CR7 volta a ser decisivo marcando o golo que leva Portugal até às meias-finais do Euro2012. Depois do Euro2004, Portugal volta a uma meia-final.
Portugal venceu, esta quinta-feira, a República Checa por 0-1, em jogo dos quartos de final do Euro2012, disputado no Estádio Nacional de Varsóvia, na Polónia. Cristiano Ronaldo marcou, aos 79 minutos, o golo que leva Portugal até às meias-finais.
A meia-final está agendada para 27 de junho, em Donetsk, na Ucrânia, e Portugal fica à espera do vencedor do encontro entre Espanha e França, que se realiza este sábado.
“Em equipa que ganha não se mexe”. É o que terá pensado Paulo Bento ao voltar a apresentar a mesma equipa titular contra os checos.
Tal como já tinham avisado, os checos começaram o encontro na expectativa, deixando que Portugal tomasse conta do jogo para depois espreitar uma oportunidade de contra ataque.
Nos primeiros minutos do encontro em Varsóvia, no primeiro desafio dos quartos de final deste Euro2012, a seleção nacional tentou chegar à área de Peter Cech através dos cruzamentos aéreos mas a formação comandada por Michal Bílek mostrou-se atenta o tempo todo. Pode-se dizer até, que a República Checa entrou melhor que Portugal no jogo.
Perto da meia hora de jogo, o árbitro inglês Howard Webb começou a tirar do bolso os cartões, com os dois primeiros a serem mostrado a Nani e Miguel Veloso.
Perto do minuto 38, Hélder Postiga lesionou-se sozinho, durante um arranque para o ataque e teve de ser substituído por Hugo Almeida.
À medida que o tempo do primeiro tempo passava, dava a sensação que Portugal podia ter feito mais, mas a República Checa estava apenas a cumprir o que já tinha prometido. O que faltava ao jogo era um golo para desbloquear a atitude da seleção adversária.
Já com o relógio do estádio de Varsóvia a bater os 45 minutos, Cristiano Ronaldo, muito assobiado sempre que tocava na bola, enviou, uma vez mais, uma bola ao poste, após passe fantástico de Raul Meireles.
Ao intervalo, Portugal voltou aos balneários com o ecrã a mostrar 0-0.
Aos 58 minutos, a bola entrou pela primeira vez na baliza de Peter Cech, num cabeceamento de Almeida após cruzamento de Nani, mas o fiscal de linha anulou o golo por fora de jogo ao avançado do Besiktas. Na repetição, confirmou-se a posição irregular do ponta de lança na altura do passe.
Portugal esteve sempre mais perto de fazer o golo e, aos 58 minutos, João Moutinho testou os reflexos de Cech, com um bom remate fora da área e o guarda-redes do Chelsea a desviar com a ponta das luvas para canto.
Depois de tantas tentativas falhadas, Cristiano Ronaldo conseguiu, finalmente, encontrar o caminho para o golo. Para isso, teve de usar a cabeça. Aos 79 minutos de jogo, Moutinho ganhou espaço na área e cruzou para a área checa. Hugo Almeida não chegou à bola, mas o capitão encarregou-se de concluir da melhor forma, fazendo o seu terceiro golo no Euro2012.
Terminada a partida em Varsóvia, Portugal terá cinco dias de treino até chegar à meia final. O adversário de Portugal sairá do encontro Espanha-França, que se realiza este sábado.
A Bola de Ouro, as chaves para o Paraíso, sete virgens. Ofereça-se a Cristiano
Ronaldo o que o homem desejar. Genial, diabólico, português! Dois golos
soberbos, assistências deslumbrantes, comprometimento budista com a causa maior.
Portugal está nos quartos-de-final do Euro2012 e tem o melhor jogador do torneio
na linha da frente.
Cristiano Ronaldo, senhores. Tão criticado há quatro
dias, venerado nesta crónica. A reação às palavras duras foi perfeita, exemplar.
Não só pelos golos, insistimos, mas pela nobreza de virtudes e intenções
colocada nos 90 minutos do jogo.
Frio, assassino, ao disparar o passe
sublime de João Pereira no primeiro golo; tranquilo, genial, ao segurar a bola
vinda de Nani, a saudar o pobre Stekelenburg e a acometer a nação laranja de um
desmaio coletivo sem precedentes no segundo. Ronaldo chegou atrasado ao Euro2012
e com vontade de compensar todo o inconveniente causado pelo atraso.
Uma
história bonita, uma narrativa heroica escrita pelo punho de Paulo Bento e
companhia.
Nem é bom lembrar o sofrimento imposto pela Holanda nos
primeiros 15 minutos; diabo leve para terras de ninguém o golo madrugador de Van
der Vaart e abençoe as duas oportunidades falhadas pelos orange boys no
final.
Venha daí a Rep. Checa, algoz inclemente no Euro-96.
Ronaldo, já se
percebeu, foi brilhante. Sim, totalmente. E o que escrever do enorme João
Moutinho, do insustentável Nani, dos graníticos Pepe e Bruno Alves? O conjunto
nacional foi mais equipa do que nunca, teve altruísmo, dignidade, ambição.
O período seguinte ao golo holandês é, por exemplo, um massacre. Antes
de Ronaldo empatar, a Seleção Nacional falhou uma, duas, três vezes
oportunidades mais do que claras. Tudo corrigido a tempo, tudo metido num canto
escuro deste texto, para disso nos olvidarmos.
Não há passado que
torture, memória seletiva que apunhale, registo histórico que nos estremeça.
Portugal só tem de se preocupar em amar o presente, dele fazer parceiro até ao
limite.
Tão ao limite como a existência alienada de Keith Richards, tão
ao limite como a carreira dos seus Stones. Um presente com futuro assegurado,
pois.
Desde cedo se
percebeu que a Holanda ousava ser gigante e esquecia o barro que calçava nos
pés. A qualidade de Van Persie, Van der Vaart, Sneijder e Robben não ecoava na
defesa.
Os banais Mathijsen e Vlaar nunca lidaram com o tempo e o espaço
circundantes, os imaturos Van der Wiel e Willems soçobravam numa fragilidade
comovente diante da dimensão plena de Cristiano Ronaldo e Nani.
Adivinhava-se um Portugal demolidor, um Portugal ganhador. A defesa
funcionava, o meio-campo servia os intentos do conjunto e Hélder Postiga jogava
como complemento às diatribes dos colegas de setor.
Vários
contra-ataques viperinos, deambulações extraordinárias e um guarda-redes laranja
a adiar até ao impossível aquilo que se anunciava em pompa e circunstância.
Até Cristiano Ronaldo se lembrar que o presente não é para adiar, é para
usufruir. I can't get no Satisfaction. Queremos
mais!
Entreguem-lhe o Céu e a eternidade. Ronaldo é nosso, o Euro2012
pode ser dele.
Il avait dû renoncer in extremis à commenter l'Euro 2012 en Pologne et en Ukraine.
C'est une grande voix du foot français qui s'est éteinte. Le commentateur sportif Thierry Roland, véritable légende du football à la télévision, qui avait dû renoncer in extremis à commenter l'Euro 2012 avec son complice Jean-Michel Larqué, est décédé à l'âge de 74 ans