domingo, 17 de abril de 2011

BENFICA - 2 BEIRA-MAR - 1 - SEM ALMA

O Benfica venceu o Beira-Mar por 2-1, na Luz, e está de regresso às vitórias para o campeonato. Sidnei e Jara marcaram para os encarnados, Yartey reduziu. Apesar da derrota, os aveirenses viram confirmada a manutenção.




Já a pensar no jogo de quarta-feira com o FC Porto, para as meias-finais da Taça de Portugal, Jorge Jesus – cumpriu castigo e assistiu ao jogo na bancada - voltou a poupar muitos dos habituais titulares. A defesa encarnada evidenciou, por vezes, pouca coesão, permitindo ao Beira-Mar criar algumas situações de perigo.



Não causou espanto quando Wilson Eduardo apareceu solto na área do Benfica e forçou Júlio César a defesa apertada para canto. Pouco depois, o avançado aveirense voltou a ameaçar com um remate de fora da área que esbarrou no ferro.



Sempre com Carlos Martins no comando das operações – o médio do Benfica atirou ao poste na sequência de um remate de fora da área –, os encarnados nunca perderam a iniciativa do jogo e Kardec desperdiçou duas boas oportunidades para facturar.



A primeira parte terminou com um lance polémico. Aimar cobrou um livre indirecto, a bola desviou em Djamal e entrou na baliza do Beira-Mar. O árbitro Elmano Santos acabou por anular o golo ao Benfica que não se deixou abater e entrou para a segunda parte mais confiante e mais dominador.



Kardec voltou a mostrar pontaria... a mais e atirou ao poste após iniciativa individual. O golo acabou por aparecer pouco depois numa jogada de envolvimento iniciada por Carlos Martins: passe em profundidade do capitão a lançar Kardec na direita, o brasileiro cruzou rasteiro, Aimar deixou para Sidnei que apareceu ao segundo poste a encostar para o 1-0.



O 2-0 surgiu após nova jogada colectiva, com a bola a sair da defesa e a cair em Maxi, na direita, o uruguaio serviu Jara que se libertou da marcação, entrou na área pela direita e atirou cruzado para o fundo das redes da baliza de Rui Rego.



O Beira-Mar ainda conseguiu reduzir, já em período de descontos, com Yartey – avançado emprestado pelo Benfica - a disparar forte e colocado de fora da área, sem hipóteses para Júlio César.



Com esta vitória, o Benfica assegura a primeira vitória da segunda linha, que perdeu (1-2) com a Naval e empatou (1-1) com o Portimonense. Por seu lado, o Beira-Mar beneficia da derrota da Naval para ver confirmada a manutenção do escalão máximo do futebol português.

GD MONSANTO - 1 A. VISEU - 0 - INJUSTO

O Académico perdeu por 1-0. Resultado injusto.


O técnico academista fez alinhar o mesmo onze que derrotou a equipa do Riachense na passada semana:

Augusto; Casal, Jonas, Tiago e Marcelo (Luís Miguel); Vouzela, Álvaro; Ricardo, Éverson, Luisinho e Zé Bastos.


O golo surgiu à passagem dos 21min, por Pedro Emanuel, após uma "brincadeira" da defesa academista. Um erro que se pagou bem caro, por sinal. Os viseenses reagiram bem ao golo, e de todo mereciam esta derrota. Como registo temos seis boas oportunidades de golo para o Académico de Viseu, através de Éverson (o mais perdulário), e Luisinho, que atirou ao ferro da baliza de Cléber, isto no primeiro tempo. Sete cantos nos primeiros 45min. demonstram bem as inúmeras investidas ofensivas da equipa academista.
A segunda parte continuou bem disputada, talvez estivessem em campo as duas melhores equipas da série, na nossa opinião. O Académico nunca desistiu, diga-se em boa verdade. O técnico Manuel Matias foi arriscando. Primeiro, tirou Marcelo, fazendo entrar Luís Miguel, recuando Ricardo no terreno para a posição de lateral esquerdo. Depois foi o regresso aguardado do nosso mágico, Rui Santos, meio ano depois da sua lesão, entrou para o lugar do esgotado Luisinho. A última alteração foi a entrada de Calico, substituindo Luís Vouzela, já amarelado, reforçando assim o centro do terreno.

Pouco depois o caso do jogo, a bola vai literalmente à mão do defesa do Monsanto Bá na área da equipa da casa, mas o Sr. árbitro Pedro Pereira fez vista grossa e perdoou uma grande penalidade ao Monsanto. Que pena apanharmos estes árbitros sem coragem!
O Académico continuou a carregar, mas não conseguiu marcar, e saiu derrotado de Alcanena. Destaque para a atitude extraordinária da equipa academista, apesar da derrota, diga-se em boa verdade, o Académico merecia mais, muito mais.

Acreditamos que com esta garra e determinação subiremos de divisão. Força equipa!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

BENFICA

CARTOON

P S V - 2 BENFICA - 2 - EM FRENTE

Benfica nas «meias» com empate (2-2) em Eindhoven


O Benfica apurou-se esta quinta-feira para as meias-finais da Liga Europa, ao empatar (2-2) com o PSV, em Eindhoven. Encarnados perdiam por 0-2 aos 26 minutos. Luisão e Cardozo ditaram o resultado final. Segue-se duelo português com o SC Braga por um lugar na final de Dublin.
Dezassete anos depois, o Benfica volta a disputar a meia-final de uma prova europeia. No jogo 100 na Liga Europa (anteriormente designada por Taça UEFA), a tradição manteve-se e a deslocação das águias a Eindhoven voltou a resultar num empate – o terceiro no historial dos confrontos entre as duas equipas.
Os encarnados apresentaram-se no Philips Stadion com vantagem confortável (4-1) construída no Estádio da Luz, e poderiam mesmo ter sentenciado o apuramento nos minutos iniciais da primeira parte, por Gaitán e Saviola.
As iniciativas dos argentinos, porém, não resultaram em golo e o PSV ganhou a confiança de que precisava para se lançar na discussão do jogo e da eliminatória.
A equipa holandesa contou com o inesperado contributo da defensiva encarnada – foram vários os erros cometidos pelos homens mais recuados – e acabou por marcar aos 17 minutos, por intermédio de Dzsudzak.
Três minutos volvidos, Salvio, lesionado, foi substituído por Carlos Martins.
O golo empolgou o PSV. Apostando na velocidade de Labyad e Lens, os holandeses colocavam os encarnados em constante sobressalto. E seria este último a apontar o segundo golo, aos 26 minutos.
A eliminatória complicava-se para o Benfica. O PSV estava, agora, a um escasso golo de dar a volta.
As águias tremeram mas não caíram. Luisão foi lá à frente e, já no período de descontos, assinou um grande golo, conseguindo tónico importante antes do intervalo.
Depois de uma primeira parte sobressaltada e pautada por algum nervosismo, foi um Benfica personalizado e ciente do que tinha para fazer aquele que subiu ao relvado do Philips Stadion para a etapa complementar.
A equipa de Jorge Jesus baixou o ritmo ao jogo e patenteou maior coesão entre os sectores, não consentindo ao PSV os ataques rápidos que tanto perigo criaram na primeira metade.

Golo de Cardozo aos 63 minutos, na transformação de uma grande penalidade a castigar derrube sobre César Peixoto, deu expressão à boa prestação dos encarnados e sentenciou a eliminatória. Na frente por 6-3, só um descalabro afastaria as águias da rota da meia-final, onde vão defrontar o SC Braga a 28 de Abril, na Luz, e a 5 de Maio, no Axa.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

VIDEO

CARTOON

A.VISEU - 3 RIACHENSE - 0 - ESPÉCTÁCULO

Ac. Viseu FC 3-0 Riachense

Estádio Municipal do Fontelo,
10 de Abril de 2011
3ª Jornada da Fase de Subida
Árbitro: Sandro Soares (Leiria)
Ac. Viseu: Augusto; Casal, Jonas, Tiago Gonçalves e Marcelo Henrique; Vouzela, Álvaro, Ricardo e Éverson (Cabido, 90+2); Luisinho (Pedro Costa, 79) e Zé Bastos (Luís Miguel, 61).
 Treinador: Manuel Matias.
Riachense: Rui Galrinho, Gonçalo Fernandes, Luís Carlos (Pedro Galrinho, 25), Saúl, Bruno Lemos, Carioca, Miguel Luz (Murcela, 69), Paulito, Emerson, Santana e Moita (Rafa, 71).
 Treinador: Fernando Costa.
Golos: Jonas 18 (1-0), Luís Miguel 66 (2-0), Éverson 73 (3-0)
O Académico de Viseu venceu estar tarde o Riachense por claros, e inequívocos, 3-0 e subiu para a segunda posição da tabela, uma das duas que dão acesso à subida à II Divisão Nacional. Entrou bem o Académico a pressionar bem alto, a jogar rápido e a acercar-se com muito perigo da baliza da turma do concelho de Torres Novas. Antes do golo inaugural, autoria de Tiago Jonas, já o árbitro havia anulado um golo por fora de jogo – bem anulado diga-se – e já Tiago Gonçalves havia acertado no poste da baliza forasteira. O golo de Jonas, um pouco antes da vintena de minutos, era o corolário lógico do que se estava a passar no bem tratado relvado do Estádio do Fontelo.
A turma de Riachos com o passar do tempo reagiu, ameaçou a baliza academista, mas quase sempre fruto de algumas infantilidades defensivas – que irritaram sobremaneira Manuel Matias -, brincadeiras que podiam ter saído caro. O momento alto do Riachense esteve nos pés de Santana que, com a baliza escancarada, acertou no poste quando toda a gente no Estádio esperava o golo do empate. Foi também aí o “canto do cisne” da turma forasteira que não mais esteve tão perto do golo. Ao intervalo o 1-0 espelhava com clareza o que se passava em Viseu.
Se, me parece ser verdadeira a afirmação que o Académico de Viseu não teve uma entrada na segunda parte tão forte como na primeira, foram sempre os comandados por Manuel Matias que estiveram por cima na partida. Num contra ataque academista, conduzido por Casal, Luisinho esteve perto do golo depois de uma grande defesa do “redes” de Riachos a remate de Ricardo, com a bola a sobrar para Luisinho e quando todos nós pensávamos que a bola ia acabar no fundo das redes, para 2-0, a bola saiu ao lado. Lance em que ficou bem patente a falta de inspiração do 10 academista na tarde de hoje.
Se houve falta de inspiração de Luisinho essa, a inspiração, não faltou a Éverson. Já com Luís Miguel em campo e numa fase de grande ascendente academista, após canto de Ricardo, Éverson desviou ao primeiro poste, a bola, aparentemente, dirigia-se já para as redes adversárias mas Luís Miguel, claramente em jogo, desviou de cabeça. Era o 2-0 de autoria de um proscrito e a certeza, quase absoluta, de que a vitória academista já não fugiria. De quase certeza, a absoluta certeza, veio o terceiro golo academista. Éverson – autor dos passes para os dois primeiros golos – do meio da rua arrancou um pontapé magnífico levando a bola a bater na trave e a descer para lá da linha de golo. Um golo que valeu o valor do bilhete!
Vitória clara da melhor equipa em campo! Melhor em campo: Éverson

NAVAL - 2 BENFICA - 1 - BRINCADEIRAS

Está em qualquer manual de sobrevivência fiável. A solidão e o aborrecimento apenas existem na ausência de um pensamento lógico. Desprendido da ambição do título, sem saber muito bem o que fazer do que resta na Liga, a equipa de Jesus é um emaranhado de reacções individuais descoordenadas. Uma decepção da cabeça aos pés.
Perdido o campeonato com o estrondo que se sabe, o Benfica dá ares de um turista numa cidade desconhecida. De mapa na mão e o olhar desorientado, a pedir informações a quem passa. A derrota justíssima na Figueira da Foz tem uma atenuante, naturalmente, mas leve. Foram 11 jogadores novos, pouco entrosados e, lá está, desinteressados e desorientados.
Ao Benfica, já se percebeu, faltou quase tudo. Um rumo certo a seguir, uma tarefa motivante a cumprir e, já agora, qualidade para que esses pressupostos inexistentes tivessem um fundo de realismo.
Excepção feita ao período entre o golo da Naval e o intervalo - pouco mais de 20 minutos - o campeão nacional 2009/10 foi um espectro perturbador da equipa que chegou a encantar entre Janeiro e Março.
A entrada do Benfica na partida foi um desastre. De ombros encolhidos, expressão de frete e as pernas pesadas, o conjunto encarnado entregou a responsabilidade do duelo à equipa da Naval e deu-se mal. Perante tamanha parcimónia, os homens de Carlos Mozer encarnaram a cartilha do técnico e foram uns valentes, uns durões com tiques refinados.
O primeiro golo lá surgiu aos 22 minutos, pela cabeça do renascido Bruno Moraes, que já há uns anos fizera de desmancha-prazeres da águia num célebre F.C. Porto-Benfica. Só aí, insista-se, o Benfica teve um assomo de dignidade e pretendeu sacudir o entorpecimento causado por todas as razões supracitadas.
Já depois de Júlio César fazer uma defesa do outro mundo a pontapé de Godemèche, Carlos Martins atirou de cabeça ao poste e Alan Kardec fez o empate logo depois. O Benfica acabou com o tempo de descanso e só voltaria a acordar lá para o último quarto-de-hora.
Jorge Jesus não partilhará desta opinião. Talvez. De qualquer forma, em nosso entender, o Benfica ainda terá muito a ganhar ou a perder no campeonato. Quanto mais não seja, uma rede de motivação para as outras competições. Derrotas como esta consentida na Figueira da Foz só podem ter uma consequência: abanar fortemente com o ambiente sadio e de confiança.
Então, como dar a volta a este contexto ingrato na Liga? Com imaginação. Coisa que o Benfica jamais teve na sétima derrota consentida. Mudar todas as peças e esperar um milagre não é solução. Aqueles que raramente foram opção, nunca o virão a ser nesta fase final. Raras vezes, muito raras, a história se desviou destas leis.
Resta referir que a Naval teve muito mérito na edificação de mais três pontos. Mozer tem dois bons médios (Manuel Curto e Godemèche), dois homens capazes de espalhar o pânico (Edivaldo e Simplício), uma defesa muito certinha e um agitador chamado Marinho. Foi ele o autor do golo decisivo aos 83 minutos.
Duas perguntas para fechar: como é que um profissional falha o golo que Luís Filipe falhou no último suspiro? E alguém explica a contratação de José Luís Fernandéz (uma vez mais não utilizado)?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

BENFICA - 4 PSV - 1 - BONITO

Benfica vence PSV ao ritmo do tango (4-1)
Com golos dos argentinos Aimar, Salvio (2) e Saviola, o Benfica somou importante vitória diante do PSV e colocou-se bem perto das meias-finais da Liga Europa. A noite só não foi perfeita devido a nova falha do guarda-redes espanhol Roberto, que ofereceu autenticamente o golo à equipa holandesa.
Pode parecer injusto para o guarda-redes que o Benfica contratou no início da época ao At. Madrid por oito milhões de euros, mas Roberto cometeu mais uma gaffe, numa altura em que o Benfica vencia por 3-0 e até procurava ampliar a vantagem. O espanhol ouviu assobios após o golo concedido, autêntica oferta para o recém-entrado Labyad, aos 80 minutos, tendo intranquilizado a equipa, que, ainda assim, atenuou o erro ao fechar o resultado em 4-1.
A noite seria perfeita, não fosse esse golo sofrido. Num bom ritmo desde o início, os comandados de Jorge Jesus deixaram resposta muito positiva após a indigesta derrota do passado domingo diante do FC Porto e, sobretudo, mostraram que estão na Liga Europa para vencer.
No entanto, o primeiro golo apenas surgiu aos 37 minutos, remate de raiva de Aimar, mas logo depois o também argentino Salvio, num magnífico pormenor com o calcanhar, deu vantagem de dois golos para o intervalo. Toto, que sabe bem o que é festejar na Liga Europa (conquistou o troféu na época passada, ao serviço do At. Madrid), viria a bisar no reatamento e a Luz só esfriou com a tal gaffe de Roberto. A equipa tremeu, mas ainda teve força para fazer o 4-1, por Saviola.
Importante vantagem para o jogo da segunda mão, a realizar na próxima semana em Eindhoven. A presença nas meias-finais da competição, onde poderá encontrar o SC Braga, está a 90 minutos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CARTOON

SOURENSE -1 AV.VISEU-1 - POSITIVO



Campo Dr. António Coelho Rodrigues, 3 de Abril de 2011
2ª Jornada da fase de subida Série D

Árbitro: Carlos Amado (Leiria)
Sourense: Ivo, Pimenta, Makukula, Rafael Duarte, Alex, Jorgito, Tavares, Sanches (Mini, 66), Pazito (Sandro, 669, Estanqueiro (Marito, 77) e Vítor Silva. Treinador: Nuno Raquete.


Ac. Viseu: Augusto; Casal, Jonas, Tiago Gonçalves e Marcelo Henrique; Calico (Éverson, 43), Luís Vouzela e Álvaro; Ricardo, Luisinho (Luís Miguel, 85) e Zé Bastos (Pedro Costa, 77). Treinador: Manuel Matias.


Golos: Calico 30 pb (1-0), Éverson 54 (1-1)
O Académico alcançou um ponto na deslocação a Soure. 1-1 foi o resultado final
Esteve em vantagem a equipa do Sourense (auto golo de Calico). No segundo tempo o Académico melhorou, e Everson, após cruzamento de Casal, chegou à igualdade.

domingo, 3 de abril de 2011

BENFICA - 1 PORTO - 2 - NOVOS CAMPEÕES

FC Porto ganhou ao Benfica no Estádio da Luz (2-1) e chegou ao 25.º título de campeão. Pela segunda vez na sua história, faz a festa na casa do rival com Roberto num plano inclinado. E inquinado.


A verdade às vezes custa a engolir, principalmente quando tem o peso da História agarradinho a ela: o Benfica entregou em casa o campeonato ao FC Porto, coisa que não acontecia há mais de 70 anos, em 1939/40, no campo das Amoreiras. Na Luz, velha ou nova, foi a primeira vez. Jogou-se o título? Não, porque cedo ou tarde acabaria por ir para ao Dragão. Então jogou-se o quê? O orgulho: o poder adiar uma festa, estilo "aqui mando eu"; ou achincalhar o adversário no seu campo, estilo "toma-toma". Ganharam os miúdos do outro bairro. E ganharam bem. Porque foram melhores.
Olá, o meu nome é Roberto e sou guarda-redes


O Benfica começou sem Maxi, Carlos Martins (lesionados), Cardozo (tocado, no banco) e com Airton à direita da defesa e Jara como companheiro de andanças de Saviola. E com Roberto, sim, mas o "Roberto versão pré-época-Supertaça-primeiras jornadas". Para o mais esquecidos, este rapaz com aquele ar de quem não faz mal a uma mosca também não consegue lidar bem com algumas coisas.

Uma delas, o passado recente que fez dele o réu do pior arranque de sempre do Benfica 2010/11. E portanto, quando treme, treme à grande. No golo de Guarín, chega a ser risível a forma como põe as mãos à bola - quase tão anedótico como o falhanço de Javi Garcia que teve tudo para matar o lance à nascença.

Não o fez e deu à Luz o 1-0. O FC Porto, musculado de Guarín e simétrico de Moutinho dava água pelas barbas à barba rala de Javi: os pesos-pluma Aimar, Salvio e Gaitán não chegavam para cobrir o meio-campo. Veio o penálti duvidoso sobre Jara e Saviola lá remendou a coisa com o empate. Que Roberto, lento a reagir ao avanço de Falcao (fez o que quis de Sidnei), deixou fugir ao sair-se com as manápulas aos pés do colombiano. 2-1. Hulk não falhou e antes da meia hora, o resultado estava feito
O plano 'T', de Taça


Na segunda-parte, Jesus trocou o levezinho Aimar e o inconsequente Jara por César Peixoto e Cardozo. Era o plano da meia-final da Taça de Portugal, com Peixoto ali em contenção ao lado de Javi Garcia. Problema: o Benfica estava a perder e não era com o lentíssimo Peixoto que as coisas iriam mudar. O FC Porto percebeu, recuou, controlou o adversário à distância da baliza de Helton e o ritmo baixou.

Estavam nas suas sete quintas apesar de Cardozo, que fez melhor figura que Jara até ser expulso quando o Benfica já tinha um a mais em campo - Otamendi vira o vermelho por falta no Tacuara. Os encarnados desunharam-se para tentar chegar ao empate mas a bola ou era mal tocada de calcanhar ou chutada contra a muralha portista. A ansiedade não dava para mais.
A Luz apagou-se

O jogo terminou e na Luz desligaram-se as luzes, ligaram-se os aspersores e pôs-se a música em alto som em modo repeat: os jogadores do FCP celebraram como se estivessem numa festa da espuma de som duvidoso. É-lhes igual. FC Porto irá receber o troféu de campeão no próximo jogo em casa. Com o Sporting. Para os portistas, não podia ser melhor.


Ficha de jogo

Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa.

Benfica - FC Porto, 1-2.

Ao intervalo: 1-2.

Marcadores: 0-1, Roberto, 09 minutos (própria baliza). 1-1, Saviola, 17 (grande penalidade). 1-2, Hulk, 26 (grande penalidade).
Equipas:

- Benfica: Roberto, Airton (Jardel, 61), Luisão, Sidnei, Fábio Coentrão, Javi Garcia, Sálvio, Gaitan, Aimar (César Peixoto, 46), Saviola e Jara (Cardozo, 46).
Suplentes: Moreira, Roderick, Jardel, César Peixoto, Felipe Menezes, Kardec e Cardozo).

- FC Porto: Helton, Fucile, Rolando, Otamendi, Álvaro Pereira, Fernando, Guarín (Cristian Rodriguez, 81), João Moutinho, Hulk, Falcao (Maicon, 73) e Varela (Belluschi, 73).
(Suplentes: Beto, Sapunaru, Maicon, Ruben Micael, Belluschi, Cristian Rodriguez e James Rodriguez).

Árbitro: Duarte Gomes (Lisboa).

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Aimar (03), Airton (13), Otamendi (16 e 70), Fábio Coentrão (21), Roberto (25), Fucile (32), Javi Garcia (68), Álvaro Pereira (81), Jardel (88), João Moutinho (94). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Otamendi (70). Cartão vermelho direto para Cardozo (86).

Assistência: cerca de 40.000 espetadores.

segunda-feira, 28 de março de 2011

domingo, 27 de março de 2011

Ac.Viseu FC 2-1 AD Nogueirense - BRILHANTE


Académico vence contra 14!
Sem medo e rodeios, a verdade é esta. O Académico hoje venceu contra 14, por 2-1 um dos adversários directos, o Nogueirense. Num jogo em que tudo estava em jogo, e que fez recuar no tempo todos os academistas (uma arbitragem vergonhosa ao nível do celebre encontro com o Arouca), o coração viseense foi demasiado grande e intransponível, para se deixar cair por gestos habilidosos de certas pessoas. O nome a reter é o Sr. João Carlos Antunes Pereira Bento, da A.F. Santarém. Demasiado tendencioso para exercer esta mui nobre missão de ser árbitro.
O técnico Matias para o jogo de hoje fez alinhar o seguinte onze: Augusto ©, Casal, Jonas, Tiago e Marcelo; Calico, Álvaro (Filipe) e Vouzela (Everson); Ricardo, Luisinho (P. Costa) e Zé Bastos. O Académico foi mais forte. Num jogo bem disputado, onde merece destaque a entrega de todos os jogadores academistas, Luisinho e Augusto foram os heróis. Luisinho pelos dois golos que marcou. Se no primeiro foi só encostar após passe de Zé Bastos, no segundo isolou-se (passe de Ricardo), e desfeiteou o guardião do Nogueirense com um remate simples, mas de categoria. O nosso capitão Augusto, pela proeza de fazer uma defesa do outro mundo, após um penalty desperdiçado pelos forasteiros no último minuto de jogo. Foi realmente um minuto dramático o que se assistiu no Fontelo. O árbitro teve coragem de assinalar um penalty no ultimo minuto de compensação, mas o nosso numero um foi um verdadeiro herói, e deixou o Fontelo completamente em êxtase, e fazendo os adeptos acreditar que a subida de divisão é possível. São nestas alturas que se vê as grandes equipas. Garra, determinação, querer, mesmo quando os adversários são mais que muitos, como foi o caso de hoje.
O Nogueirense tem uma equipa muito boa, disso ninguém tem duvidas, e irá longe neste campeonato (esperemos que não tão longe como o Académico), mas não precisava de ajudas externas como se assistiu esta tarde, ficando na retina aquele vermelho perdoado ao defesa do Nogueirense quando Vouzela estava completamente isolado para a baliza. Quanto ao penalty, não sei se foi mão ou não do defesa academista, mas que o árbitro não hesitou, disso não houve duvidas (ao minuto 94). Mas agradeço-lhe, porque com esta defesa de Augusto, pode ter ensinado a todos os academistas o caminho do sucesso. Força Académico! Parabéns a todos os academistas pela união verificada hoje no Fontelo!
Com a derrota do Riachense em O.Bairro, o Ac. Viseu está agora a um ponto do 2º lugar, que dá acesso à subida. Para a semana será importante fazer um bom resultado em Soure.
Classificação: 1º Monsanto 25 pontos 2º O. Bairro, Nogueirense, Riachense 22 pontos 5º Ac.Viseu 21 pontos 6º Sourense 17 pontos
 
EU ESTIVE LÁ E FOI BRILHANTE VIVER EMOÇÕES TÃO GRANDES PELO NOSSO ACADÉMICO COM O FONTELO A VOLTAR A SER UM BOM PALCO DE FUTEBOL CONTRA TUDO E CONTRA TODOS,EU ACREDITO FORÇA ACADÉMICO!

segunda-feira, 21 de março de 2011

P. FERREIRA -1 BENFICA - 5 - GENIAL


Seis golos, três pontos e uma afirmação de campeão antes do clássico

Nota preliminar: este Benfica não se afirma preparado para passar o testemunho. Mas já lá vamos.

Antes disso impõe-se dizer que meia-hora à Benfica permitiu à formação de Jesus marcar quatro golos, três dos quais na baliza certa, e ficar a um ponto da felicidade possível. Por aqui já percebe como a entrada em campo foi forte. Os encarnados cumpriram a missão, e cumpriram-na rapidamente.
Nesta altura vale a pena voltar atrás para explicar a ideia anterior. Quando se fala em felicidade possível, fala-se nos objectivos que sobram na Liga. A vitória deixou o Benfica a um ponto de esgotá-los todos: garantir a Champions e evitar a festa do F.C. Porto na catedral do benfiquismo.

O que sobra depois? Pouco, claro. Sobra a dignidade, é certo, e sobra talvez o prazer: o simples prazer de proporcionar delícias como o terceiro golo. Sublime. Um remate em jeito, de primeira, de Gaitán. A bola seguiu para o ângulo, resultou numa obra enorme e fez-nos sentir a todos mais pequeninos.
Nessa altura percebeu-se que a vitória estava segura e que o Benfica tinha voltado a ser grande. Anunciou-o em castelhano: pela primeira vez esta época na Liga, entrou sem um português no onze. É um sinal dos tempos, é verdade, mas não fica bem a ninguém. Não fica bem ao Arsenal, e não fica bem ao Benfica.
Mas dizia-se o Benfica voltou a ser grande. Sobretudo pela capacidade que Aimar tem de tornar o futebol harmonioso. P. Ferreira teve oportunidade de assistir ao melhor Aimar, e a partir daí fica tudo mais delicado. O mago fez o segundo golo e participou em tudo o que o Benfica fez de melhor.
Destaques: senhor capitão entre o trio de argentinos
Antes de Aimar aparecer, é bom dizê-lo, já o P. Ferreira tinha dado um enorme tiro nos pés. Fê-lo aos quatro minutos, quando Cohène acertou com a mão no rosto de Javi Garcia e deu a Cardozo a possibilidade de fazer o primeiro da marca de penalty. A partir daí, claro, nada voltou a ser igual.
O P. Ferreira, normalmente autoritário e arrogante na Mata Real, encolheu-se, duvidou dele mesmo e durante muito tempo não acertou na marcação. Foi uma nódoa da equipa que conseguiu chegar ao quarto lugar. O Benfica jogou bem, com entradas rápidas na defesa adversária e criou perigo.
Passou meia-hora até que o Paços se reencontrasse. Meia hora e três golos que fecharam o jogo. É verdade que o autogolo de Carole (melhor exibição, desta vez) devolveu um pouco de esperança às bancadas, mas a expulsão justa de Cohène (que desastre!) devolveu tudo ao registo anterior.
Jesus: «É uma questão de honra vencer o Porto»
Por isso a segunda parte trouxe pouco. O P. Ferreira queria mas não podia, o Benfica fez a gestão de uma vantagem normal, há seis anos que não perde na Mata Real. Notícia só os golos de Nuno Gomes. Impressionante, sem dúvida: cinco jogos como suplente utilizado na Liga, cinco remates e quatro golos.
Para além disso, sobrou a tal ideia: o Benfica ainda não está preparado para passar o testemunho. O que é um excelente tónico para o clássico. Um jogo com a intensidade deste que aí vem merece o melhor dos rivais eternos. A emoção está garantida, o bom futebol está pelo menos anunciado.