sábado, 19 de maio de 2012

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Drogba dá o sonho ao Chelsea

Liga dos Campeões decidida por grandes penalidades após 1-1 no tempo regulamentar. Cech defende penalidade no prolongamento e Drogba sentencia decisão. Chelsea é campeão europeu.

Drogba dá o sonho ao Chelsea
O Chelsea sagrou-se campeão europeu pela primeira vez na sua história ao vencer o Bayern Munique nas grandes penalidades. Os alemães estiveram perto da glória mas Drogba surgiu como ator trágico de uma peça de amor shakespeariana.
O Bayern Munique procurava conquistar o seu quinto título europeu perante o seu público. Depois de eliminar o Real Madrid nas meias-finais, a equipa de Jupp Heynckes mostrou desde logo que não queria resolver o jogo nas grandes penalidades.
O Chelsea entrou muito contido no Arena de Munique, com Roberto Di Matteo a dispor os jogadores londrinos em terrenos muito recuados.
Dadas as disposições das equipas, foi com naturalidade que o primeiro sinal de perigo do jogo pertenceu ao Bayern Munique. Aos 4’ minutos, Schweinsteiger consegue espaço para rematar mas a bola acabou por embater na muralha defensiva londrina.
Com as bancadas vestidas maioritariamente de encarnado, o Bayern Munique parecia espelhar esse domínio cromático em campo.
O Chelsea jogava na expectativa, e apenas sinais de agressividade quando tinha espaço para transições rápidas.
No final da primeira parte, o nulo no marcador era algo que não refletia a posse de bola de 62% dos alemães. O Chelsea não fez um único remate na primeira parte, limitando-se a controlar o Bayern Munique à distância. Drogba era a única unidade que lutava pela posse de bola dos ingleses mas não bastava para criar situações de golo.
No segundo tempo, o Bayern Munique voltou a demonstrar que não queria levar a decisão final para grandes penalidades. O Chelsea dava o espaço necessário para a circulação de bola do adversário mas os jogadores bávaros encontravam sempre um obstáculo num derradeiro instante. David Luiz e Petr Chech estiveram brilhantes até ao golo de Thomas Müller aos 83’ minutos.
Dadas as circunstâncias do jogo, parecia que o golo do Bayern Munique, a poucos minutos do fim, não iria permitir um golpe de teatro do Chelsea.
Com os adeptos alemães a prometer uma noite memorável nas bancadas, o Chelsea resolveu ir à baliza de Neuer para levar a decisão para o prolongamento aos 88’ minutos.
Na antevisão do jogo, o técnico alemão, Jupp Heynckes, tinha afirmado que Didier Drogba era «um grande ator». Drogba não quis comentar, e parece que preferiu fazê-lo dentro de campo pois no primeiro canto do Chelsea, a 2 minutos do fim, o avançado costa-marfinense teve uma performance genial com um grande golo de cabeça.
A peça teatral dos alemães transformou-se subitamente numa tragédia e as bancadas bávaras ficaram pálidas de entusiasmo. Pedro Proença apitou para o prolongamento e o jogo seguiu para o terceiro ato.
Na primeira parte do prolongamento, Petr Cech foi o herói do Chelsea ao defender uma grande penalidade de Robben aos 95’ minutos.
Os alemães continuaram mais pressionantes e perigosos até ao final, mas a decisão iria mesmo para as grandes penalidades onde Drogba e Cech teriam o papel principal na conquista do primeiro título europeu do Chelsea.
Resultado final das grandes penalidades: 4-3.

domingo, 13 de maio de 2012

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Aguero e Barry festejam o golo de Zabaleta frente ao QPR (foto AP)
City campeão 44 anos depois

O Manchester City derrotou o QPR por 3-2 e sagrou-se campeão inglês 44 anos depois.

Até ao último suspiro. Após 44 anos de uma travessia no deserto, o Manchester voltou a sagrar-se campeão inglês. Este é o terceiro título no historial dos azuis de Manchester.

Num jogo de loucos, a equipa de Roberto Mancini bateu, num último assomo, o QPR por 3-2.

Zabaleta, aos 39 minutos, materializou o domínio dos citizens e fez o 1-0.

No reatamento, um corte mal calculado de Lescott permitiu que Djibril Cissé fizesse o empate. Com o rival United a vencer, o City teve que correr atrás do prejuízo.

No entanto, e mesmo reduzidos a dez elementos após a expulsão de Joey Barton que agrediu Tevez e, posteriormente, Aguero, os donos da casa não encontravam soluções para abrir o muro defensivo dos londrinos.

Aos 66 minutos e após uma cavalgada de Traoré, Mackie, sem oposição, cabeceou para o fundo das redes de Joe Hart.

Balde de água gelada que paralisou os anfitriões. Perdido por cem perdido por mil, Mancini fez o que lhe competia e arriscou tudo com as entradas em campo de Dzeko e Balotelli.

Numa altura em que os adeptos do United começavam a festejar, Dzeko, com um cabeceamento fulminante, fez o 2-2.

Esperança para o City que poucos minutos depois se transformou em alegria. Kun Aguero fugiu a tudo e todos e rematou com toda a fé para carimbar o 3-2 e oferecer aos citizens o terceiro título (1937 e 1968) no seu historial.
Apesar do desaire, o QPR assegurou a permanência na Premier League.

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Cardozo (foto ASF)

«Divido o prémio com todos os meus colegas» - Cardozo

O paraguaio Óscar Cardozo conquistou, pela segunda vez, a Bola de Prata de melhor marcador do campeonato, prémio que divide com todos os companheiros do Benfica.

«É com enorme satisfação e alegria que me sagrei melhor marcador do campeonato português, num prémio que, por justiça e reconhecimento, divido com todos os meus colegas de equipa, que sempre me ajudaram. A função de um ponta-de-lança é marcar golos, mas sem o contributo de todos os meus companheiros não seria possível. Este agradecimento é, naturalmente, extensível à nossa equipa técnica, a todos os sócios e adeptos, e a toda a estrutura que trabalha diariamente no futebol profissional - sem eles nada disto teria sido possível», disse citado pelo site do Benfica.

O avançado, que terminou o jogo com o Vitória de Setúbal com um traumatismo no tornozelo, sublinha que «o mais importante é recuperar rapidamente» para regressar em boas condições físicas.


AVANCA - 1 A.VISEU - 2 - ACREDITAR

Avanca 1-2 ACADÉMICO DE VISEU (8ª jornada - 2ª fase)

Para início duas notas positivas:
Bom estádio, boas instalações, espaço bem aproveitado.
As palavras antes do início do jogo , por parte do “voz off” do estádio , foram muito simpáticas e com fair-play. Deu as boas vindas a nós, adeptos do Académico, e à sua direcção e jogadores. Bom gesto, não se vê muito disso por esses campos fora.
Outro facto importante foram os adeptos do Académico que apareceram em bom número , com cachecóis, bandeiras, com voz e com apoio. (Há sempre excepções mas nem as vou valorizar aqui)
O onze:
Nuno; Casal - Tiago e Calico - Ricardo; Vouzela - João Paulo - Rui Santos; Hélder Rodrigues - Bacari - Marco Almeida.
Substituições: Saiu Marco Almeida , entrou Luisinho; Saiu Rui Santos, entrou Álvaro; Saiu Bacari , entrou Filipe.

Marco Almeida desta vez jogou a extremo e começou do lado esquerdo, com Hélder a fazer o lado direito. O jogo começou com o Académico a criar perigo ao 1º minuto. Canto marcado por João Paulo e cabeceamento de Bacari em frente à baliza mas por cima. Cá de cima parece fácil, parecia só encostar.. J mas quem está lá dentro é que falha.
Aos 10 minutos a 1ª de algumas contrariedades para o Académico neste jogo. Marco Almeida queixa-se , senta-se no relvado… e em que ser assistido. Ainda foi assistido , reentrou mas não aguentou mais tempo e saiu lesionado, infelizmente.
Luisinho entrou para o lugar do 11 academista. Mas o Marco ficou sempre no banco a apoiar até ao fim.
Passado poucos minutos, o nosso baixinho acabado de entrar tem uma boa jogada em velocidade, fura pela defesa do Avanca, do lado do ex-Académico Marco Abreu e remata mas mais fraco do que queria.
Nesta altura o Académico usava mais o lado direito com Casal, João Paulo e Luisinho a fazerem boas jogadas, também com o apoio do Rui Santos.
Do outro lado , Hélder mais sozinho mas também muito incisivo.
Por volta dos 20 minutos, mais um canto bem marcado (nota-se trabalho nas bolas paradas do Académico!) e Bacari cabeceia melhor, muito perigoso, mas um pouco ao lado da baliza.
Aos 25 minutos, Hélder remata forte mas um pouco por cima da baliza.
O Avanca nesta altura pouco incomodava Nuno Oliveira, o Académico controlou bem o meio campo e partia rápido para o ataque.
Numa dessas arrancadas, Bacari entra na área tenta fintar um defesa e cai . O árbitro assinala de imediato penaltyyyyyyyyyyyyyyyyy!!
Ricardo é o marcador de serviço, corre para a bola e PUUUUUUUMBA, guarda redes para um lado , bola para o outro, GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLOOOOO ACADÉMICO!!
Ver vídeo do golo em baixo:


O Académico continuou por cima e aos 35 minutos Luisinho rompe novamente pela área e remata pouco ao lado. O perigo a rondar a balizar do Avanca.
Nesta altura gerou-se uma rábula entre o treinador adjunto do Avanca e o fiscal de linha, já que o “mister” reclamou um fora de jogo e continuou sempre a falar com o assistente.. que lhe dava conversa. Claro que os adeptos do Académico não gostaram dessa “confiança” e meteram-se com o treinador que respondeu com um gesto de roubo e de dinheiro dizendo “vocês têm muito guito”. Muito má atitude deste senhor.
Nos últimos 5 minutos da 1ª parte o Avanca pressionou um pouco mais e envia uma bola à barra após um centro mal feito mas que por acaso caiu na barra do Académico.
Na 2ª parte entrámos também por cima e Bacari após ganhar a bola a um defesa, remate fora da área para defesa apertada para canto.
De seguida foi Rui Santos progredir no relvado e da zona frontal fora da área rematar para a defesa do Guarda Redes do Avanca.
Logo a seguir ao remate, um susto grande para o Académico. Rui Santos fica a queixar-se do pé/calcanhar de uma forma que pareceu grave. Após ser assistido, reentrou novamente, ainda queixoso, mas até ao final manteve-se aparentemente bem.
Um azar nunca vem só e surge um penalty a favor do Avanca, aos 65 minutos. O avançado do Avanca é rasteirado na área. Decisão certa. Na cobrança, Pesquina atirou bem a meia altura e Nuno Oliveira embora se tivesse lançado para o lado certo, não conseguiu chegar à bola difícil.
Aqui está o golo..

O Avanca carregou mais nesta fase e Nuno fez uma boa intervenção a salvar o golo , cedendo canto.
Entretanto, lançamento longo do meio campo academista e surge João Paulo na área para finalizar.. mas com as mãos. A bola foi ao lado.. mas o árbitro não perdoou e mostrou 2º amarelo a João Paulo .. expulsão em má altura. Tudo parecia estar contra o Académico e o nervoso apoderava-se dos adeptos. Até porque sabíamos que o Nogueirense estava a ganhar .
Só que a fibra e a vontade de ganhar do Académico sobrepôs-se a estes factores todos e continuámos a carregar. Rui Santos, Hélder e Luisinho a empurrar a equipa para a frente
Entretanto, Rui Santos sai para dar lugar de Álvaro.
Pouco depois, um canto para o Académico, a bola sobrevoa a área do avanca, perigosamente. A bola dirigia-se para a linha de fundo, mas o Tiago Gonçalves consegue cruzar, a bola chega a Calico que de primeira remata e GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLOOO ACADÉMICO!
1-2, Foi o delírio nas bancadas e no relvado.
Calico, explodiu no golo e foi o corolário de uma grande exibição dele e da equipa, embora sofrida.
Até final foi sofrer, com duas investidas muito perigosas do Avanca. Mesmo ao cair do pano, nos 5 minutos de desconto,há um cabeceamento de um jogador do Avanca e a bola vai a pingar direitinha para o ângulo superior esquerdo da baliza.. só que Nuno Oliveira voa e tira com uma palmada. Muito boa defesa! Equivaleu a um golo e salvou os 3 pontos.
NO FINAL A EXPLOSAO DE TODA A EQUIPA, DOS ADEPTOS E TODOS EM CONJUNTO FESTEJARAM A VITÓRIA SOFRIDA MAS JUSTA.

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sábado, 12 de maio de 2012

SETUBAL -1 BENFICA - 3 - ACABOU

Bruno César chuta e o Benfica ganha

Os encarnados fecham a temporada com uma vitória por 3-1 diante do V. Setúbal.

Bruno César chuta e o Benfica ganha
Bruno César (34' e 62') e Cardozo deram a vitória ao Benfica, depois de a abrir Rafael Lopes (12') ter marcado para o Vitória de Setúbal.
No Estádio do Bonfim decorreu um jogo típico de fecho de campeonato entre duas equipas que já tinham a sua classificação decidida. O maior motivo de interesse prendia-se mesmo com a possibilidade de Óscar Cardozo poder arrecadar o trono de melhor marcador da Liga, o que acabou por animar o encontro já sobre o final.
Perante um Benfica renovado, pelas alterações levadas a cabo por Jorge Jesus, foi notório que a equipa demorou a aquecer os motores. Quando tentava arrancar, a máquina foi abaixo, isto é, o Vitória de Setúbal adiantou-se no marcador.
Neca fez um grande passe a isolar Rafael Lopes que, perante o guarda-redes Eduardo, não perdoou e fez o primeiro golo do jogo.
Lá arrancou a máquina encarnada com 12 minutos de atraso e conseguiu atingir uma velocidade constante que lhe permitisse atingir um desempenho razoável. Os operários de serviço eram Bruno César, Rodrigo e Cardozo, se bem que este último pelo nervosismo de mostrar serviço não conseguia cumprir a sua função: marcar golos.
Coube então ao “chuta chuta” mostrar como se faz e aos 33 minutos fez o golo do empate. Se até ao intervalo o resultado se manteve inalterado, muito se deve a Diego.
O guarda-redes do Vitória de Setúbal travava a possibilidade de o Benfica passar a velocidade cruzeiro e assim assumir a frente do marcador.
Na segunda parte o jogo não mudou muito. O Benfica era quem dominava, enquanto o V. Setúbal tentava ser afoito nas transições rápidas.
Targino pôs o Benfica em sentido com um remate ao poste nos primeiros minutos do segundo tempo. Porém, voltou a aparecer Bruno César (61’) a mostrar, mais uma vez, como se faz e num bom remate marcou o segundo golo do Benfica.
No setor atacante, o seu colega Óscar Cardozo continuava a tentar marcar, mas não chegava ter vontade. O paraguaio rematava de todos os lados, de todas as maneiras. Rematou mais de uma dezena de vezes, mas a ansiedade traiu-o quase sempre.
Quando já todos desesperavam, eis que o paraguaio sobre o minuto 90 conseguiu o golo que todos lhe pediam e passou para a frente da lista de melhores marcadores, ultrapassando Lima.
A verdade é que este golo teve também um lado menos positivo. Cardozo marcou mas lesionou-se e teve de sair de maca do relvado.
O jogo ficou definitivamente resolvido, após este tento, e o Benfica despede-se desta temporada com uma vitória por 3-1 sobre o Vitória de Setúbal.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

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Liga Europa: Falcao volta a decidir…um ano depois (3-0)

radamel falcao 300x197 Liga Europa: Falcao volta a decidir...um ano depois (3 0)
Mais uma noite brilhante de um jogador que o Atlético de Madrid dificilmente conseguirá manter para a próxima temporada. Dois golos e uma exibição de lucho do ex-portista Radamel Falcao contribuíram decisivamente para a conquista da Liga Europa por parte do Atlético de Madrid, depois da vitória por 3-0 frente ao Athletic de Bilbau, a segunda conquista europeia dos madridistas em três anos. E o colombiano volta a ser determinante um ano volvido, considerando que a final do ano passado, que o FC Porto venceu por 1-0 frente ao Sp. Braga, foi decidida com um golo seu. O terceiro golo foi apontado pelo também antigo jogador do FC Porto Diego.
Num grande jogo de futebol entre duas equipas que pouco respeitaram o valor do adversário, começou melhor o Atlético de Madrid, com mais domínio de bola, melhor controlo de ataque e um jogo mais ligado entre sectores, contrariamente ao Athletic de Bilbao, que jogava mais em esforço. Mas sobressaía a entrega de ambos os conjuntos e a pressão em todo o campo. O “basco” Marcelo Bielsa e o “colchonero” Diego Simeone, dois argentinos que curiosamente não começaram a época nos seus clubes, estavam dispostos a não dar espaço ao adversário. Mas não tinham passado ainda cinco minutos de jogo e os homens da capital já tinham criado duas ocasiões de golo: a primeira por Adrián a cruzamento de Arda Turan, aos três minutos e a segunda por Diego, aos seis, a passe de Adrián.
Diego, aliás, que foi uma autêntica figura neste jogo pela bela exibição que proporcionou. Era o prenúncio do minuto sete, minuto em que o Atlético de Madrid se adianta no marcador. Falcao, ao seu melhor estilo, tem uma jogada de insistência, entra na área e perante a (ausência de) oposição de Amorebieta, remata cruzado e bate Iraizoz pela primeira vez. Um grande golo que no entanto teve um efeito perigoso. O Atlético foi perdendo gás e os bascos aos poucos foram crescendo na partida, dominando no que à posse de bola dizia respeito. Com pouco perigo, é certo, mas quem se recorda do valor de Muniain e de Llorente frente ao Sporting percebe que não precisariam de muitas ocasiões para fazer a diferença. Muniain ainda teve uma boa chance aos 25 minutos, com Courtois a defender com dificuldade. Mas pouco mais se viu de perigo do lado basco. Os centrais Godín e Miranda controlaram sempre bem Llorente que esteve longe do que se esperava para um jogo com este calibre.
Não havendo Llorente de um lado, havia Falcao de sobra do outro e foi com naturalidade (a naturalidade própria de um jogador com um dom nato para finalizar) que o Atlético ampliou a vantagem. Disparate de Amorebieta à entrada da sua área, Diego recupera a bola cruza para Falcao que tira Aurtenetxe do caminho, e de novo com Amorebieta “nas covas” não tem grande dificuldade em bater Iraizoz pela segunda vez. 28 golos em 29 jogos na Liga Europa atestam a qualidade do colombiano que muito dificilmente será jogador dos “colchoneros” na próxima temporada. Bielsa mexeu ao intervalo lançando Iñigo Perez e Ibai Gomez, mostrando que estava disposto a deixar tudo em campo para inverter a tendência deste resultado.
E só dava Bilbau na segunda parte com muita iniciativa mas com uma tendência óbvia neste jogo: muitos cruzamentos para uma área “vazia”, sem ninguém do Athletic para finalizar e sempre com o sector defensivo do madridistas a controlar ora os espaços vazios ora as movimentações dos homens mais perigosos. Quando a bola passava, Courtois mostrava-se atento. Mas notava-se um Atlético de Madrid demasiado recuado, permitindo troca de bola em frente à área, situação que Simeone permitiu quase até ao impossível, não reforçando o meio campo defensivo antes do minuto 80 e numa altura em que muitos dos seus jogadores já tinham dado o estoiro fisicamente. Mas tal como havia acontecido na primeira parte, o Athletic de Bilbau ia dominando mas não resistiu a mais um contra-golpe dos de Madrid. Aos 85 minutos, lance individual de Diego que recebe a bola a meio do meio campo adversário e perante um apático Amorebieta remata cruzado de pé esquerdo para sentenciar este jogo. 3-0, uma vitória da eficácia perante uma deficiente defensiva dos bascos e a segunda conquista europeia do Atlético de Madrid em apenas três anos, depois de há duas épocas terem vencido o Fulham. Dois anos foram suficientes para Falcao se tornar o terceiro melhor marcador da história da Taça UEFA / Liga Europa (29 golos) e com a particularidade de todos os clubes com quem o Atletico de Madrid de cruzou na prova deste ano terem conhecido a veia goleadora de Falcao.
Ficha de Jogo

Atlético de Madrid:
Courtois; Juanfran, Miranda, Godín, Filipe; Gabi, Mario Suárez; Arda Turan (Domínguez 90+3’), Diego (Koke 90’), Adrián (Sálvio 88’) e Falcao;

Athletic Club:
Iraizoz; Iraola, Javi Martínez, Amorebieta, Aurtenetxe (Ibai Gómez 46’); Herrera (Toquero 63’), Iturraspe (Iñigo Perez 46’), De Marcos; Susaeta, Llorente e Muniain;
Golos: Falcao (7’, 34’), Diego (85’)

terça-feira, 8 de maio de 2012

BUSTELO-1 A.VISEU - 0 - DESILUDIDO

Bustelo 1 - 0 Ac. Viseu
Estádio Quinta do Côvo, 6 de Maio de 2012
7ªJornada da Fase de Subida, III Divisão, Série C
Árbitro: Bruno Nunes (Viana do Castelo)

Bustelo: Jorge, Nélson (Saraiva, 90+2), Careca, Tiago Filipe, Marcelo (Aguiar, 87), Dani, Inverno, Zé Pedro, Rafa (Gonzaga, 67), Bruno e Paivinha. Treinador: Miguel Oliveira.

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Luis Vouzela, Ricardo Ferreira e Rui Santos (Doumbouya, 65); Luisinho (Baio, 65), Hélder Rodrigues (João Paulo, 82) e Bacari. Treinador: António Lima Pereira.

Expulsão: Inverno 89

Golo: Careca 83 (1-0)


O Académico apresentou-se mais uma vez adormecido, em quase toda a totalidade do jogo, e quando "acordou", curiosamente a equipa da casa marcou o golo da vitória.


O Académico pouco fez para ganhar o jogo, e curiosamente, um dos jogadores mais criativos do plantel, João Paulo, entrou apenas a poucos minutos do fim!


Costuma-se dizer que quem não arrisca não petisca, e o Académico agora, vai ter de mostar muito mais que aquilo que fez nas ultimas 3 partidas se quiser cumprir aquilo que os seus dirigentes sempre ambicionaram... a subida de divisão!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

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Juventus sagra-se campeã italiana após vencer o Cagliari (2-0)
 
A Juventus é a nova campeã de Itália, após vencer o Cagliari por 2-0 e beneficiar da derrota do Milan no «derby» frente ao Inter (2-4).
A vitória da vecchia signora começou a ser construída cedo, quando aos seis minutos Vucinic marcou o primeiro golo da partida.
Contudo, apesar do esforço e vontade dos ‘bianconero', estava difícil aumentar a vantagem, apesar do claro domínio frente ao Cagliari, que pouco ou nada fez para defender a honra da casa.
Noite de pouca sorte para os anfitriões, que viram a derrota vincada com um auto-golo de Canini (73). Vitória de 2-0 para a Juventus, que para festejar só precisava de confirmar um deslize dos rossoneri em noite de derby de Milão.
Seis anos depois de ter perdido o campeonato na secretaria, devido ao envolvimento no conhecido processo Calciopoli, a vecchia signora conquista assim o seu 28.º scudetto.

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Anderlecht sagra-se campeão belga
Após empate frente ao Brugge (1-1)
O Anderlecht sagrou-se este domingo campeão pela 31.ª vez na sua história e alcançou o recorde de títulos belgas, ao empatar a um golo com o seu mais próximo rival, o FC Brugge.
Uma grande penalidade, já no quarto minuto de descontos e convertida por Gillet inutilizou o golo do adversário, apontado aos 70 minutos por Lestienne.
Com dois encontros dos playoff, que congregam os seis primeiros classificados da época regular, ainda por disputar, o Anderlecht já garantiu o triunfo na prova, enquanto o anterior campeão, Racing Genk, vai terminar na terceira posição.

domingo, 6 de maio de 2012

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BENFICA -1 LEIRIA - 0 - TRISTES

Benfica vence Leiria (1-0) e garante segundo lugar e vaga na Champions
O Benfica venceu esta noite o União de Leiria, no Estádio da Luz, por 1-0, um resultado que garante o segundo lugar do campeonato à turma encarnada e a consequente entrada direta na fase de grupo da Liga dos Campeões do próximo ano.

Apesar das muitas dúvidas colocadas durante a semana, e de na jornada passada terem alinhado com apenas oito jogadores, o Leiria apresentou-se na Luz com um onze completo, graças aos vários juniores que Dominguez chamou.

O Benfica entrou com duas surpresas na equipa titular, Luís Martins, na lateral esquerda, e Yannick Djaló, na ala direita, e se o jovem defesa esteve em bom plano, o antigo jogador do Sporting realizou uma partida muito apagada, acabando por ser substituído na segunda parte.

Os encarnados estiveram por cima durante a maioria dos noventa minutos, mas desperdiçaram muitas das oportunidades criadas. Foi visível a intenção de servir Óscar Cardozo, que luta pelo título de melhor marcador do campeonato, mas o paraguaio teve, também ele, uma noite apagada.

O homem da noite acabou, por isso, por ser Bruno César, o único que conseguiu acertar com a baliza: na marcação de um livre direto, forte e muito bem colocado, o brasileiro fez o golo que valeu os três pontos às aguais, perto dos 20 minutos.

Até ao final poucas notas de destaque, com o Benfica a realizar uma exibição pálida perante um Leiria muito remendado, e perante uma das assistências mais fracas do ano, na Luz. Boa nota para os jogadores leirienses que se bateram bem e, a espessos, cearam alguns calafrios à equipa encarnada.

O Benfica, acaba, apesar de tudo, por garantir o segundo posto do campeonato, com esta

quinta-feira, 3 de maio de 2012

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Holanda: Ajax é campeão a uma jornada do fim

O Ajax garantiu a renovação título na Holanda, ao bater o VVV Venlo por 2-0, na 33ª e penúltima jornada, mantendo a vantagem de seis pontos sobre o Feyenoord que lhe permite, desde já, festejar a conquista do seu 31º título do seu historial. Um campeonato renhido que chegou a contar com seis equipas na luta pelo primeiro posto, mas a equipa de Amesterdão conseguiu distanciar-se na ponta final com treze vitórias consecutivas.

No jogo da consagração, com o Arena de Amesterdão esgotado (52.290 espetadores), Siem de Jong, umas das figuras da equipa de Frank de Boer, decidiu o jogo com um golo em cada uma das partes, o primeiro aos 8 minutos e o segundo aos 58.

Classificação dos primeiros na penúltima jornada: AJAX, 73 pontos; Feyenoord, 67; PSV Eindhoven, 66; Heerenveen, 64; AZ Alkmaar, 62; Twente, 60.
Suíça: Basileia campeão

O Basileia garantiu, este domingo, após vitória por 3-1 na receção ao Lausanne, o título de campeão suíço, alcançando o tri-campeonato quando ainda faltam cinco jornadas para o final da temporada. Perante um St. Jakob-Park praticamente cheio (estiveram 36 mil nas bancadas) a equipa da casa (que este ano fez parte do Grupo C da Liga dos Campeões, juntamente com o Benfica, Manchester United e Otelul Galati) cedo se adiantou no marcador, com Streller, logo aos 9 minutos a proporcionar a primeira explosão de alegria nas bancadas.
Este foi o 15º título de campeão Suíço para o Basileia que reforça, desta forma, a terceira posição como clube que mais vezes venceu este troféu (terceiro consecutivo e quarto nos últimos cinco anos) afastando-se do Zurique (com 12 títulos) e aproximando-se, perigosamente, da segunda posição, pertença do Servette com 17 títulos. O Grasshoppers, que não vence desde 2002/2003, é o clube mais vezes campeão, com 27 títulos.



Real Madrid campeão, com armada portuguesa em campo

O Real Madrid garantiu nesta quarta-feira a conquista do título espanhol, a duas jornadas do fim A vitória (3-0) sobre o At. Bilbao, em San Mamés, confirmou a passagem de testemunho anunciada com a vitória em Barcelona. Após um ciclo de três títulos para o Barcelona da era Guardiola, José Mourinho conquistou o seu sétimo título de campeão nacional, alargando para quatro o número de países onde já festejou, depois de Portugal, Inglaterra e Itália.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

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A.VISEU - 0 NOGUEIRENSE - 0 - TUDO ZERO

Ac. Viseu FC 0-0 AD Nogueirense
O Académico empatou esta tarde a zero no Fontelo frente a um forte e organizado Nogueirense. Um resultado que acaba por se ajustar face à boa réplica aplicada pelos forasteiros.

O técnico Lima Pereira, privado de Ricardo e Luisinho (que falta fez nos dois últimos jogos), realizou três alterações no onze academista em relação ao desafio com a Sampedrense. Saíram Ricardo, Baio e Doumbyoua e entraram M.Almeida, Álvaro e Bacari. Assim o Académico alinhou com: Nuno, M.Almeida, Calico, Tiago e Casal; Álvaro (Filipe), Vouzela (Dombyoua) e João Paulo; Rui Santos (Baio), Hélder Rodrigues e Bacari

Num jogo onde as oportunidades de golos escassearam em demasia por parte dos academistas, fica como registo um bom par de defesas de Nuno, na baliza viseense, evitando o golo nogueirense. Por duas vezes a bola também embateu no travessão da baliza do guardião do Ac.Viseu. O Académico, apenas a espaços, conseguia incomodar a baliza de Eduardo. Hélder Rodrigues tentava, através da sua velocidade levar a equipa para a frente, mas a forte oposição física dos adversários, não permitiam grandes veleidades. Numa das vezes que o extremo se isolou, o árbitro do encontro fez o favor de interromper o lance, para marcar uma falta a favor … do Académico na zona central do meio-campo. Erro incrível do árbitro principal, uma vez que H.Rodrigues seguia isolado para a baliza.

De resto, deu a sensação de ser a exibição possível por parte do Académico, numa altura da época onde, naturalmente, se começa a verificar a falta de alguma frescura física.
Um empate, que apesar de não ser de todo positivo, também não é negativo. O Ac.Viseu mantém a chama da subida acesa, com três pontos de vantagem sobre o Bustelo – próximo adversário, e quatro sobre o Nogueirense e Avanca.

Outros resultados:
Avanca 3-2 Sampedrense
Alba 0-0 Bustelo

Classificação:
1º Ac.Viseu 31 pontos
2º Bustelo 28 pontos
3ºs Nogueirense e Avanca 27 pontos
5ºSampedrense 26 pontos
6º Alba 24 pontos

RIO AVE -2 BENFICA . 2 - ACABOU

Final

Ponto final no campeonato, após um empate frente ao Rio Ave, num jogo animado e no qual os nossos jogadores tentaram fazer o possível para adiar a decisão do título.

Saída do Saviola do onze para o regresso do Witsel, e entrada forte do Rio Ave no jogo, com muita pressão logo à saída do meio campo, que resultou em diversas perdas de bola do Benfica e muitos passes e recepções falhadas. Esta entrada do Rio Ave deu frutos logo aos oito minutos, com o golo a surgir depois de uma hesitação entre o Artur e o Luisão, com ambos a acabar por não atacar uma bola centrada da esquerda e a deixá-la passar para uma finalização fácil à boca da baliza. O Benfica reagiu ao golo, e foi lentamente tomando conta do jogo e acercando-se da baliza do Rio Ave, que no entanto não deixava de tentar criar perigo em contra-ataques rápidos, sobretudo quando explorava o adiantamento do Maxi. Depois de alguns remates disparatados, o empate acabou por surgir aos trinta e sete minutos, pelos pés do Nolito, que no interior da área aproveitou bem um corte incompleto de um defesa. Três minutos depois fiquei seriamente preocupado com a saúde mental do Olegário, que incrivelmente assinalou um penálti a nosso favor. O Cardozo fechou os olhos e chutou com toda a força para fazer a bola passar literalmente entre as mãos do guarda-redes para o fundo da baliza.

Ao intervalo o nosso treinador fez uma substituição algo inesperada, trocando o Matic pelo Saviola. O Benfica entrou bem, ameaçou marcar, mas após cinco minutos o Rio Ave subiu pela primeira vez e empatou de novo o jogo, num lance em que o Yazalde foi deixado muito à vontade dentro da área para cabecear um centro novamente vindo da esquerda. O Benfica acusou o golo, e passámos por alguns minutos de desnorte durante os quais o Rio Ave foi a equipa mais perigosa. Só quando faltavam vinte minutos para o final é que as coisas se alteraram, quando o Jesus de certa forma emendou a mão e fez entrar o Javi para o lugar do Aimar, avançando o Witsel no terreno, tendo pouco depois feito entrar o Gaitán para o lugar do Bruno César. O Benfica a partir daí tomou conta do jogo e obrigou o guarda-redes do Rio Ave a brilhar com grande intensidade, e o Olegário ainda mais. Mostrou que a minha preocupação da primeira parte era infundada, e que voltou em grande forma da lesão, sonegando-nos dois penáltis claros após o Cardozo e o Saviola serem abalroados pelas costas. No final, empate no marcador, e depois dali ao Porto foi só um saltinho para ir participar na festa.

Maxi (sobretudo a apoiar o ataque), Witsel e Nolito terão talvez sido os melhores do nosso lado, num jogo em que não houve nenhuma exibição de grande realce. O Cardozo foi hoje, na maioria das vezes, um estorvo para a equipa. E só não digo que o penálti foi mal marcado porque entrou, e todos os penáltis que dão golo são bem marcados.

Pareceu-me que foi um bom jogo para sentenciar esta liga. Exemplificou muitas das coisas que nela se passaram e que ditaram o seu desfecho desfavorável para nós - incluindo factores que nos são alheios, e outros pelos quais somos exclusivamente responsáveis. Temos a obrigação de corrigir estes últimos. Quanto aos primeiros, já perdi a esperança das coisas mudarem

terça-feira, 24 de abril de 2012

CARTOON

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CARTOON

A.VISEU - 1 SAMPEDRENSE - 1 - FOI PENA

Ac. Viseu 1 - 1 Sampedrense
Perante as expetativas criadas pelos ultimos resultados, tudo levava a crer, que iriamos assistir a um grande jogo de futebol hoje á tarde no Fontelo.

Contudo não foi isso que veio a acontecer, e assistimos a um jogo sem grandes emoções, sem grandes ocasiões de golo.


Estádio do Fontelo, 22 de Abril de 2012
5ªJornada da Fase de Subida, III Divisão, Série C
Árbitro: Carlos Alexandre (Portalegre)

Ac. Viseu: Nuno; Casal, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Luís Vouzela (Álvaro, 90), João Paulo e Rui Santos; Hélder Rodrigues, Baio (Marco Almeida, 65) e Doumbouya (Bacari, 70). Treinador: António Lima Pereira.

Sampedrense: Márcio Rodrigues, Baixote, Marcos, João Heitor, Sérgio (Costa, 74), Márcio Anastácio, Beto, André Valente, Johny (Mathieu, 90+4), Jusko e Tagui (Guilherme, 81). Treinador: Carlos Sousa.

Expulsões: Márcio Antastácio 62 (Sampedrense), Ricardo Ferreira 64 (Ac. Viseu)

Golos:Ricardo Ferreira 62 gp (1-0), Guilherme 88 (1-1)

A primeira parte pautou-se pelo equilibrio, sem lances de grande destaque, com a bola a ser dividida em ambos os meios campos, e sem criar jogadas de perigo nem para a baliza do Académico nem do Sampedrense.

Notou-se e de que maneira a falta que fez neste jogo as ausências de Marco Almeida e de Luisinho, no corredor direito.

Destaque apenas para Johnny, jogador da Sampedrense, que encheu o campo com a sua qualidade técnica acima da média. Assumiu todo o jogo forasteiro, jogou no meio, nas alas, e a ponta de lança, foi o marcador de todas as bolas paradas. Excelente jogo!

Na segunda parte a equipa academista veio com outra postura ofensiva, mas sem criar grandes oportunidades de golo. Até que a meio da primeira parte surge um cruzamento do lado esquerdo do ataque academista e Marcio Rodrigues, corta o lance com os braços, com o árbitro a assinalar prontamente a grande penalidade, e a mostrar o segundo amarelo a Márcio, ficando a Sampedrense reduzida a 10 unidades.

Na conversão do castigo máximo Ricardo chuta bem para o centro da baliza, e faz o golo academista.

A Sampedrense carrega no jogo e começa a acercar-se da baliza academista, mas sempre sem perigo.

Num lance sem perigo decorrido a meio do campo, Ricardo faz falta sobre um adversário, e o árbitro mostra-lhe também a segunda cartolina amarela. Ambas as equipas ficavam assim a jogar com 10 jogadores.

Casal vai fazer o lugar de defesa esquerdo, e entra Marco Almeida para "tapar" o lado direito da defesa academista.

Aos 88m, cai o balde de água fria no Fontelo, Guilherme acabado de entrar, apenas com Nuno pela frente faz o golo do empate, colocando justiça no resultado, que não se alteraria até ao final do jogo.

Os academistas que hoje se deslocaram em bom numero ao Fontelo, sairam cabisbaixos, mas cientes que nada está perdido, e que é imperial ganhar o próximo jogo em casa ao Nogueirense !

Força Académico !

sábado, 21 de abril de 2012

BENFICA - 4 MARITIMO - 1 - NORMAL

Benfica vence Marítimo (4-1) e mantém perseguição ao FC Porto
 

O Benfica mantém-se na perseguição ao líder FC Porto, após vencer o Marítimo por 4-1. Nolito, com dois golos e duas assistências para Rodrigo e Bruno César, foi a figura do jogo.

Jorge Jesus disse, na antevisão ao jogo, que a equipa continuava a acreditar na possibilidade de chegar ao título, mesmo estando a quatro pontos do FC Porto. E, analisando a exibição neste final de tarde, o atual líder do Campeonato terá mesmo de ter todo o cuidado para que possa revalidar o título, pois o Benfica mostrou que não está disposto a deixar de lutar.

Os encarnados, com algumas novidades no onze (Saviola e Nolito entraram de início, Capdevila e Matic mantiveram-se no onze, enquanto Gaitán e Rodrigo ficaram no banco) começaram a partida a todo o gás e materializaram com dois golos, ambos apontados por Nolito, o domínio avassalador que tiveram na primeira vintena de minutos.

O Marítimo, com aspirações ao quarto lugar, ainda esboçou a reação, mas só no início da segunda parte logrou alguma superioridade, comprovada com o golo de Sami.

No entanto, a equipa de Jorge Jesus voltou a pegar no jogo e em duas pinceladas de Nolito definiram definitivamente a partida, com golos do recém-entrado Rodrigo (marcou na primeira vez que tocou na bola) e de Bruno César.

TÍTULOS

Dortmund é de novo campeão
 

O Borussia de Dortmund sagrou-se bicampeão da Alemanha após uma vitória por 2-0 frente ao Monchengladbach.

Com três jornadas por disputar e oito pontos de vantagem sobre o Bayern, o Dortmund precisava apenas da vitória para se sagrar campeão e não vacilou frente ao quarto classificado.

Um golo em cada parte deu a vitória ao Dortmund. O croata Ivan Perisic marcou aos 23 minutos e o japonês Kagawa fez o resultado final aos 59.

Quando faltam duas jornadas para o fim, a questão do título e do segundo lugar já estão arrumadas na Alemanha. Dortmund e Bayern terão entrada direta na próxima edição da Champions.
 
 

A.VISEU

sábado, 14 de abril de 2012

GIL VICENTE -1 BENFICA -2 - VITÓRIA NA TAÇA DA LIGA


El Conejo sai (finalmente) da cartola de Jesus para dar a quarta Taça da Liga ao Benfica

A Taça da Liga é do Benfica. Não apenas esta, ganha ao Gil Vicente. A Taça da Liga é do Benfica cada vez mais. A prova mais recente do calendário português volta a pintar-se de vermelho, numa mancha cada vez mais global e que já poucos estranham. Quatro vitórias em cinco. Segunda consecutiva por 2-1 frente a novo convidado inesperado, virgem em finais.

Saviola, proscrito em outras lides numa época que se avizinha do fim, decidiu a final contra um Gil Vicente combativo, que nunca se entregou. Ratice de «El Conejo» a dar novo título ao Benfica. Uma aposta que não seria para todos.

O Benfica ganhou. Justificou a vitória com o domínio que se previa no tempo de jogo. Não foi brilhante. Não massacrou. Sofreu. Talvez até de forma desnecessária. Mas a verdade é que a conquista, com tudo o que vale e não vale, arrancou alguns abraços entre companheiros e sorrisos simpáticos. Não vale mais ganhar a Taça da Liga?

À partida já se sabia que esta prova era pequena de mais para salvar a época do Benfica, mas tinha uma imagem parecida a uma Liga dos Campeões para os gilistas, menos habituados a estas andanças. A festa ia ser diferente, por isso. Ganhou o Benfica, o que equivale a festejar o 25 de Abril nos dias de hoje: há a noção de que é importante, mas a vontade de andar de cravo ao peito já foi maior.

Por isso, parte do segredo para encontrar o vencedor estava numa palavra: determinação. O Gil entrou atrevido. Até por cima de um Benfica demasiado receoso. Talvez aguardasse que o convidado inesperado mostrasse mais depressa o escudo do que a espada.


Mostrou-se a Adriano num remate à queima de Maxi, mas não disfarçou o aparente nervosismo, porque o Gil pouco depois assustou por César Peixoto e embrulhou-se mais algumas vezes em zona de decisões. As mexidas de Jorge Jesus no onze, lançando Matic, Nélson Oliveira e Capdvila não justificavam tudo o que se via.

Primeiro erro, primeiro golo

Ao Gil Vicente era pedido o jogo perfeito. O que se provou à passagem da meia hora. Ao primeiro erro, o Benfica marcou. Má abordagem de Rodrigo Galo perante Bruno César que correu pela esquerda e assistiu na perfeição Rodrigo, para uma finalização em bom estilo. Aberto o marcador. Aberto o champanhe?


É verdade que o golo acalmou os encarnados e o Gil Vicente, pese uma boa arrancada de Caiçara travada por Eduardo, caiu muito. Mas como o resultado se manteve em aberto, certamente ninguém ousou pegar nas taças. Era cedo, muito cedo.

O início do segundo tempo já não teve a atitude gilista da primeira metade. O golo pesou na confiança e virou o jogo. Antes já Adriano tinha evitado um fim anunciado, com uma grande defesa perante Witsel. E depois, foi na cara de Rodrigo que o brasileiro voltou a ser decisivo. Frio, imperial e brilhante. O Gil mantinha-se no jogo pelas luvas do guardião. As mesmas que o levaram à final no desempate nos penalties, com o Sp. Braga.

A maior festa estava guardada para a parte final. Era cedo para o Benfica, lembram-se? O Gil provou-o. Remate acrobático de Zé Luís a emendar uma tosca tentativa de Vilela. Igualdade. Tão surpreendente quanto o golo inaugural.

Jesus tira Conejo da cartola

O fantasma dos penalties chegou a pairar no Cidade de Coimbra. O «sem-abrigo», para usar a expressão do presidente gilista, ameaçava tombar o «grande» que faltava. Parecia feito o mais difícil. Mas o Gil não aguentou.

Se a determinação era o ponto chave para decidir o encontro, também é certo que a experiência e os valores individuais ajudam. O Benfica carregou, o Gil tremeu. Adriano evitou que Witsel marcasse, mas não foi a tempo da recarga de Saviola, acabadinho de entrar. Ponto final.

O Gil cai de pé e vê de posição privilegiada nova festa do Benfica em Coimbra. Começa a ser tradição. A Taça da Liga pode não ter o peso suficiente para saciar o estômago encarnado. Pode não salvar a época, se o Benfica não ganhar mais nada. Mas conta, não é?

terça-feira, 10 de abril de 2012

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SPORTING- 1 BENFICA - 0 - DESILUÇÃO

Sporting vence Benfica (1-0) em jogo de sentido único

O Sporting venceu o Benfica por 1-0 no derby lisboeta da 26.ª jornada. Um resultado que faz com que os leões subam ao quarto lugar do campeonato e que deixa as águias mais longe do título.
Era maior a pressão do Benfica, como tinha admitido Jorge Jesus. Porque tinha mais a perder esta noite em Alvalade. O Sporting aproveitou, usou essa maior tranquilidade e a força colectiva que tem sido a sua imagem recente e impôs-se (1-0) num derby que teve todo o ar de fim da linha para o Benfica na luta pelo título de campeão.

Falávamos então de quem tinha mais a perder. Era o Benfica, e perdeu mesmo. Agora vê o FC Porto a quatro pontos, quando faltam quatro jornadas para o fim do campeonato. A equipa que ainda em Fevereiro parecia ter a Liga na mão (chegaram a ser cinco pontos de vantagem) termina um ciclo terrível em queda. Não só pelo que perdeu (pelo meio foi-se também a Liga dos Campeões), mas também pelas dificuldades que evidencia.

Quanto ao leão, depois de uma primeira metade de época tão atribulada, chega aqui a sorrir. Ultrapassou o Marítimo no quarto lugar, ainda tem a Liga Europa e a final da Taça de Portugal. As voltas que isto deu.

O Benfica recuperou Luisão e Garay, depois de ter jogado em Londres com uma dupla de centrais adaptada. Emerson voltou ao lado esquerdo da defesa, Javi Garcia ao seu lugar no meio-campo. No onze, sem o castigado Aimar, coube ainda Rodrigo. No Sporting, Sá Pinto manteve apostas, com Matias Fernández num onze que, em relação ao que garantiu na Ucrânia a passagem às meias-finais da Liga Europa, só registava a entrada de Elias.

Alvalade estava em festa, mais de 47 mil espectadores, casa praticamente cheia para ver um jogo que começou com mais bola do lado do Benfica. Uma cedência assumida pelo Sporting. Logo aos dois minutos, após uma combinação com Rodrigo, Gaitán é travado por Polga. O jogo segue, ficam dúvidas se foi dentro ou fora da área.

Quinze minutos depois, o lance que decidiu tudo. Luisão agarra Wolfswinkel, o árbitro apita, penalty. Ironia. No jogo em que recuperou a sua primeira dupla de centrais, o Benfica começou a perder por um erro do mais experiente de todos. Wolfswinkel posicionou-se na marca e não falhou: bola para a esquerda de Artur, golo. Explosão de alegria em Alvalade.

A bola continuava do lado do Benfica. Em sentido figurado e literal. Estratégia do Sporting, que confirmava a imagem que tem deixado com Sá Pinto. Uma equipa concentrada, coesa, com uma estratégia que soube manietar o adversário. Restava ao Benfica tentar contornar a malha dos leões, coisa que não conseguiu. A Alvalade, no fim daquele tal ciclo, chegou uma equipa cansada e com poucas ideias.

O intervalo chegou neste tom, a segunda parte começou com uma alteração no Benfica. Entrava Yannick, o avançado que começou a época no Sporting e regressou a Alvalade vestido de vermelho. Ouviram-se assobios, como passaram a ouvir-se quando Yannick tocava na bola.

O jogo aqueceu. Foi um início de segundo tempo alucinante. Aos 51m, uma grande defesa de Artur a remate de Wolfswinkel, dois minutos mais tarde Insua evita quase em cima da linha o golo do Benfica, numa cabeceamento de Maxi. E dois minutos depois outra vez Artur a evitar o segundo do Sporting, a remate de Schaars. Antes de passar a hora de jogo, ainda o Benfica, num cabeceamento de Cardozo ao lado. E depois, ainda Wolfswinkel. E Artur, mais uma vez.

Jesus mexeu do banco, fez sair Javi e juntou Nélson Oliveira ao ataque. Três minutos depois Sá Pinto aproveitou para mexer também, tirar Schaars e fazer entrar Carriço

As oportunidades sucediam-se. Aos 72m, incrível Wolfswinkel. Sozinho na área, atrapalha-se no remate e desperdiça uma grande oportunidade. Na resposta o Benfica, Yannick sobe rápido, a passe de Gaitán, e remata ao lado.

Já com Nolito em campo do lado do Benfica e Rubio do lado do Sporting, os últimos 15 minutos foram menos frenéticos. Ainda assim houve tempo para Artur voltar a brilhar, e para Luisão acabar expulso. Em Alvalade, a maioria dos adeptos saia de sorriso nos lábios, os benfiquistas insultavam a equipa. As voltas que isto deu.

domingo, 8 de abril de 2012

A.VISEU- 3 AVANCA -1 - BRILHANTES

Ac. Viseu FC 3 - 1 AA Avanca
Estádio do Fontelo, 7 de Abril de 2012
3ª Jornada da Fase de Subida, III Divisão, Série C
Árbitro:


Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida (Luís Vouzela), Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Álvaro (Doumbouya), João Paulo, Ricardo Ferreira e Rui Santos; Luisinho (Baio) e Hélder Rodrigues. Treinador: António Lima Pereira.


Golos: Pesquina 5 (0-1), João Paulo 60 (1-1), Ricardo Ferreira (2-1), Hélder Rodrigues (3-1)


Surpreendeu António Lima Pereira ao fazer actuar o Académico num 4x4x2 em losango deixando de fora Bacari - nem para o banco foi - e também o segundo melhor marcador da equipa (Doumbouya no banco). E se é verdade que a tática usada surpreendeu tudo e todos, também não é menos verdade que ela, a tática, não foi a culpada do mau começo academista. O golo forasteiro nasce de uma infantilidade enorme, difícil de compreender e, sobretudo, difícil de explicar. Acontece...


O Académico reagiu bem ao golo sofrido já que volvidos poucos minutos, e depois de um passe de Rui Santos, Hélder Rodrigues trabalhou bem sobre a esquerda e desferiu um remate com selo de golo, brilhando a grande altura aquele que viria a ser o melhor jogador da equipa adversária o seu guarda redes. Hélder Rodrigues e Luisinho brilhavam nas faixas laterais - brilhavam tanto que por vezes até se esqueciam de fechar o seu flanco - mas a bola quando chegava ao lugar do ponta de lança ele não estava lá e, também, porque Rui Santos não mostrava capacidades para chegar às zonas de finalização.


Perto da meia hora o técnico academista mexia na equipa - fazendo a vontade à massa associativa - colocando o ponta de lança - Doumbouya. O certo é que a a partir daí e ao intervalo o Académico perdeu alguma da magia e não voltou a incomodar, verdadeiramente, a baliza forasteira deixando-se enrolar no abjeto anti jogo forasteiro. Antes do intervalo dá-se a subsituuição que, na minha opinião, mudou o jogo. Saiu Marco Almeida (lesionado) e entrou Luís Vouzela.


E na segunda parte o Académico cresceu de uma forma verdadeiramente impressionante. Com as costas resguardadas por Vouzela, Rui Santos subiu imensamente de produção, pegou na batuta, jogou, fez jogar, distribuiu jogo de uma maneira que só ele sabe fazer e o Académico partiu para 45 minutos de sonhos, dignos de um clube que quer mesmo vencer.


Sentia-se no estádio que o Académico ia mesmo vencer o jogo de hoje. E se dúvidas havia elas ficaram quase todas dissipadas quando João Paulo - mais uma vez - marcou o golo de empate. A partir daí, e até ao fim do jogo, a simbiose equipa/público foi perfeita e o Académico trucidou por completo a equipa do Avanca.


Quando Ricardo Ferreira fez o 2-1 o Estádio do Fontelo entrou verdadeiramente em ebulição, é que os especatadores já tinha visto de tudo, desde o anti jogo forasteiro, bolas no poste, defesas miraculosas e até perdidas incríveis.


O golo de Hélder Rodrigues, já no descontos, foi verdadeiramente a cereja no topo do bolo!


Que grande segunda parte! Assim dá gosto de sofrer por ti Académico!