sábado, 14 de abril de 2012

GIL VICENTE -1 BENFICA -2 - VITÓRIA NA TAÇA DA LIGA


El Conejo sai (finalmente) da cartola de Jesus para dar a quarta Taça da Liga ao Benfica

A Taça da Liga é do Benfica. Não apenas esta, ganha ao Gil Vicente. A Taça da Liga é do Benfica cada vez mais. A prova mais recente do calendário português volta a pintar-se de vermelho, numa mancha cada vez mais global e que já poucos estranham. Quatro vitórias em cinco. Segunda consecutiva por 2-1 frente a novo convidado inesperado, virgem em finais.

Saviola, proscrito em outras lides numa época que se avizinha do fim, decidiu a final contra um Gil Vicente combativo, que nunca se entregou. Ratice de «El Conejo» a dar novo título ao Benfica. Uma aposta que não seria para todos.

O Benfica ganhou. Justificou a vitória com o domínio que se previa no tempo de jogo. Não foi brilhante. Não massacrou. Sofreu. Talvez até de forma desnecessária. Mas a verdade é que a conquista, com tudo o que vale e não vale, arrancou alguns abraços entre companheiros e sorrisos simpáticos. Não vale mais ganhar a Taça da Liga?

À partida já se sabia que esta prova era pequena de mais para salvar a época do Benfica, mas tinha uma imagem parecida a uma Liga dos Campeões para os gilistas, menos habituados a estas andanças. A festa ia ser diferente, por isso. Ganhou o Benfica, o que equivale a festejar o 25 de Abril nos dias de hoje: há a noção de que é importante, mas a vontade de andar de cravo ao peito já foi maior.

Por isso, parte do segredo para encontrar o vencedor estava numa palavra: determinação. O Gil entrou atrevido. Até por cima de um Benfica demasiado receoso. Talvez aguardasse que o convidado inesperado mostrasse mais depressa o escudo do que a espada.


Mostrou-se a Adriano num remate à queima de Maxi, mas não disfarçou o aparente nervosismo, porque o Gil pouco depois assustou por César Peixoto e embrulhou-se mais algumas vezes em zona de decisões. As mexidas de Jorge Jesus no onze, lançando Matic, Nélson Oliveira e Capdvila não justificavam tudo o que se via.

Primeiro erro, primeiro golo

Ao Gil Vicente era pedido o jogo perfeito. O que se provou à passagem da meia hora. Ao primeiro erro, o Benfica marcou. Má abordagem de Rodrigo Galo perante Bruno César que correu pela esquerda e assistiu na perfeição Rodrigo, para uma finalização em bom estilo. Aberto o marcador. Aberto o champanhe?


É verdade que o golo acalmou os encarnados e o Gil Vicente, pese uma boa arrancada de Caiçara travada por Eduardo, caiu muito. Mas como o resultado se manteve em aberto, certamente ninguém ousou pegar nas taças. Era cedo, muito cedo.

O início do segundo tempo já não teve a atitude gilista da primeira metade. O golo pesou na confiança e virou o jogo. Antes já Adriano tinha evitado um fim anunciado, com uma grande defesa perante Witsel. E depois, foi na cara de Rodrigo que o brasileiro voltou a ser decisivo. Frio, imperial e brilhante. O Gil mantinha-se no jogo pelas luvas do guardião. As mesmas que o levaram à final no desempate nos penalties, com o Sp. Braga.

A maior festa estava guardada para a parte final. Era cedo para o Benfica, lembram-se? O Gil provou-o. Remate acrobático de Zé Luís a emendar uma tosca tentativa de Vilela. Igualdade. Tão surpreendente quanto o golo inaugural.

Jesus tira Conejo da cartola

O fantasma dos penalties chegou a pairar no Cidade de Coimbra. O «sem-abrigo», para usar a expressão do presidente gilista, ameaçava tombar o «grande» que faltava. Parecia feito o mais difícil. Mas o Gil não aguentou.

Se a determinação era o ponto chave para decidir o encontro, também é certo que a experiência e os valores individuais ajudam. O Benfica carregou, o Gil tremeu. Adriano evitou que Witsel marcasse, mas não foi a tempo da recarga de Saviola, acabadinho de entrar. Ponto final.

O Gil cai de pé e vê de posição privilegiada nova festa do Benfica em Coimbra. Começa a ser tradição. A Taça da Liga pode não ter o peso suficiente para saciar o estômago encarnado. Pode não salvar a época, se o Benfica não ganhar mais nada. Mas conta, não é?

terça-feira, 10 de abril de 2012

VIDEO

SPORTING- 1 BENFICA - 0 - DESILUÇÃO

Sporting vence Benfica (1-0) em jogo de sentido único

O Sporting venceu o Benfica por 1-0 no derby lisboeta da 26.ª jornada. Um resultado que faz com que os leões subam ao quarto lugar do campeonato e que deixa as águias mais longe do título.
Era maior a pressão do Benfica, como tinha admitido Jorge Jesus. Porque tinha mais a perder esta noite em Alvalade. O Sporting aproveitou, usou essa maior tranquilidade e a força colectiva que tem sido a sua imagem recente e impôs-se (1-0) num derby que teve todo o ar de fim da linha para o Benfica na luta pelo título de campeão.

Falávamos então de quem tinha mais a perder. Era o Benfica, e perdeu mesmo. Agora vê o FC Porto a quatro pontos, quando faltam quatro jornadas para o fim do campeonato. A equipa que ainda em Fevereiro parecia ter a Liga na mão (chegaram a ser cinco pontos de vantagem) termina um ciclo terrível em queda. Não só pelo que perdeu (pelo meio foi-se também a Liga dos Campeões), mas também pelas dificuldades que evidencia.

Quanto ao leão, depois de uma primeira metade de época tão atribulada, chega aqui a sorrir. Ultrapassou o Marítimo no quarto lugar, ainda tem a Liga Europa e a final da Taça de Portugal. As voltas que isto deu.

O Benfica recuperou Luisão e Garay, depois de ter jogado em Londres com uma dupla de centrais adaptada. Emerson voltou ao lado esquerdo da defesa, Javi Garcia ao seu lugar no meio-campo. No onze, sem o castigado Aimar, coube ainda Rodrigo. No Sporting, Sá Pinto manteve apostas, com Matias Fernández num onze que, em relação ao que garantiu na Ucrânia a passagem às meias-finais da Liga Europa, só registava a entrada de Elias.

Alvalade estava em festa, mais de 47 mil espectadores, casa praticamente cheia para ver um jogo que começou com mais bola do lado do Benfica. Uma cedência assumida pelo Sporting. Logo aos dois minutos, após uma combinação com Rodrigo, Gaitán é travado por Polga. O jogo segue, ficam dúvidas se foi dentro ou fora da área.

Quinze minutos depois, o lance que decidiu tudo. Luisão agarra Wolfswinkel, o árbitro apita, penalty. Ironia. No jogo em que recuperou a sua primeira dupla de centrais, o Benfica começou a perder por um erro do mais experiente de todos. Wolfswinkel posicionou-se na marca e não falhou: bola para a esquerda de Artur, golo. Explosão de alegria em Alvalade.

A bola continuava do lado do Benfica. Em sentido figurado e literal. Estratégia do Sporting, que confirmava a imagem que tem deixado com Sá Pinto. Uma equipa concentrada, coesa, com uma estratégia que soube manietar o adversário. Restava ao Benfica tentar contornar a malha dos leões, coisa que não conseguiu. A Alvalade, no fim daquele tal ciclo, chegou uma equipa cansada e com poucas ideias.

O intervalo chegou neste tom, a segunda parte começou com uma alteração no Benfica. Entrava Yannick, o avançado que começou a época no Sporting e regressou a Alvalade vestido de vermelho. Ouviram-se assobios, como passaram a ouvir-se quando Yannick tocava na bola.

O jogo aqueceu. Foi um início de segundo tempo alucinante. Aos 51m, uma grande defesa de Artur a remate de Wolfswinkel, dois minutos mais tarde Insua evita quase em cima da linha o golo do Benfica, numa cabeceamento de Maxi. E dois minutos depois outra vez Artur a evitar o segundo do Sporting, a remate de Schaars. Antes de passar a hora de jogo, ainda o Benfica, num cabeceamento de Cardozo ao lado. E depois, ainda Wolfswinkel. E Artur, mais uma vez.

Jesus mexeu do banco, fez sair Javi e juntou Nélson Oliveira ao ataque. Três minutos depois Sá Pinto aproveitou para mexer também, tirar Schaars e fazer entrar Carriço

As oportunidades sucediam-se. Aos 72m, incrível Wolfswinkel. Sozinho na área, atrapalha-se no remate e desperdiça uma grande oportunidade. Na resposta o Benfica, Yannick sobe rápido, a passe de Gaitán, e remata ao lado.

Já com Nolito em campo do lado do Benfica e Rubio do lado do Sporting, os últimos 15 minutos foram menos frenéticos. Ainda assim houve tempo para Artur voltar a brilhar, e para Luisão acabar expulso. Em Alvalade, a maioria dos adeptos saia de sorriso nos lábios, os benfiquistas insultavam a equipa. As voltas que isto deu.

domingo, 8 de abril de 2012

A.VISEU- 3 AVANCA -1 - BRILHANTES

Ac. Viseu FC 3 - 1 AA Avanca
Estádio do Fontelo, 7 de Abril de 2012
3ª Jornada da Fase de Subida, III Divisão, Série C
Árbitro:


Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida (Luís Vouzela), Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Álvaro (Doumbouya), João Paulo, Ricardo Ferreira e Rui Santos; Luisinho (Baio) e Hélder Rodrigues. Treinador: António Lima Pereira.


Golos: Pesquina 5 (0-1), João Paulo 60 (1-1), Ricardo Ferreira (2-1), Hélder Rodrigues (3-1)


Surpreendeu António Lima Pereira ao fazer actuar o Académico num 4x4x2 em losango deixando de fora Bacari - nem para o banco foi - e também o segundo melhor marcador da equipa (Doumbouya no banco). E se é verdade que a tática usada surpreendeu tudo e todos, também não é menos verdade que ela, a tática, não foi a culpada do mau começo academista. O golo forasteiro nasce de uma infantilidade enorme, difícil de compreender e, sobretudo, difícil de explicar. Acontece...


O Académico reagiu bem ao golo sofrido já que volvidos poucos minutos, e depois de um passe de Rui Santos, Hélder Rodrigues trabalhou bem sobre a esquerda e desferiu um remate com selo de golo, brilhando a grande altura aquele que viria a ser o melhor jogador da equipa adversária o seu guarda redes. Hélder Rodrigues e Luisinho brilhavam nas faixas laterais - brilhavam tanto que por vezes até se esqueciam de fechar o seu flanco - mas a bola quando chegava ao lugar do ponta de lança ele não estava lá e, também, porque Rui Santos não mostrava capacidades para chegar às zonas de finalização.


Perto da meia hora o técnico academista mexia na equipa - fazendo a vontade à massa associativa - colocando o ponta de lança - Doumbouya. O certo é que a a partir daí e ao intervalo o Académico perdeu alguma da magia e não voltou a incomodar, verdadeiramente, a baliza forasteira deixando-se enrolar no abjeto anti jogo forasteiro. Antes do intervalo dá-se a subsituuição que, na minha opinião, mudou o jogo. Saiu Marco Almeida (lesionado) e entrou Luís Vouzela.


E na segunda parte o Académico cresceu de uma forma verdadeiramente impressionante. Com as costas resguardadas por Vouzela, Rui Santos subiu imensamente de produção, pegou na batuta, jogou, fez jogar, distribuiu jogo de uma maneira que só ele sabe fazer e o Académico partiu para 45 minutos de sonhos, dignos de um clube que quer mesmo vencer.


Sentia-se no estádio que o Académico ia mesmo vencer o jogo de hoje. E se dúvidas havia elas ficaram quase todas dissipadas quando João Paulo - mais uma vez - marcou o golo de empate. A partir daí, e até ao fim do jogo, a simbiose equipa/público foi perfeita e o Académico trucidou por completo a equipa do Avanca.


Quando Ricardo Ferreira fez o 2-1 o Estádio do Fontelo entrou verdadeiramente em ebulição, é que os especatadores já tinha visto de tudo, desde o anti jogo forasteiro, bolas no poste, defesas miraculosas e até perdidas incríveis.


O golo de Hélder Rodrigues, já no descontos, foi verdadeiramente a cereja no topo do bolo!


Que grande segunda parte! Assim dá gosto de sofrer por ti Académico!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CHELSEA - 2 BENFICA - 1 - INJUSTO

Benfica cai de pé na Liga dos Campeões

O Benfica saiu derrotado de Stamford Bridge por 2-1 frente ao Chelsea e está fora da Liga dos Campeões.

O Benfica está fora da Liga dos Campeões, com duas derrotas algo cruéis às mãos de um Chelsea cínico e muito pragmático. Com apenas 10 jogadores durante cerca de 50 minutos, os encarnados souberam ser dignos, silenciaram por minutos Stamford Bridge e chegaram a ameaçar o milagre que acabou por não chegar. O Chelsea terá agora pela frente o Barcelona nas meias-finais da Champions, numa reedição do polémico duelo de 2009.
Primeira parte:
Apesar das contrariedades na abordagem a esta partida, devido às lesões na zona central da defesa, o Benfica entrou com uma boa atitude em Stamford Bridge, apoio por cerca de quatro mil ruidosos adeptos encarnados na bancada.

Os primeiros cinco minutos ficaram caracterizados pela pressão do Benfica sobre o Chelsea, que se apresentava com linhas mais baixas dando a iniciativa de jogo ao adversário, até porque estava em vantagem.

Os encarnados não dominavam o adversário, mas tinham mais posse de bola e procuravam chegar com perigo à baliza contrária. Bruno César e Aimar falharam o alvo por duas vezes. Cá atrás Emerson e Javi Garcia pareciam entender-se, apesar de formarem uma dupla nova no centro da defesa.

O minuto 19 veio dar um rumo completamente diferente e assinalou o primeiro revés do Benfica nesta partida. Javi Garcia disputou uma bola com Ashley Cole dentro da área e o árbitro entendeu que a carga do espanhol era motivo para grande penalidade.

Chamado à conversão, Frank Lampard não falhou e colocou o Chelsea em vantagem por 1-0. O Benfica não se deixou abater e foi à procura de dar a volta a uma eliminatória que estava mais inclinada para os ingleses.

Numa jogada ensaiada, após a cobrança de um livre, o Benfica dispôs da sua mais soberana oportunidade de golo. Cardozo (29’), enquadrado com a baliza, atirou decidido mas John Terry intercetou a bola no momento certo quando esta se encaminhava para a baliza.

Quando a formação lusa estava por cima do jogo, eis que sofreu um novo revés. Maxi Pereira (40’), que tinha visto um primeiro cartão amarelo por protestos na altura do penálti, teve uma entrada mais dura sobre Obi Mikel e o árbitro não teve dúvidas em lhe mostrar o segundo amarelo.

O intervalo chegou com o Benfica em desvantagem, reduzido a 10 elementos e com Witsel adaptado à lateral direita.

Segunda parte:

Com uma defesa mais do que remediada, aparecendo Witsel na direita, o Benfica abordou a segunda parte de forma corajosa, não se fazendo notar o facto de estar a jogar com menos um jogador.

Cardozo abriu as hostilidades na segunda parte com um belo remate à entrada da área ao qual correspondeu Petr Cech com uma excelente defesa. No mesmo minuto Aimar atirou à malha lateral. O Benfica parecia querer entrar na disputa da eliminatória.

O Chelsea não se intimidava e procurava a rapidez dos seus executantes e um possível buraco na defesa contrária para aumentar a contagem. Kalou, Torres e Mata estiveram perto de marcar, mas Artur surgiu em bom plano e negou os intentos contrários.

O jogo estava rápido, as oportunidades repartiam-se, mas o resultado não se alterava. Perto dos 60 minutos, Jorge Jesus decidiu iniciar uma onda de substituições.

Primeiro entrou Nélson Oliveira, depois Djaló e mais tarde Rodrigo. O treinador do Benfica sabia que só arriscando podia tentar algo mais.

Aos poucos a pressão do Benfica acentuou-se e só o guarda-redes, Petr Cech, com defesas incríveis, ia adiando o golo dos encarnados. Os adeptos do Chelsea estavam silenciosos e mais ficaram quando Javi Garcia finalmente conseguiu colocar a bola na baliza do Chelsea.

Aos 85 minutos, o espanhol cabeceou para o fundo das redes e agarrou na bola de seguida acreditando que havia tempo suficiente para dar a volta a esta eliminatória.

O treinador Jorge Jesus incentivava os seus jogadores com gritos para dentro do relvado, os adeptos do Benfica faziam-se ouvir. Nélson Oliveira teve nos pés a passagem do Benfica, mas atirou ao lado.

O Chelsea defendia como podia, contra um adversário que jogava com dez unidades desde os 40 minutos. A esperança acabou porém aos 92 minutos, quando Raul Meireles, que havia entrado na segunda parte, correu muitos metros e rematou forte para o fundo da baliza de Artur. Estava feito o 2-1 e estava decidida a eliminatória da Liga dos Campeões.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A.VISEU- 4 BUSTELO - 0 - COM BRILHO

Estádio do Fontelo, 1 de Abril de 20122ª Jornada da III Divisão, Série C, Fase de Subida



Árbitro:
Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Casal, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Álvaro, João Paulo e Rui Santos (Luís Vouzela, 75); Luisinho (Baio, 66), Hélder Rodrigues e Bacari (Doumbouya, 60). Treinador: António Lima Pereira.
Bustelo: Eduardo Jorge, Aguiar, Careca, Pedrinho, Paivinha, Marcelo, Tiago Filipe, Dani, Márcio (Vitinha, 82), Rafa (Rui Miguel, 20) e Inverno (Alemão, 66). Treinador: Miguel Oliveira.
Expulsão: Eduardo Jorge 18
Golos: Ricardo Ferreira 21 gp (1-0), Luisinho 29 (2-0), Hélder Rodrigues 65 (3-0), Doumbouya 81 (4-0)

O jogo começou com toada bastante morna, que só teve desenvolvimentos à passagem dos 18min. quando Luisinho após ludibriar o guardião do Bustelo é carregado na área de rigor. Resultado disso: expulsão para Eduardo (guardião forasteiro) e penalty convertido com sucesso por Ricardo. 1-0 para os viseenses. Segundo se constava no estádio, o GR suplente que terá entrado era jogador de campo (a confirmar a veracidade da situação, já que era dia das mentiras). O 2º golo chegaria 9 min depois, após nova arrancada de Luisinho, que com um remate colocado fora da área fazia o seu golo da tarde. 2-0, resultado que se atingia ao intervalo.
Para a 2ª parte, os academistas apresentaram-se numa toada idêntica aos primeiros 45min. Sem forçar muito, mas a trocar a bola com um ritmo controlador, o 3º golo surgiu, com naturalidade, por Hélder Rodrigues aos 65min. Jogada na esquerda do inevitável Luisinho, que cruza para um golo magnífico de Hélder Rodrigues (a não perder, certamente, no vídeo do jogo apresentado pela Sportviseu). Mais um jogo fantástico deste extremo emprestado pelo Sp.Covilhã. E foi já com Doumbouya que o 4º golo chegou, apontado pelo avançado academista de cabeça, após pontapé de canto superiormente marcado por João Paulo.
Um resultado gordo, que poderá ser importante nas contas finais, em virtude da diferença de golos marcados/sofridos. Perante os restantes resultados, o Ac.Viseu assume a liderança, a par do Alba, com 23 pontos. No próximo sábado, o Académico joga novamente no Fontelo, recebendo o Avanca, em mais uma final desta fase decisiva da prova.
Outros resultados:
Alba 2-1 Sampedrense

Avanca 0-0 Nogueirense
Classificação:

1ºs Ac.Viseu e Alba 23 pontos

3º Sampedrense 22 pontos

4ºs Avanca e Bustelo 21 pontos

6º Nogueirense 20 pontos

domingo, 1 de abril de 2012

BENFICA - 2 BRAGA - 1 - ACREDITAR

Nota artística destrona o líder

Depois de uma segunda parte absolutamente maravilhosa, o resultado foi estabelecido já perto do final, com Bruno César a apontar o golo decisivo.

O Benfica recebeu e venceu o Sporting de Braga por 2-1 em jogo da 25.ª jornada da liga portuguesa. As duas equipas lutaram muito e numa segunda parte de grande nível marcaram-se três golos. Witsel, de pénalti, pôs o Benfica em vantagem, Elderson redimiu-se do pénalti cometido e empatou o jogo, mas Bruno César assegurou a vitória encarnada já nos descontos.
Começou melhor o Benfica no jogo do Estádio da Luz. Os encarnados entraram mais pressionantes e o Braga contentou-se em explorar o contra-ataque. Rodrigo e Bruno César foram os primeiros a pôr à prova os reflexos de Quim.
O ritmo de jogo baixou a partir dos primeiros 10 minutos e coincidiu com a lesão de Luisão. O capitão do Benfica magoou-se sozinho e durante o resto do primeiro tempo apresentou sempre limitações, ao ponto de os colegas evitarem endossar-lhe a bola.
A partir do primeiro quarto de hora, o Sporting de Braga deu resposta ao Benfica, com Márcio Mossoró a comandar os arsenalistas. O jogo tornou-se mais equilibrado, mas simultaneamente menos atrativo, com o Benfica a perder o fôlego dos minutos iniciais.
Com o aproximar do final do primeiro tempo, a equipa de Jorge Jesus voltou a acelerar o ritmo, mas a melhor oportunidade acabou mesmo por pertencer ao Braga: Alan arrancou pela direita, sentou Nico Gaitán na linha de fundo e assistiu Marcio Mossoró, mas o brasileiro permitiu a defesa a Artur, que segurou o 0-0.
A começar a segunda parte, Quim não quis ficar atrás de Artur e também foi obrigado a mostrar serviço. Cardozo assistiu Witsel e o belga rematou para defesa apertada do guarda-redes minhoto.
Minutos volvidos e uma arrancada de Gaitán voltou a causar problemas ao Sporting de Braga. O argentino rasgou toda a defesa bracarense, assistiu Witsel, mas o médio atirou muito por cima.
Iniciou-se a melhor fase do jogo, com Benfica e Braga de olhos virados para a baliza e muito espaço para jogar. A cada perda de bola do Braga o Benfica respondia com ataques perigosíssimos. Rodrigo parecia ter o “diabo no corpo”, aparecia em todo o lado, mas a pontaria é que continuava desafinada.
Já Lima teve a mira afinada demais: o brasileiro respondeu de cabeça a um cruzamento de Alan e a bola ainda “beijou” a trave da baliza encarnada.
Por esta altura, Mossoró era o melhor do Braga mas também ele foi incapaz de inaugurar o marcador. Ao minuto 66’, Lima teve o espaço que quis com Miguel Vítor caído no relvado e cruzou para Mossoró. O brasileiro deslumbrou-se e atirou ao lado.
Depois de minutos de futebol espetáculo, chegou a polémica: Lima caiu na área encarnada e João Ferreira deixou seguir e segundos depois apontou pénalti favorável às águias. Bruno César é atropelado por Elderson e João Ferreira não hesita em marcar o castigo máximo. Na conversão, Witsel enganou Quim e colocou o Benfica em vantagem.
O Sporting de Braga abanou mas não caiu e respondeu quase de imediato. Hugo Viana bate um livre de forma exemplar, Artur só consegue sacudir e Elderson agradeceu aos deuses a hipótese de se redimir do pénalti cometido e encostou para o empate.
Cabia ao Benfica uma resposta e chegou em forma de nota artística: Gaitán desmanchou a defesa bracarense com Bruno César, e o brasileiro atirou para o 2-1 e delírio do Estádio da Luz.
Depois de uma grande noite de futebol na Luz, o FC Porto passou para a liderança do campeonato. O Benfica está a um ponto dos dragões e o Sporting de Braga caiu para terceiro, agora a dois pontos do líder.

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terça-feira, 27 de março de 2012

VIDEO

BENFICA - 0 CHELSEA - 1 - INGRATO

Vitória cínica do Chelsea na Luz

Num golo contra a corrente do jogo, o Chelsea sai do Estádio da Luz com uma vitória por 1-0 e uma importante vantagem para a segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões.

No dia Mundial do Teatro, assistiu-se a um drama no Estádio da Luz numa peça em que o Chelsea protagonizou o papel de vilão e levou a melhor por 1-0. Kalou (75') foi o autor do único golo do encontro e que deixa o Benfica em maus lençois para o encontro da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeoes.
Primeira parte:
Perante um Estádio da Luz praticamente cheio e num jogo de supra importância para Benfica e Chelsea, a primeira parte não foi especialmente bem jogada.
Os ingleses demonstraram que vieram jogar em contenção. O Chelsea procurava imprimir um ritmo mais baixo para adormecer o encontro e o Benfica, indo de quando em vez à área contrária.
Por seu lado, os encarnados experimentavam acelerar o seu jogo pelos seus alas, mas tiveram em Cardozo um avançado perdulário. Nas duas mais flagrantes situações de golo, o paraguaio não acertou com a baliza.
Do lado do Chelsea, a maior situação do golo partiu dos pés de Raul Meireles que, de fora da área, rematou proporcionando uma boa defesa a Artur.
O Benfica terminou a primeira parte com mais remates (7), num jogo pautado pelo equilíbrio. O resultado ao intervalo (0-0) expressava um jogo de muitas cautelas de parte a parte.

Segunda parte:
Nos últimos 45 minutos, as duas formações deixaram as formalidades no balneário e entregaram-se a um jogo mais animado, mais vivo e mais bem jogado. Principalmente o Benfica que apareceu transfigurado, com uma circulação de bola mais rápida, mais qualidade de passe, chegando com perigo à baliza de Peter Cech.
Cardozo atirou aos 47 minutos e só não marcou porque David Luiz tirou a bola sobre linha de golo. Pouco depois foi Bruno César a tentar a sua sorte de fora da área, mas sem sucesso. O público empolgava-se, gostava do que via e os jogadores continuam a sua cavalgada rumo à baliza contrária.
Pelo meio, Juan Mata congelou a Luz com um remate ao poste, mas tudo ficou para trás quando Jardel cabeceou para a defesa noite de Peter Cech.
Parecia que o golo estava para acontecer e aconteceu, mas para a equipa forasteira. Numa transição rápida, Torres cruzou e Kalou atirou para o fundo das redes do Artur. Um golo cheio de cinismo, que silenciou a maioria dos espectadores presentes no Estádio da Luz.
O treinador Jorge Jesus já tinha mexido e voltou a mexer. Depois das entradas de Rodrigo e Matic, colocu Nolito, mas nada se alterou.
O cinismo da equipa treinada pelo italiano Di Matteo levou a melhor e o Chelsea está na frente da eliminatória.

domingo, 25 de março de 2012

NOGUEIRENSE - 1 A.VISEU - 1 - FOI PENA

AD Nogueirense 1-1 Ac. Viseu FC
Estádio de Santo António, 25 de Março de 2012
1ª Jornada da Fase de Subida da III Divisão, Série C

Resultado justo, aceitável, mas (e agora parênteses, 3 grandes mas (mas, mas, mas)), o Académico podia e devia ter ganho este jogo!
Aguardem um pouco, que já vos explico, lá mais para diante.
O Académico depois da falta de comparência, ao último jogo, em Bustelo (O. de Azeméis), hoje, apresentou-se em campo, disposto a fazer esquecer o que aconteceu há quinze dias, e a verdade é que o conseguiu. Desde o 1º minuto, que o Académico controlou o jogo, não permitiu ao adversário quaisquer jogadas de perigo e procurou sempre construir jogadas no meio campo ofensivo de forma a conseguir chegar ao golo. Verdade que, na 1ª parte, foram poucas as situações claras de golo para uma e outra banda. Lima Pereira optou por colocar Álvaro, no meio campo (bom jogo de Álvaro), e na frente novamente Bacari, no centro com Luisinho numa ala e Hélder noutra. Ninguém tem dois alas como nós, e de facto quando as coisas saem bem, conseguimos criar muitas situações de golo, quer pela direita quer pela esquerda, sendo necessário que no meio, alguém ponha a bola lá dentro e aí é que poderá haver alguma divergência de opiniões, pois há quem defenda a solução de Lima Pereira, há quem defenda 2 avançados centro (correu mal contra O. Hospital) e há quem defenda outras coisas, mas Lima Pereira é cauteloso na forma de abordar os jogos e quando arriscou um pouc mais o resultado não apareceu e ficou quase sem margem para insistir nessa solução.
Ao intervalo o resultado era, portanto, justo.
Na 2ª parte o Académico entra novamente bem e numa jogada, bem no coração da área, a bola sobra para Hélder Rodrigues, que remata direito à baliza, a bola ia para golo, mas é intercetada por um defesa do Nogueirense, dentro da área, com o braço, na opinião do árbitro, muito bem colocado a menos de 3 metros do lance, assinalando de pronto, sem quaisquer dúvidas, grande penalidade. No local em que me encontrava, não posso, em abono da verdade, dizer se foi ou não com o braço, se foi ou não intencional, mas eu estava longe, o árbitro estava muito, muito perto. Do lance resulta expulsão do central do Nogueirense , e golo do Académico. Ora aqui começa a explicação do 1º mas, ou seja o Académico está a ganhar por 1-0, já na 2ª parte e a jogar contra dez, logo, como candidato primeiro, à subida de divisão, tem de conseguir chegar em vantagem ao fim de um jogo, nestas circunstâncias.
O Nogueirense, vê-se a perder e o seu treinador, vai fazendo sucessivas substituições, descurando o seu sector defensivo e arriscando tudo, lá na frente. Daí em diante o jogo foi muito mais aberto e as oportunidades de golo sucederam-se na baliza do Nogueiresne, com perdidas incríveis, por parte dos jogadores do Académico, Hélder, Luizinho, Bacari. Ou seja o Académico não matou o jogo, e começou a adivinhar-se o que poderia acontecer. A propósito das perdidas do ataque Academista, Lima Pereira terá que dizer aos seu jogadores, o seguinte: trata-se de um jogo de futebol, não de um jogo de bola, e num jogo de futebol , o que conta são os golos, e enquanto a bola, não entrar na baliza, não conta e não é golo, por isso há que ser mais DECIDIDO, mais repentino, na hora de atirar à baliza, fazer o golo e só depois festejar, mas 1º há que meter a bola, com decisão, sem hesitação. Houve muito hesitação e o resultado foram 2 ou 3 perdidas incríveis!
O seja, temos aqui parte da explicação para depois do 0-1, não ter acontecido o 0-2, mas, há ainda outro mas, há um lance, em que Luisinho isola Hélder Rodrigues, que sai claramente da linha da defensiva contrária. Eu estava no enfiamento do lance e não tenho a mínima dúvida de que Hélder está em jogo, e fica completamente isolado, em posição frontal, ou seja golo pela certa, mas o Fiscal de linha, perante a pressão enorme do público da casa, marcou “ESCANDALOSAMENTE” fora de jogo.

O Nogueirense tem também uma grande oportunidade de golo, num livre à entrada da área, em que a bola vai à barra, sem qualquer hipótese de defesa para Nuno (já batido).
Nas bancadas dizia-se: basta que um jogador do Nogueirense caia na área que o árbitro vai assinalar penalti, e assim aconteceu. Já nos minutos finais, um jogador do Nogueirense entra na área, tenta passar pelo meio do sector defensivo do Académico, e já bem no meio da área, MERGULHA para o chão. Ninguém no estádio teve dúvida do mergulho do jogador do Nogueirense, mas o árbitro acabou por marcar um penalti fantasma, tendo já antes assinalado alguns livres duvidosos à entrada da área, contra o Académico. PENALTI e expulsão de Calico, que nada de nada fez no lance. Calico reage, como qualquer um de nós reagiria, com uma revolta tremenda, pois Calico, antes de ser jogador do Académico é um ACADEMISTA, sente o que é ser do Académico, e perante tamanha injustiça, não aguentou, e com tanta raiva, para evitar males maiores, rasgou a própria camisola e calções, tal era o seu JUSTO desespero. Se me perguntarem, se Calico devia ter feito o que fez, respondo, não não devia, mas se perante o que aconteceu se entende a sua atitude, sim entende-se. Só quem nunca se sentiu injustiçado daquela forma, e quem nunca pisou um campo de futebol, não poderá compreender a sua atitude, repito reprovável, mas perante as circunstâncias, compreensível.
A jogar 10 contra 10, nos minutos que restavam cerca de 10, com a compensação (6 minutos), ainda houve oportunidades para ambos os lados e quaisquer das equipas poderia ter chegado à vitória.

Tudo muito resumido: O resultado é justo, e é aceitável, num campo muito difícil, contra uma boa equipa. Mediante o desenrolar do jogo e depois de estar em vantagem e a jogar com mais um jogador, o Académico poderia e deveria ter ganho o jogo, mas os avançados foram perdulários (razão principal da não vitória) e o árbitro inventa um penalti fantasma,
Lima Pereira poderia, (agora é fácil de dizer, no fim do jogo), se calhar ter colocado mais um avançado ao lado de Bacari, quando o resultado era, ainda, de 0-1 e procurar desta forma rapidamente o 0-2, mas foi esperando, esperando, e de facto o Académico foi criando as oportunidades, os jogadores é que não as concretizaram, e Lima Pereira, não pode ir lá dentro fazer o que compete aos avançados!

O verdadeiro campeonato começou agora (após falta de comparência do Académico na última jornada) e vai ser muito, muito equilibrado. Vamos GANHAR o próximo jogo e tentar chegar à liderança.
Parabéns ao Sampedrense pela excelente vitória sobre o Avanca e pelo excelente 1º lugar que ocupa neste momento.

Vamos ganhar para chegarmos à 5ª Jornada, em 1º e 2º Lugar, Académico e Sampedrense!

Vamos APOIAR o Académico!

Carlos Silva


Golos: Ricardo Ferreira 56 gp (0-1), Zé Francisco 87 gp (1-1)

sábado, 24 de março de 2012

OLHANENSE -1 BENFICA -1 - ACABOU TUDO

Desastre
Empate no batatal de Olhão e enorme passo atrás na luta pelo título, num jogo em que a nossa equipa esteve mal dentro do campo e pior fora dele. Para além de termos perdido dois pontos, perdemos também o Aimar para o próximo jogo, pelo menos.
Se calhar é mania ou superstição minha, mas a minha confiança fica sempre um pouco abalada quando vejo que entramos em campo para um jogo fora de casa com dois avançados. Foi o que aconteceu esta noite, e obviamente não me parece que seja por isso que o Benfica não ganhou, mas pelo menos lá me deixou desconfiado. Sobre o jogo, não tenho muito a dizer. Durante a primeira parte jogou-se praticamente em meio campo, com o Olhanense acantonado no último terço e o Benfica a fazer a bola circular de um lado para o outro. Foi frustrante ver o Benfica ter tanta posse de bola (quase setenta por cento) e conseguir fazer tão pouco com ela. É que pode ser apenas distracção minha, mas eu não me consigo recordar de uma única defesa do guarda-redes do Olhanense, ou sequer de um remate perigoso da nossa parte. O Benfica insistiu sobretudo pelo lado direito, através do inevitável Maxi, mas até ele esta noite esteve desastrado nos cruzamentos, que se perderam quase todos sem quaisquer consequências. O Olhanense, como aliás fez durante os noventa minutos, não se preocupou com mais nada senão defender, queimar tempo e pedir a entrada da equipa médica em campo. Mas a principal responsabilidade é mesmo do Benfica, que tinha obrigação de vencer e consequentemente de ter feito mais, muito mais durante estes primeiros quarenta e cinco minutos.

Esperava obviamente a entrada do Aimar para a segunda parte, esperançoso que ele viesse trazer alguma criatividade ao nosso jogo atacante e ajudar a encontrar espaços por entre a muralha defensiva do Olhanense. Não esperava tanto era que o sacrificado fosse o Nolito - às vezes parece um contra-senso tirar avançados quando se quer ganhar, mas eu desejava mesmo era que tivesse saído o Nélson Oliveira, até porque o que vimos foi o Nélson ir-se encostar mais à esquerda. Dada a inépcia do Emerson para atacar, aquele lado quase nunca foi explorado, excepto quando o Gaitán se deslocou para lá. A segunda parte acabou por pouco diferir da primeira. O Olhanense continuou interessado em defender com unhas e dentes (já na primeira parte se andavam a atirar para o chão a torto e a direito, e na segunda com uma hora de jogo já havia jogadores a sofrerem de cãibras). O Aimar não conseguiu mudar muito o nosso jogo, e pior ainda, acabou por ser expulso. Depois disso a opção foi lançar todos os avançados para dentro do campo, e o Benfica acabou o jogo com Cardozo, Nélson Oliveira, Saviola e Rodrigo, com o Gaitán a fazer todo o lado esquerdo, e sem meio campo, pois a opção passou a ser, desde demasiado cedo, bolas directas para a frente. Com onze jogadores apenas me recordo de uma boa ocasião de golo, num cabeceamento do Javi. Com dez, apenas mais duas, já nos minutos finais. Uma cabeçada do Gaitán salva sobre a linha, e um remate do Saviola no último minuto de compensação. Muito pouco.

Não consigo destacar nenhum jogador do Benfica, porque nenhum me impressionou muito favoravelmente. Talvez seja de realçar a capacidade de luta do Maxi, que mesmo quando as coisas não correm bem não desiste, mas isso já não é novidade nele.

Perdemos dois pontos e perdemos o Aimar, pelo que a visita a Olhão salda-se por um desastre. Mas nesta fase não há tempo para perder em lamúrias. Agora só resta mesmo levantar a cabeça e pensar no Chelsea.

terça-feira, 20 de março de 2012

CARTOON

BENFICA - 3 PORTO - 2 - NA FINAL

A meia-final da Taça da Liga deve ter sido um jogo divertido de seguir para quem estava 'de fora'. Golos e oportunidades não faltaram, e no final venceu o Benfica, num jogo cujas cambalhotas no marcador foram exactamente inversas à do último jogo com o Porto para o campeonato. Entrámos a ganhar, permitimos a reviravolta, e voltámos a virar o resultado.Não foram assim tantas as poupanças de parte a parte para este jogo. No Benfica as novidades foram o Eduardo na baliza, o Capdevila na defesa, e o Nélson Oliveira como único avançado, deixando o Cardozo no banco. O início de jogo prometia um Benfica diferente daquele dos últimos jogos na Luz contra o Porto. Entrámos a pressionar alto, criámos logo uma ocasião de algum perigo, em que o Bruno César falha o remate, e aos quatro minutos, fruto precisamente de pressão sobre a defesa do Porto logo à saída da área, chegámos ao golo num remate cruzado do Maxi, após passe do Bruno César. Estranhamente, a consequência deste golo foi um apagão quase completo do Benfica, que se retraiu e permitiu uma reacção fortíssima do Porto, cujo resultado foi a reviravolta no marcador após apenas treze minutos. Primeiro marcou num remate do Lucho que desviou no Javi, aos oito minutos; e aos dezassete, na sequência de um livre lateral, a defesa do Benfica falhou rotundamente e permitiu um cabeceamento à vontade na zona central da área ao Mangala, que fez a bola passar entre as pernas do Eduardo.
Eduardo que finalmente deu um ar da sua graça perto da meia hora, ao negar o terceiro golo do Porto num remate do Sapunaru. Só depois desse lance é que o Benfica finalmente voltou a acordar e a pegar nas rédeas do jogo, e no espaço de cinco minutos levou-nos quase ao desespero, levando a bola a bater três vezes nos ferros da baliza. Duas vezes pelo Luisão, que cabeceou à barra e depois, na sequência da mesma jogada, rematou ao poste. E a terceira bola ao ferro foi do Aimar, que na marcação de um livre enviou a bola ao poste com o guarda-redes já batido. Acabou por ser uma consequência lógica deste ascendente do Benfica o golo do empate, obtido a três minutos do intervalo. Após um livre do Aimar despejado para a área, a bola sobrevoou quase toda a gente e foi ter com o Javi Garcia no segundo poste, que a controlou e passou para a finalização do Nolito à boca da baliza. E ainda antes do final da primeira parte, o Benfica criou nova boa ocasião de golo, num canto marcado pelo Bruno César que permitiu ao Nolito, solto dentro da área, um remate que deveria ter levado uma direcção melhor do que aquela que ele lhe deu, atirando-a sobre a baliza.

Seria demasiado esperar uma segunda parte tão animada como a primeira. Ambas as equipas pareceram querer jogar com mais algumas cautelas e, para além disso, a qualidade do próprio futebol jogado piorou. Houve muita luta na zona do meio campo, muitos passes falhados e perdas de bola desnecessárias, sendo poucas as jogadas organizadas construídas por uma ou outra equipa. O jogo estava num impasse e pressentia-se que poderia cair para o lado da equipa que conseguisse marcar mais um golo. O Benfica lançou em jogo os 'titulares' Gaitán e Cardozo, e o Porto respondeu na mesma moeda com o James e o Janko. Acabaram por ser os nossos 'titulares' a resolver, numa jogada de contra-ataque rápido em que o Gaitán desmarcou o Cardozo e este, depois de ganhar em velocidade(!) ao Mangala, marcou com um grande remate rasteiro ainda de fora da área o terceiro do Benfica e o seu quarto ao Porto esta época. O jogo ficou efectivamente decidido com este golo, pois passou a ser jogado ainda mais aos repelões e não houve mais jogadas dignas de realce. O Benfica limitou-se a aguentar a vantagem enquanto que o Porto tentava a fazer a bola chegar à frente o mais depressa possível, quase sempre da pior forma.
Para mim o melhor jogador do Benfica foi o Maxi Pereira. Não apenas pelo golo que marcou, mas também pela atitude guerreira durante todo o jogo. Mesmo durante o pior período do Benfica no jogo, foi ele quem nunca virou a cara à luta, não dando descanso aos dois laterais esquerdos com que o Porto alinhou de início. Gostei também do Witsel, que teve uma tarefa difícil na luta que travou sobretudo com o Moutinho e o Defour.
Para um clube que passa a vida a deitar a mão às Supertaças Cândido de Oliveira para ajudar a contabilidade de títulos com a qual vive obcecado, confesso que me parece agora um pouco hipócrita estarem a desvalorizar a Taça da Liga. O que é certo é que estamos na quarta final consecutiva à custa deles, e agora que lá chegámos o objectivo só pode ser vencer a competição. Acima de tudo, espero que a vitória de hoje sirva de tónico para a nossa equipa enfrentar a fase decisiva da Liga que se aproxima. Esse é mesmo o maior objectivo



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sábado, 17 de março de 2012

BENFICA - 3 BEIRA-MAR - 1 - MORNO

Vitória segura num jogo muito morno, disputado quase sempre em ritmo de passeio e perante um dos adversários mais inofensivos que passaram esta época na Luz.
Mais uma vez foi o Witsel o eleito para ocupar a vaga do Maxi na lateral direita. Quanto ao resto, alas entregues ao Gaitán e ao Bruno César, e na frente de ataque apareceu o Nélson Oliveira a titular, para fazer dupla com o Cardozo. Do outro lado tivemos uma equipa completamente de acordo com aquilo que se esperaria do Ulisses Morais. Ou seja, extremamente defensiva, acumulando jogadores nas imediações da sua área, e esperando algum lance fortuito para sair em contra-ataque. A iniciativa do jogo foi, naturalmente, do Benfica desde o primeiro minuto. Mas pareceu sempre que a noite não estava para grandes correrias, e portanto vimos um jogo algo aborrecido, disputado quase sempre num ritmo bastante lento, e em que o Benfica parecia esperar por alguma aberta na muralha de jogadores montada à frente da baliza do Beira Mar. A jogar naquele ritmo adivinhava-se que não assistiríamos a um jogo com muitas oportunidades, pese o bom sinal dado pelo Nélson Oliveira, com um bom remate de fora da área travado por uma grande defesa do guarda-redes. Depois foi o Gaitán a ameaçar com uma cabeçada fora da área, e finalmente aos vinte e cinco minutos o Benfica construiu uma jogada rápida de ataque, libertando o Witsel na direita, que depois cruzou para a finalização do Cardozo à boca da baliza. O mais difícil estava feito, que era marcar o primeiro golo a uma equipa construída com o intuito de defender ao máximo. Obviamente que em vantagem no marcador e perante um adversário simplesmente inofensivo no ataque, a motivação para carregar no acelerador era pouca ou nenhuma. Apenas fixei dois lances, ambos do Nélson Oliveira: no primeiro, ganhou bem posição ao defesa mas depois não passou ao Gaitán numa primeira oportunidade nem ao Bruno César numa segunda, e acabou por fazer um remate disparatado para fora; e no segundo, depois de ganhar mais uma vez posição sobre a direita, saiu-lhe mal o centro para o Cardozo, que aguardava desmarcado no centro. Mesmo sobre o intervalo, o Benfica praticamente selou o destino do jogo, marcando o segundo golo num remate cruzado do Gaitán, a passe do Cardozo.

A segunda parte iniciou-se praticamente com o terceiro golo, novamente do Cardozo, que aproveitou um passe de calcanhar do Nélson Oliveira para evitar o guarda-redes e rematar para a baliza deserta. E depois foi como se o jogo tivesse acabado. Parecia ser evidente que o Benfica poderia ampliar o resultado caso forçasse um pouco (até a jogar quase a passo ficávamos com a ideia de que mais golos poderiam surgir), mas o Benfica limitou-se a gerir o resultado e o esforço, deixando o tempo correr até final. Apenas o Cardozo, talvez motivado com a possibilidade de obter um hattrick, fez mais alguns remates que levaram algum perigo à baliza do Beira Mar, mas aparte isso o resto do jogo teve muito poucos motivos de interesse. No último minuto de jogo, e para manter a má tradição de sofrer golos em praticamente todos os jogos em casa, acabámos por deixar o Beira Mar chegar ao golo de honra, num remate do Cássio já no interior da área após centro atrasado do Balboa.

Com dois golos e uma assistência o Cardozo é naturalmente o homem do jogo. O Gaitán parece estar mesmo a melhorar aos poucos, e marcou pelo segundo jogo consecutivo. Gostei também do Jardel, do Javi e do Nélson Oliveira, embora este ainda continue a alternar o muito bom com alguns disparates.

Obrigação de vencer cumprida sem quaisquer sobressaltos e aparentemente sem grande esforço. Aproxima-se agora um período decisivo, com vários jogos em poucos dias, muitos deles decisivos e de dificuldade elevada. A nossa época vai praticamente jogar-se durante as próximas quatro semanas. Para mim, o objectivo principal deveria ser só um: sermos campeões nacionais. Sinceramente, gostaria que a Champions não desviasse as nossas atenções desse objectivo.


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segunda-feira, 12 de março de 2012

BUSTELO - 4 A.VISEU - 1 - NÃO ENTENDO

SC Bustelo 4-1 Ac. Viseu FC

Estádio Quinta do Côvo, 11 de Março de 2012

22ª Jornada da III Divisão, Série C

Árbitro: Hugo Silva (Santarém)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Filipe, Ricardo Ferreira e João Paulo; Luisinho, Hélder Rodrigues e Doumbouya. Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Filipe 31 pb (1-0), João Paulo 40 (1-1), Inverno 60 (2-1), Aguiar 77 (3-1), Gonzaga 90+2 gp (4-1)

Com a presença garantida na segunda fase restava saber se o Académico partia para a fase decisiva com avanço, ou com atraso, em relação aos seus adversários. Vai partir com o atraso de um ponto em relação ao seu adversário de hoje e ao Avanca.

Foi um jogo em que aconteceu de tudo um pouco ao nosso clube. Desde um autogolo de Filipe à dualidade de critérios da equipa de arbitragem que não viu uma grande penalidade a favor do Académico mas que viu uma grande penalidade na área de Nuno.

Problemas de arbitragem à parte a verdade é que se esperava muito mais da equipa que era líder do campeonato.

Para a segunda frase transitam as seguintes equipas: Bustelo e Avanca com 20 pontos, Académico de Viseu, Sampedrense e Alba com 19 pontos e Nogueirense com 18 pontos. A fava saiu ao Penalva do Castelo que ao perder em casa com o Avanca terminou na 7ª posição.