sábado, 15 de outubro de 2011

AVANCA - 0 A.VISEU - 0 - NÃO DEIXARAM GANHAR

Complexo Desportivo de Avanca, 9 de Outubro de 2011
5ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Pedro Nascimento (Coimbra)

Avanca: Luís, Miguel Carvalho, Tiago Amaral, Gamarra, João Paulo (Cerqueira, 72), Hipyy, Hugo Santos, Marmelo (Nuno Reis, 59), Mané, Miguel Ângelo (Óscar Lopes, 67) e Carlos Pesquina. Treinador: Nuno Resende.

Ac. Viseu: Nuno; Calico, Canelas, Tiago Gonçalves e Tiago (Baio, int); Filipe, Álvaro (c) e Ricardo; Luisinho, Marco Almeida (Casal, 81) e Hélder Rodrigues (Bacari, 67). Treinador: António Lima Pereira.

Expulsão: Luisinho 67


O Académico de Viseu empatou esta tarde no terreno do Avanca. Um empate sem golos. Sem golos porque o árbitro anulou um golo ao Académico de Viseu (o relator da Estação Diária diz que foi ao Hélder Rodrigues, o da Lafões disse que foi ao Marco Almeida). O golo anulado é, pelos vistos, um enigma porque ningém consegue perceber o que é que o fiscal de linha, que acompanhava o ataque academista, descortinou.

Pouco depois do "golo anulado" Luisinho foi expulso, ao que parece com excesso de zelo do árbitro da partida, mas o Académico foi a melhor equipa em campo e merecia vencer este jogo.

Agora o campeonato pára durante 15 dias. Dado que o Académico foi afastado da Taça de Portugal vão ser quinze dias para afinar a equipa. Uma equipa que se mostra segura a defender e que ao que parece tem de volta Baio e Bacari e estamos certos que os golos, que valem pontos, vão surgir.

Força Académico!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

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A.VISEU-3 SANJOANENSE-0 - JUSTIÇA

Ac. Viseu FC 3-0 Sanjoanense



Com várias alterações no onze (Nuno; Calico, Canelas, Tiago Gonçalves e Tiago; Filipe, Álvaro e Ricardo Ferreira; Lusinho, Marco Almeida e Hélder Rodrigues) o Académico venceu esta tarde a equipa da Sanjoanense por claros 3-0.
O jogo começou equilibrado, e a primeira jogada digna de registo acontece aos 25m de jogo, quando Luisinho á entrada da área faz passar a bola por cima de um adversário, desmarca Hélder Rodrigues que com um gesto técnico perfeito, tenta fazer um "chapéu" ao guarda-redes Janita, mas este esticou-se todo e conseguiu cortar o lance que provávelmente daria o primeiro golo da partida.
Na jogada seguinte é a vez da equipa de São João da Madeira, mostrar que também queria entrar em jogo, e num livre bem executado, o perigo rondou a baliza á guarda de Nuno.
Na resposta Marco Almeida cruza para a área, Hélder amortece a bola para Luisinho, que num excelente remate põe á prova a atenção de Janita.
Ao minuto 40, acontece o lance que marca a partida! Contra-ataque da Sanjoanense, pela direita, disputa entre Tiago e um jogador contrário, este adianta a bola para dentro da grande área viseense, Nuno ao aperceber-se que Tiago perde a corrida para o adversário, sai de encontro á bola, faz a "mancha", e desvia a bola, mas acaba por tocar no adversário. O bandeirinha que acompanha o lance, é peremtório em dar a sinalética ao seu colega para a marcação do penalti. Na nossa opinião, errou o juiz de linha, uma vez que o guarda redes academista toca 1º na bola.
Costuma-se dizer que Deus escreve direito por linhas tortas, e foi o que aconteceu... Nuno defende o penalti, e o estádio do Fontelo viveu a primeira grande alegria da tarde. Foi a viragem!
Ao cair da primeira parte, viria a estocada final... livre do lado direito do ataque academista, Ricardo bate a bola para o centro da área, onde aparece Calico a "pentear" a bola para o fundo das redes. Que bela estreia de Calico, que agradeceu pimeiro para o céu, e depois para a bancada, com dedicatória especial.

A segunda parte começa com um ataque forasteiro perigosissimo, com um jogador da Sanjoanense a rematar quase em cima da linha de pequena área descaído para o lado esquerdo, com Nuno a fazer a defesa da tarde e mais uma vez evitar que o rumo do encontro fosse outro.
Aos 5m da segunda parte, Álvaro, avança pela direita até á área da Sanjoanense, cruza para Hélder Rodrigues marcar o segundo golo academista. Excelente golo, excelente jogada!
O treinador Academista, que hoje viu o jogo na bancada, a meio da 2ª parte, decide tirar Filipe que já tinha visto o cartão amarelo, e lança Casal no meio campo academista.
Pouco depois á Luisinho a rematar ao poste, perdendo assim a oportunidade de fazer o 3º golo da partida.
Lima Pereira decide refrescar o meio campo, e lança João Paulo para o lugar do esgotado Álvaro.
Aos 70m de jogo o terceiro e ultimo golo da tarde, Luisinho que fez uma segunda parte desconcertante, entra pela direita, espera pela posição de Hélder, e dá de bandeja para este marcar o 3º golo.
Luisinho ainda teve oportunidade de marcar o 4º golo, ao passar tudo e todos, e desferir um excelente remate á entrada da área, com a bola a passar caprichosamente ao lado do poste.
Ao terminar o jogo, sai Helder Rodrigues e entra para o seu lugar Bacari.
O jogo finalisa pouco depois, numa partida que valeu mais pelos momentos de espetacularidade da segunda parte, onde a equipa academista, muito por acção de Luisinho demonstrou que pode ainda vir a fazer um bom campenato, se jogar da forma como jogou nos ultimos 45m desta partida.
Uma ultima palavra para o árbitro da partida, que fez uma excelente arbitragem, excepção claro está ao lance do penalti em que foi atraiçoado pelo seu colega de equipa.

domingo, 2 de outubro de 2011

A.VISEU

BENFICA - 4 P. FERREIRA - 1 - LIMPO

Foi preciso acelerar para chegar a líder isolado


O Paços de Ferreira chegou a assustar na Luz, mas o Benfica despertou e acabou com o jogo em dois minutos. Águias esperam agora por FC Porto e Sporting de Braga.
O Benfica isolou-se esta noite na liderança da liga portuguesa ao vencer o Paços de Ferreira por 4-1. As águias esperam agora por “escorregadelas” de FC Porto e Sporting de Braga para se manterem sozinhos no topo.
O jogo começou com sentido único e nos primeiros 20 minutos o Benfica falhou uma boa meia dúzia de claras ocasiões de golo.
Coube a Saviola quebrar o enguiço e numa assistência primorosa de Cardozo fez o 1-0, aos 22 minutos. Maxi cruzou largo, Cardozo assistiu na linha de fundo e Saviola foi mais rápido do que os centrais pacenses e inaugurou o marcador na Luz.
O Paços de Ferreira apareceu então no jogo mas foi Saviola que voltou a faturar. À beira do intervalo, na marcação de um canto, o argentino “esconde-se” no segundo poste e sem deixar a bola cair remata para o poste mais distante de Cássio.
O resultado era justo e o Benfica voltou a entrar melhor na segunda parte. Ainda assim, um corte falhado de Luisão recolocou o Paços no jogo. O central cometeu grande penalidade e o Paços reduziu. Michel converteu a grande penalidade sem hipóteses para Artur.
O Benfica tremeu perante o golo inesperado e quase de seguida Artur salvou o empate.
O lance foi tónico suficiente para as águias despertarem e Luisão redimiu-se do erro ao fazer o 3-1. O gigante apareceu sozinho na área dos castores e cabeceou fortíssimo sem hipótese para Cássio.
A Luz descansava e um minuto depois o inevitável Nolito aumentava a dose, fazendo o 4-1. O espanhol entrou pela área como quis, sentou Cássio e escolheu o lado para igualar Cardozo no topo da lista dos melhores marcadores do Benfica.
O Benfica teve de acelerar para não complicar a missão frente ao Paços de Ferreira e garantiu mais três pontos na liga portuguesa, colocando agora a pressão do lado do FC Porto e Sporting de Braga, que amanhã jogam com Académica e União de Leiria, respetivamente.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Otelul Galati-Benfica, 0-1 - POSITIVO

Otelul Galati-Benfica, 0-1

A união dos extremos como estratégia para contornar a muralha.

Objectivo cumprido, mesmo com vitória magra. O Benfica não deslumbrou em Bucareste, mas regressa a Lisboa com um triunfo que mantém as contas do apuramento em dia. De regresso à titularidade, Bruno César garantiu a vitória sobre o Otelul. A equipa portuguesa já está na frente do grupo, mas a surpresa é que divide a liderança com o Basileia, que empatou em Old Trafford.

O médio brasileiro e Saviola relegaram Nolito e Aimar para o banco, com o Benfica a apresentar uma postura bem ofensiva. Perante um adversário muito cauteloso, a jogar com duas linhas de quatro elementos, a estratégia de Jesus passava por circular a bola com rapidez. O objectivo era não dar tempo ao Otelul para se organizar defensivamente, e tentar chegar ao golo o mais rápido possível.

A dinâmica do meio-campo correspondia às expectativas do técnico, mas a ligação ao ataque estava a falhar. Saviola não conseguia criar o necessário desequilíbrio entre linhas, e Cardozo só conseguia jogar de costas para a baliza. Os lances de perigo apareciam apenas em lances de bola parada, e na ressaca de cortes romenos. Gaitán (8m), Witsel (12m) e Bruno César (32m) falharam o alvo.

A solução para este problema foi «prescindir» dos avançados, apostando na combinação de extremos. Gaitán alimentou o movimento de ruptura de Bruno César, que apareceu nas costas da defesa do Otelul e bateu Grahovac (41m).

Dois golpes para abanar, mas não para cair

Depois de quarenta e cinco minutos remetida à defesa, a equipa romena procurou reagir à desvantagem na segunda parte. Dos pés de Giurgiu saiu o primeiro remate à baliza de Artur, logo após o reatamento, mas só ao minuto 61 é que o guarda-redes brasileiro sujou o equipamento. Um remate de Filip motivou uma defesa apertada, e Antal, na recarga, atirou ligeiramente ao lado.

O lance assustou o Benfica, mas as substituições de Jesus devolveram alguma estabilidade. Nolito e Rodrigo reanimaram o ataque, para depois Rúben Amorim ajudar a equilibrar o meio-campo nos minutos finais. Ainda assim a equipa portuguesa não evitou um segundo susto, ao cair do pano. Artur defendeu um remate forte de Ljubinkovic, e Punosevac não ficou longe do empate, na recarga.

O Benfica fez pouco para ter tranquilidade antes do apito final, mas os argumentos do Otelul Galati também foram fracos (dois remates à baliza, apenas).

EU ESTIVE LÁ

O ACADÉMICO VISEU NO PINHEIRÃO VEJAM, MAIS FOTOS AQUI

SAMPEDRENSE - 1 A.VISEU-1 - INSUFUCIENTE

UD Sampedrense 1-1 Ac. Viseu FC
Estádio Municipal da Pedreira, 25 de Setembro de 2011
3ª Jornada da III Divisão, Série C
Árbitro: Iancu Vasilica (Vila Real)

Sampedrense: Márcio, Baixote, Gouveia, Heitor, Márcio Anastácio, Marcos (Tagui, 75), André Valente, Luís Costa, Sérgio, Johny (Mathieu, 85) e Beto (Guilherme, 68). Treinador: Carlos Sousa.

Ac. Viseu: Augusto; Casal, Canela, Tiago Gonçalves e Tiago; Álvaro, João Paulo e Ricardo Ferreira; Marco Almeida, Hélder Rodrigues (Luisinho, 65) e Dede (Zito, 73). Treinador: António Lima Pereira.

Golos: Ricardo Ferreira 16 (0-1), Johny 48 (1-1)

O Académico de Viseu empatou esta tarde em São Pedro do Sul. Ao contrário do que o presidente academista apregoou no jornal A Bola ainda não foi desta que Bacari e Baio se estrearam na equipa academista.
Ao intervalo o Académico vencia (0-1) com o golo academista a ser apontado por Ricardo Ferreira. Na segunda parte o Académico repetiu a má exibição da jornada passada e o Sampedrense empatou a partida ao minuto 50 com um golo de livre directo apontado por Johny. Com quarenta minutos pela frente o Académico foi incapaz de desfazer a igualdade.

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É MAIS AINDA PALHAÇADA
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domingo, 25 de setembro de 2011

PORTO- 2 BENFICA - 2 JUSTO

Sóbria

Uma exibição sóbria, personalizada e concentrada permitiu-nos sair do Porto com um empate, conquistado num jogo difícil, e após uma transfiguração da equipa da primeira para a segunda parte.

Onze esperado do Benfica, sem quaisquer 'surpresas' de última hora. Os primeiros dez minutos de jogo pareceram ser de estudo mútuo, mas depois o Porto pareceu acordar com uma jogada individual do Hulk, que com um remate de meia distância obrigou o Artur a uma grande defesa. A partir daí, e durante o resto da primeira parte, o Porto esteve quase sempre por cima no jogo, controlando a posse de bola e sendo muito mais rematador. No entanto este domínio do Porto nunca chegou a deixar-me muito nervoso, porque fiquei sempre com a sensação de que a nossa equipa mantinha uma serenidade que, sinceramente, não nos é muito habitual naquele estádio. Apesar de mais pressionada, manteve-se sempre bastante organizada e concentrada, dando poucas oportunidades claras de golo ao adversário, que apesar de muito mais rematador, via a maior parte desses remates surgirem de longa distância, e quase sempre pelo Hulk (quer de bola corrida, quer em livres). Uma enorme excepção no entanto à passagem da meia hora, quando o Fucile teve uma oportunidade flagrante para marcar, surgindo à vontade na área para proporcionar a segunda grande defesa da noite ao Artur. A grande lacuna no jogo do Benfica foi no entanto no ataque, já que praticamente não conseguimos construir jogadas ofensivas ou sequer sair para o ataque da forma rápida como fazemos habitualmente - não houve no entanto apenas demérito do Benfica nisto, pois foi também o resultado da pressão que o Porto exerceu. Se o Benfica ia mantendo a concentração defensiva no jogo corrido, tal já não aconteceu numa bola parada: um livre sobre a zona lateral direita da nossa área permitiu ao Porto colocar-se em vantagem, graças a um bom cabeceamento cruzado do Kléber, que se antecipou com alguma facilidade ao Maxi. O golo surgiu quando faltavam pouco menos de dez minutos para jogar na primeira parte, e só depois é que o Benfica conseguiu dar alguns sinais de querer sacudir a pressão, mas o Porto continuou na mó de cima até ao apito para intervalo.

Não foi necessário esperar muito para vermos que as coisas seriam diferentes na segunda parte. Antes ainda de estarem decorridos dois minutos, já festejávamos o empate. Depois de uma recuperação de bola ainda no meio campo defensivo do Porto, a bola chegou até ao Nolito, que já dentro da área fez um excelente passe para o Cardozo, tendo este aguentado a carga do defesa para depois rematar por baixo do corpo do Hélton. Só que como já vimos acontecer noutras ocasiões naquele estádio, o Benfica não conseguiu tirar partido da vantagem motivacional de chegar ao empate, porque quatro minutos depois já estava novamente em desvantagem. Nova bola parada: um canto marcado à maneira curta, com a bola a chegar ao Varela na zona do primeiro poste, e depois o centro rasteiro a encontrar o Otamendi à boca da baliza para empurrar a bola. Este golo no entanto foi praticamente o canto do cisne do Porto no jogo, já que não conseguiram voltar a criar qualquer oportunidade de golo, e creio que apenas por mais uma vez (uma tentativa de chapéu do Guarín) remataram na direcção da baliza.

O Benfica conseguia agora manter o Porto bem mais longe da sua baliza e, recuperada a bola, já mostrava a qualidade das tais 'transições ofensivas'. Numa delas poderíamos ter chegado mesmo mais cedo ao empate, mas o Cardozo (outra vez a passe do Nolito) acabou por acertar com o seu remate no Hélton quando parecia ser mais fácil marcar. A vinte minutos do final o Jorge Jesus substituiu o Nolito e o Aimar pelo Bruno César e Saviola. Se a troca do Nolito pelo Bruno César não pareceu ter grande efeito (eu estava a gostar da exibição do Nolito), já a entrada do Saviola para o lugar do esgotado Aimar trouxe resultados, pois o Saviola começou a surgir solto nas costas dos médios do Porto, fazendo de forma eficaz a ligação entre o meio campo e o ataque. E foi mesmo aí que o Saviola, a oito minutos do final, inventou um passe fantástico entre os centrais do Porto para encontrar a desmarcação do Gaitán. Depois o talento deste fez o resto, rematando de primeira de forma imparável para o fundo da baliza. O Porto, que pouco tinha feito depois do segundo golo, não mostrou capacidade para reagir a este golo, e o Benfica pareceu ficar satisfeito com o empate.

Individualmente gostei do Artur - sem culpas nos golos e duas grandes defesas. Gostei também das exibições do Luisão, do Nolito e do Gaitán. É verdade que sofremos dois golos, mas acho que o nosso capitão fez uma exibição muito sólida, ganhando quase todos os lances que disputou, muitos deles em antecipação. O Nolito e o Gaitán foram sempre os nossos jogadores mais perigosos: o Nolito mais no passe e o Gaitán mais rematador.

Sabemos do péssimo historial que temos nas visitas ao Porto, pelo que este empate pode considerar-se um bom resultado. No jogo de hoje gostei acima de tudo da forma sóbria e concentrada como a equipa jogou, mesmo durante os piores períodos do jogo, em que o Porto estava por cima. Já vi bastantes jogos disputados no Porto em que o nosso erro foi precisamente perdermos a cabeça em situações negativas, mas hoje isso nunca me pareceu estar perto de acontecer. Nem sequer com as patéticas simulações do Fucile.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

BENFICA - 4 ACADÉMICA -1 - GOLEADA COM BRILHO

O Benfica venceu uma Académica que se bateu bem, embora não tivesse criado muitas oportunidades de golo (4-1). As águias e os estudantes proporcionaram um espectáculo agradável. Os números acabam por castigar demasiado a Briosa.

Os encarnados, que apresentaram quatro alterações em relação ao jogo com o ManUtd, entraram em campo com a informação de que o F.C. Porto tinha empatado frente ao Feirense, antes do clássico da próxima jornada. Logo, só podiam entrar motivados.

Durante a primeira parte, o Benfica movimentou-se muito bem na frente, zona em que sofreu alterações ¿ saíram Javi García, Ruben Amorim, Aimar e Gaitán; entraram Matic, Nolito, Saviola e Bruno César. O espanhol começou na direita e o brasileiro na esquerda, mas depressa trocaram de flanco, e bem. A partir daí as laterais do Benfica começaram a criar maior perigo.

Pode dizer-se que a Académica se apresentou na Luz sem mostrar receios e sem demasiadas preocupações defensivas, que é como quem diz «sem estacionar o autocarro». Os estudantes discutiram o jogo. Ou, pelo menos, tentaram.

As duas equipas podem queixar-se do árbitro. Aos nove minutos, Bruno César viu o cartão amarelo por jogar a bola com a mão. A falta foi dentro da área, logo ficou um penalty por assinalar. Aos 24 minutos os encarnados reclamaram mão na área. Efectivamente fica a ideia de que o remate do camisola 8 é desviado pelo braço de um jogador da Académica.

Chuta-chuta abriu caminho

Durante os primeiros 45 minutos, duas grandes oportunidades desperdiçadas, uma de cada lado. Primeiro foi Danilo que ficou sozinho frente a Artur Moraes e permitiu a defesa do guarda-redes encarnado. Depois foi Saviola que poderia ter marcado, aos 37 minutos, mas a chance perdeu-se depois de tentar desviar a bola de Peiser.

O primeiro golo surgiu aos 25 minutos, através de Bruno César, que recebeu de Saviola. O «chuta-chuta» tirou um adversário da frente e balançou as redes. Danilo fez o empate, aos 39 minutos, com um remate de fora da área. Artur Moraes ainda tocou na bola. O 2-1 chegou aos 41 minutos. Nolito passou por dois adversários antes de marcar.

No arranque da segunda parte o ritmo de jogo diminuiu em relação ao primeiro tempo, mas a atitude das duas equipas manteve-se. Ambas tentaram jogar futebol. A bola rolou, mas a verdade é que nenhum dos guarda-redes teve muito trabalho.

Os encarnados mostraram coesão, embora deixando a ideia de que a sua «fragilidade» esteve no centro. Matic não fez esquecer Javi García. Saviola também ficou aquém do que pode fazer.

A Académica não mudou a sua forma de jogar. Não abdicou de fazer circular a bola, sem esquecer as acções defensivas. Atacou quando teve oportunidades para isso, embora não tenha incomodado Artur Moraes.

Venha o clássico

Aos 82 minutos chegou o terceiro golo de Pablo Aimar. Gaitán cruzou da esquerda para o cabeceamento do argentino. Nolito fez o quarto em cima dos 90.

Jorge Jesus tem de estar satisfeito com a sua equipa. Em poucos dias o Benfica fez duas boas exibições, que garantiram um empate na Liga dos Campeões e uma vitória na Liga. Segue-se o clássico. Benfica e F.C. Porto defrontam-se em igualdade pontual.

A.VISEU- 0 NOGUEIRENSE - 1 - DESPERDICIO

Ac. Viseu FC 0-1 AD Nogueirense

Num jogo marcado inevitavelmente pelo luto da equipa adversária, depois da perda recente do seu treinador adjunto, foram os forasteiros que levaram os três pontos do jogo do Fontelo. 0-1 foi o resultado, confirmando assim a regra dos maus inícios de prova dos academistas.

O técnico Lima Pereira fez entrar os seguintes jogadores: Augusto; Casal, Canelas, Tiago Gonçalves e Tiago (Dede, intervalo); Álvaro, Ricardo Ferreira, Marco Almeida (Zito) e João Paulo (Cabido); Luisinho e Hélder Rodrigues

Sem um ponta-de-lança de raiz no onze inicial, a verdade é só uma, o Académico iniciou o jogo com muitas oportunidades de golo, realizando mesmo 30min de bom nível, que se esfriou com o golo adversário. A primeira grande oportunidade de golo, aos 12min, pertenceu a H.Rodrigues, que de cabeça atirou ao ferro de Eduardo, após cruzamento de M.Almeida. Depois foi Tiago Gonçalves de cabeça, após canto de Ricardo, que atirou por cima do travessão. À passagem dos 20min, foi M.Almeida que por pouco não desfeiteou o guardião forasteiro, depois dum bom trabalho de Luisinho na esquerda do ataque academista. Entretanto, o nosso guardião Augusto fez duas defesas de grande nível, retirando o golo ao avançado Chano. E mesmo antes do golo do Nogueirense, J.Paulo na cara de Eduardo não o conseguiu desfeitear. E como quem não marca arrisca-se a sofrer … golo do Nogueirense apontado por Alex à passagem da meia-hora de jogo. 0-1. Os academistas tentaram reagir, e J.Paulo primeiro de livre, e depois Ricardo tiveram novamente perto do golo, mas não passou disso mesmo. E assim se registava o resultado desfavorável ao intervalo. Um Académico atacante, mas demasiado perdulário.

No 2º tempo, o treinador Lima Pereira, apostou em 3 centrais. Casal, Canelas e Tiago compuseram o trio defensivo, retirando Tiago e fazendo entrar o ponta-de-lança Dede. O Académico teria mais presença na área, pelo menos seria essa a ideia do técnico da casa. A verdade é que a estratégia não resultou. A equipa não conseguiu reagir à desvantagem, e à pressão de ter de correr atrás do resultado. O futebol viseense tornou-se demasiado previsível, e o Nogueirense soube aproveitar esse factor para controlar a partida e sair do Fontelo com os 3 pontos. Entraram ainda Zito e Cabido, mas o Ac. Viseu não foi capaz de chegar sequer ao empate.

Em suma, muito trabalho terá de ser feito, é um facto, mas a verdade é que as bolas no 1º tempo não entraram, e assim não se ganham jogos. Os primeiros 30min de futebol atacante, em contraste com os péssimos segundos 45min, não permitiram à equipa academista somar qualquer ponto nesta recepção à equipa de Nogueira do Cravo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

BENFICA - 1 MANCHESTER UNITED - 1 - MERECIAM A VITÓRIA

O Benfica foi europeu no primeiro grande teste da Liga dos Campeões. Chegou para empatar com o Manchester United (1-1), não para ganhar. Mas também podia. Contas feitas, uma bela noite de «Champions» na Luz. Quase cheio o estádio, 63800 nas bancadas e grande ambiente.
Foi apenas a segunda vez que o Benfica não perdeu com o gigante inglês em toda a história, o que não é nada pouco. Em campo, um Benfica crescido, concentrado, e um United contido. Sinal de respeito, mas também coerente com a imagem do que se lhe viu fora de casa na última Liga dos Campeões. Podia ter sido mais o United, claro, mas não é só culpa sua.
Alex Ferguson deu logo de início sinal de que a ideia era gerir. O United tem jogo com o Chelsea no domingo e o treinador optou na Luz por uma equipa de compromisso. Lindegaard na baliza, Anderson, Nani e Chicharito no banco. Ferdinand já tinha ficado em Manchester, com queixas. Em alternativa, a aposta na experiência de Giggs ou Park.
Jorge Jesus, por sua vez, jogou na contenção. Ruben Amorim entrou no «onze», para um meio-campo mais seguro, no regresso de Aimar e com Saviola no banco.
Os «reds» não entraram na Luz dispostos a assumir muito o jogo. Mesmo assim, tinham mais bola. O Benfica tentava manter a pressão sobre o adversário com a bola, sair a jogar era difícil.
O primeiro remate aconteceu aos 9 minutos e foi do United, Valência chutou muito por cima. Tentava mais o Benfica, diga-se tentava Gaitán. Aos 15m rematou de longe, a bola passou por cima da trave, três minutos mais tarde chutou ao lado.
O Benfica precisava de encontrar um atalho, e Gaitán descobriu-o aos 24m. Cá de trás, um grande passe do argentino fez a bola atravessar linhas e chegar a Cardozo. O paraguaio dominou em rotação, sob pressão de Evans, e rematou para bater Lindegaard. Um grande golo, a Luz feliz como nos grandes momentos.
Era obra. O primeiro golo sofrido pelo United em seis jogos na Liga dos Campeões, para deixar uma ideia.
Do banco, Jesus dava indicações para que a equipa mantivesse a concentração. O Benfica precisava de mais do mesmo, esse equilíbrio tão difícil de manter. Tentou, tentou segurar o United antes que a coisa se complicasse. E continuou a tentar chegar à área. Ganhou mais três cantos (o United só teve o primeiro ao cair do pano da primeira parte).
Mas depois, foi Giggs. Ele que, com a idade, apurou processos. A qualidade já todos a conhecemos. Agora, junta-lhe maior capacidade de gerir o esforço, correr só quando é preciso. Correu quanto baste aos 42 minutos, a cruzamento de Valência. Ganhou a bola, flectiu para o meio e rematou forte. 1-1, um belo golo também e o United fazia tudo voltar ao início, mesmo antes do intervalo.
O Benfica conseguia equilibrar um jogo desigual à partida, mas o United não perdia o controlo. Ao intervalo, as estatísticas davam 62 por cento de posse de bola aos ingleses, contra 38 do Benfica.
No regresso, o jogo voltou mais partido, já se notava algum cansaço. Era preciso mudar e Jesus foi o primeiro a mexer: fez entrar Nolito, para o lugar de Ruben Amorim.
Aos 64m, o pé de Artur evitou o segundo golo do United, o segundo de Giggs. Mais uma vez pelo centro, o galês acelerou e rematou forte. O guarda-redes do Benfica defendeu no limite.
O Benfica respondeu. Aimar já acusava o desgaste, mas ainda teve uma bela jogada para dar. Uma combinação com Gaitán em que a bola sobrou para Cardozo, que chutou forte, para defesa de Lindegaard.
Alex Ferguson reagiu. E com artilharia pesada. De uma assentada, fez entrar Nani e Chicharito. Faltavam pouco mais de 20 minutos para o final. Ferguson ainda fez entrar também Phil Jones, no Benfica Jesus tirou Aimar e colocou em campo Matic.
O Manchester United tentou, mas não conseguiu. O Benfica resistiu, e conseguiu. Até podia ter conseguido algo mais: naquela jogada de Nolito aos 87m, naquele muito long-shot de Cardozo. Ficou assim. Nada decidido, nada em causa, mas mais motivos para sorrir na Luz.