo, obrigando-se a sofrer para depois mostrar a sua superioridade. Ou, por outro prisma, foi sádico: deixou que o Sporting, durante alguns minutos, pensasse que seria possível vencer um jogo contra uma equipa que lhe é manifestamente superior, para depois destroçar-lhes essa ilusão. O mais importante é que a esperada vitória foi conquistada. Mesmo sem Luisão, Aimar, Pérez ou Carlos Martins. E se outros faltarem, neste momento tenho confiança que nem isso fará abanar esta equipa.

P.S.- Fiquei surpreendido pela qualidade da arbitragem do Marco Ferreira neste jogo. Muito melhor do que aquilo a que internacionais como Proenças e quejandos me têm habituado.

P.P.S.- O Benfica utilizou mais portugueses neste jogo do que o Sporting.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CINFÃES - 1 A. VISEU - 0 - MARCAR PASSO


CD Cinfães 1-0 Ac. Viseu FC

Estádio Municipal Cerveira Pinto, 9 de dezembro de 2012
10ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Rui Fernandes (Viana do Castelo)

Cinfães: Pedro Trigueira; Eduardo, Hélio, Joel e Luís Carvalho; Miguel Moreira, Rúben e Serra (Fabrício, 90+3); Gomes (Carlitos, 83), Diogo Torres e Luís Carlos (Vítor Silva, 66). Treinador: Flávio das Neves.

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Marco Almeida, Calico (Tiago Gonçalves, 66), Campinho e Rodolfo Simões; Ibraima, Bruno Loureiro e Luisinho (Kifuta, 59); Hélder Rodrigues, Zé Rui e David Nunez (Johnny, 73). Treinador: Filipe Moreira.

Golo: Serra 55 (1-0)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

BARCELONA - 0 BENFICA - 0 - PENA


Pouca pontaria "dá" Liga Europa ao Benfica


O Benfica esteve perto da vitória, mas o empate acabou por não ser suficiente para apurar a equipa. Os encarnados caem assim para a Liga Europa.

Pouca pontaria "dá" Liga Europa ao Benfica
O Benfica conseguiu esta noite um empate (0-0) histórico diante do Barcelona, mas insuficiente para conseguir fazer história em Camp Nou. Os encarnados despediram-se assim da Liga dos Campeões após o triunfo (2-1) do Celtic sobre o Spartak Moscovo e vão agora jogar a Liga Europa.
Uma entrada no jogo confiante, audaz e destemida deu o mote para a primeira parte de bom nível do Benfica em Camp Nou. Nos primeiros 45 minutos os encarnados perdiam naturalmente a luta pela posse de bola, mas ganhavam no duelo de ocasiões de golo. Só no marcador é que “essa vitória” ainda não se notava, face à ineficácia de Lima e Rodrigo no ataque. Aos 12’, o internacional sub-21 espanhol fugiu à defesa catalã e apenas com o guardião Pinto pela frente conseguiu atirar ao lado, deixando incrédulos os cerca de 2500 adeptos encarnados.
Apesar dos “remendos” impostos pelas ausências de Salvio, Enzo Pérez, Carlos Martins e Aimar, Jorge Jesus montou uma equipa disposta a vencer e a livrar-se do peso ditado pelo resultado do Celtic.
Perante uma versão de ‘cantera’ do Barcelona – com os jovens Montoya, Sergi Roberto, Planas, Rafinha, Tello e Thiago Alcântara -, os encarnados puderam dar outra réplica. Assim, Lima esteve muito perto do golo aos 20’ e 32’, com a bola a ir ao poste mesmo ao poste,e Ola John quase marcou aos 35’. O Benfica só se podia queixar de si mesmo por esta altura.
Em cima do intervalo os adeptos do Barcelona começaram a entoar o nome de Messi, chamando também pelo recorde de 85 golos de Gerd Müller que resiste desde 1972. 
No segundo tempo, Nolito ainda assustou com um remate a rasar o poste (46’). Foi o fim da vida “fácil” que o Benfica tinha tido até então, com os catalães a controlar o jogo mas sem criar perigo. A equipa de Tito Vilanova subiu o ritmo e Tello começou a espalhar o perigo no flanco esquerdo do ataque. O cenário de mudança ficou completo com a entrada de Messi aos 58’.
O argentino recebeu a bola e logo Luisão deu uma entrada ‘dura’ a marcar posição. O estádio vibrava na expetativa de ver o histórico 85º golo em 2012 da ‘Pulga’, mas a pontaria hoje estava menos afinada e nem os livres surtiram efeito. O dia histórico ficou definitivamente adiado nos instantes finais, quando Messi se lesionou num lance com Artur e foi obrigado a abandonar o relvado.
Jorge Jesus já tinha lançado Cardozo, Bruno César e André Almeida, tentando segurar a equipa numa fase em que o empate chegava. Porém, o Celtic adiantou-se nos derradeiros minutos e baralhou os planos do técnico encarnado. Em desespero, Luisão era já o ponta de lança ao lado de Cardozo. Era o tudo por tudo, expondo a defesa aos contra-ataques catalães. Em cima do apito final, Maxi Pereira teve o apuramento nos pés, mas atirou por cima da baliza e caiu desesperado no relvado.
O esforço do Benfica acabou por sair sem prémio ‘milionário’ e os encarnados foram relegados para a Liga Europa, com Barcelona e Celtic a seguirem para os oitavos de final da Liga dos Campeões.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

VIDEO

A.VISEU



Apresentação do reforço: Johnny

Nome: Johnny Tailor Nascimento Morais
Data de nascimento: 13/05/1986
Naturalidade: Brasil
Posição: Médio/Avançado
Clube anterior: Vilaverdense
Foto: Viseu Desportivo

No último defeso falou-se, por várias vezes, que Johnny poderia ser reforço do Académico de Viseu. Não foi e seguiu para o Vilaverdense (II Norte) onde marcou um golo em 7 jogos (derrota caseira com o Famalicão, 1-2). A página oficial do melhor clube do mundo - o nosso - anunciou à pouco que Johnny é reforço academista.
Este brasileiro chegou a Portugal na época 2005/2006 para jogar no Vila Real que estava então na III Divisão. Continuou nas duas épocas seguintes em Trás-os-Montes nomeadamente no Mirandela (06/07) e no Alijoense (06/07) sempre na III Divisão. Começou a época 07/08 no Marítimo da Graciosa mas acabou-a no Benfica de Castelo Branco naquele que foi o seu primeiro contacto com a II Divisão. Na época de 08/09 o seu clube foi o Fornos de Algodres, jogou os dois jogos contra o Académico de Viseu e perdeu ambos. Iniciou a época 09/10 no Alcains (III Divisão) mas foi no nosso distrito que terminou essa mesma época jogando no Paivense. Seguiram-se duas épocas na Sampedrense (10/12) sendo que na época passada foi o homem golo da equipa de São Pedro do Sul e um dos grandes destaques da III Divisão (marcou um golo ao Académico).
Chega agora ao melhor clube do mundo. Bem-vindo!



Apresentação do reforço: Kifuta


Nome: Kifuta Kiala Makangu
Data de nascimento: 08/01/1988
Naturalidade: Congo
Posição: Avançado
 Foto: zerozero

Este avançado congolês iniciou a formação no Sporting Clube de Portugal completando essa formação no Estoril e Real de Massamá.
Em 05/06, ainda júnior, começou a atuar pelos seniores do Real e manteve-se aí até 06/07.
Na época 07/08 veio para o Nelas tendo marcado 3 golos em 11 jogos.
Iniciou a época 08/09 novamente no Real Massamá (11 jogos, 0 golos), transferindo-se depois para o Olivais e Moscavide – onde foi treinado por Filipe Moreira – sendo aí bem mais feliz (17 jogos, 6 golos).
De 2009 a 2011 esteve no Mafra. Na primeira época – com Filipe Moreira – marcou 7 golos em 35 jogos, tendo defrontado o Académico de Viseu. Na segunda época marcou 6 golos em 29 jogos.
Em 2011/2012 foi para o Oriental e adivinhem que era o treinador? Filipe Moreira e marcou 3 golos em 25 jogos (quase sempre suplente utilizado).
Na presente época atuava novamente no Real Massamá (6 jogos – zero golos).
Chega agora ao melhor clube do mundo. Bem-vindo!



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

BENFICA


Guilherme Espírito Santo (30 de Agosto de 1919 - 25 de Novembro de 2012)


Com o falecimento de Guilherme Espírito Santo, o nosso Benfica fica de luto. Parte um dos seus atletas mais simbólicos e um dos homens que no passado muito ajudou a contruir o futuro do nosso Benfica. Que descanse em paz.

VIDEO

A.VISEU -2 TOURIZENSE - 0 - IMPORTANTE










Estádio do Fontelo, 25 de novembro de 2012
9ª Jornada da II Divisão, Zona Centro
Árbitro: Pedro Maia (Porto)

Ac. Viseu: Nuno Ricardo; Marco Almeida, Calico, Campinho e Rodolfo Simões; Ibraima, Bruno Loureiro e Luisinho (Tiago Gonçalves, 80); Hélder Rodrigues, Zé Rui (Pedro Ribeiro, 73) e David Nunez (Casal, 67). Treinador: Filipe Moreira.

Tourizense: Tiago Guedes; Fábio Lopes, Touré, Dalhata Soro e Daniel Gonçalves; Maurício, Alemão (Bernardo, 70) e Pana (Paulo Roberto, 65); Telmo, Jony (Cané, 65) e Perdigão. Treinador: André David.

Golos: Hélder Rodrigues 34 (1-0), Zé Rui 60 (2-0)

O Académico entrou forte, remetendo para o seu último reduto a equipa forasteira, e ainda o relógio não tinha chegado ao primeiro minuto já Luisinho sobre a direita rematava bem, com a bola a passar rente à barra de Tiago Guedes. O mesmo Luisinho, ao minuto 4 esteve prestes a inaugurar o marcador mas de cabeça, ao segundo poste, e após excelente cruzamento de  Zé Rui não conseguiu direcionar a bola para as redes do Tourizense, com esta a sair de novo por cima. Aos 12 foi Zé Rui que podia ter marcado mas na recarga a remate de Hélder Rodrigues – e após excelente trabalho de David Nunez – o cabo-verdiano atirou por cima. Aos 26 minutos aquela que foi – talvez – a perdida mais escandalosa da partida, Zé Rui – que jogo! – abriu na direita Marco Almeida cruzou, Luisinho falha o remate e bola sobra para David Nunez que com o guarda-redes no chão, e com tudo para fazer o golo, falha. Ao minuto 36 o golo do Académico de Viseu: cruzamento/remate de Zé Rui, com Tiago Guedes a largar a bola para a frente, onde surge Hélder Rodrigues oportuno a empurrar a bola para o fundo da baliza. Finalmente o golo merecido, com HR7 a fazer o quinto golo no campeonato desta época, o 17º enquanto jogador do Académico de Viseu.
A partir daqui o Tourizense, cresceu. Aos 38, 42 e 45 a jovem equipa de Touriz – muito jovem mesmo – com bons executantes levou calafrios à área academistas mas a vantagem, justa, manteve-se até ao intervalo.
A segunda parte iniciou-se como acabou a primeira, ou seja, com o Tourizense a ser a equipa mais, mas quase sempre sem apoquentar de forma efetiva a equipa de Filipe Moreira – muito forte a encurtar os espaços aos atacantes forasteiros – e aos 60 minutos, e após canto de Marco Almeida (foto), Zé Rui, de cabeça, ampliou a vantagem dos academistas. E assim continuou o jogo até ao fim, com o Tourizense a trocar muito bem a bola mas a ser pouco incisivo na hora de atirar à baliza – Nuno Ricardo só foi chamado a fazer uma boa intervenção – e com o Académico a espreitar sempre que possível o contra ataque. Numa dessas jogadas de entendimento, ao minuto 87, Rodolfo Simões, de fora da área atirou rente à barra, numa das melhores jogadas do desafio.
Uma vitória certa, da melhor equipa em campo, em mais uma boa exibição caseira.

Nota: Os academistas demonstraram uma vez mais – como se fosse necessário fazê-lo – que podem estar revoltados com muita coisa, mas não estão revoltados com o Académico. Porque o Académico somos nós, adeptos e sócios!

José Carlos Ferreira, sócio 325 do Académico de Viseu Futebol Clube.

domingo, 25 de novembro de 2012

OS MEU CLUBES



Juventus
Juventus F.C. Logo.png
NomeJuventus Football Club
AlcunhasJuve
La Fidanzata d'Italia
La Signora Omicidi[1]
La Vecchia Signora[2]
Le Zebre
Torcedor/AdeptoBianconero
MascoteZebra
Fundação1 de novembro de 1897 (115 anos)[3]
EstádioJuventus Stadium
Capacidade41.000
LocalizaçãoTurim
PresidenteItália Andrea Agnelli
TreinadorItália Antonio Conte
PatrocinadorEstados Unidos Jeep
Material esportivoEstados Unidos Nike
Competição
(Futebol)
Itália Campeonato Italiano
DivisãoScudetto.svg Serie A
Websitejuventus.com
Juventus Football Club (em latim: iuventus, pronunciado: juˈvɛntus), também conhecido como Juventus de Turim ou simplesmente Juventus, é um clube de futebol italiano.
Embora não se use no Italiano a letra "J", o clube tem seu nome começando com tal letra, pois a mesma existe e é bem usada em Piemontês.
Fundado no dia 1 de novembro de 1897, a Juventus é o clube de futebol mais bem-sucedido da Itália,[4] e históricamente, um dos clubes mais bem-sucedidos do mundo,[4] com 11 títulos internacionais e o quarto time europeu e sétimo no mundo com o maior número de conquistas internacionais reconhecidas pela UEFA e FIFA.[5][6][7] A Juventus é considerado pela IFFHS como o melhor clube italiano do século XX e segundo na Europa entre 1901 e 2000.[8]
A Juventus foi o primeiro clube a ter ganho todos os três troféus europeus de clubes, a Liga dos Campeões, a Copa UEFA, e aRecopa Europeia, uma façanha alcançada somente por mais dois clubes, o Ajax, dos Países Baixos, e o Bayern Munique, daAlemanha, e é atualmente a única equipe no mundo a ter ganho todos os campeonatos internacionais oficiais.[2][9]
Com base nos resultados de uma pesquisa da empresa conduzida Demos & Pi em setembro de 2011, a Juventus é a maior torcida na Itália, tendo ganho a preferência de 29,2% da amostra. [10] No nível continental, a Juventus é o decimo entre as equipes com mais torcedores na Europa, com cerca de 13,1 milhões, conforme demonstrado por um estudo publicado pela empresa alemã Sport+Markt, em setembro de 2010. [11]
A Juventus foi uma das fundadoras do extinto G-14, um grupo que representa os dezoito principais clubes da Europa, e também é um dos membros fundadores da Associação Europeia de Clubes que substitiu o G-14. O time foi eleito pela FIFA o 7° maior clube de futebol do século XX e o primeiro entre todos os clubes italianos.

A.VISEU,

BENFICA - 2 OLHANENSE - 0 - RELAXADA


Relaxada

Sexta vitória consecutiva para a Liga num jogo sem grande história, que se resumiu à superioridade do Benfica do princípio ao fim. A exibição foi bastante relaxada, já que nunca pareceu necessário carregar muito no acelerador para levar de vencida este Olhanense.


Carlos Martins e Rodrigo foram as novidades num onze que assumiu as despesas do jogo desde o apito inicial. Apesar do ritmo de jogo adoptado ser relativamente calmo, foi mais do que suficiente para remeter o Olhanense ao seu meio campo e controlar a posse de bola quase em exclusivo. Os algarvios nem sequer adoptaram uma táctica excessivamente defensiva, mas mostraram-se completamente incapazes para causar o menor incómodo ao Benfica, mesmo em contra-ataque, cabendo ao Artur o papel de mero espectador. A velocidade a que o Benfica jogava não dava para sufocar o Olhanense ou criar muitas ocasiões claras de golo, mas o Benfica ia-se acercando da baliza adversária, rematando e conquistando pontapés de canto em grande quantidade, que mostravam algumas fragilidades do Olhanense a defendê-los. Com vinte e cinco minutos decorridos o Olhanense acabou por facilitar-nos ainda mais a tarefa, ao cometer um penálti tão evidente quanto estúpido sobre o Maxi Pereira. O Cardozo encarregou-se de fazer o primeiro golo, marcando o penálti de forma exemplar, com a bola a entrar bem junto da base do poste (ao contrário da forma como tem marcado os penáltis ultimamente, com remates para o meio da baliza). O golo em nada alterou a tendência do jogo: a reacção do Olhanense foi nula (nem sei se terão chegado a fazer um remate que fosse durante a primeira parte), e foi o Benfica quem continuou a controlar o jogo como queria, deixando no ar a ideia de que o segundo golo acabaria por surgir mais cedo ou mais tarde, de forma perfeitamente natural.


Na entrada para a segunda parte o Olhanense pareceu vir mais decidido, tentando pressionar um pouco mais alto, e logo nos primeiros minutos obrigou o Artur à primeira defesa mais apertada, depois de um bom remate de fora da área na sequência de um canto. Mas isto não durou muito, e depressa voltámos ao cenário anterior, com o Benfica a dominar e até a criar oportunidades em maior número do que o tinha feito durante a primeira parte, obrigando o guarda-redes do Olhanense a bastante trabalho. A meio desta segunda parte o Benfica fez duas alterações, e as entradas do Lima e do Pérez para os lugares do desinspirado Rodrigo e do Carlos Martins trouxeram mais alguma animação ao jogo. Os pontapés de canto continuavam entretanto a aparecer, e o Olhanense a defendê-los de forma pouco convincente. Já depois do Garay ter estado muito próximo de marcar na sequência de mais um - só uma grande defesa do guarda-redes Bracali evitou o golo, ao décimo terceiro canto o Benfica marcou mesmo o golo da tranquilidade, num cabeceamento do Luisão, que surgiu solto no centro da área a cabecear de cima para baixo, não deixando possibilidade de defesa. Foi ao minuto setenta e dois, e com o jogo efectivamente resolvido o Benfica até final ainda desperdiçou várias ocasiões para ampliar o resultado, enquanto que o Olhanense se manteve inofensivo para a nossa baliza, o que nos permitiu terminar o quarto jogo consecutivo na Liga sem sofrer golos.


Num jogo sem grandes destaques individuais realço as exibições da dupla de centrais, seguríssima, e do inevitável Matic, que está a atravessar um óptimo momento de forma. O Ola John continua a justificar a manutenção da titularidade, parecendo-me que o plano do Jorge Jesus será fazer dele na equipa desta época aquilo que o Di María era na equipa de 2009/10. O Rodrigo continua a atravessar um momento de clara falta de confiança, e deve estar a precisar urgentemente de marcar um golo - embora me pareça que ele é prejudicado quando tem que jogar como segundo avançado.

Cumprida a obrigação de vencer, e com o bónus de o termos feito sem ter sido necessário despender um esforço considerável - pelo menos aparentemente - resta-nos agora esperar calmamente pelo resultado entre o actual segundo e terceiro classificado da tabela, com a certeza de que lucraremos com qualquer resultado que saia desse jogo - ou nos destacamos do Porto, ou o Braga ficará quase irremediavelmente afastado desta discussão.

P.S.- O Jorge Jesus completou hoje cem jogos na Liga aos comandos do Benfica. Nesses cem jogos, conquistou setenta e três vitórias. Goste-se ou não da personagem, do estilo ou do trabalho desenvolvido, na minha opinião estes números dizem muito, e revelam pelo menos uma estabilidade em termos de resultados e nível exibicional que poucos treinadores terão conseguido no Benfica nas últimas décadas.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

BENFICA - 2 CELTIC - 1 - FUTEBOL JUSTO



Missão cumprida! O Benfica venceu (e venceu bem), garantiu pelo menos o terceiro lugar e a verdade, por muito que pareça quase impossível, é que continua a depender de si seguir em frente. Não ficaram dúvidas na Luz sobre a qualidade das duas equipas nem sobre o talento individual dos jogadores encarnados, mas a verdade é que o empate em Glasgow e a derrota em Moscovo ainda colocam o conjunto de Jorge Jesus em dificuldades no apuramento.

Boa entrada, o pontapé de canto do costume e mais um grego feliz na Luz, com vista grossa de Viktor Kassai pelo meio, e o regresso do sofrimento até Luisão assistir Garay para o golo do triunfo. O Celtic esteve sempre focado nas compensações, tentando evitar desequilíbrios no seu meio-campo, esperançado num golpe de génio de Samaras, ou de uma bola perdida na desconcentração da defesa encarnada. Só que desta vez os deuses foram justos.

As contas eram simples. A vitória deixava tudo aberto para a última jornada, em Camp Nou e Celtic Park. O empate a zero era mau, obrigava a contas complicadas de se fazer devido ao valor das equipas; uma igualdade com golos ou a derrota apurava imediatamente os escoceses. 

Jesus manteve-se fiel às suas ideias, desenhadas na conferência de imprensa do dia anterior. Apostou em duas duplas de sucesso, Luisão-Garay e Lima-Cardozo, mas deixou André Almeida no lado direito da defesa, apesar de ter Maxi Pereira. Do outro lado, Lennon usou o «four-four-two» habitual com Samaras e Hooper na frente.

Salvio no início de quase tudo

O Benfica chegou ao golo aos sete minutos, libertando em cedo toda a ansiedade. Salvio, que esteve em quase todas as jogadas perigosas da equipa de Jorge Jesus, insistiu sobre uma bola que parecia perdida, arriscou o cruzamento e, apesar de Cardozo estar bem vigiado por Brown, o escocês tocou-a para a frente onde estava Ola John. O holandês rematou forte e Forster, que tantos milagres fez em Glasgow frente ao Barcelona, foi batido.

Aos 30 minutos, Cardozo teve nos pés o 2-0. Salvio a ganhar a bola duas vezes a adversários e, em zona frontal, a ter o discernimento ainda para um passe de morte para o paraguaio, que reagiu bem mas com pontaria um pouco desafinada, acertando nas malhas laterais.

Dois minutos depois, os escoceses festejaram um canto como se golo fosse. E tinham razão. Na mesma baliza onde Charisteas acabou com os sonhos do título europeu português, Samaras fez o empate. Pelo meio, Artur bem ergueu os braços, a protestar uma obstrução evidente, que tinha tornado, centésimos antes, o golo ilegal.

E, finalmente, acaba-se a resistência

Os jogadores do Benfica demoraram a reagir, ainda chocados por aquele erro de principiante de Viktor Kassai (exibição muito instável), mas quando respiraram fundo encostaram os escoceses bem lá atrás. O jogo pedia um golo antes do intervalo e Ola John esteve quase a fazer-lhe a vontade. Salvio novamente no início de tudo, com Lima a não chegar e Forster a negar com o corpo o bis ao rival.


A pressão intensificou-se, como seria de esperar, no segundo tempo. As jogadas de perigo sucediam-se. Matthews fez de Forster aos 53 minutos sobre a linha, após jogada enorme de Lima. Luisão atirou por cima aos 59. Salvio não chegou em zona frontal a um bom cruzamento da esquerda de Lima aos 70. E, adivinhava-se, o golo. Aos 71, quando Salvio trocava de caneleira - só assim pôde ficar de fora da jogada -, Matic cruzou para a área. Luisão ganhou às torres escoceses e colocou-a em Garay para o 2-1.

Sem conseguir matar o jogo, com Salvio a acertar na trave (80) e Cardozo a obrigar Forster às duas defesas da noite num livre direto (84) e numa jogada de génio já perto do fim (89), o Benfica correu riscos e teve de sofrer nos minutos finais para levar a decisão para a última jornada. Para já, segue com os mínimos garantidos: a Liga Europa já ninguém lhe tira.

sábado, 17 de novembro de 2012

MOREIRENSE - 0 BENFICA - 2 - JUSTA TAÇA


Incontestável

Eliminatória ultrapassada, num jogo em que a superioridade do Benfica foi notória e incontestável, muito por culpa da atitude competitiva e profissional sem mácula apresentada pelos nossos jogadores em noite de regresso do nosso capitão.


Muitas alterações no onze em relação ao último jogo, quer por opção, quer por indisponibilidades várias que se prenderam com lesões e compromissos pelas selecções. Na equipa inicial entraram hoje Paulo Lopes, Luisão, Luisinho, Bruno César, Nolito, Gaitán e Rodrigo. Mas todas estas mudanças em nada afectaram aquela que tem sido a postura da nossa equipa nos últimos jogos, e pelo contrário, ainda pareceram refiná-la. Não tive oportunidade de ver o jogo todo em directo (tive que ver a gravação mais tarde), e quando tive que interromper o visionamento após meia hora de jogo, foi com muita pena que o fiz, porque mesmo com o resultado a manter-se ainda em branco estava a dar-me um enorme prazer ver a nossa equipa jogar. O Benfica simplesmente espremeu o Moreirense para o seu meio campo, e nem lhe deu hipótese sequer de aspirar a fazer qualquer coisa no jogo. Jogámos com as linhas muito subidas, os jogadores muito juntos e em constante movimento, exercendo uma enorme pressão sempre que não tínhamos a bola, o que fez com que o Moreirense literalmente não conseguisse passar do meio campo - não fizeram um único remate durante a primeira parte. O Matic era figura de destaque, mas todos os jogadores merecem os parabéns pela forma como abordaram o jogo, trabalhando muito e lutando sempre pela bola - neste aspecto fiquei até surpreendido com jogadores como o Gaitán ou o Bruno César. Ao intervalo faltava apenas que o marcador exprimisse de forma justa a enorme superioridade do Benfica no jogo.


Superioridade que continuou sem grandes alterações na reentrada para a segunda parte. Não foram muitas as oportunidades claras de golo que o Benfica construiu, mas fazia a bola rondar constantemente as imediações da área do Moreirense, adivinhando-se que o golo poderia surgir a qualquer instante. Acabou por aparecer após um quarto de hora, e de forma duplamente justa, já que não só foi a recompensa para o domínio do Benfica, como por ter sido marcado pelo Matic premiava também aquele que estava a ser o melhor jogador em campo. Foi na sequência de um canto do lado direito do nosso ataque, com a bola a acabar por sobrar do lado oposto para um remate cruzado de primeira do Matic, tendo um defesa do Moreirense acabado por confirmar o golo quase sobre a linha. Feito o mais difícil para o Benfica, o Moreirense foi obrigado a arriscar mais e abandonou o esquema de três centrais, deixando mais espaço atrás. Mas apenas por uma vez, num cabeceamento após canto, o Moreirense criou uma jogada de perigo, enquanto que o Benfica continuou a mandar no jogo como queria, e esperava um segundo golo que acabasse com quaisquer dúvidas sobre o vencedor. Mas a doze minutos do final houve uma falha na iluminação que provocou um longo interregno no jogo, e quando este se reatou o Benfica já não conseguiu controlar tão bem a partida, tendo o Moreirense aproveitado para se aproximar um pouco mais da nossa área e tentar alguns remates, que embora sem causar grandes preocupações sempre obrigaram o Paulo Lopes a deixar de ser o espectador privilegiado que tinha sido até então. No suspiro final do jogo, o Gaitán entrou pela esquerda da área e assistiu o inevitável Cardozo (tinha entrado para o lugar do Lima) para o justo segundo golo.


Mais uma vez o Matic cotou-se como o melhor jogador em campo, e se dúvidas houvesse ainda fez questão de ser o autor do importante golo que desfez o nulo. Impondo o físico e jogando bem em antecipação, foi um dos principais responsáveis pela alta pressão que o Benfica conseguiu exercer sobre o adversário, tendo ainda estado bem a distribuir jogo. Muito bem também os nossos dois centrais, que jogaram quase sempre sobre a linha do meio campo e ganharam praticamente todos os lances aos adversários, matando à partida quase todas as jogadas de ataque. No geral gostei de toda a equipa, tendo-me agradado a atitude do Gaitán e do Bruno César (menciono isto não porque tenham estado melhor do que os outros, mas sim porque habitualmente costumam ser bem mais 'macios' na abordagem que fazem aos lances). Aliás, em relação ao brasileiro, até considero que conseguiu realizar uma exibição positiva na posição de médio centro, pelo menos no que diz respeito ao trabalho defensivo.

Profissionalismo e humildade seriam fundamentais para levar de vencida esta eliminatória, e foi isso que os nossos jogadores nos deram. Deixaram bem vincada a nossa superioridade e nem sequer a má arbitragem na primeira parte os abalou. Agora é altura de começar a preparar a recepção ao Celtic, e tenho a certeza de que se abordarmos esse jogo com a mesma mentalidade que exibimos hoje, teremos meio caminho andado para a vitória.