domingo, 23 de outubro de 2011

BEIRA-MAR - 0 BENFICA - 1 - NO LIMITE MINIMO

Benfica vence com 'meio-golo' de Rêgo

O Benfica venceu, este sábado, o Beira-mar por 1-0, com golo de Cardozo ao minuto 42, em jogo da oitava jornada da I Liga. Único golo do encontro nasceu de um lance infortunado do guarda-redes da equipa de Aveiro.
Benfica entrou forte no jogo da oitava jornada da I Liga, depois de ter passado com distinção a terceira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, ao vencer o Basileia por 2-0, e dominou praticamente a primeira parte no Estádio Municipal de Aveiro.
No entanto, o ânimo benfiquista foi abalado por um susto provocado pela equipa da casa. Ao minuto 19, Nildo conseguiu fugir pelo corredor esquerdo e cruzou para área encarnada onde apareceram dois jogadores auri-negros a tentarem a finalização, mas sem sucesso.
O Benfica continuava a pautar o jogo, com o mestre Witsel a dar à corda à musica do Benfica. Curiosamente, mesmo com muita posse de bola, o golo da equipa orientada por Jorge Jesus nasceu de um erro do guarda-redes da equipa da casa.
Ao minuto 42, Rui Rego não conseguiu aliviar a bola da melhor forma num remate desastroso e o esférico acabou na cabeça de Cardozo, que finalizou da melhor forma de cabeça para uma baliza desamparada.
No segundo tempo, Jorge Jesus fez duas substituições, tirando de campo Saviola e Nolito e colocando Gaitán e Aimar, numa altura em que a máquina encarnada tinha entrado com menos fulgor, depois de uma primeira parte vigorante.
Ao minuto 68, o Benfica voltou a apanhar outro susto numa jogada confusa na área encarnada e que terminou com um remate de Douglas, obrigando a Artur uma defesa apertada.
Logo depois foi a vez de Rúben Amorim, uma das muitas novidades no onze encarnado montado por Jesus, a enviar uma bola ao poste da baliza de Rui Rego, mas até ao final não houve mais golos, ficando-se pelo tento solitário do avançado paraguaio.
O Benfica soma agora 20 pontos e coloca-se provisoriamente na liderança, ficando à espera do jogo do seu rival, o FC Porto (17 pontos) que joga, este domingo, no Estádio do Dragão com o Nacional da Madeira.

A.VISEU - 3 VALECAMBRENSE - 2 - AFLITOS

Ac. Viseu 3-2 Valecambrense


O Académico tinha hoje, a missão de defrontar o ultimo classificado da III divisão Série C, que nos cinco jogos anteriores, apenas tinha conquistado um ponto e foi logo na 1ª jornada em casa do Avanca.

Havia quem antes do jogo, pensasse que seria este o jogo ideal, para mostar á pouca massa adepta do Académico, que a equipa iria hoje dissipar todas as desconfianças em relação ao real valor da equipa.

As expectativas saíram completamente defraudadas... se dúvidas havia, este jogo só demonstrou que vai ser um ano de muito sofrimento, e que vai ter de se trabalhar muito e melhor, se quisermos ambicionar a tal subida de divisão que o nosso Presidente apregoou no inicio da época.

O Académico alinhou com Nuno na baliza, uma defesa com 3 centrais, Calico, Tiago e Canelas, ao meio Marco Almeida, Filipe, Álvaro e Ricardo, e no ataque Helder, Baio e Bacari.

Estranhamente o Académico entrou muito mal no jogo, com o meio campo a falhar muitos passes, a jogar sempre para trás em virtude de não conseguir espaço no meio campo adversário, e com a defesa a pontapear bolas sem nexo para a frente de ataque. Faltava garra, atitude, e concentração aos jogadores academistas.

Foi sem grande surpresa que a meio da primeira parte num dos ataques forasteiros, e após muita atrapalhação na defesa academista que a bola apareceu no fundo das redes academistas. Fica a ideia que um dos defesas ao aliviar a bola no meio da confusão, pontapeia a mesma contra um colega, sendo a bola desviada para a baliza.

Aos 30 minutos de jogo surge o primeiro remate perigoso á baliza do valecambrense. Hélder chuta forte com o guarda-redes Filipe a evitar o empate.
Logo a seguir é a vez de Ricardo centrar a bola para a cabeça de Baio, com este a fazer brilhar mais uma vez o guardião Filipe.

Antes do final da 1ª parte mais um susto para a equipa da casa, remate de um jogador de Vale de Cambra, Nuno consegue parar o remate, a bola ainda salta para o relvado, com os jogadores forasteiros a alegarem que a bola caiu para lá da linha de baliza. O Bandeirinha bem posicionado fez sinal negativo para o árbitro.

Para a segunda parte o treinador Lima Pereira mexe na equipa e faz duas alterações, saem Canelas e Álvaro, e entram Tiago e João Paulo. A formação academista passa então a alinhar com defesa tradicional, Marco á direita, Calico e Tiago ao centro e Tiago a fechar o lado esquerdo, no meio campo o treinador dá instruções a João Paulo para levar a equipa para a frente deixando as despesas defensivas ao cuidado de Filipe.

Esta segunda parte começa com mais domínio academista, mais ainda demoraram 10 minutos para que surgisse o primeiro remate de Hélder, muito por cima da baliza.
Nesta altura já começava a equipa forasteira a usar e abusar do anti-jogo, com a massagista Valecambrense a entrar várias vezes em campo numa clara perda de tempo.

Aos 11minutos de jogo, Marco Almeida arranca em velocidade pelo corredor direito, passa por dois adversários, flete para o meio e remata á baliza fazendo um golo de belo efeito.
Dois minutos depois do golo do empate é a vez de Baio ir á linha de fundo cruzar para João Paulo num cabeceamento perfeito fazer o segundo golo da tarde. Jogada simples e eficaz!

Aos 23 minutos acontece a jogada mais caricata da partida, bola lançada em profundidade pela equipa do Valecambrense, Calico ganha posição, e espera demasiado tempo por Nuno, o jogador forasteiro apercebendo-se do desentendimento, entra no lance, e aparece caído no chão com o árbitro a marcar o penalty que daria o empate.

Costuma-se dizer que os centrais de vez em quando têm de jogar feio, mas eficaz. Calico foi muito lento, e não despachou a bola de zona “proibida”.

Aos 32 minutos, o treinador academista lança Zito no encontro para o lugar de Filipe, na tentativa desesperada de chegar ao golo da vitória.

A partir daqui valeu tudo para chegar ao golo, realce para grandes defesas de Filipe a cabeceamentos de Tiago, e Bacari.

Foi quase no fim do jogo que chegou o tão sofrido golo da vitória. Uma série de ressaltos e remates na área com a bola a chegar Bacari que de cabeça faz o 3º da partida.

Alivio, mas não felicidade no Fontelo. Os adeptos não gostaram mesmo nada deste desempenho da equipa, e foram várias as vezes que interpolaram os atletas e treinador academista.
De realçar que tanto Calico como Lima Pereira, responderam da pior forma a algumas provocações vindas da bancada.

O árbitro começou o jogo com “mão quente” ao exibir muitas cartolinas amarelas, mas com o decorrer do jogo foi esfriando essa tendência, sob pena de acabar o jogo com muitos cartões vermelhos exibidos, ao ritmo a que os amarelos estavam a sair.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

BASILEIA - 0 BENFICA - 2 - JUSTISSIMO


Nem duas expulsões atrapalharam um plano cumprido à risca.

«Adoro quando um plano dá certo». A frase é marca registada de uma personagem da série «Soldados da Fortuna» (ou Esquadrão Classe A), mas também podia ter dita por Jorge Jesus, em Basileia. O técnico do Benfica traçou uma estratégia para o jogo da Suíça, e a equipa cumpriu quase na perfeição. Foi sólida defensivamente, e depois mostrou inteligência e pragmatismo no ataque, com uma novidade chamada Rodrigo.

Um bom plano contempla também possíveis falhas, mas para isso Jesus conta com Artur. A noite do técnico encarnado só não foi perfeita por ter sido expulso nos instantes finais, à semelhança do que tinha acontecido pouco antes com Emerson. Nada que desviasse a equipa do objectivo: assumir a liderança do Grupo C e dar um importante passo rumo à qualificação.

Rodrigo encaixado na estratégia

A surpreendente aposta em Rodrigo para o «onze» indicou aquilo que Jorge Jesus queria do jogo: um Benfica sólido defensivamente, e depois capaz de sair para o ataque com rapidez, e assim apanhar o adversário desprevenido. As movimentações do internacional sub-21 espanhol agilizaram o ataque das «águias», como comprova o golo de Bruno César, marcado aos 20 minutos. Rodrigo até nem tocou na bola, mas a sua acção abriu caminho para um tento que premiou uma excelente combinação entre os homens da frente (Aimar e Gaitán também participam).

O Basileia procurou assumir o domínio do jogo desde o início, mas a verdade é que raramente incomodou em ataque organizado. As jogadas de maior perigo da equipa suíça resultaram das raras vezes em que conseguiu apanhar o Benfica em contrapé. Ausente dos dois primeiros jogos da Liga dos Campeões, devido a castigo, Shaqiri foi o elemento mais perigo. Logo aos seis minutos assustou Artur de livre directo, para criar duas situações na resposta ao golo de Bruno César: primeiro com a assistência para um remate perigoso de Streller (39m), e depois ele próprio a rematar forte (40m). Ambos os lances foram anulados pelo guarda-redes do Benfica.

Só o final desviou-se do plano

A segunda parte não trouxe muitas alterações ao guião desejado por Jesus, e o Benfica até dispôs de uma soberana oportunidade para marcar logo ao minuto 55, mas Emerson rematou para defesa de Sommer, quando tinha Rodrigo no poste contrário. O ataque do Basileia esteve quase sempre controlado, excepção feita a um lance em que Streller aparece solto na área. Valeu então Artur, como tem sido habitual, a compensar (69m).

Pouco depois entrou Cardozo para o lugar de Rodrigo, e precisou de quatro minutos apenas para resolver o jogo. Dois adversários apenas na barreira, e ainda por cima a saltar, traçaram o destino do livre directo de «Tacuara».

Só a expulsão de Emerson, a quatro minutos do fim, escapou ao plano de Jesus. Obrigou o Benfica a sofrer um pouco mais nos instantes finais (Gaitán acabou em grandes dificuldades físicas), e levantou um problema para o próximo jogo. Houve nervos desnecessários, no final, e o próprio técnico arriscou a sua presença no banco na próxima jornada, ao ser expulso.

sábado, 15 de outubro de 2011

TAÇA - PORTIMONENSE - 0 BENFICA - 2 - SEM FORÇAR

Benfica vence Portimonense por 2-0 e avança na Taça

O Benfica conseguiu esta noite uma vitória em Portimão que lhe valeu a passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal.

Clique aqui para consultar a ficha de jogo, as incidências da partida e os comentários dos leitores.

Bruno César e Rodrigo marcaram os golos que valeram o avanço do Benfica na competição, numa partida onde o Portimonense não teve argumentos para vencer o jogo.

O Benfica entrou bem no jogo e controlou o meio-campo, com os médios encarnados a trocarem bem a bola naquele sector.

O Portimonense tentava contrariar esse domínio ao explorar a velocidade de Rafa, que tinha pela frente o adaptado Miguel Vítor.

Ao intervalo o empate castigava a pouca eficácia encarnada, que viu o Portimonense entrar bem e com vontade de se impor em campo.

Aos 59 minutos, Bruno César marca um livre descaído na direita do ataque encarnado, fazendo a bola entrar ao segundo poste da baliza de Goda.

A partir daí João Bastos mexeu na equipa e apostou na velocidade de Simmy no ataque, sem sucesso.

Rodrigo foi sempre dos mais inconformados na equipa de Jorge Jesus, e viu os seus esforços serem recompensados com um golo aos 72 minutos, encerrando o marcador.

Foi a sétima vitória do Benfica sobre o Portimonense em igual número de jogos entre si para a Taça de Portugal.

AVANCA - 0 A.VISEU - 0 - NÃO DEIXARAM GANHAR

Complexo Desportivo de Avanca, 9 de Outubro de 2011
5ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Pedro Nascimento (Coimbra)

Avanca: Luís, Miguel Carvalho, Tiago Amaral, Gamarra, João Paulo (Cerqueira, 72), Hipyy, Hugo Santos, Marmelo (Nuno Reis, 59), Mané, Miguel Ângelo (Óscar Lopes, 67) e Carlos Pesquina. Treinador: Nuno Resende.

Ac. Viseu: Nuno; Calico, Canelas, Tiago Gonçalves e Tiago (Baio, int); Filipe, Álvaro (c) e Ricardo; Luisinho, Marco Almeida (Casal, 81) e Hélder Rodrigues (Bacari, 67). Treinador: António Lima Pereira.

Expulsão: Luisinho 67


O Académico de Viseu empatou esta tarde no terreno do Avanca. Um empate sem golos. Sem golos porque o árbitro anulou um golo ao Académico de Viseu (o relator da Estação Diária diz que foi ao Hélder Rodrigues, o da Lafões disse que foi ao Marco Almeida). O golo anulado é, pelos vistos, um enigma porque ningém consegue perceber o que é que o fiscal de linha, que acompanhava o ataque academista, descortinou.

Pouco depois do "golo anulado" Luisinho foi expulso, ao que parece com excesso de zelo do árbitro da partida, mas o Académico foi a melhor equipa em campo e merecia vencer este jogo.

Agora o campeonato pára durante 15 dias. Dado que o Académico foi afastado da Taça de Portugal vão ser quinze dias para afinar a equipa. Uma equipa que se mostra segura a defender e que ao que parece tem de volta Baio e Bacari e estamos certos que os golos, que valem pontos, vão surgir.

Força Académico!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

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A.VISEU-3 SANJOANENSE-0 - JUSTIÇA

Ac. Viseu FC 3-0 Sanjoanense



Com várias alterações no onze (Nuno; Calico, Canelas, Tiago Gonçalves e Tiago; Filipe, Álvaro e Ricardo Ferreira; Lusinho, Marco Almeida e Hélder Rodrigues) o Académico venceu esta tarde a equipa da Sanjoanense por claros 3-0.
O jogo começou equilibrado, e a primeira jogada digna de registo acontece aos 25m de jogo, quando Luisinho á entrada da área faz passar a bola por cima de um adversário, desmarca Hélder Rodrigues que com um gesto técnico perfeito, tenta fazer um "chapéu" ao guarda-redes Janita, mas este esticou-se todo e conseguiu cortar o lance que provávelmente daria o primeiro golo da partida.
Na jogada seguinte é a vez da equipa de São João da Madeira, mostrar que também queria entrar em jogo, e num livre bem executado, o perigo rondou a baliza á guarda de Nuno.
Na resposta Marco Almeida cruza para a área, Hélder amortece a bola para Luisinho, que num excelente remate põe á prova a atenção de Janita.
Ao minuto 40, acontece o lance que marca a partida! Contra-ataque da Sanjoanense, pela direita, disputa entre Tiago e um jogador contrário, este adianta a bola para dentro da grande área viseense, Nuno ao aperceber-se que Tiago perde a corrida para o adversário, sai de encontro á bola, faz a "mancha", e desvia a bola, mas acaba por tocar no adversário. O bandeirinha que acompanha o lance, é peremtório em dar a sinalética ao seu colega para a marcação do penalti. Na nossa opinião, errou o juiz de linha, uma vez que o guarda redes academista toca 1º na bola.
Costuma-se dizer que Deus escreve direito por linhas tortas, e foi o que aconteceu... Nuno defende o penalti, e o estádio do Fontelo viveu a primeira grande alegria da tarde. Foi a viragem!
Ao cair da primeira parte, viria a estocada final... livre do lado direito do ataque academista, Ricardo bate a bola para o centro da área, onde aparece Calico a "pentear" a bola para o fundo das redes. Que bela estreia de Calico, que agradeceu pimeiro para o céu, e depois para a bancada, com dedicatória especial.

A segunda parte começa com um ataque forasteiro perigosissimo, com um jogador da Sanjoanense a rematar quase em cima da linha de pequena área descaído para o lado esquerdo, com Nuno a fazer a defesa da tarde e mais uma vez evitar que o rumo do encontro fosse outro.
Aos 5m da segunda parte, Álvaro, avança pela direita até á área da Sanjoanense, cruza para Hélder Rodrigues marcar o segundo golo academista. Excelente golo, excelente jogada!
O treinador Academista, que hoje viu o jogo na bancada, a meio da 2ª parte, decide tirar Filipe que já tinha visto o cartão amarelo, e lança Casal no meio campo academista.
Pouco depois á Luisinho a rematar ao poste, perdendo assim a oportunidade de fazer o 3º golo da partida.
Lima Pereira decide refrescar o meio campo, e lança João Paulo para o lugar do esgotado Álvaro.
Aos 70m de jogo o terceiro e ultimo golo da tarde, Luisinho que fez uma segunda parte desconcertante, entra pela direita, espera pela posição de Hélder, e dá de bandeja para este marcar o 3º golo.
Luisinho ainda teve oportunidade de marcar o 4º golo, ao passar tudo e todos, e desferir um excelente remate á entrada da área, com a bola a passar caprichosamente ao lado do poste.
Ao terminar o jogo, sai Helder Rodrigues e entra para o seu lugar Bacari.
O jogo finalisa pouco depois, numa partida que valeu mais pelos momentos de espetacularidade da segunda parte, onde a equipa academista, muito por acção de Luisinho demonstrou que pode ainda vir a fazer um bom campenato, se jogar da forma como jogou nos ultimos 45m desta partida.
Uma ultima palavra para o árbitro da partida, que fez uma excelente arbitragem, excepção claro está ao lance do penalti em que foi atraiçoado pelo seu colega de equipa.