terça-feira, 10 de janeiro de 2012

TÍTULOS 2011

FIFA: três equipas completam 11 do ano

 

Três equipas bastaram para formar o onze do ano de 2011, divulgado, esta tarde, em Zurique, na Gala da FIFA/France Football! Com efeito, ao esperado domínio do Barcelona com 5 elementos em 11 possíveis, segue-se o Real Madrid (com o português Cristiano Ronaldo entre as escolhas) com 4 elementos e o Manchester United com os restantes 2 formam o onze do ano.

Assim, o Barcelona, para além do mago Messi, conta, nesta equipa com os defesas Daniel Alves e Piqué e com os médios Iniesta e Xavi. Do lado da equipa de José Mourinho, para além do craque madeirense, fazem parte, também, o guarda-redes Iker Casillas, o defesa Sergio Ramos e o médio Xabi Alonso.

De Manchester chegam o defesa Vidic e o avançado Rooney, numa equipa que seria assim constituída: Casillas (Real Madrid); Daniel Alves (Barcelona), Piqué (Barcelona), Vidic (Manchester United) e Sergio Ramos (Real Madrid); Iniesta (Barcelona), Xavi (Barcelona), Xabi Alonso (Real Madrid); Ronaldo (Real Madrid), Rooney (Manchester United) e Messi (Barcelona.)

Guardiola foi o melhor do Mundo em 2011



Foi, sem grande surpresa, após a conquista de 5 grandes troféus (em 6 possíveis) que Pep Guardiola se tornou, esta tarde, o segundo treinador a conquistar o título de melhor do Mundo, sucedendo ao técnico português José Mourinho que ganhou este prémio em 2010, primeiro ano em que se efetuou tal distinção.
O treinador do Barcelona ficou à frente do seu antecessor, o técnico português José Mourinho e de Alex Ferguson, do Manchester United, que formavam o lote de três finalistas, relegando o português para o segundo posto, numa troca de posições relativamente à época transata.

Messi é o melhor do Mundo… outra vez


Não há duas sem três e Lionel Messi vence, outra vez, o prémio para melhor jogador do Mundo, conseguindo o seu terceiro triunfo consecutivo, igualando os míticos Johan Cruyff, Van Basten e Michel Platini, únicos jogadores na história do futebol a alcançarem 3 distinções da Bola de Ouro.
O astro argentino (que havia vencido o troféu em 2009 e 2010) bateu, novamente, o português Cristiano Ronaldo e o espanhol e seu companheiro de equipa Xavi, torna-se, desta forma, no primeiro não europeu a integrar o restrito lote de jogadores que já ergueu este troféu por 3 vezes, numa votação que repetiu o pódio de 2009, num ano em que, a nível interno, foi campeão espanhol, conquistou a Supertaça de Espanha, falhando apenas, a Taça do Rei, onde foi finalista vencido. Para além dos triunfos internos, Messi e o Barcelona conquistaram, ainda, a Liga dos Campeões, a Supertaça europeia e o Mundial de Clubes.

E o prémio Puskas vai para… Neymar



O brasileiro Neymar, jogador do Santos, de apenas 19 anos, foi o vencedor do prémio Puskas, relativo ao ano de 2011, conquistando a distinção de golo mais bonito do ano.
De recordar que na fase final (onde constavam 3 golos) estavam, para além do golo vencedor (apontado frente ao Flamengo em jogo a contar para o campeonato brasileiro), um golo de Messi frente ao Arsenal na Liga dos Campeões e um golo de Rooney, frente ao Manchester City, num golo de bicicleta.
O internacional brasileiro que, recentemente, esteve presente com a sua equipa na final do Mundial de Clubes frente ao Barcelona tem sido, muitas vezes, notícia pela polémica em torno de uma possível vinda para o continente europeu, onde Real Madrid e Barcelona estão, segundo os media, em luta acesa para garantir os seus serviços, entra, deste modo, para a história como o sucessor de Hamit Altintop como vencedor deste prémio.

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NOGUEIRENSE - 1 A. VISEU .- 1 - EMPATADOS


13ª Jornada da III Divisão, Série C

Árbitro: Rui Sousa (Bragança)

Nogueirense: Eduardo, Marco, Rui Daniel, Quim Teixeira, Carlo, Melo (Diogo, 64), Hugo, João Pedro, Xano, Zé Francisco (Alex, 72), Makukula (Garcês, 85). Treinador: Pedro Ilharco.

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Filipe (Rui Dolores, 76), Álvaro (c) (João Paulo, 90) e Ricardo Ferreira; Luisinho, Rui Santos (Doumbouya, 76) e Bacari. Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Zé Francisco 67 (1-0), Bacari 79 (1-1)

Na primeira parte destaque para três situações do ataque academista. Primeiro; Luisinho isola-se sobre a esquerda entra na área, tinha Bacari no meio e Rui Santos a entrar na direita, mas remata de uma maneira tão denunciada que mais pareceu um passe ao guarda redes Eduardo. Segundo; remate cruzado de Rui Santos e ninguém apareceu a meter o pé para o desvio. Terceiro; novamente Rui Santos num excelente movimento no flanco direito bola para Álvaro e o remate do 8 academista a ser rechaçado para canto. Por parte do Nogueirense este só criou perigo, relativo, em jogadas de bola parada.

No início da segunda parte não houve movimentações nos onzes das equipas. No entanto o Nogueirense foi empurrando o Académico para junto da sua área, empurrão esse também muito consentido por parte do Académico (não dando criatividade ao meio campo academista) que tentava, mas não conseguia, sair em contra ataque. Foi por isso com alguma naturalidade que o golo da equipa da casa surgiu naquela que foi a melhor jogada do desafio; bola na esquerda do ataque nogueirense cruzamento para o outro poste e um grande remate de Zé Francisco para um golo de levantar qualquer estádio.

Do banco academista, após o golo veio, na minha opinião, muito apatia. Demorou a mudar o que tinha mesmo que mudar. Até que Doumbouya e Rui Dolores entraram. Pouco depois livre de Ricardo Ferreira e Bacari, de cabeça, a ganhar aos "gigantes" da equipa da casa para um golo também de belo efeito. E foi o Académico que esteve muito perto de fazer o golo da vitória quando Doumbouya, após livre de Ricardo Ferreira, apareceu completamente só mas não conseguiu colocar a bola no fundo das redes caseiras, parecendo surpreendido por a bola estar ali à sua mercê.

Em cima disse que houve mais medo de perder do que vontade de ganhar e isso, para mim, ficou evidente quando nos descontos, e para perder tempo, saiu Álvaro e entrou João Paulo.

Resultado justo numa excelente arbitragem.

domingo, 8 de janeiro de 2012

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LEIRIA - 0 BENFICA - 4 - LIDER

Liga Zon Sagres: Benfica isola-se no topo com goleada à U. Leiria (0-4)



O Benfica isolou-se este Domingo na liderança da Liga Zon Sagres ao vencer a U. Leiria por 0-2, na Marinha Grande, com Bruno César e Cardozo a ditar o resultado frente a um adversário que se mostrou combativo mas que não conseguiu contrariar uma melhor organização por parte dos jogadores de Jorge Jesus.

Sem Aimar e Gaitan, que oficialmente apresentaram queixas físicas no treino de preparação da manhã deste Domingo, o técnico encarnado recorreu a Bruno César e Nolito, mantendo a aposta em Rodrigo no lugar de Saviola. O Benfica que já sabia, desde sábado, o resultado dos seus mais directos rivais (empate sem golos entre Sporting e FC Porto) e tentava assim destacar-se na liderança da tabela classificativa, tendo agora dois pontos de vantagem sobre os “dragões” e mais oito que os “leões”. E tentava-o frente a um adversário de boas memórias, considerando que no total de confrontos na condição de equipa visitante para o campeonato, o Benfica venceu oito, perdeu quatro e empatou cinco. Aliás, de referir que a última vitória dos leirienses na condição de visitados remonta à temporada 2005/2006, na altura treinados por…Jorge Jesus. Venceram por 3-1, com golos de João Paulo, Fábio Felício e Maciel. Manduca foi o autor do tento de honra do Benfica.

E foi uma U.Leiria à imagem de Manuel Cajuda aquela que começou o jogo da Marinha Grande, muito aguerrida e combativa e que logo aos oito minutos criou a primeira ocasião de golo do encontro, por intermédio de Djaniny, um cabo-verdiano talentoso que ganhou no corpo a corpo com um adversário bate Artur mas Maxi Pereira, vindo de trás, tira em cima da linha de baliza. Na resposta, golo de Bruno César, contra a corrente de jogo. Aos 10 minutos, o 0-1 numa jogada rápida pelo lado esquerdo do ataque encarnado, cruzamento largo de Emerson que é servido de calcanhar por Nolito, bola ligeiramente desviada pela defesa de Leiria para a entrada da área onde aparece o médio brasileiro que, com o pé esquerdo num remate colocado, coloca o Benfica em vantagem. O conjunto da casa reagiu bem ao golo sofrido e manteve a toada ofensiva, menos incisiva que durante os primeiros minutos mas ainda assim a colocar o Benfica em sentido.

Os encarnados com muitas dificuldades em organizar uma jogada de princípio ao fim, também muito graças à pressão feita pelos jogadores adversários, que não davam muito espaço param a troca de bola. E a lógica diz isso mesmo: se uma equipa não tem posse de bola não pode criar perigo e a equipa de Cajuda tratou de respeitar o princípio. Os 20 minutos trouxeram a reacção do Benfica com duas boas jogadas de perigo: a primeira de contra-ataque aos 24 minutos, com Rodrigo a aparecer frente ao guarda-redes Gottardi mas a não conseguir desviar do brasileiro e segunda apenas dois minutos depois, esta por Cardozo. O paraguaio, que marcou dois golos a meio da semana para a Taça da Liga frente ao V. Guimarães, colocou a bola junto ao poste direito da baliza, ligeiramente ao lado.
A segunda parte arranca praticamente com uma perdida do ataque do Benfica, com Rodrigo a permitir a defesa incompleta de Gottardi e na recarga Cardozo não faz melhor. Os encarnados, com uma atitude diferente da que demonstraram no início da primeira parte, chegaram ao 0-2 por intermédio de Cardozo. Ao minuto 48, perdida no ataque da U.Leiria, bola em Rodrigo que avança rápido com a bola, assiste o paraguaio que dispara fortíssimo com o pé esquerdo, sem hipótese para o guarda-redes contrário. Com este tento, Cardozo iguala Baba no topo da lista de melhores marcadores, com nove golos. Só aos 64 minutos a equipa de Cajuda chegou à área adversária na segunda parte, numa atitude muito diferente da que havia manifestado no início do jogo e de novo pelo irrequieto Djaniny que apareceu frente a Artur, ainda que tenha sido assinalado fora-de-jogo ao avançado. Não foi por isso de espantar que o Benfica tenha ampliado a vantagem, numa jogada de futebol rápido com trocas de bola que fizeram o esférico percorrer o campo da esquerda para a direita. Maxi Pereira toca curto para Nolito que aproveita um corte incompleto da defesa leiriense para fazer a bola chegar a Bruno César. O “Chuta-Chuta” desmarca em profundidade Rodrigo que aos 73 minutos faz o 0-3, de novo de pé esquerdo. A chapa 3 esteve pouco tempo no placard, tendo em conta que aos 75 minutos,

Rodrigo bisa no encontro, beneficiando de um passe de calcanhar de Bruno César para Maxi Pereira que cruza do lado direito para o espanhol de ascendência brasileira fazer o 0-4. Com este resultado, além da ascensão do Benfica à liderança da tabela, a União de Leiria mantém-se abaixo da “linha de água”, agora com dois pontos de desvantagem sobre o Rio Ave, que esta tarde venceu por 1-0 o Paços de Ferreira.

Ficha de Jogo

BENFICA:
Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Emerson; Javi Garcia (Matic 81’); Witsel, Bruno César e Nolito; Rodrigo (Rodrigo Mora 79’) e Cardozo (Saviola 71’)
U. LEIRIA: Gottardi; Ivo Pinto, Marco Soares, Edson e Patrick (Jô 46’); John Ogu e Manuel Curto; Marcos Paulo, Elvis (Shaffer 81’) e Terroso (Ruben Brígido 81’); Djaniny

Golos
: 0-1 Bruno César (10’); 0-2 Cardozo (48’); 0-3Rodrigo (73’); 0-4Rodrigo (75’)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

TAÇA DA LIGA - V.GUIMARÃES - 1 BENFICA - 4 - A TODO GÁZ

Suplentes insaciáveis dão vitória ao Benfica

Cardozo e Rodrigo estiveram 45 minutos sentados mas deixaram o banco de suplentes para marcar golos em Guimarães.

O Benfica foi, esta terça-feira, ao Estádio D. Afonso Henriques vencer o Vitória de Guimarães por 4-1, em jogo da primeira jornada do Grupo B da Taça da Liga. Witsel (11'), Cardozo (65' e 78') e Rodrigo (88') foram os autores dos golos encarnados.

O onze inicial do Benfica contou com duas novidades em setores diferentes, com a entrada do internacional Sub20, e vice-campeão mundial, Nélson Oliveira no ataque e Eduardo na baliza. Apesar de não contar com muitos minutos nas mãos, o guarda-redes emprestado pelo Génova mostrou-se à altura do desafio, provando a Jorge Jesus ser um suplente de confiança.

O jogo, no Estádio D. Afonso Henriques, começou com um Benfica mais animado que o seu adversário, daí o golo ter chegado logo ao 11 minutos. Após passe de Nolito, o médio belga Witsel recebeu a bola e fez passá-la pelo meio das pernas de Douglas, que esta noite tomou conta do lugar de Nílson.

O Vitória de Guimarães, perante o seu público, não baixou os braços e até contou com três excelentes oportunidades para empatar ainda no primeiro tempo. Santana (12'), Nuno Assis (16') e Edgar (36') foram os protagonistas do pesadelo vimaranense.

A segunda parte não podia ter começado da melhor forma para a equipa orientada por Rui Vitória com o empate a surgir na cidade-berço com o golo do central João Paulo. Aos três minutos de jogo da segunda parte, após um livre batido por Anderson Santana na direita, e um desvio, apareceu João Paulo a finalizar.

Com Bruno César e Cardozo em campo, para os lugares de Saviola e Nélson Oliveira respetivamente, o Vitória de Guimarães passou, desde o minuto 60, a jogar com dez elementos após a expulsão de Pedro Mendes ao ver o segundo amarelo.

Ao minuto 65, Óscar Cardozo supreendeu o guarda-redes do Vitória de Guimarães com uma boa rotação e seguido de remate em arco fora da área, fazendo o 2-1 para os encarnados. O número 7 do Benfica podia ter feito o terceiro logo de seguida mas a bola saiu por cima.

Com fome de golos, após ter ficado 45 minutos sentado no banco de suplentes, Óscar Cardozo bisou de cabeça, colocando o Benfica a vencer por 3-1.
Outro suplente, Rodrigo, que trocou de lugar com Pablo Aimar, fechou o marcador em Guimarães ao fazer o quarto golo, numa jogada de insistência na pequena área, onde contou com sucessivas cabeçadas.

Com esta vitória, Benfica e Marítimo (venceu ontem o Santa Clara por 2-0) assumem a liderança do Grupo B.

A 18 de janeiro joga-se a segunda jornada de todos os grupos desta Taça da Liga 2011/2012.

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2011: o top do desporto viral (vídeos)

Dinâmico e apaixonante, o desporto está repleto de momentos cómicos e surpreendentes. Veja uma lista dos 10 melhores vídeos virais de 2011 compilados pelo "The Daily Telegraph".


sábado, 24 de dezembro de 2011

A FRASE

Esta mensagem não é para aqueles de quem me lembrei, mas para aqueles que pretendo nunca esquecer! Um super Natal cheio de paz e muita saúde!
JOSE PINHEIRO

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

BENFICA - 5 RIO AVE -1 -FELIZ NATAL

Até gostei da maneira como a equipa entrou no jogo. Posse bola, variação de flanco aproveitando a existência de Nolito na esquerda para desequilibrar e um Emerson bem menos trapalhão do que vinha a ser costume. Com Saviola ao lado de Cardozo e Aimar atrás o ataque do Benfica procurou várias soluções nos primeiros minutos de jogo mas via-se que não ia ser uma noite fácil porque o Rio Ave estava a fechar bem os caminhos para a sua baliza. O que estava a parecer complicado tornou-se num problema muito maior quando quase do nada aparece um golo do Rio Ave e temeu-se o pior na Luz. E o pior era o Rio Ave abdicar de jogar para se entregar ao anti jogo enervando equipa e adeptos. Felizmente que este golo parece ter dado outras ideias aos organizadores de jogo do Benfica e a reacção foi excelente. Partir para cima do adversário em busca do golo que apareceu por Cardozo que não falhou num penalti a penalizar mão na área vila condense. Foi óptimo termos chegado rápido ao empate.
E melhor ainda foi aumentarmos o ritmo até darmos a volta ao marcador numa jogada incrível de Nolito que saca um golo furando pelo lado esquerdo acabando por rematar de ângulo reduzido confirmando a remontada. Fica aqui uma boa dor de cabeça para Jesus, Nolito hoje justificou um lugar na nossa extrema esquerda.
Foi uma primeira parte emocionante com a reviravolta no marcador que empolgou público e equipa para mais e melhor acontecendo sem surpresa mais uma jogada de Nolito pela esquerda a dar para Aimar que assiste em grande estilo Saviola que não hesitou em rematar para golo carimbando o 3-1 antes do intervalo. Tudo mais tranquilo no descanso, afinal não se trocou um jantar de Natal da empresa para ver o Benfica em apuros.
Segunda parte agradável com mais dois golos, Nolito bisou e Garay assinou um dos melhores momentos da noite fazendo a sua estreia a marcar de cabeça à central após passe genial do mago Aimar.
Tempo para ver Gaitán regressar à equipa tal como Nelson Oliveira e Rodrigo. Foi pena após as substituições o ritmo ter decaído mesmo porque merecíamos que a equipa continuasse a jogar ao ataque em busca de mais golos até ao fim do jogo já que este era o último jogo do ano.
É evidente que a goleada de 5-1 é uma excelente despedida de 2011 mas não me esqueço do que passei na Catedral este ano e por isso não lhes ficava mal terem carregado mais um pouco.
Como me fartei de ouvir falar em enorme pressão no último fim de semana quando meio país se convenceu que íamos perder pontos para os rivais no Funchal, apetece-me hoje devolver a amabilidade e dizer-lhes que metam agora a pressão onde bem entenderem e façam-se à vida como puderem para nos apanharem. É que por mim a jornada está fechada, não conto perder mais tempo nenhum com jogos deste campeonato, o meu Benfica cumpriu a obrigação e vai acabar 2011 sem ninguém à sua frente. Logo se vê se os rivais têm pedalada ou se acusam a tal pressão.
Por outro lado não gosto nada de ouvir os jogadores tão contentes pelo objectivo cumprido e poderem partir já de férias. Eu ainda estou pior que estragado por me terem negado um derby natalício e acho que deviam pagar por essa desfeita. Mantenho que era mais do que justo ter a rapaziada a treinar à porta aberta na Luz no dia em que deviam estar a proporcionar-nos mais um derby para vencer, ainda por cima no WC! Fica esta nota de desagrado porque vejo tudo muito contente com as "férias" e cada vez mais parece ter sido um alívio aquela noite negra do Funchal. Como eu não vou ter férias nenhumas nos próximos dias não fico muito convencido com esta pausa.
Mas o essencial foi conseguido e fechou-se 2011 com uma goleada, isso é que interessa. Ide lá e Boas Festas para todos.

A.VISEU -2 C.SENHORIM - 0 - NORMAL

Ac. Viseu FC 2-0 GDR Canas de Senhorim


O Académico recebeu e venceu a equipa do Canas de Senhorim por duas bolas a zero. O herói do jogo foi novamente Hélder Rodrigues, autor dos dois golos da partida.
Estádio do Fontelo, 18 de Dezembro de 2011
12ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Pedro Mesquita (Vila Real)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Álvaro, Ricardo Ferreira e Rui Santos; Luisinho (João Paulo, 60), Hélder Rodrigues (Dedé, 87) e Bacari (Rui Dolores, 83). Treinador: António Lima Pereira.

Canas de Senhorim: Canário, João Miguel, Diogo Cunha, Simão, Nando, Roberto (Carlos, 90), Cruz, Pedro André (Adriano, 69), Marco Xará, Luís Lopes (Fino, 82) e Élio. Treinador: João Bento.

Golos: Hélder Rodrigues 19 (1-0), Hélder Rodrigues 83 (2-0)

Num jogo algo fraco, e com uma toada de jogo demasiado lenta, o Académico foi dono e senhor durante os 90 minutos. Sem deslumbrar, como tem sido habitual, os academistas venceram, o que acaba por ser o mais importante. O primeiro golo surgiu à passagem dos 20min, com Hélder Rodrigues a finalizar um dos muitos ataques dos academistas. No 1º tempo ainda registo para o golo anulado a Bacari, após canto irrepreensível de Ricardo, mas o Sr. Pedro Mesquita anulou-o por motivo que não conseguimos descortinar.

O Canas de Senhorim incomodou apenas por uma vez a baliza de Nuno, num livre que levou perigo. De resto, os canenses foram uma equipa que raramente importunaram os defensores viseenses.



No 2º tempo, o desafio continuou frio, jogado quase a passo, e só após a entrada de João Paulo se viu mais velocidade, com os academistas a aumentaram o caudal ofensivo em busca do golo da tranquilidade.
O Académico dispunha de algumas oportunidades, com destaque para Tiago que teve na sua cabeça, por três ocasiões, o golo bem perto. Bacari entretanto também desperdiçara uma boa ocasião após excelente trabalho do desequilibrador H.Rodrigues. E foi mais uma vez o extremo emprestado pelo Sp. Covilhã, que deu a tranquilidade a todos os adeptos presentes no Fontelo, após jogada de insistência, foi o mais eficaz na hora do remate, isto já perto do final do desafio.
Se é verdade que a vitória jamais esteve em causa, não é menos verdade que a vantagem mínima é sempre ingrata, ficando no ar que esta pode ser desfeita a qualquer momento. Destaque ainda para a estreia de Rui Dolores com a camisola do Académico, que até podia ter tido uma estreia de sonho, com um livre directo que passou bem perto da baliza forasteira.


Em suma, mais três pontos na luta pela subida, numa exibição pobre, mas suficiente para levar de vencida a formação de Canas. O Nogueirense venceu em Alba (0-2) e mantém a liderança. Os academistas continuam a 2 pontos deste adversário directo, que é o nosso próximo opositor. Um teste de fogo que será apenas em 2012. Agora é tempo de festas natalícias, e de reflexões.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A.VISEU-2 BUSTELO - 0 -NORMAL

Ac. Viseu 2-0 Bustelo


No dia em que Rui Dolores assinou pelo Académico de Viseu, o Académico de Viseu venceu o Bustelo por 2-0 com golos de Tiago Gonçalves e Hélder Rodrigues.

O Académico alinhou com Nuno na Baliza, quarteto defensivo composto por Marco, Calico, Tiago e Casal, à frente Álvaro e Ricardo no meio campo defensivo com Rui Santos a fazer a ligação ao ataque composto por Hélder Rodrigues, Luisinho e Bacari.

A equipa academista começou mais uma vez o jogo ao ataque criando boas oportunidades de golo, mas como também vem sendo hábito, acaba por não concretizar e vai deixando o adversário acreditar num bom resultado.

Logo aos 3 minutos de jogo, Ricardo cruza do lado esquerdo do ataque, com Bacari a cabecear ao lado da baliza. Aos 10 minutos é a vez de Casal falhar a intercepção da bola, deixando o advesário á mercê de Nuno mas com a bola a sair ao lado da Baliza. Ficava o aviso forasteiro. Logo na jogada seguinte Luisinho entra na área pelo lado esquerdo, finta um adversário e remata com a bola a sair a centimetros do poste da equipa do Bustelo.
Aos 43 minutos da 1ª parte surge o golo academista, canto do lado esquerdo do ataque, com Tiago a aparecer no interior da área a saltar mais alto que um defesa contrário, e a cabecear para o fundo das redes.
Embora a exibição não fosse muito convincente, o Académico era por esta altura merecedor deste resultado.

Na segunda parte a equipa do Bustelo mostrou-se mais atrevida, já que estava em desvantagem e instalou-se no meio campo Academista.
Nesta altura o Académico apostou decididamente contra-ataque e foi por muito pouco que Luisinho a cruzamento de Rui Santos não fez o segundo da partida.
Poucos minutos depois era a equipa adversária que esteve muito perto de marcar o golo.
A meio da segunda parte numa jogada de ataque Rui Santos tira bem um cruzamento para a área, onde aparece Hélder Rodrigues a rematar ao lado da Baliza, a curiosidade deste lance era a posição previligiada de Bacari para finalizar, mas Hélder não se apercebeu e o remate saiu defeituoso, perdendo-se a oportunidade de marcar o segundo golo.
Por esta altura já a equipa do Bustelo acusava bastante o desgaste físico, facilitando bastante o contra-ataque academista.
Foi sem surpresa que aos 38 minutos de jogo, Ricardo desmarca Hélder Rodrigues pela direita, entra na área finta um defesa contrário e atira para o fundo das redes. Grande golo !

Estava feita a história deste jogo, que nem sempre foi bem jogado mas que acabou com um resultado justíssimo, para a única equipa que realmente o quis vencer.

Na próxima jornada, vamos receber o Canas de Senhorim, ultimo classificado desta série da 3ªdivisão.

MARITIMO - 0 BENFICA - À RASCA

 

 

 


Marítimo-Benfica (11/12/12): Cardozo festeja golo
O Benfica conseguiu este domingo uma difícil vitória (0-1) no terreno do Marítimo, equipa que ainda não tinha perdido em casa esta época e que há nove dias, perante o mesmo Benfica, triunfou por 2-1, para a Taça de Portugal. Os três pontos recolocam os encarnados ao lado do FC Porto na liderança da Liga Zon Sagres e distancia-os do adversário de hoje.
Foi um jogo de mais luta que futebol. Sorriu quem conseguiu aproveitar uma das poucas oportunidades de golo, Cardozo, já o jogo se aproximava do fim. O avançado paraguaio redimiu-se assim de um falhanço de bradar aos céus ainda na primeira parte. Foi do inferno ao céu em menos de uma hora.
A ficha do jogo:
Começou melhor o Marítimo. Com a lição bem estudada, Pedro Martins encostou os fortes homens do meio-campo madeirense em cima dos criativos do Benfica. Roberto Sousa, em especial, mas também Olberdam e Rafael Miranda não davam um centímetro a Aimar, Bruno César e Rodrigo. E quando roubavam a bola aos encarnados, o que acontecia muitas vezes, eram lestos a entrega-las aos homens da frente. Sami, Héldon e Baba punham em sentido a defesa adversária.
Com pouca bola, os médios do Benfica tinham dificuldades em fazê-la chegar à frente. E quando o conseguiam fazer, os centrais maritimistas resolviam o problema.
A primeira grande oportunidade do jogo pertenceu ao Benfica. Aos 27 minutos, Aimar, desmarcado por um toque de calcanhar de Bruno César, conseguiu furar pela defesa contrária, mas deixou-se antecipar já na grande área pelo seguro Peçanha. A jogada coincidiu com a subida de produção dos encarnados, que tomaram conta do jogo.
Como é que se falha assim, Cardozo?
Cinco minutos depois, um lance caricato: Cardoso, completamente sozinho, em frente da baliza, atirou ao lado. Jorge Jesus sorriu no banco, incrédulo.
Aos 40 minutos, o árbitro Jorge Sousa perdoou um cartão vermelho a Emerson. As imagens parecem mostrar que o lateral do Benfica agrediu Héldon com o cotovelo, razão pela qual o amarelo mostrado foi curto. Mas amarelo é uma cor estimada por Jorge Sousa, que admoestou todos os médios do Marítimo antes do intervalo, fator que se revelou decisivo.
Logo no reatamento da partida, aos 47 minutos, Olberdam viu o segundo amarelo, por entrada sobre Maxi. Nada a apontar. Com menos um jogador, Pedro Martins procurou segurar o empate, fazendo descer os extremos para ajudarem mais nas tarefas defensivas. A estratégia do treinador dos insulares quase surtia efeito. Até final, o Marítimo conseguiu adormecer o ritmo do jogo e mantê-lo a meio-campo, dando poucos espaços ao Benfica, enquanto tentava aproveitar algumas jogadas de contra-ataque.
Jorge Jesus, tentando imprimir maior dinamismo à equipa, trocou Witsel por Saviola e Rodrigo (muito apagado) por Nolito. E foi o espanhol a ser determinante no desfecho do encontro. Aos 84 minutos, rematou para uma boa defesa de Peçanha. No canto que se seguiu, a bola chegou a Jardel, que rematou de cabeça para uma espantosa intervenção do guardião maritimista, tendo a bola ido parar a Nolito. Este centrou para Cardozo na área, que encostou para o golo.
Estava desfeito o laço apertado do Marítimo, e estava conquistado mais um triunfo do Benfica. Este foi dos difíceis. Mas como o do FC Porto em Aveiro e o do Sporting com o Nacional, na véspera, é com vitórias suadas como esta que se fazem os campeões. Temos campeonato.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A.VISEU

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SEM ALMA - BENFICA - 1 OTELUL-0

Depois da triste noite no Funchal apetece-me perguntar: foi para isto que se pouparam?!
Pode ser uma questão demasiado severa e até injusta porque o mais importante foi conseguido, uma vitória que garantisse o primeiro lugar no grupo e assim um sorteio teoricamente menos duro.
Vou separar os factos para não cometer nenhuma injustiça. No contexto da época este jogo aparece a seguir a uma dolorosa (pelo menos para nós adeptos) que nos deixou de fora de uma competição e por isso esperava-se grande resposta de maneira a a provar que não passou de um acidente ocasional. Este jogo era contra a equipa menos forte do grupo europeu, na Luz e com tudo a nosso favor para terminarmos esta fase de grupos com brilho. Afinal os jogadores optaram pelos serviços reduzidos e assim que chegaram ao golo tornaram o jogo numa seca difícil de digerir colocando até o primeiro lugar do grupo à mercê de uma jogada de sorte ou azar. Neste sentido a noite de ontem foi uma pequena desilusão.
Depois temos o contexto Champions League e aí saltam uns quantos factos que só nos podem deixar orgulhosos. O Benfica esta noite venceu um grupo que tinha como cabeça de cartaz um tal de Manchester United, vice campeão europeu, é a par de Barcelona e Real Madrid a equipa que chega ao fim desta fase sem nenhuma derrota e só o Real apresenta uma defesa menos batida que a nossa. O treinador Jorge Jesus passa a ser o homem com mais vitórias europeias à frente da equipa e o nosso trajecto esta época na Europa é digno de todos elogios. Ainda me lembro de todos quanto adivinhavam uma precoce eliminação aos pés de turcos ou holandeses. Curiosamente os turcos do nome esquisito que não jogavam nada fizeram uma digna prova e agora vão para a Liga Europa com as equipas de Manchester.
A próxima vez que os adeptos do Manchester United virem um sorteio que coloque a equipa deles perto do Benfica vão pensar duas vezes, é que em três época a partilharmos o mesmo grupo o Benfica foi apurado duas vezes e passou para a competição europeia secundária uma vez (porque tinha o looser do Fernando Santos como treinador). Já os ingleses ficaram uma vez fora da europa, passam agora para a Orangina da Europa e só por uma vez seguiram em frente. É bonito.
Ontem cumpriu-se o objectivo e devemos estar contentes com a época europeia que já nos deu algumas noites memoráveis. Lamento a qualidade da exibição deste último jogo mas não vou criticar quando se cumprem objectivos. Por outro lado muito tinha para dizer aos estimados consócios e adeptos do Benfica que se estão negativamente nas tintas para o que são momentos importantes na vida do clube. Decididamente há cerca de 30 mil pessoas que gostam de estar na luz com calor ou frio, de dia ou de noite, contra o Manchester United ou contra o Galati. São os que gostam mesmo é de ver o Benfica seja contra quem for. E depois há os outros. Os dos derbys, os dos colossos europeus e os dos momentos que cheiram a festa.
Lamento muito mais o número de cadeiras vazias no estádio do que a exibição da nossa equipa. É que se não se enche o estádio no último jogo da fase de grupos depois de passarmos por Basileia e Manchester United com estilo para celebrarmos a vitória no grupo então também não podem lamentar a falta de espectáculo. Os que não puseram os pés na Luz, claro.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SÓCRATES MORREU




Sócrates (1954-2011)

A notícia da morte do doutor não foi fácil de digerir nem veio num momento tranqüilo. Às vésperas de um clássico Corinthians x Palmeiras com cheiro de final, entre perceber que a situação de Sócrates parecia irreversível durante o sábado e deparar-me cético com seu triste fim no mesmo dia do jogo que consagraria o pentacampeonato do time indissociável ao seu nome, a notícia da morte de Sócrates inevitavelmente engatilhou uma série de flashbacks na cabeça de milhões de corintianos pelo Brasil que certamente funcionou como um momento coletivo sobre a natureza do corintianismo de cada um.

CARTOON

MARITIMO - 2 BENFICA - 1 -TRISTEZA

Eliminação
Uma segunda parte imbecil e algo displicente resultou na primeira derrota da época e na consequente eliminação da Taça de Portugal. Ainda não será desta que o Jorge Jesus consegue vencer este troféu.

Onze com algumas mudanças para além da esperada troca do Artur pelo Eduardo: Rúben, Matic, Saviola e Nolito nos lugares do Maxi, Javi, Aimar e Bruno César. Boa entrada do Benfica no jogo, com o Marítimo a mostrar que seria sempre um adversário complicado, pois tentava sempre pressionar o portador da bola e não dava muito espaço nem tempo para jogar. O Benfica ia no entanto dominando a posse de bola e criando as únicas oportunidades no jogo, já que em termos de ataque o Marítimo limitava-se a jogar bolas longas para o Baba, que ia sendo facilmente anulado pelo Jardel. Chegámos à vantagem no marcador aos vinte e sete minutos, através de um penálti convertido pelo Saviola. O lance é todo ele mérito do Nolito, que insistiu no meio de vários adversários até entrar na área e cair. Depois do golo, não se notou grande reacção da parte do Marítimo, tendo o intervalo chegado sem que o Eduardo tivesse feito uma única defesa.

Para a segunda parte o Marítimo veio naturalmente mais adiantado em campo, na procura do golo do empate. E mesmo connosco ainda em vantagem no marcador, já eu me estava a sentir profundamente irritado com a displicência do Benfica no ataque. O maior atrevimento do Marítimo significava, naturalmente, mais espaços dados na defesa, que nós poderíamos aproveitar para matar o jogo. Mas apesar de surgirem lances em que os nossos jogadores apareciam em igualdade ou mesmo em superioridade numérica, o que aconteceu quase sempre foi o portador da bola baixar a cabeça e tentar fazer tudo sozinho, acabando por ir para cima dos adversários e perdendo a bola - quantas vezes se viu o Nolito completamente solto na esquerda, e ninguém se lembrava de meter para lá a bola? Logo a abrir o Rodrigo falhou, isolado, o que poderia ter sido o segundo golo. O Marítimo respondeu com um remate que proporcionou a primeira defesa - e uma grande defesa, diga-se - do jogo ao Eduardo. e ao fim de quinze minutos chegou ao empate, num lance em que não há nada a fazer, porque um remate a vinte e cinco metros da baliza que leva a bola ao ângulo não deixa quaisquer hipóteses. Cinco minutos depois, só nova grande defesa do Eduardo evitou o segundo do Marítimo. E a vinte minutos do final, logo a seguir à entrada do Aimar, o previsível segundo golo madeirense apareceu mesmo, numa lances simples: balão para as costas da defesa, e o extremo Sami veio 'calmamente' desde a linha até ao meio para fazer um chapéu ao Eduardo, enquanto o Emerson assistia ao lance em posição privilegiada. Com o Aimar o nosso jogo subiu muito, mas a equipa esteve desastrada na finalização: contei pelo menos quatro oportunidades flagrantes (duas do Aimar, uma do Nolito e uma do Rodrigo) que desperdiçámos. E assim não admira que tenhamos ficado fora da Taça.

Melhor no Benfica o Jardel. Não foi por ele que o Benfica perdeu, e conseguiu controlar com facilidade o jogador adversário mais perigoso. Gostei também do Witsel, e dos vinte minutos do Aimar, pese as oportunidades falhadas. Para variar, não gostei do Rodrigo: esteve praticamente escondido do jogo, exagerou no individualismo e quando apareceu conseguiu falhar duas oportunidades flagrantíssimas para golo. O Gaitán, nem consegui perceber se jogou a segunda parte. Também não gostei do Emerson. Julgo que à vontade terá feito 90% dos passes para trás, porque arrisca pouquíssimo. A jogada típica foi a bola chegar-lhe aos pés, ele ver um adversário a dez metros, voltar-se para trás e atrasar a bola. Foi de tal forma que no início da segunda parte o Marítimo deu-se ao luxo de não colocar ninguém a controlar as suas eventuais subidas, preferindo reforçar o centro. Para piorar, foi interveniente directo no golo que deu a vitória ao Marítimo, pois deixou o seu adversário directo escapar e antecipar-se-lhe.

Eu percebo a necessidade de se gerir o plantel e tudo mais. Mas se queríamos mesmo vencer a Taça de Portugal, então tenho mais dificuldade em compreender que num jogo desta dificuldade nos demos ao luxo de deixar de fora jogadores como Maxi, Javi ou Aimar. Viu-se claramente a diferença que fez no nosso futebol a entrada do Aimar no jogo. Para além disso, o tempo de reacção à entrada do Marítimo na segunda parte foi tardio: viu-se desde início o reforço da zona central, e julgo que se teria imposto a troca de um avançado por um médio mais cedo, e não apenas depois de o mal estar feito. Enfim, depois das coisas acontecerem, criticar é fácil. Foi a primeira derrota da época, e alguma vez acabaria por acontecer. A Taça está perdida, resta-me apenas evitar histerias, desejar que se tenha aprendido alguma coisa com isto, e que no próximo fim-de-semana consigamos trazer a vitória deste mesmo estádio.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PENALVA CASTELO -1 A.VISEU-1 - SEM SABOR

SC Penalva do Castelo 1-1 Ac.Viseu FC

Não é fácil passar para palavras os sentimentos que nos invadem, quando vemos um jogo como o de hoje. Desilusão e gratidão talvez sejam esses os sentimentos certos.

A grande surpresa no onze academista, se é que podemos chamar de surpresa, foi a inclusão de Rui Santos que regressou, assim, à condição de titular muito tempo depois. Assim Lima Pereira, castigado, apostou no seguinte onze: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Álvaro (c), Ricardo Ferreira e João Paulo; Luisinho, Rui Santos e Bacari.

O primeiro sinal de relativo perigo, foi dado pelo ex academista Mateus mas, na jogada seguinte, Vareiro (que esteve à experiência no Académico de Viseu no início da época) travou em falta Luisinho, dentro da grande área, lance que deu grande penalidade que teve tanto de justa como de desnecessária. Aos 4 minutos o Académico podia inaugurar o marcador mas Ricardo Ferreira denunciou tanto o remate que fez com que Vareiro passasse de vilão a herói. Balde água bem gelada nas aspirações academistas.

Pouco depois, aos 8 minutos ou por lá perto, o Penalva do Castelo chegou ao golo. Um golo onde ninguém da defesa academista, incluindo o guarda redes, ficou bem na fotografia; cruzamento à vontade da esquerda, buraco no centro da defensiva, Nuno até chocou com Casal, e Luís Cardoso de cabeça fez o um a zero para o Penalva.

È a partir daqui que o cronista fica desiludido. Pelo erro defensivo? Também, mas não só. Desiludido sobretudo porque o Académico, como o resultado lhe impunha, não pegou no jogo, não empurrou o adversário para o seu meio campo defensivo, porque o mostrou uma gritante falta de atitude e também uma gritante falta de ideias. Dou o exemplo Luisinho, o homem ainda a esta hora deve estar com dores nos braços de tanto pedir a bola no flanco esquerdo, mas o Académico apenas afunilava o jogo com passes e decisões sem grande sentido.

Apesar disso tudo foi o Académico a equipa a estar mais perto do golo na primeira parte. Naquela que, para mim, foi a melhor jogada do desafio, Rui Santos (parece estar a regressar) atirou ao ferro da baliza de Vareiro. Ao intervalo: Penalva 1-1 Ac. Viseu.

Tinha que mudar o Académico para a segunda parte. E Mudou, para muito melhor! Saíram os apagadíssimos Casal e João Paulo e entraram Hélder Rodrigues e Baio. Ricardo Ferreira desceu para defesa esquerdo (na minha opinião a melhor opção para esse lugar já que Jorge pelos vistos não conta), Baio juntou-se a Bacari na frente de ataque, Luisinho numa ponta, Hélder Rodrigues na outra e o meio campo entregue a Álvaro e Rui Santos.

È aqui que entra o sentimento de gratidão. Em toda a segunda parte, mesmo com uma ou outra má decisão, todos os jogadores academistas lutaram, esforçaram-se e deram o litro. Lutaram contra uma defesa muito bem liderada pelo eterno Sérgio (que traulitada que ele deu no RS10) e lutaram contra o anti jogo caseiro.

Dou dois exemplos desse anti jogo. Primeiro Califa, caiu bem perto da lateral e pareceu fulminado por um raio, contorceu-se com muitas dores, tantas dores que nem deu para se arrastar 5 centímetros para fora das 4 linhas. Assim que chegou fora do campo… ressuscitou! Depois Luís Cardoso; este magoou-se mesmo no nariz e ficou a queixar-se fora do terreno de jogo. Pediu assistência aí? Qual quê… entrou de novo para o campo e mandou-se para o chão.

Mas voltemos ao jogo ao fim e ao cabo o que mais interessa. E aí, no campo, o Académico foi dono e senhor do jogo até ao minuto 83. Faltou nessa altura algum discernimento para tomar as melhores atitudes e faltou sorte quando, pouco depois do minuto 60, Baio correspondeu com uma cabeçada ao poste a um cruzamento de Hélder Rodrigues.

Entretanto já com Dede em campo (saiu Rui Santos) o Penalva podia mesmo ter chegado ao 2-0 se Califo não tivesse desperdiçado uma grande penalidade. O certo é que se escreveu direito sobre linhas tortas, pois Nuno não fez penalty, a única coisa que houve foi um salto magnífico para o chão, um salto que faria corar de vergonha o Nélson Évora.

Aqui repetiu-se o que se passou na primeira parte. Não marcou o Penalva de penalty, marcou o Académico pouco depois. Livre de Álvaro do lado direito e cabeça fulminante de Baio a dar o empate.

A partir daí assistiu-se à melhor fase do encontro. O Académico e o Penalva quiseram o golo da vitória. Baio baixou para defesa esquerdo, Ricardo Ferreira e Dede fecharam no meio campo. Houve bola lá e bola cá, houve vontade de finalmente dar verdadeiro espectáculo. Mas já era tarde para isso.