terça-feira, 20 de março de 2012

BENFICA - 3 PORTO - 2 - NA FINAL

A meia-final da Taça da Liga deve ter sido um jogo divertido de seguir para quem estava 'de fora'. Golos e oportunidades não faltaram, e no final venceu o Benfica, num jogo cujas cambalhotas no marcador foram exactamente inversas à do último jogo com o Porto para o campeonato. Entrámos a ganhar, permitimos a reviravolta, e voltámos a virar o resultado.Não foram assim tantas as poupanças de parte a parte para este jogo. No Benfica as novidades foram o Eduardo na baliza, o Capdevila na defesa, e o Nélson Oliveira como único avançado, deixando o Cardozo no banco. O início de jogo prometia um Benfica diferente daquele dos últimos jogos na Luz contra o Porto. Entrámos a pressionar alto, criámos logo uma ocasião de algum perigo, em que o Bruno César falha o remate, e aos quatro minutos, fruto precisamente de pressão sobre a defesa do Porto logo à saída da área, chegámos ao golo num remate cruzado do Maxi, após passe do Bruno César. Estranhamente, a consequência deste golo foi um apagão quase completo do Benfica, que se retraiu e permitiu uma reacção fortíssima do Porto, cujo resultado foi a reviravolta no marcador após apenas treze minutos. Primeiro marcou num remate do Lucho que desviou no Javi, aos oito minutos; e aos dezassete, na sequência de um livre lateral, a defesa do Benfica falhou rotundamente e permitiu um cabeceamento à vontade na zona central da área ao Mangala, que fez a bola passar entre as pernas do Eduardo.
Eduardo que finalmente deu um ar da sua graça perto da meia hora, ao negar o terceiro golo do Porto num remate do Sapunaru. Só depois desse lance é que o Benfica finalmente voltou a acordar e a pegar nas rédeas do jogo, e no espaço de cinco minutos levou-nos quase ao desespero, levando a bola a bater três vezes nos ferros da baliza. Duas vezes pelo Luisão, que cabeceou à barra e depois, na sequência da mesma jogada, rematou ao poste. E a terceira bola ao ferro foi do Aimar, que na marcação de um livre enviou a bola ao poste com o guarda-redes já batido. Acabou por ser uma consequência lógica deste ascendente do Benfica o golo do empate, obtido a três minutos do intervalo. Após um livre do Aimar despejado para a área, a bola sobrevoou quase toda a gente e foi ter com o Javi Garcia no segundo poste, que a controlou e passou para a finalização do Nolito à boca da baliza. E ainda antes do final da primeira parte, o Benfica criou nova boa ocasião de golo, num canto marcado pelo Bruno César que permitiu ao Nolito, solto dentro da área, um remate que deveria ter levado uma direcção melhor do que aquela que ele lhe deu, atirando-a sobre a baliza.

Seria demasiado esperar uma segunda parte tão animada como a primeira. Ambas as equipas pareceram querer jogar com mais algumas cautelas e, para além disso, a qualidade do próprio futebol jogado piorou. Houve muita luta na zona do meio campo, muitos passes falhados e perdas de bola desnecessárias, sendo poucas as jogadas organizadas construídas por uma ou outra equipa. O jogo estava num impasse e pressentia-se que poderia cair para o lado da equipa que conseguisse marcar mais um golo. O Benfica lançou em jogo os 'titulares' Gaitán e Cardozo, e o Porto respondeu na mesma moeda com o James e o Janko. Acabaram por ser os nossos 'titulares' a resolver, numa jogada de contra-ataque rápido em que o Gaitán desmarcou o Cardozo e este, depois de ganhar em velocidade(!) ao Mangala, marcou com um grande remate rasteiro ainda de fora da área o terceiro do Benfica e o seu quarto ao Porto esta época. O jogo ficou efectivamente decidido com este golo, pois passou a ser jogado ainda mais aos repelões e não houve mais jogadas dignas de realce. O Benfica limitou-se a aguentar a vantagem enquanto que o Porto tentava a fazer a bola chegar à frente o mais depressa possível, quase sempre da pior forma.
Para mim o melhor jogador do Benfica foi o Maxi Pereira. Não apenas pelo golo que marcou, mas também pela atitude guerreira durante todo o jogo. Mesmo durante o pior período do Benfica no jogo, foi ele quem nunca virou a cara à luta, não dando descanso aos dois laterais esquerdos com que o Porto alinhou de início. Gostei também do Witsel, que teve uma tarefa difícil na luta que travou sobretudo com o Moutinho e o Defour.
Para um clube que passa a vida a deitar a mão às Supertaças Cândido de Oliveira para ajudar a contabilidade de títulos com a qual vive obcecado, confesso que me parece agora um pouco hipócrita estarem a desvalorizar a Taça da Liga. O que é certo é que estamos na quarta final consecutiva à custa deles, e agora que lá chegámos o objectivo só pode ser vencer a competição. Acima de tudo, espero que a vitória de hoje sirva de tónico para a nossa equipa enfrentar a fase decisiva da Liga que se aproxima. Esse é mesmo o maior objectivo



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sábado, 17 de março de 2012

BENFICA - 3 BEIRA-MAR - 1 - MORNO

Vitória segura num jogo muito morno, disputado quase sempre em ritmo de passeio e perante um dos adversários mais inofensivos que passaram esta época na Luz.
Mais uma vez foi o Witsel o eleito para ocupar a vaga do Maxi na lateral direita. Quanto ao resto, alas entregues ao Gaitán e ao Bruno César, e na frente de ataque apareceu o Nélson Oliveira a titular, para fazer dupla com o Cardozo. Do outro lado tivemos uma equipa completamente de acordo com aquilo que se esperaria do Ulisses Morais. Ou seja, extremamente defensiva, acumulando jogadores nas imediações da sua área, e esperando algum lance fortuito para sair em contra-ataque. A iniciativa do jogo foi, naturalmente, do Benfica desde o primeiro minuto. Mas pareceu sempre que a noite não estava para grandes correrias, e portanto vimos um jogo algo aborrecido, disputado quase sempre num ritmo bastante lento, e em que o Benfica parecia esperar por alguma aberta na muralha de jogadores montada à frente da baliza do Beira Mar. A jogar naquele ritmo adivinhava-se que não assistiríamos a um jogo com muitas oportunidades, pese o bom sinal dado pelo Nélson Oliveira, com um bom remate de fora da área travado por uma grande defesa do guarda-redes. Depois foi o Gaitán a ameaçar com uma cabeçada fora da área, e finalmente aos vinte e cinco minutos o Benfica construiu uma jogada rápida de ataque, libertando o Witsel na direita, que depois cruzou para a finalização do Cardozo à boca da baliza. O mais difícil estava feito, que era marcar o primeiro golo a uma equipa construída com o intuito de defender ao máximo. Obviamente que em vantagem no marcador e perante um adversário simplesmente inofensivo no ataque, a motivação para carregar no acelerador era pouca ou nenhuma. Apenas fixei dois lances, ambos do Nélson Oliveira: no primeiro, ganhou bem posição ao defesa mas depois não passou ao Gaitán numa primeira oportunidade nem ao Bruno César numa segunda, e acabou por fazer um remate disparatado para fora; e no segundo, depois de ganhar mais uma vez posição sobre a direita, saiu-lhe mal o centro para o Cardozo, que aguardava desmarcado no centro. Mesmo sobre o intervalo, o Benfica praticamente selou o destino do jogo, marcando o segundo golo num remate cruzado do Gaitán, a passe do Cardozo.

A segunda parte iniciou-se praticamente com o terceiro golo, novamente do Cardozo, que aproveitou um passe de calcanhar do Nélson Oliveira para evitar o guarda-redes e rematar para a baliza deserta. E depois foi como se o jogo tivesse acabado. Parecia ser evidente que o Benfica poderia ampliar o resultado caso forçasse um pouco (até a jogar quase a passo ficávamos com a ideia de que mais golos poderiam surgir), mas o Benfica limitou-se a gerir o resultado e o esforço, deixando o tempo correr até final. Apenas o Cardozo, talvez motivado com a possibilidade de obter um hattrick, fez mais alguns remates que levaram algum perigo à baliza do Beira Mar, mas aparte isso o resto do jogo teve muito poucos motivos de interesse. No último minuto de jogo, e para manter a má tradição de sofrer golos em praticamente todos os jogos em casa, acabámos por deixar o Beira Mar chegar ao golo de honra, num remate do Cássio já no interior da área após centro atrasado do Balboa.

Com dois golos e uma assistência o Cardozo é naturalmente o homem do jogo. O Gaitán parece estar mesmo a melhorar aos poucos, e marcou pelo segundo jogo consecutivo. Gostei também do Jardel, do Javi e do Nélson Oliveira, embora este ainda continue a alternar o muito bom com alguns disparates.

Obrigação de vencer cumprida sem quaisquer sobressaltos e aparentemente sem grande esforço. Aproxima-se agora um período decisivo, com vários jogos em poucos dias, muitos deles decisivos e de dificuldade elevada. A nossa época vai praticamente jogar-se durante as próximas quatro semanas. Para mim, o objectivo principal deveria ser só um: sermos campeões nacionais. Sinceramente, gostaria que a Champions não desviasse as nossas atenções desse objectivo.


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segunda-feira, 12 de março de 2012

BUSTELO - 4 A.VISEU - 1 - NÃO ENTENDO

SC Bustelo 4-1 Ac. Viseu FC

Estádio Quinta do Côvo, 11 de Março de 2012

22ª Jornada da III Divisão, Série C

Árbitro: Hugo Silva (Santarém)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Filipe, Ricardo Ferreira e João Paulo; Luisinho, Hélder Rodrigues e Doumbouya. Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Filipe 31 pb (1-0), João Paulo 40 (1-1), Inverno 60 (2-1), Aguiar 77 (3-1), Gonzaga 90+2 gp (4-1)

Com a presença garantida na segunda fase restava saber se o Académico partia para a fase decisiva com avanço, ou com atraso, em relação aos seus adversários. Vai partir com o atraso de um ponto em relação ao seu adversário de hoje e ao Avanca.

Foi um jogo em que aconteceu de tudo um pouco ao nosso clube. Desde um autogolo de Filipe à dualidade de critérios da equipa de arbitragem que não viu uma grande penalidade a favor do Académico mas que viu uma grande penalidade na área de Nuno.

Problemas de arbitragem à parte a verdade é que se esperava muito mais da equipa que era líder do campeonato.

Para a segunda frase transitam as seguintes equipas: Bustelo e Avanca com 20 pontos, Académico de Viseu, Sampedrense e Alba com 19 pontos e Nogueirense com 18 pontos. A fava saiu ao Penalva do Castelo que ao perder em casa com o Avanca terminou na 7ª posição.

domingo, 11 de março de 2012

PAÇOS FERREIRA - 1 BENFICA -2 - SUSTO

Primeiro o susto, depois a vitória encarnada

Reviravolta na Mata Real permite ao Benfica subir à segunda posição, com os mesmos 52 pontos que o Braga e a um do líder FC Porto.

O Benfica foi, este domingo, a Paços de Ferreira vencer por 1-2, em jogo da 22.ª jornada da I Liga, depois de ter estado a perder. Os dois golos encarnados foram apontados na segunda parte por Gaitán e Bruno César.

Para o desafio na Mata Real, e face ao último desafio, Jorge Jesus apostou em Nolito para o meio-campo encarnado, Saviola no ataque e Capdevila para a defesa, este no lugar do castigado Emerson. Rodrigo e Nico Gaitán começaram o encontro no banco de suplentes.

Após ter garantido a presença nos quartos de final da Liga dos Campeões, ao bater o Zenit por 2-0 no Estádio da Luz, o Benfica quebrou o ciclo de três jogos sem vencer para o campeonato, estando agora com os mesmos pontos que o Braga (52 pontos) e a um do líder FC Porto (53).

Na primeira parte, o Benfica entrou, como de costume, a pressionar o adversário mas as bolas iam-se perdendo a meio-campo. O Paços de Ferreira aproveitava para contra-atacar. Numa das respostas, chegou o golo pacense aos 28 minutos.

Manuel José fez um primeiro remate e Artur defendeu. Na recarga surgiu Michel que rematou forte para o fundo das redes. Estava feito o primeiro golo na Mata Real.

Em desvantagem, a equipa de Jesus continuou a pressionar mas até ao intervalo não conseguiu reverter o resultado.

Nota para um derrube de Luiz Carlos a Bruno César na grande área aos 42 minutos, que o árbitro Bruno Esteves nada assinalou.

Na segunda parte, Melgarejo, referência no ataque pacense, atirou uma bola ao poste aos 49 minutos. O paraguaio, cedido pelo Benfica por empréstimo, esteve ainda envolvido num lance perigoso que Michel, autor do golo pacense, não conseguiu finalizar da melhor forma.

Nico Gaitán, que entrou no segundo tempo para o lugar de Nolito, foi o autor do primeiro golo encarnado aos 63 minutos num remate rasteiro. Cinco minutos depois, foi a vez de Bruno César finalizar com sucesso a conversão de um livre direto, ditando a reviravolta no marcador.
O Paços de Ferreira ficou a jogar com nove elementos depois das expulsões de Michel e Ricardo.
Final do jogo e o Benfica sai de Paços de Ferreira com uma vitória moralizadora e importante depois de ter passado por um susto na primeira parte. Campeonato português continua ao rubro com Benfica e Braga a um ponto do FC Porto.

terça-feira, 6 de março de 2012

BENFICA - 2 ZENITH - 0 - EM FRENTE

Jesus imita Koeman e está nos 'quartos

Benfica vence por 2-0 e está nos quartos de final da Liga dos Campeões. Os encarnados regressam as vitórias ao fim de quatro jogos de jejum e a 'dura' derrota com o FC Porto.

Num estádio da Luz não cheio, mas muito bem composto, o Benfica conseguiu seis anos depois, chegar aos quartos de final. Foram dois os golos, esta noite. De Maxi Pereira, incasável, e do 'novato' Nelson Oliveira, a fechar, em dia de aniversário de Rodrigo. Mas para lá da vitória, era impossível ficar indiferente aos assobios constantes a Bruno Alves, ouvidos com mais intensidade na segunda parte, quando o português entrou em campo.
Ao início, a vida do Benfica não esteve fácil. Bem organizados, os russos tinham a eliminatória na mão e não foi de estranhar que a defesa fosse o melhor ataque à vantagem. Os encarnados só aos 15 minutos arrancaram para cima do adversário com convicção. Bruno César deu o aviso, obrigando Malafeev a voar e a tirar uma bola que levava a direção da ‘gaveta’.
O Zenit foi perdendo gás, o esforço que faziam começava a abrir espaços, principalmente na direita, com Maxi Pereira e Witsel a darem a toada ao ataque encarnada. Maxi ameaçou aos 27’, com um remate rasteiro e cruzado a rasar o poste. E foi sob a batuta destes dois que o golo apareceu, aos 46’. Uma bola que não parecia não encontrar poiso, foi descansar nos pés do belga. Malafeev opôs-se, a bola voltou a Witsel que viu bem o uruguaio no coração da grande área. Não desperdiçou e levantou a Luz.
Ainda assim, minutos antes, Artur ia ‘estragando a pintura’. O guarda-redes decidiu fintar o avançado russo, deu curto para Luisão, que também não segurou. Valeu ao Benfica a atrapalhação dos jogadores russos, com a bola a acabar nas mãos de Artur.
O regresso dos balneários trouxe uma alteração no Zenit que fez os adeptos encarnados criarem um coro de assobios e receção nada calorosa a Bruno Alves.
O jogo perdeu intensidade, mas foi o Benfica quem criou as melhores situações de golo. Primeiro por Jardel (56’), que atirou ao lado após a marcação de um canto, e depois, já aos 70’, a perdida da noite. Cardozo, que aproveitou bem um passe errado de um jogador do Zenit, que depois se livrou do defesa que ficou colado a ele, só com Malafeev pela frente, consegui atirar ao lado.
O paraguaio fez Malafeev brilhar pouco depois. Contra ataque dos encarnados, Nolito passa a rasgar para Bruno César. O brasileiro fez o compasso de espera, deu para Cardozo que, de pé direito, que não é o seu melhor, rematou forte, mas Malafeev esteve à altura.
Este não era o dia do central Jardel, que hoje rendeu o lesionado Garay. O brasileiro, a 10 minutos do fim, foi dele a resposta a um canto na direita, mas voltou a não ser feliz.
Já quando nada fazia prever, o novo menino bonito da Luz, brindado com uma grande ovação quando substituiu Cardozo, fez o que o paraguaio não conseguiu. O segundo golo dos encarnados.
Desde 2005/06 que o Benfica não chegava aos quartos de final. Na altura, treinada pelo holandês Ronald Koeman, caiu aos pés do Barcelona, que se sagrou campeão nesse ano.

domingo, 4 de março de 2012

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A. VISEU - 3 PENALVA - 0 - A SUBIDA

Ac. Viseu FC 3-0 SC Penalva do Castelo
Liderança isolada e garantida a presença na poule de subida!

Estádio do Fontelo, 4 de Março de 2012
21ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Rui Torres (Braga)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Filipe (Luís Vouzela), Ricardo Ferreira e João Paulo; Luisinho (Baio), Hélder Rodrigues e Bacari (Doumbouya). Treinador: António Lima Pereira.

Golos: João Paulo (1-0), Hélder Rodrigues 70 (2-0), Doumbouya (3-0)

O Académico de Viseu venceu a equipa do Penalva do Castelo por 3-0, e garantiu a presença na poule de subida desta serie C da 3ª divisão. Um resultado extremamente importante para as aspirações academistas.

O jogo iniciou-se com um Académico acutilante e rápido nas alas, com Luisinho e Hélder Rodrigues a serem constantes dores de cabeça para os laterais penalvenses. Contudo, continuava-se a pecar na hora do remate, como tem acontecido em tantos outros jogos. Os viseenses não marcaram nos primeiros 20min, e o Penalva equilibrou a partida, sem incomodar muito a defesa academista. Alias Nuno, guardião academista, foi mesmo espetador praticamente durante os 90min.
Para o segundo tempo, o Académico entrou decidido a ganhar o desafio. E Luisinho deu o mote, ao fazer um chapéu a Ferrari, GR do Penalva, com Sérgio a tirar em cima da linha de golo. Ficou a dúvida se a bola terá ou não entrado. Na recarga do lance, a bola incrivelmente não entrou na baliza forasteira. Pouco depois foi Ricardo, que com tudo para fazer o golo, não conseguiu desfeitear o guardião opositor, que esteve em bom plano. Mas á passagem do min 55, João Paulo, de livre direto, fez um golo de levantar o estádio. Um livre superiormente marcado por o centrocampista do Académico, que mais uma vez, foi peça-chave na equipa de Lima Pereira. Estava feito o mais difícil, desbloquear o bloco defensivo do Penalva, superiormente comandado por Sérgio (ganhou praticamente todos os duelos aéreos com Bacari). Pouco tempo depois, e já com o Penalva reduzido a 10 elementos – expulsão de Califa, por acumulação de amarelos – Hélder Rodrigues iria fazer o 2-0, com um remate de belo efeito a entrada da área, apos jogada de M.Almeida na ala direita. O extremo foi mesmo efusivo na celebração com o treinador do Académico. O jogo estava decidido, e foi só esperar pelo 3º golo que ditou o resultado final, apontado por Doumbouya, apos jogada de Casal na asa esquerda do ataque academista. 3-0 resultado final, que se ajusta face as enumeras oportunidades de golo que o Ac.Viseu dispôs ao longo de toda a partida.

Com estes 3 pontos importantíssimos, e face á conjuntura de resultados dos adversários, o Académico de Viseu garante a presença na poule de subida, independentemente do resultado que fizer em Bustelo na derradeira jornada, assumindo a liderança isolada a uma jornada do final da 1ª volta.

Outros resultados:

O.Hospital 1-0 Nogueirense
O.Frades 1-0 Canas
Valecambrense 1-3 Sampedrense
Alba 1-1 Bustelo
Avanca 0-0 Sanjoanense

Classificação:

1ª Ac.Viseu 38 pontos
2ºs Alba, Nogueirense, Penalva, Avanca e Bustelo 36 pontos
7º Sampedrense 35 pontos

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BENFICA - 2 PORTO - 3 - ACABOU

Fechar o campeonato em Março!



Primeiro vou começar por dar os Parabéns ao FCPorto. Não me custa nada!

Nunca pensei que o FCPorto pudesse jogar de forma coesa e com aquela força que mostrou nalguns momentos do jogo. Surpreendentemente, o FCPorto jogou bem e quis ganhar sempre a partida.

Em relação ao Pedro Proença, há duas coisas a dizer.

Uma delas é que depois de ter sido alvo de violência no Colombo por parte dum benfiquista, era óbvio que este senhor não poderia apitar este jogo.

Depois de não termos ganho nenhum jogo contra Pedro Proença em nenhum dos clássicos, se a direcção do Benfica queria reclamar alguma coisa, reclamasse antes deste jogo. Se não queria o Pedro Proença em mais nenhum jogo do clube, então deveria ter reclamado dessa situação a semana passada e não depois deste jogo.

Eu não mando e já sabia que o senhor Pedro Proença ia ser habilidoso e foi durante todo o jogo muito habilidoso em várias situações.

Não vale a pena falar muito mais disto. Mais do mesmo e tudo previsível!

Depois é importante entender que Emerson seria mais cedo ou mais tarde um problema que sairia muito caro. O primeiro amarelo foi errado, mas o segundo é justo. O rapaz não serve e é importante resolver esse problema em Junho e até lá tentar jogar o menor número de jogos com esse jogador. Contra Paços de Ferreira não joga. Boa noticia, mas já é tarde para a Liga.

Jorge Jesus deverá estar de saída do Benfica porque em três anos ganhar um título e duas Taças da Liga não deverá ser suficiente para ficar mais alguma época. As portas do Dragão estarão abertas no final da época. Até lá é bom que tente segurar o segundo lugar que dá acesso à Champions League.

Luís Filipe Vieira começou hoje a sua contagem decrescente para uma eleição que pode ser complicada - ou não - dependendo do projecto adversário. Em nove anos como Presidente e com onze anos de "casa", ganhar dois títulos é muito pouco e isso pode ter consequências no seu futuro no Benfica.

Em relação ao nosso guarda redes Artur leva dezanove golos sofridos em vinte e um jogos. Como já disse antes, leva mais dois golos sofridos que à mesma jornada no ano passado e em termos de pontuação levamos menos dois pontos que na época passada. Repito que temos menos pontos que o ano passado e isso é obviamente muito grave!

Os números são cruéis quando se ganha como são cruéis quando se perde. Este campeonato foi perdido por Jorge Jesus e pela equipa quando deixa oito pontos - que são nove - para o FCPorto, perdendo o confronto directo e enviando a equipa para a maior depressão do ano. A nossa defesa é uma caricatura do que já foi e seguir-se-ão mais jogos a sofrer muitos golos, como tem sido apanágio neste ano.

Eu já escrevi o que vai acontecer quando Vítor Pereira for levado em ombros nos Aliados e para quem joga xadrez as coisas são fáceis de adivinhar... Será convidado a sair para algum clube europeu e Jesus poderá ocupar o lugar com que Pinto da Costa sonha há vários anos.

Terça feira jogamos mais um jogo que temos que ganhar - como tínhamos que ganhar este - e que pode representar um apuramento para os melhores oito da Europa.

Sem Garay e sem Aimar será muito complicado, mas teremos que acreditar.

Não nos resta mais nada.

Estes rombos que FCPorto dão no nosso estádio têm efeitos duradouros e muito graves.

Temo que os estragos terão consequências nas próximas semanas e no dia 21 de Março a Taça da Liga poderá ter a "segunda-parte" deste jogo de hoje.

A dúvida agora é ver a quantos pontos ficaremos do FCPorto nesta Liga. Depois de Jesualdo, Pinto da Costa oferece um título a Vítor Pereira. Inacreditável...

Estou triste com o jogo, com o resultado, com a arbitragem mas sei que o Benfica saberá tirar as ilações que serão necessárias.

Gaitan deverá ser vendido no verão e fazer voltar Salvio uma "quase obrigação" do próximo defeso. Sem Enzo Perez, sem Ruben Amorim e com opções muito arriscadas ao nível de plantel, esta paragem ensinou-nos que as grandes equipas também desaprendem.

Leonor Pinhão perguntava ontem no jornal A Bola - "Não desistiram, pois não?"

Sim desistimos... Por culpas próprias e por culpa dos do costume, desistimos.

Para o ano há mais.

Viva o Benfica.

Viva os adeptos que aos seis minutos já perdiam e conseguiram apoiar até aos limites do razoável.

Viva o futuro do Benfica - seja ele qual for!

Força Benfica