terça-feira, 27 de setembro de 2011

EU ESTIVE LÁ

O ACADÉMICO VISEU NO PINHEIRÃO VEJAM, MAIS FOTOS AQUI

SAMPEDRENSE - 1 A.VISEU-1 - INSUFUCIENTE

UD Sampedrense 1-1 Ac. Viseu FC
Estádio Municipal da Pedreira, 25 de Setembro de 2011
3ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Iancu Vasilica (Vila Real)

Sampedrense: Márcio, Baixote, Gouveia, Heitor, Márcio Anastácio, Marcos (Tagui, 75), André Valente, Luís Costa, Sérgio, Johny (Mathieu, 85) e Beto (Guilherme, 68). Treinador: Carlos Sousa.

Ac. Viseu: Augusto; Casal, Canela, Tiago Gonçalves e Tiago; Álvaro, João Paulo e Ricardo Ferreira; Marco Almeida, Hélder Rodrigues (Luisinho, 65) e Dede (Zito, 73). Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Ricardo Ferreira 16 (0-1), Johny 48 (1-1)

O Académico de Viseu empatou esta tarde em São Pedro do Sul. Ao contrário do que o presidente academista apregoou no jornal A Bola ainda não foi desta que Bacari e Baio se estrearam na equipa academista.
Ao intervalo o Académico vencia (0-1) com o golo academista a ser apontado por Ricardo Ferreira. Na segunda parte o Académico repetiu a má exibição da jornada passada e o Sampedrense empatou a partida ao minuto 50 com um golo de livre directo apontado por Johny. Com quarenta minutos pela frente o Académico foi incapaz de desfazer a igualdade.

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É MAIS AINDA PALHAÇADA
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domingo, 25 de setembro de 2011

PORTO- 2 BENFICA - 2 JUSTO

Sóbria

Uma exibição sóbria, personalizada e concentrada permitiu-nos sair do Porto com um empate, conquistado num jogo difícil, e após uma transfiguração da equipa da primeira para a segunda parte.

Onze esperado do Benfica, sem quaisquer 'surpresas' de última hora. Os primeiros dez minutos de jogo pareceram ser de estudo mútuo, mas depois o Porto pareceu acordar com uma jogada individual do Hulk, que com um remate de meia distância obrigou o Artur a uma grande defesa. A partir daí, e durante o resto da primeira parte, o Porto esteve quase sempre por cima no jogo, controlando a posse de bola e sendo muito mais rematador. No entanto este domínio do Porto nunca chegou a deixar-me muito nervoso, porque fiquei sempre com a sensação de que a nossa equipa mantinha uma serenidade que, sinceramente, não nos é muito habitual naquele estádio. Apesar de mais pressionada, manteve-se sempre bastante organizada e concentrada, dando poucas oportunidades claras de golo ao adversário, que apesar de muito mais rematador, via a maior parte desses remates surgirem de longa distância, e quase sempre pelo Hulk (quer de bola corrida, quer em livres). Uma enorme excepção no entanto à passagem da meia hora, quando o Fucile teve uma oportunidade flagrante para marcar, surgindo à vontade na área para proporcionar a segunda grande defesa da noite ao Artur. A grande lacuna no jogo do Benfica foi no entanto no ataque, já que praticamente não conseguimos construir jogadas ofensivas ou sequer sair para o ataque da forma rápida como fazemos habitualmente - não houve no entanto apenas demérito do Benfica nisto, pois foi também o resultado da pressão que o Porto exerceu. Se o Benfica ia mantendo a concentração defensiva no jogo corrido, tal já não aconteceu numa bola parada: um livre sobre a zona lateral direita da nossa área permitiu ao Porto colocar-se em vantagem, graças a um bom cabeceamento cruzado do Kléber, que se antecipou com alguma facilidade ao Maxi. O golo surgiu quando faltavam pouco menos de dez minutos para jogar na primeira parte, e só depois é que o Benfica conseguiu dar alguns sinais de querer sacudir a pressão, mas o Porto continuou na mó de cima até ao apito para intervalo.

Não foi necessário esperar muito para vermos que as coisas seriam diferentes na segunda parte. Antes ainda de estarem decorridos dois minutos, já festejávamos o empate. Depois de uma recuperação de bola ainda no meio campo defensivo do Porto, a bola chegou até ao Nolito, que já dentro da área fez um excelente passe para o Cardozo, tendo este aguentado a carga do defesa para depois rematar por baixo do corpo do Hélton. Só que como já vimos acontecer noutras ocasiões naquele estádio, o Benfica não conseguiu tirar partido da vantagem motivacional de chegar ao empate, porque quatro minutos depois já estava novamente em desvantagem. Nova bola parada: um canto marcado à maneira curta, com a bola a chegar ao Varela na zona do primeiro poste, e depois o centro rasteiro a encontrar o Otamendi à boca da baliza para empurrar a bola. Este golo no entanto foi praticamente o canto do cisne do Porto no jogo, já que não conseguiram voltar a criar qualquer oportunidade de golo, e creio que apenas por mais uma vez (uma tentativa de chapéu do Guarín) remataram na direcção da baliza.

O Benfica conseguia agora manter o Porto bem mais longe da sua baliza e, recuperada a bola, já mostrava a qualidade das tais 'transições ofensivas'. Numa delas poderíamos ter chegado mesmo mais cedo ao empate, mas o Cardozo (outra vez a passe do Nolito) acabou por acertar com o seu remate no Hélton quando parecia ser mais fácil marcar. A vinte minutos do final o Jorge Jesus substituiu o Nolito e o Aimar pelo Bruno César e Saviola. Se a troca do Nolito pelo Bruno César não pareceu ter grande efeito (eu estava a gostar da exibição do Nolito), já a entrada do Saviola para o lugar do esgotado Aimar trouxe resultados, pois o Saviola começou a surgir solto nas costas dos médios do Porto, fazendo de forma eficaz a ligação entre o meio campo e o ataque. E foi mesmo aí que o Saviola, a oito minutos do final, inventou um passe fantástico entre os centrais do Porto para encontrar a desmarcação do Gaitán. Depois o talento deste fez o resto, rematando de primeira de forma imparável para o fundo da baliza. O Porto, que pouco tinha feito depois do segundo golo, não mostrou capacidade para reagir a este golo, e o Benfica pareceu ficar satisfeito com o empate.

Individualmente gostei do Artur - sem culpas nos golos e duas grandes defesas. Gostei também das exibições do Luisão, do Nolito e do Gaitán. É verdade que sofremos dois golos, mas acho que o nosso capitão fez uma exibição muito sólida, ganhando quase todos os lances que disputou, muitos deles em antecipação. O Nolito e o Gaitán foram sempre os nossos jogadores mais perigosos: o Nolito mais no passe e o Gaitán mais rematador.

Sabemos do péssimo historial que temos nas visitas ao Porto, pelo que este empate pode considerar-se um bom resultado. No jogo de hoje gostei acima de tudo da forma sóbria e concentrada como a equipa jogou, mesmo durante os piores períodos do jogo, em que o Porto estava por cima. Já vi bastantes jogos disputados no Porto em que o nosso erro foi precisamente perdermos a cabeça em situações negativas, mas hoje isso nunca me pareceu estar perto de acontecer. Nem sequer com as patéticas simulações do Fucile.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

BENFICA - 4 ACADÉMICA -1 - GOLEADA COM BRILHO

O Benfica venceu uma Académica que se bateu bem, embora não tivesse criado muitas oportunidades de golo (4-1). As águias e os estudantes proporcionaram um espectáculo agradável. Os números acabam por castigar demasiado a Briosa.

Os encarnados, que apresentaram quatro alterações em relação ao jogo com o ManUtd, entraram em campo com a informação de que o F.C. Porto tinha empatado frente ao Feirense, antes do clássico da próxima jornada. Logo, só podiam entrar motivados.

Durante a primeira parte, o Benfica movimentou-se muito bem na frente, zona em que sofreu alterações ¿ saíram Javi García, Ruben Amorim, Aimar e Gaitán; entraram Matic, Nolito, Saviola e Bruno César. O espanhol começou na direita e o brasileiro na esquerda, mas depressa trocaram de flanco, e bem. A partir daí as laterais do Benfica começaram a criar maior perigo.

Pode dizer-se que a Académica se apresentou na Luz sem mostrar receios e sem demasiadas preocupações defensivas, que é como quem diz «sem estacionar o autocarro». Os estudantes discutiram o jogo. Ou, pelo menos, tentaram.

As duas equipas podem queixar-se do árbitro. Aos nove minutos, Bruno César viu o cartão amarelo por jogar a bola com a mão. A falta foi dentro da área, logo ficou um penalty por assinalar. Aos 24 minutos os encarnados reclamaram mão na área. Efectivamente fica a ideia de que o remate do camisola 8 é desviado pelo braço de um jogador da Académica.

Chuta-chuta abriu caminho

Durante os primeiros 45 minutos, duas grandes oportunidades desperdiçadas, uma de cada lado. Primeiro foi Danilo que ficou sozinho frente a Artur Moraes e permitiu a defesa do guarda-redes encarnado. Depois foi Saviola que poderia ter marcado, aos 37 minutos, mas a chance perdeu-se depois de tentar desviar a bola de Peiser.

O primeiro golo surgiu aos 25 minutos, através de Bruno César, que recebeu de Saviola. O «chuta-chuta» tirou um adversário da frente e balançou as redes. Danilo fez o empate, aos 39 minutos, com um remate de fora da área. Artur Moraes ainda tocou na bola. O 2-1 chegou aos 41 minutos. Nolito passou por dois adversários antes de marcar.

No arranque da segunda parte o ritmo de jogo diminuiu em relação ao primeiro tempo, mas a atitude das duas equipas manteve-se. Ambas tentaram jogar futebol. A bola rolou, mas a verdade é que nenhum dos guarda-redes teve muito trabalho.

Os encarnados mostraram coesão, embora deixando a ideia de que a sua «fragilidade» esteve no centro. Matic não fez esquecer Javi García. Saviola também ficou aquém do que pode fazer.

A Académica não mudou a sua forma de jogar. Não abdicou de fazer circular a bola, sem esquecer as acções defensivas. Atacou quando teve oportunidades para isso, embora não tenha incomodado Artur Moraes.

Venha o clássico

Aos 82 minutos chegou o terceiro golo de Pablo Aimar. Gaitán cruzou da esquerda para o cabeceamento do argentino. Nolito fez o quarto em cima dos 90.

Jorge Jesus tem de estar satisfeito com a sua equipa. Em poucos dias o Benfica fez duas boas exibições, que garantiram um empate na Liga dos Campeões e uma vitória na Liga. Segue-se o clássico. Benfica e F.C. Porto defrontam-se em igualdade pontual.

A.VISEU- 0 NOGUEIRENSE - 1 - DESPERDICIO

Ac. Viseu FC 0-1 AD Nogueirense

Num jogo marcado inevitavelmente pelo luto da equipa adversária, depois da perda recente do seu treinador adjunto, foram os forasteiros que levaram os três pontos do jogo do Fontelo. 0-1 foi o resultado, confirmando assim a regra dos maus inícios de prova dos academistas.

O técnico Lima Pereira fez entrar os seguintes jogadores: Augusto; Casal, Canelas, Tiago Gonçalves e Tiago (Dede, intervalo); Álvaro, Ricardo Ferreira, Marco Almeida (Zito) e João Paulo (Cabido); Luisinho e Hélder Rodrigues

Sem um ponta-de-lança de raiz no onze inicial, a verdade é só uma, o Académico iniciou o jogo com muitas oportunidades de golo, realizando mesmo 30min de bom nível, que se esfriou com o golo adversário. A primeira grande oportunidade de golo, aos 12min, pertenceu a H.Rodrigues, que de cabeça atirou ao ferro de Eduardo, após cruzamento de M.Almeida. Depois foi Tiago Gonçalves de cabeça, após canto de Ricardo, que atirou por cima do travessão. À passagem dos 20min, foi M.Almeida que por pouco não desfeiteou o guardião forasteiro, depois dum bom trabalho de Luisinho na esquerda do ataque academista. Entretanto, o nosso guardião Augusto fez duas defesas de grande nível, retirando o golo ao avançado Chano. E mesmo antes do golo do Nogueirense, J.Paulo na cara de Eduardo não o conseguiu desfeitear. E como quem não marca arrisca-se a sofrer … golo do Nogueirense apontado por Alex à passagem da meia-hora de jogo. 0-1. Os academistas tentaram reagir, e J.Paulo primeiro de livre, e depois Ricardo tiveram novamente perto do golo, mas não passou disso mesmo. E assim se registava o resultado desfavorável ao intervalo. Um Académico atacante, mas demasiado perdulário.

No 2º tempo, o treinador Lima Pereira, apostou em 3 centrais. Casal, Canelas e Tiago compuseram o trio defensivo, retirando Tiago e fazendo entrar o ponta-de-lança Dede. O Académico teria mais presença na área, pelo menos seria essa a ideia do técnico da casa. A verdade é que a estratégia não resultou. A equipa não conseguiu reagir à desvantagem, e à pressão de ter de correr atrás do resultado. O futebol viseense tornou-se demasiado previsível, e o Nogueirense soube aproveitar esse factor para controlar a partida e sair do Fontelo com os 3 pontos. Entraram ainda Zito e Cabido, mas o Ac. Viseu não foi capaz de chegar sequer ao empate.

Em suma, muito trabalho terá de ser feito, é um facto, mas a verdade é que as bolas no 1º tempo não entraram, e assim não se ganham jogos. Os primeiros 30min de futebol atacante, em contraste com os péssimos segundos 45min, não permitiram à equipa academista somar qualquer ponto nesta recepção à equipa de Nogueira do Cravo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

BENFICA - 1 MANCHESTER UNITED - 1 - MERECIAM A VITÓRIA

O Benfica foi europeu no primeiro grande teste da Liga dos Campeões. Chegou para empatar com o Manchester United (1-1), não para ganhar. Mas também podia. Contas feitas, uma bela noite de «Champions» na Luz. Quase cheio o estádio, 63800 nas bancadas e grande ambiente.
Foi apenas a segunda vez que o Benfica não perdeu com o gigante inglês em toda a história, o que não é nada pouco. Em campo, um Benfica crescido, concentrado, e um United contido. Sinal de respeito, mas também coerente com a imagem do que se lhe viu fora de casa na última Liga dos Campeões. Podia ter sido mais o United, claro, mas não é só culpa sua.
Alex Ferguson deu logo de início sinal de que a ideia era gerir. O United tem jogo com o Chelsea no domingo e o treinador optou na Luz por uma equipa de compromisso. Lindegaard na baliza, Anderson, Nani e Chicharito no banco. Ferdinand já tinha ficado em Manchester, com queixas. Em alternativa, a aposta na experiência de Giggs ou Park.
Jorge Jesus, por sua vez, jogou na contenção. Ruben Amorim entrou no «onze», para um meio-campo mais seguro, no regresso de Aimar e com Saviola no banco.
Os «reds» não entraram na Luz dispostos a assumir muito o jogo. Mesmo assim, tinham mais bola. O Benfica tentava manter a pressão sobre o adversário com a bola, sair a jogar era difícil.
O primeiro remate aconteceu aos 9 minutos e foi do United, Valência chutou muito por cima. Tentava mais o Benfica, diga-se tentava Gaitán. Aos 15m rematou de longe, a bola passou por cima da trave, três minutos mais tarde chutou ao lado.
O Benfica precisava de encontrar um atalho, e Gaitán descobriu-o aos 24m. Cá de trás, um grande passe do argentino fez a bola atravessar linhas e chegar a Cardozo. O paraguaio dominou em rotação, sob pressão de Evans, e rematou para bater Lindegaard. Um grande golo, a Luz feliz como nos grandes momentos.
Era obra. O primeiro golo sofrido pelo United em seis jogos na Liga dos Campeões, para deixar uma ideia.
Do banco, Jesus dava indicações para que a equipa mantivesse a concentração. O Benfica precisava de mais do mesmo, esse equilíbrio tão difícil de manter. Tentou, tentou segurar o United antes que a coisa se complicasse. E continuou a tentar chegar à área. Ganhou mais três cantos (o United só teve o primeiro ao cair do pano da primeira parte).
Mas depois, foi Giggs. Ele que, com a idade, apurou processos. A qualidade já todos a conhecemos. Agora, junta-lhe maior capacidade de gerir o esforço, correr só quando é preciso. Correu quanto baste aos 42 minutos, a cruzamento de Valência. Ganhou a bola, flectiu para o meio e rematou forte. 1-1, um belo golo também e o United fazia tudo voltar ao início, mesmo antes do intervalo.
O Benfica conseguia equilibrar um jogo desigual à partida, mas o United não perdia o controlo. Ao intervalo, as estatísticas davam 62 por cento de posse de bola aos ingleses, contra 38 do Benfica.
No regresso, o jogo voltou mais partido, já se notava algum cansaço. Era preciso mudar e Jesus foi o primeiro a mexer: fez entrar Nolito, para o lugar de Ruben Amorim.
Aos 64m, o pé de Artur evitou o segundo golo do United, o segundo de Giggs. Mais uma vez pelo centro, o galês acelerou e rematou forte. O guarda-redes do Benfica defendeu no limite.
O Benfica respondeu. Aimar já acusava o desgaste, mas ainda teve uma bela jogada para dar. Uma combinação com Gaitán em que a bola sobrou para Cardozo, que chutou forte, para defesa de Lindegaard.
Alex Ferguson reagiu. E com artilharia pesada. De uma assentada, fez entrar Nani e Chicharito. Faltavam pouco mais de 20 minutos para o final. Ferguson ainda fez entrar também Phil Jones, no Benfica Jesus tirou Aimar e colocou em campo Matic.
O Manchester United tentou, mas não conseguiu. O Benfica resistiu, e conseguiu. Até podia ter conseguido algo mais: naquela jogada de Nolito aos 87m, naquele muito long-shot de Cardozo. Ficou assim. Nada decidido, nada em causa, mas mais motivos para sorrir na Luz.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

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TAÇA - OLIVEIRENSE - 5 A.VISEU -2 - PESADO

Oliveirense 5-2 AC. VISEU (Taça Portugal 2ª eliminatória 2011-2012)


Estádio Carlos Osório, 11 de Setembro de 2011

2ª Eliminatória da Taça de Portugal

Árbitro: Manuel Mota (Braga)

Oliveirense: Bruno; Nuno Lopes, Laranjeira (c), Banjai e Xico Silva; Zé Pedro, Rui Lima (Ivan Santos, 57) e Oliveira; Sassá (Pedrinho, int), Barge e Adriano (Clemente, 57). Treinador: Pedro Miguel.

Ac. Viseu: Nuno; Casal (Hélder Rodrigues, int), Canelas, Tiago Gonçalves e Tiago; Álvaro (c) (Filipe, 81), João Paulo, Ricardo Ferreira e Marco Almeida (Vitinho, 88); Luisinho e Dede. Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Barge 5 (1-0), Nuno Lopes 25 (2-0), Marco Almeida 43 (2-1), Hélder Rodrigues 54 (2-2), Oliveira 77 gp (3-2), Clemente 85 (4-2), Ivan Santos 90 +1 (5-2)

A festa da Taça em Oliveira de Azeméis. O Académico de volta a jogos oficiais com equipas da II Liga, o que é sempre bom para matar saudades.. e ainda por cima com um rival de muitos anos na II B Zona Centro.
O estádio, mais um deste país, é muitíssimo inferior ao Fontelo, que tem melhores condições para receber as pessoas... mas isso nao faz as equipas nem faz subir de divisão, por isso fica só o comentário.

domingo, 11 de setembro de 2011

BENFICA - 2 V.GUIMARÃES - 1 - JUSTO

Três grandes penalidades abriram caminho para a terceira vitória consecutiva do Benfica, com uma arbitragem de Duarte Gomes que vai fazer correr muita tinta esta semana. A primeira é inequívoca, a segunda deixa dúvidas e a terceira pura e simplesmente não existe. Cardozo fez dois golos e, pelo meio, acertou na trave. O Vitória só se levantou na segunda parte, mas não conseguiu melhor do que reduzir a diferença. A dois pontos do F.C. Porto, o clube da Luz ainda pode ir discutir a liderança ao Dragão daqui a duas jornadas, com a Champions pelo meio.

Casos à parte, o Benfica, desta vez com Saviola e Bruno César e sem Aimar e Nolito, entrou com tudo, subindo no relvado em bloco. Mas rapidamente os encarnados tiveram de refrear o ímpeto, depois de chocarem com um Vitória moralizado, a aproveitar bem os espaços vazios e a conquistar dois cantos nos primeiros instantes. Uma cabeçada de Edgar e um remate de El Adoua colocaram os encarnados em sentido e obrigaram a repensar a estratégia. Com mais cabeça, o Benfica foi aumentando a pressão de forma controlada, com Witsel e Javi a acertarem o passo, prendendo o Vitória junto à sua área e obrigando a uma sucessão de erros.

Bruno César imprimia velocidade ao corredor esquerdo, enquanto Gaitán emprestava fantasia ao lado contrário, com rápidas combinações com Maxi e Saviola. NDyaye foi o primeiro a ceder, com um erro infantil, caindo sobre Saviola na área. Uma armadilha que o central senegalês já tinha caído noutros jogos. Cardozo abriu o marcador desde a marca de castigo máximo e o Benfica continuou a carregar, com um super-Maxi marcar o ritmo, diante de um Vitória cada vez mais inofensivo e subjugado. Um remate de Witsel fora da área levou ao primeiro caso do jogo. El Adoua parece fazer um gesto com o braço, mas a bola bate-lhe na barriga. Duarte Gomes voltou a apontar para a marca de grande penalidade, mas desta vez Cardozo, em força, acertou na trave.

Nove minutos volvidos e nova grande penalidade, talvez a que deixa menos dúvida, porque pura e simplesmente não existe. NDyaye, outra vez ele, pressionado por Cardozo atrapalha-se com a bola e o paraguaio remata contra a cabeça do senegalês. Duarte Gomes entendeu que foi com o braço e, desta vez, Cardozo voltou a atirar em jeito, sem hipóteses para Nilson. O Benfica chegava ao intervalo com uma vantagem justa, mas conseguida por linhas tortas.

Vitória volta a levantar-se

Os encarnados voltaram a entrar fortes para a segunda etapa, diante de um Vitória que ia tentando subir as suas linhas, agora com Nuno Assis a dar maior consistência ao jogo vimaranense. Jorge Jesus também refrescou, reconstruindo o onze da Choupana com as entradas de Nolito e Aimar. O argentino ia fazendo estragos na primeira vez que tocou na bola, mas na resposta o Vitória reduziu, com Edgar, lançado por Nilson, a fugir pela direita, a ganhar na corrida a Emerson e a bater Artur. Aos poucos, os minhotos foram conseguindo afastar a pressão junto à sua área, ao mesmo tempo, pressionar junto à baliza de Artur.

O jogo voltou a ficar aberto. Faouzi podia ter empatado, num rápido contra-ataque, mas Gaitán também teve oportunidade soberana para fazer o terceiro, permitindo a defesa de Nilson. A verdade é o Vitória, depois de derrubado na primeira parte, voltou a erguer-se e houve jogo até final.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

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C. Senhorim 1 - 1 Ac. Viseu -FRAQUITO

1ª Jornada da III Divisão Série C
Árbitro: Duarte Silva (Viseu)

Canas de Senhorim: João Paulo; João Miguel (Carlos Miguel, 89), Fino, Diogo Cunha e Pedro Correia; Pedro André, Roberto e Luís Lopes; Elio, Fernando Pedro (Miguel Pedro, 83) e Dominique. Treinador: João Bento.

Ac. Viseu: Augusto (c); Casal, Canelas, Tiago Gonçalves e Tiago (Zito, int); Àlvaro, Ricardo Ferreira e João Paulo; Marco Almeida, Lusinho e Dede. Treinador: Lima Pereira.

Golos: Luis Lopes 2 (1-0), Dede 59 (1-1)


Com várias e importantes baixas - Vouzela, Rui Santos, Baio, Bacari e Hélder Rodrigues – todos eles possíveis titulares nesta equipa, a inclusão de Canelas no onze titular foi, talvez, a grande surpresa do onze apresentado por Lima Pereira. De resto tudo como expectável Augusto na baliza, Casal a defesa direito, Tiago Gonçalves no centro da defesa, Tiago a defesa esquerdo, meio campo composto por Álvaro, João Paulo e Ricardo Ferreira, na frente nas alas Marco Almeida e Luisinho e ponta de lança Dede.
Pode-se mesmo dizer que o Académico entrou a perder neste campeonato já que logo aos dois minutos Luís Lopes, aproveitando a passividade de Canelas, abriu o marcador para os homens da casa. Foi o melhor que podia ter acontecido aos vice campeões do nosso distrito, um golo logo a abrir caiu como a sopa no mel à estratégia caseira.
Demorou imenso o Académico a reagir denotando muita falta de agressividade na procura de inverter o resultado só chegando à baliza contrária em lances de bola parada (cantos) que invariavelmente não levavam perigo à defensiva contrária. Ao minuto 22 Luisinho causou a primeira boa situação do encontro quando, da esquerda flectiu para o meio, e rematou com perigo à baliza canense. Volvidos quatro minutos, num excelente contra ataque academista, e naquela que para mim foi a melhor jogada de todo encontro Luisinho colocou Dede na cara do redes da casa mas o guineense com uma recepção de bola inenarrável perdeu uma situação de golo cantado. E foi o melhor que o Académico conseguiu fazer na primeira parte indo para o intervalo a perder. Injusto? Eles tiveram uma oportunidade e marcaram, nós não.
Na segunda parte o técnico academista fez a única alteração da partida, saiu Tiago entrou Zito. O Académico passou apenas a jogar com três defesas, Casal na direita, Canelas ao meio, Tiago Gonçalves na esquerda e Álvaro era o trinco que baixava. Zito foi fazer companhia a Dede.
Lima Pereira arriscou e quase petiscava no minuto inicial da etapa complementar mas Marco Almeida – claramente numa tarde sem inspiração – não conseguiu colocar a bola no fundo da baliza canense rematando torto quando podia fazer muito melhor. Estava dado o aviso, o Académico queria mesmo inverter a situação.
Dede, dois minutos antes de marcar o seu golo, dentro da área adversária ganhou boa posição rodopiou sobre si próprio e quando todos nos preparávamos para gritar golo a bola saiu fraca e fácil para as mãos do redes canense. Aos 59 minutos finalmente o golo do Académico. Canto da direita, há um primeiro desvio (Zito?) e Dede empurrou fácil para o golo do Académico. Pouco depois (62) João Paulo num livre directo atirou a rasar o poste adversário.
Depois do golo ainda havia muito tempo pela frente mas se na primeira parte faltou ao Académico agressividade em campo na segunda faltou, sobretudo, o talento para levar de vencida a equipa da casa. O Canas de Senhorim esteve bem perto do segundo golo por Dominique (64) mas a partir daí Académico manteve sempre o jogo num único sentido o da baliza do Canas. No entanto esse domínio era exercido mais com base no pontapé para as alas, “ignorando” sistematicamente os elementos do meio campo e sem ninguém que assumisse o jogo do Académico e só ao minuto 88, por Marco Almeida o Académico deu a sensação de poder marcar.
Mesmo tendo em conta todas as baixas academistas esperava-se mais deste Académico que perdeu hoje dois pontos por culpa própria. O Canas lutou com as armas que tinha e conseguiu um ponto que na minha opinião não mereciam, mas com o nosso mal podem eles bem.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

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NACIONAL - 0 BENFICA -2 - SEGURO

O nevoeiro tramou a primeira parte. Mesmo assim, Cardozo não perdoou uma desatenção de Felipe Lopes: logo no primeiro remate, o Benfica colocou-se em vantagem. O Nacional, que até poderia ter marcado primeiro (Mateus desperdiçou), ficou muito limitado com a expulsão de João Aurélio e, ao cair do pano, Bruno César sentenciou a contenda, com justiça, diga-se.


Os madeirenses apresentaram a formação que até ao momento terá mais minutos de utilização, com Candeias a ser a excepção, pois nem sempre foi titular na Liga Europa. Ivo Vieira voltou a apostar num 4x3x3, para tentar travar um Benfica que chegou à Choupana motivado e com um onze previsível: Jardel substituiu o lesionado Garay.

Foram os locais que começaram melhor e logo aos 6 minutos, Mateus desperdiçou uma soberana oportunidade, após uma excelente assistência de Skolnik, que o isolou frente a Artur Moraes. Só que o angolano rematou rasteiro para defesa do guarda-redes com os pés.

Aos 12 minutos, Artur Soares Dias parou pela primeira vez a partida face o nevoeiro que caiu sobre o relvado. Três minutos depois recomeçou o encontro. E a turma da Luz chegou ao golo, no seu primeiro remate à baliza. Ao minuto 20 Gaitán cruzou na direita, Cardozo surgiu nas costas de Felipe Lopes e a cabeceou sem hipóteses para Elisson. Sem pouco fazer, o Benfica ficava em vantagem.

Os madeirenses acusaram o golo e permitiram que a formação lisboeta conseguisse impor um maior domínio. Pelo meio, aos 24 minutos, Rondon não conseguiu rematar após uma escorregadela de Jardel. Depois o árbitro voltou a interromper a partida aos 26 minutos e só a reatou 10 minutos depois, de novo por causa do nevoeiro.

Cardozo voltou a mostrar-se, quando aos 32 minutos atirou forte para defesa de Elisson para canto. Quatro minutos depois, Gaitan cruzou de novo na direita e Cardozo não conseguiu o desvio.

Os pupilos de Ivo Vieira só voltaram a assustar a defesa benfiquista aos 41 minutos, com Javi Garcia a poder trair o seu guarda-redes, pois ao desviar um cruzamento de cabeça, quase batia Artur. Valeu a atenção do brasileiro. Depois, quase em tempo de intervalo, Luisão escorregou e permitiu que Skolnik se isolasse mas este não teve velocidade para rematar e preferiu cruzar: mal, diga-se, perdendo-se um lance muito perigoso.

Expulsão de João Aurélio complica

No recomeço, Jorge Jesus retirou Nolito e lançou Bruno César, não mexendo na sua estratégia. O Nacional voltou a surgir mais afoito, mas sem criar perigo para a baliza encarnada. Só que aos 61 minutos, João Aurélio viu o segundo cartão amarelo e deixou a sua equipa a jogar com 10. Se as coisas estavam difíceis, ainda mais se complicaram para os locais.

Na cobrança de um livre directo, aos 68 minutos, Aimar quase marcava, com a bola a passar muito perto da baliza de Elisson. Ivo Vieira foi mexendo na sua equipa e tentando equilibra-la de forma a conseguir ainda discutir o resultado. Mas o Benfica controlava e esteve outra vez perto de marcar, com Luisão a cabecear bem após cruzamento (72 minutos) de Gaitan, mas Elisson fez uma notável defesa.

A resposta nacionalista surgiu aos 74 minutos, com Todorovic a cabecear com muito perigo após um canto apontado por Candeias, mas a bola saiu ao lado. Até ao final, os homens da Luz foram dominando e só não marcaram o segundo porque Elisson mostrou estar atento e fez defesas que evitaram o pior. Já em tempo de descontos, num contra-ataque, Bruno César não perdoou e fez o 2-0, colocando o ponto final na partida.

Com uma segunda parte mais bem conseguida, os pupilos de Jorge Jesus somaram o seu primeiro triunfo fora de portas na Liga. O Nacional continua a não conseguir marcar na prova portuguesa. A expulsão de João Aurélio retirou qualquer possibilidade de reacção.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A.VISEU - JOGO DE APRESENTAÇÃO


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BENFICA - 3 TWENTE - 1 - COM BRILHO

O Benfica está pelo segundo ano consecutivo na fase de grupos da Liga dos Campeões. Chega lá com inteiro mérito, e em muito bom estilo, após a vitória categórica sobre o Twente (3-1), que teve Witsel e Luisão como protagonistas, e um excelente Aimar a puxar os cordelinhos.

Com Cardozo e Saviola como únicas opções de ataque na convocatória, Jesus optou por guardar o coelho na cartola, apostando em Cardozo como referência fixa do ataque. E se as limitações desse desenho são conhecidas, as suas virtudes também saltam à vista, a começar pela margem de liberdade que dá a Aimar. Ao jogar em zonas mais adiantadas, a influência do argentino dispara, em especial se apoiado por um médio tão conhecedor dos terrenos a pisar como Witsel.

Equilibrado na estrutura, o Benfica não se inquietou com os quatro homens de ataque que o Twente apresentava de início. Em teoria, Ruiz e Berghuis apoiavam De Jong e o gigante Janko nos flancos, mas a superioridade a meio-campo anulava o potencial de perigo do desenho de Adriaanse. Assim, bastaram dois minutos para o Benfica dar o sinal de que estava pronto a mandar no jogo, com Aimar e Gaitán a inaugurarem a carreira de tiro ao alvo em que se transformou a área holandesa na primeira parte.

Aimar como gosta

O argentino esteve sempre no centro das movimentações, muitas vezes transformadas em sequências de tabelinhas à procura de espaços e concluídas com remates de fora da área. Oportunidades claras, houve pelo menos três, em remates de Aimar e Gaitán que saíram a rasar o poste e num tiro de Cardozo que Mihaylov defendeu com a ponta da luva.

Houve também, para além disso, futebol quase sempre fluido e bem desenhado. E a segurança de uma estrutura defensiva que, com Javi e Witsel como quebra-mar, só por uma vez foi posta em causa. Foi aos 35 minutos, num remate em arco do talentoso Ruiz, que passou a centímetros do poste direito de Artur. Era pouco para disfarçar o claro domínio a que os holandeses estavam submetidos. Mas chegava para assustar.

Ao intervalo o público despedia-se com fortes aplausos. Merecidos, à luz dos vários lances bonitos tricotados pelo Benfica, com Aimar no comando das agulhas. Merecidos também à luz da estatística: 15-1 em remates, 8-0 em defesas dos guarda-redes. Só o 0-0 no marcador destoava, deixando uma sombra de inquietação para a segunda parte, avivada por aquele remate venenoso de Ruiz.

Para o Mónaco de bicicleta

Por contraste com o domínio estéril da primeira parte, o recomeço não poderia ser mais perfeito: livre Gaitán, cabeça de Luisão, e Witsel, ao 16º remate da equipa, a encontrar a bicicleta que deixava o Benfica na estrada sem regresso para o sorteio da fase de grupos.

Se o Twente tinha um plano B, não o mostrou: os dez minutos seguintes foram todos do Benfica. Cardozo, por duas vezes, esteve perto de assentar o KO na eliminatória, mas deixou esse privilégio para Luisão, que assinalou da melhor forma, com uma cabeçada ao primeiro poste (59 m), a noite em que se tornou o estrangeiro com mais jogos da UEFA por uma equipa portuguesa.

Adriaanse respondeu de imediato com uma dupla substituição. A entrada do veloz Ola John, que na primeira mão tinha feito a vida negra a Maxi Pereira, trouxe um ligeiro sobressalto ao jogo, e obrigou Artur à primeira de duas defesas de altíssimo nível. Mais encolhido, o Benfica mudava a receita para saídas rápidas em contra-ataque, explorando o adiantamento dos holandeses. E foi dessa forma, ainda antes dos 70 minutos, que Witsel saiu da zona defensiva para coroar uma grande exibição com o 3-0, após excelente lançamento de Cardozo.

A partir daí o Benfica procurou gerir emoções e esforços, e o jogo perdeu fluidez. Aimar esteve perto do 4-0 (Mihaylov negou-lhe o golaço), mas foi o Twente a encurtar distâncias, com Ola John a idealizar o lance e Ruiz a concluí-lo. Nada que chegasse para beliscar uma noite em que o Benfica fez quase tudo bem.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

CARTOON

IMAGEM

BENFICA -3 FEIRENSE - 1 - SOFRIDO SEM NECESSIDADE

Por culpa exclusivamente nossa, sofremos mais do que seria previsível para levarmos de vencida o Feirense. E as culpas distribuem-se entre o desperdício no ataque - em particular na primeira parte - e a insegurança na defesa a partir do momento em que consentimos o golo do empate.

O Jorge Jesus neste momento parece uma espécie de viciado, incapaz de largar o hábito a que está agarrado. Quando pensamos que já temos provas suficientes sobre qual é o sistema táctico que melhor parece adaptar-se às características do plantel, e que o treinador também já estará convencido, de repente distraímo-nos um pouco e quando damos por isso lá está ele outra vez agarrado aos velhos hábitos e a lançar o 4-1-3-2 para dentro do campo, relegando o Witsel para o banco. Foi o que aconteceu hoje, com o Benfica a apresentar um onze cuja maior novidade foi a presença do Capdevilla na esquerda da defesa. Mesmo sem grande brilho, o Benfica dominou completamente uma primeira parte de sentido único, durante a qual o Artur foi um mero espectador. Já depois de uma primeira grande oportunidade de golo desperdiçada, pelo Saviola, o golo chegou relativamente cedo, um pouco antes de atingido o primeiro quarto de hora, e pelo suspeito do costume: Nolito. Depois de um lançamento lateral do Maxi, o Cardozo na zona do primeiro poste tocou de cabeça para trás e o espanhol apareceu solto de marcação para fazer o seu quinto golo em cinco jogos. Daqui para a frente, a descrição da primeira parte quase que se resume às oportunidades falhadas pelo Benfica. Ou por falta de pontaria, ou por inspiração do guarda-redes Paulo Lopes, fomos incapazes de dar maior expressão ao resultado, e vimos o Aimar, o Nolito ou o Gaitán (acertou no poste) desperdiçar boas ocasiões, pelo que a vantagem mínima do Benfica com que se chegou ao intervalo era justa, mas escassa.

A segunda parte iniciou-se sob o mesma tendência do desperdício: depois de um canto do Aimar, o Luisão apareceu completamente sozinho junto da pequena área a cabecear (nem precisou de saltar) mas conseguiu o mais difícil, não acertando na baliza. Aos oito minuto, o Feirense teve uma rara subida ao ataque, beneficiou de um canto (tavez o primeiro do jogo) e, como não podia deixar de ser, marcou. O Benfica atá teve uma reacção positiva ao golo durante alguns minutos, voltou a criar perigo (teve um fora-de-jogo muito mal tirado ao Saviola, que o deixaria isolado), mas findo o primeiro quarto de hora o jogo ficou completamente aberto, atravessando-se um período em que o próprio Feirense parecia poder aspirar a vencer o jogo. Viu-se aquilo que costuma acontecer muitas vezes quando jogamos com esta táctica, ou seja, assim que a condição física começou a falhar um pouco a equipa ficou praticamente partida ao meio, com metade a defender, outra metade a atacar, e um vazio no meio, que ia sendo preenchido com esforço pelo Aimar. Após quinze minutos nesta indefinição, o Maxi decidiu ir por ali fora, ganhou a linha de fundo, entrou na área e centrou rasteiro para o Cardozo, em esforço, tocar para o golo. O mais difícil estava conseguido, mas o descanso só apareceu já em período de descontos com um grande golo do Bruno César, que tirou vários adversários do caminho, entrou na área pela esquerda, e com um remate cruzado fez um grande golo.

Num jogo em que não me pareceu haver grandes motivos de destaque, os melhores do Benfica acabaram por ser, para mim, o Nolito, pelo golo marcado e por estar envolvdo na maioria dos lances de ataque mais perigosos, e o Aimar, cujos esforços para fazer a ligação entre os sectores da equipa chegam a cansar so de ver. O Witsel teve uma boa entrada em jogo e ajudou a trazer mais alguma organização ao nosso meio campo.

Saí da Luz satisfeito com o resultado, mas não muito contente com a exibição. O Benfica não deveria ter que sofrer tanto para levar de vencida o Feirense. Houve, mais uma vez, desperdício no ataque, mas mais preocupante foi o muito espaço que a nossa defesa deu a partir do momento em que sofremos o golo. Além disso isto foi um jogo que, pela forma como correu, me pareceu ter obrigado os nossos jogadores a um esforço mais intenso do que seria desejável antes do playoff da Champions. Esperemos que não haja consequências disto na quarta-feira.