terça-feira, 20 de março de 2012

BENFICA - 3 PORTO - 2 - NA FINAL

A meia-final da Taça da Liga deve ter sido um jogo divertido de seguir para quem estava 'de fora'. Golos e oportunidades não faltaram, e no final venceu o Benfica, num jogo cujas cambalhotas no marcador foram exactamente inversas à do último jogo com o Porto para o campeonato. Entrámos a ganhar, permitimos a reviravolta, e voltámos a virar o resultado.Não foram assim tantas as poupanças de parte a parte para este jogo. No Benfica as novidades foram o Eduardo na baliza, o Capdevila na defesa, e o Nélson Oliveira como único avançado, deixando o Cardozo no banco. O início de jogo prometia um Benfica diferente daquele dos últimos jogos na Luz contra o Porto. Entrámos a pressionar alto, criámos logo uma ocasião de algum perigo, em que o Bruno César falha o remate, e aos quatro minutos, fruto precisamente de pressão sobre a defesa do Porto logo à saída da área, chegámos ao golo num remate cruzado do Maxi, após passe do Bruno César. Estranhamente, a consequência deste golo foi um apagão quase completo do Benfica, que se retraiu e permitiu uma reacção fortíssima do Porto, cujo resultado foi a reviravolta no marcador após apenas treze minutos. Primeiro marcou num remate do Lucho que desviou no Javi, aos oito minutos; e aos dezassete, na sequência de um livre lateral, a defesa do Benfica falhou rotundamente e permitiu um cabeceamento à vontade na zona central da área ao Mangala, que fez a bola passar entre as pernas do Eduardo.
Eduardo que finalmente deu um ar da sua graça perto da meia hora, ao negar o terceiro golo do Porto num remate do Sapunaru. Só depois desse lance é que o Benfica finalmente voltou a acordar e a pegar nas rédeas do jogo, e no espaço de cinco minutos levou-nos quase ao desespero, levando a bola a bater três vezes nos ferros da baliza. Duas vezes pelo Luisão, que cabeceou à barra e depois, na sequência da mesma jogada, rematou ao poste. E a terceira bola ao ferro foi do Aimar, que na marcação de um livre enviou a bola ao poste com o guarda-redes já batido. Acabou por ser uma consequência lógica deste ascendente do Benfica o golo do empate, obtido a três minutos do intervalo. Após um livre do Aimar despejado para a área, a bola sobrevoou quase toda a gente e foi ter com o Javi Garcia no segundo poste, que a controlou e passou para a finalização do Nolito à boca da baliza. E ainda antes do final da primeira parte, o Benfica criou nova boa ocasião de golo, num canto marcado pelo Bruno César que permitiu ao Nolito, solto dentro da área, um remate que deveria ter levado uma direcção melhor do que aquela que ele lhe deu, atirando-a sobre a baliza.

Seria demasiado esperar uma segunda parte tão animada como a primeira. Ambas as equipas pareceram querer jogar com mais algumas cautelas e, para além disso, a qualidade do próprio futebol jogado piorou. Houve muita luta na zona do meio campo, muitos passes falhados e perdas de bola desnecessárias, sendo poucas as jogadas organizadas construídas por uma ou outra equipa. O jogo estava num impasse e pressentia-se que poderia cair para o lado da equipa que conseguisse marcar mais um golo. O Benfica lançou em jogo os 'titulares' Gaitán e Cardozo, e o Porto respondeu na mesma moeda com o James e o Janko. Acabaram por ser os nossos 'titulares' a resolver, numa jogada de contra-ataque rápido em que o Gaitán desmarcou o Cardozo e este, depois de ganhar em velocidade(!) ao Mangala, marcou com um grande remate rasteiro ainda de fora da área o terceiro do Benfica e o seu quarto ao Porto esta época. O jogo ficou efectivamente decidido com este golo, pois passou a ser jogado ainda mais aos repelões e não houve mais jogadas dignas de realce. O Benfica limitou-se a aguentar a vantagem enquanto que o Porto tentava a fazer a bola chegar à frente o mais depressa possível, quase sempre da pior forma.
Para mim o melhor jogador do Benfica foi o Maxi Pereira. Não apenas pelo golo que marcou, mas também pela atitude guerreira durante todo o jogo. Mesmo durante o pior período do Benfica no jogo, foi ele quem nunca virou a cara à luta, não dando descanso aos dois laterais esquerdos com que o Porto alinhou de início. Gostei também do Witsel, que teve uma tarefa difícil na luta que travou sobretudo com o Moutinho e o Defour.
Para um clube que passa a vida a deitar a mão às Supertaças Cândido de Oliveira para ajudar a contabilidade de títulos com a qual vive obcecado, confesso que me parece agora um pouco hipócrita estarem a desvalorizar a Taça da Liga. O que é certo é que estamos na quarta final consecutiva à custa deles, e agora que lá chegámos o objectivo só pode ser vencer a competição. Acima de tudo, espero que a vitória de hoje sirva de tónico para a nossa equipa enfrentar a fase decisiva da Liga que se aproxima. Esse é mesmo o maior objectivo



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sábado, 17 de março de 2012

BENFICA - 3 BEIRA-MAR - 1 - MORNO

Vitória segura num jogo muito morno, disputado quase sempre em ritmo de passeio e perante um dos adversários mais inofensivos que passaram esta época na Luz.
Mais uma vez foi o Witsel o eleito para ocupar a vaga do Maxi na lateral direita. Quanto ao resto, alas entregues ao Gaitán e ao Bruno César, e na frente de ataque apareceu o Nélson Oliveira a titular, para fazer dupla com o Cardozo. Do outro lado tivemos uma equipa completamente de acordo com aquilo que se esperaria do Ulisses Morais. Ou seja, extremamente defensiva, acumulando jogadores nas imediações da sua área, e esperando algum lance fortuito para sair em contra-ataque. A iniciativa do jogo foi, naturalmente, do Benfica desde o primeiro minuto. Mas pareceu sempre que a noite não estava para grandes correrias, e portanto vimos um jogo algo aborrecido, disputado quase sempre num ritmo bastante lento, e em que o Benfica parecia esperar por alguma aberta na muralha de jogadores montada à frente da baliza do Beira Mar. A jogar naquele ritmo adivinhava-se que não assistiríamos a um jogo com muitas oportunidades, pese o bom sinal dado pelo Nélson Oliveira, com um bom remate de fora da área travado por uma grande defesa do guarda-redes. Depois foi o Gaitán a ameaçar com uma cabeçada fora da área, e finalmente aos vinte e cinco minutos o Benfica construiu uma jogada rápida de ataque, libertando o Witsel na direita, que depois cruzou para a finalização do Cardozo à boca da baliza. O mais difícil estava feito, que era marcar o primeiro golo a uma equipa construída com o intuito de defender ao máximo. Obviamente que em vantagem no marcador e perante um adversário simplesmente inofensivo no ataque, a motivação para carregar no acelerador era pouca ou nenhuma. Apenas fixei dois lances, ambos do Nélson Oliveira: no primeiro, ganhou bem posição ao defesa mas depois não passou ao Gaitán numa primeira oportunidade nem ao Bruno César numa segunda, e acabou por fazer um remate disparatado para fora; e no segundo, depois de ganhar mais uma vez posição sobre a direita, saiu-lhe mal o centro para o Cardozo, que aguardava desmarcado no centro. Mesmo sobre o intervalo, o Benfica praticamente selou o destino do jogo, marcando o segundo golo num remate cruzado do Gaitán, a passe do Cardozo.

A segunda parte iniciou-se praticamente com o terceiro golo, novamente do Cardozo, que aproveitou um passe de calcanhar do Nélson Oliveira para evitar o guarda-redes e rematar para a baliza deserta. E depois foi como se o jogo tivesse acabado. Parecia ser evidente que o Benfica poderia ampliar o resultado caso forçasse um pouco (até a jogar quase a passo ficávamos com a ideia de que mais golos poderiam surgir), mas o Benfica limitou-se a gerir o resultado e o esforço, deixando o tempo correr até final. Apenas o Cardozo, talvez motivado com a possibilidade de obter um hattrick, fez mais alguns remates que levaram algum perigo à baliza do Beira Mar, mas aparte isso o resto do jogo teve muito poucos motivos de interesse. No último minuto de jogo, e para manter a má tradição de sofrer golos em praticamente todos os jogos em casa, acabámos por deixar o Beira Mar chegar ao golo de honra, num remate do Cássio já no interior da área após centro atrasado do Balboa.

Com dois golos e uma assistência o Cardozo é naturalmente o homem do jogo. O Gaitán parece estar mesmo a melhorar aos poucos, e marcou pelo segundo jogo consecutivo. Gostei também do Jardel, do Javi e do Nélson Oliveira, embora este ainda continue a alternar o muito bom com alguns disparates.

Obrigação de vencer cumprida sem quaisquer sobressaltos e aparentemente sem grande esforço. Aproxima-se agora um período decisivo, com vários jogos em poucos dias, muitos deles decisivos e de dificuldade elevada. A nossa época vai praticamente jogar-se durante as próximas quatro semanas. Para mim, o objectivo principal deveria ser só um: sermos campeões nacionais. Sinceramente, gostaria que a Champions não desviasse as nossas atenções desse objectivo.


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segunda-feira, 12 de março de 2012

BUSTELO - 4 A.VISEU - 1 - NÃO ENTENDO

SC Bustelo 4-1 Ac. Viseu FC

Estádio Quinta do Côvo, 11 de Março de 2012

22ª Jornada da III Divisão, Série C

Árbitro: Hugo Silva (Santarém)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Filipe, Ricardo Ferreira e João Paulo; Luisinho, Hélder Rodrigues e Doumbouya. Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Filipe 31 pb (1-0), João Paulo 40 (1-1), Inverno 60 (2-1), Aguiar 77 (3-1), Gonzaga 90+2 gp (4-1)

Com a presença garantida na segunda fase restava saber se o Académico partia para a fase decisiva com avanço, ou com atraso, em relação aos seus adversários. Vai partir com o atraso de um ponto em relação ao seu adversário de hoje e ao Avanca.

Foi um jogo em que aconteceu de tudo um pouco ao nosso clube. Desde um autogolo de Filipe à dualidade de critérios da equipa de arbitragem que não viu uma grande penalidade a favor do Académico mas que viu uma grande penalidade na área de Nuno.

Problemas de arbitragem à parte a verdade é que se esperava muito mais da equipa que era líder do campeonato.

Para a segunda frase transitam as seguintes equipas: Bustelo e Avanca com 20 pontos, Académico de Viseu, Sampedrense e Alba com 19 pontos e Nogueirense com 18 pontos. A fava saiu ao Penalva do Castelo que ao perder em casa com o Avanca terminou na 7ª posição.

domingo, 11 de março de 2012

PAÇOS FERREIRA - 1 BENFICA -2 - SUSTO

Primeiro o susto, depois a vitória encarnada

Reviravolta na Mata Real permite ao Benfica subir à segunda posição, com os mesmos 52 pontos que o Braga e a um do líder FC Porto.

O Benfica foi, este domingo, a Paços de Ferreira vencer por 1-2, em jogo da 22.ª jornada da I Liga, depois de ter estado a perder. Os dois golos encarnados foram apontados na segunda parte por Gaitán e Bruno César.

Para o desafio na Mata Real, e face ao último desafio, Jorge Jesus apostou em Nolito para o meio-campo encarnado, Saviola no ataque e Capdevila para a defesa, este no lugar do castigado Emerson. Rodrigo e Nico Gaitán começaram o encontro no banco de suplentes.

Após ter garantido a presença nos quartos de final da Liga dos Campeões, ao bater o Zenit por 2-0 no Estádio da Luz, o Benfica quebrou o ciclo de três jogos sem vencer para o campeonato, estando agora com os mesmos pontos que o Braga (52 pontos) e a um do líder FC Porto (53).

Na primeira parte, o Benfica entrou, como de costume, a pressionar o adversário mas as bolas iam-se perdendo a meio-campo. O Paços de Ferreira aproveitava para contra-atacar. Numa das respostas, chegou o golo pacense aos 28 minutos.

Manuel José fez um primeiro remate e Artur defendeu. Na recarga surgiu Michel que rematou forte para o fundo das redes. Estava feito o primeiro golo na Mata Real.

Em desvantagem, a equipa de Jesus continuou a pressionar mas até ao intervalo não conseguiu reverter o resultado.

Nota para um derrube de Luiz Carlos a Bruno César na grande área aos 42 minutos, que o árbitro Bruno Esteves nada assinalou.

Na segunda parte, Melgarejo, referência no ataque pacense, atirou uma bola ao poste aos 49 minutos. O paraguaio, cedido pelo Benfica por empréstimo, esteve ainda envolvido num lance perigoso que Michel, autor do golo pacense, não conseguiu finalizar da melhor forma.

Nico Gaitán, que entrou no segundo tempo para o lugar de Nolito, foi o autor do primeiro golo encarnado aos 63 minutos num remate rasteiro. Cinco minutos depois, foi a vez de Bruno César finalizar com sucesso a conversão de um livre direto, ditando a reviravolta no marcador.
O Paços de Ferreira ficou a jogar com nove elementos depois das expulsões de Michel e Ricardo.
Final do jogo e o Benfica sai de Paços de Ferreira com uma vitória moralizadora e importante depois de ter passado por um susto na primeira parte. Campeonato português continua ao rubro com Benfica e Braga a um ponto do FC Porto.

terça-feira, 6 de março de 2012

BENFICA - 2 ZENITH - 0 - EM FRENTE

Jesus imita Koeman e está nos 'quartos

Benfica vence por 2-0 e está nos quartos de final da Liga dos Campeões. Os encarnados regressam as vitórias ao fim de quatro jogos de jejum e a 'dura' derrota com o FC Porto.

Num estádio da Luz não cheio, mas muito bem composto, o Benfica conseguiu seis anos depois, chegar aos quartos de final. Foram dois os golos, esta noite. De Maxi Pereira, incasável, e do 'novato' Nelson Oliveira, a fechar, em dia de aniversário de Rodrigo. Mas para lá da vitória, era impossível ficar indiferente aos assobios constantes a Bruno Alves, ouvidos com mais intensidade na segunda parte, quando o português entrou em campo.
Ao início, a vida do Benfica não esteve fácil. Bem organizados, os russos tinham a eliminatória na mão e não foi de estranhar que a defesa fosse o melhor ataque à vantagem. Os encarnados só aos 15 minutos arrancaram para cima do adversário com convicção. Bruno César deu o aviso, obrigando Malafeev a voar e a tirar uma bola que levava a direção da ‘gaveta’.
O Zenit foi perdendo gás, o esforço que faziam começava a abrir espaços, principalmente na direita, com Maxi Pereira e Witsel a darem a toada ao ataque encarnada. Maxi ameaçou aos 27’, com um remate rasteiro e cruzado a rasar o poste. E foi sob a batuta destes dois que o golo apareceu, aos 46’. Uma bola que não parecia não encontrar poiso, foi descansar nos pés do belga. Malafeev opôs-se, a bola voltou a Witsel que viu bem o uruguaio no coração da grande área. Não desperdiçou e levantou a Luz.
Ainda assim, minutos antes, Artur ia ‘estragando a pintura’. O guarda-redes decidiu fintar o avançado russo, deu curto para Luisão, que também não segurou. Valeu ao Benfica a atrapalhação dos jogadores russos, com a bola a acabar nas mãos de Artur.
O regresso dos balneários trouxe uma alteração no Zenit que fez os adeptos encarnados criarem um coro de assobios e receção nada calorosa a Bruno Alves.
O jogo perdeu intensidade, mas foi o Benfica quem criou as melhores situações de golo. Primeiro por Jardel (56’), que atirou ao lado após a marcação de um canto, e depois, já aos 70’, a perdida da noite. Cardozo, que aproveitou bem um passe errado de um jogador do Zenit, que depois se livrou do defesa que ficou colado a ele, só com Malafeev pela frente, consegui atirar ao lado.
O paraguaio fez Malafeev brilhar pouco depois. Contra ataque dos encarnados, Nolito passa a rasgar para Bruno César. O brasileiro fez o compasso de espera, deu para Cardozo que, de pé direito, que não é o seu melhor, rematou forte, mas Malafeev esteve à altura.
Este não era o dia do central Jardel, que hoje rendeu o lesionado Garay. O brasileiro, a 10 minutos do fim, foi dele a resposta a um canto na direita, mas voltou a não ser feliz.
Já quando nada fazia prever, o novo menino bonito da Luz, brindado com uma grande ovação quando substituiu Cardozo, fez o que o paraguaio não conseguiu. O segundo golo dos encarnados.
Desde 2005/06 que o Benfica não chegava aos quartos de final. Na altura, treinada pelo holandês Ronald Koeman, caiu aos pés do Barcelona, que se sagrou campeão nesse ano.

domingo, 4 de março de 2012

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A. VISEU - 3 PENALVA - 0 - A SUBIDA

Ac. Viseu FC 3-0 SC Penalva do Castelo
Liderança isolada e garantida a presença na poule de subida!

Estádio do Fontelo, 4 de Março de 2012
21ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Rui Torres (Braga)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Filipe (Luís Vouzela), Ricardo Ferreira e João Paulo; Luisinho (Baio), Hélder Rodrigues e Bacari (Doumbouya). Treinador: António Lima Pereira.

Golos: João Paulo (1-0), Hélder Rodrigues 70 (2-0), Doumbouya (3-0)

O Académico de Viseu venceu a equipa do Penalva do Castelo por 3-0, e garantiu a presença na poule de subida desta serie C da 3ª divisão. Um resultado extremamente importante para as aspirações academistas.

O jogo iniciou-se com um Académico acutilante e rápido nas alas, com Luisinho e Hélder Rodrigues a serem constantes dores de cabeça para os laterais penalvenses. Contudo, continuava-se a pecar na hora do remate, como tem acontecido em tantos outros jogos. Os viseenses não marcaram nos primeiros 20min, e o Penalva equilibrou a partida, sem incomodar muito a defesa academista. Alias Nuno, guardião academista, foi mesmo espetador praticamente durante os 90min.
Para o segundo tempo, o Académico entrou decidido a ganhar o desafio. E Luisinho deu o mote, ao fazer um chapéu a Ferrari, GR do Penalva, com Sérgio a tirar em cima da linha de golo. Ficou a dúvida se a bola terá ou não entrado. Na recarga do lance, a bola incrivelmente não entrou na baliza forasteira. Pouco depois foi Ricardo, que com tudo para fazer o golo, não conseguiu desfeitear o guardião opositor, que esteve em bom plano. Mas á passagem do min 55, João Paulo, de livre direto, fez um golo de levantar o estádio. Um livre superiormente marcado por o centrocampista do Académico, que mais uma vez, foi peça-chave na equipa de Lima Pereira. Estava feito o mais difícil, desbloquear o bloco defensivo do Penalva, superiormente comandado por Sérgio (ganhou praticamente todos os duelos aéreos com Bacari). Pouco tempo depois, e já com o Penalva reduzido a 10 elementos – expulsão de Califa, por acumulação de amarelos – Hélder Rodrigues iria fazer o 2-0, com um remate de belo efeito a entrada da área, apos jogada de M.Almeida na ala direita. O extremo foi mesmo efusivo na celebração com o treinador do Académico. O jogo estava decidido, e foi só esperar pelo 3º golo que ditou o resultado final, apontado por Doumbouya, apos jogada de Casal na asa esquerda do ataque academista. 3-0 resultado final, que se ajusta face as enumeras oportunidades de golo que o Ac.Viseu dispôs ao longo de toda a partida.

Com estes 3 pontos importantíssimos, e face á conjuntura de resultados dos adversários, o Académico de Viseu garante a presença na poule de subida, independentemente do resultado que fizer em Bustelo na derradeira jornada, assumindo a liderança isolada a uma jornada do final da 1ª volta.

Outros resultados:

O.Hospital 1-0 Nogueirense
O.Frades 1-0 Canas
Valecambrense 1-3 Sampedrense
Alba 1-1 Bustelo
Avanca 0-0 Sanjoanense

Classificação:

1ª Ac.Viseu 38 pontos
2ºs Alba, Nogueirense, Penalva, Avanca e Bustelo 36 pontos
7º Sampedrense 35 pontos

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BENFICA - 2 PORTO - 3 - ACABOU

Fechar o campeonato em Março!



Primeiro vou começar por dar os Parabéns ao FCPorto. Não me custa nada!

Nunca pensei que o FCPorto pudesse jogar de forma coesa e com aquela força que mostrou nalguns momentos do jogo. Surpreendentemente, o FCPorto jogou bem e quis ganhar sempre a partida.

Em relação ao Pedro Proença, há duas coisas a dizer.

Uma delas é que depois de ter sido alvo de violência no Colombo por parte dum benfiquista, era óbvio que este senhor não poderia apitar este jogo.

Depois de não termos ganho nenhum jogo contra Pedro Proença em nenhum dos clássicos, se a direcção do Benfica queria reclamar alguma coisa, reclamasse antes deste jogo. Se não queria o Pedro Proença em mais nenhum jogo do clube, então deveria ter reclamado dessa situação a semana passada e não depois deste jogo.

Eu não mando e já sabia que o senhor Pedro Proença ia ser habilidoso e foi durante todo o jogo muito habilidoso em várias situações.

Não vale a pena falar muito mais disto. Mais do mesmo e tudo previsível!

Depois é importante entender que Emerson seria mais cedo ou mais tarde um problema que sairia muito caro. O primeiro amarelo foi errado, mas o segundo é justo. O rapaz não serve e é importante resolver esse problema em Junho e até lá tentar jogar o menor número de jogos com esse jogador. Contra Paços de Ferreira não joga. Boa noticia, mas já é tarde para a Liga.

Jorge Jesus deverá estar de saída do Benfica porque em três anos ganhar um título e duas Taças da Liga não deverá ser suficiente para ficar mais alguma época. As portas do Dragão estarão abertas no final da época. Até lá é bom que tente segurar o segundo lugar que dá acesso à Champions League.

Luís Filipe Vieira começou hoje a sua contagem decrescente para uma eleição que pode ser complicada - ou não - dependendo do projecto adversário. Em nove anos como Presidente e com onze anos de "casa", ganhar dois títulos é muito pouco e isso pode ter consequências no seu futuro no Benfica.

Em relação ao nosso guarda redes Artur leva dezanove golos sofridos em vinte e um jogos. Como já disse antes, leva mais dois golos sofridos que à mesma jornada no ano passado e em termos de pontuação levamos menos dois pontos que na época passada. Repito que temos menos pontos que o ano passado e isso é obviamente muito grave!

Os números são cruéis quando se ganha como são cruéis quando se perde. Este campeonato foi perdido por Jorge Jesus e pela equipa quando deixa oito pontos - que são nove - para o FCPorto, perdendo o confronto directo e enviando a equipa para a maior depressão do ano. A nossa defesa é uma caricatura do que já foi e seguir-se-ão mais jogos a sofrer muitos golos, como tem sido apanágio neste ano.

Eu já escrevi o que vai acontecer quando Vítor Pereira for levado em ombros nos Aliados e para quem joga xadrez as coisas são fáceis de adivinhar... Será convidado a sair para algum clube europeu e Jesus poderá ocupar o lugar com que Pinto da Costa sonha há vários anos.

Terça feira jogamos mais um jogo que temos que ganhar - como tínhamos que ganhar este - e que pode representar um apuramento para os melhores oito da Europa.

Sem Garay e sem Aimar será muito complicado, mas teremos que acreditar.

Não nos resta mais nada.

Estes rombos que FCPorto dão no nosso estádio têm efeitos duradouros e muito graves.

Temo que os estragos terão consequências nas próximas semanas e no dia 21 de Março a Taça da Liga poderá ter a "segunda-parte" deste jogo de hoje.

A dúvida agora é ver a quantos pontos ficaremos do FCPorto nesta Liga. Depois de Jesualdo, Pinto da Costa oferece um título a Vítor Pereira. Inacreditável...

Estou triste com o jogo, com o resultado, com a arbitragem mas sei que o Benfica saberá tirar as ilações que serão necessárias.

Gaitan deverá ser vendido no verão e fazer voltar Salvio uma "quase obrigação" do próximo defeso. Sem Enzo Perez, sem Ruben Amorim e com opções muito arriscadas ao nível de plantel, esta paragem ensinou-nos que as grandes equipas também desaprendem.

Leonor Pinhão perguntava ontem no jornal A Bola - "Não desistiram, pois não?"

Sim desistimos... Por culpas próprias e por culpa dos do costume, desistimos.

Para o ano há mais.

Viva o Benfica.

Viva os adeptos que aos seis minutos já perdiam e conseguiram apoiar até aos limites do razoável.

Viva o futuro do Benfica - seja ele qual for!

Força Benfica

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A.VISEU - 1 ALBA - 1 - INCREDULO

Ac. Viseu FC 1-1 SC Alba

Estádio do Fontelo, 26 de Fevereiro de 2012
20ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Nuno Cabral (Vila Real)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal (Doumbouya); Filipe (Baio), Ricardo Ferreira e João Paulo; Luisinho, Hélder Rodrigues (Rui Santos) e Bacari. Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Praga 57 (0-1), Rui Santos 75 gp (1-1)

O Académico e Alba empataram esta tarde a uma bola no Estádio do Fontelo, e que de alguma forma demonstrou o equilíbrio quase sempre patente entre as duas equipas.

O técnico academista Lima Pereira fez algumas alterações no onze inicial em relação as jornadas anteriores. Casal regressava a posição de defesa esquerdo, Filipe entrava para a posição de trinco, e H.Rodrigues reassumia a titularidade, em detrimento de Rui Dolores, que nem aparecia nos convocados.

A primeira parte foi bem conseguida por parte dos academistas, onde criaram variadas oportunidades de golo, como tem vindo a ser habitual. Contudo, as bolas teimam em não entrar, e assim não se torna fácil vencer. Com Luisinho e H.Rodrigues nas alas, o Académico mostrava-se rápido nas laterais, pecando apenas na zona da finalização. O Alba, no contra-ataque mostrou-se sempre perigoso, principalmente pelo velho conhecido Zé Bastos, que não dava um minuto de descanso aos defesas viseenses. O equilíbrio era a nota mais dominante.

O segundo tempo já foi um pouco diferente, muito por culpa do Nuno Cabral, árbitro oriundo de Vila Real, que quis ser protagonista, quando o jogo ate estava a ser calmo no capítulo disciplinar. Aos 57min, apontou uma falta inexistente que deu acesso ao golo forasteiro, num livre irrepreensível de Praga. Estava feito o primeiro da tarde, e também assistia-se ao início do anti-jogo dos homens de Albergaria, estando quase sempre no chão desde então, aquando duma disputa de bola com os adversários. O treinador do Ac.Viseu colocava de seguida Doumbouya para o lugar de Casal, que esteve apagado no corredor esquerdo. Os academistas passavam então a jogar com 2 avançados. Baio também entrara para o lugar de Filipe, e mais tarde Rui Santos em detrimento de H.Rodrigues. Estavam lancadas a cartas ofensivas que Lima Pereira tinha a sua disposição. O Académico passava a apostar num jogo mais direto, dado que tinha pouca gente no centro do terreno, praticamente entregue a João Paulo. Aos 75min. Bacari é empurrado dentro da área de rigor, e o mágico Rui Santos, 16 meses depois, voltaria a faturar pelo nosso clube. 1-1, resultado que não iria sofrer alterações ate final.

Com os resultados desta tarde, o Académico de Viseu não conseguiu atingir a liderança, estando agora em igualdade pontual com 4 adversários. Das equipas da frente, apenas o Avanca não pontuou, perdendo mesmo em São Pedro do Sul (2-0). A equipa da Sampedrense que ameaça seriamente as seis formações que se encontram na zona de subida. Três são os pontos que a separa do Académico de Viseu. Tornar-se-á fundamental uma vitória na próxima ronda na receção ao Penalva do Castelo.

Outros resultados:

Sampedrense 2-0 Avanca
Nogueirense 5-2 Valecambrense<
Bustelo 1-1 O.Frades
Sanjoanense 1-2 Penalva do Castelo

Classificação:

1ºs Nogueirense e Penalva 36 pontos
3ºs Avanca, Alba, Bustelo e Ac.Viseu 35 pontos
7º Sampedrense 32 pontos

ACADÉMICA - 0 BENFICA - 0 - INGRATO

Injusto
Incompetência em frente à baliza, um guarda-redes excepcionalmente inspirado (e, porque não dizê-lo, uma arbitragem nefasta) conjugaram-se para resultar num empate injusto e na perda de dois pontos.
Rodrigo ausente dos convocados, Javi e Nolito no banco e regressos do Bruno César e Witsel ao onze, numa táctica com um único avançado (Cardozo) e o Aimar a apoiá-lo. Vi o jogo atrás de uma baliza e quase ao nível do relvado, e confesso que sinto bastantes dificuldades em seguir um jogo neste ângulo de visão. Mas seja de qual for o ângulo, foi evidente o domínio do Benfica no jogo, que foi quase todo disputado no meio campo da Académica. Com o Artur a ser praticamente um espectador, coube sempre ao Benfica a iniciativa no jogo, mas infelizmente as oportunidades criadas foram sendo esbanjadas pelos nossos jogadores, ou então esbarravam num irritante Peiser (que só parece ser capaz de arrancar estas exibições contra nós). Pareceu-me que durante o primeiro tempo o Aimar jogou demasiado adiantado e longe das funções de organização de jogo no meio campo, passando demasiado tempo encostado aos defesas adversários à espera que a bola lhe chegasse.

No segundo tempo isto alterou-se com a entrada do Nélson Oliveira, saindo o Matic com o consequente recuo do Witsel e do Aimar no campo. O Nélson entrou de rompante e podia ter marcado logo vinte e cinco segundos depois do recomeço, mas o seu remate falhou o alvo. A sua entrada mexeu com o jogo, e o primeiro quarto de hora foi de pressão muito intensa por parte do Benfica, mas o desperdício (em particular do próprio Nélson Oliveira, a quem contei pelo menos três ocasiões claras de golo desperdiçadas) e a inspiração do Peiser continuaram a negar-nos o merecido golo. Não sei se teríamos conseguido marcá-lo ou não, mas fiquei com a sensação de que deitámos fora vinte e cinco minutos (os que faltavam para o final mais os descontos) quando fizemos a substituição do Aimar pelo Djaló. Perdemos lucidez (o Bruno César não foi nada feliz nas funções do Aimar), o Djaló nada trouxe ao jogo, a equipa ficou praticamente partida ao meio, com cinco jogadores que só atacavam, e começámos demasiado cedo a apostar no futebol directo. A Académica, que já tinha mostrado estar mais do que satisfeita com o empate e tentava queimar tempo sempre que possível, até conseguiu nessa fase esboçar alguns contra-ataques, embora sem grande perigo, e o injusto nulo persistiu teimosamente até final.

Garay, Maxi Pereira e Witsel foram aqueles que, na minha opinião, estiveram melhor hoje. Sem surpresa, nenhum dos jogadores mais ofensivos me impressionou, tendo em conta o desperdício a que assistimos. O Nélson Oliveira mexeu com o jogo, mas falhou em demasia.

Se em Guimarães fiquei preocupado com a exibição e até a atitude da equipa, hoje nada tenho a apontar à equipa nesse aspecto. Saí do estádio com a convicção de que não desistiram de lutar até ao último segundo pela vitória, mesmo que na fase final já o tenham feito muito mais com o coração do que com a cabeça.
Estou obviamente desapontado com a perda destes dois pontos que, repito, me parece bastante injusta, mas a minha confiança na conquista deste campeonato mantém-se inabalada. Agora no próximo jogo as opções são simplesmente ganhar ou ganhar. Estamos num momento menos feliz, mas lá estarei para apoiar e ajudar o meu clube a reerguer-se.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

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V.GUIMARÃES - 1 BENFICA - 0 - DESILUDIDO

Invencibilidade perdida na Liga, e talvez de forma previsível. O Benfica fez um mau jogo, longe daquilo a que nos habituou. O Vitória marcou na única oportunidade de golo que teve, o Benfica desperdiçou as duas que criou pelo Nolito e perdeu.
Tinha um mau pressentimento para hoje. O jogo era previsivelmente complicado e o cenário já há alguns dias que se compunha para que o Benfica não passasse em Guimarães. Confesso por isso que fiquei desagradavelmente surpreendido com o 'empurrão' que resolvemos dar ainda ao Vitória, entrando em campo com um meio campo desajustadamente macio para um jogo desta dificuldade. Alinhar com Cardozo, Rodrigo e Aimar simultaneamente neste jogo, ainda por cima sabendo-se que não contávamos com o Javi pareceu-me um risco desnecessariamente alto. O resultado foi um futebol desgarrado, com a equipa incapaz de manter uma posse de bola consistente. Muitos passes falhados, más recepções, e demasiado espaço entre os sectores da equipa. Apenas num lance de bola parada (um canto) o Benfica criou uma boa oportunidade de golo, com o Nolito a surgir completamente solto no interior da área, mas rematou contra um defesa adversário e depois fez ainda a recarga para fora. O Vitória acabou por chegar ao golo na sequência de um livre lateral, em que houve demasiada passividade da nossa equipa - havia mais do dobro de jogadores do Benfica dentro da área - com o Matic a permitir ao adversário rematar à meia volta quando estava encostado a ele. Faltava ainda muito tempo para jogar (o golo surgiu a oito minutos do intervalo), mas honestamente fiquei com a sensação de que já seria muito difícil ao Benfica ganhar o jogo.

Até porque a segunda parte pouco teve de diferente. O Vitória encolheu-se mais e o Benfica teve mais bola, mas a desinspiração foi imensa. Mais passes falhados, cruzamentos defeituosos, e até as bolas paradas saíam mal - quase todos os livres marcados para as mãos do guarda-redes, e os cantos cortados ao primeiro poste. Uma única real oportunidade de golo, novamente nos pés do Nolito, mas este rematou contra as pernas do guarda-redes. A entrada do Witsel era previsível, mas não para o lugar do Matic; não porque ele estivesse a jogar bem (pelo contrário) mas sim porque era necessário povoar mais o meio campo. Nem sempre se marcam golos por se ter muitos avançados em campo, e hoje quer o Cardozo, quer o Rodrigo estiveram particularmente apagados. A maior parte da segunda parte foi simplesmente ver o jogo a arrastar-se penosamente até final, com a desagradável sensação de sermos nós os grandes responsáveis por este mau resultado, já que o Vitória limitou-se a ser competente e a aproveitar o mau dia do Benfica.

Não consigo fazer um destaque na equipa do Benfica. Acho que a mediania imperou e foi comum a toda a equipa, que me pareceu também algo lenta e presa de movimentos - não sei se será resultado do jogo na Rússia, mas isso não pode servir de desculpa. Perdemos o Luisão para o próximo jogo, mas ao menos isso significa que estará disponível para a recepção ao Porto.

Era muito importante manter os cinco pontos de avanço no primeiro lugar, e esta derrota representa um rude golpe, até pela motivação extra que dá aos nossos adversários. Hoje o Benfica fez um dos piores jogos da época, e sofremos naturalmente as consequências disso. Agora temos que levantar a cabeça, não deixar que este tropeção nos afecte, e voltar rapidamente a fazer aquilo que melhor sabemos fazer: jogar futebol e ganhar jogos. Continuamos a ser os primeiros. E não queremos deixar que nos tirem desse lugar.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O.FRADES - 2 A.VISEU - 0 - ASSIM NÃO VAMOS LÁ

GD Oliveira de Frades 2-0 Ac.Viseu FC


Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Casal (Doumbouya), Álvaro e Rui Dolores (João Paulo); Rui Santos (Hélder Rodrigues), Luisinho e Bacari. Treinador: António Lima Pereira.



1ª Parte


Quem não conhecesse as cores dos clubes, ou a sua classificação, ficaria por certo baralhado ao tentar perceber quem era o candidato à subida e quem era o candidato à manutenção.
Nos primeiros 45 minutos o Oliveira de Frades foi superior em tudo, em garra, em atitude e até - pasme-se! - em classe. As situações de golo foram multiplicando-se junto à baliza defendida por Nuno com o Académico a ver jogar como que a deliciar-se com o jogo caseiro.


Foi, por isso, sem surpresa que o GDOF chegou ao golo. Fê-lo de livre directo mas já antes o podia ter feito quando um jogador da casa surgiu isolado perante Nuno ou então em duas bolas - uma de cabeça e outro com o pé - já na pequena área do Académico, em que uma delas, a segunda, só não entrou por milagre - para quem acredita em milagres - ou se preferirem pela inabilidade dos jogadores da casa.

O Académico só por uma vez esteve perto do golo - o resultado ainda era de 0-0 - quando Luisinho fugiu bem no lado esquerdo e Bacari ao segundo poste a cabecear contra as costas de um defesa da casa.. Realce ainda para o facto de ainda na primeira parte Lima Pereira ter mexido na equipa ao tirar Rui Dolores e a colocar João Paulo no seu lugar. Mas a primeira parte so deu mesmo GDOF com os jogadores do Académico apenas a passearem as camisolas.


2ª Parte


No recomeço António Lima Pereira voltou a mexer na equipa, entrou Doumbouya e saiu Casal. E o Académico melhorou. Logo no início o AVFC esteve perto do empate, Tiago Gonçalves de cabeça atirou para a baliza e quando o nº 1 da casa já estava irremediavelmente batido apareceu um defesa, de azul vestido, a tirar a bola em cima da linha de risco. Pouco depois foi Bacari que de cabeça, e em boa posição, atirou ao lado.


Quando se adivinhava o golo do Académico, e com o GDOF a ver-se sufocado, uma perda infantil de bola no meio campo, levou ao 2-0. Um remate do meio da rua, sem ninguém a fazer pressão, e bola colocada junto ao poste direito de Nuno com este a esticar-se mas a não chegar. O segundo golo, que o GDOF fez por merecer na primeira parte, surgia na segunda parte no primeiro remate que a equipa da casa fez à baliza de Nuno. Coisas do futebol...


Com meia hora para jogar Lima Pereira voltou a mexer na equipa. Saiu Rui Santos e entrou Hélder Rodrigues. O AVFC passou a jogar em 4x2x4: Nuno na baliza; defesa constituida por Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Álvaro e João Paulo no meio; Hélder Rodrigues no lado direito, Luisinho no esquerdo e no meio a dupla Bacari e Doumbouya. Um 4x2x4 que se transformava num 3x2x5 tantas eram as vezes que Ricardo Ferreira - o melhor academista em campo - subida no seu flanco.


A expulsão de Pedro´s - a coisa mas feia que o jogo teve - fez com que o assalto à baliza de André fosse constante. Daí até ao minuto 90 o Académico teve 5 ou 6 oportunidades de atirar com êxito à baliza, mas todos os remates ou iam para fora ou mais pareciam passes ao redes da casa.


Em suma vitória certa do Oliveira de Frades. Parabéns!


Nota positiva: os meus parabéns ao GDOF também pelo seguinte: tirando uma ou outra bola que demorou a entrar em jogo - demora em reposições da bola em jogo - a verdade é que as bolas não desapareceram do estádio como, misteriosamente, aconteceu em Canas de Senhorim e Nogueira do Cravo.


Nota negativa: Álvaro e Pedros disputam, de forma viril, uma bola no meio campo. E de repente Pedros pontapeia Álvaro. Vermelho bem mostrado. A reacção ao cartão por parte do ex academista foi verdadeiramente lamentável. A coisa mas feia que o jogo teve.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ZENIT - 3 BENFICA - 2 - FOI PENA

Uma derrota nunca é propriamente positiva, mas o resultado desta noite mantém intacta a esperança de podermos passar aos quartos-de-final da Champions. No entanto, no final fica-se com a sensação de termos entregue o ouro ao bandido, ao deixar escapar o empate daquela forma.
Fiquei algo surpreendido por ver que o Benfica manteve para este jogo a aposta nos dois avançados, já que estava à espera da fórmula mais habitual na Champions, com um meio campo reforçado. Assim sendo, o Aimar ficou sentado no banco, na companhia do Nolito que cedeu o seu lugar ao Bruno César. No lugar do lesionado Javi, o esperado Matic. O jogo começou como convinha ao Benfica, tendo em conta que a velocidade a que era disputado foi pouca, e que desde o primeiro minuto que o equilíbrio foi a nota dominante. O estado do relvado também pouco ajudava, já que obrigava a bola a andar muito pelo ar, provocava muitos passes falhados, e era difícil aos jogadores progredirem com a bola nos pés devido à dificuldade em controlá-la. Oportunidades de golo praticamente nem se viam. A 'experiência' de jogarmos com dois avançados na Champions não durou muito, porque pouco depois do primeiro quarto de hora o animal do Bruto Alves encarregou-se de arrumar com o Rodrigo (ainda regressou ao campo, mas estava nitidamente inferiorizado e teve que ceder o lugar ao Aimar). E foi ainda com dez jogadores em campo que o Benfica se colocou em vantagem, numa recarga oportuna do Maxi a um livre do Cardozo. A resposta do Zenit foi rápida e forte, pois pareceram adiantar as linhas, ganharam superioridade no meio campo, e fomos imediatamente submetidos a alguns minutos de forte pressão, que culminaram com o golo do empate apenas sete minutos depois do nosso golo, num colocado remate de primeira do Shirokov. Com o empate regressou também o equilíbrio, e com uma ou outra ameaça de parte a parte o intervalo acabou por chegar.

A segunda parte foi ainda mais mal jogada - mas sempre bastante disputada - do que a primeira. O Zenit passou a ter um pouco mais de bola, mas era o Benfica quem rematava mais, aproveitando transições ofensivas rápidas, sobretudo pela direita, onde o Maxi e o Gaitán se revelavam bem mais activos do que o Emerson e o Bruno César do outro lado. O Zenit pouco ameaçava, e foi por isso quase com alguma surpresa que surgiu o segundo golo, quando faltavam vinte minutos para o final, numa jogada toda ao primeiro toque que terminou com uma conclusão de calcanhar. Obtida a vantagem, os russos pareceram estar satisfeitos com o resultado e baixaram ainda mais o ritmo da partida, passando-se então por um período algo desinteressante que fazia prever que o mais provável seria mesmo o resultado manter-se até final. Mas os últimos minutos acabaram por ser animados. O Benfica chegou ao empate a três minutos do final, numa recarga do Cardozo após remate do Gaitán e defesa atabalhoada do guarda-redes russo. E praticamente na jogada seguinte o Maxi Pereira, completamente à vontade no centro da área, teve um erro grotesco e deixou a bola nos pés do Shirokov para que este marcasse o seu segundo golo e terceiro do Zenit no encontro.

É difícil escolher algum jogador que se tenha destacado muito num jogo que nunca foi particularmente bem jogado. Gostei do Garay, e estava a gostar do Maxi até ao erro que deu a vitória ao Zenit. O Gaitán esteve num nível muito superior ao que tem mostrado para consumo interno, mas foi-se apagando ao longo do jogo.

Perder por apenas um golo e marcar dois golos fora não é mau de todo numa eliminatória da Champions. Custa um pouco mais porque perdemos o jogo numa altura em que já não esperaríamos que isso acontecesse. Mas julgo que fizemos um bom jogo, contra um adversário forte, e o resultado mantém tudo em aberto. O Benfica tem claramente a capacidade para, num Estádio da Luz completamente cheio, decidir a eliminatória a seu favor.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

A,.VISEU - 1 O. HOSPITAL - 3 - DESILUÇÃO

Ac. Viseu FC 1-3 FC O. Hospital

Estádio do Fontelo, 12 de Fevereiro de 2012
18ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Nuno Mira (Lisboa)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Casal, Rui Dolores e João Paulo; Bacari, Lusinho e Doumbouya. Treinador: António Lima Pereira.

Oliveira do Hospital: Rui Vale, Fernando Pedro, Mauro, Alex Oliveira, Paulo Alves, Iano, David, Mário Jorge, Geovane, Bruno Cardoso e Vavá (Carlos Almeida, 25).

Golo: Bruno Cardoso 5 (0-1), Geovane 60 (0-2), Doumbouya 86 (1-2), Carlos Almeida 90+5 (1-3)

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BENFICA - 4 NACIONAL - 1 - FESTIVAL

O Nacional bem pode dar-se por satisfeito por ter saído da Luz com uma derrota por 4-1. É que mesmo sem forçar muito, o vendaval ofensivo do Benfica criou oportunidades mais do que suficientes para chegar no mínimo aos oito golos, e isto já é uma estimativa conservadora.
No onze do Benfica destaca-se a inovação de ter sido o Witsel o escolhido para ocupar a vaga do Maxi na direita. Houve também uma alteração no meio campo, onde o Matic ocupou a vaga do indisponível Javi García. O que o Benfica tentou fazer foi juntar muito o Matic aos centrais, permitindo um maior adiantamento dos laterais e assim não obrigando o Witsel a jogar tanto como lateral puro. Os minutos iniciais até nem foram muito promissores: o Benfica parecia algo preguiçoso e preso de movimentos, e o Nacional conseguia ter quase sempre a bola, tendo feito os primeiros remates do jogo. Mas aos oito minutos o Benfica foi lá à frente praticamente pela primeira vez, e marcou logo, num cabeceamento do Garay após livre marcado na direita pelo Aimar. E depois do golo, iniciou-se uma avalanche ofensiva do Benfica e um autêntico festival, quer de futebol, quer de golos falhados. É que aos quinze minutos de jogo já o resultado poderia estar em três ou quatro: Nolito, Cardozo (ao poste) e Rodrigo (na recarga), e Luisão desperdiçaram oportunidades flagrantes para voltar a marcar. Foi portanto com naturalidade que, aos vinte minutos, surgiu o terceiro golo, depois de uma grande jogada individual do Gaitán, que entrou pela direita e deixou todos para trás antes de assistir o Cardozo para uma conclusão fácil à boca da baliza.
Este domínio do Benfica tinha a particularidade de aparentar ser conseguido quase sem grande esforço, com as coisas a saírem bem de uma forma muito natural, e a goleada a ser o desfecho mais expectável para o jogo a que se assistia. Também o deve ter pensado o bom do Jorge Sousa, e resolveu então introduzir alguma incerteza no resultado, descortinando um penálti pouco antes de chegarmos à meia hora que, sinceramente, me pareceu que só terá acontecido dentro daquela cabecinha azulada. O Benfica acusou um pouco o golo sofrido e demorou alguns minutos a reencontrar o ritmo de jogo que vinha impondo até então. Porém, esta fase não durou muito tempo, pois aos trinta e oito minutos uma boa jogada do Benfica resultou num passe do Nolito que isolou o Rodrigo sobre a esquerda, e este ultrapassou o guarda-redes para depois marcar de ângulo já apertado. Mesmo no último lance do primeiro tempo, mais uma jogada fantástica de futebol corrido do Benfica deixou o Aimar na cara do guarda-redes, mas o remate saiu fraco e à figura. À saída para o intervalo parecia ser evidente que, salvo alguma nova habilidade do Jorge Sousa, o jogo estaria praticamente resolvido para o Benfica, restando apenas a incerteza de se saber quantos mais golos conseguiríamos marcar.
Na segunda parte o Benfica pareceu ter consciência disso mesmo, e talvez pensando já no jogo com o Zenit nunca forçou muito o ritmo, não havendo grande história para contar a não ser o controlo quase total do jogo. Mas a qualidade dos nossos jogadores e do nosso jogo ofensivo é garantia de que mesmo sem forçar muito, os lances para golo continuam sempre a aparecer. Golos houve apenas mais um, que apareceu à hora de jogo num remate quase sem ângulo do Rodrigo, que conseguiu fazer a bola passar entre o guarda-redes e o poste. Oportunidades, foram várias, e muitas delas flagrantes: do Nolito, do Rodrigo - completamente isolado a falhar a possibilidade de um hattrick - e do Cardozo, por mais do que uma vez, tendo até desperdiçado um penálti a dez minutos do final (rematou por cima), que o Jorge Sousa deve ter assinalado por perceber que nem ele conseguiria evitar o desfecho lógico para este jogo. Depois do penálti falhado é que o Benfica fechou definitivamente a loja, e limitou-se a esperar que os minutos finais se escoassem até ao apito final.
Mais dois golos do Rodrigo, e mais uma demonstração da imensa qualidade que temos naquele jogador. E quando pensamos na idade que tem e no quanto ainda pode crescer e valorizar-se, só nos resta esperar que o consigamos manter por cá durante mais algum tempo. Porque a questão já não é se dará o salto para outros voos, mas sim quando o dará. Jogo perfeito do Garay, que não deve ter perdido um lance, ou deixado passar um adversário uma vez que fosse. Gostei também muito de ver o Matic. Hoje conseguiu, de facto, fazer de Javi García, mantendo-se concentrado e tacticamente disciplinado, em vez de o vermos a correr por aquele meio campo fora atrás da bola, estivesse ela onde estivesse. Fez bem a interacção com os centrais e ocupou bem os espaços à frente da defesa. Tal como outros jogadores esta época, está a mostrar uma boa evolução. Luisão, Aimar (claro) e Nolito também em bom plano.

Missão cumprida com distinção: vitória e resultado folgado sem ser necessário despender grandes esforços antes do importante jogo na Rússia. Quanto ao campeonato, seguem-se duas deslocações importantes e complicadas antes de recebermos o Porto. Para mim, poderemos praticamente decidir o título nas próximas três jornadas. E parece-me que o Benfica chega a esta fase em condições quase ideais: confiante, com um modelo de jogo bem implementado, jogadores motivados para mostrarem o seu melhor, e uma imensa onda vermelha atrás da equipa (mais de 53.000 esta noite na Luz).

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A.VISEU - EQUIPA DA SEMANA

Viseu em boas mãos

Se resistir às derrotas fosse tão simples como o percurso do Académico de Viseu faz supor, a equipa de António Lima Pereira, que só perdeu na segunda jornada da Série C do campeonato da III Divisão, não estaria só agora, após a 17ª ronda, a três pontos da concorrência. O campeonato é renhido, mas, o emblema de Viseu, renascido das cinzas do Académico local que o primeiro escalão conheceu e as dívidas condenaram à extinção, em 2005, está em boas mãos - a expressão que a memória remete para cuidados de saúde aplica-se, aqui, no sentido literal, uma vez que Nuno, o guarda-redes titular, é enfermeiro.

Aos 32 anos, está onde sempre sonhou. "Fiz aqui a minha formação. Vinha aos jogos com o meu pai, na I Divisão", sorri, ao recordar que, quando foi para o Penalva do Castelo, o vizinho onde defendeu uma década, o pai continuou a preferir ir ver o Académico de Viseu. Essa paixão pelas raízes que Nuno herdou não é caso único no plantel e nem sequer na baliza. Quando Nuno chegou a sénior, logo no primeiro ano, foi terceiro guarda-redes do companheiro que agora tem como suplente. Augusto, 37 anos, capitão de subidas e descidas, em 17 épocas no clube, também veste a camisola do sonho de devolver o emblema às competições profissionais, ainda que a meta pessoal se coloque no regresso à II Divisão B, no final da época, que fará coincidir com o da carreira. "Comecei com uma subida à II Liga, seria bom acabar com uma subida, também", admite, com uma convicção prudente. Mesmo com um percurso que, em Portugal, só encontra melhor no Benfica e no Farense, invictos na Liga ZOn Sagres e na Série F da III Divisão, o campeonato não deixa respirar o líder, que mistura o futebol ambicioso de António Lima Pereira com doses extras de amor à camisola. "Eu sou daqui", dizem, orgulhosos, no Fontelo.

Marco Almeida foi à China antes de regressar a casa
Para lá do facto de serem orgulhosos trintões, Marco Almeida, Luís Vouzela e Rui Dolores têm em comum um currículo feito no futebol profissional, que faz com que os nomes deles sejam familiares à generalidade dos adeptos. Todos eles chegaram, até, a conhecer a condição de emigrantes: Chipre foi o destino dos dois últimos; Marco Almeida foi mais longe, chegou à China, mas, quando decidiu pensar no futuro a longo prazo, não hesitou e soube qual a camisola que mais lhe convinha. "Quando voltei para Viseu, o meu clube, a minha cidade", sublinha, "foi também para estudar". Escolheu Turismo e, quando não está de volta do curso, calça as botas para trabalhar nessa outra forma de promoção de Viseu. "O futuro passa por tentar ajudar o clube, o melhor que posso. Tem potencial para, pelo menos, estar na II Liga", acredita quem se habituou a ver o emblema como um símbolo da cidade e da região que, em 1989, ficou órfã de futebol de primeira e, desde então, viu o mapa das competições profissionais excluir quase todos os representantes do interior, até restar, apenas, o Covilhã.

Renascido das dívidas

Embora se prepare para festejar o centenário, em 2014, o Académico de Viseu nasceu em 2005. António Silva Albino e José Cabido foram os fundadores do emblema que pretendeu dar continuidade ao Clube de Futebol Académico, extinto em consequência de dívidas que rondam 1,4 milhões de euros. A última das três épocas do emblema viseense no primeiro escalão foi em 1989.

Curiosidades

Licenciados

Além do guarda-redes Nuno, há outro enfermeiro no plantel, um dentista e um jovem prestes a concluir a formação como fisioterapeuta.

Herdeiro

Para legitimar a continuidade do emblema, o Académico de Viseu comprou todos os troféus do extinto Clube de Futebol Académico, em 2005. Herdou uma sala cheia de memória.

Ecléctico

O clube movimenta 500 futebolistas e, no total, cerca de um milhar de atletas (natação, andebol, atletismo e pesca desportiva).

O presidente

Nome: António Silva Albino (65 anos)

Profissão: Empresário de metalomecânica

Rigor é regra

Aos 65 anos, António Silva Albino anda contente com o rumo do Académico de Viseu, mas, quando se lhe fala em subida, o homem que, na refundação do clube, em 2005, traçou o regresso ao escalão principal como meta é o primeiro a avisar que "não se vai entrar em euforias". O regresso ao terceiro escalão, que lhe dá, brinca, o estatuto de "repetente", ensinou-lhe esta prudência. "Gostava de ver mais gente no estádio" a acompanhar a equipa, mas o presidente que fez questão de que nos estatutos do clube constasse a obrigatoriedade de deixar as contas em dia orgulha-se de poder dizer: "Andamos de cabeça bem levantada".

O treinador

Nome: António Lima Pereira (45 anos)

Profissão: Treinador de futebol

Futebol no ADN

Lima Pereira é sinónimo de futebol, na família poveira que tem no tio do treinador do Académico de Viseu o expoente máximo: "o" Lima Pereira, do FC Porto campeão europeu de 1987. Há outros, os irmãos Paulo (treinador-adjunto do Trofense) e Miguel (terminou a carreira no Leça) e está a despontar uma nova geração, com o filho, Tiago, central do FC Porto. António Lima Pereira, antigo defesa do Varzim e Rio Ave, entre outros, vê no Académico de Viseu as condições e o momento certo para consolidar a carreira de treinador, que já conheceu outro emblema renascido da crise, o do Felgueiras.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

AD Valecambrense 1-3 Ac. Viseu FC - CATEGÓRICO E LIDERES MAIS ISOLADOS

AD Valecambrense 1-3 Ac. Viseu FC

Estádio Municipal das Dairas, 5 de Fevereiro de 2012

17ª Jornada da III Divisão, Série C

Árbitro: Adelino Crespo (Santarém)

Valecambrense: Carvalho, Caxana, Garrincha, Pedrinho, Sá (Tiago Oliveira, int), Mosca (Porto, 66), Marcelo Oliveira, Fogaça, Rui Pedro, Ricardo Pina e Paulinho.

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Casal, João Paulo (Luís Vouzela, 90+2) e Rui Dolores (Filipe, 86); Lusinho, Bacari e Doumbouya (Rui Santos, 75). Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Bacari 5 (0-1), Bacari 11 (0-2), Doumbouya 28 (1-2), Rui Pedro 81 gp (1-3)


Ninguém esperava outra coisa que não fosse uma vitória do Académico de Viseu na tarde de hoje em Vale de Cambra, já que o AVFC era líder e o seu oponente era "só" o penúltimo classificado.
Num terreno onde o Nogueirense deixou dois pontos, o Académico entrou a jogar "à líder" e Bacari com dois golos nos primeiros 15 minutos - aumentou o seu pecúlio para 6 golos - encaminhou o Académico para a vitória. A vitória seria consolidada antes da meia hora com o segundo golo de Doumbouya no campeonato. Ao intervalo a vitória só pecava por ser escassa.
Na segunda parte, compreensivelmente, o Valecambrense subiu de produção mas o Académico manteve sempre o jogo controlado, com o golo da equipa da casa a ser um prémio justo para os nossos adversários.
Realce para o regresso de Luís Vouzela. Que reforço!