terça-feira, 6 de março de 2012

BENFICA - 2 ZENITH - 0 - EM FRENTE

Jesus imita Koeman e está nos 'quartos

Benfica vence por 2-0 e está nos quartos de final da Liga dos Campeões. Os encarnados regressam as vitórias ao fim de quatro jogos de jejum e a 'dura' derrota com o FC Porto.

Num estádio da Luz não cheio, mas muito bem composto, o Benfica conseguiu seis anos depois, chegar aos quartos de final. Foram dois os golos, esta noite. De Maxi Pereira, incasável, e do 'novato' Nelson Oliveira, a fechar, em dia de aniversário de Rodrigo. Mas para lá da vitória, era impossível ficar indiferente aos assobios constantes a Bruno Alves, ouvidos com mais intensidade na segunda parte, quando o português entrou em campo.
Ao início, a vida do Benfica não esteve fácil. Bem organizados, os russos tinham a eliminatória na mão e não foi de estranhar que a defesa fosse o melhor ataque à vantagem. Os encarnados só aos 15 minutos arrancaram para cima do adversário com convicção. Bruno César deu o aviso, obrigando Malafeev a voar e a tirar uma bola que levava a direção da ‘gaveta’.
O Zenit foi perdendo gás, o esforço que faziam começava a abrir espaços, principalmente na direita, com Maxi Pereira e Witsel a darem a toada ao ataque encarnada. Maxi ameaçou aos 27’, com um remate rasteiro e cruzado a rasar o poste. E foi sob a batuta destes dois que o golo apareceu, aos 46’. Uma bola que não parecia não encontrar poiso, foi descansar nos pés do belga. Malafeev opôs-se, a bola voltou a Witsel que viu bem o uruguaio no coração da grande área. Não desperdiçou e levantou a Luz.
Ainda assim, minutos antes, Artur ia ‘estragando a pintura’. O guarda-redes decidiu fintar o avançado russo, deu curto para Luisão, que também não segurou. Valeu ao Benfica a atrapalhação dos jogadores russos, com a bola a acabar nas mãos de Artur.
O regresso dos balneários trouxe uma alteração no Zenit que fez os adeptos encarnados criarem um coro de assobios e receção nada calorosa a Bruno Alves.
O jogo perdeu intensidade, mas foi o Benfica quem criou as melhores situações de golo. Primeiro por Jardel (56’), que atirou ao lado após a marcação de um canto, e depois, já aos 70’, a perdida da noite. Cardozo, que aproveitou bem um passe errado de um jogador do Zenit, que depois se livrou do defesa que ficou colado a ele, só com Malafeev pela frente, consegui atirar ao lado.
O paraguaio fez Malafeev brilhar pouco depois. Contra ataque dos encarnados, Nolito passa a rasgar para Bruno César. O brasileiro fez o compasso de espera, deu para Cardozo que, de pé direito, que não é o seu melhor, rematou forte, mas Malafeev esteve à altura.
Este não era o dia do central Jardel, que hoje rendeu o lesionado Garay. O brasileiro, a 10 minutos do fim, foi dele a resposta a um canto na direita, mas voltou a não ser feliz.
Já quando nada fazia prever, o novo menino bonito da Luz, brindado com uma grande ovação quando substituiu Cardozo, fez o que o paraguaio não conseguiu. O segundo golo dos encarnados.
Desde 2005/06 que o Benfica não chegava aos quartos de final. Na altura, treinada pelo holandês Ronald Koeman, caiu aos pés do Barcelona, que se sagrou campeão nesse ano.

domingo, 4 de março de 2012

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A. VISEU - 3 PENALVA - 0 - A SUBIDA

Ac. Viseu FC 3-0 SC Penalva do Castelo
Liderança isolada e garantida a presença na poule de subida!

Estádio do Fontelo, 4 de Março de 2012
21ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Rui Torres (Braga)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal; Filipe (Luís Vouzela), Ricardo Ferreira e João Paulo; Luisinho (Baio), Hélder Rodrigues e Bacari (Doumbouya). Treinador: António Lima Pereira.

Golos: João Paulo (1-0), Hélder Rodrigues 70 (2-0), Doumbouya (3-0)

O Académico de Viseu venceu a equipa do Penalva do Castelo por 3-0, e garantiu a presença na poule de subida desta serie C da 3ª divisão. Um resultado extremamente importante para as aspirações academistas.

O jogo iniciou-se com um Académico acutilante e rápido nas alas, com Luisinho e Hélder Rodrigues a serem constantes dores de cabeça para os laterais penalvenses. Contudo, continuava-se a pecar na hora do remate, como tem acontecido em tantos outros jogos. Os viseenses não marcaram nos primeiros 20min, e o Penalva equilibrou a partida, sem incomodar muito a defesa academista. Alias Nuno, guardião academista, foi mesmo espetador praticamente durante os 90min.
Para o segundo tempo, o Académico entrou decidido a ganhar o desafio. E Luisinho deu o mote, ao fazer um chapéu a Ferrari, GR do Penalva, com Sérgio a tirar em cima da linha de golo. Ficou a dúvida se a bola terá ou não entrado. Na recarga do lance, a bola incrivelmente não entrou na baliza forasteira. Pouco depois foi Ricardo, que com tudo para fazer o golo, não conseguiu desfeitear o guardião opositor, que esteve em bom plano. Mas á passagem do min 55, João Paulo, de livre direto, fez um golo de levantar o estádio. Um livre superiormente marcado por o centrocampista do Académico, que mais uma vez, foi peça-chave na equipa de Lima Pereira. Estava feito o mais difícil, desbloquear o bloco defensivo do Penalva, superiormente comandado por Sérgio (ganhou praticamente todos os duelos aéreos com Bacari). Pouco tempo depois, e já com o Penalva reduzido a 10 elementos – expulsão de Califa, por acumulação de amarelos – Hélder Rodrigues iria fazer o 2-0, com um remate de belo efeito a entrada da área, apos jogada de M.Almeida na ala direita. O extremo foi mesmo efusivo na celebração com o treinador do Académico. O jogo estava decidido, e foi só esperar pelo 3º golo que ditou o resultado final, apontado por Doumbouya, apos jogada de Casal na asa esquerda do ataque academista. 3-0 resultado final, que se ajusta face as enumeras oportunidades de golo que o Ac.Viseu dispôs ao longo de toda a partida.

Com estes 3 pontos importantíssimos, e face á conjuntura de resultados dos adversários, o Académico de Viseu garante a presença na poule de subida, independentemente do resultado que fizer em Bustelo na derradeira jornada, assumindo a liderança isolada a uma jornada do final da 1ª volta.

Outros resultados:

O.Hospital 1-0 Nogueirense
O.Frades 1-0 Canas
Valecambrense 1-3 Sampedrense
Alba 1-1 Bustelo
Avanca 0-0 Sanjoanense

Classificação:

1ª Ac.Viseu 38 pontos
2ºs Alba, Nogueirense, Penalva, Avanca e Bustelo 36 pontos
7º Sampedrense 35 pontos

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BENFICA - 2 PORTO - 3 - ACABOU

Fechar o campeonato em Março!



Primeiro vou começar por dar os Parabéns ao FCPorto. Não me custa nada!

Nunca pensei que o FCPorto pudesse jogar de forma coesa e com aquela força que mostrou nalguns momentos do jogo. Surpreendentemente, o FCPorto jogou bem e quis ganhar sempre a partida.

Em relação ao Pedro Proença, há duas coisas a dizer.

Uma delas é que depois de ter sido alvo de violência no Colombo por parte dum benfiquista, era óbvio que este senhor não poderia apitar este jogo.

Depois de não termos ganho nenhum jogo contra Pedro Proença em nenhum dos clássicos, se a direcção do Benfica queria reclamar alguma coisa, reclamasse antes deste jogo. Se não queria o Pedro Proença em mais nenhum jogo do clube, então deveria ter reclamado dessa situação a semana passada e não depois deste jogo.

Eu não mando e já sabia que o senhor Pedro Proença ia ser habilidoso e foi durante todo o jogo muito habilidoso em várias situações.

Não vale a pena falar muito mais disto. Mais do mesmo e tudo previsível!

Depois é importante entender que Emerson seria mais cedo ou mais tarde um problema que sairia muito caro. O primeiro amarelo foi errado, mas o segundo é justo. O rapaz não serve e é importante resolver esse problema em Junho e até lá tentar jogar o menor número de jogos com esse jogador. Contra Paços de Ferreira não joga. Boa noticia, mas já é tarde para a Liga.

Jorge Jesus deverá estar de saída do Benfica porque em três anos ganhar um título e duas Taças da Liga não deverá ser suficiente para ficar mais alguma época. As portas do Dragão estarão abertas no final da época. Até lá é bom que tente segurar o segundo lugar que dá acesso à Champions League.

Luís Filipe Vieira começou hoje a sua contagem decrescente para uma eleição que pode ser complicada - ou não - dependendo do projecto adversário. Em nove anos como Presidente e com onze anos de "casa", ganhar dois títulos é muito pouco e isso pode ter consequências no seu futuro no Benfica.

Em relação ao nosso guarda redes Artur leva dezanove golos sofridos em vinte e um jogos. Como já disse antes, leva mais dois golos sofridos que à mesma jornada no ano passado e em termos de pontuação levamos menos dois pontos que na época passada. Repito que temos menos pontos que o ano passado e isso é obviamente muito grave!

Os números são cruéis quando se ganha como são cruéis quando se perde. Este campeonato foi perdido por Jorge Jesus e pela equipa quando deixa oito pontos - que são nove - para o FCPorto, perdendo o confronto directo e enviando a equipa para a maior depressão do ano. A nossa defesa é uma caricatura do que já foi e seguir-se-ão mais jogos a sofrer muitos golos, como tem sido apanágio neste ano.

Eu já escrevi o que vai acontecer quando Vítor Pereira for levado em ombros nos Aliados e para quem joga xadrez as coisas são fáceis de adivinhar... Será convidado a sair para algum clube europeu e Jesus poderá ocupar o lugar com que Pinto da Costa sonha há vários anos.

Terça feira jogamos mais um jogo que temos que ganhar - como tínhamos que ganhar este - e que pode representar um apuramento para os melhores oito da Europa.

Sem Garay e sem Aimar será muito complicado, mas teremos que acreditar.

Não nos resta mais nada.

Estes rombos que FCPorto dão no nosso estádio têm efeitos duradouros e muito graves.

Temo que os estragos terão consequências nas próximas semanas e no dia 21 de Março a Taça da Liga poderá ter a "segunda-parte" deste jogo de hoje.

A dúvida agora é ver a quantos pontos ficaremos do FCPorto nesta Liga. Depois de Jesualdo, Pinto da Costa oferece um título a Vítor Pereira. Inacreditável...

Estou triste com o jogo, com o resultado, com a arbitragem mas sei que o Benfica saberá tirar as ilações que serão necessárias.

Gaitan deverá ser vendido no verão e fazer voltar Salvio uma "quase obrigação" do próximo defeso. Sem Enzo Perez, sem Ruben Amorim e com opções muito arriscadas ao nível de plantel, esta paragem ensinou-nos que as grandes equipas também desaprendem.

Leonor Pinhão perguntava ontem no jornal A Bola - "Não desistiram, pois não?"

Sim desistimos... Por culpas próprias e por culpa dos do costume, desistimos.

Para o ano há mais.

Viva o Benfica.

Viva os adeptos que aos seis minutos já perdiam e conseguiram apoiar até aos limites do razoável.

Viva o futuro do Benfica - seja ele qual for!

Força Benfica

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A.VISEU - 1 ALBA - 1 - INCREDULO

Ac. Viseu FC 1-1 SC Alba

Estádio do Fontelo, 26 de Fevereiro de 2012
20ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Nuno Cabral (Vila Real)

Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Casal (Doumbouya); Filipe (Baio), Ricardo Ferreira e João Paulo; Luisinho, Hélder Rodrigues (Rui Santos) e Bacari. Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Praga 57 (0-1), Rui Santos 75 gp (1-1)

O Académico e Alba empataram esta tarde a uma bola no Estádio do Fontelo, e que de alguma forma demonstrou o equilíbrio quase sempre patente entre as duas equipas.

O técnico academista Lima Pereira fez algumas alterações no onze inicial em relação as jornadas anteriores. Casal regressava a posição de defesa esquerdo, Filipe entrava para a posição de trinco, e H.Rodrigues reassumia a titularidade, em detrimento de Rui Dolores, que nem aparecia nos convocados.

A primeira parte foi bem conseguida por parte dos academistas, onde criaram variadas oportunidades de golo, como tem vindo a ser habitual. Contudo, as bolas teimam em não entrar, e assim não se torna fácil vencer. Com Luisinho e H.Rodrigues nas alas, o Académico mostrava-se rápido nas laterais, pecando apenas na zona da finalização. O Alba, no contra-ataque mostrou-se sempre perigoso, principalmente pelo velho conhecido Zé Bastos, que não dava um minuto de descanso aos defesas viseenses. O equilíbrio era a nota mais dominante.

O segundo tempo já foi um pouco diferente, muito por culpa do Nuno Cabral, árbitro oriundo de Vila Real, que quis ser protagonista, quando o jogo ate estava a ser calmo no capítulo disciplinar. Aos 57min, apontou uma falta inexistente que deu acesso ao golo forasteiro, num livre irrepreensível de Praga. Estava feito o primeiro da tarde, e também assistia-se ao início do anti-jogo dos homens de Albergaria, estando quase sempre no chão desde então, aquando duma disputa de bola com os adversários. O treinador do Ac.Viseu colocava de seguida Doumbouya para o lugar de Casal, que esteve apagado no corredor esquerdo. Os academistas passavam então a jogar com 2 avançados. Baio também entrara para o lugar de Filipe, e mais tarde Rui Santos em detrimento de H.Rodrigues. Estavam lancadas a cartas ofensivas que Lima Pereira tinha a sua disposição. O Académico passava a apostar num jogo mais direto, dado que tinha pouca gente no centro do terreno, praticamente entregue a João Paulo. Aos 75min. Bacari é empurrado dentro da área de rigor, e o mágico Rui Santos, 16 meses depois, voltaria a faturar pelo nosso clube. 1-1, resultado que não iria sofrer alterações ate final.

Com os resultados desta tarde, o Académico de Viseu não conseguiu atingir a liderança, estando agora em igualdade pontual com 4 adversários. Das equipas da frente, apenas o Avanca não pontuou, perdendo mesmo em São Pedro do Sul (2-0). A equipa da Sampedrense que ameaça seriamente as seis formações que se encontram na zona de subida. Três são os pontos que a separa do Académico de Viseu. Tornar-se-á fundamental uma vitória na próxima ronda na receção ao Penalva do Castelo.

Outros resultados:

Sampedrense 2-0 Avanca
Nogueirense 5-2 Valecambrense<
Bustelo 1-1 O.Frades
Sanjoanense 1-2 Penalva do Castelo

Classificação:

1ºs Nogueirense e Penalva 36 pontos
3ºs Avanca, Alba, Bustelo e Ac.Viseu 35 pontos
7º Sampedrense 32 pontos

ACADÉMICA - 0 BENFICA - 0 - INGRATO

Injusto
Incompetência em frente à baliza, um guarda-redes excepcionalmente inspirado (e, porque não dizê-lo, uma arbitragem nefasta) conjugaram-se para resultar num empate injusto e na perda de dois pontos.
Rodrigo ausente dos convocados, Javi e Nolito no banco e regressos do Bruno César e Witsel ao onze, numa táctica com um único avançado (Cardozo) e o Aimar a apoiá-lo. Vi o jogo atrás de uma baliza e quase ao nível do relvado, e confesso que sinto bastantes dificuldades em seguir um jogo neste ângulo de visão. Mas seja de qual for o ângulo, foi evidente o domínio do Benfica no jogo, que foi quase todo disputado no meio campo da Académica. Com o Artur a ser praticamente um espectador, coube sempre ao Benfica a iniciativa no jogo, mas infelizmente as oportunidades criadas foram sendo esbanjadas pelos nossos jogadores, ou então esbarravam num irritante Peiser (que só parece ser capaz de arrancar estas exibições contra nós). Pareceu-me que durante o primeiro tempo o Aimar jogou demasiado adiantado e longe das funções de organização de jogo no meio campo, passando demasiado tempo encostado aos defesas adversários à espera que a bola lhe chegasse.

No segundo tempo isto alterou-se com a entrada do Nélson Oliveira, saindo o Matic com o consequente recuo do Witsel e do Aimar no campo. O Nélson entrou de rompante e podia ter marcado logo vinte e cinco segundos depois do recomeço, mas o seu remate falhou o alvo. A sua entrada mexeu com o jogo, e o primeiro quarto de hora foi de pressão muito intensa por parte do Benfica, mas o desperdício (em particular do próprio Nélson Oliveira, a quem contei pelo menos três ocasiões claras de golo desperdiçadas) e a inspiração do Peiser continuaram a negar-nos o merecido golo. Não sei se teríamos conseguido marcá-lo ou não, mas fiquei com a sensação de que deitámos fora vinte e cinco minutos (os que faltavam para o final mais os descontos) quando fizemos a substituição do Aimar pelo Djaló. Perdemos lucidez (o Bruno César não foi nada feliz nas funções do Aimar), o Djaló nada trouxe ao jogo, a equipa ficou praticamente partida ao meio, com cinco jogadores que só atacavam, e começámos demasiado cedo a apostar no futebol directo. A Académica, que já tinha mostrado estar mais do que satisfeita com o empate e tentava queimar tempo sempre que possível, até conseguiu nessa fase esboçar alguns contra-ataques, embora sem grande perigo, e o injusto nulo persistiu teimosamente até final.

Garay, Maxi Pereira e Witsel foram aqueles que, na minha opinião, estiveram melhor hoje. Sem surpresa, nenhum dos jogadores mais ofensivos me impressionou, tendo em conta o desperdício a que assistimos. O Nélson Oliveira mexeu com o jogo, mas falhou em demasia.

Se em Guimarães fiquei preocupado com a exibição e até a atitude da equipa, hoje nada tenho a apontar à equipa nesse aspecto. Saí do estádio com a convicção de que não desistiram de lutar até ao último segundo pela vitória, mesmo que na fase final já o tenham feito muito mais com o coração do que com a cabeça.
Estou obviamente desapontado com a perda destes dois pontos que, repito, me parece bastante injusta, mas a minha confiança na conquista deste campeonato mantém-se inabalada. Agora no próximo jogo as opções são simplesmente ganhar ou ganhar. Estamos num momento menos feliz, mas lá estarei para apoiar e ajudar o meu clube a reerguer-se.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

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V.GUIMARÃES - 1 BENFICA - 0 - DESILUDIDO

Invencibilidade perdida na Liga, e talvez de forma previsível. O Benfica fez um mau jogo, longe daquilo a que nos habituou. O Vitória marcou na única oportunidade de golo que teve, o Benfica desperdiçou as duas que criou pelo Nolito e perdeu.
Tinha um mau pressentimento para hoje. O jogo era previsivelmente complicado e o cenário já há alguns dias que se compunha para que o Benfica não passasse em Guimarães. Confesso por isso que fiquei desagradavelmente surpreendido com o 'empurrão' que resolvemos dar ainda ao Vitória, entrando em campo com um meio campo desajustadamente macio para um jogo desta dificuldade. Alinhar com Cardozo, Rodrigo e Aimar simultaneamente neste jogo, ainda por cima sabendo-se que não contávamos com o Javi pareceu-me um risco desnecessariamente alto. O resultado foi um futebol desgarrado, com a equipa incapaz de manter uma posse de bola consistente. Muitos passes falhados, más recepções, e demasiado espaço entre os sectores da equipa. Apenas num lance de bola parada (um canto) o Benfica criou uma boa oportunidade de golo, com o Nolito a surgir completamente solto no interior da área, mas rematou contra um defesa adversário e depois fez ainda a recarga para fora. O Vitória acabou por chegar ao golo na sequência de um livre lateral, em que houve demasiada passividade da nossa equipa - havia mais do dobro de jogadores do Benfica dentro da área - com o Matic a permitir ao adversário rematar à meia volta quando estava encostado a ele. Faltava ainda muito tempo para jogar (o golo surgiu a oito minutos do intervalo), mas honestamente fiquei com a sensação de que já seria muito difícil ao Benfica ganhar o jogo.

Até porque a segunda parte pouco teve de diferente. O Vitória encolheu-se mais e o Benfica teve mais bola, mas a desinspiração foi imensa. Mais passes falhados, cruzamentos defeituosos, e até as bolas paradas saíam mal - quase todos os livres marcados para as mãos do guarda-redes, e os cantos cortados ao primeiro poste. Uma única real oportunidade de golo, novamente nos pés do Nolito, mas este rematou contra as pernas do guarda-redes. A entrada do Witsel era previsível, mas não para o lugar do Matic; não porque ele estivesse a jogar bem (pelo contrário) mas sim porque era necessário povoar mais o meio campo. Nem sempre se marcam golos por se ter muitos avançados em campo, e hoje quer o Cardozo, quer o Rodrigo estiveram particularmente apagados. A maior parte da segunda parte foi simplesmente ver o jogo a arrastar-se penosamente até final, com a desagradável sensação de sermos nós os grandes responsáveis por este mau resultado, já que o Vitória limitou-se a ser competente e a aproveitar o mau dia do Benfica.

Não consigo fazer um destaque na equipa do Benfica. Acho que a mediania imperou e foi comum a toda a equipa, que me pareceu também algo lenta e presa de movimentos - não sei se será resultado do jogo na Rússia, mas isso não pode servir de desculpa. Perdemos o Luisão para o próximo jogo, mas ao menos isso significa que estará disponível para a recepção ao Porto.

Era muito importante manter os cinco pontos de avanço no primeiro lugar, e esta derrota representa um rude golpe, até pela motivação extra que dá aos nossos adversários. Hoje o Benfica fez um dos piores jogos da época, e sofremos naturalmente as consequências disso. Agora temos que levantar a cabeça, não deixar que este tropeção nos afecte, e voltar rapidamente a fazer aquilo que melhor sabemos fazer: jogar futebol e ganhar jogos. Continuamos a ser os primeiros. E não queremos deixar que nos tirem desse lugar.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O.FRADES - 2 A.VISEU - 0 - ASSIM NÃO VAMOS LÁ

GD Oliveira de Frades 2-0 Ac.Viseu FC


Ac. Viseu: Nuno; Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Casal (Doumbouya), Álvaro e Rui Dolores (João Paulo); Rui Santos (Hélder Rodrigues), Luisinho e Bacari. Treinador: António Lima Pereira.



1ª Parte


Quem não conhecesse as cores dos clubes, ou a sua classificação, ficaria por certo baralhado ao tentar perceber quem era o candidato à subida e quem era o candidato à manutenção.
Nos primeiros 45 minutos o Oliveira de Frades foi superior em tudo, em garra, em atitude e até - pasme-se! - em classe. As situações de golo foram multiplicando-se junto à baliza defendida por Nuno com o Académico a ver jogar como que a deliciar-se com o jogo caseiro.


Foi, por isso, sem surpresa que o GDOF chegou ao golo. Fê-lo de livre directo mas já antes o podia ter feito quando um jogador da casa surgiu isolado perante Nuno ou então em duas bolas - uma de cabeça e outro com o pé - já na pequena área do Académico, em que uma delas, a segunda, só não entrou por milagre - para quem acredita em milagres - ou se preferirem pela inabilidade dos jogadores da casa.

O Académico só por uma vez esteve perto do golo - o resultado ainda era de 0-0 - quando Luisinho fugiu bem no lado esquerdo e Bacari ao segundo poste a cabecear contra as costas de um defesa da casa.. Realce ainda para o facto de ainda na primeira parte Lima Pereira ter mexido na equipa ao tirar Rui Dolores e a colocar João Paulo no seu lugar. Mas a primeira parte so deu mesmo GDOF com os jogadores do Académico apenas a passearem as camisolas.


2ª Parte


No recomeço António Lima Pereira voltou a mexer na equipa, entrou Doumbouya e saiu Casal. E o Académico melhorou. Logo no início o AVFC esteve perto do empate, Tiago Gonçalves de cabeça atirou para a baliza e quando o nº 1 da casa já estava irremediavelmente batido apareceu um defesa, de azul vestido, a tirar a bola em cima da linha de risco. Pouco depois foi Bacari que de cabeça, e em boa posição, atirou ao lado.


Quando se adivinhava o golo do Académico, e com o GDOF a ver-se sufocado, uma perda infantil de bola no meio campo, levou ao 2-0. Um remate do meio da rua, sem ninguém a fazer pressão, e bola colocada junto ao poste direito de Nuno com este a esticar-se mas a não chegar. O segundo golo, que o GDOF fez por merecer na primeira parte, surgia na segunda parte no primeiro remate que a equipa da casa fez à baliza de Nuno. Coisas do futebol...


Com meia hora para jogar Lima Pereira voltou a mexer na equipa. Saiu Rui Santos e entrou Hélder Rodrigues. O AVFC passou a jogar em 4x2x4: Nuno na baliza; defesa constituida por Marco Almeida, Calico, Tiago Gonçalves e Ricardo Ferreira; Álvaro e João Paulo no meio; Hélder Rodrigues no lado direito, Luisinho no esquerdo e no meio a dupla Bacari e Doumbouya. Um 4x2x4 que se transformava num 3x2x5 tantas eram as vezes que Ricardo Ferreira - o melhor academista em campo - subida no seu flanco.


A expulsão de Pedro´s - a coisa mas feia que o jogo teve - fez com que o assalto à baliza de André fosse constante. Daí até ao minuto 90 o Académico teve 5 ou 6 oportunidades de atirar com êxito à baliza, mas todos os remates ou iam para fora ou mais pareciam passes ao redes da casa.


Em suma vitória certa do Oliveira de Frades. Parabéns!


Nota positiva: os meus parabéns ao GDOF também pelo seguinte: tirando uma ou outra bola que demorou a entrar em jogo - demora em reposições da bola em jogo - a verdade é que as bolas não desapareceram do estádio como, misteriosamente, aconteceu em Canas de Senhorim e Nogueira do Cravo.


Nota negativa: Álvaro e Pedros disputam, de forma viril, uma bola no meio campo. E de repente Pedros pontapeia Álvaro. Vermelho bem mostrado. A reacção ao cartão por parte do ex academista foi verdadeiramente lamentável. A coisa mas feia que o jogo teve.

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