terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

V.GUIMARÃES - 1 BENFICA - 0 - DESILUDIDO

Invencibilidade perdida na Liga, e talvez de forma previsível. O Benfica fez um mau jogo, longe daquilo a que nos habituou. O Vitória marcou na única oportunidade de golo que teve, o Benfica desperdiçou as duas que criou pelo Nolito e perdeu.
Tinha um mau pressentimento para hoje. O jogo era previsivelmente complicado e o cenário já há alguns dias que se compunha para que o Benfica não passasse em Guimarães. Confesso por isso que fiquei desagradavelmente surpreendido com o 'empurrão' que resolvemos dar ainda ao Vitória, entrando em campo com um meio campo desajustadamente macio para um jogo desta dificuldade. Alinhar com Cardozo, Rodrigo e Aimar simultaneamente neste jogo, ainda por cima sabendo-se que não contávamos com o Javi pareceu-me um risco desnecessariamente alto. O resultado foi um futebol desgarrado, com a equipa incapaz de manter uma posse de bola consistente. Muitos passes falhados, más recepções, e demasiado espaço entre os sectores da equipa. Apenas num lance de bola parada (um canto) o Benfica criou uma boa oportunidade de golo, com o Nolito a surgir completamente solto no interior da área, mas rematou contra um defesa adversário e depois fez ainda a recarga para fora. O Vitória acabou por chegar ao golo na sequência de um livre lateral, em que houve demasiada passividade da nossa equipa - havia mais do dobro de jogadores do Benfica dentro da área - com o Matic a permitir ao adversário rematar à meia volta quando estava encostado a ele. Faltava ainda muito tempo para jogar (o golo surgiu a oito minutos do intervalo), mas honestamente fiquei com a sensação de que já seria muito difícil ao Benfica ganhar o jogo.

Até porque a segunda parte pouco teve de diferente. O Vitória encolheu-se mais e o Benfica teve mais bola, mas a desinspiração foi imensa. Mais passes falhados, cruzamentos defeituosos, e até as bolas paradas saíam mal - quase todos os livres marcados para as mãos do guarda-redes, e os cantos cortados ao primeiro poste. Uma única real oportunidade de golo, novamente nos pés do Nolito, mas este rematou contra as pernas do guarda-redes. A entrada do Witsel era previsível, mas não para o lugar do Matic; não porque ele estivesse a jogar bem (pelo contrário) mas sim porque era necessário povoar mais o meio campo. Nem sempre se marcam golos por se ter muitos avançados em campo, e hoje quer o Cardozo, quer o Rodrigo estiveram particularmente apagados. A maior parte da segunda parte foi simplesmente ver o jogo a arrastar-se penosamente até final, com a desagradável sensação de sermos nós os grandes responsáveis por este mau resultado, já que o Vitória limitou-se a ser competente e a aproveitar o mau dia do Benfica.

Não consigo fazer um destaque na equipa do Benfica. Acho que a mediania imperou e foi comum a toda a equipa, que me pareceu também algo lenta e presa de movimentos - não sei se será resultado do jogo na Rússia, mas isso não pode servir de desculpa. Perdemos o Luisão para o próximo jogo, mas ao menos isso significa que estará disponível para a recepção ao Porto.

Era muito importante manter os cinco pontos de avanço no primeiro lugar, e esta derrota representa um rude golpe, até pela motivação extra que dá aos nossos adversários. Hoje o Benfica fez um dos piores jogos da época, e sofremos naturalmente as consequências disso. Agora temos que levantar a cabeça, não deixar que este tropeção nos afecte, e voltar rapidamente a fazer aquilo que melhor sabemos fazer: jogar futebol e ganhar jogos. Continuamos a ser os primeiros. E não queremos deixar que nos tirem desse lugar.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O.FRADES - 2 A.VISEU - 0 - ASSIM NÃO VAMOS LÁ

GD Oliveira de Frades 2-0 Ac.Viseu FC


Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Casal (Doumbouya), Álvaro e Rui Dolores (João Paulo); Rui Santos (Hélder Rodrigues), Luisinho e Bacari. Treinador: António Lima Pereira.



1ª Parte


Quem não conhecesse as cores dos clubes, ou a sua classificação, ficaria por certo baralhado ao tentar perceber quem era o candidato à subida e quem era o candidato à manutenção.
Nos primeiros 45 minutos o Oliveira de Frades foi superior em tudo, em garra, em atitude e até - pasme-se! - em classe. As situações de golo foram multiplicando-se junto à baliza defendida por Nuno com o Académico a ver jogar como que a deliciar-se com o jogo caseiro.


Foi, por isso, sem surpresa que o GDOF chegou ao golo. Fê-lo de livre directo mas já antes o podia ter feito quando um jogador da casa surgiu isolado perante Nuno ou então em duas bolas - uma de cabeça e outro com o pé - já na pequena área do Académico, em que uma delas, a segunda, só não entrou por milagre - para quem acredita em milagres - ou se preferirem pela inabilidade dos jogadores da casa.

O Académico só por uma vez esteve perto do golo - o resultado ainda era de 0-0 - quando Luisinho fugiu bem no lado esquerdo e Bacari ao segundo poste a cabecear contra as costas de um defesa da casa.. Realce ainda para o facto de ainda na primeira parte Lima Pereira ter mexido na equipa ao tirar Rui Dolores e a colocar João Paulo no seu lugar. Mas a primeira parte so deu mesmo GDOF com os jogadores do Académico apenas a passearem as camisolas.


2ª Parte


No recomeço António Lima Pereira voltou a mexer na equipa, entrou Doumbouya e saiu Casal. E o Académico melhorou. Logo no início o AVFC esteve perto do empate, Tiago Gonçalves de cabeça atirou para a baliza e quando o nº 1 da casa já estava irremediavelmente batido apareceu um defesa, de azul vestido, a tirar a bola em cima da linha de risco. Pouco depois foi Bacari que de cabeça, e em boa posição, atirou ao lado.


Quando se adivinhava o golo do Académico, e com o GDOF a ver-se sufocado, uma perda infantil de bola no meio campo, levou ao 2-0. Um remate do meio da rua, sem ninguém a fazer pressão, e bola colocada junto ao poste direito de Nuno com este a esticar-se mas a não chegar. O segundo golo, que o GDOF fez por merecer na primeira parte, surgia na segunda parte no primeiro remate que a equipa da casa fez à baliza de Nuno. Coisas do futebol...


Com meia hora para jogar Lima Pereira voltou a mexer na equipa. Saiu Rui Santos e entrou Hélder Rodrigues. O AVFC passou a jogar em 4x2x4: Nuno na baliza; defesa constituida por Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Álvaro e João Paulo no meio; Hélder Rodrigues no lado direito, Luisinho no esquerdo e no meio a dupla Bacari e Doumbouya. Um 4x2x4 que se transformava num 3x2x5 tantas eram as vezes que Ricardo Ferreira - o melhor academista em campo - subida no seu flanco.


A expulsão de Pedro´s - a coisa mas feia que o jogo teve - fez com que o assalto à baliza de André fosse constante. Daí até ao minuto 90 o Académico teve 5 ou 6 oportunidades de atirar com êxito à baliza, mas todos os remates ou iam para fora ou mais pareciam passes ao redes da casa.


Em suma vitória certa do Oliveira de Frades. Parabéns!


Nota positiva: os meus parabéns ao GDOF também pelo seguinte: tirando uma ou outra bola que demorou a entrar em jogo - demora em reposições da bola em jogo - a verdade é que as bolas não desapareceram do estádio como, misteriosamente, aconteceu em Canas de Senhorim e Nogueira do Cravo.


Nota negativa: Álvaro e Pedros disputam, de forma viril, uma bola no meio campo. E de repente Pedros pontapeia Álvaro. Vermelho bem mostrado. A reacção ao cartão por parte do ex academista foi verdadeiramente lamentável. A coisa mas feia que o jogo teve.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ZENIT - 3 BENFICA - 2 - FOI PENA

Uma derrota nunca é propriamente positiva, mas o resultado desta noite mantém intacta a esperança de podermos passar aos quartos-de-final da Champions. No entanto, no final fica-se com a sensação de termos entregue o ouro ao bandido, ao deixar escapar o empate daquela forma.
Fiquei algo surpreendido por ver que o Benfica manteve para este jogo a aposta nos dois avançados, já que estava à espera da fórmula mais habitual na Champions, com um meio campo reforçado. Assim sendo, o Aimar ficou sentado no banco, na companhia do Nolito que cedeu o seu lugar ao Bruno César. No lugar do lesionado Javi, o esperado Matic. O jogo começou como convinha ao Benfica, tendo em conta que a velocidade a que era disputado foi pouca, e que desde o primeiro minuto que o equilíbrio foi a nota dominante. O estado do relvado também pouco ajudava, já que obrigava a bola a andar muito pelo ar, provocava muitos passes falhados, e era difícil aos jogadores progredirem com a bola nos pés devido à dificuldade em controlá-la. Oportunidades de golo praticamente nem se viam. A 'experiência' de jogarmos com dois avançados na Champions não durou muito, porque pouco depois do primeiro quarto de hora o animal do Bruto Alves encarregou-se de arrumar com o Rodrigo (ainda regressou ao campo, mas estava nitidamente inferiorizado e teve que ceder o lugar ao Aimar). E foi ainda com dez jogadores em campo que o Benfica se colocou em vantagem, numa recarga oportuna do Maxi a um livre do Cardozo. A resposta do Zenit foi rápida e forte, pois pareceram adiantar as linhas, ganharam superioridade no meio campo, e fomos imediatamente submetidos a alguns minutos de forte pressão, que culminaram com o golo do empate apenas sete minutos depois do nosso golo, num colocado remate de primeira do Shirokov. Com o empate regressou também o equilíbrio, e com uma ou outra ameaça de parte a parte o intervalo acabou por chegar.

A segunda parte foi ainda mais mal jogada - mas sempre bastante disputada - do que a primeira. O Zenit passou a ter um pouco mais de bola, mas era o Benfica quem rematava mais, aproveitando transições ofensivas rápidas, sobretudo pela direita, onde o Maxi e o Gaitán se revelavam bem mais activos do que o Emerson e o Bruno César do outro lado. O Zenit pouco ameaçava, e foi por isso quase com alguma surpresa que surgiu o segundo golo, quando faltavam vinte minutos para o final, numa jogada toda ao primeiro toque que terminou com uma conclusão de calcanhar. Obtida a vantagem, os russos pareceram estar satisfeitos com o resultado e baixaram ainda mais o ritmo da partida, passando-se então por um período algo desinteressante que fazia prever que o mais provável seria mesmo o resultado manter-se até final. Mas os últimos minutos acabaram por ser animados. O Benfica chegou ao empate a três minutos do final, numa recarga do Cardozo após remate do Gaitán e defesa atabalhoada do guarda-redes russo. E praticamente na jogada seguinte o Maxi Pereira, completamente à vontade no centro da área, teve um erro grotesco e deixou a bola nos pés do Shirokov para que este marcasse o seu segundo golo e terceiro do Zenit no encontro.

É difícil escolher algum jogador que se tenha destacado muito num jogo que nunca foi particularmente bem jogado. Gostei do Garay, e estava a gostar do Maxi até ao erro que deu a vitória ao Zenit. O Gaitán esteve num nível muito superior ao que tem mostrado para consumo interno, mas foi-se apagando ao longo do jogo.

Perder por apenas um golo e marcar dois golos fora não é mau de todo numa eliminatória da Champions. Custa um pouco mais porque perdemos o jogo numa altura em que já não esperaríamos que isso acontecesse. Mas julgo que fizemos um bom jogo, contra um adversário forte, e o resultado mantém tudo em aberto. O Benfica tem claramente a capacidade para, num Estádio da Luz completamente cheio, decidir a eliminatória a seu favor.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

A,.VISEU - 1 O. HOSPITAL - 3 - DESILUÇÃO

Ac. Viseu FC 1-3 FC O. Hospital

Estádio do Fontelo, 12 de Fevereiro de 2012
18ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Nuno Mira (Lisboa)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Casal, Rui Dolores e João Paulo; Bacari, Lusinho e Doumbouya. Treinador: António Lima Pereira.

Oliveira do Hospital: Rui Vale, Fernando Pedro, Mauro, Alex Oliveira, Paulo Alves, Iano, David, Mário Jorge, Geovane, Bruno Cardoso e Vavá (Carlos Almeida, 25).

Golo: Bruno Cardoso 5 (0-1), Geovane 60 (0-2), Doumbouya 86 (1-2), Carlos Almeida 90+5 (1-3)

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BENFICA - 4 NACIONAL - 1 - FESTIVAL

O Nacional bem pode dar-se por satisfeito por ter saído da Luz com uma derrota por 4-1. É que mesmo sem forçar muito, o vendaval ofensivo do Benfica criou oportunidades mais do que suficientes para chegar no mínimo aos oito golos, e isto já é uma estimativa conservadora.
No onze do Benfica destaca-se a inovação de ter sido o Witsel o escolhido para ocupar a vaga do Maxi na direita. Houve também uma alteração no meio campo, onde o Matic ocupou a vaga do indisponível Javi García. O que o Benfica tentou fazer foi juntar muito o Matic aos centrais, permitindo um maior adiantamento dos laterais e assim não obrigando o Witsel a jogar tanto como lateral puro. Os minutos iniciais até nem foram muito promissores: o Benfica parecia algo preguiçoso e preso de movimentos, e o Nacional conseguia ter quase sempre a bola, tendo feito os primeiros remates do jogo. Mas aos oito minutos o Benfica foi lá à frente praticamente pela primeira vez, e marcou logo, num cabeceamento do Garay após livre marcado na direita pelo Aimar. E depois do golo, iniciou-se uma avalanche ofensiva do Benfica e um autêntico festival, quer de futebol, quer de golos falhados. É que aos quinze minutos de jogo já o resultado poderia estar em três ou quatro: Nolito, Cardozo (ao poste) e Rodrigo (na recarga), e Luisão desperdiçaram oportunidades flagrantes para voltar a marcar. Foi portanto com naturalidade que, aos vinte minutos, surgiu o terceiro golo, depois de uma grande jogada individual do Gaitán, que entrou pela direita e deixou todos para trás antes de assistir o Cardozo para uma conclusão fácil à boca da baliza.
Este domínio do Benfica tinha a particularidade de aparentar ser conseguido quase sem grande esforço, com as coisas a saírem bem de uma forma muito natural, e a goleada a ser o desfecho mais expectável para o jogo a que se assistia. Também o deve ter pensado o bom do Jorge Sousa, e resolveu então introduzir alguma incerteza no resultado, descortinando um penálti pouco antes de chegarmos à meia hora que, sinceramente, me pareceu que só terá acontecido dentro daquela cabecinha azulada. O Benfica acusou um pouco o golo sofrido e demorou alguns minutos a reencontrar o ritmo de jogo que vinha impondo até então. Porém, esta fase não durou muito tempo, pois aos trinta e oito minutos uma boa jogada do Benfica resultou num passe do Nolito que isolou o Rodrigo sobre a esquerda, e este ultrapassou o guarda-redes para depois marcar de ângulo já apertado. Mesmo no último lance do primeiro tempo, mais uma jogada fantástica de futebol corrido do Benfica deixou o Aimar na cara do guarda-redes, mas o remate saiu fraco e à figura. À saída para o intervalo parecia ser evidente que, salvo alguma nova habilidade do Jorge Sousa, o jogo estaria praticamente resolvido para o Benfica, restando apenas a incerteza de se saber quantos mais golos conseguiríamos marcar.
Na segunda parte o Benfica pareceu ter consciência disso mesmo, e talvez pensando já no jogo com o Zenit nunca forçou muito o ritmo, não havendo grande história para contar a não ser o controlo quase total do jogo. Mas a qualidade dos nossos jogadores e do nosso jogo ofensivo é garantia de que mesmo sem forçar muito, os lances para golo continuam sempre a aparecer. Golos houve apenas mais um, que apareceu à hora de jogo num remate quase sem ângulo do Rodrigo, que conseguiu fazer a bola passar entre o guarda-redes e o poste. Oportunidades, foram várias, e muitas delas flagrantes: do Nolito, do Rodrigo - completamente isolado a falhar a possibilidade de um hattrick - e do Cardozo, por mais do que uma vez, tendo até desperdiçado um penálti a dez minutos do final (rematou por cima), que o Jorge Sousa deve ter assinalado por perceber que nem ele conseguiria evitar o desfecho lógico para este jogo. Depois do penálti falhado é que o Benfica fechou definitivamente a loja, e limitou-se a esperar que os minutos finais se escoassem até ao apito final.
Mais dois golos do Rodrigo, e mais uma demonstração da imensa qualidade que temos naquele jogador. E quando pensamos na idade que tem e no quanto ainda pode crescer e valorizar-se, só nos resta esperar que o consigamos manter por cá durante mais algum tempo. Porque a questão já não é se dará o salto para outros voos, mas sim quando o dará. Jogo perfeito do Garay, que não deve ter perdido um lance, ou deixado passar um adversário uma vez que fosse. Gostei também muito de ver o Matic. Hoje conseguiu, de facto, fazer de Javi García, mantendo-se concentrado e tacticamente disciplinado, em vez de o vermos a correr por aquele meio campo fora atrás da bola, estivesse ela onde estivesse. Fez bem a interacção com os centrais e ocupou bem os espaços à frente da defesa. Tal como outros jogadores esta época, está a mostrar uma boa evolução. Luisão, Aimar (claro) e Nolito também em bom plano.

Missão cumprida com distinção: vitória e resultado folgado sem ser necessário despender grandes esforços antes do importante jogo na Rússia. Quanto ao campeonato, seguem-se duas deslocações importantes e complicadas antes de recebermos o Porto. Para mim, poderemos praticamente decidir o título nas próximas três jornadas. E parece-me que o Benfica chega a esta fase em condições quase ideais: confiante, com um modelo de jogo bem implementado, jogadores motivados para mostrarem o seu melhor, e uma imensa onda vermelha atrás da equipa (mais de 53.000 esta noite na Luz).

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A.VISEU - EQUIPA DA SEMANA

Viseu em boas mãos

Se resistir às derrotas fosse tão simples como o percurso do Académico de Viseu faz supor, a equipa de António Lima Pereira, que só perdeu na segunda jornada da Série C do campeonato da III Divisão, não estaria só agora, após a 17ª ronda, a três pontos da concorrência. O campeonato é renhido, mas, o emblema de Viseu, renascido das cinzas do Académico local que o primeiro escalão conheceu e as dívidas condenaram à extinção, em 2005, está em boas mãos - a expressão que a memória remete para cuidados de saúde aplica-se, aqui, no sentido literal, uma vez que Nuno, o guarda-redes titular, é enfermeiro.

Aos 32 anos, está onde sempre sonhou. "Fiz aqui a minha formação. Vinha aos jogos com o meu pai, na I Divisão", sorri, ao recordar que, quando foi para o Penalva do Castelo, o vizinho onde defendeu uma década, o pai continuou a preferir ir ver o Académico de Viseu. Essa paixão pelas raízes que Nuno herdou não é caso único no plantel e nem sequer na baliza. Quando Nuno chegou a sénior, logo no primeiro ano, foi terceiro guarda-redes do companheiro que agora tem como suplente. Augusto, 37 anos, capitão de subidas e descidas, em 17 épocas no clube, também veste a camisola do sonho de devolver o emblema às competições profissionais, ainda que a meta pessoal se coloque no regresso à II Divisão B, no final da época, que fará coincidir com o da carreira. "Comecei com uma subida à II Liga, seria bom acabar com uma subida, também", admite, com uma convicção prudente. Mesmo com um percurso que, em Portugal, só encontra melhor no Benfica e no Farense, invictos na Liga ZOn Sagres e na Série F da III Divisão, o campeonato não deixa respirar o líder, que mistura o futebol ambicioso de António Lima Pereira com doses extras de amor à camisola. "Eu sou daqui", dizem, orgulhosos, no Fontelo.

Marco Almeida foi à China antes de regressar a casa
Para lá do facto de serem orgulhosos trintões, Marco Almeida, Luís Vouzela e Rui Dolores têm em comum um currículo feito no futebol profissional, que faz com que os nomes deles sejam familiares à generalidade dos adeptos. Todos eles chegaram, até, a conhecer a condição de emigrantes: Chipre foi o destino dos dois últimos; Marco Almeida foi mais longe, chegou à China, mas, quando decidiu pensar no futuro a longo prazo, não hesitou e soube qual a camisola que mais lhe convinha. "Quando voltei para Viseu, o meu clube, a minha cidade", sublinha, "foi também para estudar". Escolheu Turismo e, quando não está de volta do curso, calça as botas para trabalhar nessa outra forma de promoção de Viseu. "O futuro passa por tentar ajudar o clube, o melhor que posso. Tem potencial para, pelo menos, estar na II Liga", acredita quem se habituou a ver o emblema como um símbolo da cidade e da região que, em 1989, ficou órfã de futebol de primeira e, desde então, viu o mapa das competições profissionais excluir quase todos os representantes do interior, até restar, apenas, o Covilhã.

Renascido das dívidas

Embora se prepare para festejar o centenário, em 2014, o Académico de Viseu nasceu em 2005. António Silva Albino e José Cabido foram os fundadores do emblema que pretendeu dar continuidade ao Clube de Futebol Académico, extinto em consequência de dívidas que rondam 1,4 milhões de euros. A última das três épocas do emblema viseense no primeiro escalão foi em 1989.

Curiosidades

Licenciados

Além do guarda-redes Nuno, há outro enfermeiro no plantel, um dentista e um jovem prestes a concluir a formação como fisioterapeuta.

Herdeiro

Para legitimar a continuidade do emblema, o Académico de Viseu comprou todos os troféus do extinto Clube de Futebol Académico, em 2005. Herdou uma sala cheia de memória.

Ecléctico

O clube movimenta 500 futebolistas e, no total, cerca de um milhar de atletas (natação, andebol, atletismo e pesca desportiva).

O presidente

Nome: António Silva Albino (65 anos)

Profissão: Empresário de metalomecânica

Rigor é regra

Aos 65 anos, António Silva Albino anda contente com o rumo do Académico de Viseu, mas, quando se lhe fala em subida, o homem que, na refundação do clube, em 2005, traçou o regresso ao escalão principal como meta é o primeiro a avisar que "não se vai entrar em euforias". O regresso ao terceiro escalão, que lhe dá, brinca, o estatuto de "repetente", ensinou-lhe esta prudência. "Gostava de ver mais gente no estádio" a acompanhar a equipa, mas o presidente que fez questão de que nos estatutos do clube constasse a obrigatoriedade de deixar as contas em dia orgulha-se de poder dizer: "Andamos de cabeça bem levantada".

O treinador

Nome: António Lima Pereira (45 anos)

Profissão: Treinador de futebol

Futebol no ADN

Lima Pereira é sinónimo de futebol, na família poveira que tem no tio do treinador do Académico de Viseu o expoente máximo: "o" Lima Pereira, do FC Porto campeão europeu de 1987. Há outros, os irmãos Paulo (treinador-adjunto do Trofense) e Miguel (terminou a carreira no Leça) e está a despontar uma nova geração, com o filho, Tiago, central do FC Porto. António Lima Pereira, antigo defesa do Varzim e Rio Ave, entre outros, vê no Académico de Viseu as condições e o momento certo para consolidar a carreira de treinador, que já conheceu outro emblema renascido da crise, o do Felgueiras.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

AD Valecambrense 1-3 Ac. Viseu FC - CATEGÓRICO E LIDERES MAIS ISOLADOS

AD Valecambrense 1-3 Ac. Viseu FC

Estádio Municipal das Dairas, 5 de Fevereiro de 2012

17ª Jornada da III Divisão, Série C

Árbitro: Adelino Crespo (Santarém)

Valecambrense: Carvalho, Caxana, Garrincha, Pedrinho, Sá (Tiago Oliveira, int), Mosca (Porto, 66), Marcelo Oliveira, Fogaça, Rui Pedro, Ricardo Pina e Paulinho.

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Casal, João Paulo (Luís Vouzela, 90+2) e Rui Dolores (Filipe, 86); Lusinho, Bacari e Doumbouya (Rui Santos, 75). Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Bacari 5 (0-1), Bacari 11 (0-2), Doumbouya 28 (1-2), Rui Pedro 81 gp (1-3)


Ninguém esperava outra coisa que não fosse uma vitória do Académico de Viseu na tarde de hoje em Vale de Cambra, já que o AVFC era líder e o seu oponente era "só" o penúltimo classificado.
Num terreno onde o Nogueirense deixou dois pontos, o Académico entrou a jogar "à líder" e Bacari com dois golos nos primeiros 15 minutos - aumentou o seu pecúlio para 6 golos - encaminhou o Académico para a vitória. A vitória seria consolidada antes da meia hora com o segundo golo de Doumbouya no campeonato. Ao intervalo a vitória só pecava por ser escassa.
Na segunda parte, compreensivelmente, o Valecambrense subiu de produção mas o Académico manteve sempre o jogo controlado, com o golo da equipa da casa a ser um prémio justo para os nossos adversários.
Realce para o regresso de Luís Vouzela. Que reforço!

BENFICA - 3 MARITIMO - 0 - APURADOS

Águias marcam encontro com o FC Porto
Benfica apurou-se esta noite de domingo para as meias-finais da Taça da Liga, ao vencer o Marítimo por 3-0. Os encarnados venceram o grupo B, com nove pontos, e segue-se um escaldante Benfica-FC Porto na discussão pelo apuramento para a final da Taça da Liga.
O jogo começou mexido na Luz e a primeira equipa a criar perigo foi a do Marítimo: depois de ultrapassar Maxi Pereira em velocidade, Sami não teve destreza para ultrapassar Eduardo e a oportunidade perdeu-se.
O Benfica respondeu de imediato e Nolito desperdiçou a primeira ocasião encarnada. Saviola imitou-o e teve de ser o jovem Nélson Oliveira a mostrar como se faz: recebeu de Saviola pela direita, correu para a baliza e, depois de lhe tirar as medidas, atirou sem hipóteses para Salin. Estava feito o 1-0.
O Benfica estava melhor no jogo, dominava, mas o Marítimo voltou à tona: Sami deu sempre muito que fazer a Maxi Pereira e, num livre direto, Roberto Sousa tirou tinta ao poste da baliza de Eduardo.
Até final do primeiro tempo, Nelson Oliveira foi sempre o mais ativo na frente de ataque dos encarnados, mas a falta de entendimento entre os homens da frente impediu as águias de criar maior perigo junto da baliza de Salin.
Se na primeira parte Nelson Oliveira havia sido o melhor dos encarnados, o internacional sub-21 português entrou no segundo tempo novamente a mostrar serviço. Assistido por Saviola e depois de correr mais de 20 metros com a bola, rematou cruzado e a rasar o poste da baliza insular.
Seguiu-se nova oportunidade do jovem português, mas desta feita menos bem, rematando para defesa fácil de Salin, quando Saviola pedia a bola e estava em melhor posição.
O Benfica procurava com mais insistência o 2-0, mas esse só chegou já com Rodrigo em campo. O internacional sub-21 espanhol tem, de facto, outro futebol nos pés e deixou a sua marca no jogo, depois de uma jogada de ataque de grande qualidade dos encarnados: Nelson Oliveira assistiu Gaitán, o argentino meteu no centro da área e Rodrigo fez a festa do 2-0.
O Marítimo caiu de vez e nos minutos seguintes o Benfica podia ter aumentado a vantagem. Primeiro por Gaitán e depois por Nolito. Não conseguiram os extremos e Rodrigo teve de voltar a fazer o gosto ao pé: passou por Salin e rematou para a baliza deserta, fazendo o 3-0.
Não se marcaram mais golos na Luz, mas ainda houve mais um momento de festa: a entrada de Yannick Djaló foi festejada como um golo e o antigo jogador do rival Sporting até esteve perto de marcar.
Com este resultado, o Benfica apurou-se para as meias-finais da Taça da Liga e no final do mês de Março recebe, na Luz, o FC Porto.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

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A.VISEU - 2 AVANCA -1 - REVIRAVOLTA COM CORAGEM

Ac. Viseu FC 2-1 AA Avanca

O Académico de Viseu venceu, com cambalhota, o Avanca por 2-1 e é líder isolado da Série C da III Divisão, fruto do empate entre os anteriores lideres Nogueirense e Penalva (0-0).
Estádio do Fontelo, 29 de Janeiro de 2012

16ª Jornada da III Divisão, Série c

Árbitro: Ivan Vigário (Porto)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Casal, João Paulo e Rui Dolores (Doumbouya, 63); Luisinho (Álvaro, 90+2), Rui Santos (Baio, int) e Bacari. Treinador: António Lima Pereira.

Avanca: João Oliveira, Tiago Amaral, Gamarra, Marco Abreu (Bruno Bastos, 90), Miguel Carvalho, Luís Bornes, Veiros, Hugo Santos, Mané, Cris (Miguel Ângelo, 56) e Carlos Pesquina.

Expulsão: Mané 76

Golos: Carlos Pesquina 62 (0-1), Doumbouya 75 (1-1), João Paulo 90 (2-1)

A primeira parte não teve grandes motivos de interesse, tendo sido um jogo demasiado táctico e sem grandes oportunidades de golo. O empate ajustava-se face ao que as duas equipas haviam produzido durante os primeiros 45min. Lima Pereira, na obrigação de agitar as águas, colocava ao intervalo Baio para o lugar do mágico Rui Santos. E a verdade é que o Académico subiu de produção com o decorrer do jogo. Mas contra a corrente, quem marcou foi a equipa forasteira, por intermédio do inevitável Carlos Pesquina, o melhor marcador deste campeonato. A defesa academista desentendeu-se, e após saída infeliz de Nuno da baliza, o avançado do Avanca, matreiro, não perdoou. 0-1 aos 62min, com sabor a injustiça face ao desenrolar do jogo. Isto na altura que o técnico academista se preparava para colocar Doumbouya para o lugar de Rui Dolores. Contudo, o Académico reagiu, e provou mais uma vez, que está muito forte mental e fisicamente. A igualdade chegava aos 75min, e pela cabeça do avançado que tinha sido aposta de Lima Pereira minutos antes, Doumbouya, após excelente cruzamento de M.Almeida, estreando-se assim a marcar pelos viseenses. E como nos tem habituado esta temporada, o Académico, já perto do final, marcou mesmo o golo da vitória, dando a cambalhota no marcador. João Paulo com um livre tenso, e marcado de forma irrepreensível do lado esquerdo do ataque academista, fazia o tento da vitória para gáudio dos adeptos presentes no Fontelo, isto mesmo em cima do minuto 90. O jogo finalizou 4 minutos depois, já com Álvaro em campo.

Uma vitória justa, duma equipa que nunca desistiu e acreditou até ao fim. Pessoalmente, penso que talvez seja esta a grande imagem de marca do treinador academista Lima Pereira até ao momento – “Lutar e acreditar até ao último minuto”. Uma questão de mentalidade muitas vezes, parabéns por isso. Assim sendo, a liderança isolada chega finalmente, fruto do empate em Nogueira do Cravo. Destaque ainda para o 14º jogo consecutivo a pontuar por parte do Académico de Viseu. Assinalável, no mínimo.

Outros resultados:
Nogueirense 0-0 Penalva
O.Frades 0-0 O.Hospital
Canas 2-2 Sampedrense
Bustelo 4-1 Sanjoanense
Alba 5-0 Valecambrense

Classificação:
Ac.Viseu 31 pontos
2ºs Nogueirense e Penalva 30 pontos
4ºs Alba e Avanca 28 pontos
6º Bustelo 27 pontos

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domingo, 29 de janeiro de 2012

A.VISEU

FEIRENSE -1 BENFICA - 2 - BATALHA DURA

Batalha
Este foi mais uma daquelas vitórias que nos deixa com a sensação de poder ter sido um passo muito importante no caminho para o título. Sentiram-no os adeptos, e pela reacção no final, parece-me que também o terão sentido os jogadores. A sensação com que fomos ficando durante a semana era a de que o 'caldinho' estava a ser preparado, e de que havia uma aposta forte em que o Benfica deixasse pontos em Vila da Feira. A aposta saiu furada.

O onze apresentado pelo Benfica hoje deixou de fora o Nolito e o Gaitán, tendo jogado o Bruno César e sido entregue ao Rodrigo a função de cair preferencialmente sobre o lado direito, com o Witsel e o Aimar no centro. Durante a semana falou-se bastante das reduzidas dimensões do relvado, mas para mim foi o estado do mesmo (ao nível de um Alvalixo nos seus melhores dias) o adversário mais incómodo. A primeira parte do Benfica não foi brilhante. Houve muita luta, os jogadores do Feirense pressionaram e fecharam bem no meio campo e conseguiram bloquear o nosso jogo. Mostrámos alguma lentidão a sair para o ataque, e facilitámos um pouco a tarefa ao Feirense ao jogar muito pouco pelos flancos, já que quer o Bruno César, quer o Rodrigo tinham sempre tendência para vir para o meio, sendo o Maxi praticamente o único que, com as suas subidas no terreno, ia causando perigo junto à linha. Conseguimos ainda assim criar três boas ocasiões de golo, sempre pelo Rodrigo, com o guarda-redes Paulo Lopes a negar-lhe o golo em duas delas, e a outra a terminar com um remate ligeiramente por cima. A saída para intervalo com o nulo no marcador era preocupante e deixava antever muitas dificuldades para arrancarmos a desejada vitória.
Para aumentar a preocupação, o Feirense colocou-se em vantagem logo cinco minutos após o reinício do jogo. Foi num cabeceamento na zona do primeiro poste, após um canto da direita. Já durante a primeira parte o Feirense tinha ameaçado alguma vezes em lances deste tipo, com cantos ou até lançamentos de linha lateral mais longos sempre feitos na direcção do primeiro poste, e desta vez deu resultado. Males maiores foram talvez evitados pela rápida reacção, que permitiu reestabelecer a igualdade passados apenas quatro minutos. Depois de um lançamento lateral do Maxi o Cardozo desviou de cabeça e o autor do golo do Feirense (Varela) acabou por cabecear para a própria baliza. Pouco depois entraram o Nolito e o Gaitán para os lugares dos hoje apagados Bruno César e Aimar, e o nosso futebol melhorou, sobretudo porque passámos a jogar em toda a (pouca) largura do campo, e o Witsel subiu de rendimento quando avançou um pouco mais. O Gaitán esteve muito perto do golo, o Paulo Lopes voltou a negar o golo ao Rodrigo, mas aos setenta e dois minutos conseguimos chegar ao importante golo da vitória. Foi através de um penálti convertido pelo Cardozo, após falta do inevitável Varela sobre o suspeito do costume - Rodrigo. Com o Benfica em vantagem, o Feirense veio para a frente à procura de novo golo, mas apesar de ter pressionado mais raramente conseguiu criar uma verdadeira ocasião de perigo - apenas me recordo de um lance, em que o Emerson evitou o pior. Pelo contrário, foi o Benfica quem, aproveitando os espaços dados atrás pelo Feirense, perdeu várias ocasiões de resolver o jogo - Gaitán, Witsel e, claro, Rodrigo podiam ter marcado, mas o Paulo Lopes continuou a exibir-se em grande nível, mantendo a incerteza até final.
Na impossibilidade de eleger o Varela como o jogador do Benfica em destaque, escolho então o Rodrigo. Mas se elogio o facto de ter criado quase todas as oportunidades de golo do Benfica, também merece atenção o facto de as ter desperdiçado todas. Foram pelo menos cinco as oportunidades claras de golo que criou ou de que dispôs, e em quatro delas viu o Paulo Lopes negar-lhe o golo, parecendo-me que pelo menos naquela ocasião mesmo a fechar o jogo teria obrigação de fazer melhor. No final acabou por ser ele a sofrer a falta que deu origem ao penálti decisivo. Gostei também do Garay, Witsel e Maxi.

Mais uma batalha ganha na caminhada pelo título. É bom que nos preparemos para enfrentar cenários destes nas próximas saídas que tivermos. Calculo que os andrades não tenham muita vontade de entrar na Luz em desvantagem na tabela.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

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BENFICA - 3 GIL VICENTE - 1 - COMPLICADO

 
Confesso, temi o pior a meio da 2ª parte quando o resultado estava em 1-1 e o Gil Vicente defendia bem no campo todo e ameaçava sair com perigo no contra ataque. Via uma equipa nervosa, jogadores estranhamente ansiosos e um público desconfiado cada vez que se perdia uma bola.
O Gil Vicente é daqueles adversários que não me inspiram confiança nenhuma. A última vez que tinham vindo à Luz para o Campeonato ganharam por 0-2 deixando Koeman em maus lençóis. Nessa época em Barcelos só não perdemos porque o Simão fez um golo mesmo no fim a empatar o jogo. Esta época o nosso campeonato começou em Barcelos e depois de termos uma vantagem de 0-2 cedemos um empate que nenhum de nós esqueceu até agora.
Por tudo isto quando vi Rodrigo Galo marcar mais um daqueles golos fora da área que parece que só nos acontecem a nós temi mesmo o pior.
A preocupação à volta das dúvidas em utilizar Rodrigo, Cardozo ou Aimar que antecedeu este jogo era grande e percebe-se agora porquê. Foram eles que selaram a vitória de hoje. Claro que houve uma enorme exibição de Nolito na esquerda e Maxi na direita que ajudaram a resolver o problema, especialmente o espanhol com dois passes para golo.
Por outro lado tivemos Gaitán a simbolizar tudo aquilo que não precisamos e não queremos nesta altura para o Benfica, falta de vontade, facilitismo, aparente falta de motivação. O que se passa com Nico?! Está vendido e desligou-se dos nossos objectivos ? Não entendo. Percebo que Jesus o queira proteger e defender mas para mim Gaitán foi menos um em campo num jogo que era preciso que TODOS dessem o litro contra uma equipa forte e aguerrida a defender.
Foi preciso agitar bem a equipa, Jesus tirou Javi e lançou Bruno César que entrou bem e justificou a aposta. Antes já tinha saído Gaitán para entrar Aimar e foi aí que o Benfica desfez a igualdade. É praticamente impossível um jogo de futebol continuar empatado quando um Deus como Pablo Aimar entra para uma das equipas. Além de pegar logo no jogo ainda fechou o resultado com um golo de classe.
Foi preciso sofrer para vermos o Benfica resolver este jogo mas valeu a pena. A vingança daquele maldito empate está servida, a 2ª volta abriu com uma vitória, mantemos a liderança isolada, continuamos a contar por vitórias os jogos disputados em 2012. O Benfica continua bem no seu rumo. As dificuldades de hoje vão ser as mesmas que vamos encontrar nos próximos 14 jogos e esta equipa merece a nossa confiança e o nosso apoio.
Hoje matámos um galo que há muito nos atormentava e temos que estar satisfeitos com as soluções que temos no plantel. Penso que agora já ninguém pôe em causa o valor de Nolito, Garay, Rodrigo ou Bruno César que tanto deram que falar no verão.
Quero mais uma vez dizer que gosto muito da maneira como ganhamos jogos sem ponta de polémica para ninguém vir rosnar durante a semana.

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SANJOANENSE - O A.VISEU - O - ACREDITEM

AD Sanjoanense 0-0 Ac.Viseu FC


Estádio Conde Dias Garcia, 22 de Janeiro de 2012
15ª Jornada da III Divisão, Série C

Árbitro: Rui Válega (Porto)
Sanjoanense: João Silva, António, Jonas, Picas, Marquitos, Edgar (Carlos, 87), Tó, Rúben (Tiago Raúl, 75), Alex, Mário e Rui Miguel (José António 90+3). Treinador: José Brito.

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Casal, João Paulo e Rui Dolores (Álvaro, int); Rui Santos (Baio, 78), Luisinho e Bacari (Doumbouya, 84). Treinador: António Lima Pereira.
Os viseenses arrancaram um ponto no dificil terreno da equipa de São João da Madeira, 0-0 foi o resultado final. Contudo, a liderança do campeonato é agora repartida por Nogueirense e Penalva.

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TAÇA DA LIGA - BENFICA - 2 ST. CLARA - 0

 
Não foi pela famosa crise de certeza que hoje só apareceram na Luz 15 mil benfiquistas, e alguns açorianos. Havia borlas para todos os gostos e bilhetes a 5 e 10 euros. Pela hora também não foi porque muito mais tarde que as 20h15 vejo restaurantes em Lisboa cheios. Falta de interesse ou motivação não acredito porque até hoje só tínhamos ganho em 2012 e íamos à frente no nosso grupo.
Afinal tanto choro com a falta de portugueses e o Benfica hoje sobe ao relvado com Eduardo, Miguel Vítor, André Almeida e Nelson Oliveira a titulares e o povo estava em casa a ver o Real Madrid. Muito bem.
O Benfica cumpriu a sua obrigação e somou nova vitória no seu grupo da Taça da Liga. Rodou jogadores e depois de uma primeira parte a zeros chegou à vitória com as entradas de Witsel e Nolito que na esquerda assinou mais uma daquelas exibições de fazer corar os que o apelidaram de grande barrete vindo da Catalunha - "se fosse bom jogava na equipa de Guardiola e não o deixavam sair a zero" , frases que me lembro de ouvir. Aliás, os nossos sócios e adeptos preocupam-se tanto com o Barça que ainda hoje preferiram ficar a ver se descobriam lá novo barrete para irmos buscar do que ir à Luz ver o Benfica.
Grande satisfação por ver Nelson Oliveira fazer o seu primeiro golo da época, enorme prazer em ver Nolito espalhar magia e a lançar a equipa para a vitória e sentimento de dever cumprido em ter estado na Luz a ver mais um passo importante para o apuramento para a fase seguinte da competição que não sendo a mais importante do calendário também não é nenhuma Supertaça decidida numa noite.

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

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A.VISEIU - 2 SAMPEDRENSE - 1 - PRIMEIROS

"O suspeito do costume"
Numa tarde fria e cinzenta, o Académico recebeu e venceu a formação de São Pedro do Sul por 2-1. Luisinho e o matador Bacari, já em cima do apito final, marcaram para os academistas. Resultado que permite alcançar o topo da classificação.

O técnico Lima Pereira fez alinhar o mesmo onze que empatou em Nogueira do Cravo: Nuno, M.Almeida, Calico, Tiago e Casal (João Paulo); Filipe (Rui Dolores), Álvaro e Ricardo; Rui Santos (Doumbouya), Luisinho e Bacari.

A primeira parte foi bastante fraca, com maior posse de bola do Académico, mas sem efeitos práticos, não havendo, inclusive, grandes situações dignas de registo. Bem diferente foi o 2º tempo, que nos proporcionou um jogo bastante emotivo, principalmente na ponta final da partida. Ao intervalo, o técnico academista acertou na alteração produzida, colocando Ricardo na lateral esquerda, fazendo entrar o organizador João Paulo (para o lugar de Casal). O Académico além de dominar territorialmente o jogo, começou a criar mais perigo junto da baliza de Maló. Antes do primeiro golo, que surgiria à passagem dos 75min de jogo, Doumboya fazia a sua estreia no Fontelo, entrando para o lugar de Filipe – era o tudo por tudo do treinador Lima Pereira. E pouco tempo depois, após cruzamento de Ricardo (?) no lado esquerdo do ataque academista, a bola sobra para Luisinho, que num remate perfeitamente intencional, junto ao poste esquerdo da baliza de Maló, colocava os academistas em vantagem no desafio. 1-0 para o Académico. A Sampedrense, que demonstrou ser uma equipa bastante certinha e organizada defensivamente, e nunca descorando do ataque, chegou ao empate já em cima do minuto 90. Um atraso dum defensor academista muito à queima para Nuno, que pontapeou contra Guilherme, e com muita sorte à mistura, a bola entrava mesmo na baliza academista. Era o empate e o balde de água fria no Fontelo já perto do final da partida. Contudo, ainda havia para jogar os 4 minutos de compensação, e Rui Dolores, praticamente na última jogada do encontro, arrancou pelo lado esquerdo do ataque e com “conta peso e medida”, cruzou para a cabeça do inevitável Bacari que não perdoou e desfez todas as dúvidas, colocando novamente o Académico na frente, para gáudio de todos os academistas presentes. Bacari, o “suspeito do costume”, reforço esta temporada do Académico, e que tem sido decisivo em vários jogos até ao momento. Um golo bastante festejado por todos, com destaque para Lima Pereira que se virou para todos os adeptos academistas presente no Fontelo, dizendo: “Vamos acreditar até ao fim…”. E assim finalizou o jogo, 2-1 para o Académico de Viseu.

Resultado que coloca o Académico no primeiro lugar, igualado com a equipa de Avanca (que perdeu em Oliveira de Frades, 3-1). O Nogueirense também foi derrotado no terreno do Bustelo. Na próxima jornada, o Académico visita a difícil equipa da Sanjoanense, que hoje até foi surpreendentemente (ou não) derrotada pelo Alba por 5-1.

Classificação (14ª jornada):
1ºs Avanca e Académico 27 pontos;
3ºs Nogueirense e Penalva 26 pontos;
5º Alba 24 pontos;
6º Bustelo e Sanjoanense 21 pontos

João Monteiro
in A Magia do Futebol

domingo, 15 de janeiro de 2012

BENFICA - 4 V.SETUBAL - 1 - COM CLASSE

Benfica é 'campeão' da primeira volta

Os encarnados terminam a primeira volta com 12 vitórias e três empates. Encarnados estiveram a perder, mas deram a volta.

O Benfica mantém a liderança da primeira Liga depois desta noite ter vencido o Vitória de Setúbal, por 4-1, em jogo da 15ª jornada, que encerrou a primeira volta.
Os encarnados ainda tremeram, já que foi o Vitória a marcar primeiro. Mas Nolito, Cardozo, por duas vezes, e Matic não perderam a possibilidade de fechar a primeira volta como ‘campeões’. Mesmo que vença, o FC Porto os dois pontos de desvantagem.
O jogo não terminaria com 22 jogadores, já que aos 84 minutos, Cardozo viu o segundo amarelo, já que Hélder Malheiro entendeu que o paraguaio simulou grande penalidade.
A primeira foi intensa, com o Vitória de Setúbal a jogar ‘olhos nos olhos’ com o Benfica. Os encarnados foram os primeiros a ameaçar, logo no primeiro minuto de jogo por Rodrigo. O espanhol perdeu muito tempo nas fintas, já na grande área, e seria Igor a impedir o remate.
Contra a corrente do jogo, acabou por ser a equipa sadina a adiantar-se no marcador. Luisão fez um mau alívio, a bola sobrou para Neca que à entrada da área rematou forte. Para sorte do Vitória e azar do Benfica, a bola bateu em Luisão, desviou e enganou Artur.
Aos 16’, Cardozo viu Diego voar para defender uma bola que tinha destino certo e só aos 25’ o Benfica chegava à igualdade. Na esquerda, Nolito foi servido de forma exemplar por Witsel, e rematou ao segundo poste, não dando hipóteses a Diego.
Do lado contrário, e porque o jogo continuava aberto, Neca enviou uma bola ao poste, aos 32’, porém seria novamente na baliza de Diego que as redes iam abanar. Cardozo (33’) fez o golo da reviravolta.
O Benfica estava a conseguir impor o seu jogo e, aos 42’, Rodrigo viu de novo Diego a brilhar. O espanhol rematou de fora da área, a bola ainda bateu num defesa sadino. Por isso, não foi de estranhar que os encarnados aumentassem a vantagem. Rodrigo não marca, dá a marcar. Tacuara recebeu do camisola 19, desenvencilhou-se bem de três jogadores do Vitória e fez o 3-1, que o colocam na liderança da lista de melhores marcadores, com 11 golos.
Na segunda parte, foram os encarnados a manter a toada do jogo e chegaram mesmo a aumentar a vantagem. Matic, aos 71’, deu o melhor seguimento a um canto cobrado na direita. Na jogada que deu origem ao golo, foi Maxi Pereira a brilhar. O uruguaio, já sem ângulo, tentou a trivela, a bola passou por Diego e Rodrigo não chegou à bola por muito pouco.
O Vitória de Setúbal por duas vezes poderia ter reduzido. Aos 75’, Tengarrinha aproveitou uma desatenção da defensiva encarnada, acabando por atirar por cima e depois foi Pitbull, na esquerda, a tentar o remate em arco, com a bola a passar muito perto do poste de Artur.
Com o resultado fechado, o jogo ainda teve tempo para uma expulsão. Aos 84’, Cardozo isolou-se, caiu na grande área e o árbitro entendeu que o paraguaio simulou a falta.